sexta-feira, 14 de junho de 2013

Praça é reconstruída com caixas de madeira usadas, na Nova Zelândia


Devastada por alguns terremotos em 2010 e 2011, a cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, foi se reconstruindo aos poucos. Entre as iniciativas que surgiram para ocupar o espaço público da cidade, houve uma com objetivos social e ambiental: promover encontros comunitários em um espaço que impactasse de leve o território. Essa era a missão da Pallet Pavilion, uma praça construída com mais de três mil palets de madeira usados.

O projeto é da organização Gap Filler – que surgiu justamente para preencher as áreas vazias da cidade depois dos terremotos – e contou com a criatividade de designers nativos. Sua construção envolveu trabalho voluntário de mais de 250 moradores de Christchurch, teve o apoio de cerca de 50 empresas locais e durou seis semanas. Os palets usados foram reaproveitados de uma construção que havia sido demolida. A inauguração foi em dezembro do ano passado.

A princípio a Pallet Pavilion seria um projeto temporário. Funcionaria apenas durante o verão, promovendo eventos como apresentações musicais, projeções de cinema, oficinas infantis, torneios de palavras-cruzadas e mercados de segunda mão. Mas quando chegou a hora de desmontar a praça, os moradores se mobilizaram para manter o projeto ali para sempre. Eles fizeram campanha de financiamento coletivo para arrecadar US$ 80 mil. A saída encontrada foi vender patrocínios para cada caixa de madeira.

E não é que deu certo? A Pallet Pavilion funciona até hoje em Christchurch, patrocinada pela própria população – os nomes dos doadores foram pintados nas caixas – e promove o centro da cidade como um lugar para experimentação.



Fonte: Super Interessante

Empresas de ônibus reutilizam água da chuva para economizar o recurso

  
Sistema de lavagem tradicionais de veículos costumam consumir centenas de litros de água, ainda em condição de uso.

Uma empresa de ônibus do Espírito Santo, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, tem adotado uma medida eficiente para a empresa e benéfica para a manutenção do líquido mais precioso da terra. Com 150 veículos para lavar todos os dias, a Viação Flecha Branca criou há oito anos um sistema que capta água da chuva e também reutiliza parte do líquido que foi usado durante a lavagem da frota. A economia é de 2 milhões de litros por mês.

No pátio da lavagem da frota existem valas. É nesses espaços que a água é escoada e pré-filtrada para passar pelo processo de decantação. "Toda impureza vai para o fundo da caixa (decantação) e devido aos 18 filtros por onde a água vai passando, quando chega no produto final ela praticamente está limpa", detalhou o gestor ambiental da empresa, Alcimar Lemos, ao programa Bom Dia Espírito Santo.

"Essa ideia teve início quando a gente construiu nosso galpão de manutenção que tem aproximadamente três mil metros quadrados e daí nós pensamos em captar a água da chuva e reaproveitá-la. Foi no início da construção e o pensamento principal foi no meio ambiente", contou o proprietário da empresa, Eduardo Carlette.

Além de economizar a água, a iniciativa evita que milhões de litros reutilizáveis acabem na rede de esgoto com resíduos de material de limpeza, como sabão, detergentes e desinfetantes, o que polui diversos sistemas marinhos.

Outro exemplo

Uma outra empresa de ônibus, a Águia Branca, informou que reaproveita 2,6 milhões de litros de água por mês na lavagem dos ônibus nas garagens de Cariacica (ES), Colatina (ES) e São Matheus (ES), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), usando um sistema semelhante ao adotado em Cachoeiro de Itapemirim.

Outra iniciativa da empresa é utilizar a água potável dos galões que ficam dentro de alguns ônibus. O recurso que não foi ingerido pelos passageiros, antes jogado fora, hoje é reaproveitado na lavagem das capas de tecido que cobrem os bancos dos ônibus.



Site usa mapa-múndi para mostrar emissões de carbono no planeta


Página oferece possibilidade de cruzar estatísticas

Que tal encontrar dados econômicos, sociais e ambientais de todo planeta em apenas um lugar? É isso que oferece o Carbon Map.

Nessa página, estão disponíveis informações de todos os países do mundo, referentes ao crescimento demográfico, riqueza, pobreza, emissões de carbono, renda per capita, reservas de combustíveis fósseis e muitos outros.

O mais interessante do site é a possibilidade de cruzar os dados, o que pode resultar em análises mais completas sobre um determinado tema. Entre as fontes de todos os dados e índices apresentados estão o Banco Mundial e diversos órgãos da ONU.


