Devastada por alguns terremotos em 2010 e 2011, a cidade de
Christchurch, na Nova Zelândia, foi se reconstruindo aos poucos. Entre as
iniciativas que surgiram para ocupar o espaço público da cidade, houve uma com
objetivos social e ambiental: promover encontros comunitários em um espaço que
impactasse de leve o território. Essa era a missão da Pallet Pavilion, uma
praça construída com mais de três mil palets de madeira usados.
O projeto é da organização Gap Filler – que surgiu
justamente para preencher as áreas vazias da cidade depois dos terremotos – e
contou com a criatividade de designers nativos. Sua construção envolveu
trabalho voluntário de mais de 250 moradores de Christchurch, teve o apoio de
cerca de 50 empresas locais e durou seis semanas. Os palets usados foram
reaproveitados de uma construção que havia sido demolida. A inauguração foi em
dezembro do ano passado.
A princípio a Pallet Pavilion seria um projeto temporário.
Funcionaria apenas durante o verão, promovendo eventos como apresentações
musicais, projeções de cinema, oficinas infantis, torneios de palavras-cruzadas
e mercados de segunda mão. Mas quando chegou a hora de desmontar a praça, os
moradores se mobilizaram para manter o projeto ali para sempre. Eles fizeram
campanha de financiamento coletivo para arrecadar US$ 80 mil. A saída
encontrada foi vender patrocínios para cada caixa de madeira.
E não é que deu certo? A Pallet Pavilion funciona até hoje
em Christchurch, patrocinada pela própria população – os nomes dos doadores
foram pintados nas caixas – e promove o centro da cidade como um lugar para
experimentação.
Uma empresa de ônibus do Espírito Santo, na cidade de
Cachoeiro de Itapemirim, tem adotado uma medida eficiente para a empresa e
benéfica para a manutenção do líquido mais precioso da terra. Com 150 veículos
para lavar todos os dias, a Viação Flecha Branca criou há oito anos um sistema
que capta água da chuva e também reutiliza parte do líquido que foi usado
durante a lavagem da frota. A economia é de 2 milhões de litros por mês.
No pátio da lavagem da frota existem valas. É nesses espaços
que a água é escoada e pré-filtrada para passar pelo processo de decantação.
"Toda impureza vai para o fundo da caixa (decantação) e devido aos 18
filtros por onde a água vai passando, quando chega no produto final ela
praticamente está limpa", detalhou o gestor ambiental da empresa, Alcimar
Lemos, ao programa Bom Dia Espírito Santo.
"Essa ideia teve início quando a gente construiu nosso
galpão de manutenção que tem aproximadamente três mil metros quadrados e daí
nós pensamos em captar a água da chuva e reaproveitá-la. Foi no início da
construção e o pensamento principal foi no meio ambiente", contou o
proprietário da empresa, Eduardo Carlette.
Além de economizar a água, a iniciativa evita que milhões de
litros reutilizáveis acabem na rede de esgoto com resíduos de material de
limpeza, como sabão, detergentes e desinfetantes, o que polui diversos sistemas
marinhos.
Outro exemplo
Uma outra empresa de ônibus, a Águia Branca, informou que
reaproveita 2,6 milhões de litros de água por mês na lavagem dos ônibus nas
garagens de Cariacica (ES), Colatina (ES) e São Matheus (ES), Salvador (BA),
São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), usando um sistema semelhante ao adotado
em Cachoeiro de Itapemirim.
Outra iniciativa da empresa é utilizar a água potável dos
galões que ficam dentro de alguns ônibus. O recurso que não foi ingerido pelos
passageiros, antes jogado fora, hoje é reaproveitado na lavagem das capas de
tecido que cobrem os bancos dos ônibus.
Página oferece possibilidade de cruzar estatísticas
Que tal encontrar dados econômicos, sociais e ambientais de
todo planeta em apenas um lugar? É isso que oferece o Carbon Map.
Nessa página, estão disponíveis informações de todos os
países do mundo, referentes ao crescimento demográfico, riqueza, pobreza,
emissões de carbono, renda per capita, reservas de combustíveis fósseis e
muitos outros.
O mais interessante do site é a possibilidade de cruzar os
dados, o que pode resultar em análises mais completas sobre um determinado
tema. Entre as fontes de todos os dados e índices apresentados estão o Banco
Mundial e diversos órgãos da ONU.
De acordo com Duncan Clark e Robin Houston, o objetivo é
ajudar a explicar como os países se encaixam na questão das mudanças
climáticas. Veja abaixo uma reprodução do mapa focando na emissão de CO2 per
capita em cada país (os locais mais escuros são os de maior intensidade de
emissão) e clique aqui para acessar o Carbon Map.
