sexta-feira, 10 de maio de 2013

Aprenda a fazer biscoitos com casca de goiaba

A  receita combate o desperdício de alimentos, por utilizar a fruta 
em sua totalidade. | Foto: debbydebbydebby/Flickr


Nesta época do ano, fica mais fácil comprar a goiaba, uma fruta altamente nutritiva. Depois de consumir a fruta ou preparar um suco, suas cascas podem ter um destino bem melhor que o lixo, se transformando em biscoitos sustentáveis, ricos em vitamina C e outras propriedades benéficas à saúde.

 Ingredientes:
- Cascas de duas goiabas
- 3 xícaras de chá de farinha de trigo
- 3 colheres de sopa de margarina
- 1 xícara de chá de açúcar

Modo de preparo

Em um refratário, pique a casca das goiabas em tiras e reserve-as. Em outro recipiente, misture a farinha, o açúcar e a margarina. Amasse bem, até a mistura ficar homogênea. Feito isso, coloque as cascas cortadas em tiras e reserve-as.

Depois de preparar a mistura, modele os biscoitos no formato que quiser e leve-os para assar em forno médio, pré-aquecido, até dourar e os biscoitos estarão prontos.

Quem provar a guloseima, aproveita também os benefícios oferecidos pela goiaba, que tem índices mínimos de gordura. Além disso, a receita combate o desperdício de alimentos, por utilizar a fruta em sua totalidade.

Fonte: Ciclo Vivo 

Wewi é o primeiro refrigerante orgânico do Brasil

O refrigerante apresentado pela Natumaker é composto 
apenas por ingredientes orgânicos e naturais, livre de qualquer ingrediente
 artificial ou sintético, como conservantes, ácido fosfórico, edulcorantes, 
corantes, aromatizantes e sem sódio. | Foto: Divulgação


A Associação Paulista de Supermercados apresentou nesta semana o primeiro refrigerante orgânico do Brasil. A bebida é fabricada pela Natumaker  e recebeu o nome de “wewi”.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o segmento de orgânicos cresce 30% ao ano no País, o que indica a mudança de comportamento das pessoas, as quais começam a procurar, cada vez mais, os benefícios de uma alimentação saudável, livre de produtos prejudiciais à saúde.

Tal alteração de comportamento foi confirmada pela Pesquisa APAS Tendências do Consumidor, o que mostra o interesse das pessoas em produtos que fazem bem.

O refrigerante apresentado pela Natumaker é composto apenas por ingredientes orgânicos e naturais, livre de qualquer ingrediente artificial ou sintético, como conservantes, ácido fosfórico, edulcorantes, corantes, aromatizantes e sem sódio.

Os refrigerantes estão disponíveis nos sabores guaraná e laranja. Este último tem gosto de fruta colhida no pé, além de betacaroteno e, naturalmente, vitamina C.

Fonte: Ciclo Vivo 

Arquitetos indonésios ajudam comunidade indígena a preservar arquitetura local

A estrutura se assemelha às grandes ocas de tribos
 indígenas brasileiras. | Foto: Divulgação


Um grupo de arquitetos indonésios resolveu aplicar seus conhecimentos em prol da preservação cultural e arquitetura sustentável em seu país. Sob a liderança de Yori Antar, os jovens trabalharam na reconstrução de novos “woroks” moradia tradicional da população nativa.

A estrutura se assemelha às grandes ocas de tribos indígenas brasileiras. No entanto, possuem outros detalhes que exigem mais trabalho para serem construídas. Com o passar do tempo e as mudanças culturais, esse tipo de casa foi deixando de ser usado. Assim, restaram apenas quatro woroks em pé, e duas delas estava em mau estado de conservação. Este foi o fator decisivo para que os arquitetos adotassem o projeto.

A estrutura se assemelha às grandes ocas de tribos
indígenas brasileiras. | Foto: Divulgação

As moradias tradicionais são construídas em bambu, vime, madeira e palha e dividida em cinco andares. O primeiro deles é utilizado para dormitórios, o segundo para o armazenamento em geral, o terceiro para armazenar sementes, o quarto é reservado para os alimentos e o quinto é usado para guardar as oferendas aos antepassados.

