sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Carro elétrico não resolve problema da poluição, diz secretário do Ministério de Minas e Energia



O carro elétrico não é a solução para o cenário de transportes no Brasil, definiu o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Marco Antônio Martins Almeida, em evento realizado na última quarta-feira (29 de Agosto) no centro da capital fluminense.

Debatendo soluções para o abastecimento de combustíveis em seminário do governo estadual dedicado ao etanol, Almeida definiu o carro elétrico como uma boa alternativa para a diminuição da poluição nas grandes cidades, mas uma solução incompleta.

“A energia a ser suprida [para ser armazenada nos carros elétricos] exigiria uma fonte adicional, que tem de ser fóssil”, explicou o gestor, que defende o investimento em melhoria na eficiência dos motores dos carros flex. Ele também destacou a importância do veículo híbrido flex. “O nível de consumo é a metade de um veículo normal. Se eu conseguir expandir a frota de veículos híbridos eficientes, a demanda diminui”, disse.

O secretário apontou ainda que os níveis atuais de consumo de combustíveis, em especial da gasolina, e a demanda crescente têm alarmado o governo, que procura alternativas para o médio e longo prazo, evitando gastos excessivos com importação de combustíveis.

Segundo o Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, o aumento do consumo de gasolina, somente nos últimos três anos, foi de mais de 50% em relação ao volume consumido em 2008.

Fonte: Ciclo Vivo 

Aplicativo ajuda usuários a denunciar pontos ilegais de entulho


Eliminar os pontos de lixo espalhados na cidade ajuda a sociedade e também o meio ambiente. | Foto: TrashOut


A empresa TrashOut da Eslováquia criou um aplicativo para que os cidadãos possam denunciar a sujeira em seu bairro através do celular. Os usuários podem avisar os órgãos competentes sobre o descarte incorreto de entulho através do programa.

O aplicativo é um estímulo para a população fotografar locais sujos devido ao despejo ilegal de entulho, entrar em contato com as autoridades informando o local e, até mesmo, mobilizar outras pessoas para fazerem uma limpeza coletiva.

A empresa desenvolveu o aplicativo com a parceria das autoridades do país, o Ministério do Meio Ambiente da Eslováquia, do Greenpeace e de outros órgãos ambientais. Ele está disponível nos sistemas operacionais Android e iOS.

Em seu site, a companhia ressalta que eliminar os pontos de lixo espalhados na cidade ajuda a sociedade e também o meio ambiente. “TrashOut é um projeto ambiental com o objetivo de localizar depósitos ilegais em todo o mundo. Estamos desenvolvendo uma solução para tomar medidas adequadas para aterros ilegais. O projeto ajuda pessoas e também instituições e governos locais para que melhorem a situação ambiental do mundo”, informam no site.

A ideia surgiu em 2009. No ano seguinte foi desenvolvido o primeiro protótipo na Universidade de Ciências Aplicadas, na Finlândia. Em 2011, foi criado o segundo protótipo e no mesmo ano foi formada a equipe de seis pessoas da empresa TrashOut na Eslováquia. O grupo ganhou uma competição de melhor aplicativo móvel. 



Com informações da Revista Época.
Fonte: Ciclo Vivo

Torneira Ecológica



O design já seria atraente o suficiente, mas o grande diferencial desta torneira é o fato de que ela foi pensada para ser ecologicamente correta.

O tubo de vidro que aparece em seu topo tem sempre exatamente um litro d’água, mais do que o suficiente para lavar as mãos.

O que poucos sabem é que, na teoria, quase seis litros são gastos quando alguém liga a torneira por trinta segundos. Uma vez que o líquido é usado, ela deve ser desligada (ou seja, sua alavanca deve ser puxada para cima) para que o próximo litro chegue até o tubo. Trata-se de uma peça elegante, com design futurista e, o melhor, eco-friendly.

A 1ℓimit, nome que significa literalmente “um litro limite”, é para quem deseja ter a consicência tão limpa quanto as mãos.
A assinatura é dos designers Yonggu Do, Dohyung Kim e Sewon Oh.


Fonte: Garimpo Verde

Pesquisadores mineiros criam tecnologia que torna o banho mais econômico


A economia do novo sistema é de 31% | Foto: Alex France/SXC


Uma técnica para reduzir o consumo de energia elétrica do chuveiro foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais. A ideia é aquecer o ambiente do banheiro, ao contrário dos projetos atuais que aquecem somente a água. Além de economizar, a solução proporciona mais conforto ao consumidor.

Os pesquisadores acreditam que com o ar aquecido, a temperatura da água não precisa ser tão quente. Desta forma, a pessoa que estiver tomando banho poderá deixar a chave do chuveiro em uma posição que exija menos potência e, consequentemente, consumirá menos energia.

Segundo os estudos realizados, aquecer o ar não requer mais energia do que a economizada pelo chuveiro. Pelo contrário, com o método proposto o balanço é positivo, com um ganho superior a 30%.

