sexta-feira, 3 de maio de 2013

" Distributed Environmental Monitoring: Remote Autonomous Sensor Platforms "


Exposição Vidas do Azul

Exposição fotográfica que reúne fotos de Vidas do Azul, livro de imagens do acervo do projeto Tamar, publicado pela Editora Bambu.estará disponível ao público até o dia 05 de maio, das 14h às 20h, na praça de eventos do Shopping Plaza Sul. A visitação é gratuita

Veja abaixo a galeria de fotos:




















Conheça os principais inimigos das árvores nas zonas urbanas

Ao observar irregularidades em alguma árvore na zona urbana, procure sempre o 
órgão responsável pela gestão ambiental de sua cidade. | Foto: André Lage/Flickr

Conhecer as principais ameaças que as árvores da zona urbana estão expostas é um bom começo para preservá-las. Muitas vezes, as irregularidades nas plantas são bem perceptíveis, e pode ser fácil pedir que as autoridades competentes façam reparos nas árvores.

Além de serem importantes elementos para compor a paisagem das cidades, é comprovado que as árvores das praças, parques e calçadas aumentam a qualidade de vida das pessoas, melhorando não só o ar e equilibrando temperaturas, mas também estabelecendo uma relação mais ampla do homem com a natureza, além de promover maior interação entre as pessoas. É preciso ficar atento aos inimigos mais perceptíveis que ameaçam as árvores na zona urbana:

Fique de olho na fiação elétrica

Em primeiro lugar, os galhos das árvores que servem como “caminho” para a rede elétrica precisam estar podados, para que as folhas não atrapalhem os fios de alta tensão que passam por ali.

Outra estratégia é perceber se a árvore está equilibrada: caso esteja com peso distribuído de forma irregular, este pode ser um dos fatores que levem a árvore a cair, mesmo fora da época de fortes chuvas. O problema se agrava quando ocorre a queda da árvore que está muito próxima da fiação da rede elétrica, podendo acontecer uma interrupção no abastecimento de energia.

Tome cuidado com o cimento

O material de construção é um dos maiores inimigos para o crescimento das árvores nas zonas urbanas: além de empobrecer o solo, o cimento ainda sufoca as raízes das plantas, diminuindo a capacidade de sustentação e fazendo com que as árvores fiquem mais baixas e mais frágeis.

Fungos à vista

Os fungos se alastram nas árvores não só por influência do clima úmido, mas também por podas mal feitas e por pregos inseridos nos troncos e galhos, que são portas de entrada para cogumelos e outras espécies. Se as autoridades responsáveis não forem acionadas a tempo, os fungos invadem o interior das árvores, deixando-as fracas e doentes.

Ao observar irregularidades em alguma árvore na zona urbana, procure sempre o órgão responsável pela gestão ambiental de sua cidade. Em São Paulo, pode ser acionado o serviço “Respeite as Árvores”, mantido pela prefeitura, tanto pelo telefone 3396-3285, quanto pelo email respeiteasarvores@prefeitura.sp.gov.br.

Na capital paulista, a poda sem autorização da prefeitura pode render uma multa de até 10 mil reais, dependendo da espécie e do tipo da árvore.

Fonte: Ciclo Vivo 

Rio espera diminuir em 1,8 mi de toneladas os gases estufa até 2016



O estado do Rio de Janeiro espera reduzir em 1,8 milhão de toneladas as emissões de gases do efeito estufa de 2014 a 2016, apenas com a ampliação e melhoria dos serviços de trens, metrô, barcas e vias exclusivas para ônibus no Grande Rio. Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, a redução equivale a quase metade dos 3,8 milhões de toneladas que o governo fluminense comprometeu-se a deixar de emitir no setor de transportes até 2030.

“Isso é muito importante para a contribuição do Rio na redução das emissões que aumentam a temperatura do planeta. Mas também tem um ganho muito importante na redução da poluição sonora e da poluição do ar que acabam com os tímpanos e os pulmões da população. Os maiores vilões das poluições do ar e sonora são os carros, ônibus e caminhões”, disse Minc.

