sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Amazônia pode resistir às mudanças climáticas usando CO2 como fertilizante



O aquecimento global pode não ser tão prejudicial à floresta amazônica como se imaginava. Esta é a conclusão a que chegou o pesquisador inglês Peter Cox, da Universidade de Exeter. De acordo com ele, as árvores podem usar o dióxido de carbono (CO2) como fertilizante.

O estudo foi publicado na última quarta-feira (6), na revista científica “Nature”. O autor principal é o mesmo que havia previsto a extinção da floresta amazônica para os próximos quarenta anos, em consequência das mudanças climáticas.

Em declaração à agência Reuters, Cox explicou que a nova descoberta o deixa mais tranquilo. Esta é uma boa notícia, quando o que se tinha era a espera por uma catástrofe. “Felizmente, a liberação de carbono no ambiente é balanceada pelos efeitos positivos da fertilização pelo CO2, que vai superar o efeito negativo sobre a mudança climática, de modo que as florestas globais devem continuar a acumular carbono ao longo do século 21”, disse.

O CO2 absorvido pela planta auxilia o desenvolvimento de folhas, galhos e raízes. No entanto, os pesquisadores alertam para os impactos que os outros gases causadores do efeito estufa poderiam ter, pois metano e ozônio não possuem efeito fertilizante. Neste caso, a floresta corre mais riscos.

Mesmo que o cenário apresentado por Cox seja mais positivo, os especialistas continuam incertos sobre o futuro, pois as florestas tropicais precisam responder positivamente às mudanças climáticas e ainda sobreviver ao desmatamento.

Fonte: Ciclo Vivo 

Ocupação humana destruiu metade das zonas úmidas no século XX, diz TEEB



Metade das áreas úmidas do planeta foi destruída pela ocupação humana no século XX, segundo o novo relatório da Iniciativa Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade (TEEB, na sigla em inglês). O relatório foi apresentado no dia 2 de fevereiro, data em que se comemora o Dia Mundial das Zonas Úmidas. As áreas úmidas são regiões de transição entre os ecossistemas aquáticos e terrestres, como manguezais, lagos, pântanos e etc.

O documento aponta que grande parte das perdas ocorreu entre as décadas de 50 e 80. A Europa foi o continente que teve a perda mais significativa: entre 55-67% ao longo do século passado. A degradação continua ainda hoje, causada pela produção agrícola intensiva, irrigação, extração para uso doméstico e industrial, urbanização, infraestrutura e poluição, de acordo com o TEEB.

Importância

As zonas úmidas são cruciais na manutenção dos ecossistemas. Os manguezais, por exemplo, fornecem um enorme conjunto de serviços econômicos ao agirem como berçários de peixes e armazenadores de carbono, além de proporcionarem defesas poderosas contra enchentes e ciclones em uma época de elevação do nível dos oceanos. As árvores e arbustos, que crescem em habitats costeiros, também fornecem madeira resistente.

Além disso, as zonas úmidas são fundamentais na manutenção do ciclo da água, sendo esta essencial para todos os serviços dos ecossistemas, conforme enfatiza o documento. Atualmente, cerca de 884 milhões de pessoas, o equivalente a 12% da população mundial, carecem de água potável, enquanto outras 2,5 bilhões não têm acesso ao saneamento básico.

Fonte: Ecodesenvolvimento.com 

Unilever alcança marco de zero resíduos enviados a aterros


A Unilever anunciou que chegou ao marco de ter 50% de suas locações enviando zero resíduos a aterros sanitários em 2012. Em 18 países, esse marco já chegou a 100%. No Brasil, as fábricas de Vinhedo, Indaiatuba e Goiânia já passaram pelas mudanças para uma maior sustentabilidade.

Uma das mudanças é o empenho em reduzir, reutilizar, reciclar e recuperar resíduos. A meta do Plano de Sustentabilidade é que, mesmo que com o aumento da empresa, a quantidade de resíduos gerados seja cada vez menor. O compromisso antes previsto para 2020 está sendo adiantado em cinco anos, e a meta poderá ser comprida até 2015. A intenção é que 252 fábricas do mundo não envie nenhum resíduo perigoso a aterros até essa data.

Segundo Juliana Nunes, Diretora de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Unilever, “essa é uma realização importante para a companhia, conforme avançarmos em direção à realização de nossas ambiciosas metas de sustentabilidade. É um ótimo exemplo de como estamos colocando nossa estratégia de sustentabilidade em prática – ao desacoplar o crescimento do nosso negócio de seu impacto ambiental. O marco alcançado hoje demonstra como nossas fábricas são mais ambientalmente responsáveis. Isso, por sua vez, nos ajuda a economizar dinheiro para investir no negócio.”

Fonte: Atitude Sustentável 

São Paulo investe em ecopontos para resíduos de obras de construções



Onde descartar um antigo móvel ou entulhos de uma obra? Foi a partir deste questionamento que a prefeitura de São Paulo por meio de sua Secretaria Municipal de Serviços (SES), criou ecopontos, onde as pessoas podem direcionar esse tipo de resíduo.

Os postos de entrega voluntária de resíduos foi uma solução encontrada pelo órgão municipal para evitar o abandono do material em terrenos vazios ou em locais públicos, como parques, praças, calçadas e até mesmo em rios, o que ocasiona degradação da paisagem urbana e do meio ambiente.