Todo o processo de construção é feito de acordo com as técnicas tradicionais locais e os arquitetos contam com o apoio da própria comunidade para transformar o projeto em realidade.

As moradias tradicionais são construídas em bambu, vime, madeira 
e palha e dividida em cinco andares. | Foto: Divulgação

O trabalho apresenta resultados tão importantes, que rendeu o reconhecimento da Unesco, recebendo o prêmio Aga Khan de arquitetura, em homenagem à colaboração pela preservação do patrimônio cultural.

Fonte: Ciclo Vivo 

Saiba quais são os 5 maiores produtores de etanol do Brasil


Líder mundial na produção de etanol proveniente da cana-de-açúcar (os americanos dominam a produção com base no milho), o Brasil enfrenta uma série de problemas nos últimos anos para alavancar o desenvolvimento desse biocombustível. Os custos para produzir são elevados, o que força uma redução de investimentos, isso sem falar nos contratempos climáticos, cada vez mais comuns. Como o mercado dos veículos elétricos ainda engatinha no país, restam poucas alternativas à gasolina, derivada do petróleo - combustível fóssil e não-renovável.

Só para se ter ideia, entre 2009 e 2011, a produção total de etanol passou de 26,1 bilhões de litros para 22,9 bilhões, uma redução de quase 12%. No sentido de melhorar essa realidade, o governo brasileiro anunciou em abril um pacote de incentivos, que vai da redução do PIS/Cofins a crédito de 5,5% ao ano, tudo para estimular o crescimento da indústria, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Atualmente, a incidência de PIS e Cofins no etanol equivale a R$ 0,12 por litro.

Listamos os cinco maiores produtores de etanol do Brasil*:

Equipamento faz colheita mecanizada em usina de etanol de Piracicaba,
 interior de São PauloFoto: Mariordo Mario Roberto Duran Ortiz

1) São Paulo

Produção em 2009: 15 bilhões de litros
Produção em 2010: 15,6 bilhões de litros
Produção em 2011: 11,8 bilhões de litros
Variação 09/2011: - 21,3%
Participação nacional: 51%

Goiás tem 11,7 de participação nacional na produção de etanol
Foto: Nico&Co

2) Goiás

Produção em 2009: 2,12 bilhões de litros
Produção em 2010: 2,98 bilhões de litros
Produção em 2011: 2,68 bilhões de litros
Variação 09/11: 26,4%
Participação nacional: 11,7%

Minas Gerais também tem participação considerável
 na produção do biocombustível Foto: freddthompson

3) Minas Gerais

Produção em 2009: 2,28 bilhões de litros
Produção em 2010: 2,68 bilhões de litros
Produção em 2011: 2,10 bilhões de litros
Variação 09/11: - 7,9%
Participação nacional: 9,1%

Colheitadeira de cana-de-açúcar, principal matéria-prima
 do etanol produzido no Brasil Foto: Divulgação

4) Mato Grosso do Sul

Produção em 2009: 1,33 bilhão de litros
Produção em 2010: 1,88 bilhão de litros
Produção em 2011: 1,63 bilhão de litros
Variação 09/11: 22,6%
Participação nacional: 7,1%

Variação da produção no Paraná foi de - 13,8% entre 2009 e 2011
Foto: Andy Beecroft

5) Paraná

Produção em 2009: 1,89 bilhão de litros
Produção em 2010: 1,74 bilhão de litros
Produção em 2011: 1,4 bilhão de litros
Variação 09/11: - 13,8
Participação nacional: 6,1%

Fonte: Balanço Energético Nacional 2012

Por Ecodesenvolvimento.com 

ONU divulga primeiro rascunho dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável



O legado da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que aconteceu em junho de 2012 no Rio de Janeiro e ficou popularmente conhecida como Rio+20, continua: nesta terça-feira (07), a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN) - painel da ONU formado por especialistas de vários lugares do mundo, incluindo Brasil - apresentou o primeiro rascunho dos dez Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Trata-se de um conjunto de metas, nos moldes dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que deve ser assumido por todos os países-membros da ONU após 2015, quando expira o prazo para o cumprimento dos ODM, norteando todas as políticas públicas e privadas do mundo.