Estudo divulgado na última quinta-feira (2) pela Secretaria Estadual do Ambiente mostra que a maior parte da redução dos gases será obtida com a ampliação da oferta de trens e a melhoria do serviço prometidos pela concessionária Supervia. Segundo a empresa que administra o sistema de trens da região metropolitana do Rio, espera-se ampliar de 400 mil para cerca de um milhão o número de passageiros atendidos por dia, até 2016.

Caso a promessa da Supervia se cumpra, a expectativa é de que cidadãos fluminenses deixem de usar 40 mil carros e oito mil ônibus, o que fará com que deixem de ser emitidas 884 mil toneladas de dióxido de carbono de 2014 a 2016.

O governo espera outra redução importante com a implantação dos corredores exclusivos para ônibus na cidade, os BRSs (faixas exclusivas para ônibus e táxis nas ruas da cidade) e BRTs (vias exclusivas para ônibus articulados). Os veículos leves sobre trilhos (VLTs), bondes que serão implantados no centro da cidade, também deverão contribuir.

Com esses sistemas, que permitem aos ônibus circularem com mais rapidez e mais passageiros, espera-se reduzir em 504 mil toneladas as emissões de dióxido de carbono no período de três anos. Cerca de 143 mil carros devem deixar de ser usados com os novos sistemas. Isso também deve permitir uma reorganização da malha de ônibus urbanos do Grande Rio, com a retirada de circulação de 1,8 mil coletivos.

A ampliação do metrô para mais uma estação da zona norte, em 2014, e para outros bairros da zona sul e para a Barra da Tijuca, em 2016, deverá tirar de circulação 88 mil carros e 2,8 mil ônibus. Como consequência, a expectativa é que o Rio deixe de emitir mais 414 mil toneladas de gases do efeito estufa.

Segundo a Secretaria Estadual do Ambiente, a ampliação do número de barcas na Baía de Guanabara também dará sua contribuição, ainda que modesta, com 33 mil toneladas de dióxido de carbono deixando de ser lançados na atmosfera. “Ainda acho que [a redução de 1,8 milhão de toneladas] é pouco. Ainda estamos atrasados. Hoje o caos do trânsito que quebra a qualidade de vida tem a ver com o número de carros e o número de ônibus”, disse o secretário.

Fonte: Ciclo Vivo  

Locadora de veículos refloresta espaço equivalente a oito estádios de futebol

Ao longo de quatro anos de Carbon Free, a Movida Rent a Car já neutralizou
 mais de 1.070 toneladas de CO2. | Foto: movida/carbonfree

Mais de 46 mil metros quadrados. Essa é a área total utilizada até o momento pelo projeto de compensação ambiental Carbon Free, da Movida Rent a Car. O número é o equivalente a oito estádios de futebol, hoje ocupados por cerca de 7,5 mil mudas de árvores.

Desde 2009 em atividade, a locação Carbon Free realizou cinco plantios e contou com o apoio de mais de 18 mil clientes. A locadora de veículos é a única na América Latina a neutralizar parte da emissão de carbono resultante do aluguel de veículos.

O último plantio foi realizado no último dia 19, na cidade de Rio Claro, no interior paulista. Na oportunidade, a Movida Rent a Car disponibilizou cerca de 2,2 mil mudas, o equivalente a 339 toneladas de CO2. O número foi calculado de acordo com as locações Carbon Free realizadas entre julho de 2012 e janeiro de 2013.

“O consumidor está cada vez mais atento a este tipo de ação. Para nós é uma imensa satisfação fazer parte de tudo isso, porque o projeto ganhou força e hoje tem alto índice de aceitação. Se considerarmos apenas os clientes de lazer, posso afirmar que 70% dos motoristas escolhem a locação sustentável, número considerado espetacular por toda a equipe”, revela a diretora do setor Administrativo da Movida, Marcela Moreira.