O serviço é feito por meio de caçambas distribuídas em vários pontos da cidade. As pessoas podem descartar gratuitamente os resíduos, no entanto o limite de entrega é de até um metro cúbico, cerca de 25% da capacidade de uma caçamba.

É possível descartar no local desde restos de construções, demolições, poda de árvores até móveis e resíduos recicláveis. São várias caçambas para cada tipo de material.

A iniciativa que começou desde 2003, já possui mais de 50 ecopontos. Segundo a administração da cidade de São Paulo, nos primeiros seis meses de 2010 foi coletado cerca de 57.400 metros cúbicos de resíduos que, de outra forma, teriam sido simplesmente abandonados em espaços públicos, o que é crime.
Fonte: Ecodesenvolvimento.com

Buraco na camada de ozônio mudou correntes oceânicas na Antártida



A diminuição da camada de ozônio sobre a Antártida, causada em grande parte pelos Clorofluorcarbonos (CFCs), mudou as correntes do oceano. É o que afirma um estudo publicado na revista Science, liderado pelo pesquisador Darryn W. Waugh, da Universidade Johns Hopkins.

De acordo com o relatório, águas subtropicais intermediárias nos oceanos do sul tornaram-se "mais jovens" com ressurgências, enquanto águas circumpolares ficaram "mais velhas". Estas alterações refletem a ocorrência de ventos fortes superficiais, causados por uma fina camada de ozônio, segundo os cientistas.

Waugh e sua equipe se basearam nas medições de CFC-12 da década de 1990 até os anos 2000 nos oceanos do sul. Sabendo que o nivel de CFC na água aumentou junto com a atmosfera, os pesquisadores foram capazes de determinar a rapidez com que as águas superficiais misturavam-se, através da medição dos níveis relativos do produto químico.

Eles descobriram que as "mudanças de idade" foram consistentes com a intensificação dos ventos de superfície oeste. Eles acreditam que o buraco na camada de ozônio da Antártida é o responsável por estas alterações.

Impacto

"Os oceanos do sul desempenham um papel importante na absorção de calor e dióxido de carbono. Assim, quaisquer mudanças na circulação oceânica do sul têm o potencial de mudar o clima global", justifica Waugh ao Science Daily.

Como o ozônio começa a se recuperar ao longo dos próximos 50 anos, os ajustes da circulação oceânica têm o potencial de diminuir ou reverter. No entanto, o impacto de gases de efeito estufa sobre o movimento dos oceanos do mundo ainda tem que ser medido.

Fonte: Ecodesenvolvimento.com 

Diversidade de espécies evita colapso de ecossistema, diz estudo


Um estudo da Universidade de Guelph, no Canadá, revela que redução da diversidade de espécies e a monocultura (produção de um único produto agrícola) podem tornar um ecossistema mais vulnerável a mudanças ambientais súbitas, como incêndios e invasão de pragas. O artigo foi publicado na quaqrta-feira (6) na revista "Nature".

A pesquisa destaca a importância da biodiversidade na estabilidade de ecossistemas para amortecer os impactos de perturbações no meio ambiente. De acordo com os cientistas, os agricultores devem investir no cultivo de mais tipos de plantas em pastagens e bosques para evitar um futuro colapso no ecossistema.

Os pesquisadores monitoraram a estabilidade de ecossistemas altamente produtivos, mas pobres em diversidades de espécies. Eles verificaram que, apesar de se mostrarem resistentes às variações climáticas anuais, o ecossistema entrou em colapso quando foi atingido pelo fogo, introduzido pelos cientistas experimentalmente. Em contrapartida, pastagens em áreas com uma alta diversidade de plantas sobreviveram ao incêndio.

“As espécies são mais importante do que pensamos. Nós precisamos proteger a biodiversidade”, afirmou Andrew MacDougall, um dos autores do estudo e professor de botânica e membro do Centro de Pesquisa em Biodiversidade da universidade.

Os pesquisadores estudaram por dez anos pastagens no sul de Vancouver, no Canadá. A área de dez hectares, de propriedade da “Nature Conservancy of Canadá”, consiste em um tipo de savana ou pastagem com a presença de algumas árvores, no caso carvalhos, que estava há 150 anos sem registrar nenhum incêndio.

Os cientistas isolaram partes do terreno e as queimaram para comprar a reação do ecossistema nas áreas com maior e menor diversidade de espécies e plantas nativas.

Os resultados revelam que as parcelas aparentemente estáveis de pastagens uniformes entraram em colapso e foram posteriormente invadidas por árvores, enquanto os locais com diversas espécies resistiram à invasão de plantas lenhosas.


A diversidade também afeta a vulnerabilidade ao fogo, sugere o estudo. As áreas com maior diversidade registraram macas no terreno menos persistentes e tornaram-se menos propensas a sofrer novamente um incêndio de alta intensidade, se comparadas às pastagens com única espécie.

"As monoculturas são um ecossistema muito produtivo que, entra ano e sai ano, produzem e parecem estáveis. Mas, de repente, uma grande perturbação acontece e toda a biodiversidade que foi perdida desde o início torna-se importante", disse o professor e autor do estudo, Kevin McCann.

