sexta-feira, 28 de junho de 2013

Alimentos com agrotóxicos causam estragos à saúde e ao meio ambiente

Os recursos para garantir a produção de alimentos em escala mundial vêm causando danos irreparáveis, não só para o meio ambiente, mas também para a saúde das pessoas. É preciso ficar atento às refeições – até as mais balanceadas podem esconder agrotóxicos, fertilizantes e outras substâncias usadas nas plantações. Além disso, é importante tomar decisões individuais por uma alimentação menos agressiva.

As substâncias utilizadas para fortificar as plantações no mundo inteiro já respondem por boa parte da poluição do solo, dos recursos hídricos e até pelo aumento de doenças. “O consumo de agrotóxicos está diretamente relacionado ao surgimento de vários tipos de câncer. Além disso, estas substâncias também trazem impactos neurológicos, sendo responsáveis por vários casos de déficit de atenção”, afirma o nutrólogo Eric Slywitch.

De acordo com o especialista, os produtos aplicados para fortificar as plantações são ingeridos pela maioria dos animais consumidos pelo homem. “As rações preparadas para aves, bois e porcos têm base vegetal com altos níveis de agrotóxicos, que contaminam os animais”, explica. “O problema é que essas substâncias se concentram no corpo dos animais por mais de dez anos, e, posteriormente, no organismo das pessoas, causando doenças”, diz Slywitch.

Um estudo recente mostra que 11,4 quilos de ração são necessários para produzir um quilo de frango próprio para refeição. No caso do porco, a proporção é de 21 quilos de ração para um de carne. E, para cada quilo de carne bovina, são necessários 44 quilos de ração, preparados com agrotóxicos, fertilizantes e outras substâncias.

Para Carlos Armênio Khatounian, engenheiro agrônomo e professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), o crescimento econômico é um dos principais fatores para o declínio da qualidade dos alimentos. Com base em pesquisas, o professor apontou que, para produzir uma porção de nuggets congelados, mais de um litro de petróleo é utilizado.

Uma das saídas para eliminar os danos causados pela alimentação nos dias de hoje é a agricultura orgânica – que, nem sempre tem preços mais altos do que os alimentos convencionais, vendidos em larga escala nos mercados. Segundo um estudo da FAO, o modo de produção tem muita força nos países pobres.

Além disso, ter uma horta em casa pode ser o primeiro passo para evitar o consumo dos alimentos contaminados. “Quem tem uma horta em casa, consome alimentos livres de agrotóxicos. A pessoa tem controle total sobre o que está produzindo e ainda pratica uma atividade terapêutica”, finaliza o engenheiro agrônomo Paulo Gonçalves.


Fonte: Ciclo Vivo 

Tijolo feito com materiais reciclados diminui emissões de carbono

Com base em uma pesquisa acadêmica realizada em Londres, uma empresa britânica desenvolveu o tijolo “Carbon Buster” – literalmente traduzido como “destruidor de carbono”. O novo material de construção é capaz de reter mais CO2 do que a quantidade que emite durante sua produção. Além disso, metade dos ingredientes usados para elaborar o tijolo provém da reciclagem de resíduos industriais.

Os novos tijolos, produzidos pela companhia Lignacite, surgem da mistura de areia e cascalho com pedaços de madeira, cacos de vidro e conchas – e são indicados para todos os tipos de construção, devido a seu alto desempenho e nível de isolamento acústico. Assim, o tijolo com teor de carbono negativo pode ser usado tanto na parte externa, – por exemplo, muros e fachadas – tanto para erguer paredes no lado de dentro das construções.

Para mitigar as emissões de carbono, os criadores do tijolo especial se uniram à empresa Carbon8 Aggregates, que produz pastilhas de carbono 8 – criadas a partir de resíduos gerados nas usinas de carvão mineral e que ajudam a reter as concentrações de gás carbônico.  Além disso, a mistura que dá origem aos tijolos contêm substâncias especiais, misturadas com aglutinantes e enchimentos, capazes de mitigar as emissões do gás.

O conceito do produto é baseado em uma pesquisa elaborada por cientistas da Universidade de Greenwich, que analisou as possibilidades de aproveitamento dos resíduos gerados pelas usinas termoelétricas, que usam o carvão como principal fonte de geração de energia e causam sérios danos ao meio ambiente.


Fonte: Ciclo Vivo 

Bactérias usam lixo nos oceanos como “habitat”, afirma estudo


Um estudo recente aponta que uma grande quantidade de bactérias e micro-organismos está se proliferando em pedaços de plástico, que estão presentes nos oceanos em várias partes do mundo.  O “lar improvisado” está levantando muitas dúvidas entre os pesquisadores.

A pesquisa, que foi publicada na revista científica “Environmental Science & Technology”, mostra que as comunidades microbióticas estão se desenvolvendo mesmo em meio ao lixo espalhado nos mares, formando um novo habitat para bactérias.

Os cientistas detectaram a presença de, pelo menos, mil tipos de bactérias, além de espécies de organismos unicelulares e pluricelulares ainda não identificados. Durante o estudo, o grupo analisou conjuntos de algas e bactérias que produzem o próprio alimento, animais microscópios que se alimentam delas, pequenos predadores e organismos que produzem relações de simbiose entre si.