Muitos ainda não sabem o que fazer na hora do descarte
Hoje, o isopor está associado a um número cada vez maior de
hábitos de consumo, seja para garantir que a cervejinha fique gelada, preservar
medicamentos do calor excessivo ou qualquer outra das suas inúmeras funções.
Normalmente, na hora do descarte, ele acaba indo parar no
lixo comum sem nenhuma cerimônia. Mas o que muita gente não sabe é que o isopor
é um tipo de plástico e pode ser reciclado.
O que é?
O isopor é um produto sintético proveniente do
petróleo.Segundo a Associação
Brasileira de Poliestireno Expandido (ABRAPEX), o poliestireno expandido não
contém quaisquer produtos tóxicos ou perigosos para o ambiente e sua produção
está isento de CFCs.O gás contido nas
“células” que juntas formam o isopor é o ar.
O estireno, a principal matéria-prima utilizada na produção
do isopor, é composto químico que foi objeto de dezenas de estudos desde que os
plásticos foram desenvolvidos. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA)
encara essa substancia com desconfiança.
Após observar profissionais que tem contato diário com esse
produto, a agência constatou que pessoas expostas ao estireno passaram a sofrer
de problemas de saúde como dores de cabeça, depressão, perda auditiva e
problemas neurológicos.
De acordo com a EPA, “vários estudos epidemiológicos sugerem
que um vínculo entre a exposição ao estireno e um aumento no risco de leucemia
e linfoma. Entretanto, as evidências não são conclusivas devido à exposição a
múltiplas substâncias químicas e a informação insuficiente sobre os níveis e a
duração da exposição”.
Impacto ambiental
De acordo com análise realizada pela Unicamp, estima-se que
o isopor leve cerca de 150 anos para ser totalmente degradado. Ao chegar ao
meio ambiente, com o passar do tempo, plástico se quebra dando origem ao
microplástico, que possui a capacidade de absorver compostos químicos tóxicos,
como agrotóxicos e pesticidas, e metais pesados, como mercúrio e chumbo,
presentes principalmente nos rios, lagos e oceanos.
Muitos animais como peixes, tartarugas, baleias, golfinhos
confundem esse microplástico e pequenos
pedaços de isopor com organismos marinhos, e acabam se “alimentando”. O
resultado disso é a intoxicação não apenas dos animais marinhos, mas também de
qualquer ser que se alimente deles, incluídos aí os seres humanos.
Problemas da reciclagem
De acordo com estudo realizado pela Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (UFRGS), anualmente, são consumidos cerca de 2,5 milhões de
toneladas de isopor em todo o mundo. No Brasil o consumo é de 36,6 mil
toneladas, cerca de 1,5% do total.
O principal problema para a reciclagem desse tipo de produto
é a viabilidade econômica. O isopor, apesar de leve, ocupa um espaço muito
grande e possui baixo preço de venda. Isso faz com que não seja uma opção
viável para catadores e cooperativas.
Novas tecnologias
Apesar das dificuldades, há quem já esteja trabalhando com o
reaproveitamento do isopor. Em parceria com duas empresas fabricantes de
embalagens, a prefeitura do Recife investiu na instalação de um maquinário que
consegue reduzir o volume do isopor em 95%, deixando-o pronto para a
reciclagem.
Curitiba também está investindo em iniciativas semelhantes.
A ideia é fabricar concreto leve aproveitando o isopor coletado em aterros,
para substituir a brita. Também está em curso o desenvolvimento de um projeto
com o Horto Municipal para aproveitar o isopor no processo de compostagem. Fonte: eCycle
Para quem não dispensa os cereais
no café da amanhã, o CicloVivo dá uma dica para reaproveitar as embalagens
fazendo um bloco de anotações. A mesma técnica pode ser usada com sacolas de
papelão, a diferença é que a caderneta não ficará tão firme.
Materiais necessários:
- Caixa de cereal ou sacolas de
papelão
- Papel A4
- 2 papéis decorados
- Botão
- Régua
- Linha de crochê
- Cola
- Estilete
- Lápis
Como fazer:
O primeiro passo é recortar a
caixa de papelão deixando 20 centímetros de altura e 14 de comprimento. Em
seguida, recorte as folhas A4 deixando 12 centímetros de altura e 18 de
comprimento. Os papéis podem ser adaptados com as dimensões de sua preferência.
