sexta-feira, 1 de março de 2013

Dia do Turismo Ecológico: veja dicas para planejar uma viagem consciente



No dia 1º de março, comemora-se o Dia do Turismo Ecológico. No Brasil, uma campanha que tem se destacado nesta área é o Passaporte Verde, que estimula o turista a ser mais responsável e consumir de forma consciente, procurando reduzir os impactos negativos do seu comportamento com o meio ambiente nos destinos que visita.

O ministério do Meio Ambiente do Brasil vai incentivar o turismo ecológico junto a mais 20 nações que também se preocupam com os impactos socioambientais causados pelo ser humano durante suas viagens.

Esse tipo de passeio leva em consideração, por exemplo, o consumo de produtos, serviços de lazer, e, em geral, a realização de uma viagem mais consciente.

O estímulo ao desenvolvimento do turismo sustentável partiu de uma iniciativa voluntária do governo francês, mas outros países também já adotaram a ideia.

A campanha consiste em um conjunto de informações e dicas de turismo ecológico. O primeiro passo é escolher corretamente o destino, levando em consideração os lugares que adotam políticas mais sustentáveis, respeito à cultura e à comunidade. Para isso, busque ajuda de especialistas em ecoturismo.

Após escolher o local, é hora de arrumar as malas. Veja abaixo algumas orientações do Passaporte Verde sobre o que levar na viagem. Assim, você se diverte sem prejudicar o meio ambiente:

- Tente não levar de casa nada que possa encontrar no seu destino. Comprar produtos de higiene ou alimentos no mercadinho local, objetos de artesanato e produtos regionais, contribui com a geração de empregos, aumenta a renda dos moradores e valoriza os talentos locais.

- Cuidado com pilhas, baterias e lâmpadas: estes pequenos objetos contêm materiais tóxicos que contaminam a água e o solo quando descartados de forma inadequada. Jamais descarte-os no lixo comum, deposite esses itens em coletores específicos. Se não encontrar lugar adequado para depositá-los, traga-os de volta.

- Embalagens são um problema para o meio ambiente, por isso, retire-as das mercadorias antes de viajar. Além de produzir menos lixo, você vai deixar sua bagagem mais leve, evitar emissões durante o transporte e poupar fôlego durante caminhadas com mochila. Se levar uma embalagem cheia, traga-a vazia na volta.

No site Passaporte Verde você terá acesso a mais dicas para fazer uma viagem consciente.

Fonte: Ciclo Vivo 

Filmes brasileiros podem se inscrever até março na 2ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental



A 2ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que abriu suas inscrições para filmes brasileiros em janeiro passado, prorroga a data-limite para o recebimento das fichas preenchidas. Os produtores e diretores podem se inscrever até o dia o próximo dia  08/03. 

Serão aceitas obras finalizadas a partir de 2010, sem restrições quanto a gênero, duração ou suporte de captação/finalização, com temáticas ambientais, tais como: energia, água, mudanças climáticas, consumo, povos e lugares, ativismo ambiental, resíduos sólidos, políticas públicas socioambientais, mobilidade, habitação, áreas verdes, áreas urbanas, alimentação, economia verde, globalização, vida selvagem, sustentabilidade, entre outras.

O evento é gratuito de caráter não-competitivo e será realizado em São Paulo, de 23 a 30 de maio de 2013. Os interessados poderão se inscrever através do site www.ecofalante.org.br.

 A Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental é um evento anual que pretende chamar a atenção da população para questões ambientais, de sustentabilidade, cidadania, governança, participação e políticas públicas. No ano passado, foram exibidos 40 títulos e um público de mais de quatro mil pessoas compareceu nas salas de exibição.

 O festival é organizado pela Ecofalante, uma organização sem fins lucrativos que tem como missão a educação para o desenvolvimento sustentável.

Fonte: Ciclo Vivo 

Cientistas do MIT desenvolvem placa solar transparente para tablets


Um novo captador solar promete revolucionar e facilitar ainda mais a vida de quem não vive sem seus gadgets. O protótipo criado por cientistas do MIT utiliza placas solares transparentes que podem ser instaladas nas telas dos tablets.

O invento, chamado de Obiquitious, consegue captar os raios ultravioletas e infravermelhos. A energia já é automaticamente transformada em eletricidade para manter os aparelhos em funcionamento. O grande diferencial deste para os outros modelos é que o sistema pode ser instalado na tela e ainda assim permitir que ele permaneça em uso.

As células fotovoltaicas tradicionais captam a luz na porção visível do espectro, isso faz com que seja impossível elas serem transparentes. No entanto, a Ubiquitous é feita em várias camadas orgânicas, colocadas uma a uma na tela de um tablet, assim é possível ver através da estrutura, conforme explicado por Miles Barr, presidente e diretor de tecnologia da Ubiquitous Energy.

A tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento. Os resultados até o momento são de eficiência energética em 2% e transparência e visibilidade em 70%. No entanto, os cientistas esperam tornar a tecnologia ainda mais eficiente.

O grupo não tem previsão de data para o início da comercialização do equipamento e também ainda não divulgou as projeções quanto ao custo da tecnologia ao consumidor final.