Para que a tecnologia funcione é necessário que o box do banheiro fique completamente fechado. O ar quente não pode escapar do seu interior. O banho econômico deve ser realizado em três etapas.

Antes de abrir o chuveiro, o usuário deve entrar no box, fechar a porta e ligar o aquecedor de ar. O aparelho então precisa ser ajustado para uma temperatura agradável. Na etapa seguinte, o usuário abre a água e, mais uma vez, ajusta sua temperatura. Após o banho, o chuveiro será desligado e a pessoa não sentirá o impacto da baixa temperatura como acontece normalmente. Só depois de se enxugar e se vestir, o consumidor desliga o aquecedor.

"Em uma residência pequena com quatro moradores, o chuveiro elétrico pode responder por até 45% do consumo de energia elétrica durante os meses mais frios e por cerca de 30% no período mais quente do ano, quando a potência do chuveiro pode ser reduzida", explica o professor Marco Aurélio da Cunha Alves, idealizador do projeto.

Com base em um banho de 10 minutos, tempo médio estimado pela pesquisa Procel da Eletrobras, o professor calculou que a economia do novo sistema é de 31%. Os dados foram baseados na potência máxima de um chuveiro elétrico popular, que é de 4.500 W, na posição "inverno". Ele também levou em consideração a energia gasta para aquecer o ar do ambiente.

Além dos benefícios ambientais, a medida ainda ajuda a reduzir o valor da conta de energia elétrica. O pedido de patente da tecnologia já foi solicitado e o pesquisador está em contato com os setores da indústria para comercializar sua tecnologia. 


Com informações da Revista InovaçãoTecnológica.
Fonte: CicloVivo

Dupla cria composto para usar resíduos orgânicos como matéria-prima de tijolos




Imagine viver em um lar feito de lixo. Pode parecer estranho, mas uma técnica desenvolvida em Araraquara, interior de São Paulo, permite fabricar tijolos com resíduos orgânicos — sem cheiro ruim. Com o ingrediente inusitado e um composto químico misterioso, é possível usar menos areia e concreto do que o normal e baratear a produção do tijolo.

A ideia surgiu há dois anos, da cabeça do metalúrgico e sociólogo José Antônio Masoti, preocupado com o meio ambiente e o destino do lixo. “Todo mundo fala sobre a produção de adubo com resíduo orgânico. Pensei em usá-lo para algo mais útil.” A solução que encontrou, com o apoio do químico Marcelo Santos, foi misturar a lixarada com concreto. “Pode ser que mais coisas possam ser feitas a partir do pó do lixo, como asfalto, por exemplo.”

O projeto só é viável graças a um produto químico patenteado por Santos, batizado de JMX. Ele tem várias funções, como dar liga à mistura — sem isso, o “tijolo orgânico” fica quebradiço. Além disso, ela tem propriedades ecológicas, como impedir a proliferação de bactérias e tratar poluentes. “O composto permite que o metal presente no agrotóxico usado em uma folha de alface, por exemplo, seja tratado, sem deixar resquícios no tijolo”, diz o inventor.

Os tijolos estão em fase de testes e, de acordo com os inventores, os blocos aguentaram uma pressão superior à exigida pelo Inmetro no caso dos convencionais (veja o info). Para o Instituto testá-los e aprovar sua comercialização, é necessário fabricar um lote de ao menos mil unidades e submeter 30 delas como amostra — até agora, eles só produzem cerca de 300 peças por "fornada", numa usina caseira. Algumas prefeituras, no entanto, já estão de olho na invenção. As de Suzano e de Osasco, na grande São Paulo, já procuraram os inventores, interessadas na economia que a nova tecnologia pode gerar para a construção de casas populares.



Fonte: Revista Galileu

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Leaf house: a minicasa ecológica que viaja com o dono



 Quem gosta de viajar por longos períodos sabe que nosso lar doce lar pode se tonar um problema. O que fazer com o apartamento, durante os seis, doze meses passados fora? Para o canadense Laird Herbert, de 28 anos, isso deixou de ser uma preocupação.







Entusiasta do meio ambiente e de aventuras, o rapaz projetou uma casa sobre quatro rodas para carregar para onde bem entender. Minimalista, prática e ecológica, a Leaf House é construída com materiais sustentáveis e pode acomodar uma família de até quatro pessoas.


Por ser compacta, ela é menos dispendiosa com aquecimento, refrigeração e energia em geral. A estrutura vem equipada com lâmpadas LED (mais econômicas que as convenconais), janelonas largas que facilitam a entrada de luz e ar fresco, além de paineis solares no teto, que ajudam a poupar recursos naturais.


                                                                                                            




Dentro do trailer em miniatura, há espaço para uma sala de estar com sofá-cama loft, sala de jantar, cozinha completa e banheiro com direito até a banheira. Essa é a segunda micro casa feita pelo jovem, que abriu um negócio próprio para comercializar a Leaf House.





