quarta-feira, 14 de novembro de 2012

IV Congresso Internacional de Pagamentos por Serviços Ambientais


Aprenda a fazer caixas de som para celular com latinhas de Pringles





As latinhas de Pringles são sempre muito úteis, mesmo após todas as batatas terem sido devoradas. O CicloVivo dá a dica de como transformar esta embalagem em uma caixinha de som para celular. A sugestão foi publicada no site norte-americano Mashable.


Este artesanato é simples, útil e barato. A economia é ainda maior se for considerado o valor de um amplificador comum para celular, que custa em média R$ 90. Além disso, a invenção é bastante eficiente e eleva tanto o volume da música, como a qualidade do som.

Materiais necessários:

- Estilete;

- Canetão;

- Dois prendedores de papel;

- Papel higiênico;

- Tinta spray;

- Fita crepe.



Como fazer:

O primeiro passo consiste em marcar o buraco em que o celular será encaixado. Para isso, meça a grossura e a largura do aparelho, para deixar o corte bem justo. É preciso atentar à saída de som do celular, para que ela fique dentro da latinha, conforme mostrado na galeria de imagens.


A marcação deve estar a, aproximadamente, dois dedos acima do fundo da lata. Com a medida feita, basta cortar com cuidado. Os dois grampos serão fixados com fita crepe nas laterais, para apoiar a latinha e impedir que ela role enquanto o celular estiver tocando.


Neste passo o amplificador já está praticamente pronto, no entanto é legal dar um acabamento e deixá-lo mais atraente. Para isso, pinte toda a lata com tinta spray. Após secar, preencha o espaço interno com um pouco de papel higiênico, 14 centímetros são suficientes para abafar e melhorar a qualidade do som executado e é só colocar a música para tocar.

Fonte: Ciclo Vivo 

Casa é montada dentro de vagão de trem abandonado



O jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, mostrou na última segunda-feira (12) que o Brasil possui mais de cinco mil vagões de trem abandonados em galpões. Só no Estado de São Paulo há mais de dois mil. Além disso, há também as locomotivas que, somadas aos vagões, resultam em uma grande quantidade de sucata.

Tais materiais poderiam ser aproveitados de maneira mais eficiente. Em outubro, um dos trens no complexo ferroviário de Vinhedo, em São Paulo, foi queimado. Os vagões da estação foram comprados pela prefeitura há cerca de oito anos. O objetivo na época era construir um museu e um trem turístico.

No entanto, há muitos projetos estrangeiros que também buscam maneiras de reutilizar e/ou reciclar vagões de trem e que deram certo. Já foram construídos Cafés, restaurantes e com a estrutura de um vagão de 1949 foi criada uma casa em Portland, nos Estados Unidos.


A residência possui todas as comodidades modernas, com sala, quarto, escritório e banheiro. Para acomodar os objetos e, fazer a separação, todos os acabamentos e itens internos do trem foram retirados.

Dentro do trem foram colocados os móveis, instalados sistemas elétricos e a superfície recebeu um novo forro. A reforma ficou tão bem feita que a parte interna ficou semelhante a uma casa comum. A residência no trem chegou a ser oferecida na corretora de imóveis Laurie Holland, Portland, por 225.000 dólares. Não há informações no site do escritório sobre sua venda.


Essa é apenas uma das muitas formas já apresentadas para dar uma nova utilidade para as estruturas que muitas vezes servem de abrigo para usuários de drogas. Além de ser um meio de proliferação do mosquito da dengue, causando transtorno para a população que vive em torno do local.

Fonte: Ciclo Vivo 

Turbina eólica sem hélice aproveita 80% mais energia


Um novo modelo de usina eólica foi construído pela empresa da Tunísia Saphon Energy. O diferencial dela está em aproveitar 80% mais a energia do vento do que as convencionais, mesmo não tendo hélices.

Intitulada Saphonian, a tecnologia é inspirada nas velas dos barcos. O modelo captura a energia cinética do vento e converte-a em elétrica através de pistões e hidráulica. Para realizar este processo o disco é posicionado contra o vento que, com sua força, causa oscilações no aparelho.

O movimento provocado pelo vento é transferido para os pistões que podem ser ligados a um acumulador ou gerador. No primeiro caso seria apenas para guardar energia já a segunda opção seria útil caso houvesse necessidade de eletricidade instantaneamente.

Uma das vantagens desta usina é que ela é completamente silenciosa, portanto não incomoda algumas espécies de pássaros. Além disso, sua construção é mais barata e mais fácil de manter. Essas características fazem com que os custos sejam menores para o consumidor tanto na hora de comprar, como na conservação.

