O carro elétrico não é a solução para o cenário de
transportes no Brasil, definiu o secretário de Petróleo, Gás Natural e
Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Marco Antônio
Martins Almeida, em evento realizado na última quarta-feira (29 de Agosto) no centro da
capital fluminense.
Debatendo soluções para o abastecimento de combustíveis em
seminário do governo estadual dedicado ao etanol, Almeida definiu o carro
elétrico como uma boa alternativa para a diminuição da poluição nas grandes
cidades, mas uma solução incompleta.
“A energia a ser suprida [para ser armazenada nos carros
elétricos] exigiria uma fonte adicional, que tem de ser fóssil”, explicou o
gestor, que defende o investimento em melhoria na eficiência dos motores dos
carros flex. Ele também destacou a importância do veículo híbrido flex. “O
nível de consumo é a metade de um veículo normal. Se eu conseguir expandir a
frota de veículos híbridos eficientes, a demanda diminui”, disse.
O secretário apontou ainda que os níveis atuais de consumo
de combustíveis, em especial da gasolina, e a demanda crescente têm alarmado o
governo, que procura alternativas para o médio e longo prazo, evitando gastos
excessivos com importação de combustíveis.
Segundo o Sindicato Nacional das Distribuidoras de
Combustíveis, o aumento do consumo de gasolina, somente nos últimos três anos,
foi de mais de 50% em relação ao volume consumido em 2008.
Eliminar os pontos de lixo espalhados na cidade ajuda a
sociedade e também o meio ambiente. | Foto: TrashOut
A empresa TrashOut da Eslováquia criou um aplicativo para
que os cidadãos possam denunciar a sujeira em seu bairro através do celular. Os
usuários podem avisar os órgãos competentes sobre o descarte incorreto de
entulho através do programa.
O aplicativo é um estímulo para a população fotografar
locais sujos devido ao despejo ilegal de entulho, entrar em contato com as
autoridades informando o local e, até mesmo, mobilizar outras pessoas para
fazerem uma limpeza coletiva.
A empresa desenvolveu o aplicativo com a parceria das
autoridades do país, o Ministério do Meio Ambiente da Eslováquia, do Greenpeace
e de outros órgãos ambientais. Ele está disponível nos sistemas operacionais
Android e iOS.
Em seu site, a companhia ressalta que eliminar os pontos de
lixo espalhados na cidade ajuda a sociedade e também o meio ambiente. “TrashOut
é um projeto ambiental com o objetivo de localizar depósitos ilegais em todo o
mundo. Estamos desenvolvendo uma solução para tomar medidas adequadas para
aterros ilegais. O projeto ajuda pessoas e também instituições e governos
locais para que melhorem a situação ambiental do mundo”, informam no site.
A ideia surgiu em 2009. No ano seguinte foi desenvolvido o
primeiro protótipo na Universidade de Ciências Aplicadas, na Finlândia. Em
2011, foi criado o segundo protótipo e no mesmo ano foi formada a equipe de
seis pessoas da empresa TrashOut na Eslováquia. O grupo ganhou uma competição
de melhor aplicativo móvel.
O design já seria atraente o suficiente, mas o grande
diferencial desta torneira é o fato de que ela foi pensada para ser
ecologicamente correta.
O tubo de vidro que aparece em seu topo tem sempre
exatamente um litro d’água, mais do que o suficiente para lavar as mãos.
O que poucos sabem é que, na teoria, quase seis litros são
gastos quando alguém liga a torneira por trinta segundos. Uma vez que o líquido
é usado, ela deve ser desligada (ou seja, sua alavanca deve ser puxada para
cima) para que o próximo litro chegue até o tubo. Trata-se de uma peça
elegante, com design futurista e, o melhor, eco-friendly.
A 1ℓimit, nome que significa literalmente “um litro limite”,
é para quem deseja ter a consicência tão limpa quanto as mãos.
A assinatura é dos designers Yonggu Do, Dohyung Kim e Sewon
Oh.
A economia do novo sistema é de 31% | Foto: Alex France/SXC
Uma técnica para reduzir o consumo de energia elétrica do
chuveiro foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de
Fora, Minas Gerais. A ideia é aquecer o ambiente do banheiro, ao contrário dos
projetos atuais que aquecem somente a água. Além de economizar, a solução
proporciona mais conforto ao consumidor.
Os pesquisadores acreditam que com o ar aquecido, a
temperatura da água não precisa ser tão quente. Desta forma, a pessoa que
estiver tomando banho poderá deixar a chave do chuveiro em uma posição que
exija menos potência e, consequentemente, consumirá menos energia.
Segundo os estudos realizados, aquecer o ar não requer mais
energia do que a economizada pelo chuveiro. Pelo contrário, com o método proposto
o balanço é positivo, com um ganho superior a 30%.
