Os hábitos alimentares das
mulheres têm menos impactos ambientais que os costumes masculinos. Esta é a
conclusão de um estudo realizado por pesquisadores alemães da Universidade de
Halle-Winterberg. Se os homens seguissem os mesmos passos das mulheres as
emissões seriam reduzidas em 15 milhões de CO2 ao ano.
A justificativa para tamanha diferença
entre os sexos deve-se ao fato de que, entre os entrevistados, as mulheres se
alimentam de maneira mais saudável. Elas tendem a incluir mais frutas e
vegetais na dieta, enquanto os homens mantêm alto consumo de carnes.
Além da redução na pegada de
carbono, se os homens se assemelhassem mais às dietas femininas a quantidade de
água limpa preservada seria enorme, de aproximadamente 94 milhões de metros
cúbicos.
Os cientistas trabalharam com
informações pessoais coletadas entre 20 mil alemães. Os dados recentes foram
comparados com um levantamento sobre o perfil do consumo no país europeu em
2006. O que se identificou é um conjunto de fatores que colaboram para a
preservação ambiental. Os alimentos comumente presentes nas dietas femininas
emitem menos amoníaco e necessitam de menos fertilizantes.
Na Alemanha houve uma crescente
em hábitos saudáveis, mas o mesmo não é identificado no Brasil. Conforme
noticiado pela agência Deustche Welle, um estudo feito pela Universidade de São
Paulo (USP) em 2012 mostrou que os brasileiros têm incluído mais carne e
alimentos processados em suas dietas. Por conta disso, foram acrescentados 18
milhões de toneladas de CO2 às emissões nacionais.
Stella McCartney, filha do ex-Beatle PaulMcCartney, ganhou destaque na
semana de moda em Paris com sua linha ecologicamente correta. Sapatos
biodegradáveis, tecidos nobres, e ausência de couro e peles são alguns dos
itens que desfilaram nas passarelas da capital francesa.
A britânica apresentou sua
coleção de inverno, na última segunda-feira (4). De acordo com a Folha de S.
Paulo, Stella foi a única estilista que conseguiu construir uma marca lucrável
com base na sustentabilidade. Durante o evento, ela chegou a pedir a manutenção
da proibição da caça de ursos polares com fins comerciais.
Em sua conta na rede social
Twitter, a estilista contou que fez uma viagem à Manitoba, no Canadá, apenas
para admirá-los. Eles, de acordo com suas palavras, são criaturas espetaculares
da natureza. Stella também lamentou a previsão de dois terços da população
mundial de ursos polares desaparecerem até 2050.
A filha do astro britânico
estreou no mundo da moda, em 1997, comandando a marca francesa Chloé. Em 2001,
decidiu investir em uma marca própria dentro da Gucci. Atualmente, estima-se
que seu império seja de cem milhões de euros, equivalente a R$ 257, 6 milhões.
Para alcançar tal crescimento,
Stella não precisou abandonar seus valores éticos. A causa ambientalista da
estilista também segue ideais defendidos pela mãe vegetariana Linda McCartney,
que morreu em 1998.
A estilista também não come nada
de origem animal e abomina o uso de couro ou peles na produção de suas
coleções. Invés disso, ela prefere tecidos orgânicos, como lã e algodão.
Sua marca parece seguir os
princípios ecológicos defendidos pelo Greenpeace. O órgão ambiental tem
pressionado as grandes companhias da moda que utilizam produtos tóxicos na
produção de suas roupas. Inclusive, desafiou 15 marcas de luxo a adotarem
práticas sustentáveis e criou o ranking “Duelo da Moda” avaliando-as com base
em três quesitos: couro, embalagem e têxtil.
O designer português Luis
Teixeira encontrou uma solução para os vidros de perfume vazios: transformá-los
em anéis. A ideia oferece uma solução aos resíduos e também traz uma nova gama
de acessórios às mulheres que gostam do glamour dos grandes anéis.
O modelo criado pelo designer é
prático e elegante. No lugar das pedras que atraem os olhares, Teixeira utiliza
as tampas dos perfumes. Por isso, a diversidade de cores e formatos é enorme e
existem opções desde as mais simples até as mais extravagantes.
Para facilitar a vida das
mulheres, que desejam que os acessórios sempre estejam combinando com as roupas
e maquiagens, os enfeites são aplicados aos anéis por imãs, assim é fácil
trocar os detalhes sempre que a pessoa quiser inovar. A coleção conta com 360
peças.
Além dos anéis sustentáveis, o
designer possui outros trabalhos feitos a partir de materiais reaproveitados.