Fonte: Exame.com 

Evento discute o uso de água no setor industrial


Reúso de Água foi o tema discutido no 2º Encontro Técnico sobre Utilização de Água no Setor Industrial, que aconteceu no dia 21 de agosto, iniciado pela Profª Drª Emília Wanda Rutkowski – Presidente da Subseção Campinas da ABES-SP - no Auditório da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP, em Campinas.
Durante o encontro foram apresentados casos aplicados de reúso de água, fornecimento de água de reúso, metodologias para inventário de água e tecnologias disponíveis, como, por exemplo, o Sr. Marcelo Morgado – Assessor de Meio Ambiente da Presidência da SABESP que falou sobre: “Experiência no Fornecimento de Água de Reúso para Indústrias”.
Estiveram presentes também as empresas ALFA LAVAL – Apresentando “Tecnologia MBR e Casos de Aplicação”, FOZ DO BRASIL – “Projeto Aquapolo”, SANASA – “Água de Reúso: Uma nova realidade para Campinas”, VMETAIS – “Metodologia para Inventário de Água” e, encerrando o evento, a empresa WORK INDUSTRIAL ENGENHARIA.
“Em decorrência de problemas relacionados com a escassez de água e diante de um novo cenário mundial acerca das condições ambientais, o assunto conservação de recursos hídricos passou a ser item de pauta de natureza estratégica, e não por acaso um dos temas mais relevantes da agenda mundial.” Destaca a gestora de contratos da empresa Work Industrial Engenharia, grande apoiadora do evento.
Um dos motivos pela criação deste encontro foi o de que o uso de água, em especial pelo setor industrial carece de esclarecimentos, tendo em vista que muitas das implantações existentes apresentam inúmeras oportunidades de melhoria no uso e na conservação da água industrial.
Outrossim, deve-se considerar que a cobrança gradativa pelo uso da água, representará um aumento nos custos de produção para o setor industrial, e portanto, a oportunidade de discussão sobre um possível rearranjo do sistemas para melhor utilizar a água, se faz premente.
O evento reuniu mais de 100 pessoas de cerca diversas empresas da região e já tem perspectivas para uma 3ª edição no próximo ano.

Terapia com Botos ajuda crianças deficientes e promove preservação


A Bototerapia tem auxiliado o tratamento de crianças deficientes e incentivado a preservação do boto-vermelho no estado do Amazonas. O trabalho é idealizado pelo fisioterapeuta Igor Simões Andrade e pelo veterinário Diogo Lagroteria.

A terapia consiste principalmente em permitir que as crianças tenham um contato direto com o animal no Rio Negro. Assim, durante as atividades eles brincam e adquirem conhecimento sobre a espécie ameaçada de extinção, enquanto outras técnicas são trabalhadas pelos especialistas para o desenvolvimento motor e intelectual das crianças.

O projeto teve início há sete anos e, desde então, permite que jovens com diferentes dificuldades experimentem uma sensação bastante distinta. As crianças são levadas até os botos em cinco encontros, que acontecem uma vez a cada mês, sempre acompanhadas dos pais.

Os resultados são bastante perceptíveis. Em entrevista ao Globo Natureza, Andrade explicou que um dos exemplos de aplicação da terapia é a função de acalmar crianças muito agitadas ou hiperativas. O fisioterapeuta garante que em cada caso existe um benefício específico do trabalho. Mesmo assim, ele informa que o intuito da bototerapia não é substituir os métodos tradicionais, mas sim complementar.

Além do benefício à saúde, o projeto também colabora para a preservação dos botos, através de trabalhos de conscientização com as comunidades locais. Pois, os animais são alvos constantes de pescadores, que utilizam sua carne como isca.

Os idealizadores também têm cuidado para não tornar os botos dependentes dos humanos. Por isso, a alimentação é controlada e as visitas também, para que eles preservem seus hábitos naturais. O projeto conta com o apoio de um hotel local, mas poderia ter uma abrangência maior se tivesse mais patrocínio.

Fonte: Ciclo Vivo 

Computador ecológico é 98% reciclável




A empresa irlandesa MicroPro criou um computador ecológico com ajuda do instituto alemão Fraunhofer IZM. O iamecoV3 tem a carcaça feita de madeira e tela touchscreen.

O nome iamecoV3 vem da expressão em inglês "I am Eco". O PC tem 98% dos componentes recicláveis. Além disso, a empresa considera que 20% desse material pode ser reutilizado com facilidade.
Outro ponto de destaque do computador é que ele usa dissipadores de calor, ao invés dos sistemas de ventilação tradicionais. Assim, o computador não sofre de superaquecimento e ainda converte o calor em mais energia para funcionar por mais tempo.

A tela do computador é feita de LED. Segundo a empresa, isso também aumenta de 30% a 40% a eficiência energética do aparelho.

Os criadores tentaram diminuir ao máximo a quantidade de halógeno (substância tóxica) dos componentes eletrônicos, como nos processadores. As peças também podem ser substituídas com facilidade, o que aumenta a durabilidade do produto.

A produção de um iamecoV3 usa 360 quilogramas de gás carbônico (CO2). Apesar de parecer um nível alto de emissões de gases poluentes, a porcentagem é 70% mais baixa do que a de um computador normal. Portanto, a pegada de carbono do iamecoV3 é considerada muito pequena.