Com os moldes na proporção
desejada, dobre a caixa ao meio e use a parte ilustrada dela como o interior da
caderneta. Já na parte exterior, costure o botão no canto central direito
utilizando a linha de crochê. Deixe um pouco de linha solta para, posteriormente,
transpassar e prender a agenda.
Use o papel colorido para fazer o
acabamento interno. Cole-o na parte ilustrada da caixa de cereal para esconder
os desenhos e o nome da marca.
O próximo passo é costurar as
folhas A4 na parte interna da caderneta. Também pode ser reaproveitadas as
folhas de rascunho, o restante de uma velha agenda ou caderno. Se preferir, use
papeis coloridos.
Finalize com um papel decorado na
parte externa da agenda para esconder a linha que foi utilizada na costura dos
papéis.
Uma lei que pretende
disponibilizar semáforos alimentados com energia solar ou eólica foi aprovada
na capital alagoana. O projeto do vereador Silvio Camelo foi aprovado,
sancionado pela Câmara Municipal e publicado no Diário Oficial do Município, de
forma que já está em vigor.
A partir de agora, a lei 6.199
determina que os velhos semáforos sejam substituídos por novos que se enquadrem
às novas normas. As vias púbicas receberão células fotovoltaicas para conversão
de raios solares ou um sistema que aproveite a energia do vento. A intenção é
que a administração da cidade opte por fontes limpas de energia sempre que
possível.
Os semáforos tradicionais chegam
a consumir 400W em um cruzamento de quatro vias. Pensando nisso, pesquisadores
da USP testaram em São Carlos, cidade de São Paulo, um semáforo equipado com
diodos emissores de luz, que deixam o equipamento mais econômico e reduz a
quantidade de resíduos produzidos pelo descarte de lâmpadas incandescentes. A
principal característica do produto é aproveitar a luminosidade dos diodos em
sua totalidade, uma eficiência ainda não alcançada pelos semáforos de LED já
desenvolvidos.
Mesmo com as novidades
tecnológicas, até o momento, a cidade alagoana foi a única a transformar a
alternativa ecológica em lei. A substituição dos equipamentos deve ser iniciada
dentro de 180 dias contados a partir da segunda quinzena de maio deste ano.
Um prédio de 34 andares
construído em madeira. Essa é a proposta do escritório dinamarquês de
arquitetura C.F. Moller. O projeto foi desenvolvido para um concurso, cujo
intuito é reunir ideias para residências particulares para a cidade de
Estocolmo, na Suécia.
A escolha pela madeira como
principal matéria-prima do projeto deve-se à sua durabilidade, flexibilidade e
também aos benefícios que a escolha pode ter no meio ambiente. De acordo com o
site do escritório, o uso da madeira impede a geração de resíduos e também
contribui para o sequestro de carbono.
“A madeira tem baixo peso, mas é
uma estrutura de suporte de carga muito forte em comparação com a sua leveza”,
informa a página dos arquitetos. Apenas o núcleo do edifício será feito em
concreto, todo o restante: janelas, paredes, teto, pilares, entre outras
coisas, serão em madeira, o que garante também melhor conforto térmico.
Para tornar a construção ainda
mais sustentável, foi tido um cuidado específico com a estrutura dos
apartamentos, de modo que o uso também tenha impactos reduzidos. Assim, as residências
serão equipadas com sistemas de economia de energia; a varanda será coberta por
vidros, para maximizar o aproveitamento da luz natural; e o edifício terá
sistemas fotovoltaicos instalados em seu telhado.
Os moradores ainda poderão
desfrutar de espaços comuns, como café, lojas, centro de fitness, área de
lazer, bicicletários, entre outras coisas. Os arquitetos também informam que o
prédio deve contar com uma horta comunitária.
Um estudante de design da
Universidade de Brunel, em Londres, criou uma cesta de frutas que possui um
sistema para alertar o vencimento dos produtos no interior do recipiente. Além
de desenvolver uma nova tecnologia de armazenamento, o criador do produto
também encontrou uma maneira inteligente de reduzir o desperdício.
O recipiente foi projetado pelo
estudante Jagjit Chodha e possui um sensor que monitora os níveis das
substâncias químicas liberadas durante o processo de amadurecimento da fruta.
Quando o dispositivo capta o aumento destas propriedades, luzes são acionadas para
alertar as pessoas de que os frutos precisam ser consumidos imediatamente.