A criação dos ODS foi acordada durante a Rio+20 e foi considerada uma das principais conquistas do documento O Futuro que Queremos, resultante da Conferência. Já em agosto de 2012, a pedido de Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, o grupo SDSN foi criado, sob a coordenação do economista norte-americano Jeffrey Sachs, para dar início às discussões que resultarão na implantação dos Objetivos em 2015.

A primeira grande realização do grupo foi o rascunho dos ODS, que apresenta dez metas para serem assumidas pelos países-membros das Nações Unidas:
- 1. Fim da pobreza extrema e da fome;
- 2. Alcançar o desenvolvimento global;
- 3. Garantir aprendizado eficaz às crianças e jovens;
- 4. Alcançar a igualdade de gêneros, inclusão social e direitos humanos;
- 5. Alcançar o bem-estar e garantir a saúde em todas as idades;
- 6. Melhorar os sistemas agrícolas e aumentar a prosperidade rural;
- 7. Capacitar as cidades, tornando-as inclusivas, produtivas e resistentes;
- 8. Controlar as mudanças climáticas e garantir energia limpa a todos;
- 9. Assegurar serviços ambientais, biodiversidade e bom gerenciamento dos
recursos naturais e
- 10. Transformar a governança para o desenvolvimento sustentável.

Disponível na internet, o rascunho dos ODS está aberto para consulta pública até 22/05, quando o SDSN começará a trabalhar, novamente, em cima do documento para fazer melhorias. Formado por cerca de 80 especialistas, o grupo de discussão conta com três brasileiros: Israel Klabin, diretor da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Vania Somavilla, diretora de sustentabilidade da Vale, e Virgílio Viana, superintendente-geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS). O economista indiano Pavan Sukhdev, autor do livro Corporação 2020, lançado em português pelo selo Planeta Sustentável, também integra a equipe.

Confira o Rascunho dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em inglês. O relatório final está previsto para ser apresentado em setembro, durante a Assembleia Geral que acontece em NY.

Fonte: Planeta Sustentável 

Mercado 'verde' global vai triplicar até 2020



O mercado global de baixo carbono e tecnologias de eficiência energética vai triplicar até 2020, atingindo US$ 2,2 trilhões, segundo previsões de um novo relatório do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, o Pnuma.

Intitulado "Economia e Comércio Verde: Tendência, Desafio e Oportunidade", o estudo destaca que a transição para uma economia verde é um passo fundamental para alcançar o desenvolvimento sustentável, e que os países em desenvolvimento são agentes-chave para catalisar essa mudança.

Com abundantes recursos renováveis, eles estão bem posicionados para capitalizar as oportunidades e aumentar sua participação no mercado internacional de bens e serviços sustentáveis.

Mas para que isso aconteça, o relatório assinala que são necessários investimentos públicos em infraestrutura específica, assistência técnica, educação orientada e programas de capacitação.

O relatório recomenda, ainda, a eliminação dos subsídios que incentivam práticas insustentáveis de produção, consumo e comércio, e o estabelecimento de políticas de preços que levem em conta os custos ambientais e sociais reais de produção e consumo.

No campo das oportunidades, o estudo identifica seis setores com as maiores oportunidades comerciais verdes: agricultura, pesca, florestas, indústria, energia renovável e turismo.

O mercado global de alimentos e bebidas orgânicas, por exemplo, está projetado para crescer dos 6,2 billhões de dólares em 2011 para 10,5 bilhões de dólares em 2015.

Fonte: Planeta Sustentável 

Exposição sistemas / ecos une arte, design e meio ambiente, na Praça Victor Civita



A Praça Victor Civita*, no bairro de Pinheiros, São Paulo - que oferece ao público extensa programação cultural desde 2008 - recebe a exposição ‘sistemas / ecos - experiências com arte, design e meio-ambiente’, de 11/05 a 08/06.

De esculturas a performances digitais, o projeto reúne obras inéditas de artistas como Sonia Guggisberg, Rejane Cantoni, Leonardo Crescenti, Lucas Bambozzi, Mauricio Dias e Walter Riedweg, além de trabalhos já apresentados em Roma (Itália) e Basiléa (Suiça) de Rachel Rosalen e Rafael Marchetti.