"Nosso protótipo de segunda geração é 2,3 vezes mais eficiente, e custa cerca de metade do preço das turbinas eólicas convencionais, pois descarta (na construção do modelo) os componentes mais caros”, afirmou o executivo-chefe da Saphon Energia, Hassine Labaied, à Organização Scidev de ciência e tecnologia.

A eficiência da Saphonian representa uma economia geral de 45% em custos diversos relacionados com infraestrutura. A Saphon Energy já conseguiu patentear o modelo, e está agora em fase de captação de recursos para que o produto seja comercializado em até dois anos.

"Estamos negociando com um número de empresas internacionais que produzem tecnologia de energia renovável", disse Labaied. A companhia está tentando fazer uma parceria com um fabricante para que seja possível distribuir o modelo mundialmente.

Fonte: Ciclo Vivo 

Dante Ragazzi fala sobre saídas para melhorar a coleta de esgoto no Brasil


Durante intervalo exclusivo para o R7, o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, Dante Ragazzi Pauli fala sobre a possibilidade do governo estabelecer parceiras privadas para gerir o saneamento básico no Brasil.


Fonte: R7

Sete dicas para economizar papel


Foto: Sxc.hu

Os gastos com papel são um dos principais motivos de desmatamento no mundo. O fato é que esse material é essencial no dia-a-dia de grande parte da população, mas há maneiras de evitar seu desperdício, o que reduz não só a derrubada de árvores, mas também o consumo de energia e água.

Dois lados

A primeira delas é utilizar os dois lados das folhas - uma forma de aproveitar ao máximo a matéria e evitar gastos desnecessários, já que a fabricação do produto exige uma grande quantidade de água e energia.

Impressão consciente

Outra forma é evitar o desperdício na hora da impressão. Pense bem antes de mandar um texto ou arquivo do computador para a impressora. Faça uma revisão e evite a impressão errada, que leva ao gasto desnecessário de papel.

Cartões virtuais

Em aniversários, no Natal e em outras datas comemorativas envie um e-mail ou um cartão eletrônico no lugar do tradicional de papel - é mais barato, cumpre a mesma função e poupa as escassas árvores.

Correios desnecessários

Se você é adepto do home banking, bloqueie o envio de extratos mensais pelo correio e consulte os dados de sua conta pela internet. Isso economiza papel e combustível.

Na mesa

Na hora de preparar a mesa para o almoço ou o jantar, utilize guardanapos de pano. Eles são reaproveitáveis e ambientalmente mais corretos.

Embalagem

Se for comprar presentes para alguém, não os embale com papéis brilhantes, laminados ou com purpurina. Eles são de difícil reciclagem.

Lixo no lugar certo

Não jogue bitucas de cigarro e papel higiênico nos vasos sanitários. Isso evita o desperdício de água tratada e problemas nos encanamentos.

E na hora de descartar, não se esqueça de jogar o papel limpo no coletor azul. Clique aqui e saiba quais tipos de papel podem ou não ser reciclados.


Produzido por eCycle
A eCycle é uma marca que tem origem no interesse pelas relações de consumo desenvolvidas entre indivíduos e empresas, sejam fabricantes de produtos ou prestadoras de serviços, e seus efeitos sobre a sociedade e o meio ambiente.






terça-feira, 13 de novembro de 2012

Sermões ecológicos para conscientizar fiéis do Islã?



Depois da última Convenção do Clima, realizada na África do Sul em 2011, chegou a vez do Qatar que, de 26/11 a 07/12, receberá representantes de cerca de 190 países para participar da COP18 ou 18ª. Conferências das Partes da Convenção de Mudanças Climáticas, organizada pela ONU, na cidade de Doha.

Acontece que a situação por lá é bastante delicada já que o país é o maior emissor de gás carbônico per capita do planeta. Com apenas 1,6 milhão de habitantes – menos do que a cidade de Manaus, no Amazonas, que tem 1,7 milhão de pessoas –, a monarquia absolutista emite 53,5 toneladas de CO2 por pessoa todos os anos.

A boa notícia é que já tem gente se mobilizando para reverter essa situação: os imames - pregadores e principais líderes religiosos do Islã – se envolveram em ações contra as mudanças climáticas. Para lembrar as pessoas da responsabilidade que todos têm de cuidar do planeta, eles pretendem ajudar com o que eles sabem fazer melhor: pregar.

