sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Hello Compost: lixo orgânico vale comida em NY


Já citamos alguns programas de incentivo à reciclagem que oferecem comida em troca de doação de resíduos recicláveis. Mas esta iniciativa em Nova York tem um motivo um pouco diferente: o de promover a separação de resíduos orgânicos. A ideia é trocar restos de comida por frutas e verduras frescas.

O programa, chamado Hello Compost, foi idealizado por estudantes da escola de design Parsons e é destinado a famílias de baixa renda que moram em Nova York. Os participantes ganham sacos de lixo resistentes, desenhados para impedir a proliferação do mau cheiro, e separam os restos de comida no seu dia a dia.

A iniciativa tem parceria com o Project EATS, uma rede de hortas e agricultores urbanos dentro da cidade. São eles quem recebem as bolsas das famílias participantes, as pesa e oferecem créditos (equivalente ao peso de cada sacola) que pode ser usado para comprar comida que produzem.

Separar restos orgânicos talvez seja uma grande mudança de costume para essas famílias. Mas a ideia de trabalhar com esse publico é justamente porque sua preocupação maior é a garantia de alimentos para todos a cada mês.


É como se o ciclo dos alimentos fosse fechado, já que os resíduos entregues passam por processo de compostagem e dão origem a adubos e fertilizantes naturais que, por sua vez, são usados no cultivo de novos alimentos. De quebra, o Hello Compost promove o consumo de frutas e verduras e a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis. Um bom incentivo, não?

Fonte: SuperInteressante

Jovem cria serviço de ônibus movido a biocombustível em Detroit


Depois que as autoridades públicas de Detroit cancelaram o projeto urbanístico de transporte na cidade, o empreendedor Andy Didorosi, de 26 anos, criou a Detroit Bus Company, uma eficiente alternativa de mobilidade urbana. Trata-se de uma frota de ônibus reformados, movidos a biocombustível, que surgiu com o dinheiro arrecadado pela venda de roupas e outros itens.

O objetivo da companhia de ônibus é oferecer itinerários que integrem os subúrbios aos principais pontos de interesse da cidade, não só diminuindo o uso de automóveis, como também atendendo à população menos favorecida de Detroit. A opção de transporte também possui um aplicativo para smartphones, que faz com que os cidadãos acompanhem a localização exata dos ônibus e a previsão de chegada nas paradas.

Com a cidade canadense enfrentando crises em diversos setores, Didorosi acredita que o serviço tem por objetivo reconstruir a relação dos habitantes com o cenário urbano. "Em outras cidades, você é um passageiro, que pode apenas viajar e fazer suas tarefas. A cidade funciona sem você”, explicou Didorosi ao jornal norte-americano The Huffington Post. “Mas, aqui em Detroit, você pode fazer a diferença. É possível criar um modal de trânsito, ou uma nova maneira de educar os filhos. É diferente de qualquer outro lugar do mundo", completa o empreendedor.

A companhia de transporte surgiu após um projeto viabilizado em seis meses, período em que ocorreram as reformas nos ônibus (que têm design irreverente, com grafites e outras intervenções) e as negociações com as autoridades locais. Em outubro do ano passado, a Detroit Bus Company promoveu uma ação para garantir o transporte  escolar das crianças  que moram nos subúrbios e nas áreas mais perigosas da cidade.


Fonte: CicloVivo

São Paulo "rouba" 90% da água distribuída para a população


A água que abastece a capital paulista e a região metropolitana é "roubada" – menos de 10% das necessidades hídricas são preenchidas pelos corpos d’água locais. Para suprir a demanda do recurso, é feita uma transposição da bacia hidrográfica do Rio Piracicaba, no interior do Estado, que desvia 33 mil litros de água por segundo. Além do deslocamento do recurso natural, a prática também interfere no cenário ambiental e traz impactos econômicos negativos.

O apontamento foi realizado pelo Instituto Trata Brasil, responsável pela produção de um estudo que comprovou que 40% da água processada não é faturada, ou seja, não gera receita para a operadora.

Dirceu D’Alkmin Telles, professor doutor em Engenharia Hidráulica pela Escola Politécnica da USP e colaborador da Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT), alerta que a situação é delicada, mas que há formas de amenizar o problema. "Uma solução prática e barata para melhorar esse cenário é a água de reuso. Por não passar por tratamento, ela pode ser utilizada para uso não potável em residências, indústrias e outros serviços de saneamento", explica o especialista.

Ainda de acordo com Telles, aproximadamente 90% das atividades realizadas atualmente poderiam utilizar este método. "Apesar de não ser própria para consumo humano, a água de reuso pode ser aproveitada, na indústria, na lavagem de áreas públicas e nas descargas sanitárias de condomínios. Além disso, as novas construções poderiam incorporar sistemas de aproveitamento da água da chuva", continua.