A exposição surgiu de uma pesquisa local da artista Sonia Guggisberg, que hoje se dedica à pesquisa de seu doutorado: ‘subsolo urbano e social’, e sua proposta é criar uma espécie de biodiversidade estética ao aproximar vertentes e cruzar circuitos.

Ao lado das obras dos artistas citados, os resultados das oficinas de arte da ecoLAB, laboratório voltado para estudantes e integrantes de ONGs que desenvolvem obras enquanto exploram tecnologias ecológicas, também serão expostos.

O evento é realizado pela Associação do Audiovisual, entidade sem fins lucrativos que dissemina produtos artísticos não voltados para a indústria cultural, com apoio do Governo do Estado de São Paulo.

SERVIÇO
Exposição: ‘sistemas/ecos’
Local: Praça Victor Civita - Rua Sumidouro, 528, Pinheiros, São Paulo/SP.
Data: 11/05 a 08/06

Fonte: Planeta Sustentável 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

“Casa Jane Fonda” tem energia gerada por exercícios dos moradores



Uma residência onde os moradores produzem a energia elétrica foi batizada de “JF-Kit House” (abreviação de “Jane Fonda Kit House”). O projeto é do estúdio de arquitetura Elii, sediado na Espanha.

O nome da casa foi escolhido em homenagem à atriz, que, além das atuações que lhe renderam dois Oscars, é conhecida pelos vídeos de exercício que estrelou e produziu entre os anos de 1982 e 1995.


Na casa-piloto é preciso fazer exercícios físicos para gerar a energia necessária para assistir televisão, ligar eletrodomésticos, carregar o celular. Sendo assim, não faltará motivos para manter-se em forma.

A ideia é estimular que os moradores sejam ativos e saudáveis ao mesmo tempo em que contribui para a redução de energia elétrica. No “escritório de malhação dos braços”, por exemplo, é preciso girar uma roda, por 25 minutos, localizada ao lado da mesa, para conseguir checar os e-mails. Para assistir a um dos vídeos de ginástica de Jane é necessário, pelo menos, 20 minutos de pedalada.


O protótipo possui “móveis fitness” com equipamentos de ginástica, como bicicletas ergométricas e diversos tipos de peso. Também é montado com barreiras translúcidas, que permite uma visão mais ampla dos espaços e ressalta a sensação de dinamismo do ambiente. Para saber mais detalhes sobre o projeto clique aqui.


O vídeo abaixo, divulgado pelo estúdio, mostra as aplicações da energia gerada a partir de exercícios:




Fonte: Ciclo Vivo 

Barraca de camping tem sinal de internet e produz energia solar para carregar celulares

A barraca utiliza a energia do sol para driblar os perrengues enfrentados 
]por muitas pessoas que decidem acampar. | Foto: Divulgação


Uma barraca que aproveita os raios solares para gerar eletricidade foi recentemente desenvolvida no Reino Unido. A solução utiliza energia renovável para acabar com vários problemas que surgem nos acampamentos, regulando as temperaturas internas e permitindo que celulares sejam carregados. Além disso, o acesso à internet é garantido na barraca.

Concebida pela Kaleidoscope e pela Orange Communication, a Concept Tent é revestida por um tecido especial que absorve diretamente os raios de sol, dispensando o uso de painéis solares fixos. A barraca também conta com três dispositivos sensíveis à luz, que se movimentam de acordo com a posição do sol ao longo do dia, para evitar que a energia seja perdida.

Depois de captada, a luz é processada por um moderno sistema instalado no interior da tenda, que não usa fios e indica os níveis de energia solar em uma tela LCD sensível ao toque. O mesmo sistema wi-fi que transmite as informações da geração de eletricidade também garante o acesso à internet dentro da barraca.

A estrutura também conta com um sistema de indução magnética, utilizado para carregar celulares e outros gadgets, como notebooks e tablets, que costumam acompanhar os aventureiros mais fanáticos por tecnologia. Além disso, a energia acumulada serve para alimentar aquecedores internos, instalados na base da barraca e acionados automaticamente quando caem as temperaturas – uma boa alternativa para driblar as noites de frio.