Um dos exemplos mais famosos é o lustre feito com cabides. As peças
transparentes fazem a vez do cristal, com efeito bastante semelhante e luxuoso.
Telefones antigos e embalagens de
leite também ganham nova vida, sendo transformados em luminárias. Os trabalhos
de Luis Teixeira comprovam que peças feitas a partir de materiais
reaproveitados também podem ser elegantes.
A oficina é dirigida a gestores e
técnicos do setor de saneamento básico da Funasa e de municípios com até 50.000
habitantes; associados da Assemae; ocupante de cargo público municipal ou do
Distrito Federal com papel de decisão na área do curso; técnicos de municípios
que receberam recursos federais sobre o tema; gestores de órgãos públicos
federais, estaduais, regionais e municipais; integrantes de movimentos sociais
e catadores de materiais recicláveis; membros de ONGs; membros de universidades
e profissionais liberais.
Será realizada de segunda a
sexta-feira, pela manhã e à tarde, com um total de 32 horas/aula, no horário de
8 às 18 horas, sendo que na segunda-feira a oficina terá início às 14 horas,
com abertura às 13h30 e, na sexta-feira, será concluído às 12 horas.
A Funasa e a
Assemae conferirão certificado aos participantes.
Para participar da oficina é
necessária realizar a pré-inscrição que pode ser feita no site www.planosmunicipais.org.br. - A
OFICINA É GRATUITA.
A PRÓXIMA OFICINA OCORRERÁ EM
JABOTICABAL - 1 a 5 DE ABRIL em mais outras duas em BAURU - 17 a 21 de
junho e em CAMPINAS de 21 a 25 de Outubro.
Na oficina, serão apresentados
estudos dos aspectos legais da política e do plano municipal de saneamento
básico, das metodologias de planejamento estratégico, comunicação e mobilização
social, elaboração, aprovação, implantação e revisão do plano municipal. Será
feita discussão sobre a necessidade da interação entre as demais políticas do
município e dos planos diretores, de habitação e outros.
Os participantes também receberão
orientações sobre a formação dos grupos de trabalho - comitê de coordenação e
comitê executivo; plano de mobilização social; diagnóstico
técnico-participativo dos quatro componentes do saneamento: abastecimento de
água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana;
prospectiva e planejamento estratégico para o setor de saneamento no município;
programas, projetos e ações para alcance do cenário de referência; plano de
execução; experiências de planos municipais de saneamento básico; processo de
comunicação permanente; sistema de informações para auxílio à tomada de
decisão; indicadores de desempenho do plano municipal de saneamento básico;
regulação dos serviços de saneamento; e terão acesso à bibliografia de
referência em mídia eletrônica.
É estranho – em pleno século XXI – falar em direitos das
mulheres. Depois de tantas conquistas realizadas nos dois últimos séculos,
muitas ainda sofrem com a falta de controle sobre o próprio corpo e com as
desigualdades entre os gêneros.
Para aderir às celebrações do Dia Internacional da Mulher,
08/03, reunimos histórias inspiradoras de gente que luta para fazer valer esses
direitos. Entre elas, muitas mulheres, mas também homens como o economista
brasileiro Sérgio Besserman, que diz que o desenvolvimento sustentável só será
possível se for mais feminino.
1) “A burca não é uma jaula”
Considerada uma das dez melhores artistas do Afeganistão,
Shamsia Hassani grafita as ruas de Cabul para mostrar que “a burca não é uma
jaula”. Aos 25 anos, a artista de rua acredita que a liberdade não é o que
vestimos, mas “o que decidimos, o que dizemos, o que fazemos para estarmos
confortáveis e para termos paz”.
Para esta jovem professora de arte da Universidade de Cabul,
mudar o sentido da burca com a arte para mostrar mulheres felizes é uma forma
de mudar como as pessoas enxergam a mulher. Ela não se engana: existem outros
grandes problemas em sua sociedade. Mas crê que, mesmo com a burca, as mulheres
podem fazer de tudo: estudar, trabalhar, fazer arte e muitas outras atividades.
Por ser mulher, seu trabalho como artista é complicado: a
reação negativa das pessoas – inclusive de outras mulheres – e os problemas de
segurança são alguns dos motivos que a impedem de pintar seus grafites em ruas
que não conhece.
2) Primeira rapper afegã contra a repressão
Aos 23 anos, a primeira mulher a fazer música Rap no
Afeganistão lançou seu primeiro single (“Our Neighbors”, confira no vídeo
abaixo) que retrata a repressão contra mulheres e crianças e o desejo de paz em
seu país.