Pesquisadores do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, nos Estados Unidos, demonstram preocupação. “Queremos saber como eles estão agindo e alterando o ecossistema marinho. Como estão alterando outros micróbios, como afetam organismos maiores”, esses são alguns dos questionamentos levantados por Linda Amaral, uma das responsáveis pela pesquisa, segundo o G1.

Já a pesquisadora Tracy Mincer define os restos de plástico nos mares como uma espécie de “recife de micróbios”. Segundo ela, os organismos que habitam os pedaços de plástico são diferentes dos que estão no oceano.


Fonte: Ciclo Vivo 

Rio ganha centro de debate para desenvolvimento sustentável

 O centro reunirá cientistas do mundo todo para encontrar 
as melhores soluções sustentáveis - Foto: Agência Brasil
O Brasil tornou-se, na última segunda-feira (24), sede do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, RIO+, espaço de debate e articulação de ações econômicas, sociais e ambientais para promover práticas sustentáveis de desenvolvimento.

O lançamento foi anunciado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e pela vice-diretora mundial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Rebeca Grynspan, durante o seminário internacional “Rio+20: A Implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, no Jardim Botânico.

Izabella Teixeira lembrou que o Rio+ foi formalizado durante a Rio+20 para que fosse um órgão “paragovernamental”.

“O centro nasce não para ter consenso, tem que ser ambicioso, trazer novas ideias, influenciar a sociedade para a questão, um lugar de livre pensar”, disse a ministra. “Será um local para pensar o desenvolvimento sustentável, um modelo inovador de desenvolvimento de ideias, com a participação da sociedade, governos e especialistas”, declarou a ministra.

Izabella lembrou que a Rio+20 mudou a relação do Brasil com as Nações Unidas para melhor. O novo centro é exemplo disso. “Foi um upgrade”, disse ela, ao apostar que o centro seja também liderança no debate sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

O centro tem apoio de mais de 20 instituições nacionais e estrangeiras: reunirá cientistas do mundo todo para encontrar as melhores soluções sustentáveis e inclusivas para o planeta. O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), no Fundão, zona norte do Rio de Janeiro, será o local temporário do centro pelos próximos dois anos.

Rebeca Grynspan disse que o novo espaço poderá interferir positivamente nas discussões intergovernamentais que culminam em setembro de 2014 na sede das Nações Unidas. “Até agora tem sido muito difícil reunir as interdisciplinaridades das agendas e o centro tem a missão de contribuir para a convergência dos temas, como o da erradicação da pobreza e do desenvolvimento sustentável”, disse ela.

O coordenador do centro, designado pelo Pnud, Rômulo Paes, informou que os aportes iniciais para os projetos são da ordem de US$ 4,5 milhões, de um pool de contribuidores da Rio+20, mas que também estão sendo feitas parcerias público-privadas para o desenvolvimento de pesquisas sustentáveis.

“Teremos pesquisadores de várias instituições visitando o centro. Vamos trabalhar em rede e receber diversos pesquisadores que possam contribuir para a produção de conhecimento”, contou ele.

O espaço tem, por enquanto, cinco servidores do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). A sede permanente deve ser construída no centro do Rio. Segundo o coordenador do projeto, a ideia é que seja construído de maneira 100% sustentável.

Dentre os parceiros, estão incluídos as entidades brasileiras Fundação Getulio Vargas e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O secretário de Ambiente do estado do Rio e ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, lembrou que os assuntos debatidos no seminário internacional e que as ações do novo centro refletem alguns dos anseios da multidão que tem se manifestado nas ruas do Brasil.

“Esses temas estão interligados com grande parte da voz das ruas. Sustentabilidade é ter saúde boa, ter transporte sem emitir carbono e com um mínimo de conforto. Não adianta ter estádio com padrão Fifa e outros serviços com padrão sub-Fifa”, declarou ele.

Minc informou que o governo abriu mão de cerca de R$ 7 milhões anuais da conta de luz da Coppe para criar um fundo para desenvolver energia solar dentro da UFRJ, entre outros projetos sustentáveis.

Minc chamou a atenção para a proposta de que as universidades e escolas técnicas abram mais espaços de pesquisas que dialoguem com o novo centro da Organização das Nações Unidas no Brasil.


Fonte: Ciclo Vivo 

Abrigo para refugiados tem energia solar e manta térmica

O teto da pequena moradia será equipado com
 um painel solar. - Foto: Divulgação
Os abrigos para refugiados normalmente são compostos por uma estrutura bem precária, que não passa de uma barraca de lona, apertada e sem muita proteção ou privacidade. Um conceito da Fundação Ikea pode mudar isso, oferecendo aos refugiados uma cabana maior e com energia limpa.

A inovação será lançada oficialmente no próximo mês, através de uma parceria entre a Ikea e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). A partir de então, os refugiados poderão viver em condições mais humanas que as atuais.

Conforme informado pelo CEO da Fundação Ikea, Per Heggenes, em declaração ao FastCoExist, atualmente existem 3,5 milhões de pessoas que vivem em tendas disponibilizadas pela ONU por serem refugiados, mas essa situação atinge até 43 milhões de pessoas no mundo. As barracas tradicionais acabam sendo frias no inverno e quentes no verão. Além disso, as famílias dificilmente conseguem manter hábitos tradicionais, pois não têm eletricidade ou iluminação.