De acordo com Duncan Clark e Robin Houston, o objetivo é ajudar a explicar como os países se encaixam na questão das mudanças climáticas. Veja abaixo uma reprodução do mapa focando na emissão de CO2 per capita em cada país (os locais mais escuros são os de maior intensidade de emissão) e clique aqui para acessar o Carbon Map.



Fonte: eCycle

Isopor é útil, mas tem grande impacto ambiental


Muitos ainda não sabem o que fazer na hora do descarte

Hoje, o isopor está associado a um número cada vez maior de hábitos de consumo, seja para garantir que a cervejinha fique gelada, preservar medicamentos do calor excessivo ou qualquer outra das suas inúmeras funções.

Normalmente, na hora do descarte, ele acaba indo parar no lixo comum sem nenhuma cerimônia. Mas o que muita gente não sabe é que o isopor é um tipo de plástico e pode ser reciclado.

O que é?
O isopor é um produto sintético proveniente do petróleo.  Segundo a Associação Brasileira de Poliestireno Expandido (ABRAPEX), o poliestireno expandido não contém quaisquer produtos tóxicos ou perigosos para o ambiente e sua produção está isento de CFCs.  O gás contido nas “células” que juntas formam o isopor é o ar.

O estireno, a principal matéria-prima utilizada na produção do isopor, é composto químico que foi objeto de dezenas de estudos desde que os plásticos foram desenvolvidos. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) encara essa substancia com desconfiança.
Após observar profissionais que tem contato diário com esse produto, a agência constatou que pessoas expostas ao estireno passaram a sofrer de problemas de saúde como dores de cabeça, depressão, perda auditiva e problemas neurológicos.

De acordo com a EPA, “vários estudos epidemiológicos sugerem que um vínculo entre a exposição ao estireno e um aumento no risco de leucemia e linfoma. Entretanto, as evidências não são conclusivas devido à exposição a múltiplas substâncias químicas e a informação insuficiente sobre os níveis e a duração da exposição”.

Impacto ambiental
De acordo com análise realizada pela Unicamp, estima-se que o isopor leve cerca de 150 anos para ser totalmente degradado. Ao chegar ao meio ambiente, com o passar do tempo, plástico se quebra dando origem ao microplástico, que possui a capacidade de absorver compostos químicos tóxicos, como agrotóxicos e pesticidas, e metais pesados, como mercúrio e chumbo, presentes principalmente nos rios, lagos e oceanos.

Muitos animais como peixes, tartarugas, baleias, golfinhos confundem  esse microplástico e pequenos pedaços de isopor com organismos marinhos, e acabam se “alimentando”. O resultado disso é a intoxicação não apenas dos animais marinhos, mas também de qualquer ser que se alimente deles, incluídos aí os seres humanos.

Problemas da reciclagem
De acordo com estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), anualmente, são consumidos cerca de 2,5 milhões de toneladas de isopor em todo o mundo. No Brasil o consumo é de 36,6 mil toneladas, cerca de 1,5% do total.

O principal problema para a reciclagem desse tipo de produto é a viabilidade econômica. O isopor, apesar de leve, ocupa um espaço muito grande e possui baixo preço de venda. Isso faz com que não seja uma opção viável para catadores e cooperativas.

Novas tecnologias
Apesar das dificuldades, há quem já esteja trabalhando com o reaproveitamento do isopor. Em parceria com duas empresas fabricantes de embalagens, a prefeitura do Recife investiu na instalação de um maquinário que consegue reduzir o volume do isopor em 95%, deixando-o pronto para a reciclagem.

Curitiba também está investindo em iniciativas semelhantes. A ideia é fabricar concreto leve aproveitando o isopor coletado em aterros, para substituir a brita. Também está em curso o desenvolvimento de um projeto com o Horto Municipal para aproveitar o isopor no processo de compostagem.

Fonte: eCycle

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Faça agendas reaproveitando caixas de cereal


Para quem não dispensa os cereais no café da amanhã, o CicloVivo dá uma dica para reaproveitar as embalagens fazendo um bloco de anotações. A mesma técnica pode ser usada com sacolas de papelão, a diferença é que a caderneta não ficará tão firme.

Materiais necessários:

- Caixa de cereal ou sacolas de papelão
- Papel A4
- 2 papéis decorados
- Botão
- Régua
- Linha de crochê
- Cola
- Estilete
- Lápis

Como fazer:
O primeiro passo é recortar a caixa de papelão deixando 20 centímetros de altura e 14 de comprimento. Em seguida, recorte as folhas A4 deixando 12 centímetros de altura e 18 de comprimento. Os papéis podem ser adaptados com as dimensões de sua preferência.