Logo após a divulgação do vídeo – feito com baixo orçamento,
em que aparecem fotos de Soosan Firooz sem burca, com roupa ocidental,
acessórios e maquiagem –, sua família recebeu diversas ameaças anônimas de
morte. Mesmo assim, continuou apoiando seu trabalho: tanto que seu pai
abandonou o trabalho em uma companhia de eletricidade para ser guarda-costas da
filha, em tempo integral.
Agora, Soosan prepara seu novo single, em que contará como é
ser uma jovem mulher que vive no Afeganistão.
3) “Garotas não são tão inocentes”
Mais conhecida como Maria João Barbosa, a webdesigner e
ilustradora portuguesa Luna Kirsche exalta a “feminilidade não esterotipada”
com seu recente trabalho criativo “Girls aren’t so innocent”. Para a artista,
que sempre cria desenhos arrojados e com muita personalidade, as mulheres devem
ser retratadas sem tabus para que a imagem preconcebida que algumas pessoas têm
das mulheres não motive preconceitos e discriminação.
Com muita cor, sensualidade e tatuagens, as mulheres
retratadas por Luna têm longos cabelos armados, usam corpete e cinta-liga e tem
símbolos – de diversas cultuas – espalhados pelos cabelos, pela pele ou pelas
roupas. Todas podem ser vistas em seu site.
4) Cantadas de rua inspiram documentário
Quando a estudante belga de cinema Sofia Peeters criou
documentário “Femme de la rue” para mostrar como as mulheres são assediadas pelos
homens quando passam nas ruas de Bruxelas, o filme de 17 minutos gerou tanta
controvérsia que o Ministério Público da cidade e os municípios belgas adotaram
medidas para prevenir a situação: quem molestar uma mulher na rua terá que
pagar multa de 250 euros – aproximadamente 640 reais! Confira o trailer,
abaixo:
“Estas caminhadas na rua me causavam algum sofrimento”,
conta Sofia, justificando a escolha do tema. Segundo ela, muitas mulheres pelo
mundo se identificam com esse trabalho já que não é preciso ser belga para
entender a situação das mulheres retratadas pelo documentário. No Brasil,
inclusive: assobios e cantadas de rua acontecem muito frequentemente por aqui
também.
5) Até que a morte os separe
Para sensibilizar a população de Portugal sobre a violência
contra mulheres, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima lançou, no final do
ano passado, uma campanha que inclui retratos de duas vítimas. Ambas apresentam
marcas da agressão e estão vestidas de noiva. Ao lado das imagens, a frase “até
que a morte nos separe”, que sugere o crescente número de mulheres assassinadas
por seus maridos.
6) Homem de verdade não bate em mulher
No Brasil, estima-se que uma em cada cinco mulheres já
sofreu violência dentro de casa. Para chamar a atenção para o problema e acabar
com o estigma de que a Lei Maria da Penha é contra os homens, a campanha “Homem
de Verdade Não Bate em Mulher”, lançada em 01/03 pelo Banco Mundial, tem a
adesão de dez brasileiros famosos. Saiba mais sobre a campanha em Homem deVerdade Não Bate em Mulher: campanha conscientiza sobre a violência doméstica.
7) “As mulheres salvarão o planeta”
“Se eu achasse a lâmpada de Aladim e o gênio me dissesse:
‘Você tem direito a um pedido para o desenvolvimento sustentável. Só um!’ Eu,
sinceramente, escolheria: acesso à informação e direito à liberdade sobre o
próprio corpo para todas as mulheres do mundo”, disse o economista e ambientalista Sérgio Besserman, em entrevista à revista Claudia de junho de 2012.
8 ) Jovens mães, em situação de risco, recuperadas
A ação já ajudou mais de 150 mulheres e é modelo de política
pública em 13 estados brasileiros para recuperar usuárias de crack. Em dezembro
de 2011, Raquel apresentou seu projeto no encontro “Você tem fome de quê?”,
promovido pela Natura. O Planeta Sustentável estava lá e contou sua história no
site: Lua Nova: apoio a mulheres carentes vira política pública.
9) Reino das mulheres cobertas
Depois de uma temporada dramática no Afeganistão, em 2003,
um médico afegão, radicado nos Estados Unidos, escreveu um relato que
descortina a vida complicada das mulheres de seu país: A Cidade do Sol.