O aparelho já ganhou o selo de sustentabilidade da União Europeia, o EU Ecolabel. Porém, ainda não há previsão de comercialização do produto.


Fonte: Plante Sustentável

Brasil, um país do futuro eólico



Equipamentos da Alston em parque eólico na Bahia.
Foto: Rafael Martins/Secom-BA

O Brasil do presente, quando o assunto é a geração de energia, pode ser definido como o país das usinas hidrelétricas, que produzem a maior parte da eletricidade consumida e já se alastram Amazônia adentro, para desespero de organizações não internacionais ambientalistas e comunidades tradicionais. Já o Brasil, um país do futuro (parafraseando a clássica obra de Stefan Zweig), reúne boas perspectivas para vir a ser o país eólico. Os dois leilões de energia marcados para outubro já contam com mais de 500 projetos inscritos e devem, no mínimo, repetir o sucesso dos pregões de 2011.

Segundo matéria publicada no Valor Econômico de quarta-feira, 29 de agosto, as fornecedoras de aerogeradores traçam estratégias para elevar a participação no mercado. A aposta das fabricantes está no aumento do índice de conteúdo local e da eficiência dos equipamentos.

A empresa dinamarquesa Vestas, que respondeu em 2011 por 14% das vendas globais de aerogeradores, observa que o segmento brasileiro ainda é pequeno, mas projeta que o país estará entre os cinco maiores mercados da companhia nos próximos cinco a dez anos.

Vestas busca ampliar nacionalização; Alston vai abrir fábrica

A multinacional planeja fechar parcerias com subfornecedores no Brasil e ampliar seu índice de nacionalização para os 60% exigidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a fim de estar habilitada para receber financiamento. Já no exterior, a Vestas vai cortar empregos para atingir sua meta de redução de custos e, ao mesmo tempo, diminuir seu endividamento.

A francesa Alstom, por sua vez, vai anunciar nas próximas semanas a construção de uma nova fábrica no Brasil - a primeira da companhia foi inaugurada em novembro de 2011, na Bahia, com investimentos de R$ 50 milhões e capacidade para produzir 300 MW/ano de aerogeradores. O local e o valor da próxima unidade ainda são desconhecidos.

"[A nova fábrica] é decisão já tomada. Estamos comprometidos em fazer a segunda unidade. Continuaremos aumentando a nossa participação no Brasil", contou ao Valor o vice-presidente mundial da Alstom Wind, Alfonso Faubel. A aposta da empresa é construir máquinas de maior porte e adaptadas ao regime de ventos brasileiro, para reduzir custos do produto final e da manutenção das peças.

De acordo com a matéria do Valor, com a decisão da Petrobras de não fornecer gás para novas térmicas e com apenas duas novas hidrelétricas licenciadas até o momento, a expectativa é que a fonte eólica domine novamente os leilões de outubro, que negociarão energia a ser entregue a partir de 2015 e 2017. 



4 maneiras de reaproveitar frascos de amaciante


As embalagens plásticas de produtos químicos que são usados em casa podem ganhar novas funções. Tanto para enfeitar, quanto para ter uma utilidade maior. As dicas a seguir reúnem quatro ideias para reutilizar os galões de amaciante, frequentemente descartados por nós.

Vasos


Uma forma simples de reutilizar as garrafas de plástico é usá-las como vaso. Basta lavar bem a embalagem e cortar o fundo do recipiente para acomodar a planta. O recipiente deve ser usado com a boca da garrafa virada para baixo. Logicamente, este vaso de plástico não vai se equilibrar se colocado no chão, logo, deve ser pregado na parede. Uma dica para deixá-lo mais atrativo é passar uma base de tinta PVA e depois colori-lo. Inspire-se no trabalho da artista plástica inglesa Anna Garforth. Ela pinta à mão estampas e desenhos geométricos em galões de plástico. O resultado é bem descontraído, confira na nossa galeria de fotos. A dica é do Vila do Artesão.

Horta


Corte a metade da parte de cima do galão, mas deixando o pegador, veja na imagem para entender como o corte deve ser feito. Faça pequenos furos para que quando a planta for regada, a água possa escorrer. Com este modelo você pode inclusive aproveitar várias garrafas e pendurá-las em uma estrutura de madeira ou ferro, encaixando cada uma pela “alça” da embalagem de amaciante. Esta é uma opção boa para quem gosta de jardinagem, porém, tem pouco espaço disponível. A dica é do Jardinaria.

Estojo


Outra forma útil de reaproveitar as garrafas é utilizando-as para guardar lápis, canetas e demais itens escolares. Basta cortar em formato de quadrado a parte de baixo, abaixo do pegador, um dos lados da garrafa. Aqui não tem segredo, o galão se transformará em um organizador. O compartimento não é prático para ser carregado para escola, mas pode ser útil em uma mesa ou estante em que você deixe seus materiais. A dica é do Jardinaria.