Com os moldes na proporção desejada, dobre a caixa ao meio e use a parte ilustrada dela como o interior da caderneta. Já na parte exterior, costure o botão no canto central direito utilizando a linha de crochê. Deixe um pouco de linha solta para, posteriormente, transpassar e prender a agenda.

Use o papel colorido para fazer o acabamento interno. Cole-o na parte ilustrada da caixa de cereal para esconder os desenhos e o nome da marca.


O próximo passo é costurar as folhas A4 na parte interna da caderneta. Também pode ser reaproveitadas as folhas de rascunho, o restante de uma velha agenda ou caderno. Se preferir, use papeis coloridos.


Finalize com um papel decorado na parte externa da agenda para esconder a linha que foi utilizada na costura dos papéis.


Fonte: Ciclo Vivo 

Lei obriga instalação de semáforos movidos a energia solar e eólica em Maceió

Uma lei que pretende disponibilizar semáforos alimentados com energia solar ou eólica foi aprovada na capital alagoana. O projeto do vereador Silvio Camelo foi aprovado, sancionado pela Câmara Municipal e publicado no Diário Oficial do Município, de forma que já está em vigor.

A partir de agora, a lei 6.199 determina que os velhos semáforos sejam substituídos por novos que se enquadrem às novas normas. As vias púbicas receberão células fotovoltaicas para conversão de raios solares ou um sistema que aproveite a energia do vento. A intenção é que a administração da cidade opte por fontes limpas de energia sempre que possível.

Os semáforos tradicionais chegam a consumir 400W em um cruzamento de quatro vias. Pensando nisso, pesquisadores da USP testaram em São Carlos, cidade de São Paulo, um semáforo equipado com diodos emissores de luz, que deixam o equipamento mais econômico e reduz a quantidade de resíduos produzidos pelo descarte de lâmpadas incandescentes. A principal característica do produto é aproveitar a luminosidade dos diodos em sua totalidade, uma eficiência ainda não alcançada pelos semáforos de LED já desenvolvidos.

Mesmo com as novidades tecnológicas, até o momento, a cidade alagoana foi a única a transformar a alternativa ecológica em lei. A substituição dos equipamentos deve ser iniciada dentro de 180 dias contados a partir da segunda quinzena de maio deste ano.


Fonte: Ciclo Vivo 

Estocolmo pode ter prédio de 34 andares construído em madeira


Um prédio de 34 andares construído em madeira. Essa é a proposta do escritório dinamarquês de arquitetura C.F. Moller. O projeto foi desenvolvido para um concurso, cujo intuito é reunir ideias para residências particulares para a cidade de Estocolmo, na Suécia.


A escolha pela madeira como principal matéria-prima do projeto deve-se à sua durabilidade, flexibilidade e também aos benefícios que a escolha pode ter no meio ambiente. De acordo com o site do escritório, o uso da madeira impede a geração de resíduos e também contribui para o sequestro de carbono.

“A madeira tem baixo peso, mas é uma estrutura de suporte de carga muito forte em comparação com a sua leveza”, informa a página dos arquitetos. Apenas o núcleo do edifício será feito em concreto, todo o restante: janelas, paredes, teto, pilares, entre outras coisas, serão em madeira, o que garante também melhor conforto térmico.


Para tornar a construção ainda mais sustentável, foi tido um cuidado específico com a estrutura dos apartamentos, de modo que o uso também tenha impactos reduzidos. Assim, as residências serão equipadas com sistemas de economia de energia; a varanda será coberta por vidros, para maximizar o aproveitamento da luz natural; e o edifício terá sistemas fotovoltaicos instalados em seu telhado.


Os moradores ainda poderão desfrutar de espaços comuns, como café, lojas, centro de fitness, área de lazer, bicicletários, entre outras coisas. Os arquitetos também informam que o prédio deve contar com uma horta comunitária.


Fonte: Ciclo Vivo 

Fruteira inteligente avisa quando as frutas vão estragar

Um estudante de design da Universidade de Brunel, em Londres, criou uma cesta de frutas que possui um sistema para alertar o vencimento dos produtos no interior do recipiente. Além de desenvolver uma nova tecnologia de armazenamento, o criador do produto também encontrou uma maneira inteligente de reduzir o desperdício.

O recipiente foi projetado pelo estudante Jagjit Chodha e possui um sensor que monitora os níveis das substâncias químicas liberadas durante o processo de amadurecimento da fruta. Quando o dispositivo capta o aumento destas propriedades, luzes são acionadas para alertar as pessoas de que os frutos precisam ser consumidos imediatamente.

Assim, a cesta de frutas contribui para o consumo seguro e consciente das frutas. De acordo com o jornal britânico Daily Mail, a fruteira está exposta na amostra Made in Brunel Design and Engineering Show, evento realizado na capital da Inglaterra até o próximo domingo (16) em que são avaliadas as melhores criações em design e engenharia.