Fonte: Globo.com 

Estação portátil de tratamento transforma esgoto em água de reuso



Uma estação portátil de tratamento de efluentes sanitários desenvolvida no Brasil e capaz de transformar esgoto em água de reuso recebeu reconhecimento internacional. A iniciativa levou o prêmio especial de sustentabilidade da Bienal Ibero-Americana de Design, que acontece em Madri. O projeto tem apelo estético e procurar ser integrado ao espaço público, chamando atenção para a sustentabilidade.

O sistema de tratamento de esgoto portátil, batizado de MBR90, é capaz de devolver diariamente até 50 mil litros de água de reuso - quantidade suficiente para atender um condomínio com 600 moradores. A tecnologia usa apenas processo orgânico e filtragem (sem adição de compostos químicos) e dispensa monitoramento humano, sendo apenas necessária manutenção a cada 30 dias.

A água devolvida pode servir para limpeza, abastecimento de espelhos d’água, descargas para banheiros, sistemas de ar-condicionado, entre outros. A solução sustentável foi desenvolvida pela QUESTTO|NÓ e é facilmente instalável em empresas e condomínios - um equipamento compacto destinado a atender pequenas aglomerações.

Fonte: Terra.com  

Startup cria máquina que compra o seu celular velho e faz pagamento em dinheiro na hora


EcoATM já chamou a atenção de investidores e recebeu dinheiro da Fundação Nacional da Ciência nos EUA.


 Produto ganhou destaque nos Estados Unidos
Foto: Divulgação

Uma startup de San Diego, na California, já atraiu US$ 17 milhões em investimentos neste ano e conquistou até US$ 1 milhão do governo norte-americano por conta do produto inovador que desenvolveu. A EcoATM criou uma máquina que 'compra' o celular ou mp3 que o consumidor não quer mais.

De acordo com os desenvolvedores do produto, trata-se de uma máquina que usa até inteligência artificial para avaliar o produto que o cliente tem em mãos. Isso mesmo: a primeira avaliação será feita dessa forma. Depois, se o consumidor concordar com a oferta inicial, terá de colocar o celular ou mp3 em uma caixa dentro da máquina.

Haverá uma nova avaliação do produto e então o preço será determinado. Se concordar, o vendedor já vai embora com o dinheiro. A máquina libera notas conforme o valor estipulado. O usuário ainda pode optar por doar a quantia para uma instituição de caridade.

Além de inovadora, a máquina tem chamado a atenção nos Estados Unidos por conta do apelo ecológico - estimular as pessoas a se desfazerem de seus aparelhos velhos.

Confira neste vídeo como funciona o produto:


Fonte: Estadão

Que tal compartilhar a sua ideia de manejo de recursos hídricos com a ONU?


Em homenagem ao ano Internacional da Cooperação da Água, que foi instituído em 2013 pela ONU, a instituição lançou em janeiro a consulta global sobre qualidade e desperdício de água.


Que tal ver seu projeto de manejo de recursos hídricos sendo instituído pela ONU e ajudando pessoas no mundo inteiro?
O fórum online está aberto a todos que quiserem compartilhar ideias para melhorar o gerenciamento da água até o dia 17 de fevereiro!

A intenção desta consulta pública é que ela ajude na criação da agenda de desenvolvimento para depois de 2015, ano em que vence o prazo das Metas do Milênio. No final de fevereiro, uma reunião em Genebra será marcada a fim de discutir os resultados obtidos do debate virtual.


Fonte: Blog Planeta Água

Poluição aumenta chances de bebês nascerem com baixo peso



A China alcançou recentemente os 700 microgramas/m3, níveis de poluição considerados insustentáveis para qualquer pessoa. | Foto: Ho JohnLee/Flickr


Um estudo internacional, publicado na última quarta-feira (6 de Fevereiro), relaciona a poluição com o baixo desenvolvimento de bebês. De acordo com a pesquisa, grávidas expostas aos poluentes presentes no ar têm mais chance de gerarem filhos com baixo peso.

Conforme reportagem publicada na agência AFP, os cientistas trabalharam durante dez anos, entre 1990 e 2000, coletando dados para que fosse possível chegar a essa conclusão. Os três milhões de casos analisados aconteceram na América do Norte, África do Sul, Ásia, Austrália e Europa.

A relação é direta, ou seja, quanto maior são os níveis de poluição no ar, maiores são também as incidências de bebês que nascem com peso abaixo dos 2,5 kg. Em consequência disso, as chances de mortalidade pré-natal, doenças e futuros problemas crônicos de saúde, também são mais comuns, como explicado por Payann Dadvand do Centro de Pesquisa em Epidemiologia Menta em Barcelona, Espanha.

Os altos índices de agentes poluentes presentes do ar são constantemente identificados em muitas grandes cidades do mundo. Por isso, é responsabilidade das autoridades locais estabelecerem limites para a concentração dessas partículas e a consequente fiscalização.

O pior cenário foi identificado na China. Enquanto nos Estados Unidos o limite de concentração das partículas de poluição é de 12 microgramas/m3 e na União Europeia é de 25 microgramas/m3, a China alcançou recentemente os 700 microgramas/m3, níveis considerados insustentáveis para qualquer pessoa. 