Pá de lixo



Na rede social Facebook circula a imagem de uma pá feita com um galão plástico semelhante ao pote de amaciante. A foto é autoexplicativa: com apenas dois cortes na garrafa você tem uma pequena pazinha. Ela pode ser usada na cozinha, por exemplo, para puxar a água que transborda na pia e recolher os restos de lixo.



Fonte: CicloVivo

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Aprenda a decorar uma luminária com flores e borboletas de papel



As lanternas orientais já são muito usadas na decoração, além de baratas, elas dão um toque especial à iluminação dos ambientes. Este tipo de luminária de papel é facilmente encontrado em lojas de 1,99 e até mesmo pela internet.

O CicloVivo separou uma ideia bacana para personalizar as lanternas, dando uma ar mais romântico e feminino.  A ideia de customizá-la com flores de livros velhos, miçangas e papéis variados é da artesã Linda Albrecht, do site Glue Arts.


Materiais

1 lanterna oriental redonda; cola quente; miçangas de pérola variadas; furador de papel em formatos de flor e borboleta; folhagem de tecido artificial.

Papéis variados como: papel crepom na cor azul claro; papel de seda branco; papel Canson bege; e papel de página de livro velho (que não servem mais);

Método


Use um furador artesanal para cortas as pétalas das flores e os moldes de borboletas. Se você não possui um furador, pode recortar à mão mesmo, dá mais trabalho, mas o resultado é igualmente bonito.  Você deve fazer as camadas das pétalas das flores em formatos diferentes.




Para fazer uma flor você vai precisar:

1 pétala grande, que servirá como base; 1 pétala grande com um furo no centro. Você deve pressionar o seu centro para que essa pétala fique com efeito 3D; 1 pétala média; 1 pétala pequena; e 1 miçanga de pérola para fazer o miolo da flor.

Cole uma pétala sobre a outra com cola quente e finalize com a pérola. Você pode ir variando os tipos e tamanhos de papéis para cada flor.




Para fazer a borboleta você vai precisar:

1 recorte em formato de borboleta grande; 1 recorte em formato de borboleta médio; 1 recorte em formato de borboleta pequeno; 2 miçangas de pérolas com cabo para fazer as antenas das borboletas.

Dobre levemente as borboletas ao meio para parecer que elas estão voando. Cole uma sobre as outras e aplique as antenas com cola quente. Você pode variar os tipos e tamanhos de papéis para cada borboleta.


Quando você tiver uma quantidade de flores e borboletas considerável, comece a aplicá-las sobre a lanterna, utilizando cola quente. Aplique também as folhagens artificiais. O ideal é fixa-las na diagonal da lanterna para dar o efeito de movimento.

Fonte: Ciclo Vivo 

Ciclistas ganham vias em motofaixa e monotrilho de São Paulo


A motofaixa da Rua Vergueiro, em São Paulo, receberá ciclistas nos domingos e feriados. O benefício será concedido entre o trecho do bairro Paraíso, na zona sul, e a região da Sé, no centro da cidade.

Os ciclistas pedem que o corredor exclusivo para motos possa ser utilizado também por eles desde 2010. Certa vez, foram até desenhadas bikes no chão da via em protesto para a abertura do trecho.

Desde então, os ciclistas continuaram a pressionar os órgãos competentes. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a motofaixa foi criada para atender mais de mil motos que passariam pelo local diariamente. No entanto, a área exclusiva não atraiu tantos motoqueiros como esperado.

Estava previsto outros corredores na cidade, mas o baixo movimento fez com que a Prefeitura de São Paulo desistisse dos planos. O projeto de proibir motociclistas na avenida 23 de Maio também foi abandonado.

De acordo com a Secretaria Municipal dos Transportes, o local será liberado nas próximas semanas. Quem defende o uso da bicicleta como meio de transporte diário reivindicam o uso das motofaixas também em dias de semana. Em breve será inaugurada uma ciclofaixa na Avenida Paulista que também funcionará apenas aos finais de semana.

Outra via destinada aos ciclistas poderá ser construída sob o monotrilho da Linha 2 – Verde, na Zona Leste da capital paulista. O projeto é uma ciclovia de 10,3 quilômetros exigida para a licença ambiental das obras.

De acordo com o site Vá de Bike, é provável que haja bicicletários em todas as estações. Além disso, o entorno de tais estações serão adaptados para atender portadores de necessidades especiais. A previsão do Metrô é que o trecho entre Vila Prudente e Oratório fique pronto em 2013.  

Fonte: Ciclo Vivo 

Norte-americanos criam tecnologia que limpa óleo da água sem adição de químicos

 Pesquisadores da Universidade de Michigan desenvolveram um filtro capaz de limpar água contaminada por óleo, sem a utilização de produtos químicos. A tecnologia possui revestimento de um novo nanomaterial, que atrai a água e repele o contaminante.