Na obra, as duas protagonistas são obrigadas a casar com um
mesmo homem violento. Apesar de o livro ser uma ficção, Khaled Hosseini – que
ficou famoso depois de lançar O Caçador de Pipas – garante que muitas das cenas
de abuso descritas são experiências de pessoas reais. “Houve quem dissesse que
o livro é um melodrama. Essas pessoas não entendem que a realidade pode ser
mais absurda do que a imaginação concebe”, disse em entrevista à revistaClaudia, em sua edição de outubro de 2007.
10) Contra o tráfico de mulheres
É contra o universo pavoroso do tráfico humano para
exploração sexual – terceira maior fonte de renda ilegal do mundo e também a
que mais cresce – que luta a jornalista brasileira Priscila Siqueira. “Muita
gente ainda duvida de que esse comércio exista ou fica indiferente, talvez
acreditando que o problema é grande demais para ser enfrentado”, declarou a
autora do livro Tráfico de Mulheres: Oferta, Demanda e Impunidade em entrevistaà revista Claudia, na edição de abril de 2009.
Para se ter ideia da dimensão do problema, na reportagem
Priscila cita o depoimento de um cafetão canadense que declarou publicamente
que preferia vender mulheres a drogas e armas porque as últimas só se vendem
uma vez – e a mulher pode ser revendida até morrer, ficar louca ou se matar.
Conhece outras histórias ou iniciativas inspiradoras em prol
dos direitos das mulheres? Compartilhe com a gente!
Capacidade do animal de absorver CO2 pode servir de modelo
para desenvolvimento de novas técnicas
Cientistas descobriram uma nova e curiosa habilidade do
ouriço do mar. O animal consegue, utilizando o metal níquel, transformar
dióxido de carbono (CO²) em conchas. Mas como esse gás do efeito estufa se
torna carbonato de cálcio, a matéria-prima da concha?
Durante um estudo, ao observar larvas de ouriço do mar,
pesquisadores da Universidade de Newcastle acidentalmente descobriram que seu
exoesqueleto possui nanopartículas de níquel.
Ao serem expostas a uma solução de CO², as partículas extraíram todo gás
carbônico presente no ambiente, transformando-o em conchas. Esse processo é
bastante semelhante ao realizado por ostras e outros animais marinhos.
A tecnologia atual de sequestro e armazenamento de carbono
consiste na captura do gás e no seu armazenamento em formações geológicas
subterrâneas, como poços de petróleo vazios. O risco de vazamento é grande,
fazendo com que esse método não seja absolutamente confiável.
Com a nova descoberta novas técnicas mais em conta e menos
perigosas podem ser criadas, já que a utilização do níquel, que assim como
outros metais pesados afeta negativamente a saúde humana, faz com que os custos
dessa nova tecnologia sejam menores em comparação com as já existentes. É uma
nova arma que pode evoluir muito a fim de auxiliar no combate ao aquecimento
global.
One Daily Drop incentiva cuidados com planta usando pouca
água
Regar uma planta e ainda ter um calendário sustentável. Essa
é a ideia do "One Daily Drop Living Calendar", uma espécie de
"calendário vivo" criado pela ONG World Wildlife Fund (WWF) para
comemorar seus 50 anos. O objetivo do produto é incutir hábitos simples e
sustentáveis nos indivíduos. Nesse caso específico, você pode ajudar uma planta
crescer em um pequeno espaço e ainda dar um pouco mais de sentido aos dias que
passam no seu calendário.
Com o "One Daily Drop", você consegue acompanhar o
calendário através da vazão diária de uma pequena quantidade de água, todos os
dias de cada mês, a partir de um tubo conta-gotas. Após encher o tubo no
primeiro dia do mês, basta empurrar a bolinha que veda o recipiente uma vez por
dia para a água cair e regar a planta localizada abaixo.
O produto, criado pela WWF da Colômbia, tem um vaso de
cerâmica na parte de baixo e um grande conta-gotas de vidro, preso por um
suporte na parte de cima. Ele tem uma graduação transparente com números que
variam de 1 a 31, referentes aos dias do mês. Na ponta desse conta gotas existe
uma tampa muito bem selada e que possui o diferencial do produto, uma pequena
bola que se move para deixar o ar entrar no conta gotas e fazer com a água saia
pelo orifício inferior. A planta escolhida fica a critério do cliente. No
entanto, ela deve ser de uma espécie que germine com rapidez, precise de pouca
água e floresça em pouco espaço.
Em volta do produto, existem duas estruturas de vidro e, em
umas delas, estão grafados os meses do ano, juntamente de um grampo ajustável
que pode ser movido para cima ao longo dos meses. Fazendo isso, o usuário se
situa sobre os dias do ano e ainda acompanha o crescimento de uma planta.