Ao longo de quatro anos de Carbon Free, a Movida Rent a Car já neutralizou mais de 1.070 toneladas de CO2. As cidades de Várzea Paulista, Piracaia e Rio Claro foram os destinos escolhidos para receberem as mais de 80 espécies de árvores escolhidas para a compensação.

Carbon Free

O programa Carbon Free, da Movida Rent a Car, é baseado na neutralização da emissão de carbono causada pela locação. Com uma quantia mínima (R$ 2,75 por dia), os participantes do projeto ajudam a locadora a plantar árvores e, com isso, neutralizar toda a emissão de carbono decorrente do uso do automóvel.

O cálculo de neutralização tem como base o combustível utilizado pelo cliente, a quilometragem do veículo durante o período de locação e o tipo de motorização do automóvel. Com estes dados em mãos, a empresa tem condições de saber a quantidade de CO2 emitido pelo cliente, e a quantidade de árvores necessárias para preservar a atmosfera.

Para se ter uma ideia, para cada tonelada de CO2 são plantadas, em média, de oito a dez árvores, dependendo do tipo de espécies.

Fonte: Ciclo Vivo 

Ocorrência de água-viva australiana preocupa pesquisadores em Ubatuba

Esta espécie já foi encontrada em grande número no México no ano 
de 2000 e pode atingir até 60 cm de diâmetro. | Foto: Divulgação

A ocorrência de uma espécie exótica de água-viva, a Phyllorhiza punctata, também conhecida como água-viva australiana manchada, tem sido objeto de observação e curiosidade para a equipe técnica do Aquário de Ubatuba. Esta medusa é nativa no Pacífico Ocidental da Austrália ao Japão, mas tem sido encontrada em diversos lugares do mundo. A situação preocupa ambientalistas devido ao seu hábito alimentar.

“Por se tratar de uma espécie que se alimenta de zooplâncton, ovos e larvas de espécies de peixes nativos, esta água-viva é considerada invasiva na costa brasileira e pode, inclusive, dependendo de sua quantidade, prejudicar o ecossistema e, por exemplo, a safra dos camarões, que tem sua fase planctônica, como aconteceu no Golfo do México”, explica Hugo Gallo, Oceanógrafo e Diretor-Executivo do Aquário de Ubatuba. “Outro problema de uma ocorrência em grande quantidade é que por possuírem nematocistos com toxinas, estas águas vivas podem causar acidentes de ‘queimaduras’ com banhistas”, completa Hugo.

Esta espécie já foi encontrada em grande número no México no ano de 2000 e pode atingir até 60 cm de diâmetro. No Brasil, seu último registro publicado aconteceu em 2006. “Vamos acompanhar o desenvolvimento destas medusas no Aquário e na região, mas nos preocupa o registro de aparecimento destes animais que, possivelmente, tenham sido introduzidos pela água de lastro dos navios, o que pode estar relacionado com o aumento gradativo da presença e operação de navios de grande porte no litoral norte”, afirma Hugo. “Estamos publicando uma nota científica para registrar formalmente a ocorrência”, comenta.

O Aquário de Ubatuba mantém, desde 2011, um tanque de Águas-Vivas, o único no Brasil, para exposição destes fascinantes animais e conta, atualmente, com espécimes do gênero Chrysaora lactea, que alimentam-se de plânctons cultivados no Aquário. A espécie exótica Phyllorhiza punctata também está em exposição.

Vale lembrar que em caso de queimadura com água-viva “é importante não esfregar o local ferido para não espalhar o veneno na pele, enxaguar com água salgada ou soro fisiológico e procurar atendimento médico”, alerta Hugo.