Durante a COP18, mais de 150 mesquitas – local de culto para os seguidores do islã – no Qatar vão ecoar versos do Alcorão que falam sobre o meio ambiente. E não há o menor risco de os fiéis se enjoarem da pregação: existem mais de 1.500 versos “ecológicos” que os imames podem entoar durante esses sermões tão especiais. Assim, eles esperam incitar a população a adotar práticas mais sustentáveis no seu dia a dia, como evitar o desperdício de água e não derrubar árvores.

Para levar a preocupação ambiental ao público e tornar a Convenção das Nações Unidas mais conhecida e inclusiva, as mesquitas definiram um calendário de ação:

- em 27/11, os sermões falarão sobre preservação dos recursos naturais e a redução do consumo de energia;
- as mudanças climáticas vão ser o assunto religioso do dia 30/11, e
- em 04/12, grupos especiais se reunirão para difundir ainda mais a mensagem.

Não vai dar para ver tão cedo o resultado de tanta pregação, mas quem sabe os efeitos dessa ação podem ajudar a compor um cenário de menos impactos até a Copa do Mundo de 2022, quando os olhos do mundo estarão mais uma vez – e fanaticamente – voltados para o Qatar.
Será que a religião pode contribuir para reduzir os efeitos das mudanças climáticas?

Fonte: Superinteressante 

Designer holandesa cria louças que absorvem energia solar


A designer holandesa Marjan Van Aubel criou uma coleção de louças capazes de produzir energia fotovoltaica. A tecnologia foi pensada de maneira a alcançar níveis altos de eficiência para o aproveitamento da luminosidade interna de uma residência.

Marjan integrou as células solares aos próprios objetos. Assim, um copo é capaz de produzir energia e depois transmitir esse potencial armazenado a um gabinete coletor, que o transforma em eletricidade e permite usos diversos. O gabinete não é apenas um suporte de louças, ele é também uma bateria, passível de se transformar em um carregador, por exemplo.


A tecnologia aplicada consiste em usar uma camada de célula fotovoltaica com um corante sintetizante em cada um dos objetos de vidro. Este sistema de cores foi criado por Michael Graetzel, conforme informado pela designer em seu site, o processo é baseado na fotossíntese das plantas, em que o verde da clorofila ajuda a captação de energia.


Graetzel usa uma camada de dióxido de titânio poroso embebido com corante fotossensível, um pigmento extraído do espinafre ou do mirtilo, mais conhecido como blueberry. Ele descobriu que o corante que dá a tonalidade a esses alimentos emite um elétron quando é atingido pela luz. Um dos lados do vidro é positivo e o outro negativo, assim os elétrons do corante são transmitidos ao dióxido de titânio e é liberada a corrente elétrica.


O vidro utiliza a luz solar como fonte de energia, mas também pode funcionar sob a luz difusa. Este processo o torna mais eficiente para o uso dentro das residências, ao contrário do que acontece com os painéis solares, que precisam da incidência direta do sol.


Fonte: Ciclo Vivo 

Pesquisa da UFRJ estuda como obter etanol a partir de enzimas de baratas


No mundo da ciência, (quase) tudo é possível. Daqui algum tempo, é possível que etanol seja obtido a partir de enzimas de… baratas.

Pesquisadores da UFRJ estão analisando duas espécies: a Periplaneta americana, comum e encontrada em esgotos e escondidas nas casas, e a Nauphoeta cinerea, um tipo de barata da América Central, mas que hoje é encontrada em vários lugares do planeta.

Os insetos foram alimentados somente com cana e, ao se adaptarem, produziram enzimas especializadas capazes de digeri-la. Com a degradação do bagaço, as baratas geram açúcares que poderão produzir o combustível por meio de fermentação.

“Os resultados são bastante promissores. Essa adaptação que o inseto faz ao bagaço tem sinalizado que dele podem vir novas fontes de enzimas“, afirmou o professor Ednildo de Alcântara Machado, do Instituto de Biofísica da UFRJ, em entrevista ao G1. O etanol ainda não foi obtido, pois a pesquisa está nas fases de condicionar os animais para consumir o bagaço e de identificação das enzimas especializadas.

As baratas foram as escolhidas por serem altamente adaptáveis. “O que parece ser interessante é que quando você muda a biomassa usada como comida, ela se adapta. Em dez dias, em média, ela começa a produzir uma série de enzimas especializadas para quebrar o alimento”, afirma.

No futuro, a ideia é isolar as enzimas produzidas pelas baratas e, com elas, retirar o açúcar do bagaço da cana em laboratório.