A reutilização da água não é um conceito novo e já vem sendo praticado fora do país, no entanto, com a crescente demanda pelo recurso, o tema voltou em pauta nas discussões sobre planejamento urbano, sustentabilidade e desenvolvimento. Recentemente, o Portal CicloVivo divulgou que a Cidade do México tem planos de aproveitar a chuva para suprir a demanda de água nos períodos mais secos do ano.


Fonte: CicloVivo

Empresário é ameaçado de morte por criar lâmpada que dura mais de 25 anos

O empresário Benito Muros, presidente da OEP Electrics e do movimento Sem Obsolescência Programada (SOP), diz ser possível comprar produtos que tenham vida útil prolongada. Tal declaração rendeu a ele e a sua família ameaças de morte



Tudo começou quando Benito Muros soube da lâmpada que está num parque do corpo de bombeiros de Livermore (Califórnia, EUA). Ela entrou no Guinness Book (livro dos recordes) por estar acesa há 111 anos (veja mais no vídeo abaixo). Ele, então, viajou até a cidade para saber mais sobre a tal lâmpada. Para isso, entrou em contato com os descendentes e conhecidos dos criadores da lâmpada, já que não existia documentação a respeito. Foi aí que o empresário espanhol resolveu criar, junto com outros engenheiros, uma linha de iluminação que dure "toda a vida".



Benitos afirma que a lâmpada LED feita a partir de uma lógica que nega a obsolescência programada, e criada pela empresa OEP Electrics- a qual ajudou a fundar, dura mais de 25 anos. Ele enumera as seguintes  vantagens dessa lâmpada:
-Poupança energética de até 92%;
-Emissão de até 70% a menos de CO2;
-25 anos funcionando 24 horas por dia, 365 dias por ano;
-92% menos eletricidade que uma lâmpada incandescente e 85% em relação às alógenas;
-Não contém tungstênio e nem mercúrio;
-Não possui metais pesados que demoram para desintegrar;
-São recicláveis e seguem todas as normas ambientais;
-Se a lâmpada apresentar algum problema, é possível consertá-la.
O segredo para a longa duração da lâmpada LED da OEP Electrics, segundo Benitos, está na qualidade dos materiais usados para a sua fabricação. E afirma que um dos objetivos da companhia é “forçar outras empresas a fabricarem produtos com vida útil também prolongada. O atual modelo econômico está levando a economia, as pessoas e muitos países à ruína. Produtos mais ecológicos e duradouros são necessários”.

Mas essa iniciativa não está sendo bem vista. O empresário espanhol diz que o ministro da indústria não quis recebê-lo num encontro em que Benitos tinha como objetivo explicar as intenções de seu projeto, e que algumas empresas do ramo lhe ofereceram milhares de dólares para tirá-la do mercado. Por todos esses motivos, a lâmpada não é vendida nos mercados, apenas na internet, por 37 euros. Além de tudo, ele diz estar sendo ameaçado de morte. Assista ao vídeo abaixo (em espanhol), em que Muros Benites explica toda essa história:




Fonte: eCycle

Os maiores especialistas em veículos elétricos da América Latina estarão reunidos em São Paulo

O futuro da mobilidade urbana nos grandes centros, as novas tecnologias para os veículos elétricos, as redes elétricas inteligentes, entre outros temas, serão debatidos no Congresso de Veículos elétricos que será realizado nos dias 11 e 12 de setembro

 
Alguns dos maiores especialistas brasileiros e estrangeiros em veículos elétricos se reunirão, em São Paulo, para discutir o cenário atual do segmento no país, o desenvolvimento e uso dos carros elétricos pela população, os gargalos, além dos mitos e fatos que ainda imperam sobre essa modalidade de locomoção. O encontro acontecerá no Congresso de Veículos Elétricos, que será realizado nos dias 11 e 12 de setembro.

Um dos principais nomes presentes no Congresso é o do colombiano Manuel F. Oliveira, diretor regional na América Latina do C40 - Climate Leadership Group, que reúne as principais cidades no mundo no intuito de unir esforços para reduzir as emissões de gases na atmosfera. Na ocasião, o executivo vai abordar as ações que estão sendo discutidas pelo grupo, inclusive, o uso do acionamento elétrico nos transportes.

De olho no compromisso com as emissões e a questão da mobilidade urbana, assuntos que ganham cada vez mais destaque na sociedade mundial, as principais montadoras do mundo já lançaram, ou estão em vias de lançar, modelos de veículos elétricos. Com vistas para o desenvolvimento desses modelos aqui no Brasil, o Congresso promoverá o painel “Carros elétricos no Brasil: perspectivas dos fabricantes”, que falará sobre o estímulo e as barreiras para a penetração dessa modalidade de transporte no país, que contará com a participação de Antônio C. Prataviera Calcagnotto, vice-presidente da Anfavea, e diretor de relações institucionais, governamentais e SER-DRI da Renault-Nissan.

Os veículos elétricos, além de serem mais econômicos e ecologicamente corretos, podem, em um futuro próximo, servir, por exemplo, como um gerador de energia alternativo. O assunto será explorado no painel “Os veículos elétricos e as redes de distribuição inteligentes”, que contará com a participação de um dos mentores do assunto, Cyro Boccuzzi, Diretor do Fórum Latino Americano de Smart Grid.