De acordo com estatísticas divulgadas pela Universidade de Brunel, ao longo de um ano, cerca de 440 mil toneladas de frutas são desperdiçadas no Reino Unido. Se o recipiente criado pelo estudante fizer sucesso, será mais fácil combater o descarte das frutas, reduzindo a produção de lixo orgânico e, principalmente, melhorando a distribuição de alimentos.

Nos últimos tempos, tem aumentado o número de soluções para frear o desperdício de comida, inclusive no Brasil. É o caso do projeto Favela Orgânica, realizado no Morro da Babilônia, no Rio, para ensinar aos moradores da região as maneiras mais eficientes de aproveitar os alimentos em totalidade.


Fonte: Ciclo Vivo 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Os eternos namorados do mundo animal


Enquanto na espécie humana a monogamia tende a ser cada vez mais rara, outras espécies do reino animal nos mostram que a fidelidade conjugal pode ser uma boa opção.

Nesse dia dos namorados, conheça alguns exemplos de relacionamentos monogâmicos bem sucedidos na escala animal.

Arara

Essas aves coloridas e majestosas são também bastante fieis aos seus parceiros. Vivem em grupos ou apenas em casais, e tanto machos como fêmeas realizam a tarefa de cuidar dos filhotes. Durante o período de incubação dos ovos, o macho é responsável pela alimentação da fêmea.

Pinguim-imperador


Espécie conhecida pela monogamia, o Pinguim Imperador tem outra característica bastante peculiar: o macho colabora com a fêmea na função de chocar o ovo. A fêmea coloca o ovo no final do outono e, durante o inverno, esse ovo é incubado pelo macho.

Cavalo Marinho


Além de escolherem um único parceiro, nessa espécie é o macho que engravida, pois ele possui uma bolsa incubadora em que transporta os ovos depositados pela fêmea.

Apesar de carregarem os filhotes, os machos têm todas as outras características masculinas: produzem espermatozoides e hormônios específicos do próprio sexo.

Coruja


Monogâmicas por natureza, as corujas vivem em família, e o cuidado com os filhotes é papel tanto do macho quanto da fêmea.

A comunicação entre os casais de corujas, através de cânticos noturnos, é extremamente eficiente, o que já não podemos dizer da comunicação entre muitos casais de humanos.

Dik-dik


Os Dik-diks são pequenos antílopes africanos, que medem em media 60 cm de comprimento e 35 cm de altura. Esses animais não costumam ter mais de um parceiro sexual durante a vida, contudo, caso aconteça, são animais extremamente fieis.

Pelo visto, temos muito o que aprender com os animais.















Fonte: Ciclo Vivo 

Nova bateria de íon de lítio pode durar mais de 25 anos

Quantos anos dura uma bateria de carro elétrico? Essa é uma das perguntas mais levantadas por consumidores que têm interesse em comprar um carro elétrico ou híbrido. Em geral, a resposta se aproxima de algo como um “depende das condições de uso” e por “até 10 anos em média”. Durante evento anual da Sociedade Americana de Química, em abril, os cientistas chegaram a cravar um prazo ainda maior: de 5 a 20 anos. É possível ir além.

Pesquisadores alemães anunciaram a criação de uma bateria que pode durar mais de 25 anos. Desenvolvida pelo Centre for Solar Energy and Hydrogen Research Baden-Württemberg (ZSW, na sigla em alemão), a bateria é capaz de manter até 85% de sua capacidade após nada menos do que 10 mil ciclos completos de recarga.

De acordo com o estudo, publicado no site oficial do ZSW, essa bateria tem uma densidade de 1,1 mil watts por quilograma, cerca de quatro vezes o que possui as baterias convencionais usadas atualmente.

Na ponta do lápis, um carro elétrico com essas baterias poderia não só ser recarregado diariamente ao longo de 27,4 anos, mas também manteria um bom desempenho. 

Atualmente, considera-se que a vida útil da bateria chega o fim quando ela perde 20% de sua potência máxima.

Apesar de promissora, a tecnologia ainda está em fase de laboratório. O passo seguinte, segundo os pesquisadores e engenheiros da ZSW, é desenvolver protótipos maiores juntamente com parceiros da indústria.


Fonte: Planeta Sustentável 

Jardim Botânico comemora 205 anos com atividades gratuitas


Nesta quinta, 13, o Jardim Botânico do Rio completa 205 anos e, para comemorar, preparou uma série de atividades abertas ao público. Durante todo o dia, a entrada será gratuita aos visitantes que, além de aproveitarem diversas atrações, ganharão mudas de diversas espécies de plantas ao deixar o parque. A data também marca o aniversário do Museu do Meio Ambiente, que fica localizado dentro do espaço.