Para que a tecnologia funcione é necessário que o box do
banheiro fique completamente fechado. O ar quente não pode escapar do seu
interior. O banho econômico deve ser realizado em três etapas.
Antes de abrir o chuveiro, o usuário deve entrar no box,
fechar a porta e ligar o aquecedor de ar. O aparelho então precisa ser ajustado
para uma temperatura agradável. Na etapa seguinte, o usuário abre a água e,
mais uma vez, ajusta sua temperatura. Após o banho, o chuveiro será desligado e
a pessoa não sentirá o impacto da baixa temperatura como acontece normalmente.
Só depois de se enxugar e se vestir, o consumidor desliga o aquecedor.
"Em uma residência pequena com quatro moradores, o
chuveiro elétrico pode responder por até 45% do consumo de energia elétrica
durante os meses mais frios e por cerca de 30% no período mais quente do ano,
quando a potência do chuveiro pode ser reduzida", explica o professor
Marco Aurélio da Cunha Alves, idealizador do projeto.
Com base em um banho de 10 minutos, tempo médio estimado
pela pesquisa Procel da Eletrobras, o professor calculou que a economia do novo
sistema é de 31%. Os dados foram baseados na potência máxima de um chuveiro
elétrico popular, que é de 4.500 W, na posição "inverno". Ele também
levou em consideração a energia gasta para aquecer o ar do ambiente.
Além dos benefícios ambientais, a medida ainda ajuda a
reduzir o valor da conta de energia elétrica. O pedido de patente da tecnologia
já foi solicitado e o pesquisador está em contato com os setores da indústria
para comercializar sua tecnologia.
Imagine viver em um lar feito de lixo. Pode parecer
estranho, mas uma técnica desenvolvida em Araraquara, interior de São Paulo,
permite fabricar tijolos com resíduos orgânicos — sem cheiro ruim. Com o
ingrediente inusitado e um composto químico misterioso, é possível usar menos
areia e concreto do que o normal e baratear a produção do tijolo.
A ideia surgiu há dois anos, da cabeça do metalúrgico e
sociólogo José Antônio Masoti, preocupado com o meio ambiente e o destino do
lixo. “Todo mundo fala sobre a produção de adubo com resíduo orgânico. Pensei
em usá-lo para algo mais útil.” A solução que encontrou, com o apoio do químico
Marcelo Santos, foi misturar a lixarada com concreto. “Pode ser que mais coisas
possam ser feitas a partir do pó do lixo, como asfalto, por exemplo.”
O projeto só é viável graças a um produto químico patenteado
por Santos, batizado de JMX. Ele tem várias funções, como dar liga à mistura —
sem isso, o “tijolo orgânico” fica quebradiço. Além disso, ela tem propriedades
ecológicas, como impedir a proliferação de bactérias e tratar poluentes. “O
composto permite que o metal presente no agrotóxico usado em uma folha de
alface, por exemplo, seja tratado, sem deixar resquícios no tijolo”, diz o
inventor.
Os tijolos estão em fase de testes e, de acordo com os
inventores, os blocos aguentaram uma pressão superior à exigida pelo Inmetro no
caso dos convencionais (veja o info). Para o Instituto testá-los e aprovar sua
comercialização, é necessário fabricar um lote de ao menos mil unidades e submeter
30 delas como amostra — até agora, eles só produzem cerca de 300 peças por
"fornada", numa usina caseira. Algumas prefeituras, no entanto, já
estão de olho na invenção. As de Suzano e de Osasco, na grande São Paulo, já
procuraram os inventores, interessadas na economia que a nova tecnologia pode
gerar para a construção de casas populares.
Quem gosta de viajar por longos períodos sabe que nosso lar
doce lar pode se tonar um problema. O que fazer com o apartamento, durante os
seis, doze meses passados fora? Para o canadense Laird Herbert, de 28 anos,
isso deixou de ser uma preocupação.
Entusiasta do meio ambiente e de aventuras, o rapaz projetou
uma casa sobre quatro rodas para carregar para onde bem entender. Minimalista,
prática e ecológica, a Leaf House é construída com materiais sustentáveis e
pode acomodar uma família de até quatro pessoas.
Por ser compacta, ela é menos dispendiosa com aquecimento,
refrigeração e energia em geral. A estrutura vem equipada com lâmpadas LED
(mais econômicas que as convenconais), janelonas largas que facilitam a entrada
de luz e ar fresco, além de paineis solares no teto, que ajudam a poupar
recursos naturais.
Dentro do trailer em miniatura, há espaço para uma sala de
estar com sofá-cama loft, sala de jantar, cozinha completa e banheiro com
direito até a banheira. Essa é a segunda micro casa feita pelo jovem, que abriu
um negócio próprio para comercializar a Leaf House.
Reúso de Água foi o tema discutido no 2º Encontro Técnico sobre Utilização de Água no Setor Industrial, que aconteceu no dia 21 de agosto, iniciado pela Profª Drª Emília Wanda Rutkowski – Presidente da Subseção Campinas da ABES-SP - no Auditório da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP, em Campinas.