Ao criar a habitação provisória, os britânicos levaram em conta não só os aventureiros que acampam em meio à natureza, mas, principalmente, os participantes dos megafestivais que acontecem no Reino Unido – em especial, o Glastonbury. Assim, tanto na floresta, como na multidão, é possível enviar um SMS para o sistema de controle, que aciona luzes coloridas para direcionar os habitantes provisórios à localização da tenda. Por enquanto, a Concept Tent é apenas um protótipo, ainda sem previsão para ser lançado.

Fonte: Ciclo Vivo 

Que culpa tem o boi no aquecimento global?

O metano (CH4) responde por metade da emissões de 
gases efeitoestufa de todo o agronegócio / SXC.Hu

As emissões globais de gases de efeito estufa do setor agropecuário somaram 4,69 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente em 2010 (o ano mais recente com dados disponíveis), um aumento de 13% sobre as emissões de 1990, de acordo com um novo relatório do Worldwatch Institute.

Por comparação, as emissões globais de CO2 provenientes dos transportes totalizaram 6, 7 bilhões de toneladas naquele ano, enquanto as emissões de energia elétrica atingiram 12, 4 bilhões de toneladas.

Não se engane pelos números, nem pela aparência bucólica e pacata dos animais. Apesar da agropecuária ter taxas inferiores às demais, o setor é o grande responsável pela liberação de metano na atmosfera, um gás de efeito estufa com potencial de aquecimento 25 vezes maior que o CO2.

Na ponta do lápis, o metano responde por metade da emissões de todo o agronegócio, que sozinho é responsável por 25% das emissões globais de GEE. A fermentação entérica - a digestão de materiais orgânicos pelos ruminantes - é a maior fonte dessa emissão, que é liberada pela flatulência e arrotos de animais, como vacas, cabras e ovelhas.

De acordo com o estudo, as emissões por fermentação entérica subiram 7,6% em todo o mundo entre 1990 e 2010, mas a variação regional foi alta. De 51,4% e 28,1%, respectivamente, na África e Ásia, enquanto as emissões na Europa e Oceania caíram 48,1% e 16,1%.

Essa redução significativa da Europa em emissões pode estar não só associada ao declínio de produção de carne bovina no continente entre 1990 e 2010, mas ao aumento do uso de grãos e óleos na alimentação do gado em vez de gramíneas.

“Mas uma mudança a partir de uma dieta a base de gramíneas para uma de grão e oleaginosas muitas vezes acompanha a mudança para uma produção baseada no confinamento de engorda concentrada, que pode ter uma série de consequências negativas, como a poluição da água e alto consumo de combustíveis fósseis", afirma a pesquisadora Laura Reynolds, uma das autoras do estudo.

Segundo ela, “não há outro caminho claro para tornar a produção de carne de gado mais sustentável que não passe por reduzir as populações de animais em geral”. Não se deve ignorar que o apetite da humanidade por carne vermelha é o grande agente de estímulo dessa cadeia.

Alguns cientistas já estudam a criação em laboratório de carne artificial, que teria a capacidade de reduzir entre 78% e 96% as emissões de gases efeito estufa associadas à produção convencional. 

Os outros dois vilões do campo

O metano está entre os três gases mais comuns emitidos pelo setor, que incluem ainda o óxido nitroso e o CO2. Dentre eles, o óxido nitroso (N2O) é responsável por cerca de 36% das emissões de gases de efeito estufa agrícolas, segundo o estudo. Solos de ecossistemas tropicais são considerados maiores emissores naturais de óxido nitroso.

Entretanto, as emissões mundiais de N2O estão ganhando fôlego, estimuladas pelo uso desenfreado de fertilizantes sintéticos. Só na China, o uso excessivo dessas substâncias, que serviram de pilar da "Revolução Verde", está se transformando em um vilão ambiental.

Além disso, o estrume que é depositado no solo das pastagens contribui para as emissões globais de óxido nitroso por causa de seu alto teor de nitrogênio.

Finalmente, o terceiro gás mais emitido pelo agronegócio é o dióxido de carbono, liberado pelo solo quando a matéria orgânica se decompõe aerobicamente (com oxigênio). A maior fonte de emissões de CO2 na agricultura é a drenagem e cultivo de "solos orgânicos", solos em zonas húmidas, pântanos, brejos ou com alto teor de material orgânico.