Existem famílias que acabam vivendo por décadas em 
abrigos de emergência. - Foto: Divulgação

A necessidade de oferecer melhores estruturas para os abrigos de emergência deve-se ao fato de que nem sempre eles são temporários. Existem famílias que acabam vivendo por décadas nesta situação, principalmente quando são “deslocados internos”, ou seja, refugiados dentro de seu próprio país.

O abrigo da Ikea tem a estrutura feita em plástico leve e altamente resistente. A lona utilizada foi fabricada com tiras de alumínio e poliolefinas, que funciona como uma manta térmica. Ela oferece alto nível de reflexão dos raios solares (70%), deixando a temperatura interna mais agradável, e pode ser facilmente desmontada e transportada para outro lugar.

Atualmente, os custos para a fabricação dos abrigos
 é de US$ 10 mil. - Foto: Divulgação

O teto da pequena moradia será equipado com um painel solar, que deverá fornecer energia suficiente para alimentar uma lâmpada e uma tomada USB. Existe o projeto de utilizar células fotovoltaicas orgânicas, impressas diretamente no tecido. Se essa alternativa der certo, a obtenção energética será ainda maior e mais eficiente.


Atualmente, os custos para a fabricação dos abrigos é de US$ 10 mil, mas a Fundação pretende conseguir produzi-lo em grande escala com valor reduzido para mil dólares. O modelo promete ser dez vezes mais resistente que as barracas comuns.


Fonte: Ciclo Vivo 

Empresa finlandesa desenvolve fone de ouvido movido a energia solar e Bluetooth

O Headset Bluetooth possui quatro estofamentos internos 
e pode ser usado por dois celulares ao mesmo tempo.
É frustrante ver que a bateria do celular está acabando quando se está ouvindo música durante o trajeto de volta para casa. Situações como essa podem ser evitadas com o Headset Bluetooth, um fone de ouvido movido a energia solar.

O aparelho Iqua BHS-603 não recarrega de maneira tão rápida quanto uma conexão USB. Entretanto, quando os raios de sol fazem a carga completa, o dono pode ter a garantia de que terá um dispositivo à sua disposição por incontáveis horas.

Alimentar o smartphone é fácil, basta que ele tenha conectividade Bluetooth. Durante uma caminhada pelo bairro, basta deixar o aparelho exposto ao sol que ele vai carregando. Caso seja necessário realizar a tarefa rapidamente, há também a possibilidade de utilizar a rede elétrica.

A bateria pode durar até cinco horas. Com design simples, o Headset Bluetooth possui quatro estofamentos internos e pode ser usado por dois celulares ao mesmo tempo. Além disso, tem um sistema de redução de ruídos e controle de volume integrado.

Testado pelo site de tecnologia Mac Life, o Iqua BHS-603 teve avaliação positiva. “Basta deixá-lo em qualquer lugar que entre luz, não é necessário que seja luz solar. Testamos o fone de ouvido por algumas semanas, mesmo quando o deixamos ligado, a energia solar parece nunca perder sua carga”. Porém, os testes da empresa revelaram que a qualidade do som está abaixo da média, se comparado a um fone de ouvido tradicional nesta faixa de preço.

A Iqua é uma empresa sediada na Finlândia, que desenvolve fones de ouvido, entre outros acessórios móveis tanto para uso pessoal quanto profissional. O valor médio é de cem dólares. Com informações do Sustentable Terra.


Fonte: Ciclo Vivo 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Embalagem sustentável para comida se expande com água quente

A empresa sueca Innventia pediu aos designers da agência Tomorrow Machine para que desenvolvessem uma embalagem sustentável para alimentos secos/congelados. A solução foi uma embalagem para comida congelada que engloba alguns aspectos, como a economia de espaço durante o transporte, sendo 100% biodegradável e composta por materiais de fontes renováveis.

A composição tem como base um material patenteado com celulose, com propriedades semelhantes ao plástico. Quando a água quente é adicionada, a embalagem se expande e transforma-se em numa espécie de tigela.

A Expanding Bowl ganhou o prêmio de Embalagem Sustentável pelo The Dieline Design Awards 2013.


Fonte: Atitude Sustentável 

Bike de papelão feita com US$ 9 pode ter produção em massa

Há poucos meses, o israelense Izhar Gafni ficou famoso ao apresentar para o mundo a sua bicicleta de papelão reciclado, uma engenhoca eficiente e resistente que custou apenas US$ 9, além, claro, da grande dedicação de seu artífice. Agora com uma empresa montada, a Cardboard Technology, Gafni busca tornar sua bike ecológica realidade em larga escala, com produção em massa.

Para arrecadar recursos, ele procura apoio no site de financiamento coletivo Indiegogo. Gafni diz ter dispensando várias ofertas de investimento e optado pelo chamado crowdsourcing para não comprometer seus valores sociais nas margens de lucro.

Ele acredita que, se produzida em massa, sua bike pode melhorar a vida de comunidades pobres ao estimular a reciclagem de papelão e outros itens usados na bike, como plástico e borracha, e com isso gerar renda.

Gafni trabalhou duro e dobrou muito papelão para chegar ao protótipo ideal, que combina o design tradicional de uma bike e a resistência – ela tem capacidade de suportar o peso de uma pessoa de até 140 quilos.