Entre as atrações, está programada a apresentação especial O Jardim de Clarice, em que a atriz Beth Goulart lerá textos da escritora Clarice Lispector, que imortalizou em sua prosa o encantamento de visitar o Jardim Botânico. Haverá ainda debates, visitas guiadas, aulas de yoga, oficinas e outras atrações.

Já o Museu do Meio Ambiente, preparou uma retrospectiva com várias atividades para crianças a partir de seis anos, desenvolvidas pelo seu Programa Educativo, que incluem passeios temáticos pelo Jardim, contação de histórias e jogos. O espaço recebe ainda a exposição Genesis, de Sebastião Salgado, um dos principais nomes da fotografia na atualidade, que mostra, através de fotos registradas em diversas partes do planeta, a importância de preservar os santuários naturais que ainda sobrevivem ao mundo moderno. O Programa Educativo do Museu também oferecerá atividades relacionadas à exposição, explorando os princípios da fotografia.


Fonte: Planeta Sustentável 

Crianças da cidade de Mairiporã participam de oficinas lúdicas sobre a conservação ambiental

 
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"Quero acabar com a falta de água no mundo"

Mariah Smiley, de 18 anos, constrói poços em lugares que precisam de água

Imagine ter que andar vários quilômetros à procura de água para matar a sua sede. Agora, pense que essa é a realidade de milhões de pessoas no mundo, que não sabem nem o que é ter água limpa para poder tomar banho ou cozinhar, por exemplo.

Mariah Smiley mora em San Antonio, no Texas (EUA), que é bem longe dos lugares onde faltam água. Mas, durante uma aula na escola, a garota descobriu que a cada 15 segundos uma criança morre por causa do problema no mundo: "Depois da aula, fui aprofundar a pesquisa. Vi imagens de seca e fiquei preocupada. Não sabia que existia essa crise", conta.

Aos 14 anos, ela decidiu que tinha que tomar uma atitude, mas não sabia como poderia ajudar. O maior incentivo, até hoje, veio de sua mãe. "Ela me disse que, com apenas 1 dólar, eu conseguiria matar a sede de uma pessoa." Ou seja, qualquer esforço que Mariah fizesse já faria diferença na vida de alguém. Foi assim que veio a ideia de criar o projeto Drops of Love (Gotas de Amor, em português), que, em parceria com outras organizações, tinha o objetivo de arrecadar dinheiro para levar água potável aos países subdesenvolvidos.

Mariah conseguiu ajuda de comércios locais e fez leilões com objetos doados para conseguir dinheiro para a sua causa. O Drops of Love ficou tão conhecido que, em 2012, se tornou uma organização não governamental. Até agora, a garota já conseguiu US$ 20 mil, que foram utilizados para a construção de três poços e bombas de água no país El Salvador.

A garota não só arrecadou o dinheiro como também ajudou a instalar o sistema e ensinou a população a usar a bomba de água. "Eu pude acompanhar o resultado do meu trabalho, sabe? Vi as crianças felizes, bebendo a água limpa e molhando a cabeça. Essa recompensa já foi o suficiente para mim", diz.

Para continuar com o seu trabalho, Mariah criou um site, em que, além de entender o intuito da organização, o visitante pode fazer uma doação ou comprar artesanatos de El Salvador.


Entre os projetos futuros de Mariah, está terminar o quarto poço de El Salvador, lançar um livro, passar na Universidade do Texas e continuar na organização. "Quero ser advogada! Sei que terei de trabalhar muito para conseguir tudo isso, mas sempre haverá tempo de continuar lutando pelo direito de todos terem acesso à água limpa."

Fonte: Planeta Sustentável

Nove dicas para economizar energia com o ar-condicionado


Os aparelhos de ar-condicionado representam até 5% da conta de luz de uma casa. Apesar do conforto térmico proporcionado, é importante ficar atento à manutenção e formas de uso para não fazer dele um vilão do desperdício.