O Aquário de Ubatuba funciona de domingo a quinta, das 10h às 20h; sexta, sábado e feriado, das 10h às 22h, na Rua Guarani, 859, Praia do Itaguá, em Ubatuba, São Paulo. A entrada custa 18,00, mas estudantes com carteirinha, pessoas de 6 a 17 anos e a partir de 60 anos pagam a metade do valor. Já para as crianças de até 5 anos, a entrada é gratuita.

Fonte: Ciclo Vivo 

Natureza em vidro


Eles mexem com a imaginação porque parecem um resumo da natureza, que você observa de cima, como se fosse um gigante. "Terrários podem ser feitos em qualquer tipo de vaso desde que seja transparente", afirma o engenheiro florestal e paisagista Thiago André, que assina os microjardins desta reportagem. Essas paisagens em miniatura também são uma ótima ideia para quem vive em espaços pequenos e deseja resgatar a proximidade com o verde. Bem feito e bem cuidado, um terrário dura anos. "Procuro usar plantas com necessidades de manutenção parecidas. O melhor é que tenham folhas pequenas e crescimento lento", explica o paisagista.



MUNDOS PARTICULARES DE UMA ARTISTA
Nos terrários da artista plástica Vivian Kass, surgem cenas fabulosas povoadas por bichos de plástico, bonecas e caveiras garimpados pela cidade. "Compro muita bugiganga e trago para o ateliê. Uso em meu trabalho coisas com as quais convivo", conta. Com as espécies, não é diferente: a maior parte vem de seu quintal. "Pego plantas da rua também. Adoro um musgo de calçada." Uma particularidade dos terrários de Vivian é que todos têm tampa - ela monta os microambientes, rega e, depois que os fecha, raramente volta a abri-los. "O processo natural é bem-vindo. Às vezes, uma planta morre. Em outras, nascem musgos, ervas daninhas, fungos."

EXPERT EM CRIAR PAISAGENS
Foi numa temporada morando em Nova York que Thiago André começou a montar terrários para compensar a falta de verde durante o inverno rigoroso. "Geralmente, componho um local onde eu gostaria de relaxar ou passear, um paraíso particular." De tanto criar essas "florestas encapsuladas", como diz, ele hoje sabe como mantê-las bonitas. Se o vaso for aberto, borrife 250 ml de água com um spray três ou quatro vezes por semana. Para vidros fechados, são os mesmos 250 ml de água uma vez ao mês. A exposição ao sol deve ser indireta para não queimar as plantas. Adubar é desnecessário e pode danificar algumas espécies de musgo.

PASSO A PASSO: MONTE SEU TERRÁRIO


1. Limpe o vidro por dentro e por fora. No fundo, faça uma camada de carvão fina e apenas no centro do recipiente. Somente a terra ficará visível no final. Adicione a casca de pínus, desenhando o relevo desejado. Jogue um pouco mais de carvão e misture-o à casca;
2. Cubra a camada anterior, responsável pela drenagem, com a terra. Preencha também o espaço das laterais. Usando um papel toalha ou um pano umedecido, limpe a terra grudada nas paredes do vaso;
3. Distribua as plantas: as maiores vão ao centro, e as menores, na parte mais externa. Finalize com pedaços de tijolo, gravetos e outros ornamentos;
4. Molhe todas as plantas com um spray de 250 ml. Aproveite e borrife água em alguma sujeira persistente.

DE TODAS AS FORMAS E TAMANHOS
Para os iniciantes, é mais fácil montar e manter o terrário num vidro de boca larga, como o modelo acima. O garrafão de abertura estreita desta foto requer o uso de pinças longas, encontradas em lojas especializadas em botânica. Arames e bambus também são acessórios empregados pelos experts.

Fonte: Planeta Sustentável 

Parece, mas não é


PACA

COMPRIMENTO: 32 a 60 cm
PESO: 6 a 8 kg
DIETA: Frutos, raízes, folhas e cascas de árvore
EXPECTATIVA DE VIDA: 16 anos
PREDADORES: Onça-pintada, onça-parda, jaguatirica e cachorro-vinagre

Solitária, não tolera parceiros fora do período de acasalamento, abandona o filhote após o desmame e não convive bem com humanos. Tem pelos curtos, ásperos e acastanhados, além de manchas amareladas na barriga. As patas fortes e as garras auxiliam na corrida e na escavação de tocas com várias entradas e saídas.