Fonte: Ciclo Vivo 

Lontras treinadas participam de reciclagem em zoológico nos EUA


Funcionários de um zoológico norte-americano treinaram lontras para que elas participassem da reciclagem de lixo do local. Na foto, duas lontras fêmeas colocam uma garrafa de refrigerante em uma lixeira destinada a materiais feitos de vidro. A cena foi registrada no zoológico Seneca, em Rochester, no estado de Nova York.


Fonte: Globo.com 

Uma estratégia fora do tempo


Washington Novaes 

É difícil até de acreditar que estejam ocorrendo simultaneamente fatos tão esdrúxulos na área energética brasileira como os que têm sido estampados diariamente pela comunicação. Mas que refletem como estamos perdidos em nossa estratégia - ou falta dela - nesse setor vital. E como estamos perdendo um tempo e recursos que nos custarão muito caro.

Em meio às notícias sobre apagões e disputas de concessionárias com a área federal de energia, ficamos sabendo (Folha de S.Paulo,14/2) que o governo "prepara uma mudança" em que, "para não ficar tão dependente das hidrelétricas" e de eventuais baixas no seu sistema de reservatórios de água, vai pôr as usinas térmicas para funcionar ao lado das hidráulicas, "em um sistema híbrido ou hidrotérmico". E isso poderá ser feito até com uso de carvão mineral ou de novos projetos de usinas nucleares.

Como? - perguntará o cidadão. Usinas a carvão não constituem o formato que mais poluentes emite, nesta hora de tanto temor com aquecimento da atmosfera e mudanças climáticas? Não são de energia muito mais cara até que a de turbinas eólicas, das quais temos muitas dezenas já implantadas e sem funcionar - porque o governo não constrói as linhas de transmissão? Não há térmicas a óleo diesel com custo de geração até dez vezes mais alto que o das as eólicas? Usinas nucleares não estão sendo desativadas na Alemanha, no Japão e em outros países, por causa da insegurança e da falta de destino para o lixo nuclear produzido em seus reatores?

Não é só. Informa-se também que agora, mais de duas décadas depois da construção da usina de Tucuruí, se decidiu construir (a que custo?) a linha de transmissão que afinal levará sua energia do Pará para o Amapá e o Amazonas - depois de esses Estados passarem décadas consumindo energia gerada pelo caro e poluente óleo diesel, para podermos destinar grande parte (a cada hora se fornece um número) da energia de Tucuruí a empresas de outros países produtoras de alumínio e ferro gusa. Parte delas foi fechada em sua origem e veio para cá exatamente para se beneficiar dos preços subsidiados da energia de Tucuruí. Agora não se sabe quanto custará a linha de transmissão rumo ao norte, que terá de partir de um ponto 300 quilômetros ao sul de Belém e cruzar grandes distâncias, depois de ultrapassar o Rio Amazonas (por cima? Por baixo? A que preço?).

Enquanto isso, informa a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) que, tal como já ocorreu em 2012, o atraso na construção de linhas de transmissão de energia impedirá que novos parques eólicos comecem a operar este ano (Folha de S.Paulo, 4/1) - e isso custará R$ 600 milhões mais aos consumidores. Porque as usinas eólicas construídas e que não podem operar recebem da mesma forma do governo, além de o consumidor pagar mais caro pela energia de termoelétricas. E isso quando as eólicas passaram a dominar os leilões de energia do governo federal em 2012 (10 de 12 projetos). Porque o preço médio da energia que fornecerão ficará em R$ 87,94 por megawatt/hora (MWh), mais barato até que o de hidrelétricas.

Trocar energia eólica por termoelétrica não condiz com as insistentes advertências que nos chegam de toda parte. Ainda há pouco um diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) disse no Fórum Econômico de Davos (mercadoetico, 12/2) que "as próximas gerações serão assadas, tostadas, fritas e grelhadas" se não formos competentes para lidar com as questões do clima. E o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Jim Yong Kim, acrescenta que "o aquecimento põe em risco o desenvolvimento de outros setores, inclusive o econômico".

Mas nós seguimos agravando nosso déficit na balança comercial importando mais insumos energéticos, como petróleo, gasolina, diesel, querosene de aviação, até etanol. Enquanto isso, o presidente Barack Obama - apesar das contradições internas dos Estados Unidos nesse tema - coloca a questão do clima como um dos tópicos centrais de sua mensagem de início de mandato: "Os seres humano estão influenciando mudanças no clima de forma sem precedentes; em 50 anos a temperatura terrestre subirá 2 graus Celsius; as chuvas, 5%; o nível do mar, 8 polegadas; e as populações mais vulneráveis serão as pobres e indígenas". Chegou a dar um ultimato ao Congresso: ou ele aprova um plano para reduzir as emissões, "ou a Casa Branca irá sozinha". Segundo o presidente, "podemos acreditar que a supertempestade Sandy, a mais severa seca em uma década, os piores incêndios florestais são apenas coincidência. Ou acreditar no esmagador julgamento da ciência - e agir antes que seja tarde" (Reuters). É evidente que há e haverá contradições, com os Estados Unidos, enquanto isso, voltados para gigantescos projetos na área de combustíveis fósseis, especialmente os da extração em rochas de xisto e no Ártico. Mas não anulam as advertências.