Com informações da AFP.


Fonte: CicloVivo

Projeto de reforma no Maracanã vence concurso europeu de arquitetura



O projeto do Maracanã foi realizado pela firma de arquitetura Fernandes e Associados, sob gestão da Empresa de Obras Públicas do Estado. | Foto: Maracanã Rio 2014/Divulgação

Em 2011, o governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou um projeto sustentável para o estádio do Maracanã. Dois anos depois, uma das ações ganha o reconhecimento de um dos maiores concursos de arquitetura do mundo, o Mipim AR Future Project Awards.

O retrofit do estádio, desenvolvido para a Copa do Mundo de 2014 e para a Copa das Confederações, recebeu o primeiro prêmio da edição 2013. O termo em inglês retrofit tem o sentido de customizar, adaptar e melhorar uma antiga estrutura encontrando novos usos para ela.

A premiação é uma maneira da revista de arquitetura inglesa The Architectural Review, anualmente, destacar os melhores em categorias como arranha-céus, sustentabilidade, edifícios comerciais e desenho urbano, entre outras.

Reutilização de água da chuva, captação dessa água para torneiras, descargas e bica do estádio e reutilização do ferro e do aço do Maracanã original em estruturas secundárias são algumas das medidas que devem ser adotadas pelo estádio Jornalista Mário Filho, popularizado como Maracanã.

Além disso, serão instaladas placas fotovoltaicas em toda a superfície que cobre as arquibancadas. A previsão é que sejam gerados 670 mil kW/h por ano. O que seria suficiente para abastecer 25% da energia necessária para o funcionamento do Maracanã.

O projeto do Maracanã foi realizado pela firma de arquitetura Fernandes e Associados, sob gestão da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop). Para arcar com os custos, duas empresas de energia financiarão as ações: a Light, que coordena a produção e distribuição no Rio de Janeiro, e a EDF (Eletricité de France).

A revista descreveu o retrofit do estádio como "um engenhoso reuso da estrutura que permitiu a inclusão de uma espetacular cobertura que adapta o ícone da década de 1950 para o perfeito uso durante a próxima Copa do Mundo"

Com informações do G1.

Fonte: CicloVivo

Lodo de esgoto é transformado em adubo



O fertilizante foi aplicado no cultivo de milho e de aroeira. | Foto: Divulgação

Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense desenvolveram um adubo feito com lodo de esgoto, que tem se mostrado mais eficiente que os modelos industriais. Este é o resultado de estudos realizados desde 2011 que apresentam grande potencial econômico e ambiental.


O trabalho contou com o apoio da prefeitura de Volta Redonda e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), pois o lodo de esgoto doméstico é o resíduo proveniente do tratamento sanitário. Um dos maiores benefícios do projeto é o fato de dar a este material orgânico uma nova utilidade, já que ele representa perigo ambiental se descartado na natureza.

Os pesquisadores precisaram atentar a diversos detalhes durante o desenvolvimento do adubo. Os níveis de substâncias nocivas ao meio ambiente foram monitorados durante todas as etapas. Foram necessários quatro meses para a que a mistura dos compostos fosse finalizada. Contaminantes orgânicos, biológico e metais pesados permaneceram em níveis adequados.

Após o material estar pronto para o uso, os testes passaram para a segunda parte, que consistiu em mensurar sua eficiência na prática. Assim o fertilizante foi aplicado no cultivo de milho e de aroeira. Em parte dos testes os compostos do lodo foram misturados à terra e o resultado foi melhor que o dos fertilizantes tradicionais. Os pesquisadores continuam a avaliar a influência direta da mistura nas plantas. 

Com informações do Estadão.

Fonte: CicloVivo

Carnaval do Rio terá trio elétrico movido a xixi

Além de ser uma maneira de convencer os foliões a urinarem nos lugares adequados, o projeto vai gerar energia limpa para o bloco passar. | Foto: Reprodução/AfroReggae



O projeto “Xixi Elétrico” vai incentivar os foliões do carnaval carioca a usarem um mictório especial, que aproveita a urina para gerar energia. O mecanismo, inspirado nas usinas hidrelétricas, vai ajudar a abastecer o desfile do bloco AfroReggae.

Embora a notícia possa soar estranha para muitas pessoas, o projeto “Xixi Elétrico” é uma forma sustentável de convencer os foliões a urinarem nos locais adequados. A iniciativa também é um meio inovador de geração de energia limpa. “A eletricidade gerada pelo xixi pode ser aplicada para qualquer outro fim”, conta Lucas Tristão, um dos idealizadores do projeto.

O mictório será instalado no dia nove de fevereiro, no posto 9 da orla da praia de Ipanema. Para gerar energia, o equipamento aproveitará o fluxo da urina dos foliões, que vai mover um dínamo instalado no mecanismo. Em seguida, a força será armazenada em uma bateria que abastecerá parcialmente o trio durante o desfile.

“A eletricidade produzida pela urina vai ser responsável por um acréscimo na diversão. Ou seja, festa extra para os foliões. Por isso, quanto menos xixi na rua, mais a festa continua”, explica Tristão, animado com o projeto.