Fonte: Superinteressante 

Eco-ônibus tem teste no Butantã



Na sexta e anteontem, um eco-ônibus (movido a bateria) fez várias vezes o trajeto de 3 km entre o Instituto Butantan e a Estação Butantã do Metrô, na zona oeste. Foi apenas um teste, mas a ideia da Secretaria de Estado da Saúde – à qual a entidade pertence – é que a partir do ano que vem o ônibus circule diariamente levando e trazendo visitantes e funcionários do metrô ao instituto. E de graça. A ideia do órgão é estimular o uso do transporte público.

Fonte: Estadão.com  

Abelhas: pesquisa avalia importância da polinização agrícola


Pesquisa avalia a importância da polinização agrícola por abelhas para o desenvolvimento de um sistema de produção sustentável. Segundo a pesquisadora da Embrapa Kátia Braga, já existe consenso no Brasil de que a produtividade das culturas agrícolas, incluindo as sob sistema orgânico de produção, está aquém de seu potencial devido a um déficit na polinização. "Esse déficit pode ser ocasionado por práticas não amigáveis às abelhas, como o uso frequente de agroquímicos e a ausência de vegetação natural nas proximidades da área cultivada."

Ao salientar a importância das abelhas na produção agrícola, Kátia ressalta estudo realizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), segundo o qual 73% das espécies vegetais cultivadas no mundo são polinizadas por esses insetos.

Enquanto no mundo estima-se que existam mais de 20.000 espécies de abelhas, o Brasil, devido as suas proporções continentais e riqueza de ecossistemas, abriga cerca de ¼ destas espécies (cerca de 5.000).

"Se as abelhas são os principais polinizadores das plantas cultivadas, como estima o estudo da FAO, precisamos conhecer as abelhas sem ferrão assim como as outras espécies de abelhas nativas do Brasil (sociais ou solitárias), aprender a conservá-las nos ambientes naturais e manejá-las para a polinização agrícola. Dessa forma, podemos contribuir para uma maior produtividade dos frutos e sementes que utilizamos em nossa alimentação e dos animais domésticos e, também, de sementes para o plantio e cultivo de diversas espécies", enfatiza Kátia.

Fonte: Terra.com  

Saiba quantas vezes os materiais mais comuns podem ser reciclados



Se você faz coleta seletiva de materiais recicláveis em casa, provavelmente tem uma ideia geral de reciclagem. Mas quantas vezes esse itens foram reciclados? Alguns materiais provavelmente já passaram por esse processo várias vezes, enquanto outros nem sabem o que é isso.





Latas de alumínio



As latas de alumínio podem ser recicladas infinitamente. Elas são um dos melhores materiais quando se trata de reciclagem, já que não há limite no número de vezes que o alumínio pode ser reciclado. Consequentemente, o alumínio é quatro vezes mais valioso do que outros materiais recicláveis.

No Brasil, por exemplo, somente 17, em cada mil latinhas de alumínio consumidas no país, em 2011, foram parar no lixo. O índice de reciclagem é de 98,3%, um novo recorde que continua garantindo a liderança do país no setor.



Papel



Mesmo reciclado, estudos indicam que o papel só pode ser reaproveitado de cinco a sete vezes em laboratório. A reciclagem não é infinita porque a fibra degrada.

A depender do papel, muitos não servem para reciclagem, a exemplo do papel vegetal e celofane. Veja a lista completa no guia "o que pode ou não ser reciclado?"



Cobre e aço



Infinitamente! Como latas de alumínio, outros metais comuns como cobre e aço também podem ser reciclados várias vezes sem perder qualidade. É mais barato reciclar metais como o cobre do que adquirir um novo - o cobre reciclado vale quase tanto quanto o cobre novo. Outro ponto interessante é que os metais podem ser reciclados rapidamente. Acredite ou não, sucatas de aço podem ser derretidas em aço novo em menos de uma hora.



Papelão


Muitas vezes! Porque diferentemente do papel, o papelão tem fibras longas e fortes. Ele pode ser dividido várias vezes e transformado em novos produtos de papel, embora perca qualidade.

Segundo a Recicla Brasil, existem dois tipos de caixas de papelão considerados recicláveis: o primeiro é o tipo de papelão geralmente visto na embalagem de materiais que são chamados frequentemente de papelão corrugado.

O segundo tipo de papelão é o de embalagens de cereais, caixas de camisas, caixas de sapatos e por vezes materiais congelados: papelão plano.

Alguns tipos de papelão são não recicláveis diretamente, como as caixas de papelão de leite. Isto porque tem uma cera de recobrimento para prevenir vazamento.