No Brasil, "o governo está desmantelando o sistema elétrico", diz Roberto D'Araujo, do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Energético (Ilumina) - citado por Mário Osava em Inter Press Service (IPS), 8/2. Enquanto isso, os preços da energia dobraram desde 1995 e os subsídios aos combustíveis em geral chegaram a US$ 2 bilhões mensais. Nesse quadro, a Petrobrás, já às voltas com os graves problemas mencionados há pouco por sua presidente, não consegue discutir com a sociedade como será a polêmica exploração da camada pré-sal (que tem isso que ver com a retórica oficial do governo de reduzir as emissões e aceitar compromissos na área do clima?). Que tecnologias pretende utilizar? A que custos financeiros? E com que riscos ambientais, para os quais tem sido alertada? Quanto custaria o petróleo, sabidamente de alto teor de enxofre e problemática emissão? Quem o compraria, nessas condições?

E assim vamos, com grande parte do mundo (Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Japão, até a Arábia Saudita) caminhando a largos passos para as energias eólica e solar, enquanto por aqui ficamos enredados na confusão, nos apagões, em mais custos, etc.

Fonte: Estadão.com 

1º de Março Dia do Turismo Ecológico


Por que é importante descartar lâmpadas fluorescentes corretamente



As lâmpadas fluorescentes, apesar de mais caras, entraram com tudo no mercado: são mais econômicas e duram mais. Em relação às incandescentes, elas têm de 3 a 6 vezes mais eficiência luminosa, têm vida útil até 15 vezes mais longa e 80% de redução de consumo de energia, segundo dados a Revista Química Nova na Escola, da Sociedade Brasileira de Química.

Mas nem tudo é só vantagem. As lâmpadas fluorescentes são fabricadas com vidro, alumínio, pó fosfórico e… mercúrio, elemento químico tóxico que pode contaminar água, solo, animais, plantas e pessoas.

O artigo A Questão do Mercúrio em Lâmpadas Fluorescentes explica que o mercúrio tem uma grande capacidade de se acumular nos organismos vivos ao longo da cadeia alimentar. “O acúmulo do mercúrio, em especial do metilmercúrio em peixes de águas contaminadas, pode resultar em risco para o homem, além dos pássaros e mamíferos que se alimentam dos peixes”.

Atividades como mineração, queima de combustíveis fósseis, fabricação de cimento e aterros sanitários irregulares muitas vezes são responsáveis por contaminar rios, lagos e mares. As consequências voltam para o próprio homem, que sofre com problemas como perda de memória, alterações de metabolismo, irritações a pele e danos no sistema respiratório.

Por isso, é bom consumir lâmpadas fluorescentes e economizar, mas é igualmente importante atentar-se ao momento em que elas queimam e têm de ser  descartadas. O mesmo vale para pilhas e baterias, que também são classificadas como resíduos perigosos e não podem ir para o lixo comum.

Um dos artigos da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, instituída pela Lei 12.305 em 2010, prevê que os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de lâmpadas fluorescentes devem estruturar e implementar sistemas de logística reversa, com o retorno do produto usado pelo consumidor. Mesmo assim, o mercado brasileiro não está totalmente preparado para receber ao lâmpadas usadas e destiná-las corretamente.

O que fazer?

Por lei, estabelecimentos comerciais que realizam a revenda de tais produtos são obrigados a recebê-los e enviá-los para tratamento adequado. Para fazer o descarte, procure as lojas da sua cidade e cobre o recolhimento do material.
O site E-Cycle tem um sistema de busca que ajuda você a achar pontos de coleta mais próximos (de lâmpadas e outros materiais) e o CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem) fornece alguns endereços que recolhem lâmpadas.


Fonte: Super Interessante

Estônia tem primeira rede de recarga de elétricos



Foto: Divulgação

Em um momento de elevação dramática nas emissões de gases de efeito estufa e de maciços investimentos em combustíveis fósseis, a Estônia deu um passo notável rumo a adoção de tecnologias limpas. Esse pequeno país báltico é o primeiro do mundo a implementar uma rede nacional de recarga de carros elétricos.

A instalação de 165 estações de recarga rápidas, que começou no verão de 2012 e foi finalizada na semana passada, vai atender a uma frota de 650 veículos movidos a eletricidade no país. As estações estão estrategicamente distribuídas ao longo das estradas entre as cidades a uma distância de 40 a 60 km.

Os motoristas poderão recarregar até 90% da bateria do carro em menos de 30 minutos, pagando entre 2,5 e 5 euros por carga. Na prática, dependendo do modelo, uma única carga permite rodar até 140km ao custo de 13 reais.

Com a rede de carregadores rápidos, os usuários não precisam se preocupar com a falta de energia durante suas viagens e também poderão contar com um sistema de pagamento nacional unificado.

A expectativa do governo estoniano é que, com essa estrutura, mais pessoas optem por veículos elétricos, menos poluentes que os modelos tradicionais.

INCENTIVO EXTRA

Além de ter uma rede nacional de carregamento rápido, a Estônia promove uma rápida implantação de veículos elétricos fornecendo apoio direto aos indivíduos e empresas privadas, com incentivos que podem chegar a 50% do preço total de compra do carro elétrico. Novos proprietários de modelos ecológicos também podem solicitar um suporte de mil euros para a criação de um sistema recarga em casa.