Escolhida a semente, 0,5 kg de solo fertilizado deve ser
colocado no vaso com o
grão. Em seguida, o conta-gotas precisa ser enchido com água e a vazão tem que
ocorrer um vez por dia. Desse modo, a planta receberá três centímetros cúbicos
de água todos os dias.
Quando acabar a água do conta-gotas, significa que um mês se
passou. Assim, basta subir o grampo lateral para o mês seguinte e repetir o
processo.
Com apenas um dedo e três segundos do seu tempo, você dá
água para uma planta e vida a um calendário.
Para mais informações, confira o vídeo explicativo do
produto:
A técnica de
upcycle consiste em dar nova utilidade a coisas que parecem não ter mais
serventia. Através dela, quase tudo pode ser reaproveitado. Os pallets, usados
em transportes de carga, são bons exemplos disso.
É importante
utilizar um pallet que já esteja sem uso, desta forma você coloca as madeiras
jogadas fora, no mercado novamente e garante que o material seja reaproveitado.
Por ser uma técnica
simples, qualquer pessoa com um pouco de prática no manuseio de madeira pode
obter bons resultados e fazer os mais diversos tipos de móveis. As criações
ainda podem ser comercializadas, gerando renda.
1. Suporte para
bicicleta e estante
O suporte criado
pelo designer norte-americano Chris Meierling é perfeito para decorar ambientes
internos. Os pallets são dispostos verticalmente e neles foram colocados dois
suportes simples. A mesma técnica foi utilizada para fazer estantes de livros
que completam a decoração. (veja mais)
A designer inglesa
Nina Tolstrup resolveu dar um final feliz aos pallets, transformando-os em
diferentes cadeira e poltronas. O design é simples, porém muito original.
(saiba mais)
Existem muitos
projetos decorativos que usam pallets, da mesma forma que existem diversas
opções de jardins verticais. A ideia de misturar os dois é da paisagista Fern
Richardson, o resultado é um jardim funcional. Você também pode fazer uma horta
utilizando a mesma técnica. (veja o passo a passo)
Uma ideia bem
bacana é transformar os pallets em mesas. Eles podem servir tanto como tampo de
mesas mais altas, como para mesinhas de centro. No caso das mesas de centro, é
só acrescentar rodinhas e um tampo de vidro para dar um toque especial.
Uma maneira muito
fácil de reutilizar este tipo de madeira é fazer uma cabeceira para cama. O
método é simples: basta lixar bem a madeira e fixá-la à parede atrás de sua
cama. A cabeceira pode ser personalizada, utilizando tinta ou verniz.
Os bancos são feitos a partir de resíduos plásticos
retirados do mar. | Foto: Reprodução/Vídeo
O Studio Swine desenvolveu uma linha de bancos feitos a
partir de resíduos plásticos retirados do mar. A coleção é feita de maneira
simples, utilizando ferramentas comuns, o que torna a criação replicável por
pessoas em qualquer lugar do mundo.
De acordo com o site do estúdio de design, a coleta de
plástico feita nas praias é a maneira mais fácil de conseguir plástico e ainda
evitar que estes resíduos sejam levados para o alto mar, onde se transforma em
um perigo aos animais.
O primeiro cuidado tido pelos designers após a coleta do
plástico é separado da areia, o que é feito usando apenas um balde com água.
Depois disso, eles separam os plásticos de acordo com os pontos de fusão
semelhantes. Existem gráficos e marcações em todos os plásticos fabricados que
identificam seus componentes. Em alguns casos não é possível fazer a
identificação correta. Assim, a sugestão é de que seja coletada uma quantidade
grande do mesmo plástico.
Com os resíduos devidamente separados e secos, a equipe
tritura-os, para que tenham tamanho médio de 1cm X 1cm, pois isso facilitará o
derretimento do material. Para o derretimento, os designers utilizam uma panela
adaptada com um filtro na tampa. Que ajuda a reduzir a quantidade de fumaça e
elementos tóxicos liberados com a queima do plástico.
Os moldes usados para fazer as três pernas da banqueta são
de alumínio e podem ser reaproveitados de resíduos de obra. O assento é feito
simplesmente utilizando duas placas de pedra que pressionam a massa plástica
até que ela fique reta e redonda. Para as pessoas que desejam replicar a ideia,
uma pia de pedra pode substituir as placas.
Com todos os moldes prontos, os designers precisam apenas
retirar as rebarbas do plástico, alinhar as pernas do banco e fixá-las ao
assento utilizando parafusos. A equipe disponibiliza o passo a passo completo
em seu site. Clique aqui para acessar.