Quando estas áreas são drenadas para o cultivo, a matéria orgânica no solo decompõe-se a uma taxa rápida, libertando CO2. Este processo é responsável por cerca de 14% das emissões totais de gases de efeito estufa agrícolas, de acordo com o relatório do Worldwatch Institute.

Caminhos mais seguros

Embora a redução das populações de animais se apresente como uma forma clara para reduzir as emissões do agronegócio global, os agricultores e proprietários de terras têm inúmeras outras oportunidades de mitigação, muitos dos quais oferecem co-benefícios ambientais e até econômicos.

Por exemplo, o cultivo de árvores lenhosas e perenes em terra pode sequestrar carbono, ao mesmo tempo em que ajuda a restaurar os solos, reduzir a contaminação da água e fornecer benefícios para o habitat dos animais selvagens.

Algumas práticas podem até mesmo resultar em aumento de renda para os agricultores, através de programas "cap-and-trade", onde ao criar e conservar áreas plantadas, os agricultores poderiam comercializar licenças de emissões.

Fonte: Exame.com

Tanque cheio de fungos



O bioetanol feito com base em rejeitos da produção agrícola no Brasil, sobretudo o bagaço de cana-de-açúcar, vem sendo empregado nos últimos anos.

Agora, a engenheira de alimentos Rosana Goldbeck, da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas, conseguiu selecionar enzimas do fungo Acremonium strictum visando a produção de álcool. Presente em flores e frutos do Cerrado, o fungo é o único com potencial para gerar etanol, entre 392 cepas analisadas.

Suas vantagens? É abundante na natureza, não é destinado à alimentação humana e pode ser uma fonte mais barata que a cana.

Fonte: Planeta Sustentável 

Balões produzem energia elétrica


Em breve, o céu de Nova York pode ficar lotado de balões vermelhos e não se trata de uma festa para a qual você não foi convidado. É o projeto 99 Red Ballons*, que propõe espalhar bexigas por aí para produzir energia elétrica - aquela que faz seu videogame funcionar, esquenta a água do chuveiro e conserva as comidas na geladeira.


Embora tenham o mesmo formato dos balões usados em festas de aniversário, as bexigas do 99 Red Ballons, claro, são diferentes. Desenvolvidas por canadenses do Nadi Design Studio, elas são feitas com células solares orgânicas, que são capazes de transformar a energia do sol em eletricidade. Não é legal? 

A ideia é espalhar os 99 balões pelo céu de Nova York, a dezenas de metros de altura, presos por cabos de aço, para que eles produzam energia elétrica para a população. Quando a bexiga estiver carregada de energia solar, ela fica transparente, indicando que é hora de "coletá-la". De acordo com os inventores, juntos os balões são capazes de produzir eletricidade para cerca de 4,5 mil casas. Já imaginou?

A princípio, os designers desenvolveram o projeto para que as bexigas sejam instaladas acima do antigo Aterro Sanitário Fresh Kills, desativado em 2001 por já estar lotado. Isso por que eles querem preservar a história do local - considerado o maior espaço já construído no mundo para dar destinação correta ao lixo produzido pela população - e, de quebra, fazer as pessoas refletirem a respeito da montanha (desnecessária) de resíduos que geram diariamente.

Veja como vai ficar:


Mas, se a "energia de balão" realmente funcionar, ela pode ser replicada em muitos outros lugares ao redor do mundo. Já pensou se a moda pega no Brasil?

Fonte: Planeta Sustentável 

Folha ABES-SP Edição 02

Noruega pretende comprar lixo para suprir demanda energética




Grande parte dos resíduos produzidos na Noruega não vão parar em aterros, mas em incineradores produtores de energia

Enquanto em alguns países, como o Brasil, o problema está no excesso de lixo, na Noruega o problema é a escassez. De acordo com a Time, grande parte dos resíduos produzidos pela população não vai parar em aterros, mas em incineradores produtores de energia. Ou seja, a população consome energia a partir de lixo queimado. Acontece, no entanto, que este combustível está acabando.

O Hafslund Group, uma empresa de energia norueguesa que produz e distribui aquecimento na cidade de Oslo, anunciou que "o objetivo é substituir todos os combustíveis fósseis para os picos de carga em 2016". A produção de energia atual nas suas instalações chega a 1.5 TWh – o suficiente para aquecer 150 mil casas.