Fonte: Planeta Sustentável


Campanha Hora do Planeta 2013 lança desafio "Eu vou se você for"



O ato simboliza a preocupação amiental
Imagem: Reprodução

A quinta edição da campanha Hora do Planeta 2013, promovida pela organização não governamental WWF, já tem dia e hora marcados. No dia 23 de março as luzes deverão ser apagadas entre 20h30 e 21h30, como um ato simbólico de preocupação ambiental. Em 2012, cerca de sete mil cidades, de 152 países, aderiram à Hora do Planeta. Em Portugal, por exemplo, mais de 80 localidades participaram da iniciativa.

Em 2013, a ação lançada na quarta-feira, 27 de fevereiro, vem acompanhada do desafio I will if you will (Eu vou se você for), que pretende agir como uma plataforma para "indivíduos e organizações se tornarem fontes de inspiração para suas próprias comunidades por meio do compartilhamento de ações direcionadas a salvar o planeta", afirmou o portal da iniciativa.

"Prometa que vai: nadar com um tubarão branco…ou ficar 24h sem usar luz elétrica…ou que vai saltar de para-quedas…". O convite realizado pela WWF é destinado aos cidadãos que têm interesse em desafiar outros em prol do planeta Terra. As pessoas que quiserem participar do movimento devem gravar um vídeo prometendo fazer algo inesperado em troca de alguma ação sustentável que amigos, familiares, colegas e até mesmo desconhecidos possam colocar em prática, postar no Youtube e compartilhar com o órgão, fazendo o cadastro no site.

No Brasil, Belo Horizonte foi a primeira capital a aderir a campanha. O governo do Distrito Federal também vai assinar o termo de adesão.

Assista ao vídeo de apresentação:



Saneamento básico ainda é motivo de morte no Brasil



Foto: www.assimsefaz.com.br


por Dal Marcondes


Ananideua, um município próximo a Belém, tão próximo que parece um bairro, registrou em 2011 o alarmante número de 904 internações por diarreia para cada 100 mil habitantes. Em 2012 a cidade conseguiu bater seu recorde entre os 100 maiores municípios brasileiros e marcou 1210 pessoas internadas com doenças causadoras de diarreias. Na outra ponta, das menores ocorrências de doenças com diarreia, ficou em 2011 a cidade paulista de Taubaté, com 1,4 internação para cada 100 mil habitantes. O caso de Ananideua chama a atenção porque o município que vem logo em seguida, Belford Roxo (RJ), registrou em 2011 menos da metade dos casos, 399,4 internações para cada 100 mil habitantes. Esses dados foram levantados pela organização não governamental Instituto Trata Brasil, que monitora o saneamento básico no Brasil.

Dados da Organização Mundial de Saúde apontam que 88% das mortes por diarreia no mundo são causadas pelo saneamento inadequado, enquanto a Unicef demonstra que essa é a segunda maior causa de mortes entre crianças de 0 a 5 anos e se estima que a cada ano 1,5 milhão de crianças nessa idade morram a cada ano em todo o mundo vítimas de doenças diarreicas. O estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil, divulgado no final de fevereiro, procura, através de dados do Sistema Único de Saúde (SUS), medir o impacto sobre a saúde da população exposta ao saneamento básico inadequado nos 100 maiores municípios brasileiros. O estudo levantou dados de 2008 a 2011, em alguns casos 2012, e demonstrou que em quase metade dos municípios (49%) existe apenas uma oscilação nos números de internações, sem apresentar nenhuma tendência clara de melhora no indicador. Em 2011, 396.048 pessoas deram entrada no SUS com doenças diarreicas, enquanto 54.399 vivem nos 100 maiores municípios do país.

De todas as internações, cerca de metade são crianças de 0 a 5 anos, justamente a faixa etária mais fragilizada pela falta de saneamento básico, sendo que em algumas cidades essa taxa chega a mais de 70% como é o caso de Duque de Caxias (RJ), Juazeiro do Norte (CE), Macapá (AP), Feira de Santana (BA), Belém (PA), Porto Velho (RO) e Manaus (AM).

Dados de 2011 apontam que os gastos do SUS com internações por diarreia foram de R$ 140 milhões e os municípios que mais gastaram foram justamente aqueles com piores indicadores de saúde e de saneamento básico. Enquanto Ananideua o gasto total por 100 mil habitantes foi de R$ 314.459,00, na cidade de Taubaté o gasto foi R$ 721,00 para a mesma população.

Dados do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS) mostram que são poucas as cidades, entre as 100 maiores do país, que podem ostentar a marca de 100% de seus esgotos coletados (o que não significa tratados), são elas Santos, Piracicaba, Jundiaí e Franca, no estado de São Paulo, e a capital mineira, Belo Horizonte.

Esses números reforçam a urgência de aplicação dos recursos previstos para saneamento básico em todo o Brasil. Existem políticas e planos nacionais para a gestão de recursos hídricos e saneamento, sem, no entanto, haver um esforço concentrado na aplicação em obras que possam reverter este quadro de desastre vivido pela população, principalmente das áreas mais pobres do país.

Às vésperas de mais um Dia Mundial da Água, que é comemorado em 22 de março, o Brasil pouco tem a comemorar. Nas grandes cidades a questão do abastecimento de água é cada vez mais complexa, com as empresas de água tendo de buscar o recurso em mananciais cada vez mais distantes, justamente pela falta do saneamento e do tratamento de esgotos, que coloca os rios das regiões mais habitadas entre os mais poluídos do mundo.