O transporte de cargas e passageiros, que utiliza o diesel como combustível, é uma das principais fontes de emissão nos grandes centros urbanos. E para estimular as discussões sobre o tema, Jayme Buarque de Hollanda, presidente do conselho diretor da ABVE, e diretor geral do INEEB, falará sobre as novas tecnologias que estão sendo trabalhadas para o desenvolvimento de caminhões híbridos movidos a etanol, com acionamento distribuído. Em complemento ao tema, Ieda Maria de Oliveira, diretora da Eletra, e membro do conselho diretor da ABVE, falará sobre a disseminação dos ônibus elétricos no Brasil.

Diante desse contexto de reformulação, o desenvolvimento da indústria de componentes se torna vital para atender uma demanda que cresce sistematicamente. O tema será tratado no painel “Motores elétricos e sistemas de controles dos veículos elétricos”, e será apresentado por Walter Luiz Knihs, gerente de projetos da empresa WEG Automação, e membro do conselho diretor da ABVE.

Também será alvo de palestra a Fórmula SAE Brasil, a mais antiga sociedade de engenheiros automotivos. A Associação esteve à frente das principais evoluções tecnológicas dos veículos elétricos ao longo dos anos. Para falar sobre esses cases, e a atuação da SAE Brasil no segmento, estarão presentes Ronaldo Mazará Júnior, Diretor do SAE; e Ricardo Takahira, diretor de novos negócios do SAE, e membro da ABVE.

O Congresso, que promete ser uma dos mais importantes palcos de discussão sobre os veículos elétricos no mundo, será realizado em paralelo ao Salão latino Americano de Veículos elétricos, Componentes e Novas Tecnologias, que terá início no dia 10, e reunirá os maiores fabricantes de veículos elétricos e componentes, como Mercedes, CPFL, Renault/Nissan, Toyota, Eletrabus, Auxter, Still, Moura, Weg e DropBoards, e conta com o patrocínio da UTE Norte Fluminense, Rádio SulAmérica Trânsito e Itaipi Binacional.


Para se credenciar no Congresso, conferir a grade completa de temas e palestrantes, além de garantir a sua participação no Salão, acesse o site oficial do evento: www.velatinoamericano.com.br.

Fonte: eCycle

Artista cria instalações nas ruas usando lixo

Ideia se deu a partir da proibição de pintar ruas e paredes na cidade de Barcelona, em 2006

 
O que para muita gente é sujeira, torna-se matéria-prima para obras de arte questionadoras da sociedade de consumo. Quando vivia em Barcelona, no ano de 2006, o espanhol Francisco Pájaro já era um artista que praticava intervenções urbanas. No entanto, uma lei que passou a vigorar exatamente naquele ano, proibia que equipamentos públicos urbanos fossem alvos de obras.

"De repente, toda a liberdade foi eliminada. Todos os melhores artistas de Barcelona foram embora. Eu não podia pintar o chão, as paredes, mas  no lixo era permitido e eu comecei a pintar uma cadeira, um colchão, materiais descartados e, pouco a pouco, fui fazendo pequenas descobertas", afirma o artista, em seu blog.

Levando o lema "arte é lixo" às últimas consequências, Pájaro se mudou para Londres e passou a intervir na cidade, mas também organizou mostras em locais fechados.

Confira mais imagens abaixo e entre no blog do artista para conhecer mais sobre seu trabalho:




 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Shopping em SP inaugura praça de papelão


O Parque Shopping Barueri inaugura neste mês a “Praça de Papelão”, espaço que tem o objetivo de oferecer não apenas uma área de descanso e lazer, como também conscientizar da importância do uso de materiais sustentáveis.

Bancos, cadeiras, estantes e luminárias feitas de papelão e de MDF de madeira de florestas plantadas fazem parte do novo espaço de convivência do shopping. Além dos móveis, árvores, arbustos, passarinhos e caramanchões também feitos de papelão, completam a praça forrada com grama artificial.


O projeto e o processo de fabricação dos móveis foram pensados para respeitar o meio ambiente. Os bancos, por exemplo, são predominantemente de papelão (90%) e o MDF corresponde aos outros 10% da estrutura.

“Visamos sempre o maior aproveitamento da matéria prima sem a utilização de produtos tóxicos que possam poluir”, ressalta Felipe Alvares, diretor executivo da Desoltec, empresa responsável pela criação do mobiliário. “Após o desenvolvimento do conceito e do projeto, as peças de MDF são cortadas, os tubos de papelão recebem o acabamento final e são montados por meio de encaixe com pressão, sem o uso de cola”, explicou Alvares.


Os móveis que estarão expostos no empreendimento foram adquiridos pelo Parque Shopping Barueri, e estarão dispostos na Praça de Eventos. Nas datas em que houver alguma atração no local, a praça será desmontada e pequenos espaços de convivência com os móveis serão montados nos corredores do shopping.