Garrafas e frascos de vidro


Infinitamente! O vidro não perde qualquer qualidade, mesmo quando ele é reciclado várias vezes. Assim como o cobre, o vidro também é mais rentável para reciclar do que criar um novo. Ele pode voltar à produção de novas embalagens e produtos, substituindo totalmente o material virgem. Dessa forma, um quilo de vidro pode produzir outro um quilo de vidro, com perda zero e sem poluição para o meio ambiente.

Fique atento apenas para os espelhos, vidros de automóveis e janelas que não podem ser reciclados. Veja a lista completa no guia o que pode ou não ser reciclado?



Plástico


Muitas vezes ou uma única vez, vai depender do tipo de plástico. O PET, um dos mais conhecidos, é tão resistente que pode ser transformado várias vezes sem perder suas características principais. Já o Pead (polietileno de alta densidade), não funciona da mesma forma, pois perde qualidade durante o processo de reciclagem.

Clique aqui e conheça todos os tipos de plásticos e como funciona a reciclagem de cada um deles.

Em 2011, a reciclagem de PET no Brasil aumentou 4,25% em relação ao ano anterior. O dado, mantém o país entre os líderes mundiais do setor, e foi divulgado pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet).

Fonte: Ecodesenvolvimento

Ajudante de pedreiro ganha prêmio de moda ao criar bolsa sustentável


Na última semana aconteceu na cidade de São Paulo uma ação de moda sem fins lucrativos, destinada a revelar novos talentos na área de calçados e acessórios. Com uma bolsa sustentável, um dos vencedores foi um estudante que trabalha como ajudante de pedreiro.

O “Prêmio Francal Top de Estilismo” chegou a sua 18ª edição com a ajuda de grandes instituições representativas da moda brasileira e com a parceria da MPA - Moda Pelle Academy, escola de estilismo de Milão, que oferece uma bolsa de estudos para um dos finalistas.

A premiação é concedida de acordo com as classificações: calçado feminino, calçado masculino, categoria bolsa, calçado ou bolsa com material reciclado. Foi nesta última categoria que o estudante de moda do SENAI-Franca, Luis Aparecido dos Santos, se destacou. Santos trabalha como ajudante de pedreiro e designer de bolsas na horas vagas. O trabalho inicialmente realizado para ajudar na renda familiar deve ter ainda mais importância em sua vida daqui para frente.

Isso porque, além de ficar em terceiro lugar com sua bolsa sustentável, Santos ainda terá a oportunidade de estudar por três meses na Moda Pelle Academy com todas as despesas pagas pela Francal Feiras.

 “É necessário investir nos novos talentos. São eles que trazem jovialidade, genialidade e inovação ao mercado de calçados. Melhorar o produto é valorizar toda a cadeia produtiva de calçados e bolsas”, afirmou o presidente da Francal Feiras, Abdala Jamil Abdala.

Os designers tiveram até 28 de setembro para se inscreverem e enviarem os trabalhos. Todo o material foi avaliado por cinco profissionais especialistas em calçados e acessórios. Cada vencedor recebeu um troféu relativo à sua colocação e prêmios em dinheiro, sendo R$ 2 mil para o primeiro colocado, R$ 1,5 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro.

Fonte: Ciclo Vivo  

Casa sustentável mescla filosofia oriental e ocidental de arquitetura


O projeto da Para Eco House foi idealizado por uma equipe de arquitetos chineses da Universidade de Tongji, combinando a filosofia oriental de Dao, com ideias da arquitetura ocidental. A lógica espacial da residência é dividida em quatro espaços: exterior, semi-aberto, fechado e pátio interno.

Seguindo este perfil de construção e para alcançar a divisão destes espaços, os arquitetos utilizaram três camadas. A primeira delas é o espaço semi-aberto, cercado por uma pele de madeira, em formato de losangos. Esta estrutura permite o aproveitamento de luminosidade e ventilação natural, além de fornecer sombra para a vegetação inserida nos espaços da fachada de madeira.

Este espaço conta com painéis fotovoltaicos instalados no telhado e a utilização da vegetação na película vertical de madeira promove uma sintonia entre a natureza e o espaço interior.


O segundo segmento é o espaço fechado, que é composto por uma área de 55,8 metros quadrados e possui quase todas as funções de uma casa comum. A diferença entre esta construção e a maior parte das tradicionais é a falta de divisórias para a separação dos cômodos. Ele é internamente aberto, evitando barreiras visuais e permitindo o livre acesso dos moradores aos ambientes.