Durante o encontro foram apresentados casos aplicados de reúso de água, fornecimento de água de reúso, metodologias para inventário de água e tecnologias disponíveis, como, por exemplo, o Sr. Marcelo Morgado – Assessor de Meio Ambiente da Presidência da SABESP que falou sobre: “Experiência no Fornecimento de Água de Reúso para Indústrias”.
Estiveram presentes também as empresas ALFA LAVAL – Apresentando “Tecnologia MBR e Casos de Aplicação”, FOZ DO BRASIL – “Projeto Aquapolo”, SANASA – “Água de Reúso: Uma nova realidade para Campinas”, VMETAIS – “Metodologia para Inventário de Água” e, encerrando o evento, a empresa WORK INDUSTRIAL ENGENHARIA.
“Em decorrência de problemas relacionados com a escassez de água e diante de um novo cenário mundial acerca das condições ambientais, o assunto conservação de recursos hídricos passou a ser item de pauta de natureza estratégica, e não por acaso um dos temas mais relevantes da agenda mundial.” Destaca a gestora de contratos da empresa Work Industrial Engenharia, grande apoiadora do evento.
Um dos motivos pela criação deste encontro foi o de que o uso de água, em especial pelo setor industrial carece de esclarecimentos, tendo em vista que muitas das implantações existentes apresentam inúmeras oportunidades de melhoria no uso e na conservação da água industrial.
Outrossim, deve-se considerar que a cobrança gradativa pelo uso da água, representará um aumento nos custos de produção para o setor industrial, e portanto, a oportunidade de discussão sobre um possível rearranjo do sistemas para melhor utilizar a água, se faz premente.
O evento reuniu mais de 100 pessoas de cerca diversas empresas da região e já tem perspectivas para uma 3ª edição no próximo ano.
A Bototerapia tem auxiliado o tratamento de crianças
deficientes e incentivado a preservação do boto-vermelho no estado do Amazonas.
O trabalho é idealizado pelo fisioterapeuta Igor Simões Andrade e pelo
veterinário Diogo Lagroteria.
A terapia consiste principalmente em permitir que as
crianças tenham um contato direto com o animal no Rio Negro. Assim, durante as
atividades eles brincam e adquirem conhecimento sobre a espécie ameaçada de extinção,
enquanto outras técnicas são trabalhadas pelos especialistas para o
desenvolvimento motor e intelectual das crianças.
O projeto teve início há sete anos e, desde então, permite
que jovens com diferentes dificuldades experimentem uma sensação bastante
distinta. As crianças são levadas até os botos em cinco encontros, que
acontecem uma vez a cada mês, sempre acompanhadas dos pais.
Os resultados são bastante perceptíveis. Em entrevista ao
Globo Natureza, Andrade explicou que um dos exemplos de aplicação da terapia é
a função de acalmar crianças muito agitadas ou hiperativas. O fisioterapeuta
garante que em cada caso existe um benefício específico do trabalho. Mesmo
assim, ele informa que o intuito da bototerapia não é substituir os métodos
tradicionais, mas sim complementar.
Além do benefício à saúde, o projeto também colabora para a
preservação dos botos, através de trabalhos de conscientização com as
comunidades locais. Pois, os animais são alvos constantes de pescadores, que
utilizam sua carne como isca.
Os idealizadores também têm cuidado para não tornar os botos
dependentes dos humanos. Por isso, a alimentação é controlada e as visitas
também, para que eles preservem seus hábitos naturais. O projeto conta com o
apoio de um hotel local, mas poderia ter uma abrangência maior se tivesse mais
patrocínio.
A empresa irlandesa MicroPro criou um computador ecológico
com ajuda do instituto alemão Fraunhofer IZM. O iamecoV3 tem a carcaça feita de
madeira e tela touchscreen.
O nome iamecoV3 vem da expressão em inglês "I am
Eco". O PC tem 98% dos componentes recicláveis. Além disso, a empresa
considera que 20% desse material pode ser reutilizado com facilidade.
Outro ponto de destaque do computador é que ele usa
dissipadores de calor, ao invés dos sistemas de ventilação tradicionais. Assim,
o computador não sofre de superaquecimento e ainda converte o calor em mais
energia para funcionar por mais tempo.
A tela do computador é feita de LED. Segundo a empresa, isso
também aumenta de 30% a 40% a eficiência energética do aparelho.
Os criadores tentaram diminuir ao máximo a quantidade de
halógeno (substância tóxica) dos componentes eletrônicos, como nos
processadores. As peças também podem ser substituídas com facilidade, o que
aumenta a durabilidade do produto.
A produção de um iamecoV3 usa 360 quilogramas de gás
carbônico (CO2). Apesar de parecer um nível alto de emissões de gases
poluentes, a porcentagem é 70% mais baixa do que a de um computador normal.