O Parque Shopping Barueri está localizado rua General Pedro Divisão R. da Silva, 400, em Barueri, São Paulo.


Fonte: Ciclo Vivo 

Amsterdã possui maior condomínio de contêineres do mundo


Keetwonen é o nome da maior condomínio de contêineres do mundo. Viver em uma dessas “caixas” reutilizadas era um conceito novo na Holanda, quando a empresa Tempohousing lançou a ideia, mas a cidade de Amesterdã deu um passo corajoso para contratar este serviço e torná-lo realidade.

O projeto de moradia estudantil, transformou mil unidades de contêineres para oferecer todas as amenidades que um estudante pode querer. Além do óbvio uso “verde” dos contêineres, Keetwonen integrou um telhado para acomodar a drenagem de águas pluviais, enquanto proporciona a dispersão de calor e isolamento para os contêineres abaixo.


O projeto acabou por ser um grande sucesso entre os estudantes e é agora o segundo dormitório estudantil mais popular oferecido pela empresa "De Key", na cidade. O temor inicial de algumas pessoas era de que as casas de contêiner poderiam ser muito pequenas, barulhentas, frias ou muito quentes, porém tudo acabou por ser infundado. O projeto acabou sendo espaçoso, silencioso e bem isolado e, certamente, é mais valorizado, em comparação com as outras casas de estudantes na cidade.


Os contêineres vêm completos com todas as comodidades, por vezes ausente em dormitórios estudantis: banheiro e cozinha individuais, varanda, quarto separado e sala de estudo, grandes janelas que oferecem uma vista panorâmica e luz natural e, até mesmo, um sistema de ventilação automática com velocidades variáveis. O aquecimento é a partir de um sistema de caldeira de gás natural central.


A água quente é fornecida por um tanque de 50 litros por casa e uma conexão de internet de alta velocidade está incluída, bem como um sistema central de telefonia para os visitantes na porta principal.


Todo o projeto foi concebido de acordo com a maneira que os estudantes gostam de viver: um lugar para si sem ter que dividir o chuveiro e vaso sanitário com estranhos. Mas, ao mesmo tempo, a ideia é oferecer uma gama de possibilidades para participarem da vida social do dormitório, incluindo as festas.

A “cidade universitária” conta com um café, supermercado, espaço de escritórios e área de esportes. As unidades são organizadas em “blocos” e cada bloco contém uma unidade de serviço com eletricidade centralizada, internet e sistemas de rede. Os blocos têm uma área fechada interna para estacionamento de bicicletas.

Embora o projeto tenha sido inicialmente concebido para permanecer neste local por apenas cinco anos, espera-se que a transferência seja adiada para 2016. O projeto começou no final de 2005 (primeiras 60 casas comissionadas) e foi concluída em meados de 2006.


Fonte: Ciclo Vivo 

Capital do México pode ser abastecida com reservatórios de água da chuva

Reaproveitamento de águas pluviais poderá ajudar a combater períodos
 secos na capital mexicana. | Foto :*CliNKer*/Flickr

Um projeto criado pela Universidade Autônoma Metropolitana (UAM) viabiliza a instalação de um sistema capaz de coletar a água pluvial na Cidade do México, com objetivo de combater as enchentes no município (na estação das chuvas) para garantir o acesso à água nos períodos mais secos. A medida vem sendo estudada por cientistas e autoridades públicas, que buscam um meio sustentável de fortalecer a economia local e amenizar os efeitos do aquecimento do planeta.

Simplesmente conhecido como Coleta de Água Pluvial, o projeto ainda está em fase de testes.  De acordo com os idealizadores, a intenção da iniciativa é espalhar 50 pontos de coleta de águas pluviais em todas as regiões da cidade. Depois de tratada, a água captada pelos módulos deverá ser direcionada às escolas e às localidades em que a falta do recurso afeta, inclusive, a saúde das pessoas e a atividade econômica.

Quando for viabilizada, a medida também pode incentivar outros centros urbanos a adotarem o reaproveitamento da água das chuvas – em São Paulo, por exemplo, o mecanismo poderia se apropriar das fortes enchentes do período de chuvas para garantir o uso de água nos dias mais secos do ano. Com os testes de aprimoramento em tecnologia verde, os pesquisadores esperam atingir um raio maior no território do país, não apenas atendendo à população da Cidade do México.

Por enquanto, a maior dificuldade encontrada é a liberação de verbas para a execução do plano, mas, em médio prazo, o sistema de reaproveitamento pluvial vai trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos. De acordo com o portal Veoverde, as despesas com abastecimento de água na Cidade do México custam 10 bilhões de pesos por ano para os governantes.


Fonte: Ciclo Vivo 

Jardim Botânico/RJ exibe fotos de natureza e realiza debates sobre observação de aves

Neste final de semana, 31/08 e 01/09, o espaço cultural do Jardim Botânico do Rio de Janeiro exibirá fotos de natureza e também será palco de debates sobre observação de aves e meio ambiente. O evento, gratuito para o público, também terá programação para crianças como peça de teatro, contação de história e oficina de brinquedos feitos com gaiolas apreendidas.