É hora de se entender que a água limpa e o saneamento básico são indicadores de desenvolvimento muito mais importantes do que o Produto Interno Bruto.


Leia aqui a íntegra do relatório do Instituto Trata Brasil.

* Dal Marcondes é jornalista, diretor da Envolverde, passou por diversas redações da grande mídia paulista, como Agência Estado, Gazeta Mercantil, revistas IstoÉ e Exame. Desde 1998 dedica-se à cobertura de temas relacionados ao meio ambiente, educação, desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental empresarial.

Fonte: Envolverde

S-GRS: Ferramenta garante mais agilidade para relatórios de sustentabilidade



Uma ferramenta inovadora que permite mais gestão, organização, inteligência e eficiência no processo de implantação de relatórios de sustentabilidade. O S-GRS, desenvolvido pela empresa Visão Sustentável, visa simplificar a criação desses relatórios para empresas.

De acordo com José Pascowitch, diretor da Visão Sustentável, o S-GRS é um software on-line, multiusuário e com hierarquia de acesso. Assim, após o cadastro inicial, gestores, respondentes e validadores têm acesso às suas respectivas áreas e podem visualizar exclusivamente os campos na planilha aos quais devem preencher.

Com a ferramenta, todo colaborador previamente cadastrado pode acessar os dados de qualquer computador e o seu preenchimento é analisado em tempo real pelos consultores da Visão Sustentável. “Isso torna a gestão do processo mais eficiente na medida em que possibilita a análise das respostas fornecidas em tempo real e a consequente adequação, se necessária, pela empresa”, destaca.

Pascowitch ainda reforça que a ferramenta agrega mais agilidade e transparência ao processo, já que apenas colaboradores cadastrados podem preencher ou validar a informação incluída. Com isso, as empresas conseguem respostas dentro do prazo estipulado, com melhor qualidade e menos desgaste à equipe.

Empresas como Amilpar, CBV, Copagaz, Bombril e Itaipu são algumas das que já aderiram à ferramenta visando agilizar a análise da gestão e evolução das informações, além de facilitar o processo de uma auditoria. Para Pascowitch, isso se deve à crescente relevância da publicação de relatórios de sustentabilidade no mundo corporativo.

“Apesar de ser uma publicação voluntária, empresas do mundo inteiro têm se comprometido a divulgar aos seus públicos suas ações de sustentabilidade”, diz. Ele ainda lembra que a metodologia mais conhecida, elaborada pela Global Reporting Initiative (GRI), já se encontra hoje na sua terceira versão, com a quarta já em desenvolvimento.

“Isso mostra a importância desta publicação, que atualmente já começa a ser elaborada de forma unificada com o relatório econômico-financeiro. Esta é, atualmente, a melhor prática do mercado: juntar as informações de um Relatório Anual com as informações de um Relatório de Sustentabilidade”, conclui.


Fluidos de árvores se transformam em plástico biodegradável e podem substituir petróleo



As experiências indicam que os fluidos das árvores poderão ser utilizados não só para a fabricação de plástico, mas também para substituir os combustíveis fósseis utilizados nos dias atuais. | Foto: pfly/Flickr

O pesquisador Chuanbing Tang, da Universidade da Carolina do Sul, descobriu que é possível produzir plástico biodegradável a partir de líquidos extraídos das árvores. O plástico alternativo tem características parecidas com a versão convencional e dispensa o uso do petróleo durante sua fabricação.

A sociedade científica norte-americana premiou o criador do projeto e vai incentivar o aprimoramento das pesquisas, para que o material se torne um concorrente viável do petróleo. As experiências indicam que os fluidos das árvores poderão ser utilizados não só para a fabricação de plástico, mas também para substituir os combustíveis fósseis utilizados nos dias atuais.

Durante os experimentos, Tang descobriu que a seiva dos pinheiros tem uma composição semelhante à do petróleo. Assim, o fluido é submetido a processos químicos de modificação, até que se transforme em um tipo de plástico biodegradável.

A matéria-prima é adquirida por meio do extrativismo vegetal, técnica empregada pela indústria do látex e utilizada para produzir óleos essenciais retirados das árvores das florestas equatoriais e tropicais. A atividade sustentável não causa danos às árvores, desde que seja executada cuidadosamente.

O plástico ainda está em fase de desenvolvimento para se tornar mais resistente, mas o criador mostra-se confiante em suas pesquisas. “Se conseguirmos estabelecer relações claras das propriedades estruturais, seremos capazes de alcançar os mesmos resultados que agora temos com os polímeros feitos a partir de petróleo”, conclui Tang, que espera produzir um futuro mais sustentável por meio dos fluidos das árvores. 

Com informações do InHabitat.


Fonte: CicloVivo

Carro de corrida movido a hidrogênio vai de 0 a 100 km/h em 4 segundos


O Forze VI tem a potência de 260 cavalos e é capaz de acelerar de zero a 100km/h em apenas quatro segundos. | Imagem: Divulgação


A marca automotiva holandesa Forze acaba de lançar a mais nova versão ecológica de seu carro de corrida. O Forze VI é o resultado de cinco anos de desenvolvimento de uma tecnologia criada para manter a potência do veículo sem poluir o meio ambiente.