Um informativo da universidade explica que o sistema é bastante diferente dos modelos tradicionais, que costumam atrair o óleo, mas que aos poucos acabam repelindo o poluente junto com a água. “O novo revestimento é uma mistura de uma borracha de polímero comercialmente disponível e uma nova nanopartícula, desenvolvida em colaboração com o Laboratório de Pesquisas da Força Aérea Norte-Americana”, diz a publicação.

O filtro criado pelos cientistas de Michigan permite somente a passagem da água e tem se mostrado bastante eficiente. Para os testes, os pesquisadores aplicaram o material em soluções que continham misturas de água e óleo e emulsões, que incluíram, entre outras coisas, maionese. Surpreendentemente, a eficiência do material chegou a 99,9%, mesmo em diferentes situações.

“Esta é uma das maneiras mais barata e mais eficiente energeticamente para separar o óleo em misturas com água. Isso nunca foi demonstrado antes”, explica o pesquisador Anish Tuteja.

Os cientistas acreditam que a tecnologia possa ser eficiente para limpar áreas após acidentes petrolíferos, sem necessitar da adição de elementos químicos ou de alta pressão. O sistema pode ser usado sem entupimentos por mais de cem horas.

Os pesquisadores entraram com pedido de patente e estão em busca de parceiros comerciais para que os filtros inteligentes possam ser aplicados também ao tratamento de águas residuais. Veja abaixo o vídeo de apresentação da tecnologia: 


Fonte: Ciclo Vivo 

Hotel Mirrorcube reflete beleza da floresta escandinava


O projeto do hotel Mirrorcube, que fica no meio de uma área verde no norte da Suécia, perto do círculo Ártico, é simples e impressionante. O quarto é sustentado por uma árvore, tem formato de cubo e quatro metros quadrados na base – espaço suficiente para cama, banheiro e uma pequena sala de madeira e design escandinavos. No topo do cubo, há um terraço para os hóspedes apreciarem a vista superprivilegiada.

Seu exterior chama ainda mais atenção. O cubo foi construído com vidros espelhados e, por isso, reflete a natureza ao redor. Dependendo do ponto em que você o observa, ele “some” e você enxerga apenas floresta. Detalhe: o vidro é revestido por uma película de cor ultravioleta, visível apenas para aves, para impedir que pássaros voem em direção ao quarto.
Quando estiver dentro do cubo, no conforto do aquecimento térmico, os hóspedes podem observar os animais da floresta sem que sejam notados pelos bichos. A ideia dos arquitetos Bolle Tham e Martin Videgård foi incomodar a natureza o menos possível.

O Mirrorcube fica próximo da vila Harads e faz parte da rede de hotéis Treehouses, que outros quartos-conceito. Que tal se hospedar numa casa na árvore dessas?



Fonte: Super Interessante

Tratamento de Esgoto de Comunidades Rurais e Isoladas: Problemas e Soluções


SOBRE O EVENTO:

O Fórum TRATAMENTO DE ESGOTO DE COMUNIDADES RURAIS E ISOLADAS: PROBLEMAS E SOLUÇÕES organizado pelo Departamento de Saneamento e Ambiente da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP tem como proposta apresentar a problemática do tratamento de esgoto nas áreas rurais e isoladas do Brasil e as possíveis soluções que podem ser aplicadas a estas regiões.
A importância deste Fórum pode ser constatada a partir do levantamento realizado pelo IBGE em 2008, no qual encontrou-se que 31 milhões de brasileiros residem na área rural, sendo que a maior parte dessa população lança seus dejetos diretamente nos corpos hídricos ou no solo, comprometendo a qualidade da própria água utilizada para seu abastecimento, irrigação e recreação.

PROGRAMA:

8h30 Credenciamento
9h00 – Abertura
Prof. Dr. Adriano Luiz Tonetti
Prof. Dr. Bruno Coraucci Filho
9h10 – Palestra “Comunidades rurais e isoladas: situação sanitária atual, importância da disseminação de tecnologias sustentáveis e atuação da ABES no setor”
Ana Lúcia Brasil – Coordenadora Geral da Câmara Técnica Saneamento e Saúde em Comunidades Isoladas da ABES-SP
9h50 - Palestra “Saúde ambiental do meio rural”
Pesquisador Prof. Dr. Francisco Anaruma Filho – Ecólogo do Departamento de Saneamento e Ambiente da FEC/UNICAMP
10:30- Coofee-Break
10h50 - Palestra “O saneamento de comunidades rurais do nordeste brasileiro”
Prof. Dr. Cícero Onofre de Andrade Neto – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
11h40 – Debate com os palestrantes do período da manhã
12h00 – Almoço
14h00 – Abertura do Período da Tarde
Pesquisador Prof. Dr. Francisco Anaruma Filho
14h10 – Palestra “A experiência da FEC-UNICAMP no desenvolvimento e aplicação de sistema sustentáveis para o saneamento de comunidades isoladas”
Prof. Dr. Adriano Luiz Tonetti – Departamento de Saneamento e Ambiente da FEC/UNICAMP
14h50 - Palestra “O uso de Wetlands no saneamento de comunidades rurais”
Prof. Dr. Denis Miguel Roston – Faculdade de Engenharia Agrícola da UNICAMP
15:30- Coofee-Break
15h50 - Palestra “O emprego de fossas sépticas biodigestoras e a difusão da tecnologia pela CATI”
Vera Lúcia Palla – Engenheira Agrônoma do Escritório de Desenvolvimento Rural da CATI Jaboticabal (SP)
11h40 – Debate com os palestrantes do período da manhã
16h30 – Encerramento


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Estádio do Morumbi ganhará assentos feitos com cana-de-açúcar


A petroquímica Braskem será a responsável por fornecer assentos de polietileno fabricado a partir da cana-de-açúcar, a serem instalados no camarote do estádio do Morumbi, em São Paulo.