Entre os destaques da programação está a palestra de abertura - Fotografia de Natureza - do fotógrafo Haroldo Palo Jr., no Teatro Tom Jobim. Suas fotos habitualmente são utilizadas por instituições mundiais de preservação ambiental.

No domingo, às 10h, Príamo Melo da AFNATURA - Associação de Fotógrafos da Natureza, falará sobre Fotografia de Paisagem. Às 14h, no Lago das Tartarugas, o workshop sobre Tratamento de Imagens será ministrado pelo fotógrafo Gabriel Mello.

O evento é uma realização coletiva da AFNATURA (vc já falou da associação assim, não precisa repetir o nome inteiro aqui), da Avistar Brasil e do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico, com o Clube de Observadores de Aves do Rio de Janeiro (COA-RJ) e Associação de Amigos do Jardim Botânico (AAJB).

Confira a programação completa no site da Avistar Brasil.


Fonte: Planeta Sustentável 

CONVITE - PAINEL: "SENSORES APLICÁVEIS AO SANEAMENTO"


Sistema portátil fornece energia elétrica para bikes


O dispositivo permite ao ciclista atingir a velocidade de 25 km/h

Produzido no Reino Unido, o Rubbee é um sistema de acionamento elétrico, que vem na forma de uma pequena caixa pronta para ser acoplada em uma bicicleta em menos de 1 minuto e sem ter que sujar as mãos.


O dispositivo inclui baterias que impulsionam uma borracha que se estabiliza em cima da roda traseira da bike, a fim de transferir a energia necessária para auxiliar o ciclista durante as pedaladas.

Segundo os criadores da tecnologia, o dispositivo tem uma eficiência de 96% de transferência de energia e permite que os ciclistas cheguem a uma velocidade de 25 km/h. O produto já é disponibilizado nos Estados Unidos, Canadá, Europa, Austrália e Ásia.

Assista ao vídeo de apresentação do Rubbee:






Usina promete ser a primeira do mundo a transformar CO2 em tijolos


Planta industrial vai contar com investimentos de AU$ 9 milhões (R$ 19,09 milhões)
Foto: Dan Cox/ABC News

Principal vilão entre os gases de efeito estufa, responsáveis por acelerar as mudanças climáticas, o dióxido de carbono (CO2) pode ser transformado em tijolos e outros materiais para a indústria da construção, segundo pesquisadores australianos da Universidade deNewcastle

Uma usina tem servido de projeto piloto nas próprias instalações da universidade australiana. A captura do CO2 e a conversão do gás em tijolos são resultantes de mais de seis anos de estudo do Centro de Pesquisas Energéticas da instituição de ensino, da empresa química Orica e do Grupo GreenMag. Ao todo a planta industrial vai contar com investimentos de AU$ 9 milhões (R$ 19,09 milhões) e precisará de pelo menos quatro anos para ser concluída.
Funciona assim: os pesquisadores replicam um processo geológico pelo qual o CO2 é combinado com minerais como o magnésio e o cálcio. Em seguida, o gás torna-se inerte. Todavia, como tal reação ocorre lentamente, um dos desafios do projeto é acelerá-la.

Solução alternativa

"Os tijolos podem ser usados ​​como materiais de construção, além de atuarem como depósitos de carbono", destacou à ABCNews Ian Smith, executivo-chefe da Orica. Segundo ele a solução alternativa poderia ainda estimular a contratação de geólogos para trabalhar nas usinas.

Os tijolos de CO2 podem servir como pedra para pavimentação das ruas e construções ambientalmente corretas. Com os níveis de dióxido de carbono tendo atingido mais de 400 partes por milhão em 2013, este tipo de tecnologia pode ser fundamental para diminuir a tendência do aquecimento global.

De acordo com o projeto, 50 plantas de captura de carbono em todo o mundo poderiam 'sequestrar' mais de um bilhão de toneladas de CO2 anualmente.



"Água pela paz" é tema de festival no Distrito Federal

O evento é realizado desde o ano 2000

Sede de aprender e também de se divertir. Estes eram os sentimentos que podiam ser notados nos rostos de centenas de crianças e adolescentes que participaram da nona edição do Festival Água no 3º Milênio, realizada no Distrito Federal, entre os dias 22 e 25 de agosto, que reuniu palestras, oficinas, filmes ecológicos e atividades artísticas.

Sob o lema Água pela Paz, o evento que é realizado desde o ano 2000 em algumas cidades brasileiras e também em Madrid (Espanha) contabiliza 31 edições. Esta última foi executada pela primeira vez após a aprovação da lei 5.033, de 25 de fevereiro de 2013, que inclui a iniciativa como parte do calendário oficial do Distrito Federal.