Assim, a cesta de frutas
contribui para o consumo seguro e consciente das frutas. De acordo com o jornal
britânico Daily Mail, a fruteira está exposta na amostra Made in Brunel Design
and Engineering Show, evento realizado na capital da Inglaterra até o próximo
domingo (16) em que são avaliadas as melhores criações em design e engenharia.
De acordo com estatísticas
divulgadas pela Universidade de Brunel, ao longo de um ano, cerca de 440 mil
toneladas de frutas são desperdiçadas no Reino Unido. Se o recipiente criado
pelo estudante fizer sucesso, será mais fácil combater o descarte das frutas,
reduzindo a produção de lixo orgânico e, principalmente, melhorando a
distribuição de alimentos.
Nos últimos tempos, tem aumentado
o número de soluções para frear o desperdício de comida, inclusive no Brasil. É
o caso do projeto Favela Orgânica, realizado no Morro da Babilônia, no Rio,
para ensinar aos moradores da região as maneiras mais eficientes de aproveitar
os alimentos em totalidade.
Enquanto na espécie humana a
monogamia tende a ser cada vez mais rara, outras espécies do reino animal nos
mostram que a fidelidade conjugal pode ser uma boa opção.
Nesse dia dos namorados, conheça
alguns exemplos de relacionamentos monogâmicos bem sucedidos na escala animal.
Arara
Essas aves coloridas e majestosas
são também bastante fieis aos seus parceiros. Vivem em grupos ou apenas em
casais, e tanto machos como fêmeas realizam a tarefa de cuidar dos filhotes.
Durante o período de incubação dos ovos, o macho é responsável pela alimentação
da fêmea.
Pinguim-imperador
Espécie conhecida pela monogamia,
o Pinguim Imperador tem outra característica bastante peculiar: o macho
colabora com a fêmea na função de chocar o ovo. A fêmea coloca o ovo no final
do outono e, durante o inverno, esse ovo é incubado pelo macho.
Cavalo Marinho
Além de escolherem um único parceiro,
nessa espécie é o macho que engravida, pois ele possui uma bolsa incubadora em
que transporta os ovos depositados pela fêmea.
Apesar de carregarem os filhotes,
os machos têm todas as outras características masculinas: produzem
espermatozoides e hormônios específicos do próprio sexo.
Coruja
Monogâmicas por natureza, as
corujas vivem em família, e o cuidado com os filhotes é papel tanto do macho
quanto da fêmea.
A comunicação entre os casais de
corujas, através de cânticos noturnos, é extremamente eficiente, o que já não
podemos dizer da comunicação entre muitos casais de humanos.
Dik-dik
Os Dik-diks são pequenos
antílopes africanos, que medem em media 60 cm de comprimento e 35 cm de altura.
Esses animais não costumam ter mais de um parceiro sexual durante a vida,
contudo, caso aconteça, são animais extremamente fieis.
Pelo visto, temos muito o que
aprender com os animais.
Quantos anos dura uma bateria de
carro elétrico? Essa é uma das perguntas mais levantadas por consumidores que
têm interesse em comprar um carro elétrico ou híbrido. Em geral, a resposta se
aproxima de algo como um “depende das condições de uso” e por “até 10 anos em
média”. Durante evento anual da Sociedade Americana de Química, em abril, os
cientistas chegaram a cravar um prazo ainda maior: de 5 a 20 anos. É possível
ir além.
Pesquisadores alemães anunciaram
a criação de uma bateria que pode durar mais de 25 anos. Desenvolvida pelo
Centre for Solar Energy and Hydrogen Research Baden-Württemberg (ZSW, na sigla
em alemão), a bateria é capaz de manter até 85% de sua capacidade após nada
menos do que 10 mil ciclos completos de recarga.
De acordo com o estudo, publicado
no site oficial do ZSW, essa bateria tem uma densidade de 1,1 mil watts por
quilograma, cerca de quatro vezes o que possui as baterias convencionais usadas
atualmente.
Na ponta do lápis, um carro
elétrico com essas baterias poderia não só ser recarregado diariamente ao longo
de 27,4 anos, mas também manteria um bom desempenho.
Atualmente, considera-se
que a vida útil da bateria chega o fim quando ela perde 20% de sua potência
máxima.
Apesar de promissora, a
tecnologia ainda está em fase de laboratório. O passo seguinte, segundo os
pesquisadores e engenheiros da ZSW, é desenvolver protótipos maiores juntamente
com parceiros da indústria.
Nesta quinta, 13, o Jardim
Botânico do Rio completa 205 anos e, para comemorar, preparou uma série de
atividades abertas ao público. Durante todo o dia, a entrada será gratuita aos
visitantes que, além de aproveitarem diversas atrações, ganharão mudas de
diversas espécies de plantas ao deixar o parque. A data também marca o
aniversário do Museu do Meio Ambiente, que fica localizado dentro do espaço.