Para alcançar a quantidade de energia necessária, a Noruega prepara-se para importar lixo de localidades como os Estados Unidos, uma vez que o transporte marítimo é relativamente barato.

Tendência europeia

Ainda segundo a Time, usar o lixo como fonte de energia está virando uma tendência na Europa e estende-se para países como a Áustria e a Alemanha. Ambos também planejam construir mais fábricas de incineração de lixo.

Outro exemplo está na Suécia, que possui igualmente a intenção de importar anualmente 800 mil toneladas de resíduos do resto da Europa, de modo a manter a sua produção de energia de forma eficiente.

Problemas ambientais

Alguns grupos ambientalistas, no entanto, acreditam que esta dependência do lixo é apenas uma solução em curto prazo para as metas ambientais, e acabam criando a necessidade de gerar mais lixo. "Há uma pressão para se produzir mais e mais resíduos desde que existe este limite de capacidade", disse Lars Haltbrekken, presidente do grupo ambientalista mais antigo da Noruega.

Além disso, o uso do lixo na produção de energia contribui para desencorajar as iniciativas, cada vez mais necessárias, visando à preservação de recursos naturais, à redução do uso de embalagens que se tornam lixo e à adoção de práticas de reciclagem e compostagem.

Haltbrekken defende que, em uma hierarquia de objetivos ambientais, produzir menos lixo deve ser prioridade em relação à produção de energia a partir de resíduos.



Saiba como se engajar no dia "De Bike ao Trabalho"



A ação é uma boa oportunidade para promover a socialização entre as pessoas que usam ou pretendem adotar a bicicleta como meio de transporte para chegar ao trabalho. | Foto: Reprodução/Facebook

Nesta sexta-feira (10), várias cidades brasileiras vão receber o dia "De Bike ao Trabalho", iniciativa que promove a bicicleta como opção de transporte até as empresas. A campanha é realizada pelo Bike Anjo, organização de ciclistas que incentiva o modal sustentável nas grandes cidades.

A ação é uma boa oportunidade para promover a socialização entre as pessoas que usam ou pretendem adotar a bicicleta como meio de transporte para chegar ao local de trabalho. A campanha, que teve origem nos EUA nos anos 1950, integra pessoas, empresas e até mesmo cobra melhorias aos representantes políticos.

De acordo com os organizadores do dia De Bike ao Trabalho, as ações não deverão ser tomadas isoladamente. Seja na adesão pessoal, seja nas corporações ou, ainda, nas medidas adotadas pelos governantes, a meta é aumentar o número de viagens de bicicleta até o trabalho.

Apresente a iniciativa à sua empresa
Faça a sua empresa vestir a camisa do dia De Bike ao Trabalho. Apresente as propostas dos Bike Anjos para o seu chefe, lembrando que, em primeiro lugar, é preciso orientar a todos os funcionários sobre o uso das bicicletas.

Segundo os organizadores, os locais de trabalho que abraçarem a causa das bikes devem distribuir uma cartilha de dicas, realizar um seminário sobre trânsito no espaço urbano e promover um ponto de encontro para garantir a segurança das pessoas que forem trabalhar de bicicleta.

O evento pode gerar um importante legado para as empresas: a partir da experiência, poderão ser construídos estacionamentos permanentes para ciclistas e paraciclos nos locais de trabalho que participarem da iniciativa.

Faça Você Mesmo
Caso a sua empresa não faça parte oficialmente do dia De Bike ao Trabalho, reúna-se com os colegas e monte uma programação especial para a sexta-feira. Divulgue as informações da campanha, verifique as condições das bikes antes de sair de casa e organize grupos de pedal para que as pessoas façam o trajeto juntas, aumentando a segurança dos participantes. Além disso, vale combinar uma bicicletada ao final do expediente para levar às localidades mais próximas ao local em que moram os funcionários.

Espalhe a ação na cidade onde você vive
Para melhorar a qualidade do transporte sustentável nos centros urbanos, a população deve cobrar medidas mais efetivas dos governantes. Os organizadores da campanha produziram modelos de cartas de incentivo paraconvencer os representantes políticos, a fim de estabelecer o dia De Bike ao Trabalho no local em que você vive.