Entre as atividades, o biólogo e sargento do Corpo dos Bombeiros Paulo Santos atraiu a atenção dos jovens participantes com a palestra interativa sobre prevenção de incêndios no bioma Cerrado, destacando a importância da mata para a preservação das nascentes.

Em busca de associar arte ao trabalho de conscientização ecológica, o evento ainda contou com uma exposição de trabalhos de artistas plásticos, fotógrafos e painéis com poesias. À frente dos trabalhos estiveram integrantes da Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico e professores e alunos da rede pública do Distrito Federal.

Imóveis sustentáveis de Salvador podem ter desconto de 10% no IPTU


Terceira maior cidade do Brasil, Salvador pode passar a dar desconto para imóveis sustentáveis a partir de 2014

A prefeitura de Salvador pretende conceder desconto de 10% no IPTU dos imóveis que forem construídos ou adaptados com base às normas de sustentabilidade, informou na quarta-feira, 28 de agosto, o site do jornal Correio. Se enquadram as casas ou apartamentos que fazem o uso racional dos recursos, como aproveitamento da água da chuva e tratamento do que for utilizado na obra.

A decisão foi anunciada pelo prefeito Antonio Carlos Magalhães Neto na terça-feira (27), em reunião com a bancada governista no Palácio Thomé de Souza. A medida será incluída no projeto de lei que pretende modificar os critérios de progressão da alíquota do IPTU e atualizar o valor venal dos imóveis para a cobrança do imposto.

A expectativa da prefeitura é de enviar o projeto à Câmara ainda no segundo semestre de 2013, para que seja aprovado e comece a valer em 2014. “Visitando outras cidades pelo país, eu vi que esse desconto era uma realidade e estimulava as pessoas a serem mais racionais na construção e no uso dos recursos naturais”, ponderou o vereador Paulo Câmara (PSDB), que sugeriu o desconto à prefeitura por meio de uma indicação.

Nos critérios de avaliação da sustentabilidade são levados em consideração o uso de projetos de engenharia que privilegiam a ventilação e luminosidade naturais, por exemplo, em vez de ar-condicionado e iluminação artificial, além da reciclagem de produtos, reutilização de materiais e destinação correta de resíduos.

Segundo a organização não governamental Green BuildingCouncil Brasil, responsável pela certificação Ledd, inicialmente a despesa com a obra pode ser até 7% maior que o normal. Porém em longo prazo, reduz-se de 8% a 9% o custo operacional; em 30% o consumo de energia; até 50% o consumo de água; e em 80% os resíduos sólidos.



Arquitetos brasileiros projetam casa em harmonia com a Mata Atlântica


O escritório brasileiro Nitsche Arquitetos projetou e construiu uma casa sustentável em meio à Mata Atlântica. A moradia está situada na praia de Iporanga, no litoral de São Paulo, e mescla conforto, beleza e cuidado com a natureza.

A pedido dos proprietários os arquitetos tiveram que planejar uma casa que fosse espaçosa, mas que ao mesmo tempo ocupasse o menor espaço possível no terreno, para preservar a vegetação nativa que está em seu entorno. Assim, a opção escolhida foi construir uma casa alta, com três andares e cômodos muito bem divididos.
  
 
O resultado foi uma casa com 400 m2. No primeiro pavimento está o espaço reservado para serviços, com uma lavanderia, um depósito e um quarto. No segundo piso estão as áreas comuns, sala de jantar, cozinha, sala de estar e também a piscina. Enquanto o último andar reserva cinco suítes.

 
Quase toda a fachada da casa é feita em vidro, para permitir o maior aproveitamento da luminosidade natural e permitir aos habitantes manter um contato maior com a paisagem externa. No entanto, os dormitórios também possuem grandes cortinas de nylon para fornecer maior privacidade aos residentes.

 
Os principais materiais usados na estrutura da casa foram concreto, madeira e alumínio. Os arquitetos se preocuparam em seguir padrões da arquitetura local e em minimizar a quantidade de resíduos resultantes da obra. A construção teve início em 2005 e foi concluída em 2006. O trabalho rendeu aos arquitetos a segunda colocação no Prêmio Jovens Arquitetos IAB de 2007.

Fotos: © Nelson Kon. Com informações do ArchDaily.


Fonte: CicloVivo

Sem licença ambiental, obras do autódromo do Rio são suspensas


As obras de construção do Autódromo Internacional do Rio de Janeiro, em Deodoro, zona oeste, vão continuar paradas até que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) aprove o Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA/Rima). A determinação é da Justiça fluminense.

O pedido foi feito pelo Ministério Público (MP) do Estado do Rio de Janeiro, que questionou a “decisão do estado e do Inea de dispensar o EIA para a autorização de implantação do novo autódromo no local escolhido”. De acordo com o MP, o Inea “atestou a viabilidade ambiental do projeto sem prever e avaliar todos os impactos”.

A decisão da Justiça questiona o fato de a área ser rica em vegetação de Mata Atlântica e também ter artefatos explosivos enterrados, pois no local onde está sendo construído o autódromo funcionava um centro de treinamento do Exército.