O modelo não utiliza combustíveis fósseis, tem o tamanho equivalente ao de um automóvel de passeio e seu motor é movido a hidrogênio, mas ele também possui dois motores elétricos extras. O novo carro é seis vezes mais potente que o seu antecessor, apresentado há um ano.

A Forze apresentou a sexta geração na Universidade de Tecnologia de Deft, na Holanda, e a intenção é de que ele seja produzido ainda neste semestre, para que possa ir às pistas em competições locais entre veículos movidos a hidrogênio.

O Forze VI tem a potência de 260 cavalos e é capaz de acelerar de zero a 100km/h em apenas quatro segundos. A velocidade máxima atingida pelo modelo é de 220 km/h.

Os carros movidos a hidrogênio não emitem gases poluente, emitem apenas água. Para evitar o desperdício, os engenheiros da Forze criaram uma estratégica que reaproveita a água, que seria descartada, para preservar os freios. Michael Haak, gerente da equipe Forze, acredita que este carro possa “revolucionar o mundo da corrida”

Com informações do Inhabitat.

Fonte: CicloVivo

Vancouver usa plástico reciclado para asfaltar vias públicas



A pavimentação com asfalto ecológico faz parte de um conjunto de ações para tornar Vancouver a cidade mais sustentável do mundo. | Foto: City of Vancouver

A prefeitura de Vancouver passou a usar plástico reciclado para asfaltar as vias públicas. Além de proporcionar um novo uso para os resíduos plásticos, a ação sustentável pode amenizar o aquecimento global e transformar a cidade canadense em uma das metrópoles mais verdes do mundo.

Segundo o engenheiro Peter Judd, o novo material evita a emissão de cerca de 330 toneladas de carbono na atmosfera, contribuindo para minimizar os efeitos do aquecimento global e do aumento da camada de ozônio.

Isso porque, ao contrário da pavimentação convencional, o asfalto ecológico não requer altas temperaturas para ser aplicado nas vias públicas. Assim, o combustível que seria utilizado para esquentar o pavimento é economizado em 20%.

Embora o asfalto ecológico possa custar até três por cento mais caro do que a pavimentação comum, as autoridades públicas de Vancouver não estão poupando esforços para colaborar com o meio ambiente. A iniciativa faz parte de um pacote de ações que teve início no ano passado, a fim de transformar a cidade na área metropolitana mais verde do mundo até 2020.

Além de recapear as vias públicas com asfalto de plástico reciclado, o plano contempla medidas de mobilidade urbana sustentável, geração de energia limpa e conscientização ambiental dos habitantes da cidade.

Com informações do InHabitat.

Fonte: CicloVivo

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Caminhão de 1940 é reformado e vira espaço para descanso e lazer


A população de São Francisco, nos Estados Unidos, tem ganhado novos espaços para o uso comum. O projeto, apelidado de “New Parklets”, busca humanizar espaços que antes eram usados como estacionamentos.

O programa teve início em 2010 e desde então ganha cada vez mais popularidade. Prova disso é o fato de que hoje já existem 38 estruturas instaladas para o uso da população local. A última estrutura lançada é feita a partir de um antigo caminhão Citroën reformado.

No lugar de carregar carga e colaborar para o aumento da poluição automotiva, o caminhão do modelo H Van, de 1940 foi adaptado para servir como um espaço de descanso e lazer. A reforma, feita pelo Rapha Cycle Club e pela Marina de São Francisco, manteve a cabine do caminhão e parte da traseira.


O H Van hoje possui bancos, uma mesa e diversas plantas, um verdadeiro refúgio para os pedestres. Além disso, por ter sido idealizado por um clube de ciclismo, o local apoia os ciclistas através da disposição de bicicletários, onde as bikes podem ser guardadas com segurança.


Esta foi uma maneira criativa e funcional de aproveitar um caminhão sem utilidade e ainda incentivar a ocupação do espaço público. Nem todas as pessoas ficaram felizes com a criação, já que ela ocupa vagas que normalmente seriam utilizadas por carros. Mas, esta é uma opção muito mais sustentável e que tende a valorizar a visão de cidade para pessoas.

Fonte: Ciclo Vivo 

Sobras de materiais de construção viram um bangalô na Austrália


Entulhos de materiais de construção amontoados em um canto qualquer costumam ser um cenário comum ao final de qualquer obra. Há quem jogue todos eles fora, mas também há quem enxergue a possibilidade de reaproveitar cada tijolo, concreto ou madeira, obsoletos até então. Foi o que fez a empresa de arquitetura WoodWoodWard, localizada em Melbourne, na Austrália, ao transformar sobras da construção de uma casa em um aconchegante bangalô.

Sustentabilidade e flexibilidade foram os dois dos aspectos mais importantes na construção do local. Segundo os criadores, foi feito um grande esforço para reutilizar os materiais: eles empilharam tijolos novos com tijolos vermelhos que não foram utilizados na construção de uma casa. Já as madeiras de sobras foram convertidas em escadas, bancos e em uma fachada ousada.


O bangalô de um pouco mais de 120 m² possui painéis solares e claraboias no teto em formato de diamante. Assim, esta promove tanto a iluminação natural, como a ventilação cruzada, uma característica que também auxilia na economia de energia.


Segundo os criadores, o projeto mostra que é possível e, principalmente, sustentável dialogar o velho com o novo em uma construção. Eles desejam que o bangalô sirva de exemplo para outras obras do tipo.