Com um grande número de pessoas envolvidas, é possível pedir o fechamento das vias públicas para a circulação das bikes, ou, ainda, sugerir a criação de um programa de educação no trânsito para motoristas e ciclistas.

Fonte: CicloVivo

Designers & Agents: Feira internacional de moda apoia marcas "verdes"

 

Centros da moda internacional, Nova York, Paris e Los Angeles apresentam todos os anos, em meses distintos, a Designers & Agents, uma feira internacional de varejistas que promove interação entre criadores e consumidores. O evento, que recebe cerca de 3 mil visitantes de todas partes do mundo, é considerado pioneiro no movimento do design sustentável, pois procura identificar e apoiar marcas que possuem iniciativas verdes.

Este ano a D&A é realizada neste mês de maio, em Nova York, em junho em Los Angeles, e no mês de setembro em Paris.

O Portal EcoD listou algumas marcas sustentáveis que brilharam no Designers & Agents de Nova York, destacadas pelo site Ecouterre, que faz cobertura do evento. Confira!

Collina Strada


A marca nova-iorquina de acessórios e bolsas Collina Strada possui peças desenhadas por Hillary Taymour. Todas são feitas à mão e com materiais eco-conscientes.

State


A marca de roupa State, da Adrienne Antonson de Washington, inspira-se na vida em fazendas e faz uma abordagem cuidadosa e artesanal, por meio da utilização de materiais como algodão orgânico, materiais reciclados e fibras locais.

Sprout Watches


 
A marca Sprout Watches cria relógios a partir de elementos sustentáveis, como a resina de milho, bambu, cortiça, algodão orgânico e pedras preciosas certificadas.

Fogle England

 


As bolsas e acessórios da Fogle England são feitas no Reino Unido a partir de materiais reciclados, incluindo antigos sacos de farinha alemães, tenda de lona militar de Praga, colchas indianas e couro reciclados.

Elise Ballegeer


 
A marca Elise Ballangeer recruta artesãos alemãs para produzir roupas em pequena escala. Cada peça é produzida localmente em Berlim e promove os valores da sustentabilidade social do setor. A produção local diminui as emissões de carbono, já que dispensa a utilização de transporte.


Projeto de ecopastagem em Paris coloca ovelhas na cidade



As ovelhas são da raça Ouessant e foram escolhidas por sua resistência. | Foto: JoshBerglund/Flickr

O prefeito de Paris, Bertrand Delanoë, busca maneiras de fazer com que o meio ambiente seja uma das prioridades do seu mandato. Depois de promover diversos programas de facilitação da mobilidade urbana, Delanoë implantou o projeto ecopastagem.

Quatro ovelhas negras foram colocadas em um campo gramado ao lado do prédio do Arquivo Municipal. A tarefa delas é aparar um trecho de um quarto de hectare de uma divisão administrativa parisiense.

A prefeitura afirma que os animais vão reduzir o uso de herbicidas e tornar desnecessário o uso de cortadores de grama. Nos últimos anos, projetos semelhantes foram testados em cidades menores da região. A ideia é que o ecopastagem seja ampliado.

As ovelhas são da raça Ouessant e foram escolhidas por sua resistência. Segundo René Dutrey, prefeito adjunto para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, elas custaram US$ 335 dólares.

Um guarda vigia o local onde as ovelhas foram colocadas, o que reduz a possibilidade de serem atacadas por predadores. A região é pouco habitada, porém os moradores são incentivados a visitar os animais e possivelmente o Arquivo Municipal, onde há painéis informativos que explicam o projeto.

Além de informar o público, os arquivistas também devem cuidar dos animais. Se acontecer de uma ovelha cair de costas, por exemplo, é necessário que rapidamente algum funcionário coloque-a de pé novamente, do contrário ela corre o risco de sufocar.

Funcionários municipais descobriram quatro variedades distintas de orquídeas na área gramada em que as ovelhas pastam. Por isso, houve um alerta para que cientistas monitorem a fauna e a flora do lugar e, consequentemente, cuidem para que a biodiversidade não seja prejudicada. As ovelhas vão ficar pastando no local até outubro. 

Com informações da Folha.

Fonte: CicloVivo