Veja abaixo o vídeo que mostra o processo de produção da
banqueta.
Ele é silencioso e funciona com pilhas, baterias e painéis
fotovoltaicos. | Foto: Divulgação
No verão, o uso de ventilador e ar-condicionado para aliviar
o calor é inevitável. O problema é que tais produtos consomem muita energia.
Para amenizar essa questão, foi desenvolvido um ventilador com tecnologia
verde, que chega ao mercado brasileiro como uma opção sustentável.
O produto foi apresentado na XVI FIMAI (Feira do Meio
Ambiente Industrial e Sustentabilidade), que ocorreu em São Paulo. O modelo
possui madeira reciclada, grade metálica e design inspirado no movimento art
déco. Ele é silencioso e funciona com pilhas, baterias e painéis fotovoltaicos.
Desenvolvido pela arquiteta Luiza Burkinski, o dispositivo
pode economizar até 70% de energia em relação aos ventiladores tradicionais. A
tecnologia que permite essa economia foi criada por dois engenheiros
brasileiros.
Um dos idealizadores do motor econômico, Roberto Frascari,
afirma que a fonte de energia utilizada é muito mais limpa, eficiente e menos
poluente. “O funcionamento do motor é simples. Ele utiliza energia pulsada,
diferentemente dos convencionais que funcionam com corrente contínua ou
alternada. Isso permite que o motor trabalhe frio e em equilíbrio com a
natureza”.
O ventilador é produzido artesanalmente pela Keppe Motors.
Segundo a empresa, esse é o primeiro modelo ecológico lançado no Brasil. Ao
comprá-lo, o cliente tem um duplo benefício: além da questão ambiental, a venda
do produto ajuda a promover a inclusão social dos artesões da cidade de
Cambuquira, em Minas Gerais.
O Brasil é responsável pela geração de 2% do gás metano
emitido no planeta. | Foto: Blog Sem Destino
O Brasil é responsável pela geração de 2% do gás metano
emitido no planeta, de acordo com Christopher Godlove, coordenador de projetos
da Environmental Protection Agency (EPA). Apesar de este ser um gás com alto
potencial energético, ele é pouco aproveitado no Brasil.
Os maiores geradores de metano do mundo são: os Estados
Unidos, com 26%, e a China, com 11%. “Os aterros sanitários são a terceira
maior fonte de emissão de metano”, acrescentou Godlove.
Ainda segundo o especialista da EPA, há mais de 1.100
projetos de aproveitamento de biogás de aterro sanitário no mundo, sendo que
pelo menos 600 estão nos Estados Unidos. Dessas iniciativas americanas, mais de
250 visam a geração de energia elétrica, totalizando uma capacidade instalada
de 1.100 MW.
Em sua participação no seminário promovido pela Abrelpe
(Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais),
Godlove salientou que, para que sejam viáveis economicamente, os projetos de
recuperação de biogás contam nos Estados Unidos com mecanismos de incentivo
fiscal, como o PTC (Production Tax Credit), pelo qual o governo federal concede
incentivo de US$ 0,10 por kWh.
“Outros pontos que devem ser considerados para se avaliar a
viabilidade de um projeto dessa natureza são a proximidade do gride, o preço da
energia no mercado, as condições regulatórias e os possíveis compradores”,
salientou Alfredo Nicastro, VP da MGM Innova, consultoria que desenvolveu o
Atlas Brasileiro de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e Potencial
Energético em conjunto com a Abrelpe.
Para o diretor executivo da entidade, Carlos Silva Filho, o
governo brasileiro precisa criar programas que estimulem novas fontes de
energia renovável. “Além disso, é importante que a redução de tarifas de
distribuição e transmissão seja estendida a projetos com potência superior a 30
MW”, ponderou, ao enfatizar que, em razão desses fatores, a energia gerada a
partir do biogás não é competitiva se comparada à eólica e à solar.
“Um de nossos objetivos ao desenvolver o Atlas é justamente
municiar o governo de dados, de forma que possam avaliar possíveis incentivos
para a geração de energia pelo setor de resíduos sólidos”, concluiu Silva
Filho.
As alternativas podem ser utilizadas tanto para adoçar
bebidas, como para elaborar receitas. | Foto: Matheusz Atroszko/SXC
Substituir o açúcar pelo mel e por outras propriedades
naturais pode ser uma maneira simples de tornar a vida mais doce. Aliadas de
uma vida saudável, as alternativas para adoçar bebidas e comidas melhoram o
funcionamento do organismo e podem ajudar – e muito – o meio ambiente.