Os valores de doação começam a partir de US$ 1. Uma das principais vantagens da campanha é que quem doa pelo menos US$ 290 irá receber uma bicicleta autografada quando as primeiras entregas ocorrerem, em março de 2015. O objetivo é arrecadar US$ 2 milhões até dia 8 de agosto.


Fonte: Planeta Sustentável 

Reaproveite sacolas plásticas para fazer jogos americanos

Ainda no ensino fundamental aprende-se que o plástico é produzido com petróleo e demora, pelo menos, um século para se decompor. Por isso, deve-se evitar ao máximo o uso desse material. Mas, como é impossível livrar-se totalmente desse mal, que tanto prejudica o meio ambiente, separamos uma dica da designer Tiffany Threadgould para transformar as sacolinhas em jogos americanos divertidos.

O passo a passo é simples e rápido.

Os materiais necessários são:

- 3 sacolas plásticas
- 1 régua
- 1 lápis
- Tesoura
- 2 cartolinas
- Ferro de passar roupa

Como fazer:
O primeiro passo é recortar a parte inferior das sacolas e virá-las do avesso, de forma que o desenho fique para dentro. Em seguida, coloque as sacolas em uma cartolina ou papel manteiga, cubra-as com a outra cartolina.


O passo seguinte é ajustar o ferro na temperatura média e passar por toda a cartolina. Muita atenção nessa fase, não faça muita pressão e sempre movimente o ferro para não queimar o papel.


O último passo é passar a régua para deixar o material no formato desejado. Use a tesoura para arredondar os cantos e finalizar as bordas, deixando o jogo a seu critério.


Se quiser, personalize o objeto com retalhos de tecido, papéis de jornal, de revista ou de presente.


Com informações do DaquiDali.


Fonte: Ciclo Vivo 

Energia renovável deve suprir 25% da demanda mundial em 2018

A geração de energia a partir de fontes renováveis deve superar a produção de gás e ser o dobro da nuclear até 2016. Este é o cenário apresentado no relatório “Mercado da Energia Renovávelem Médio Prazo”, produzido anualmente pela Agência Internacional de Energia (AIE).

De acordo com o estudo, mesmo que o contexto econômico mundial seja difícil, as energias renováveis devem apresentar um crescimento de 40% nos próximos cinco anos. A expectativa é de que até 2018 as fontes limpas sejam responsáveis por 25% de toda a produção energética mundial.

“À medida que os custos continuam a cair, as fontes de energia renováveis estão crescendo cada vez mais por méritos próprios e contra a geração de combustíveis fósseis”, informou a diretora-executiva da AIE, Maria van der Hoeven, durante a apresentação do relatório em Nova Iorque, na última quarta-feira (26).

Maria ainda explicou que a participação política é essencial para o crescimento do setor. “Muitas energias renováveis já não necessitam de incentivos econômicos elevados. Mas, eles ainda precisam de políticas de longo prazo que ofereçam um mercado previsível e confiável e um quadro regulamentar compatível com os objetivos da sociedade.” Ela ainda lembrou que os subsídios destinados aos combustíveis fósseis permanecem seis vezes maiores que o montante destinado às energias limpas.

Existem dois principais motivadores para uma expectativa de crescimento tão grande: o alto investimento dos mercados emergentes, principalmente em grandes nações, como a China; e a competitividade bem estabelecida de energia hidrelétrica, geotérmica e bioenergia.

Os biocombustíveis também devem ter papel importante na crescente da energia renovável. A previsão é de que ele seja o responsável por abastecer 4% da demanda mundial de transporte rodoviário em 2018. Mesmo que a taxa de crescimento seja mais lenta que o de outras fontes, este é considerado um ganho bastante considerável. Nos próximos cinco anos, o uso da biomassa também deve subir para 10% - em 2011 o percentual era de 8%. Mesmo assim, a AIE considera esse um potencial pouco explorado.


Fonte: Ciclo Vivo 

Schwarzenegger se diz "exterminador" a serviço do meio ambiente

Em solo africano, ele disse que é preciso ser um exterminador a 
serviço do meio ambiente. - Foto: Simon Greig/Flickr
O ator Arnold Schwarzenegger está na Argélia para divulgar os trabalhos feitos pela ONG ambiental R20, da qual é fundador. O país africano aceitou o desafio de integrar a Rede de Regiões para a Ação Climática e, a partir de agora, deverá receber apoio e projetos direcionados ao desenvolvimento sustentável.

Na última terça-feira (25), o ex-governador da Califórnia esteve em Argel, a capital da Argélia. Durante seu discurso, Schwarzenegger fez uma analogia utilizando um se seus personagens mais famosos, o “Exterminador do Futuro”. Em solo africano, ele disse que é preciso ser um exterminador a serviço do meio ambiente.

O ator teve a maior parte de seu discurso focado na questão da água. Ele falou sobre a importância da preservação ambiental e do controle da poluição para que seja possível ter água de qualidade para beber. Schwarzenegger ainda falou sobre os altos preços deste bem essencial para a vida. “A água está mais cara que o petróleo”, disse.

Em abril deste ano, o astro hollywoodiano também visitou o Brasil e firmou o compromisso entre a cidade do Rio de Janeiro e sua ONG. O objetivo é desenvolver e implementar novos projetos, tecnologias, políticas públicas e o financiamento de projetos de baixo carbono na capital fluminense.