1. Ambiente Fechado
É importante evitar a entrada de ar externo no local que está sendo refrigerado, para não “forçar” o aparelho. Por isso, mantenha portas e janelas fechadas;

2. Limpeza
Mantenha os filtros em dia. A sujeira impede a livre circulação do ar e força o aparelho a trabalhar mais;

3. Temperatura agradável
O conforto térmico é uma combinação de temperatura e umidade, por isso nem sempre o frio máximo é a melhor solução. Regule o termostato adequadamente;

4. Use com consciência
Mantenha o ar-condicionado sempre desligado quando você se ausentar do ambiente por muito tempo;

5. Aparelhos no ambiente
Lâmpadas e equipamentos eletrônicos em geral, como monitores de computador, emitem calor e demandam mais do ar-condicionado. Por isso, não os deixe ligados desnecessariamente;

6. Frio natural
No inverno, desligue a refrigeração do ar-condicionado e ligue só o ventilador;

7. Escolha certa
Na hora de comprar um aparelho novo confira se ele possui o selo PROCEL de consumo reduzido e dê preferência aos modelos que possuam recursos como o timer, com o qual o aparelho é programado e desliga sozinho;

8. Localização
Não deixe o aparelho em lugares quentes, próximo de equipamentos elétricos ou na incidência do sol. Isso o faz trabalhar mais, desnecessariamente. Também é importante deixar o ar circular livremente. Por isso, evite colocá-lo próximo a cortinas, divisórias, móveis e em cantos de parede.

9. Instalação
O ideal é instalar o aparelho de forma que o fluxo de ar fique paralelo à maior dimensão do ambiente, para que circule da melhor forma possível. Ele também deve ser instalado em uma altura em que o “vento” não incomode as pessoas do ambiente – ou seja, quanto mais alto melhor, até porque a tendência é que o ar frio desça e o ar quente suba. Já a parte externa não deve estar voltada para ambientes fechados como garagens e forros.

Imagem:
Wikimedia Commons

Fontes:
CPFL Energia


Publicado originalmente no Portal Super Interessante

Estudantes desenvolvem carro elétrico movido a redes sociais nos EUA


Um grupo de trinta estudantes do Kansas criou o MindDrive, um carro elétrico abastecido com as atividades dos usuários das redes sociais do mundo inteiro. Assim, o veículo usou as interações no Twitter, no Facebook e no Instagram para realizar uma viagem pelo território norte-americano, saindo do Kansas até chegar a Washington DC.

O modelo elétrico foi construído a partir de um Volkswagen Karmann Ghia 1967, automóvel clássico que foi adaptado por um grupo de estudantes do ensino médio para receber o motor elétrico. O carro, livre de emissões de carbono, usou os “Social Watts– “curtidas”, novos seguidores e menções nas redes sociais para chegar até a capital dos EUA, no dia seis de junho.

O fluxo de combustível é monitorado por meio de um tablet, instalado ao circuito central do veículo, que controla a quantidade de energia necessária para fazer com que o carro se movimente. Para o carro elétrico movido a “energia social” sair de Kansas City e chegar até Washington DC, foram necessários mais de 71 mil watts de eletricidade.

As interações em cada plataforma online geraram diferentes quantidades de combustível para o automóvel. No Facebook, um comentário ou compartilhamento da página do Minddrive gerou três watts para o motor. No Twitter, cada novo seguidor colaborou com cinco watts, e, no Instagram, cada “curtida” na foto adicionou um watt ao o motor do automóvel.

O projeto não teve fins lucrativos e seu principal objetivo foi promover iniciativas parecidas no setor de educação, voltadas para alunos em situação de risco social. De acordo com Steve Rees, coordenador do MindDrive, a ação deverá fazer com que os jovens percebam que podem superar seus desafios. "Isso dará a eles a sensação de serem capazes de voltar à escola e fazerem muitas coisas", comemora. 

Com informações do HuffingtonPost.

Fonte: CicloVivo

Técnicas alternativas amenizam dano ambiental do processo de produção do cimento


Troca da receita, utilização da via seca e incorporação de resíduos industriais estão entre os métodos diferenciados

O cimento, material essencial para colocar de pé a maior parte dos tipos de construção em todo o mundo, tem diversos problemas ambientais em seu processo de produção (veja mais aqui). No entanto, certas empresas tentam amenizar a visão do consumidor sobre o produto ao repaginarem seus meios de produção e avançarem em tecnologia para que o produto final seja menos prejudicial ao meio ambiente.

Um grupo de 24 indústrias do ramo de cimento, atuantes em mais de 100 países, se uniram e hoje formam o Cement Sustainability Initiative (CSI – sigla para Iniciativa Sustentável do Cimento, em tradução livre). O objetivo do conselho, segundo seus formadores, é explorar o significado do desenvolvimento sustentável para o ramo, além de identificar ações e medidas (individuais ou grupais) que tragam benefícios ao mundo em que vivemos. De acordo com o CSI, os brasileiros são considerados os produtores de cimento mais ecoeficientes do mundo.

Muitos estudos estão sendo realizados e colocados em prática na perspectiva de diminuir a poluição causada pelo processo de produção de cimento. Afinal, dificilmente a procura por esse material diminuirá nos próximos anos.