Desenvolvida pela Braskem, a tecnologia tem aditivos que apresentam “formulações isentas de metais pesados e propriedades retardantes de chama livre de halogênios”, de acordo com da Agência Estado. Estes compostos são requisitos da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O processo dos aditivos foi desenvolvido pela empresa Cromex e as cadeiras serão fabricadas pela Giroflex-forma.

"A novidade para todos nós é a sustentabilidade envolvida na concepção do projeto. Isso porque o plástico utilizado nos assentos tem como matéria-prima o etanol, fonte renovável de energia, o que substitui o composto tradicional à base de petróleo", afirma em nota o diretor de novos negócios da Giroflex-forma, Linaldo Vilar.

Projeto similar foi implantado pela Braskem, em novembro do ano passado no estádio do Ajax. Localizado em Amsterdã, na Holanda, a arena deve receber 54 mil assentos instalados em até dois anos.

A empresa informa que serão investidos cerca de R$ 6 milhões nos próximos três anos para atender ao mercado de assentos para arenas esportivas.

Fonte: Ciclo Vivo 

Arquitetos projetam bairro sustentável em Copenhague



O escritório dinamarquês de arquitetura Tredje Natur elaborou o projeto de um bairro verde, na capital Copenhague. A proposta consiste em criar uma estrutura adequada para suportar os efeitos das mudanças climáticas nos próximos anos.

A ideia dos arquitetos é mostrar como a cidade pode ser organizada de modo que seja possível gerenciar a água da chuva, aproveitar melhor o espaço e oferecer opções sustentáveis à comunidade local. O projeto seria aplicado a um bairro já existente, que passaria por um processo de recuperação.

Uma das consequências mais temidas nas mudanças climáticas é o aumento das precipitações. “O aumento das chuvas é um grande desafio para a nossa cidade. Mas, por enfrentar o desafio da forma correta, podemos proteger a cidade de aguaceiros e ao mesmo tempo trazer novos valores recreativos à cidade”, falou a secretária municipal de Tecnologia e Meio Ambiente, Ayfer Baykal.


É justamente isso que os arquitetos esperam fazer na área de 50 mil metros quadrados, desenvolver um novo espaço urbano. O bairro deve mesclar de maneira bastante equilibrada as áreas construídas e florestadas. Centenas de espécies de plantas garantirão o melhor controle do microclima, biodiversidade e também da gestão da água da chuva. Além disso, deixarão o local mais atrativo e agradável aos visitantes e moradores.

A água foi um dos temas mais trabalhados no projeto dinamarquês. O destaque deve-se ao fato de que grandes cidades constantemente sofrem com os efeitos das chuvas, que resultam em inundações e sobrecarga nos sistemas de esgoto e gestão das águas.


Para evitar estes problemas, as ciclovias servirão como canais de águas pluviais, o bairro contará com torres de água, telhados verdes, jardins urbanos e canais que levam a água para fora do bairro.


A região é densamente povoada, mas a intenção é transformá-la em uma vitrine para tecnologias de adaptação climática. “Nossos principais conceitos são movidos pela noção de que um projeto coerente e natural cria estratégias mais poderosas e soluções para o bairro como um todo, mas também compreendem uma sensibilidade para espaços individuais, lugares e pessoas que moram na área”, explicou Ole Schröder, sócio do Tredje Natur.




 



 










Fonte: Ciclo Vivo 

28 de Agosto: Dia Nacional do Voluntariado!


Energia solar doméstica vai ficar muito barata


A energia solar mais barata está a caminho, com painéis substituindo telhas em telhados e gerando níveis mais altos de energia renovável, segundo cientistas americanos.

Como há bastante sol sobre telhados domésticos para potencialmente alimentar a maior parte, senão todas as necessidades de eletricidade do país, as perspectivas futuras são animadoras. Telhas que tiram eletricidade dos raios solares e podem ser encaixadas sobre as casas já são comercialmente disponíveis.

Agora, células solares criadas de materiais abundantes no planeta são mais produtivas, acessíveis e flexíveis, tornando fácil instalar energia fotovoltaica em novas áreas de construção.

Cientistas fizeram estes comentários durante um simpósio sobre sustentabilidade do congresso nacional da Sociedade Química Americana, nesta semana. Ela é a maior sociedade científica do mundo.