Quando esteve no Brasil, o ator disse que é um defensor de suas causas: o esporte e o meio ambiente. Ele ainda exaltou a importância das ações individuais. “O que nós defendemos é a responsabilidade de cada um na tentativa de salvar o planeta, de defender o clima, de não poluir a natureza. Estados, escolas, empresas, todas devem tomar iniciativas que caminhem nessa direção, sem ficar esperando pelo aval do governo federal, por exemplo.” Com informação das agências internacionais.


Fonte: Ciclo Vivo 

Maior hospital infantil do Camboja ganha espaço sustentável

O espaço foi pensado de maneira sustentável, seguindo
 também as tradições locais. - Foto: Divulgação
O escritório norte-americano de arquitetura Cook + Fox foi o escolhido para projetar o Centro de Amigos do Hospital Infantil Angkor, o maior do Camboja. O espaço destinado à educação, hospitalidade e informação foi pensado de maneira sustentável, seguindo também as tradições locais.

Para preservar características comuns cambojanas e ainda assim dar ao espaço um ar contemporâneo, os arquitetos apostaram no uso de fachadas de vidro. Elas estão envoltas por camadas de madeira, que ajudam a manter a privacidade dos pacientes, ao mesmo tempo em que proporcionam uma ética moderna de sustentabilidade cultural, econômica e ambiental.

A estrutura é simples. O formato da planta é quadrado, assim como as construções levantadas na comunidade. Ela é dividida em nove espaços para usos distintos: teatro, sala de reuniões, loja, galeria, espaço para exposições, entre outras coisas.

Os arquitetos apostaram no uso de fachadas de vidro. - Foto: Divulgação

O centro serve como referência para apresentar o projeto para novos parceiros, além de oferecer cultura aos pacientes. Este é o hospital pediátrico de maior alcance no Camboja. Fundado em 1993, pelo artista japonês Kenro Izu, ele oferece serviços médicos gratuitos para mais de 500 mil pacientes e também é um centro de formação de novos médicos.


Em termos de sustentabilidade, os arquitetos construíram telhados invertidos, que direcionam a água para um espaço central, onde ela é armazenada para uso posterior. Outra preocupação foi com a contratação de funcionários da própria comunidade durante a construção.

O formato da planta é quadrado, assim como as construções
 levantadas na comunidade. - Foto: Divulgação
Para ajudar a manter o hospital em funcionamento, a equipe do projeto também ajudou a implantar o Naga Biocombustíveis, que transforma os resíduos de óleo vegetal em biodiesel para alimentar a frota de carros do hospital e também os geradores.


Fonte: Ciclo Vivo 

Robô direciona raios de sol para garantir iluminação natural

O dispositivo pode projetar a luz natural aos pontos 
distantes em até 200 metros.
Uma startup italiana desenvolveu o SunnyBot, um robô capaz de armazenar os raios de sol e direcionar a luz para vários pontos, iluminando-os. Apesar de parecer um equipamento simples, a máquina dispensa o consumo de eletricidade convencional e pode ser usada em localidades que não têm acesso à rede elétrica. Além disso, o SunnyBot pode aumentar o desempenho de equipamentos movidos a energia solar, como carregadores de aparelhos eletrônicos.

Embora considerado como robô, o Sunnybot desempenha uma função bem simples: ao longo do dia, o dispositivo inteligente identifica o ângulo de captação dos raios solares automaticamente, e repete a tarefa, acompanhando as posições do sol enquanto está claro. Assim, com o auxílio do equipamento, os usuários se apropriam da luz natural para iluminar os locais desejados, eliminando o uso da corrente elétrica ou das pilhas, que abastecem lâmpadas e lanternas.

O SunnyBot ainda conta com células solares que alimentam seu funcionamento. Assim, o equipamento depende exclusivamente dos raios solares para desempenhar suas funções – mas, de acordo com a Solenica, startup que desenvolveu o dispositivo, é necessário que o SunnyBot seja instalado em áreas bem iluminadas, para garantir que a luz será projetada com a devida intensidade.

Ainda de acordo com os criadores, o dispositivo tem o mesmo potencial de iluminação de uma lâmpada de 500 watts, e pode projetar a luz natural aos pontos distantes em até 200 metros. Totalmente sustentável, a energia gerada pelo SunnyBot também pode ser usada para carregar celulares e outros gadgets.

Além da iluminação convencional, o equipamento também pode ser aproveitado para fornecer luz às plantações em estufas ou para hortas instaladas na parte interior das casas. O SunnyBot está em fase de captação de recursos no Kickstarter, plataforma online de financiamento coletivo, e, agora, o objetivo dos italianos é angariar mais de trezentos mil dólares para viabilizar o projeto. Até o fim do ano, as primeiras unidades do robô deverão ser comercializadas, mas o preço final ainda não foi definido.


Fonte: Ciclo Vivo 

Inea divulga relação de 160 terrenos do RJ contaminados por substâncias químicas

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), divulgou na última quarta-feira (26), os terrenos no estado do Rio de Janeiro que estão contaminados por substâncias químicas. Dos 160 terrenos identificados pelo órgão, 53% estão contaminados com resíduos da atividade de postos de gasolina e 41% de indústrias.