De acordo com o Inea, não há exigência na lei para que seja feito o estudo de impacto ambiental para empreendimentos como autódromos, mas, como houve decisão judicial, o órgão vai avaliar o estudo. O órgão informa que “não recebeu, até agora, o EIA/Rima do Ministério do Esporte, exigido pela Justiça”.

O Comando Militar do Leste foi procurado pela Agência Brasil, para informar se foi feita a descontaminação do terreno, mas não se pronunciou até o fechamento desta matéria. O Ministério do Esporte também foi procurado pela reportagem, mas não se pronunciou.


Por Akemi Nitahara da Agência Brasil

Fonte: CicloVivo

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

IV Conferência Municipal do Meio Ambiente São Paulo

Quais são os principais problemas na maior cidade do país:

Mudanças climáticas e cidades abarrotadas de resíduos são a face mais visível de uma crise provocada por um modelo de produção e consumo que desequilibra o meio ambiente. É impossível mudar esse quadro sem a participação e o comprometimento da sociedade e suas instituições públicas e privadas.
  •   Geração excessiva e crescente de resíduos
  •   Aterramento sem recuperação dos resíduos
  •   Responsabilidades ainda não compartilhadas
  •   Exclusão dos catadores de matérias recicláveis
  •   Esgotamento do antigo modelo de manejo e gestão

A situação de São Paulo reflete a inexistência de um compartilhamento de responsabilidade.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos obriga que todos avancem em conjunto: o poder publico, os cidadãos, os responsáveis pela produção distribuição dos matérias, produtos  consumidos nos domicílios, na construção civil, nos serviços de saúde, em bares, hotéis, restaurantes escolas, escritórios, feiras livres, supermercados, entre outros estabelecimentos privados e públicos.

O que mais podemos realizar, contando com a participação de todos?

Os resultados obtidos nos encontros serão levados à IV Conferência Municipal do Meio Ambiente,  que terão os resíduos sólidos como tema central das discussões. Tudo isso deverá fornecer elementos para elaboração da nova versão do Plano gestão integrada de resíduos sólidos até o final de 2013, que tratará de mais de 20 tipos de resíduos sólidos.

O plano de metas do governo
O plano de 100 metas apresentado pelo governo municipal para os próximos 4 anos , visa ampliar as coletas seletivas de 2% para 10% por meio da ampliação deste serviços para todos os 96 distritos e construção com 4 centrais mecanizadas de triagem.

Programação:

Abertura

30 de agosto (sexta-feira), às 18h.

Apresentação
Aprovação do regimento
Desenvolvimento de trabalho de delegados (as)

31 de agosto (sábado), das 9h às 17h

Debates nas salas temáticas
Encaminhamento de propostas
1 de setembro (domingo), das 09h às 14h

Apresentação de proposta
Eleição de delegados (as)

Encaminhamento para as conferências Estadual e Nacional

Inscrições pelo site:


Local: Centro de convenções do Anhembi – Auditório Celso Furtado(Av. Olavo Fontoura, 1,209 – Santana –São Paulo/SP)
Informações:  11 3397-1759



Fonte: Prefeitura de SP 

Greenpeace protesta em Brasília contra leilão de usina de carvão

O Greenpeace despejou uma tonelada e meia de carvão em
 frente ao ministério de Minas e Energia | Foto: Greenpeace / Divulgação
O Greenpeace protestou nesta quarta-feira em frente ao ministério de Minas e Energia, em Brasília, contra a proposta do governo de oferecer a empresas privadas as operações de três novas usinas térmicas movidas a carvão. O leilão, que será realizado na quinta-feira, representa a retomada do carvão como fonte de energia depois de quatro anos sem ser ofertado no mercado elétrico brasileiro.

Durante o protesto, o Greenpeace despejou uma tonelada e meia de carvão em frente ao ministério. Além disso, entregou uma carta ao ministro da pasta, Edison Lobão.

No documento, que foi distribuído aos jornalistas, a ONG disse que a retomada do uso do carvão como fonte de energia representa um "retrocesso histórico para o País" e alertou que "de todos os combustíveis fósseis" este é o que "mais emite mais gases poluentes".

O Greenpeace lamentou que "enquanto o mundo inteiro procura formas mais limpas de gerar energia, o Brasil ignora seu enorme potencial de fontes renováveis, como solar, eólica e biomassa, para optar pela mais suja de todas".

Dos projetos de usina a carvão que serão leiloados amanhã, dois ficarão no Rio Grande do Sul e o outro no Rio de Janeiro.


Fonte: Terra.com 

Usina promete ser a primeira do mundo a transformar CO2 em tijolos

Principal vilão entre os gases de efeito estufa, responsáveis por acelerar as mudanças climáticas, o dióxido de carbono (CO2) pode ser transformado em tijolos e outros materiais para a indústria da construção, segundo pesquisadores australianos da Universidade de Newcastle. 