A ação é uma forma criativa de coibir os foliões que utilizam as ruas da cidade como banheiro.  No ano passado, as autoridades passaram a deter as pessoas que foram flagradas fazendo xixi em lugares inadequados. Além disso, a prefeitura do Rio de Janeiro realizou uma campanha para orientar os foliões a não urinarem nas vias públicas.

“A gente quer, através de uma ideia divertida, abrir os olhos do grande público para a importância de não fazer xixi na rua. Quem sabe, se a coisa der certo, no ano que vem a gente não tem muito mais mictórios?”, finaliza o idealizador do projeto.


Fonte: CicloVivo

Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental busca reconhecer boas práticas na indústria



Imagem: Divulgação

Reconhecer as empresas industriais, extrativas, manufatureiras ou agroindustriais que desenvolvam projetos ambientais de destaque no estado de São Paulo. Este é o objetivo da 19ª edição do PrêmioFiesp de Mérito Ambiental, cujas inscrições para companhias de pequeno, médio e grande porte já estão abertas e seguem até o dia 18 de março, no site dainiciativa.

Criado em 1995, três anos depois de o Brasil ter sediado a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (Rio-92), o prêmio da Fiesp procura mostrar à sociedade a preocupação e o empenho da indústria paulista quanto à melhoria da qualidade ambiental.

A premiação é formatada em duas categorias: "Indústria de Micro e Pequeno Porte", a empresa industrial com faturamento anual inferior ou igual a R$ 3,6 milhões; e "Indústria de Médio e Grande Porte", a empresa industrial com faturamento anual superior a R$ 3,6 milhões.

As inscrições são gratuitas e cada empresa pode concorrer com até dois projetos, que deverão ser apresentados nas versões impressa e eletrônica, e enviados ao Departamento de Meio Ambiente da Fiesp.

A empresa classificada em primeiro lugar de cada categoria fará jus:
a) ao Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental, consistindo em um troféu;
b) ao selo do Mérito Ambiental Fiesp, com o registro do Prêmio e o ano de referência;
c) a divulgação da premiação pelos veículos de comunicação da Fiesp.

Receberão menções honrosas até outros 04 (quatro) projetos finalistas. A menção honrosa consistirá em placa mencionando o fato e o ano de referência, com igual divulgação pelos veículos de comunicação da Fiesp.

Clique aqui para mais informações e link para inscrições;

Assista ao vídeo sobre o Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental:



Organização denuncia violação aos direitos humanos e impactos ambientais em obra da Petrobras

Foto: Divulgação

Por Agência Brasil

A Relatoria do Direito ao Meio Ambiente da Plataforma Dhesca Brasil, rede social que representa 36 organizações não governamentais, prepara um relatório com denúncias de violações aos direitos humanos decorrentes das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que está sendo construído pela Petrobras. Em dezembro do ano passado, integrantes da rede tomaram depoimentos de representantes das populações afetadas pelas obras às margens da Baía de Guanabara. O maior problema identificado, segundo eles, é o prejuízo sofrido pelos pescadores artesanais da região, que estariam proibidos de trabalhar próximo aos dutos que abastecerão o complexo.

“As denúncias são várias, incluindo redução da área de pesca, que causa uma série de impactos sociais e ambientais. Também há uma série de denúncias de ameaças à vida dos pescadores que se organizam para defender os seus territórios. Nosso objetivo é averiguar isso”, disse a assistente social Cristiane Faustino, relatora da entidade e integrante da organização social Terra Mar.

“A denúncia mais grave é a ameaça à vida das pessoas, o que é gravíssimo. Um grande ataque à democracia e uma negação de se construir o país sob o desenvolvimento sustentável. Também é grave a questão dos impactos ambientais, com risco de poluição e agravo da situação da Baía de Guanabara, que é extremamente afetada pelos empreendimentos petrolíferos”, destacou a ativista.

A economista Fabrina Furtado, integrante da Rede Brasileira de Justiça Ambiental, disse que pescadores relataram diminuição na quantidade de pescado na região onde está em construção as estruturas para o Comperj. “Os pescadores denunciam a diminuição do pescado. Eles não podem pescar próximo dos dutos e tem que manter distância de 400 metros, em verdadeiras áreas de exclusão. Além disso, eles relatam que os dutos produzem calor e barulho que espantam os peixes. Da maneira que está, vai acabar inviabilizando a atividade pesqueira”, alertou.


O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), disse que a questão do Comperj está sendo acompanhada de perto. “A Comissão dos Direitos Humanos está acompanhando a questão desde o início, inclusive os casos diretamente associados à isso, que são as mortes e ameaças de pescadores”, ressaltou o deputado, que cobrou maior diálogo público com as comunidades diretamente atingidas.

Em resposta à Agência Brasil, a Petrobras informou que "todos os empreendimentos da companhia seguem rigorosamente as disposições previstas nos licenciamentos ambientais. No caso específico do Comperj, a companhia repudia quaisquer ameaças aos pescadores e mantém diálogo constante com representantes dos pescadores e demais comunidades do entorno do empreendimento".



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Loja é decorada com caixotes de madeira


A loja de cosméticos Aeseop de São Franciso recebeu uma decoração diferente, usando caixotes de madeira e pallets em uma parede completa. Os nichos foram usados para acomodar os diferentes produtos.