As atividades viação e aterros de resíduos sólidos são responsáveis por 3% das contaminações, cada uma. A maior parte está concentrada no entorno na Baía de Guanabara e na Baixada Fluminense. Dessas áreas, 67 ainda estão sob investigação e 64 estão sob intervenção, porque foi constatado risco à saúde humana. O restante está sendo monitorado para ser reabilitado (14%) ou foi reabilitado (4%), após o perigo ter sido eliminado e o local aprovado pelo Inea para reutilização.

De acordo com a presidenta do Inea, Marilene Ramos, a Cidade dos Meninos, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, é a região contaminada mais preocupante, onde moram cerca de duas mil pessoas em contato com o pesticida BHC, conhecido como pó de broca. A previsão anunciada no mês passado pela prefeitura é que os moradores serão transferidos até 15 de julho para apartamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida.

“Grande parte do material contaminado foi retirado, mas o local continua contaminado e depende do Ministério da Saúde se ter uma solução para aquela área. Ali havia uma fábrica de inseticida de propriedade do ministério que foi fechada e os resíduos abandonados ali”, informou a presidenta do Inea.

A fábrica foi desativada em 1954 e o pó acabou sendo utilizado para pavimentar ruas e na agricultura. A exposição ao pesticida pode causar doenças endócrinas, má-formação congênita, abortamento espontâneo, doenças neurológicas e câncer.

As tabelas do documento Gerenciamento de Áreas Contaminadas do Estado do Rio de Janeiro, uma para postos de combustíveis e outra para indústrias, identificam o uso atual do solo contaminado, localização, meio impactado (solo e água subterrânea), tipo de poluente, entre outros detalhes.

A relação de terrenos afetados, entretanto, não reflete a quantidade real de áreas contaminadas no Rio. A presidenta do Inea explicou que existem muitas propriedades abandonadas ou subutilizadas, cuja reutilização é dificultada pela presença real ou potencial de substâncias perigosas, poluentes ou contaminantes.

“O cadastro será constantemente atualizado à medida que os dados forem levantados e as informações estiverem consistentes para serem publicadas no site”, informou ela.

A divulgação é uma exigência do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) que publicou em 2009 a Resolução 420 que obriga os órgãos ambientais competentes a darem publicidade às informações sobre áreas contaminadas e principais características.


Fonte: Ciclo Vivo 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Nigéria tem clínica flutuante construída de maneira sustentável

Centro comunitário oferece assistência gratuita e pode se locomover
 para áreas próximas.
A falta de hospitais e clínicas especializadas levou as autoridades de Lagos, na Nigéria, a planejarem uma clínica flutuante, para suprir a necessidade de estrutura médica na cidade. O centro comunitário oferece assistência gratuita e pode se locomover para áreas próximas.

A estrutura foi desenhada por Akin Afolayan e recebeu o nome de Clínica Amphibious. O Dr. Simeão Afolayan é o médico responsável pelo projeto, que conta com o apoio da prefeitura de Lagos e da AFH Atlanta e já realizou 22 cirurgias totalmente gratuitas à comunidade carente.
A base para a construção foram três módulos de metal corrugado. Eles podem ser facilmente desmontados e transportados, para ancorar em qualquer outro lugar. Os materiais usados foram adquiridos localmente, assim como a mão de obra, fator que permitiu emprego a dezenas de jovens e deu a eles capacitação profissional.

A estrutura foi desenhada por Akin Afolayan e recebeu o 
nome de Clínica Amphibious.

A iluminação utilizada no interior da clínica é de LED, para reduzir o desperdício. Além disso, ela é totalmente independente das redes de transmissão e a energia é obtida a partir das placas fotovoltaicas instaladas no teto. A estrutura ainda foi equipada com janelas e claraboias que maximizam o aproveitamento da luminosidade e ventilação natural. A clínica custou, em média, 15 mil dólares.

22 cirurgias totalmente gratuitas já foram feitas na clínica.


Fonte: Ciclo Vivo 

Nasa mostra o Planeta “verde” visto do espaço



Apesar de 75% do Planeta ser tomado por oceanos azuis, nos restantes 25% da superfície predomina o verde dinâmico da vasta vegetação terrestre. Novas imagens do satélite da Nasa em parceria com o Centro Nacional de Dados de Clima da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) mostram diferenças sutis na intensidade do verde.

O satélite detecta alterações na reflexão da luz visível, produzindo imagens que medem alterações na vegetação ao longo do tempo. Para gerar estas animações e imagens, a Nasa utilizou dados de abril de 2012 a abril de 2013.

As áreas de coloração mais escura são formadas por vegetação mais densa e absorvem a luz do sol mais visível, enquanto as cores claras são de escassa cobertura vegetal, quer devido à neve ou seca, ou por se tratar de áreas rochosas e urbanizadas.


Ao longo de um ano, é possível verificar o adensamento da cobertura verde em determinadas regiões e a redução em outras, variações que podem ocorrer de maneira natural, como a transição pelas quatro estações do ano, ou ainda por queimadas irregulares ou incêndios provocados por secas extremas. Clique aqui e veja o vídeo 



Fonte: Exame.com 

Maior horta comunitária de Nova York é inaugurada

Uma horta de 4 mil m² foi inaugurada no bairro Red Hook, em Nova York, na última semana. Mais cinco iniciativas como esta estão previstas pelo Plano de Ação de Combate à Obesidade da prefeitura da cidade, que conta com parcerias da comunidade local e de ONGs.