Um deles, Harry A. Atwater, disse: “A sustentabilidade envolve o desenvolvimento de tecnologias que possam ser produtivas no longo prazo, usando recursos que satisfaçam as necessidades de hoje sem ameaçar a capacidade de gerações futuras de satisfazer as suas. É exatamente isto que estamos fazendo com estes novos dispositivos de conversão de energia solar.”

Os novos equipamentos fotovoltaicos usam metais descritos como materiais abundantes, tais como cobre e zinco, que substituem aqueles mais raros, como índio, gálio e outros. Estes são frequentemente importados. A China, por exemplo, minera mais de 90% de elementos raros da terra para baterias de carros híbridos, magnetos, aparelhos eletrônicos e equipamentos de alta tecnologia, informa o Earth Times.


 Foto: Wayne National Forest / Creative Commons


Fonte: Planeta Sustentável

Como funcionam os projetos de Pagamento por Serviços Ambientais


A nascente ilustrada pela foto abaixo não fica em uma unidade de conservação ou área pública de floresta. Pelo contrário, ela está em uma propriedade privada.

Mas isso não significa que esteja desprotegida. Um contrato garante que ela não seja degradada – e ainda gera recursos para o proprietário que conserva a área.

Foto: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

A nascente está em uma propriedade em Apucarana, Paraná, e faz parte de um programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). A ideia de “serviços ambientais” é um conceito recente. Segundo esse conceito, nós recebemos benefícios do meio ambiente, como ar puro, abastecimento de água, controle do clima, etc. O problema é que esses serviços nunca são contabilizados pela atividade econômica, tornando mais lucrativo desmatar do que conservar. Os projetos de PSA tentam resolver esse problema criando mecanismos para que os produtores possam ter mais retorno financeiro conservando do que desmatando.

Um dos projetos de PSA em atividade no Brasil é o Projeto Oásis. Lançado em 2006 pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, o projeto Oásis atende atualmente quatro municípios (São Paulo, Apucarana, Brumadinho-MG e São Bento do Sul-SC). Segundo André Ferretti, coordenador do projeto, o programa funciona mais como uma metodologia que tenta resolver uma das maiores dificuldades do PSA: definir quanto vale remunerar determinada área natural.

Primeiro, o projeto procura um parceiro local que vai ajudar a implantar a metodologia. Pode ser uma prefeitura, empresa ou organização da sociedade civil, desde que conheça a realidade local. O parceiro vai fazer o contato com os produtores e ver se eles têm interesse em receber recursos para conservar. Um dos pré-requisitos para o produtor poder participar do projeto é estar dentro da legislação ambiental, respeitando código florestal, áreas de preservação permanente e reserva legal.

No caso do município de Apucarana, o parceiro local é a empresa de saneamento básico do município. É interessante para a empresa investir na conservação das nascentes de rios, evitando contaminação e facilitando o abastecimento de água. A empresa cobra 1% a mais na conta de água, valor que é pago por todos os que usam o serviço ambiental. Esse dinheiro vai remunerar os produtores que conservam as nascentes de rios. O resultado final é que os produtores ganham para proteger, e os cidadãos pagam para evita a contaminação da fonte do recurso que utilizam, a água.

Quanto cada produtor recebe? Isso vai depender da região e de quanto cada proprietário conserva. O cálculo leva em conta o “custo de oportunidade’, ou seja, quanto o produtor ganharia se, em vez de proteger uma área natural, arrendasse essa terra para um outro produtor. A esse valor, é somada uma quantia para cada prática sustentável usada pelo produtor, como controle do uso de agrotóxico, por exemplo. “O valor final pode chegar ao dobro do que o proprietário ganharia caso arrendasse a terra. Isso se ele cumprir 100% das boas práticas, todas as exigências”, diz Ferretti.

Por ser uma ideia nova, programas de PSA enfrentam resistências e dificuldades. Muitos projetos são resultados de lei estadual específica, e não há uma regra federal que faça com que essas leis dialoguem. Além disso, movimentos sociais encaram PSA com desconfiança. Parte dessa resistência pôde ser vista na Rio+20. Durante a Cúpula dos Povos, movimentos sociais se uniram para criticar a chamada “economia verde”, condenando mecanismos como o mercado de carbono e Pagamentos por Serviços Ambientais. Para eles, definir um preço aos recursos naturais é o mesmo que transformar a natureza em mercadoria.

Apesar das resistências, os números indicam que ao menos o Projeto Oásis está funcionando bem. Mais de duzentos proprietários rurais recebem recursos para conservar áreas naturais e adotar boas práticas ambientais. São 2088 hectares de área natural protegida e 64 hectares restaurados, além de mais de 700 nascentes conservadas. E a perspectiva é de aplicar a metodologia em mais regiões no futuro. Quem sabe exemplos como esse possam ajudar a romper com a falsa oposição, criada nos acalorados debates do código florestal, de ambientalistas contra produtores rurais.

Assista abaixo o vídeo do Projeto Oásis: 



Fonte: Época - Blog do Planeta