Portanto, a pegada de carbono do iamecoV3 é considerada muito pequena.
O aparelho já ganhou o selo de sustentabilidade da União
Europeia, o EU Ecolabel. Porém, ainda não há previsão de comercialização do
produto.
O Brasil do presente, quando o assunto é a geração de
energia, pode ser definido como o país das usinas hidrelétricas, que produzem a
maior parte da eletricidade consumida e já se alastram Amazônia adentro, para
desespero de organizações não internacionais ambientalistas e comunidades
tradicionais. Já o Brasil, um país do futuro (parafraseando a clássica obra de
Stefan Zweig), reúne boas perspectivas para vir a ser o país eólico. Os dois
leilões de energia marcados para outubro já contam com mais de 500 projetos
inscritos e devem, no mínimo, repetir o sucesso dos pregões de 2011.
Segundo matéria publicada no Valor Econômico de
quarta-feira, 29 de agosto, as fornecedoras de aerogeradores traçam estratégias
para elevar a participação no mercado. A aposta das fabricantes está no aumento
do índice de conteúdo local e da eficiência dos equipamentos.
A empresa dinamarquesa Vestas, que respondeu em 2011 por 14%
das vendas globais de aerogeradores, observa que o segmento brasileiro ainda é
pequeno, mas projeta que o país estará entre os cinco maiores mercados da
companhia nos próximos cinco a dez anos.
Vestas busca ampliar
nacionalização; Alston vai abrir fábrica
A multinacional planeja fechar parcerias com subfornecedores
no Brasil e ampliar seu índice de nacionalização para os 60% exigidos pelo
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a fim de estar
habilitada para receber financiamento. Já no exterior, a Vestas vai cortar
empregos para atingir sua meta de redução de custos e, ao mesmo tempo, diminuir
seu endividamento.
A francesa Alstom, por sua vez, vai anunciar nas próximas
semanas a construção de uma nova fábrica no Brasil - a primeira da companhia
foi inaugurada em novembro de 2011, na Bahia, com investimentos de R$ 50
milhões e capacidade para produzir 300 MW/ano de aerogeradores. O local e o
valor da próxima unidade ainda são desconhecidos.
"[A nova fábrica] é decisão já tomada. Estamos
comprometidos em fazer a segunda unidade. Continuaremos aumentando a nossa
participação no Brasil", contou ao Valor o vice-presidente mundial da
Alstom Wind, Alfonso Faubel. A aposta da empresa é construir máquinas de maior
porte e adaptadas ao regime de ventos brasileiro, para reduzir custos do
produto final e da manutenção das peças.
De acordo com a matéria do Valor, com a decisão da Petrobras
de não fornecer gás para novas térmicas e com apenas duas novas hidrelétricas
licenciadas até o momento, a expectativa é que a fonte eólica domine novamente
os leilões de outubro, que negociarão energia a ser entregue a partir de 2015 e
2017.
As embalagens plásticas de produtos químicos que são usados
em casa podem ganhar novas funções. Tanto para enfeitar, quanto para ter uma
utilidade maior. As dicas a seguir reúnem quatro ideias para reutilizar os
galões de amaciante, frequentemente descartados por nós.
Vasos
Uma forma simples de reutilizar as garrafas de
plástico é usá-las como vaso. Basta lavar bem a embalagem e cortar o fundo do
recipiente para acomodar a planta. O recipiente deve ser usado com a boca da
garrafa virada para baixo. Logicamente, este vaso de plástico não vai se
equilibrar se colocado no chão, logo, deve ser pregado na parede. Uma dica para
deixá-lo mais atrativo é passar uma base de tinta PVA e depois colori-lo.
Inspire-se no trabalho da artista plástica inglesa Anna Garforth. Ela pinta à
mão estampas e desenhos geométricos em galões de plástico. O resultado é bem
descontraído, confira na nossa galeria de fotos. A dica é do Vila do Artesão.
Horta
Corte a metade da parte de cima do galão, mas
deixando o pegador, veja na imagem para entender como o corte deve ser feito.
Faça pequenos furos para que quando a planta for regada, a água possa escorrer.
Com este modelo você pode inclusive aproveitar várias garrafas e pendurá-las em
uma estrutura de madeira ou ferro, encaixando cada uma pela “alça” da embalagem
de amaciante. Esta é uma opção boa para quem gosta de jardinagem, porém, tem
pouco espaço disponível. A dica é do Jardinaria.
Estojo
Outra forma útil de reaproveitar as garrafas é
utilizando-as para guardar lápis, canetas e demais itens escolares. Basta
cortar em formato de quadrado a parte de baixo, abaixo do pegador, um dos lados
da garrafa. Aqui não tem segredo, o galão se transformará em um organizador. O
compartimento não é prático para ser carregado para escola, mas pode ser útil
em uma mesa ou estante em que você deixe seus materiais. A dica é do
Jardinaria.