Entre as atrações, está
programada a apresentação especial O Jardim de Clarice, em que a atriz Beth
Goulart lerá textos da escritora Clarice Lispector, que imortalizou em sua prosa
o encantamento de visitar o Jardim Botânico. Haverá ainda debates, visitas
guiadas, aulas de yoga, oficinas e outras atrações.
Já o Museu do Meio Ambiente,
preparou uma retrospectiva com várias atividades para crianças a partir de seis
anos, desenvolvidas pelo seu Programa Educativo, que incluem passeios temáticos
pelo Jardim, contação de histórias e jogos. O espaço recebe ainda a exposição
Genesis, de Sebastião Salgado, um dos principais nomes da fotografia na
atualidade, que mostra, através de fotos registradas em diversas partes do
planeta, a importância de preservar os santuários naturais que ainda sobrevivem
ao mundo moderno. O Programa Educativo do Museu também oferecerá atividades
relacionadas à exposição, explorando os princípios da fotografia.
Mariah Smiley, de 18 anos, constrói poços em lugares que
precisam de água
Imagine ter que andar vários quilômetros à procura de água
para matar a sua sede. Agora, pense que essa é a realidade de milhões de
pessoas no mundo, que não sabem nem o que é ter água limpa para poder tomar
banho ou cozinhar, por exemplo.
Mariah Smiley mora em San Antonio, no Texas (EUA), que é bem
longe dos lugares onde faltam água. Mas, durante uma aula na escola, a garota
descobriu que a cada 15 segundos uma criança morre por causa do problema no
mundo: "Depois da aula, fui aprofundar a pesquisa. Vi imagens de seca e
fiquei preocupada. Não sabia que existia essa crise", conta.
Aos 14 anos, ela decidiu que tinha que tomar uma atitude,
mas não sabia como poderia ajudar. O maior incentivo, até hoje, veio de sua
mãe. "Ela me disse que, com apenas 1 dólar, eu conseguiria matar a sede de
uma pessoa." Ou seja, qualquer esforço que Mariah fizesse já faria
diferença na vida de alguém. Foi assim que veio a ideia de criar o projeto
Drops of Love (Gotas de Amor, em português), que, em parceria com outras
organizações, tinha o objetivo de arrecadar dinheiro para levar água potável
aos países subdesenvolvidos.
Mariah conseguiu ajuda de comércios locais e fez leilões com
objetos doados para conseguir dinheiro para a sua causa. O Drops of Love ficou
tão conhecido que, em 2012, se tornou uma organização não governamental. Até
agora, a garota já conseguiu US$ 20 mil, que foram utilizados para a construção
de três poços e bombas de água no país El Salvador.
A garota não só arrecadou o dinheiro como também ajudou a
instalar o sistema e ensinou a população a usar a bomba de água. "Eu pude
acompanhar o resultado do meu trabalho, sabe? Vi as crianças felizes, bebendo a
água limpa e molhando a cabeça. Essa recompensa já foi o suficiente para
mim", diz.
Para continuar com o seu trabalho, Mariah criou um site, em
que, além de entender o intuito da organização, o visitante pode fazer uma
doação ou comprar artesanatos de El Salvador.
Entre os projetos futuros de Mariah, está terminar o quarto
poço de El Salvador, lançar um livro, passar na Universidade do Texas e
continuar na organização. "Quero ser advogada! Sei que terei de trabalhar
muito para conseguir tudo isso, mas sempre haverá tempo de continuar lutando
pelo direito de todos terem acesso à água limpa."
Os aparelhos de
ar-condicionado representam até 5% da conta de luz de uma casa. Apesar do
conforto térmico proporcionado, é importante ficar atento à manutenção e formas
de uso para não fazer dele um vilão do desperdício.