ARIRANHA

COMPRIMENTO: 1,5 a 1,8 m
PESO: 22 a 45 kg
EXPECTATIVA DE VIDA: 15 anos
DIETA: Peixes, pequenos mamíferos e aves
PREDADORES: Não tem

A cor da pelagem curta varia entre o marrom e o acastanhado. Patas largas com membranas interdigitais e cauda longa e achatada fazem da ariranha uma boa nadadora. Ela caça durante o dia e constrói tocas nas margens de rios e lagos. Vive em grupos de até 12 indivíduos.




CUTIA

COMPRIMENTO: 40 a 60 cm

PESO: 1,5 a 2,8 kg
DIETA: Frutos, brotos e sementes
EXPECTATIVA DE VIDA: 14 anos
PREDADORES: Onça-pintada, onça-parda e jaguatirica

É conhecida pela cabeça alongada e pela cauda curta. Tem quatro dentes incisivos grandes e curvos. Quando ameaçada, eriça os pelos, duros, compridos e espessos. Vivendo em pequenos grupos, tem a seguinte estratégia alimentar: enterra o alimento nos períodos de fartura e só o desenterra na época de escassez. Ela se abriga em tocas, em meio de raízes e troncos caídos.



CAPIVARA

COMPRIMENTO: 1,2 m, em média
PESO: 80 kg
EXPECTATIVA DE VIDA: 15 anos
DIETA: Capim, grama, ervas e vegetação aquática
PREDADORES: Homem, onça-pintada, onça-parda, sucuri e jacaré

A capivara - maior roedor do mundo - é o único desta lista que, além de viver na América do Sul, também ocorre na América Central. Ela se adapta bem a qualquer ambiente, habitando lugares impróprios para outros mamíferos, como rios e lagoas poluídos em grandes cidades. Vive em grupos de dezenas de indivíduos e, assim como a paca e a cutia, vai para panela em algumas regiões do Brasil. As tocas da paca têm várias entradas e saídas. Rangendo os dentes, ela emite sons para se comunicar e para espantar agressores.

Fonte: Planeta Sustentável 

Eutrofização prejudica biodiversidade e o uso humano da água



Processo multiplica quantidade de água em lagos e represas, dificultando a passagem de luz e a dissolução de oxigênio

Você já ouviu falar em eutrofização? Trata-se de um processo de multiplicação de algas, comum em corpos d'água sem tanta movimentação, como lagos e represas. Apesar de significar grande quantidade de matéria orgânica presente na água, ela pode trazer diversos malefícios ao homem e à própria natureza. Mas por que?

A grande disponibilidade de nitrogênio (N) e fósforo (P) na água de lagos, represas ou lagoas fornece um ambiente totalmente favorável à grande e rápida multiplicação de algas. Quando o nível de eutrofização da água aumenta de tempos em tempos (em um intervalo grande de tempo), é considerado um processo natural. Mas quando ocorre em um período curto, cientistas consideram que se trata de uma causa antrópica, ou seja, ocorrida por influência humana.

De onde vem?

De acordo com um estudo, a oferta do nitrogênio e fósforo acontece de diversos modos. Pode ser originada de esgotos domésticos, onde os nutrientes são encontrados nas fezes, urinas, restos de alimentos e detergentes. Pode vir também de efluentes industriais não tratados. Nas plantações, os agrotóxicos usados são ricos em nitrogênio e fósforo e fornecem mais nutrientes do que as plantas conseguem absorver - o excesso deles acaba sendo levado até o corpo d’água mais próximo, através do escoamento da água de irrigação ou contaminação de lençol freático. A pecuária também contribui com despejo de água contaminada com fezes e urina de animais e outros dejetos.