Fonte: Atitude Sustentável 

Salvador ganha palco sustentável durante o carnaval

Montado em uma das praças mais famosas de Salvador, Castro Alves, no Centro Histórico, o palco sustentável vai aproveitar a alegria dos foliões para capturar energia e reutilizá-la durante a festa. Promovido pela Prefeitura de Salvador em parceria com o banco Itaú, o palco utilizará uma tecnologia holandesa que vai possibilitar a captura de aproximadamente 500 Watts por hora.

Segundo o Itaú, a energia que será gerada pelos foliões ao longo de toda a festa, pode ser capaz de carregar 2.200 celulares, manter 130 televisores ligados por uma hora e 450 horas de uso de um aparelho de som.

"Nosso principal objetivo é a geração de energia sustentável, mas não temos dúvidas de que será emocionante ver a energia aumentando com a alegria do folião pipoca, e quando acontecer o encontro das atrações dos trios com o palco, esse número pode ser ainda maior", afirma o diretor executivo de Marketing do Itaú, Fernando Chacon.

As apresentações serão realizadas de domingo, 10 de fevereiro, a terça-feira (12), com duração de aproximadamente sete horas por dia. Todos os shows estão previstos para começar a partir das 18h.

Conheça a grade de atrações:

Domingo: Nara Costa | Gaby Amarantos | e banda Calypso;
Segunda-feira: Moraes Moreira e Davi Moraes (com convidados) | banda Baiana System | e Diamba;
Terça-feira: Luiz Caldas | Ju Moraes (The Voice) e o Grupo Vozes do Brasil | Magary Lord com participação de Toni Garrido.

Fonte: Ecodesenvolvimento.com 

Antigos contêineres marítimos viram ponte em parque de Israel



Estes enormes equipamentos de metal um dia foram usados para transportar cargas em navios. Estavam em desuso, correndo o risco deser descartados como lixo ou simplesmente ficar abandonados em um lugar qualquer, mas despertaram a criatividade de arquitetos israelenses do escritório Yoav Messer Architects.

Foi assim que eles desenvolveram o projeto da ECOntainer bridge, ponte que será construída com contêineres no Parque Ariel Sharon, em Israel. A ideia é reusar esses equipamentos em uma estrutura base de aço, para ligar duas margens do rio que corta o parque.

A ponte, que terá 160 metros de comprimento, abrigará exposições e contará com dois pontos de observação da paisagem. Ela também poderá ser frequentada por veículos leves, para aliviar o fluxo das ruas que circundam o parque.

Uma das vantagens das construções feitas com contêineres é o reaproveitamento fácil, rápido e barato. Geralmente, os contêineres são reutilizados em construções de casas comerciais e até residenciais. E não seria bom que um espaço público da sua cidade se preocupasse em reaproveitar materiais assim?

Fonte: Superinteressante

Câmeras acompanham nascimento e desenvolvimento de papagaios; veja



O nascimento e o desenvolvimento de filhotes papagaios-de-cara-roxa passaram a ser monitorados por câmeras. Instaladas em ninhos, as imagens também mostram a interação entre as aves na Ilha Rasa, no litoral do Paraná. Elas são vigiadas durante o período de reprodução, que vai de setembro a março, pela equipe do projeto de conservação da espécie mantido pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS). (Clique aqui e veja o vídeo)

A técnica em conservação ambiental do projeto, Maria Cecília Abbud, explicou que entre setembro de 2011 e março de 2012 foi feito um teste com as câmeras nos ninhos. Elas foram colocadas em dois ninhos, porém, como apenas um foi ocupado pelas aves, eles optaram em agora pôr os equipamentos somente no ninho ocupado anteriormente.


“A gente acompanha desde o início, quando o casal escolhe o ninho, alguns dias antes de a fêmea colocar os ovos. Ela não os coloca de uma vez só, em média, isso acontece de dois em dois dias. Dessa vez, foram colocados três ovos. O primeiro filhote nasceu dia 3 de novembro [de 2012], o segundo dia 5 e o último no dia 8 de novembro [de 2012]”, relatou.

Segundo a SPVS, as câmeras, que são similares as de segurança, são posicionadas interna e externamente, discretamente, para não perturbar o casal de aves nem os filhotes. A ideia é registrar os cuidados dos pais e todas as fases de desenvolvimento, do ovo até a saída do ninho.

A técnica contou que papagaio mais novo morreu com cerca de 40 dias. “Uns dias antes, tínhamos os visto pessoalmente e foi constatado que ele estava mais fraco do que os outros”. O primeiro filhote saiu do ninho no dia 10 de janeiro e o outro já em seguida. De acordo com Maria Cecília, eles ainda ficaram uns dias próximos ao ninho, mas agora já voaram para longe.

Riscos

No Paraná, a estimativa é, conforme a técnica, de que existam cerca de 5.500 papagaios-de-cara-roxa, que está em extinção. Em todo o país, são aproximadamente 6.700 aves da espécie. Ainda de acordo com Maria Cecília, o litoral do Paraná, o litoral sul de São Paulo e o litoral norte de Santa Catarina são os locais de ocorrência dessas aves.