O pátio interior é a ligação interna da casa com o ambiente externo. Ele exerce papel fundamental no equilíbrio e ainda serve como o espaço central funcional da casa e o principal sistema de ventilação e entrada de luz natural no interior da residência.


A aplicação de uma pele isolante térmica garante a eficiência energética necessária para reduzir significativamente o consumo da residência, tanto em períodos frios, como em épocas mais quentes. Outro fator que reduz os impactos ambientais da construção é a utilização de bambu como material estrutural.


A Para Eco House foi finalizada neste ano e está instalada em Madri, na Espanha.

Fonte: Ciclo Vivo 

Motociclista cria moto ecológica capaz de atingir 680 km/h


Um novo modelo ecológico de motocicleta está em desenvolvimento. O veículo pode ser capaz de atingir mais de 680 km/h, sendo alimentada por uma turbina de pós-combustão, que por sua vez foi baseada em um rotor de helicóptero.

O modelo é uma criação de pesquisadores da Universidade de Huddersfield, na Inglaterra, e do recordista mundial de velocidade sobre duas rodas, Richard Brown. O motociclista já desenvolvia seus próprios testes de aerodinâmica quando contratou os professores Rakesh Mishra e Taimoor Asim da universidade britânica.

Durante três meses os especialistas fizeram análises sobre as maneiras como o ar pode fluir ao redor da moto. Foi necessária uma série de simulações em um supercomputador para criar o projeto da moto ecológica e turbinada. Com o processo de captura de pós-combustão pode ser evitado que 80% a 90% das emissões de um motor cheguem à atmosfera.

Após a avaliação dos pesquisadores acadêmicos, a análise foi enviada para Brown. O objetivo dos cientistas era estudar o efeito aerodinâmico sobre a moto ao atingir a velocidade recorde. Só a partir dos resultados é que ele seguiu com o projeto de construção da moto.

O motociclista está acostumado a quebrar recordes de velocidade. Com o novo modelo, ainda em fase de testes, ele pretende bater o recorde na África do Sul em 2013. Seu maior recorde foi alcançado em 1999, mas equipes americanas superaram a velocidade de 587 km/h, em 2006. O objetivo de Brown é obter seu recorde de volta.

Fonte: Ciclo Vivo  

Pesquisa da USP utiliza húmus de minhoca na descontaminação de solos


Um estudo do Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo, destinado a livrar solos da contaminação por cobre, chumbo e cromo, utilizou o húmus resultante da compostagem com minhocas (vermicompostagem) no esterco bovino, como alternativa ecológica para corrigir terras que precisam ser descontaminadas.

De acordo com a professora Maria Olimpia de Oliveira Rezende, que coordenou a pesquisa, a limpeza de solos contaminados pelos metais é um processo complexo e oneroso, que utiliza produtos nocivos ao meio ambiente. Com o novo método desenvolvido pela pesquisa, o esterco bovino é usado por ter propriedades orgânicas e também por ter se apresentado como solução ecológica, já que se trata de um resíduo que seria descartado no meio ambiente. Além do esterco, existem outras fontes que poderiam ser utilizadas, como bagaço de laranja e cana-de-açúcar.

Segundo Leandro Antunes Mendes, mestre em química ambiental e autor da pesquisa, a contaminação por cobre e por chumbo pode ocorrer em qualquer área de mineração ou despejo de resíduos sem controle no solo. O cromo, liberado pelas indústrias de curtume, após o tratamento do couro, é problema de cidades paulistas como Jaú e Franca, onde existem muitas fábricas de calçados.

Ele explica que, apesar de a presença do cobre e do chumbo em pequenas quantidades serem essenciais para as plantas, a bioacumulação desses metais no solo diminui a fertilidade e podem torná-lo improdutivo. A existência de cromo provoca nas plantas o amarelamento, impedindo o crescimento e provocando a morte das mudas.

Segundo a pesquisadora Maria Olimpia, a dosagem do húmus de minhoca ainda pode ser usada para corrigir deficiências de cobre e chumbo nos diferentes tipos de terras, conforme a necessidade de cada cultura.

Nas pesquisas iniciais, foram utilizados 25% de húmus de minhoca para 75% de solo contaminado. Com esse percentual, os cientistas conseguiram eliminar totalmente a contaminação. A pesquisadora Maria Olimpia explica que o processo, no entanto, não retira os metais do local. “Os elementos tóxicos continuam no solo, mas ficam imobilizados. Eles não ficam disponíveis para as plantas, nem para serem carregados e levados ao lençol freático”, explicou a pesquisadora, que ressaltou a necessidade de monitoramento constante dos solos após a descontaminação.