Consequências

A enorme população de algas cria uma cortina verde na superfície do corpo d’água, impedindo a passagem da luz. Assim, as plantas que ficam no fundo não conseguem fazer fotossíntese e o nível de oxigênio dissolvido torna-se cada vez menor, causando a morte de muitos organismos, como peixes, por exemplo. O processo de decomposição dos organismos também utiliza oxigênio. Então, quando essa quantidade de oxigênio dissolvido não consegue mais ser medida, é considerado que o lago ou lagoa chegou ao estado de anóxia.

Além da diminuição do número e biodiversidade de organismos, a eutrofização excessiva também é responsável pela redução da transparência, alteração na cor e odor da água, produção de mau odor e substâncias tóxicas por parte de algumas algas e incapacidade do uso da água para fins de consumo, recreação, turismo, paisagismo, irrigação e hidrelétrico.

Controle

Para controlar a eutrofização podem ser usadas técnicas preventivas ou corretivas. As preventivas se baseiam em diminuir o fornecimento dos nutrientes para o lago por uma fonte externa, controlando o esgoto urbano, tratando os efluentes industriais e diminuindo o uso de agrotóxico. Já as corretivas, atuam sobre o corpo d’água já eutrofizado, como uso de reagentes para diminuir a disponibilidade de P e colheita das algas da superfície.

Uma das formas de não contribuir para a eutrofização dos lagos e lagoas é se alimentar por meio de comida orgânica, que não é tratada com fertilizantes, sendo também mais saudável. Preocupe-se também em saber se o esgoto de seu bairro ou cidade é tratado e reivindique essa medida ao poder público.

Fonte: eCycle

Origamis são opções baratas e sustentáveis para decoração



A arte japonesa de dobrar papel rende as mais diversas formas e pode levar cores aos ambientes, além de servir como uma terapia. | Foto: Marcos Joel Reis/Flickr

Uma forma prática e barata de dar um toque diferente à decoração de casa é apelar ao origami. A arte japonesa de dobrar papel rende as mais diversas formas e pode levar cores aos ambientes, além de servir como uma terapia. Confira abaixo duas sugestões de dobraduras.

Tsuru:

Esse é um dos origamis mais populares que existem. Em formato de pássaro, ele também é prático e pode ser usado de diversas maneiras em uma decoração. O tsuru é bem-vindo em qualquer ambiente, desde espaços domésticos até grandes festas.

Em um quarto ele pode se transformar em móbile ou cortina. Em um escritório, ele pode ser disposto em uma mesa, para dar mais leveza ao ambiente e em casamentos, por exemplo, os pássaros podem ser espalhados por todo o salão e até mesmo na igreja.

No Japão ainda existe a “Lenda dos Mil Tsurus”, que diz que a pessoa que consegue fazer mil tsurus terá um pedido atendido pelos deuses. Veja abaixo o passo a passo para fazer um tsuru. Lembre-se que o resultado será ainda melhor se o papel usado for específico para dobraduras.




Imagem: Bluedomum
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Flores:

Flores alegram qualquer ambiente. Sejam elas naturais ou não. Como algumas espécies e buquês podem morrer em pouco tempo, utilize flores de dobradura para colorir e decorar. O passo a passo é simples e quanto mais coloridos forem os papeis, melhores serão os resultados.




Imagem: Artenacreche
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Fonte: CicloVivo

Mutirão São Paulo + limpa realiza ação de coleta e reciclagem de lixo



O objetivo do projeto é articular os responsáveis pelo descarte e coleta de lixo da região e fazer com que todos atuem e aprendam juntos. | Imagem: Divulgação

No próximo sábado (4), o Mutirão São Paulo + limpa chega ao Jardim Jaqueline, na região do Butantã. Nesse dia os moradores poderão participar da transformação do seu bairro, por meio de oficinas educacionais e atividades sobre sustentabilidade, coleta seletiva e reciclagem do lixo.