Pá de lixo
Na rede social Facebook circula a imagem de uma
pá feita com um galão plástico semelhante ao pote de amaciante. A foto é
autoexplicativa: com apenas dois cortes na garrafa você tem uma pequena
pazinha. Ela pode ser usada na cozinha, por exemplo, para puxar a água que transborda
na pia e recolher os restos de lixo.
As lanternas orientais já são muito usadas na decoração,
além de baratas, elas dão um toque especial à iluminação dos ambientes. Este
tipo de luminária de papel é facilmente encontrado em lojas de 1,99 e até mesmo
pela internet.
O CicloVivo separou uma ideia bacana para personalizar as
lanternas, dando uma ar mais romântico e feminino. A ideia de customizá-la com flores de livros
velhos, miçangas e papéis variados é da artesã Linda Albrecht, do site Glue
Arts.
Materiais
1 lanterna oriental redonda; cola quente; miçangas de pérola
variadas; furador de papel em formatos de flor e borboleta; folhagem de tecido
artificial.
Papéis variados como: papel crepom na cor azul claro; papel
de seda branco; papel Canson bege; e papel de página de livro velho (que não
servem mais);
Método
Use um furador artesanal para cortas as pétalas das flores e
os moldes de borboletas. Se você não possui um furador, pode recortar à mão
mesmo, dá mais trabalho, mas o resultado é igualmente bonito. Você deve fazer as camadas das pétalas das
flores em formatos diferentes.
Para fazer uma flor você vai precisar:
1 pétala grande, que servirá como base; 1 pétala grande com
um furo no centro. Você deve pressionar o seu centro para que essa pétala fique
com efeito 3D; 1 pétala média; 1 pétala pequena; e 1 miçanga de pérola para
fazer o miolo da flor.
Cole uma pétala sobre a outra com cola quente e finalize com
a pérola. Você pode ir variando os tipos e tamanhos de papéis para cada flor.
Para fazer a borboleta você vai precisar:
1 recorte em formato de borboleta grande; 1 recorte em
formato de borboleta médio; 1 recorte em formato de borboleta pequeno; 2
miçangas de pérolas com cabo para fazer as antenas das borboletas.
Dobre levemente as borboletas ao meio para parecer que elas
estão voando. Cole uma sobre as outras e aplique as antenas com cola quente.
Você pode variar os tipos e tamanhos de papéis para cada borboleta.
Quando você tiver uma quantidade de flores e borboletas
considerável, comece a aplicá-las sobre a lanterna, utilizando cola quente.
Aplique também as folhagens artificiais. O ideal é fixa-las na diagonal da
lanterna para dar o efeito de movimento.
A motofaixa da Rua Vergueiro, em São Paulo, receberá
ciclistas nos domingos e feriados. O benefício será concedido entre o trecho do
bairro Paraíso, na zona sul, e a região da Sé, no centro da cidade.
Os ciclistas pedem que o corredor exclusivo para motos possa
ser utilizado também por eles desde 2010. Certa vez, foram até desenhadas bikes
no chão da via em protesto para a abertura do trecho.
Desde então, os ciclistas continuaram a pressionar os órgãos
competentes. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a motofaixa
foi criada para atender mais de mil motos que passariam pelo local diariamente.
No entanto, a área exclusiva não atraiu tantos motoqueiros como esperado.
Estava previsto outros corredores na cidade, mas o baixo
movimento fez com que a Prefeitura de São Paulo desistisse dos planos. O
projeto de proibir motociclistas na avenida 23 de Maio também foi abandonado.
De acordo com a Secretaria Municipal dos Transportes, o
local será liberado nas próximas semanas. Quem defende o uso da bicicleta como
meio de transporte diário reivindicam o uso das motofaixas também em dias de
semana. Em breve será inaugurada uma ciclofaixa na Avenida Paulista que também
funcionará apenas aos finais de semana.
Outra via destinada aos ciclistas poderá ser construída sob
o monotrilho da Linha 2 – Verde, na Zona Leste da capital paulista. O projeto é
uma ciclovia de 10,3 quilômetros exigida para a licença ambiental das obras.
De acordo com o site Vá de Bike, é provável que haja
bicicletários em todas as estações. Além disso, o entorno de tais estações
serão adaptados para atender portadores de necessidades especiais. A previsão
do Metrô é que o trecho entre Vila Prudente e Oratório fique pronto em 2013.
Pesquisadores da Universidade de Michigan desenvolveram um
filtro capaz de limpar água contaminada por óleo, sem a utilização de produtos
químicos. A tecnologia possui revestimento de um novo nanomaterial, que atrai a
água e repele o contaminante.