Uma usina tem servido de projeto piloto nas próprias instalações da universidade australiana. A captura do CO2 e a conversão do gás em tijolos são resultantes de mais de seis anos de estudo do Centro de Pesquisas Energéticas da instituição de ensino, da empresa química Orica e do Grupo GreenMag. Ao todo a planta industrial vai contar com investimentos de AU$ 9 milhões (R$ 19,09 milhões) e precisará de pelo menos quatro anos para ser concluída.

Funciona assim: os pesquisadores replicam um processo geológico pelo qual o CO2 é combinado com minerais como o magnésio e o cálcio. Em seguida, o gás torna-se inerte. Todavia, como tal reação ocorre lentamente, um dos desafios do projeto é acelerá-la.

Solução alternativa

"Os tijolos podem ser usados ​​como materiais de construção, além de atuarem como depósitos de carbono", destacou à ABC News Ian Smith, executivo-chefe da Orica. Segundo ele a solução alternativa poderia ainda estimular a contratação de geólogos para trabalhar nas usinas.

Os tijolos de CO2 podem servir como pedra para pavimentação das ruas e construções ambientalmente corretas. Com os níveis de dióxido de carbono tendo atingido mais de 400 partes por milhão em 2013, este tipo de tecnologia pode ser fundamental para diminuir a tendência do aquecimento global.

De acordo com o projeto, 50 plantas de captura de carbono em todo o mundo poderiam 'sequestrar' mais de um bilhão de toneladas de CO2 anualmente.


Fonte: Ecodesenvolvimento.com 

Descoberta da diabetes fez empreendedor investir em produtos sustentáveis


O que você faria se tivesse que interromper uma carreira promissora devido a descoberta de uma doença? O jovem Gabriel Silva, de 23 anos, vislumbrou no problema uma grande oportunidade para enveredar como empreendedor de produtos ambientalmente corretos, além de se tornar uma pessoa mais saudável e em paz com a própria consciência.



Há cerca de três anos ele descobriu que estava acometido por um tipo raro de diabetes. Nessa época ele trabalhava como piloto de avião de uma grande empresa, mas teve de interromper a carreira por causa das doses de insulina necessárias ao tratamento.

A diabetes inspirou uma verdadeira revolução na vida de Gabriel. Ele teve de cortar os carboidratos da alimentação e, por decisão própria, deixou de consumir carne, tornando-se vegetariano. Preocupado com as causas ambientais, o jovem aproveitou a experiência de 30 anos que o pai acumula no setor calçadista para criar um negócio próprio: nascia a Ahimsa, uma loja virtual de produtos ambientalmente corretos, com sede administrativa em Franca, no interior de São Paulo.


"Veio a ideia de repassar minha experiência ao coletivo, tendo como meta despertar por meio de produtos (nesse caso os sapatos, carteiras, bolsas) uma cultura de não consumo de mercadoria com insumos animais", explicou Gabriel. A marca, idealizada em meados de 2012, começou a operar na web em julho de 2013, e tem o consumo consciente e a sustentabilidade como conceito.

Produtos ecofriendly

Entre os produtos com maior saída, segundo o empresário, está a bota Desert (masculina e feminina), baseada na tradicional Desert Boot britânica, mas que nessa versão conta com materiais reciclados na parte externa do cabedal. Outro destaque de vendas é o sapato masculino Derby, que não tem materiais sintéticos ou insumos animais em sua produção. "É o calçado que está nos meus pés agora", relata o empreendedor.

Segundo Gabriel a loja trabalha com diversas fábricas da região de Franca como fornecedoras e nasceu incubada na marca que o pai, Cisso Silva, administra e disponibiliza para o mercado externo. "A linha colorida de nossos produtos conta com fios de PET reciclados e algodão orgânico. Também trabalhamos com retalhos de tecidos reaproveitados", exemplifica.



Natureza questionadora

De acordo com o empreendedor, o projeto da Ahimsa foi influenciado pelo mercado norte-americano, que tem a qualidade do atendimento como um dos diferenciais. "Disponibilizamos frete grátis para o Brasil inteiro, fazemos questão de nós mesmos atendermos às solicitações dos clientes e enviamos uma carta com informações sobre a origem do produto que ele está adquirindo", garante.

O público-alvo da loja virtual é o foco nas pessoas que simpatizam com a causa da sustentabilidade em geral, dotadas de natureza questionadora, como vegetarianos e veganos, por exemplo. "Produzimos sem pensar em uma classe social específica. Nossa maior missão é disseminar o conceito para depois vendermos os produtos." Na visão do empreendedor, há um vazio no país em relação a produtos desenvolvidos com o que ele define como "ideologia sustentável".

Segundo Gabriel a loja ainda não tem uma certificação relacionada a sustentabilidade dos produtos, mas esse é um objetivo do empreendimento. Como a inauguração foi recente, ele prefere sentir o desenvolvimento do mercado com o passar do tempo para falar em metas e expectativa de receita, mas ressalta que as vendas nos primeiros meses já superaram as estimativas iniciais.


Fonte: Ecodesenvolvimento.com