O procedimento usado pelos pesquisadores foi deixar o esterco compostado por três meses. “Através da ação conjunta de bactérias, a compostagem vai transformando o esterco bovino em um material mais estabilizado”, disse.

O próximo passo foi adicionar minhocas, que se alimentam do composto e expelem o húmus. “Esse material tem muitas propriedades, que ajudam na fertilidade do solo”. A aplicação do vermicomposto no solo contaminado eleva a capacidade de troca catiônica, que é o quanto o solo consegue trocar cátions com o meio.

“Se você tem um solo com elevada capacidade de troca catiônica, ele tem maior possibilidade de liberar os cátions retidos no solo e absorver aqueles que são perigosos, como o cobre, chumbo e cromo”, disse. Assim, explicou, após o uso do vermicomposto em solo contaminado, as espécies metálicas (cobre, chumbo e cromo) ficam retidas, de uma forma que tornam-se indisponíveis no meio ambiente.

Uma das vantagens do novo método de descontaminação é que a imobilização de metais que contaminaram os solos impede que os tóxicos sejam levados aos lençóis freáticos pela chuva. “O risco para a saúde humana na água é ainda maior que a contaminação no solo, porque os metais espalham-se facilmente pela água”, disse Maria Olimpia. Ela explicou que a ingestão de cromo em quantidades elevadas pode provocar câncer, e que o chumbo, em mulheres grávidas, pode gerar malformação de fetos.

Segundo Leandro, o estudo, tema da sua tese de mestrado, foi feito apenas em laboratório e teve início em março de 2010. O próximo passo dos pesquisadores será testar o vermicomposto em campo, e tentar reduzir a proporção da quantidade de húmus empregada. Além disso, os cientistas pretendem examinar a fitotoxidade dos solos, ou seja, irão plantar sobre a terra descontaminada por meio do vermicomposto para verificar se os metais foram ou não sugados pelas plantas.

Fonte: Ciclo Vivo  

Por que criança e consumismo não combinam?



“Um dos maiores desafios da contemporaneidade é reverter o cenário atual: antes de sermos formados para a cidadania, somos treinados a consumir de forma desenfreada”. Este é um dos trechos da cartilha “Consumismo Infantil: na contramão da sustentabilidade”, lançada no dia 31 de outubro pelo Ministério do Meio Ambiente. O material é destinado a crianças, pais, professores e educadores, e traz informações importantes para a reflexão sobre os valores que a sociedade passa a quem vai enxergar e conduzir o mundo no futuro.

A cartilha oferece uma série de argumentos e dados para explicar por que criança e consumismo não combinam. Primeiro, como é destacado, “ninguém nasce consumista. O consumismo é um hábito que se forma a partir de valores materialistas”.

Depois, as crianças não estão preparadas para lidar com relações de consumo. “A criança não deve ser alvo do mercado nem iniciada no mundo do consumo sem que seja educada para isso”. Ou seja, a educação não é o consumo. Ela vem antes, justamente para que o consumo se transforme em um ato consciente e crítico.

A responsabilidade por uma boa educação deve ser de todos, compartilhada por uma sociedade que, se for mais saudável, forma pessoas melhores. “Essa nova realidade exige reflexões profundas. Muitas vezes encontramos respostas na educação – conceito amplo e de responsabilidade compartilhada, que não se dá só em casa ou na escola, mas também nas ruas e nas diversas mídias”.

A mídia

Um dos pontos de destaque da cartilha é sobre a publicidade voltada para o público infantil – alvo preferencial de apelos comerciais e ações de marketing. “Como explicar a um pequeno que a embalagem de plástico daquele bolo que traz a divertida figura de seu personagem favorito da TV, somada às embalagens consumidas por seus coleguinhas e todas as crianças do mundo, gera um impacto acumulado no meio ambiente? Como levá-lo a compreender que seu brinquedo pode ter sido produzido em condições de desrespeito ao meio ambiente e à saúde dos trabalhadores?”. São muitos pontos envolvidos na produção de bens de consumo que formam a lógica da sociedade em que vivemos - capitalista e, portanto, materialista – e que estão fora do alcance do entendimento infantil.

Aumento exacerbado do consumo, aumento da geração de resíduos, obesidade infantil, “adultização” da infância e erotização precoce, consumo precoce de álcool e tabaco, diminuição das brincadeiras criativas, violência e estresse familiar são alguns dos problemas citados na cartilha que são potencializados “em decorrência da alta exposição de crianças a mensagens mercadológicas”.