Um informativo da universidade explica que o sistema é
bastante diferente dos modelos tradicionais, que costumam atrair o óleo, mas
que aos poucos acabam repelindo o poluente junto com a água. “O novo
revestimento é uma mistura de uma borracha de polímero comercialmente
disponível e uma nova nanopartícula, desenvolvida em colaboração com o
Laboratório de Pesquisas da Força Aérea Norte-Americana”, diz a publicação.
O filtro criado pelos cientistas de Michigan permite somente
a passagem da água e tem se mostrado bastante eficiente. Para os testes, os
pesquisadores aplicaram o material em soluções que continham misturas de água e
óleo e emulsões, que incluíram, entre outras coisas, maionese.
Surpreendentemente, a eficiência do material chegou a 99,9%, mesmo em
diferentes situações.
“Esta é uma das maneiras mais barata e mais eficiente
energeticamente para separar o óleo em misturas com água. Isso nunca foi
demonstrado antes”, explica o pesquisador Anish Tuteja.
Os cientistas acreditam que a tecnologia possa ser eficiente
para limpar áreas após acidentes petrolíferos, sem necessitar da adição de
elementos químicos ou de alta pressão. O sistema pode ser usado sem
entupimentos por mais de cem horas.
Os pesquisadores entraram com pedido de patente e estão em
busca de parceiros comerciais para que os filtros inteligentes possam ser
aplicados também ao tratamento de águas residuais. Veja abaixo o vídeo de
apresentação da tecnologia:
O projeto do hotel Mirrorcube, que fica no meio de uma área
verde no norte da Suécia, perto do círculo Ártico, é simples e impressionante.
O quarto é sustentado por uma árvore, tem formato de cubo e quatro metros
quadrados na base – espaço suficiente para cama, banheiro e uma pequena sala de
madeira e design escandinavos. No topo do cubo, há um terraço para os hóspedes
apreciarem a vista superprivilegiada.
Seu exterior chama ainda mais atenção. O cubo foi construído
com vidros espelhados e, por isso, reflete a natureza ao redor. Dependendo do
ponto em que você o observa, ele “some” e você enxerga apenas floresta.
Detalhe: o vidro é revestido por uma película de cor ultravioleta, visível
apenas para aves, para impedir que pássaros voem em direção ao quarto.
Quando estiver dentro do cubo, no conforto do aquecimento
térmico, os hóspedes podem observar os animais da floresta sem que sejam
notados pelos bichos. A ideia dos arquitetos Bolle Tham e Martin Videgård foi
incomodar a natureza o menos possível.
O Mirrorcube fica próximo da vila Harads e faz parte da rede
de hotéis Treehouses, que outros quartos-conceito. Que tal se hospedar numa
casa na árvore dessas?
O
Fórum TRATAMENTO DE ESGOTO DE COMUNIDADES RURAIS E ISOLADAS: PROBLEMAS E
SOLUÇÕES organizado pelo Departamento de Saneamento e Ambiente da Faculdade de
Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP tem como proposta apresentar
a problemática do tratamento de esgoto nas áreas rurais e isoladas do Brasil e
as possíveis soluções que podem ser aplicadas a estas regiões.
A
importância deste Fórum pode ser constatada a partir do levantamento realizado
pelo IBGE em 2008, no qual encontrou-se que 31 milhões de brasileiros residem
na área rural, sendo que a maior parte dessa população lança seus dejetos diretamente
nos corpos hídricos ou no solo, comprometendo a qualidade da própria água
utilizada para seu abastecimento, irrigação e recreação.
PROGRAMA:
8h30 –
Credenciamento
9h00 – Abertura
Prof.
Dr. Adriano Luiz Tonetti
Prof.
Dr. Bruno Coraucci Filho
9h10 – Palestra “Comunidades rurais e
isoladas: situação sanitária atual, importância da disseminação de tecnologias
sustentáveis e atuação da ABES no setor”
Ana
Lúcia Brasil – Coordenadora Geral da Câmara Técnica Saneamento e Saúde em
Comunidades Isoladas da ABES-SP
9h50 - Palestra “Saúde ambiental do
meio rural”
Pesquisador
Prof. Dr. Francisco Anaruma Filho – Ecólogo do Departamento de Saneamento e
Ambiente da FEC/UNICAMP
10:30- Coofee-Break
10h50 - Palestra “O saneamento de
comunidades rurais do nordeste brasileiro”
Prof. Dr. Cícero
Onofre de Andrade Neto – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
11h40 – Debate com os palestrantes do
período da manhã
12h00 – Almoço
14h00 – Abertura do Período da Tarde
Pesquisador
Prof. Dr. Francisco Anaruma Filho
14h10 – Palestra “A experiência da
FEC-UNICAMP no desenvolvimento e aplicação de sistema sustentáveis para o
saneamento de comunidades isoladas”
Prof.
Dr. Adriano Luiz Tonetti – Departamento de Saneamento e
Ambiente da FEC/UNICAMP
14h50 - Palestra “O uso de Wetlands no
saneamento de comunidades rurais”
Prof. Dr.