“Com esse trabalho, a gente entende como é o comportamento reprodutivo da espécie e o cuidado parental. Como o nosso projeto é de conservação, nosso foco mesmo é a reprodução. Ao entender o [processo] biológico reprodutivo, vamos acrescentar nosso conhecimento sobre a espécie”, finalizou.

A instituição monitora, desde 1998, ninhos de papagaios-de-cara-roxa em algumas ilhas no litoral do estado. Em 2003, iniciou a implantação de ninhos artificiais para substituir os ninhos naturais que foram perdidos ao longo do tempo. Atualmente, mais de 100 ninhos – entre naturais e artificiais – são monitorados.

Fonte: Globo.com 

Argamassa inovadora economiza água e reduz entulhos em obras


Segundo dados baseados na pesquisa internacional do Civil Engineering Research Foundation (CERF), entidade ligada à Sociedade Americana dos Engenheiros Civis (ASCE), a questão ambiental é uma das maiores preocupações do setor de engenharia civil no mundo. Isso porque ela é responsável pelo consumo de entre 15 e 50% dos recursos naturais. Para reduzir essa porcentagem surge no mercado produtos como a Massa DunDun, que promete economizar recursos.

A Massa DunDun é uma solução inovadora que utiliza uma nova forma de levantar paredes, a partir da colagem dos tijolos. Diferente da argamassa tradicional ela não requer a utilização de água, areia, cal ou betoneira, além de não desperdiçar materiais e manter a obra limpa.

Ela pode ser aplicada em sistemas de vedação vertical com blocos de concreto, tijolos e blocos cerâmicos, blocos de concreto celular auto-clavado, vedação de peças pré-moldadas, blocos sílico-calcário e tijolos de solo-cimento (ecológico).

As vantagens são:

  • produtividade aumenta em até 3 vezes;
  • reduz entulhos deixando a obra limpa e mais ecológica;
  • evita desperdício de materiais;
  • economiza a utilização de argamassa no reboco;
  • melhora logística o que aumenta a trabalhabilidade devido à alta fluidez;
  • reduz esforço físico dos operários;
  • custo total do metro quadrado mais barato.
  • A redução dos custos pode ser comprovada por meio de um sistema disponível no site do produto que faz um comparativo de valores. Os dados utilizados nos cálculos foram coletados no mercado e fornecidos pelo Sinduscon-SP.



Segundo os criadores, a economia em relação à argamassa tradicional é de 30 a 50%, além dá velocidade de conclusão do serviço ser 3 vezes maior.

O produto que possui qualidade FCC foi vencedor do “Prêmio Inovação e Sustentabilidade” da CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

No Brasil, o Gávea Sul Pátio Shopping, em Uberlândia, por exemplo, é um dos pioneiros a utilizar a nova técnica.

Fonte: Ecodesenvolvimento

Tecnologia transforma calor da panela em eletricidade


O The Power Pot é um equipamento criado com o intuito de produzir energia limpa independente das condições climáticas locais. Ele reaproveita o calor de uma panela, transformando-o em eletricidade, capaz de recarregar qualquer eletrônico.

Esta tecnologia foi desenvolvida com o intuito de prover abastecimento aos mochileiros que costumam acampar em áreas distantes da rede elétrica e para comunidade que habitam áreas rurais afastadas das centrais de fornecimento.

O Power Pot é composto por uma panela e sensores que monitoram a temperatura. Por isso, a utilização é muito simples. Basta colocar água na panela e aquecê-la, unindo as hastas ao sensor e conversor. Conforme ela esquenta, uma luz é acesa, indicando que os dispositivos já podem ser conectados para serem recarregados.

O equipamento também pode ser adaptado a outros tamanhos de panela, conforme explicado no site da empresa fabricante. O fato de possuir entrada USB também universaliza a utilização do Power Pot.

A produção foi possível através do aporte financeiro conquistado no Kickstarter, sistema de financiamento coletivo, e agora a tecnologia já está disponível para vendas por US$ 149. A empresa ainda faz campanhas para arrecadar fundos e enviar exemplares do Power Pot a comunidades carentes que não possuem acesso à energia elétrica. Esta não é a primeira tecnologia criada para aproveitar o calor da panela. Clique aqui para conhecer outro projeto.

Assista ao vídeo demonstrativo do Power Pot:



Fonte: Ciclo Vivo  

Projeto de reforma no Maracanã vence concurso europeu de arquitetura

Em 2011, o governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou um projeto sustentável para o estádio do Maracanã. Dois anos depois, uma das ações ganha o reconhecimento de um dos maiores concursos de arquitetura do mundo, o Mipim AR Future Project Awards.

O retrofit do estádio, desenvolvido para a Copa do Mundo de 2014 e para a Copa das Confederações, recebeu o primeiro prêmio da edição 2013. O termo em inglês retrofit tem o sentido de customizar, adaptar e melhorar uma antiga estrutura encontrando novos usos para ela.

A premiação é uma maneira da revista de arquitetura inglesa The Architectural Review, anualmente, destacar os melhores em categorias como arranha-céus, sustentabilidade, edifícios comerciais e desenho urbano, entre outras.

Reutilização de água da chuva, captação dessa água para torneiras, descargas e bica do estádio e reutilização do ferro e do aço do Maracanã original em estruturas secundárias são algumas das medidas que devem ser adotadas pelo estádio Jornalista Mário Filho, popularizado como Maracanã.