1. Ambiente Fechado
É importante evitar a entrada de ar externo no local que
está sendo refrigerado, para não “forçar” o aparelho. Por isso, mantenha portas
e janelas fechadas;
2. Limpeza
Mantenha os filtros em dia. A sujeira impede a livre
circulação do ar e força o aparelho a trabalhar mais;
3. Temperatura agradável
O conforto térmico é uma combinação de temperatura e
umidade, por isso nem sempre o frio máximo é a melhor solução. Regule o
termostato adequadamente;
4. Use com consciência
Mantenha o ar-condicionado sempre desligado quando você se
ausentar do ambiente por muito tempo;
5. Aparelhos no ambiente
Lâmpadas e equipamentos eletrônicos em geral, como monitores
de computador, emitem calor e demandam mais do ar-condicionado. Por isso, não
os deixe ligados desnecessariamente;
6. Frio natural
No inverno, desligue a refrigeração do ar-condicionado e
ligue só o ventilador;
7. Escolha certa
Na hora de comprar um aparelho novo confira se ele possui o
selo PROCEL de consumo reduzido e dê preferência aos modelos que possuam
recursos como o timer, com o qual o aparelho é programado e desliga sozinho;
8. Localização
Não deixe o aparelho em lugares quentes, próximo de
equipamentos elétricos ou na incidência do sol. Isso o faz trabalhar mais,
desnecessariamente. Também é importante deixar o ar circular livremente. Por
isso, evite colocá-lo próximo a cortinas, divisórias, móveis e em cantos de
parede.
9. Instalação
O ideal é instalar o aparelho de forma que o fluxo de ar
fique paralelo à maior dimensão do ambiente, para que circule da melhor forma
possível. Ele também deve ser instalado em uma altura em que o “vento” não
incomode as pessoas do ambiente – ou seja, quanto mais alto melhor, até porque
a tendência é que o ar frio desça e o ar quente suba. Já a parte externa não
deve estar voltada para ambientes fechados como garagens e forros.
Um grupo de trinta estudantes do Kansas criou o MindDrive,
um carro elétrico abastecido com as atividades dos usuários das redes sociais
do mundo inteiro. Assim, o veículo usou as interações no Twitter, no Facebook e
no Instagram para realizar uma viagem pelo território norte-americano, saindo
do Kansas até chegar a Washington DC.
O modelo elétrico foi construído a partir de um Volkswagen
Karmann Ghia 1967, automóvel clássico que foi adaptado por um grupo de
estudantes do ensino médio para receber o motor elétrico. O carro, livre de
emissões de carbono, usou os “Social Watts” – “curtidas”, novos seguidores e
menções nas redes sociais para chegar até a capital dos EUA, no dia seis de
junho.
O fluxo de combustível é monitorado por meio de um tablet,
instalado ao circuito central do veículo, que controla a quantidade de energia
necessária para fazer com que o carro se movimente. Para o carro elétrico
movido a “energia social” sair de Kansas City e chegar até Washington DC, foram
necessários mais de 71 mil watts de eletricidade.
As interações em cada plataforma online geraram diferentes
quantidades de combustível para o automóvel. No Facebook, um comentário ou
compartilhamento da página do Minddrive gerou três watts para o motor. No
Twitter, cada novo seguidor colaborou com cinco watts, e, no Instagram, cada
“curtida” na foto adicionou um watt ao o motor do automóvel.
O projeto não teve fins lucrativos e seu principal objetivo
foi promover iniciativas parecidas no setor de educação, voltadas para alunos
em situação de risco social. De acordo com Steve Rees, coordenador do
MindDrive, a ação deverá fazer com que os jovens percebam que podem superar
seus desafios. "Isso dará a eles a sensação de serem capazes de voltar à
escola e fazerem muitas coisas", comemora.
Troca da receita, utilização da via seca e incorporação de
resíduos industriais estão entre os métodos diferenciados
O cimento, material essencial para colocar de pé a maior
parte dos tipos de construção em todo o mundo, tem diversos problemas
ambientais em seu processo de produção (veja mais aqui). No entanto, certas
empresas tentam amenizar a visão do consumidor sobre o produto ao repaginarem
seus meios de produção e avançarem em tecnologia para que o produto final seja
menos prejudicial ao meio ambiente.
Um grupo de 24 indústrias do ramo de cimento, atuantes em
mais de 100 países, se uniram e hoje formam o Cement Sustainability Initiative
(CSI – sigla para Iniciativa Sustentável do Cimento, em tradução livre). O
objetivo do conselho, segundo seus formadores, é explorar o significado do
desenvolvimento sustentável para o ramo, além de identificar ações e medidas
(individuais ou grupais) que tragam benefícios ao mundo em que vivemos. De
acordo com o CSI, os brasileiros são considerados os produtores de cimento mais
ecoeficientes do mundo.
Muitos estudos estão sendo realizados e colocados em prática
na perspectiva de diminuir a poluição causada pelo processo de produção de cimento.
Afinal, dificilmente a procura por esse material diminuirá nos próximos anos.