Dentre as alternativas mais viáveis encontradas pelas produtoras de cimento e recomendadas pela CSI, vemos as seguintes:

Preferência pela via seca: para formar o cimento, há dois modos: a via seca e a via úmida. Na segunda, após se formar o clínquer por meio de calcário e argila, a mistura não se utiliza de água para ir ao forno (veja figura acima), que fica ativo por menos tempo, diminuindo o gasto com combustível fóssil;

Coprocessamento: é a alimentação do forno com resíduos provenientes de outras indústrias, utilizando cada vez menos combustíveis de origem fóssil e também diminuindo a produção de lixo. São utilizados materiais previamente selecionados, que não são capazes de serem reciclados (ou seja, rejeitos), que possuam alto poder calorífico e que devem ser eliminados totalmente. De acordo com empresas nacionais, nesse processo, não há criação de efluentes líquidos nem sólidos, já que as cinzas que antes seriam aterradas passam a ser incorporadas ao clínquer sem alterar suas prioridades. Podem ser coprocessados diversos materiais, como pneus, graxas, óleos usados, serragens, restos vegetais, solos contaminados e embalagens. Não são usados resíduos hospitalares, domésticos, radioativos, explosivos e pesticidas;

Substituição parcial do cimento: foi estudado o uso de metacaolinita e resíduos da produção de tijolos queimados como uma alternativa ao uso de cimento em construções civis. Os resultados obtidos foram satisfatórios, mas mais pesquisas precisam ser desenvolvidas;

Mudança na fórmula do cimento: outra alternativa encontrada foi fazer uma nova “receita” de clínquer. Nela, podem ser usados resíduos de indústrias siderúrgicas para que haja menor gasto de CO2 durante sua composição, ou mais materiais que não precisem ir ao forno, como o pó de calcário. Desse modo, há a diminuição das emissões de CO2. O principal representante dessa nova fórmula é o CPIII.

Captura de CO2: o gás produzido deveria ser capturado e armazenado antes que escapasse para a atmosfera. Mas, para isso, as indústrias teriam que investir em novas tecnologias e adaptação de suas plantas, o que demandaria um grande investimento, com consequente encarecimento do produto final.


Portanto, na hora de procurar cimento para sua reforma ou construção, fique atento para avaliar se o produto disponível utiliza alguma dessas técnicas redutoras de danos ambientais.

Fonte: eCycle

Entenda a polêmica sobre a fluoretação da água


A prática de adicionar fluoretos à água tratada dos sistemas de abastecimento começou na década de 40, nos EUA, como medida de saúde pública para controle da cárie dentária. Hoje, mas de 70% da população norte-americana bebe água com flúor.

No Brasil, a Funasa (Fundação Nacional da Saúde) indica que a medida é preventiva, tem comprovada eficácia e reduz a prevalência de cárie dental entre 50% e 65% em populações “sob exposição contínua desde o nascimento, por um período de aproximadamente dez anos de ingestão da dose ótima”.

A informação está no Manual de Fluoretação da Água paraConsumo Humano, lançado no ano passado, que também coloca que “o benefício atinge toda população sem distinção de ordem econômica, social ou educacional. Durante toda a vida do indivíduo os fluoretos provocam efeitos benéficos à saúde e protegem os dentes contra a cárie”.

O serviço de saúde pública dos Estados Unidos calcula que, para cada dólar despendido na fluoretação da água, 36 dólares são economizados no tratamento da cárie, motivo pelo qual o método é considerado econômico e com baixo custo “per capita”.

Há consenso?
Embora o Manual da Funasa aborde a questão como consensual, os argumentos sobre os benefícios da fluoretação estão longe disso. Mais de 200 municípios norte-americanos já votaram contra a prática nos últimos anos, embalados por dúvidas sobre a real eficiência do método.
O próprio governo americano divulgou um relatório alertando para os efeitos nocivos do excesso de flúor na água, como o aumento no número de casos de fluorose dental, que causa manchas brancas ou amareladas nos dentes, e pode indicar problemas nos ossos.
O tema é ainda foco de crítica e discussão de inúmeros grupos ativistas e deu origem ao documentário A Mentira do Flúor, disponível na internet (veja abaixo, dublado).