Denis Miguel Roston – Faculdade de Engenharia Agrícola da UNICAMP
15:30- Coofee-Break
15h50 - Palestra “O emprego de fossas sépticas
biodigestoras e a difusão da tecnologia pela CATI”
Vera Lúcia
Palla – Engenheira Agrônoma do Escritório de Desenvolvimento Rural da CATI
Jaboticabal (SP)
11h40 – Debate com os palestrantes do período
da manhã
A petroquímica Braskem será a responsável por fornecer
assentos de polietileno fabricado a partir da cana-de-açúcar, a serem
instalados no camarote do estádio do Morumbi, em São Paulo.
Desenvolvida pela Braskem, a tecnologia tem aditivos que
apresentam “formulações isentas de metais pesados e propriedades retardantes de
chama livre de halogênios”, de acordo com da Agência Estado. Estes compostos
são requisitos da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
O processo dos aditivos foi desenvolvido pela empresa Cromex
e as cadeiras serão fabricadas pela Giroflex-forma.
"A novidade para todos nós é a sustentabilidade
envolvida na concepção do projeto. Isso porque o plástico utilizado nos
assentos tem como matéria-prima o etanol, fonte renovável de energia, o que
substitui o composto tradicional à base de petróleo", afirma em nota o
diretor de novos negócios da Giroflex-forma, Linaldo Vilar.
Projeto similar foi implantado pela Braskem, em novembro do
ano passado no estádio do Ajax. Localizado em Amsterdã, na Holanda, a arena
deve receber 54 mil assentos instalados em até dois anos.
A empresa informa que serão investidos cerca de R$ 6 milhões
nos próximos três anos para atender ao mercado de assentos para arenas
esportivas.
O escritório dinamarquês de arquitetura Tredje Natur
elaborou o projeto de um bairro verde, na capital Copenhague. A proposta
consiste em criar uma estrutura adequada para suportar os efeitos das mudanças
climáticas nos próximos anos.
A ideia dos arquitetos é mostrar como a cidade pode ser
organizada de modo que seja possível gerenciar a água da chuva, aproveitar
melhor o espaço e oferecer opções sustentáveis à comunidade local. O projeto
seria aplicado a um bairro já existente, que passaria por um processo de
recuperação.
Uma das consequências mais temidas nas mudanças climáticas é
o aumento das precipitações. “O aumento das chuvas é um grande desafio para a
nossa cidade. Mas, por enfrentar o desafio da forma correta, podemos proteger a
cidade de aguaceiros e ao mesmo tempo trazer novos valores recreativos à
cidade”, falou a secretária municipal de Tecnologia e Meio Ambiente, Ayfer
Baykal.
É justamente isso que os arquitetos esperam fazer na área de
50 mil metros quadrados, desenvolver um novo espaço urbano. O bairro deve
mesclar de maneira bastante equilibrada as áreas construídas e florestadas.
Centenas de espécies de plantas garantirão o melhor controle do microclima,
biodiversidade e também da gestão da água da chuva. Além disso, deixarão o
local mais atrativo e agradável aos visitantes e moradores.
A água foi um dos temas mais trabalhados no projeto
dinamarquês. O destaque deve-se ao fato de que grandes cidades constantemente
sofrem com os efeitos das chuvas, que resultam em inundações e sobrecarga nos
sistemas de esgoto e gestão das águas.
Para evitar estes problemas, as ciclovias servirão como
canais de águas pluviais, o bairro contará com torres de água, telhados verdes,
jardins urbanos e canais que levam a água para fora do bairro.
A região é densamente povoada, mas a intenção é
transformá-la em uma vitrine para tecnologias de adaptação climática. “Nossos
principais conceitos são movidos pela noção de que um projeto coerente e
natural cria estratégias mais poderosas e soluções para o bairro como um todo,
mas também compreendem uma sensibilidade para espaços individuais, lugares e
pessoas que moram na área”, explicou Ole Schröder, sócio do Tredje Natur.
A energia solar mais barata está a caminho, com painéis
substituindo telhas em telhados e gerando níveis mais altos de energia
renovável, segundo cientistas americanos.
Como há bastante sol sobre telhados domésticos para
potencialmente alimentar a maior parte, senão todas as necessidades de
eletricidade do país, as perspectivas futuras são animadoras. Telhas que tiram
eletricidade dos raios solares e podem ser encaixadas sobre as casas já são
comercialmente disponíveis.
Agora, células solares criadas de materiais abundantes no
planeta são mais produtivas, acessíveis e flexíveis, tornando fácil instalar
energia fotovoltaica em novas áreas de construção.
Cientistas fizeram estes comentários durante um simpósio
sobre sustentabilidade do congresso nacional da Sociedade Química Americana,
nesta semana. Ela é a maior sociedade científica do mundo.