Dentre as alternativas mais viáveis encontradas pelas
produtoras de cimento e recomendadas pela CSI, vemos as seguintes:
Preferência pela via seca: para formar o cimento, há dois
modos: a via seca e a via úmida. Na segunda, após se formar o
clínquer por meio de calcário e argila, a mistura não se utiliza de água para
ir ao forno (veja figura acima), que fica ativo por menos tempo, diminuindo o
gasto com combustível fóssil;
Coprocessamento: é a alimentação do forno com resíduos
provenientes de outras indústrias, utilizando cada vez menos combustíveis de
origem fóssil e também diminuindo a produção de lixo. São utilizados materiais
previamente selecionados, que não são capazes de serem reciclados (ou seja,
rejeitos), que possuam alto poder calorífico e que devem ser eliminados
totalmente. De acordo com empresas nacionais, nesse
processo, não há criação de efluentes líquidos nem sólidos, já que as cinzas
que antes seriam aterradas passam a ser incorporadas ao clínquer sem alterar
suas prioridades. Podem ser coprocessados diversos materiais, como pneus,
graxas, óleos usados, serragens, restos vegetais, solos contaminados e
embalagens. Não são usados resíduos hospitalares, domésticos, radioativos,
explosivos e pesticidas;
Substituição parcial do cimento: foi estudado o uso de
metacaolinita e resíduos da produção de tijolos queimados como uma alternativa
ao uso de cimento em construções civis. Os resultados obtidos foram
satisfatórios, mas mais pesquisas precisam ser desenvolvidas;
Mudança na fórmula do cimento: outra alternativa encontrada
foi fazer uma nova “receita” de clínquer. Nela, podem ser usados resíduos de
indústrias siderúrgicas para que haja menor gasto de CO2 durante sua
composição, ou mais materiais que não precisem ir ao forno, como o pó de
calcário. Desse modo, há a diminuição das emissões de CO2. O principal
representante dessa nova fórmula é o CPIII.
Captura de CO2: o gás produzido deveria ser capturado e
armazenado antes que escapasse para a atmosfera. Mas, para isso, as indústrias
teriam que investir em novas tecnologias e adaptação de suas plantas, o que
demandaria um grande investimento, com consequente encarecimento do produto
final.
Portanto, na hora de procurar cimento para sua reforma ou
construção, fique atento para avaliar se o produto disponível utiliza alguma
dessas técnicas redutoras de danos ambientais.
A prática de adicionar fluoretos à água tratada dos sistemas
de abastecimento começou na década de 40, nos EUA, como medida de saúde pública
para controle da cárie dentária. Hoje, mas de 70% da população norte-americana
bebe água com flúor.
No Brasil, a Funasa (Fundação Nacional da Saúde) indica que
a medida é preventiva, tem comprovada eficácia e reduz a prevalência de cárie
dental entre 50% e 65% em populações “sob exposição contínua desde o
nascimento, por um período de aproximadamente dez anos de ingestão da dose
ótima”.
A informação está no Manual de Fluoretação da Água paraConsumo Humano, lançado no ano passado, que também coloca que “o benefício
atinge toda população sem distinção de ordem econômica, social ou educacional.
Durante toda a vida do indivíduo os fluoretos provocam efeitos benéficos à
saúde e protegem os dentes contra a cárie”.
O serviço de saúde pública dos Estados Unidos calcula que,
para cada dólar despendido na fluoretação da água, 36 dólares são economizados
no tratamento da cárie, motivo pelo qual o método é considerado econômico e com
baixo custo “per capita”.
Há consenso?
Embora o Manual da Funasa aborde a questão como consensual,
os argumentos sobre os benefícios da fluoretação estão longe disso. Mais de 200
municípios norte-americanos já votaram contra a prática nos últimos anos,
embalados por dúvidas sobre a real eficiência do método.
O próprio governo americano divulgou um relatório alertando
para os efeitos nocivos do excesso de flúor na água, como o aumento no número
de casos de fluorose dental, que causa manchas brancas ou amareladas nos
dentes, e pode indicar problemas nos ossos.
O tema é ainda foco de crítica e discussão de inúmeros
grupos ativistas e deu origem ao documentário A Mentira do Flúor, disponível na
internet (veja abaixo, dublado).
A polêmica
O filme diz que a história pode soar maravilhosa: beba água
e fique livre das cáries. Mas que, na verdade, quase nenhum fluoreto despejado
no sistema de abastecimento de água é encontrado na natureza – são, na verdade,
produtos químicos tóxicos, classificados como lixo tóxico de alto risco,
rotulados como veneno nas embalados para transporte e manuseados por
trabalhadores vestidos com roupas de proteção industrial.