A polêmica
O filme diz que a história pode soar maravilhosa: beba água e fique livre das cáries. Mas que, na verdade, quase nenhum fluoreto despejado no sistema de abastecimento de água é encontrado na natureza – são, na verdade, produtos químicos tóxicos, classificados como lixo tóxico de alto risco, rotulados como veneno nas embalados para transporte e manuseados por trabalhadores vestidos com roupas de proteção industrial.
O Manual da Funasa também discorre sobre a toxicidade da substância: “pode-se afirmar que o flúor é uma substância tóxica quando ingerido em altas doses. Os efeitos desencadeiam distúrbios gástricos reversíveis e redução temporária da capacidade urinária, fluorose dentária ou esquelética e, eventualmente, até mesmo a morte, uma vez que estão diretamente relacionados à dose, tempo de ingestão e idade”.
E aponta com detalhes todos os cuidados técnicos de transporte, armazenagem e dosagem que devem ser tomados para a manipulação de substâncias como o Fluossilicato de Sódio, “produto de natureza tóxica, sólido na forma de pó branco brilhante e cristalino, que apresenta baixa solubilidade e é corrosivo”, e o Ácido Fluossilícico, “subproduto da indústria de fertilizantes, altamente solúvel e corrosivo, o que dificulta o seu transporte e requer reservatórios apropriados”.

A Origem

O documentário explica que a origem do fluoreto começa com as companhias mineradoras de fosfato, um mineral de grande importância na produção de fertilizantes. Ele é extraído de depósitos naturais e refinado para produzir o ácido fosfórico – um dos principais ingredientes dos refrigerantes carbonatados, como a Coca-Cola.
O fosfato frequentemente vem contaminado com altos índices de fluoreto (aproximadamente 40 mil partes por milhão ou até 4% do minério bruto). Para removê-lo, adiciona-se ácido sulfúrico a uma lama composta por fosfato e água, que provoca a vaporização do fluoreto criando compostos gasosos altamente tóxicos, como o fluoreto de hidrogênio e o tetrafluoreto de silício – liberados pelas chaminés durante a produção do fosfato.
Esta prática sempre ocasionou perdas ambientais devastadoras, com a morte de animais e a contaminação de plantações. Obrigados por lei, as indústrias mineradoras de fosfato criaram um meio de capturar os vapores químicos do fluoreto tóxico para que não fossem mais lançados no ar. Eles passaram a ser capturados por purificadores, embalados e usados para a fluoretação da água do sistema de abastecimento das cidades para a prevenção das cáries.
Outro argumento importante é de que quase a totalidade da água dos sistemas de abastecimento das cidades é usada para banhos, lavagem de louças e roupas, piscinas e irrigação de jardins – quase nada atinge, diretamente, dentes humanos. E o impacto ambiental é considerável: seu destino é contaminar rios, manaciais e oceanos.
Historicamente, as medidas de fluoretação de água se tornaram uma saída conveniente e uma prática lucrativa para o descarte do lixo tóxico das indústrias de fosfato, explica o documentário – que também deixa um questionamento no ar: como pode ser saudável ingerir um produto classificado como lixo tóxico?

Com informações de O Globo

Fontes:
Funasa
Documentário A Mentira do Flúor

Imagem:

Getty Images

Publicado originalmente no Portal Super Interessante

Empresa paulista usa bambu para filtrar água


A partir de uma reclamação surgiu uma solução econômica para a reutilização de água em Mogi Guaçu, em São Paulo. Uma empresa produtora de tomates na cidade recebeu uma notificação da prefeitura devido ao mau cheiro provocado por seus resíduos, essa foi a motivação para que tivesse início um projeto para impedir o despejo dos resíduos em solo público.

O tratamento de esgoto convencional consiste em um tanque cheio de pedras britadas ou outro material que serve de suporte para aderência e desenvolvimento dos micro-organismos. O modelo criado utiliza o bambu, que é um material mais leve e barato, para reter as partículas poluentes e fazer com que a água fique apta à reutilização.

A estação foi desenvolvida pelo biólogo Fábio César Fraga, professor do Centro Guaçuano de Educação Profissional (Cegep) e o engenheiro agrônomo Alexandro Batista Ricci, professor na Faculdade Municipal Professor Franco Montoro. Para fazer o projeto, eles se inspiraram em um estudo da Unicamp sobre o uso de bambu.

Desde que a empresa adotou o processo ecológico, há dois meses, já foram reduzidos em cerca 90% o oxigênio consumido na degradação da matéria orgânica. A iniciativa também diminui o uso de água no processo de lavagem da fruta, que será reutilizada, o que representa uma economia de até 30% na conta.

Investindo 20 mil reais, a empresa instalou um sistema que evita multas por contaminação do meio ambiente e ainda tem um retorno por conta do reaproveitamento da água. Além disso, criou cisternas para que a água utilizada no processo de lavagem do tomate seja usada na irrigação de áreas verdes e nos sanitários da empresa. 

Com informações do G1.


Fonte: CicloVivo