A ‘fazenda urbana’ fica na maior habitação pública do distrito de Brooklin e, além de oferecer alimentação de boa qualidade aos moradores, terá centro educativo para crianças e empregos para 34 jovens, que serão responsáveis pela manutenção e venda da produção.

Assim, o programa tira jovens e crianças das ruas, inserindo-os na sociedade por meio de educação ambiental, melhor qualidade de vida, engajamento comunitário e profissionalização, o que pode gerar futuros líderes de economia sustentável.

Ervas, tomates, morangos e couve estão entre os alimentos orgânicos cultivados nessa área que, antes, era mal aproveitada. Essa prática não é novidade na cidade – que possui outras 650 hortas comunitárias – mas a de Red Hook é a maior de Nova York.

Dados da prefeitura apontam que 34% dos adultos estão acima do peso, enquanto 22% são, efetivamente, obesos. As crianças também não escapam da tendência: uma em cada cinco pode ser considerada obesa. Segundo a responsável pela saúde da cidade, Linda I. Gibbs, o aumento da obesidade está diretamente ligado à pobreza. As pessoas com menos poder aquisitivo optam por alimentação industrializada e não priorizam a dieta saudável rica em frutas, verduras e legumes.

O incentivo a agricultura urbana é uma das 26 iniciativas previstas no Plano de Ação de Combate à Obesidade do prefeito, Michael Bloomberg, que inclui expandir alimentação de qualidade às escolas públicas e destaca entre seus objetivos:

- a redução da obesidade;
- a diminuição da desigualdade entre os bairros;
- a melhoria da saúde pública e
- a criação de estratégias para diminuir a perda de produtividade e o gasto com tratamentos de doenças.

Bloomberg já tomou outras medidas de impacto para tentar diminuir o consumo de refrigerantes, banir cigarros em parques públicos e encorajar o uso de bicicletas. Recentemente suas atenções estão voltadas para a implementação da compostagem em Nova York, na qual acredita. Especialistas garantem que o método é inviável na capital, devido à verticalidade e à superpopulação.

As experiências de cidades americanas como São Francisco e Seattle, que já utilizam o método para descartar resíduos de maneira sustentável, animam o prefeito.

Experimentos recentes, realizados com 3,5 mil famílias em Westerleight, no distrito de Staten Island em Nova York, mostrou alto índice de adeptos. Por isso, a prefeitura está trabalhando na para ampliar a coleta de restos de comida, reduzindo, assim, cerca de 10% do desperdício ou 100 mil toneladas.

Inicialmente, a adesão deve ser voluntária, mas poderá se tornar obrigatória de acordo com o resultado, como acontece com a reciclagem de plástico, papel e metal: desde 1989, quem não participa paga multa.

Além de incentivar a fertilização natural do solo na cidade, a adoção dessa prática ajudará a incrementar a transformação dos resíduos orgânicos em biogás e, posteriormente, em energia elétrica. O que é muito bem vindo já que atualmente, Nova York gasta cerca de 100 milhões de dólares por ano para descartar resíduos residenciais, normalmente levados para terras em Ohio, Pensilvânia e Carolina do Sul.

Tomara que os projetos de Bloomberg tenham continuidade com seu sucessor: os experimentos terminam no final do ano, assim como seu mandato.


Fonte: Exame.com 

Miami pode tornar-se a “Atlântida americana”?

Com uma população de mais de 5 milhões de habitantes vivendo cerca de dois metros acima do nível do mar, Miami é forte candidata a ser uma das primeiras cidades dos Estados Unidos a sentir pra valer o impacto das mudanças climáticas. E num futuro não tão distante.

Até o final do século, os efeitos da elevação do nível do mar e das ressacas e enchentes cada vez mais fortes provocadas por furacões e tempestades tropicais poderão fazer a segunda maior cidade da Flórida submergir.

Os riscos de Miami virar a “Atlântida americana” já foram avaliados por uma série de estudos científicos realizados na última década. Um relatório da OCDE de cidades mais ameaçadas do país pelas mudanças climáticas coloca a cidade no topo.

Outro estudo, feito pelo grupo Climate Central, prevê que se a elevação do nível do mar chegar a 1,2 metros até 2030, a maior parte das praias de Miami serão varridas do mapa. Os dados podem ser checados na plataforma online e dinâmica chamada "Surging Seas", que projeta possíveis efeitos da elevação do nível do mar sobre as cidades americanas.

Segundo as pesquisas, o fato de Miami repousar sobre uma base de pedra calcária muito porosa torna a cidade mais vulnerável à alta da maré. Isso porque a água do mar fluiria desimpedida sob qualquer dique ou barreira contruídos que tentassem barrar o avanço de uma enchente provocada por fortes tempestades, por exemplo.

Uma reportagem publicada na semana passada pela revista Rolling Stone reacendeu o debate sobre a necessidade da cidade se preparar pra valer para o pior cenário. Com o sugestivo título “Goodbye, Miami”, a reportagem destaca como algumas áreas da cidade já estão com o subsolo comprometido.

Quando chove forte ou quando a maré sobe na lua cheia, o sistema de esgoto sucumbe à pressão. “Até o final do século 21, Miami pode tornar-se algo completamente diferente", diz a reportagem. "Um ponto turístico de mergulho onde as pessoas podem nadar com tubarões e tartarugas marinhas e explorar os destroços de uma grande cidade americana".