Fonte: Ecodesenvolvimento 

Aprenda a fazer luminárias reaproveitando canetas esferográficas



Existem diversas maneiras de criar uma luminária sustentável. O CicloVivo já deu dicas de modelos feitos com caixas de CD, latas, papel e muitos outros objetos. Inspirado em uma criação do estúdio espanhol de design enPieza, a sugestão de hoje consiste em reaproveitar canetas velhas. 


Para colocar esta ideia em prática, o ideal é juntar muitas canetas do mesmo modelo. Sempre lembrando que, apesar de os designers do enPieza terem usado canetas novas, nós indicamos que as canetas já estejam fora de uso, para que assim voltem a ter alguma utilidade.

Os tipos de caneta que apresentam o resultado mais legal são aqueles que possuem a tampa colorida e o corpo transparente. Apesar de não ser um artesanato muito complexo, ele não é indicado para ser feito juntamente com crianças.


Materiais:

- Base para luminária (o ideal é que ela não venha com a cúpula, mas tenha um aro em que as canetas serão fixadas);

- Clips;

- Canetas esferográficas que não funcionam mais;

- Agulha;

- Alicate.


Como fazer:

A quantidade de canetas necessárias para esta decoração dependerá da circunferência da base para luminária. Com as canetas em mãos é preciso furá-las para que seja possível passar o clips que irá mantê-las presa ao aro.


Se todas as canetas estiverem com tampas, os furos podem ser feitos na tampa, conforme o modelo do estúdio espanhol. Caso alguma delas não tenha tampa, o ideal é planejar alguma maneira uniforme de trabalhar, alternando-as. No caso das canetas sem tampa, o furo pode ser feito no próprio corpo da caneta. Em todos os casos, é necessário esquentar uma agulha para que o furo no plástico seja feito com mais facilidade.


Depois de furar todas as canetas, use os clips para pendurá-las na estrutura fixa e a luminária estará pronta.

Fonte: Ciclo Vivo 

Aprenda a fazer uma bolsa de coruja usando retalhos de tecido



Objetos com estampas de corujas são bem divertidos. Como estão na moda, há produtos para todos os gostos: roupas, bolsas, bijuterias – tudo isso produzido para o público que gosta dessa ave. Se você é uma dessas pessoas, veja como fazer sua própria bolsa, reaproveitando retalhos de tecido. 

Materiais necessários:

- 30 centímetros de lona vermelha

- 30 centímetros de algodão estampado

- Retalhos de tecido

- 80 centímetros de alça de cadarço

- 2 botões

Como fazer:

O primeiro passo é cortar dois retângulos na lona vermelha, cada um medindo 25 centímetros por 32 centímetros. Repita esse processo com o algodão, que será usado como forro da bolsa. Em seguida, corte círculos para os olhos da coruja e um triângulo para formar o bico.


Utilize uma tesoura de zigue-zague para cortar os retalhos em quadrados. Posicione-os em um dos lados do corpo da bolsa, formando uma faixa horizontal. Sobreponha esses retalhos para fazer a barriga da coruja. Costure os olhos e o bico, pregue os botões e posicione as alças viradas para baixo.


Junte lado direito com lado direito do corpo da bolsa e passe uma costura reta pelas laterais e no fundo. Repita o processo com o forro, deixando uma abertura de 10 centímetros no fundo.


Pelo avesso, encaixe o corpo da bolsa no forro e costure toda a borda superior. Vire pela abertura do fundo. O último passo será fechar o fundo da bolsa fazendo pontos à mão. Para melhor entendimento, acompanhe o passo a passo, disponível na galeria de imagens.


Fonte: Ciclo Vivo 













Arquiteto mexicano constrói casa em formato de caracol com técnicas sustentáveis



Inspirado em um caracol, o arquiteto mexicano Javier Senosiain elaborou o projeto de uma casa em formato de concha em espiral na Cidade do México. Ele é adepto da bioarquitetura: um tipo de construção que tem como base a harmonia com a natureza e o uso de técnicas construtivas sustentáveis.

Batizada de Nautilus, a residência possui todos os cômodos de uma casa comum, como quarto, sala de estar, sala de jantar, cozinha e banheiro. Porém, todas as divisões são ligadas por uma escada em espiral.

Essa escada foi construída logo na entrada, logo depois se vê um largo corredor ocupado por plantas, que recebe grande iluminação natural do reflexo de vitrais. Essa composição de formas, cores e luzes é inspirada nas ideias do arquiteto Antonio Gaudi.

Nada na casa é paralelo, pois a intenção de Senosiain era dar a sensação de uma experiência a três dimensões. Um ambiente tranquilo, mas dominado pelas formas curvas. Um aspecto interessante é que a sala de estar emerge desde o interior do jardim e uma mesa de jantar é “puxada” da própria parede.

Em outro piso, há uma sala de estar e uma sala de estudo com vista para as montanhas. Em uma área mais reservada estão os quartos, closets, banheiro e cozinha. “O meu objetivo era que as pessoas imaginassem estarem vivendo igual a um caracol, andando de divisão em divisão”, afirma o arquiteto.

A residência foi construída com uma forte estrutura (o que dispensa grandes manutenções) e oferece uma boa resistência a tremores de terra. Resistência, proteção, abrigo, são algumas características da casa.