Algumas dessas consequências são facilmente identificáveis em uma sociedade como a brasileira, em que as crianças assistem, em média, mais de 5 horas de televisão por dia, segundo dados do Ibope 2011 – um dos maiores índices do mundo. “Essa exposição excessiva contribui para o consumismo, já que a televisão é o principal canal de veiculação de campanhas comerciais que falam diretamente com as crianças”, argumenta a cartilha.

A obesidade infantil já atinge 15% da população infantil no Brasil. “O aumento está vinculado ao aumento do consumo de alimentos industrializados, amplamente divulgados pelo mercado produtor e distribuidor”. E menos de 40% das crianças entre 5 e 10 anos consumem frutas, legumes e verduras na dieta alimentar, segundo o Ministério da Saúde. “Os alimentos industrializados carregados nas lancheiras e oferecidas nas cantinas, os brinquedos eletrônicos produzidos sem respeito às legislações ambientais e de trabalho e a preocupação excessiva com o acesso a bens materiais são apenas alguns dos fatores que contradizem todo o esforço de uma educação para a sustentabilidade”.

A cartilha também oferece dicas para a abordagem do assunto “consumo” com as crianças e propostas para tornar as brincadeiras infantis mais saudáveis, lúdicas e criativas, sem tantos aparatos tecnológicos que muitas vezes mediam o olhar da criança para o mundo.

Fonte: Superinteressante

Brasília testa ônibus elétrico chinês para a Copa de 2014


De olho no meio ambiente e na Copa do Mundo 2014, a capital federal vai testar um ônibus 100% movido a eletricidade. Nos próximos três meses, especialistas da Universidade de Brasília (UNB) e população poderão avaliar a eficiência do veículo que, além de usar fonte de energia renovável, promete reduzir a poluição sonora.

Fabricado na China, onde circulam cerca de 1,8 mil ônibus elétricos, o modelo funciona com um conjunto de baterias de 538V, que garantem ao coletivo percorrer até 150 quilômetros numa única recarga.

Cada bateria leva de uma a três horas para ser recarregada e tem vida útil de pelo menos cinco anos. O ônibus possui ar-condicionado e capacidade para transportar 60 pessoas - 28 sentadas, 31 em pé e um espaço para cadeirante.

Se o desempenho do ônibus elétrico agradar, a intenção é trazer para Brasília a fábrica que produz o veículo ecológico, para modernizar o sistema de transporte urbano.

A introdução de veículos elétricos e híbridos no transporte coletivo também faz parte do acordo celebrado entre o governo do Distrito Federal e a Federação Internacional de Futebol (FIFA) para a Copa do Mundo de 2014. A meta é que essa frota transporte torcedores e turistas do aeroporto ao Setor Hoteleiro e ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

Fonte: Planeta Sustentável 

Engenheiro suíço cria avião movido a energia solar


A paixão por invenções e aventura está no sangue do suíço Bertrand Piccard. O avô Auguste projetava balões capazes de atingir grandes altitudes e o pai Jacques tornou-se um dos primeiros homens a explorar as partes mais profundas do oceano.


Em pleno século XXI, o representante da terceira geração da família se interessou por uma nova conquista. Ele deseja projetar uma aeronave integralmente abastecida por energia solar, capaz de dar a volta ao mundo.

Ao lado do engenheiro e piloto alemão André Borschberg, Bertrand Piccard lançou o projeto Solar Impulse, em 2003, e desde então estabeleceu parcerias com a Escola Politécnica de Lausanne, na França, a Agência Espacial Europeia e a fabricante francesa de aviões civis e militares Dassault. Após alguns anos de muitas pesquisas, a dupla projetou o HB-SIA, um avião que realizou seu primeiro voo em abril de 2010.

A prova de fogo aconteceu em julho daquele ano, quando Borschberg conduziu a aeronave durante a noite. Após 26 horas, 10 minutos e 19 segundos no ar, o avião abastecido por placas solares conseguiu completar seu primeiro voo noturno com sucesso. Agora, a Solar Impulse inicia a construção de sua segunda aeronave, a HB-SIB, que planeja completar a volta ao mundo sustentável em 2014. A conferir!


Painéis: cerca de 11,5 mil células de silício foram instaladas para capturar a energia solar.

Envergadura: com 63,4 metros, as asas têm tamanho semelhante às de um Airbus A340.

Leve: Com 1,6 mil quilos, o peso do avião se compara ao de um carro.

Durante a noite, o HB-SIA voa em uma altitude de 1,5 mil metros, com velocidade de 45 quilômetros por hora para economizar a energia armazenada em baterias.

Fonte: Planeta Sustentável