Um deles, Harry A. Atwater, disse: “A sustentabilidade
envolve o desenvolvimento de tecnologias que possam ser produtivas no longo
prazo, usando recursos que satisfaçam as necessidades de hoje sem ameaçar a
capacidade de gerações futuras de satisfazer as suas. É exatamente isto que
estamos fazendo com estes novos dispositivos de conversão de energia solar.”
Os novos equipamentos fotovoltaicos usam metais descritos
como materiais abundantes, tais como cobre e zinco, que substituem aqueles mais
raros, como índio, gálio e outros. Estes são frequentemente importados. A
China, por exemplo, minera mais de 90% de elementos raros da terra para
baterias de carros híbridos, magnetos, aparelhos eletrônicos e equipamentos de
alta tecnologia, informa o Earth Times.
A nascente ilustrada pela foto abaixo não fica em uma
unidade de conservação ou área pública de floresta. Pelo contrário, ela está em
uma propriedade privada.
Mas isso não significa que esteja desprotegida. Um contrato
garante que ela não seja degradada – e ainda gera recursos para o proprietário
que conserva a área.
Foto: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza
A nascente está em uma propriedade em Apucarana, Paraná, e
faz parte de um programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). A ideia de
“serviços ambientais” é um conceito recente. Segundo esse conceito, nós
recebemos benefícios do meio ambiente, como ar puro, abastecimento de água,
controle do clima, etc. O problema é que esses serviços nunca são
contabilizados pela atividade econômica, tornando mais lucrativo desmatar do
que conservar. Os projetos de PSA tentam resolver esse problema criando
mecanismos para que os produtores possam ter mais retorno financeiro
conservando do que desmatando.
Um dos projetos de PSA em atividade no Brasil é o Projeto
Oásis. Lançado em 2006 pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, o
projeto Oásis atende atualmente quatro municípios (São Paulo, Apucarana,
Brumadinho-MG e São Bento do Sul-SC). Segundo André Ferretti, coordenador do
projeto, o programa funciona mais como uma metodologia que tenta resolver uma
das maiores dificuldades do PSA: definir quanto vale remunerar determinada área
natural.
Primeiro, o projeto procura um parceiro local que vai ajudar
a implantar a metodologia. Pode ser uma prefeitura, empresa ou organização da
sociedade civil, desde que conheça a realidade local. O parceiro vai fazer o
contato com os produtores e ver se eles têm interesse em receber recursos para
conservar. Um dos pré-requisitos para o produtor poder participar do projeto é
estar dentro da legislação ambiental, respeitando código florestal, áreas de
preservação permanente e reserva legal.
No caso do município de Apucarana, o parceiro local é a
empresa de saneamento básico do município. É interessante para a empresa
investir na conservação das nascentes de rios, evitando contaminação e
facilitando o abastecimento de água. A empresa cobra 1% a mais na conta de
água, valor que é pago por todos os que usam o serviço ambiental. Esse dinheiro
vai remunerar os produtores que conservam as nascentes de rios. O resultado
final é que os produtores ganham para proteger, e os cidadãos pagam para evita
a contaminação da fonte do recurso que utilizam, a água.
Quanto cada produtor recebe? Isso vai depender da região e
de quanto cada proprietário conserva. O cálculo leva em conta o “custo de
oportunidade’, ou seja, quanto o produtor ganharia se, em vez de proteger uma
área natural, arrendasse essa terra para um outro produtor. A esse valor, é
somada uma quantia para cada prática sustentável usada pelo produtor, como
controle do uso de agrotóxico, por exemplo. “O valor final pode chegar ao dobro
do que o proprietário ganharia caso arrendasse a terra. Isso se ele cumprir
100% das boas práticas, todas as exigências”, diz Ferretti.
Por ser uma ideia nova, programas de PSA enfrentam
resistências e dificuldades. Muitos projetos são resultados de lei estadual
específica, e não há uma regra federal que faça com que essas leis dialoguem.
Além disso, movimentos sociais encaram PSA com desconfiança. Parte dessa
resistência pôde ser vista na Rio+20. Durante a Cúpula dos Povos, movimentos
sociais se uniram para criticar a chamada “economia verde”, condenando
mecanismos como o mercado de carbono e Pagamentos por Serviços Ambientais. Para
eles, definir um preço aos recursos naturais é o mesmo que transformar a
natureza em mercadoria.
Apesar das resistências, os números indicam que ao menos o
Projeto Oásis está funcionando bem. Mais de duzentos proprietários rurais
recebem recursos para conservar áreas naturais e adotar boas práticas
ambientais. São 2088 hectares de área natural protegida e 64 hectares
restaurados, além de mais de 700 nascentes conservadas. E a perspectiva é de
aplicar a metodologia em mais regiões no futuro. Quem sabe exemplos como esse
possam ajudar a romper com a falsa oposição, criada nos acalorados debates do
código florestal, de ambientalistas contra produtores rurais.