Além disso, serão instaladas placas fotovoltaicas em toda a superfície que cobre as arquibancadas. A previsão é que sejam gerados 670 mil kW/h por ano. O que seria suficiente para abastecer 25% da energia necessária para o funcionamento do Maracanã.

O projeto do Maracanã foi realizado pela firma de arquitetura Fernandes e Associados, sob gestão da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop). Para arcar com os custos, duas empresas de energia financiarão as ações: a Light, que coordena a produção e distribuição no Rio de Janeiro, e a EDF (Eletricité de France).

A revista descreveu o retrofit do estádio como "um engenhoso reuso da estrutura que permitiu a inclusão de uma espetacular cobertura que adapta o ícone da década de 1950 para o perfeito uso durante a próxima Copa do Mundo".

Fonte: Ciclo Vivo

Poluição aumenta chances de bebês nascerem com baixo peso



Um estudo internacional, publicado na última quarta-feira (6), relaciona a poluição com o baixo desenvolvimento de bebês. De acordo com a pesquisa, grávidas expostas aos poluentes presentes no ar têm mais chance de gerarem filhos com baixo peso.

Conforme reportagem publicada na agência AFP, os cientistas trabalharam durante dez anos, entre 1990 e 2000, coletando dados para que fosse possível chegar a essa conclusão. Os três milhões de casos analisados aconteceram na América do Norte, África do Sul, Ásia, Austrália e Europa.

A relação é direta, ou seja, quanto maior são os níveis de poluição no ar, maiores são também as incidências de bebês que nascem com peso abaixo dos 2,5 kg. Em consequência disso, as chances de mortalidade pré-natal, doenças e futuros problemas crônicos de saúde, também são mais comuns, como explicado por Payann Dadvand do Centro de Pesquisa em Epidemiologia Menta em Barcelona, Espanha.

Os altos índices de agentes poluentes presentes do ar são constantemente identificados em muitas grandes cidades do mundo. Por isso, é responsabilidade das autoridades locais estabelecerem limites para a concentração dessas partículas e a consequente fiscalização.

O pior cenário foi identificado na China. Enquanto nos Estados Unidos o limite de concentração das partículas de poluição é de 12 microgramas/m3 e na União Europeia é de 25 microgramas/m3, a China alcançou recentemente os 700 microgramas/m3, níveis considerados insustentáveis para qualquer pessoa.

Fonte: Ciclo Vivo 

Jovens sobem em árvores e impedem corte em Porto Alegre


A prefeitura de Porto Alegre (RS) suspendeu na tarde desta quarta-feira o corte de árvores nas proximidades da Usina do Gasômetro após um protesto de moradores da região. Jovens subiram nos vegetais da praça Júlio Mesquita para evitar a derrubada prevista para obras da Copa do Mundo. 

"Foi a Brigada Militar (a Polícia Militar gaúcha) que parou o corte para proteger a integridade física dos jovens”, disse a vereadora Sofia Cavedon (PT).



A parlamentar disse ter recebido do líder do governo na Câmara Municipal, Airto Ferronato, o compromisso de não retomar os cortes até a quinta-feira da semana que vem, quando deverá acontecer uma audiência pública sobre o tema. Sofia também irá acionar o Ministério Público amanhã.


Moradores das proximidades da praça Júlio Mesquita alegam falta de aviso prévio sobre os cortes. O Executivo local diz que os cortes são necessários para o alargamento da avenida Edvaldo Pereira Paiva, previsto no Plano Diretor de Porto Alegre desde 1985. 

Segundo nota divulgada pela prefeitura, 115 árvores, a maioria de espécies exóticas, serão removidas para a execução da obra. Está prevista uma compensação ambiental com o plantio de 401 mudas. 


A duplicação deve beneficiar pessoas que se deslocam diariamente à zona sul da capital. O fluxo na avenida é de cerca de 46 mil veículos por dia.

Fonte: Terra.com

Seca de 2005 ainda causa impactos na Amazônia


Um estudo publicado recentemente pelos cientistas da NASA na revista Proceedings of the National Academy of Sciences analisou os efeitos das secas que ocorreram na Amazônia na última década. Os pesquisadores se surpreenderam com os resultados! Uma área florestal de 270 mil quilômetros quadrados ainda está sofrendo efeitos da seca de 2005.

  
A região amazônica, além de muito quente, tem alto índice de umidade. As chuvas intensas que ocorrem lá são essenciais para a manutenção do ecossistema, porém as secas fortíssimas que atingiram a região em 2005 e 2010 estão causando alterações no bioma.

De acordo com o documento, uma área de florestas da Amazônia duas vezes maior do que o estado da Califórnia nos Estados Unidos sofreu danos da seca de 2005, que foi um evento climático extremo. A seca atingiu principalmente árvores velhas, porém a expectativa era que, nos anos seguintes, essas árvores se recuperassem sozinhas. O que não ocorreu e metade da área afetada não se recuperou até 2010, quando uma nova seca atingiu a região.

A preocupação dos cientistas é que as secas continuem a reincidir, como prevê o IPCC, e comprometa grande parte da floresta, que pode morrer se transformando em savanas.


Fonte: Blog Planeta Água