O sistema de ventilação permite que a temperatura ambiente seja adequada a cada estação do ano. Apesar da Cidade do México ter vários edifícios, a Nautilus está rodeada de um enorme espaço verde e com uma privilegiada vista para as montanhas.

Tudo na casa é tão inusitado, que parece impossível imaginar que ela existe de fato. Mas, ela não só existe como é habitada por um casal e seus dois filhos.

“Para mim, a natureza é a maior fonte de inspiração. Respeitar a natureza consiste em observá-la, extrair sua essência, seus princípios; em interpretá-la e não copiá-la”, explica Senosiain.  


Fonte: Ciclo Vivo 

Tartaruga-de-couro é ameaçada por perda de habitat na Indonésia


A tartaruga-de-couro é considerada criticamente ameaçada de extinção. a situação da espécie pode ser ainda pior com a perda gradual de um dos principais locais utilizados para sua reprodução, as praias de Bird’s Head, na Indonésia.

A região é considerada o principal espaço de reprodução das tartarugas Dermochelys coriacea. No entanto, o que se identifica é uma redução drástica no percentual de tartarugas que se deslocam até a região asiática para depositar seus ovos e também na quantidade de filhotes que conseguem se desenvolver e chegar novamente ao mar.

O estudo, publicado na revista científica “Ecosphere”, foi liderado por pesquisadores da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), em parceria com a Universidade do Alabama, a Universidade Estadual de Papua, na Indonésia e a ONG WWF. As informações coletadas pelos cientistas mostram que, em 27 anos, os ninhos de tartarugas-de-couro na Indonésia sofreram redução de 78%.

As causas para este declínio são muitas e estão particularmente ligadas às ações humanas. Além de ser necessária a existência de alimento nas proximidades das praias para que os animais se aproximem, as tartarugas que conseguem chegar ao local têm que enfrentar outros desafios.

Porcos e animais domésticos, por exemplo, são grandes ameaças, pois eles bichos acabam se alimentando dos pequenos ovos botados na praia. As tartarugas também estão à mercê de caçadores e impotentes quanto às redes de pesca que varrem o que encontram pela frente no mar.

De acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, da sigla em inglês), as tartarugas-de-couro foram de uma população com 115 mil fêmeas adultas em 1982, para apenas 20 mil na década de 90. Ainda não se tem dados concretos sobre a quantidade atual.

Fonte: Ciclo Vivo 

CURSO DE TRANSIENTES HIDRÁULICOS - Prof. Dr. Edmundo Koelle


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Seminário de Resíduos Sólidos: Reciclando Ideias


Saiba como produzir sua própria bucha vegetal


A hora do banho é um dos momentos mais relaxantes do dia. Nesse momento, muitas pessoas gostam de esfoliar a pele usando buchas vegetais. Elas são facilmente encontradas em mercados e farmácias e, ainda melhor, podem ser cultivadas em sua própria casa.

De nome científico Luffa cylindrica, a composição da bucha possui um fruto de uma trepadeira. Utilizando esse fruto é possível usá-lo para prevenção de doenças como anemia, bronquite, asma, hemorragias, entre outras. Já no banho, ela é ótima para limpar e retirar as células mortas da pele, também ajuda a estimular a circulação sanguínea. Veja abaixo como é fácil cultivá-la em seu quintal, varanda ou terraço.

Materiais necessários:

- 1 jardineira quadrada grande de, medida 50 cm x 50 cm x 50 cm

- Terra preta

- 3 sementes de Luffa cylindrica

- 1 tesoura para podar

Preparação:

Separe os materiais, cave um buraco de dois a três centímetros no centro da jardineira e coloque as três sementes de bucha vegetal. Em seguida, cubra-as com um pouco de terra preta.

O próximo passo é regar esse material e deixar a jardineira exposta ao sol. O ideal é que esse plantio seja feito no início da primavera. Assim que começar o verão, um suporte deve ser colocado próximo à trepadeira, pois os caules vão se expandir rapidamente.

Após um ano, ou seja, no verão seguinte, a bucha estará pronta para ser colhida. Utilize a tesoura para cortar o cabinho no qual ela se prende. Tenha cuidado, pois ao arrancar a bucha com a mão você correrá o risco de danificá-la.

Retire a bucha e deixa-a em um lugar fresco e seco sobre uma folha de jornal. Poucos dias depois as sementes se soltarão. Guarde-as se quiser repetir o processo.

Dicas: Observe a casca na hora de colher. Ela estará pronta para colheita quando o tom estiver em amarelo-castanho. Tenha cuidado com a quantidade de água na hora de regar, pois se encharcar, a planta corre o risco do excesso de umidade provocar a proliferação de fungos. Caso não queira esperar o processo natural que dura alguns dias, você também pode arrancar a casca e depois bater na bucha até que as sementes se soltem.

A bucha pode ser usada também para lavar a louça. A bucha vegetal não risca e é mais difícil de ser contaminada do que uma esponja sintética tradicional, de plástico poliuretano. Além disso, ela é um produto biodegradável e pode ser compostada. Enquanto sua bucha não fica pronta, compre os modelos de bucha vegetal disponíveis no mercado para não degradar o ambiente com esponjas sintéticas.


Fonte: Ciclo Vivo