Rapadura
O tradicional doce nordestino é um dos melhores substitutos
sustentáveis para o açúcar. Isso porque, além de ser produzida apenas no
Brasil, a rapadura é feita artesanalmente, dispensando o agressivo trabalho industrial
e o uso de embalagens mais elaboradas. Além disso, utilizar as sobras do doce
ralado no lugar do açúcar é uma boa alternativa para evitar o desperdício da
rapadura.
Mel
Fabricado pelas abelhas, o mel é rico em carboidratos,
vitaminas do complexo B e minerais. Constituído por frutose e glicose, tem ação
contra fungos e bactérias, além de atuar contra dores de estômago e transtornos
gastrointestinais mais sérios. Produzido na natureza, o mel é o doce mais bem
aceito pelo corpo, podendo substituir o açúcar tanto para adoçar bebidas, como
na hora de elaborar receitas na cozinha.
Açúcar orgânico
Até chegar às casas das pessoas, o açúcar orgânico não sofre
com a ação de aditivos químicos – nem durante o cultivo, nem ao longo da
fabricação. Sendo assim, a versão orgânica é mais nutritiva do que a refinada
(comum) e tem menos substâncias que prejudicam o funcionamento do corpo.
Entretanto, o consumo do açúcar orgânico deve ser controlado, uma vez que ele
também aumenta a taxa glicêmica.
Açúcar mascavo
Rico em cálcio, fósforo, potássio e magnésio, o açúcar mais
escuro é obtido das primeiras extrações da cana. Além de ter menos calorias do
que a versão convencional, o açúcar mascavo costuma ser vendido a granel, o que
torna o produto mais sustentável. Assim como as demais alternativas, o mascavo
pode se utilizado para adoçar bebidas e na elaboração de receitas.
Já parou para pensar sobre a
quantidade de embalagens de produtos que descartamos diariamente? Todos os anos
jogamos toneladas de resíduos de embalagens no lixo. A solução para este
problema está nos três “Rs”, afinal de contas, quando reduzimos, reutilizamos e
reciclamos, a tendência é diminuir esse volume mais e mais.
Novos conceitos de embalagens
também são uma alternativa, a exemplo das ideias do designer norte-americano
Aaron Mickelson, que desenvolveu embalagens que não vão para o lixo, uma vez
que esta se transforma no produto em si.
O projeto fez parte da tese de
mestrado de Mickelson. Segundo ele, a ideia surgiu quando se perguntou: será
que podemos eliminar completamente os resíduos? Foi então que ele desenvolveu
uma série de protótipos a partir de marcas muito utilizadas e conhecidas nos
Estados Unidos.
Um exemplo é a do sabão em pó
PODs da Tide. A marca utiliza uma embalagem grande com sabão. A ideia do
designer foi criar um pacote com sachês de sabão costurados que vão para a
lavagem dentro da própria embalagem, já que ela é solúvel, assim como a tinta
de impressão do pacote. Os consumidores destacam cada POD e usa um por um, sem
gerar resíduos.
O mesmo conceito ele utilizou nas
embalagens de sabonete da marca Nívea. O pacote é produzido em um papel-séptico
que se dissolve ao entrar em contato com a água.
No caso dos sacos de lixo Glad,
os sacos são embalados em um rolo, com a etiqueta impressa no exterior. O
utilizador puxa cada saco para fora a partir do centro, até que reste apenas o
saco exterior, por sua vez também
utilizado como saco de lixo.
Apesar dos protótipos
representarem boas ideias, Mickelson afirmou ao site Inhabitat que, até agora,
nenhuma das marcas incluídas em seu projeto "estendeu a mão" para
ele. "As empresas só vão querer reduzir definitivamente o impacto de suas embalagens
quando os seus consumidores exigirem", concluiu.
Garrafas plásticas causam grande impacto ambiental
A água é uma das mais importantes substâncias presentes na
Terra. Sem água, não haveria vida. Os médicos indicam o consumo de, no mínimo,
dois litros de água por dia para garantir o bom funcionamento do nosso
organismo. Mas de onde vem sua água? Você já parou para pensar quanto as opções
que faz ao consumir a preciosa substância, qualidade do líquido e embalagem?