Fonte:  Exame.com 

Barris usados para envelhecimento de vinho se transformam em peças de decoração

Projeto tem finalidade de recuperar jovens e adultos usuários de drogas
  


Em comunidades e centros de reabilitação que tentam recuperar jovens e adultos usuários de drogas, uma prática frequente é a utilização de técnicas de artesanato para que a vida desses indivíduos seja preenchida de sentido novamente.

Na Itália, a famosa comunidade de San Patrignano não foge a essa regra, mas complementa-a. A partir de elaborações de designers e arquitetos talentosos, os internos produzem cadeiras, mesas, berços e outros itens decorativos para a casa, sempre reutilizando barris de vinho antigos.

O projeto foi batizado de Barrique e cada móvel utiliza um barril de carvalho francês, com capacidade para 230 litros. Eles têm uma vida útil de cinco anos no envelhecimento do vinho. Assim que são trocados, são enviados para a comunidade, onde se transformam em mais de 34 peças diferentes.

Confira todas os produtos por meio do site oficial. Lá também é possível comprar os itens de seu interesse. Abaixo, confira mais algumas imagens:








Fonte: Projeto Contem

Clarice Falcão estrela campanha de sustentabilidade do Pão de Açúcar


A atriz Clarice Falcão, que notabilizou a sua imagem integrando o time do Canal Porta dos Fundos, volta a gravar comercial para o Grupo Pão de Açúcar. Agora, o mote é a sustentabilidade. O filme dá continuidade ao movimento que convida as pessoas a serem protagonistas de sua felicidade lançado em maio deste ano. O comercial estreia hoje (25) e foi criado pela PA Publicidade.

De acordo com a empresa, um dos desafios na criação da nova campanha foi falar em sustentabilidade de uma forma leve e descomplicada, ao mesmo tempo em que engajasse as pessoas. O filme anterior do Pão de Açúcar propôs um convite à ação, chamando as pessoas a buscarem o que as fazem felizes. “Nesta segunda etapa do movimento, trazemos visibilidade às ações realizadas pela marca que nos trazem felicidade, começando com a sustentabilidade. Dessa forma, queremos inspirar as pessoas a assumir o protagonismo e também fazer a sua felicidade acontecer”, explica Maria Cristina de Amarante, Gerente de Marketing do Pão de Açúcar.

“O filme mostra que é possível ser sustentável de uma forma bem-humorada e moderna, evitando o discurso que muitas pessoas chamam de ecochato”, completa Eduardo Romero, Diretor Geral da PA Publicidade. O jingle, inclusive, brinca com o termo ao dizer que “Nem todo eco é chato, chato é o eco que repete. Só que a gente não é ecochato”. “Assim, foi importante ter a Clarice novamente, inspirando as pessoas a agirem sustentavelmente e mostrando que nossas iniciativas ultrapassam o discurso e são reais”, diz Romero.

Veja o vídeo:



Fonte: Adnews

Etanol celulósico é alternativa mais sustentável na produção de combustível por meio de biomassa

Produzido a partir de folhas de bagaço de cana, combustível alternativo tem boas perspectivas

 
 
O investimento em energias renováveis é essencial para que novas tecnologias que poluam menos o meio ambiente se desenvolvam e se tornem disponíveis para a maior parte da população, principalmente em se tratando de combustíveis para automóveis. Uma dessas novas alternativas promissoras, mas pouco conhecidas, é o etanol celulósico.

Considerado um produto de segunda geração por ser obtido por meio do aproveitamento da biomassa de cana-de-açúcar (que antes seria desperdiçada), o etanol celulósico é produzido através da quebra das fibras vegetais. Primeiro, realiza-se a quebra dos polissacarídeos em açúcares menores em um processo conhecido como hidrólise. Em seguida, há a fermentação desses açúcares, dando origem ao etanol.

As vantagens desse tipo de biocombustível começam na sua produção. As folhas e bagaço da cana, que sobravam após a produção do etanol de primeira geração, ainda continham energia que não era utilizada e geravam um problema de resíduo. Com a criação dessa técnica, folhas e bagaço têm seu valor reconhecido e não são mais desperdiçados. Como tais “resíduos” não servem para serem utilizados na alimentação humana e nem de criação de animais, essa produção não compete por terras que seriam usadas para plantação alimentícia.

Dependendo das tecnologias empregadas, o custo do etanol celulósico pode ser menor que os da gasolina e do etanol proveniente do milho. Além disso, há menor liberação de gases que contribuem para o efeito estufa, e de matéria fina particulada, composto altamente tóxico ao ambiente.

A tecnologia usada para a produção do etanol celulósico no Brasil ainda está passando por ajustes. Para um melhor rendimento da matéria-prima, é preciso um pré-tratamento eficiente, além da escolha de enzimas apropriadas para a hidrólise e de otimização e aperfeiçoamento das técnicas de fermentação. A produção do etanol de segunda geração deve saltar de 22 bilhões de litros para até 68 bilhões, em 2020. Assim seria possível atender à demanda da população brasileira, incentivando o uso de biocombustíveis ao invés de combustíveis fósseis.


Para entender de forma didática o processo de obtenção do etanol celulósico, clique aqui.

Fonte: eCycle