O Manual da Funasa também discorre sobre a toxicidade da
substância: “pode-se afirmar que o flúor é uma substância tóxica quando
ingerido em altas doses. Os efeitos desencadeiam distúrbios gástricos
reversíveis e redução temporária da capacidade urinária, fluorose dentária ou
esquelética e, eventualmente, até mesmo a morte, uma vez que estão diretamente
relacionados à dose, tempo de ingestão e idade”.
E aponta com detalhes todos os cuidados técnicos de
transporte, armazenagem e dosagem que devem ser tomados para a manipulação de
substâncias como o Fluossilicato de Sódio, “produto de natureza tóxica, sólido
na forma de pó branco brilhante e cristalino, que apresenta baixa solubilidade
e é corrosivo”, e o Ácido Fluossilícico, “subproduto da indústria de
fertilizantes, altamente solúvel e corrosivo, o que dificulta o seu transporte
e requer reservatórios apropriados”.
A Origem
O documentário explica que a origem do fluoreto começa com
as companhias mineradoras de fosfato, um mineral de grande importância na
produção de fertilizantes. Ele é extraído de depósitos naturais e refinado para
produzir o ácido fosfórico – um dos principais ingredientes dos refrigerantes
carbonatados, como a Coca-Cola.
O fosfato frequentemente vem contaminado com altos índices
de fluoreto (aproximadamente 40 mil partes por milhão ou até 4% do minério
bruto). Para removê-lo, adiciona-se ácido sulfúrico a uma lama composta por
fosfato e água, que provoca a vaporização do fluoreto criando compostos gasosos
altamente tóxicos, como o fluoreto de hidrogênio e o tetrafluoreto de silício –
liberados pelas chaminés durante a produção do fosfato.
Esta prática sempre ocasionou perdas ambientais
devastadoras, com a morte de animais e a contaminação de plantações. Obrigados
por lei, as indústrias mineradoras de fosfato criaram um meio de capturar os
vapores químicos do fluoreto tóxico para que não fossem mais lançados no ar.
Eles passaram a ser capturados por purificadores, embalados e usados para a
fluoretação da água do sistema de abastecimento das cidades para a prevenção
das cáries.
Outro argumento importante é de que quase a totalidade da água
dos sistemas de abastecimento das cidades é usada para banhos, lavagem de
louças e roupas, piscinas e irrigação de jardins – quase nada atinge,
diretamente, dentes humanos. E o impacto ambiental é considerável: seu destino
é contaminar rios, manaciais e oceanos.
Historicamente, as medidas de fluoretação de água se
tornaram uma saída conveniente e uma prática lucrativa para o descarte do lixo
tóxico das indústrias de fosfato, explica o documentário – que também deixa um
questionamento no ar: como pode ser saudável ingerir um produto classificado
como lixo tóxico?
A partir de uma reclamação surgiu uma solução econômica para
a reutilização de água em Mogi Guaçu, em São Paulo. Uma empresa produtora de
tomates na cidade recebeu uma notificação da prefeitura devido ao mau cheiro
provocado por seus resíduos, essa foi a motivação para que tivesse início um
projeto para impedir o despejo dos resíduos em solo público.
O tratamento de esgoto convencional consiste em um tanque
cheio de pedras britadas ou outro material que serve de suporte para aderência
e desenvolvimento dos micro-organismos. O modelo criado utiliza o bambu, que é
um material mais leve e barato, para reter as partículas poluentes e fazer com
que a água fique apta à reutilização.
A estação foi desenvolvida pelo biólogo Fábio César Fraga,
professor do Centro Guaçuano de Educação Profissional (Cegep) e o engenheiro
agrônomo Alexandro Batista Ricci, professor na Faculdade Municipal Professor
Franco Montoro. Para fazer o projeto, eles se inspiraram em um estudo da
Unicamp sobre o uso de bambu.
Desde que a empresa adotou o processo ecológico, há dois
meses, já foram reduzidos em cerca 90% o oxigênio consumido na degradação da
matéria orgânica. A iniciativa também diminui o uso de água no processo de
lavagem da fruta, que será reutilizada, o que representa uma economia de até
30% na conta.
Investindo 20 mil reais, a empresa instalou um sistema que
evita multas por contaminação do meio ambiente e ainda tem um retorno por conta
do reaproveitamento da água. Além disso, criou cisternas para que a água
utilizada no processo de lavagem do tomate seja usada na irrigação de áreas
verdes e nos sanitários da empresa.