O impacto ambiental da embalagem
As garrafas de água, na grande maioria das vezes, são feitas
de um tipo específico de plástico derivado do petróleo chamado politereftalato
de etileno, comumente conhecido como PET. De acordo com matéria publicada narevista National Geographic, os EUA, maior consumidor mundial de água mineral
engarrafada, supre sua demanda anual com o equivalente a 29 bilhões de
garrafas, para as quais a produção envolve cerca de 17 milhões de barris de
petróleo na manufatura do PET. Uma quantidade considerável, sobretudo ao
pensarmos que se trata de um produto, praticamente, descartável. Isso mesmo,
uma quantidade enorme de energia envolvida para que utilizemos somente uma vez
o produto. De certo importa as reciclabilidade do material, mas não devemos
esquecer o investimento em energia e logística necessários à reciclagem e, sobretudo,
que somente uma fração do produto acaba sendo reprocessado. Uma enorme
quantidade do material tem como destino os depósitos de lixo e o pior, muitas
vezes acabam em rios e mares.
Saúde do seres
Ao chegar ao meio ambiente, principalmente nos oceanos, as
garrafas levam aproximadamente 400 anos no processo de degradação. Além disso,
acabam transformando-se em microplástico, pequenas partículas plásticas
poluentes e tóxicas, responsáveis pela morte de milhares de animais.
O politereftalato de etileno, como o próprio nome sugere,
possui ftalatos em sua composição. Estudos relacionam este composto químico ao
desenvolvimento de diabetes e obesidade em homens. Esse composto também é
considerado uma fonte de xenoestrogênio, que pode levar ao desenvolvimento de
inúmeros problemas de saúde para as mulheres, como desregulação hormonal e
doenças ovarianas.
Enfrentando o problema
O IPEA aponta que, no Brasil, entre os anos de 1974 e 2003,
houve um aumento no consumo de água mineral por famílias, de 5.694%. A ideia
seria diminuir o consumo de água engarrafada ao mínimo necessário. De acordo
com o Ministério da Saúde, a Anvisa e as empresas de saneamento estaduais
afirmam que a água que sai da torneira das residências éprópria para consumo imediato.
Mesmo assim, o mais indicado para o consumo de água em casa
seria a combinação da filtragem e a não geração de mais lixo, assim como a
precaução contra a possibilidade de exposição da saúde a riscos desnecessários
(potencialmente associados ao consumo de água engarrafada em embalagens
plásticas). Os filtros domésticos são boas opções. Alguns dos modelos utilizam
energia elétrica, mas há outros que não requerem o consumo de eletricidade. Dos
filtros não são movidos a energia elétrica, uma alternativa é Pure It, da
Unilever, é um dos mais indicados, pois além da economia de energia, não exige
conexão com a tubulação e possui, como se espera, tecnologia microbicida
eficaz. A capacidade de filtragem do kit purificador declarada pelo fabricante
é de 750 litros. Variações de preços podem ocorrer, mas ao considerarmos o
custo do litro de água engarrafada à razão de 1 real o litro, o valor alcançado
no consumo dos 750 litros será superior a três vezes o valor do aparelho.
O plástico é extremamente importante para o homem e pode ser
utilizado no desenvolvimento de produtos de tecnologia de ponta. Mas seu uso
deve ser restrito a situações em que ele é indispensável.
Fábrica da Penha em Santo Amaro, no Recôncavo baiano
Foto: Sudic
A Penha Papéis, maior produtora de papel reciclado do
Nordeste, conta com a certificação sustentável Forest Stewardship Council (FSC)
em todas as suas unidades instaladas na Bahia - a produção anual do tipo
ondulado (destinado à fabricação de embalagens) é de 120 mil toneladas.
“A certificação atesta o manejo florestal ambientalmente
adequado, socialmente benéfico e economicamente viável da Penha”, afirmou o
diretor geral das unidades Bahia e Paraná, Maurício Andrade.
Segundo ele, o processo se inicia na aquisição de papelão
descartado (132 mil toneladas anuais), que serve de matéria-prima para a
fabricação de papel, que, por sua vez, se destina à fabricação de embalagens de
papelão, voltadas às indústrias de alimentos, higiene e limpeza, eletroeletrônicos,
farmacêuticos e calçados.
“De forma inédita no
Brasil, o processo industrial de fabricação de papel da Penha utiliza como
energia a biomassa de bambu, cultivado de forma sustentável em fazendas nos
municípios de Santo Amaro, Cachoeira e São Francisco do Conde”, explicou
Andrade.
As atividades das quatro unidades baianas (Depósito de
Aparas Nossa Senhora da Penha, Penha Papéis, Penha Embalagens e Penha
Agroflorestal) geram aproximadamente 1,5 empregos diretos na região de Santo
Amaro e em Salvador, além de mobilizarem cerca de 28 mil pessoas no estado,
envolvidas com coleta de aparas de papelão, geralmente organizados em
cooperativas.
O Grupo Penha também se concentra nos estados de São Paulo e
no Paraná.