Localizado na altura do km 14 da Rodovia Raposo Tavares, o bairro possui um Ecoponto e a maior cooperativa de lixo da cidade – a Cooperativa Vira Lata. Apesar disso, a comunidade sofre um grave problema de lixo espalhado e depositado em diversos pontos viciados do bairro.

Com o intuito de conscientizar a população local, o Mutirão São Paulo + Limpa leva ao bairro uma ação de grande impacto social e ambiental: durante um dia, a comunidade poderá se beneficiar de atividades educacionais e ações práticas. Na programação estão desde oficinas lúdicas de leitura construção de brinquedos e instrumentos musicais com materiais recicláveis até um grande mutirão de limpeza pelas ruas e terrenos do bairro.

O objetivo do projeto é articular os responsáveis pelo descarte e coleta de lixo da região e fazer com que todos atuem e aprendam juntos. As oficinas educacionais cumprem, dessa forma, o papel de gerar entendimento e empoderamento sobre a questão de coleta seletiva e reciclagem. A separação do lixo de forma adequada diminui drasticamente o volume colocado para coleta doméstica - melhorando a situação no bairro.

Já o mutirão de limpeza mostra, na prática, o que fazer com o lixo produzido na região. Durante a programação, moradores, funcionários da prefeitura e voluntários farão a coleta de lixo; limpeza de córregos; retirada de entulho; operação Cata Bagulho; varrição; limpeza mecânica e manual dos córregos do bairro; corte de grama e retirada de mato alto. Para isso os voluntários e moradores contarão com o apoio de 80 garis, 15 caminhões, 16 agentes ambientais e máquinas carregadeiras para recolhimento de entulhos.

Todas as atividades fazem parte da programação do Mutirão São Paulo + limpa, promovido pela Globo, em parceria com a Prefeitura de São Paulo - Subprefeitura do Butantã; Inova; Loga; labiES da Fundação Getúlio Vargas; Consultoria Júnior de Economia – FGV; Cooperativa Vira Lata; Secretaria do Verde e Meio Ambiente; Rede Social do Centro e Rede Butantã; ETEC – USP; Senac, FMU; Patrícia Secco e o Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável.

Programação, das 9h às 14h:

- Mutirão de limpeza: coleta de lixo; retirada de entulho; operação Cata Bagulho; varrição; limpeza mecânica e manual dos córregos do bairro; corte de grama e retirada de mato alto.

- Oficina de brinquedos com resíduos

- Oficina de leitura

- Oficina de finanças pessoais com os colaboradores da Cooperativa

- Bateria do Bola de Neve

- Pintura de Rosto e recreação com crianças

- Construção de uma floreira no muro externo da igreja Assembleia de Deus (atual ponto viciado)

A participação nas atividades é livre e gratuita. A ação terá como ponto de encontro, o cruzamento das ruas Ferdinand Brokoff e Alessandro Bibiena, no Jardim Jaqueline. Neste mesmo local, um antigo ponto viciado de lixo dará lugar a uma floreira a ser construída pelos moradores.

Fonte: CicloVivo

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Guardas florestais matam os últimos 15 rinocerontes de Moçambique

Os principais suspeitos do crime são os próprios guardas florestais do
 parque, que deveriam zelar pela preservação. | Foto: Wwarby/Flickr

A população de rinocerontes de Moçambique está oficialmente extinta. Os últimos 15 exemplares da espécie foram encontrados mortos no último mês. As autoridades locais investigam o caso, mas já se sabe que os animais foram mortos por caçadores.

Os rinocerontes foram encontrados no Grande Parque Transfronteiriço de Limpopo, uma reserva selvagem localizada na fronteira sul de Moçambique. Os principais suspeitos do crime são os próprios guardas florestais do parque, que deveriam zelar pela preservação.

De acordo com a imprensa internacional, 30 guardas foram presos e estão sob investigação para que sejam levados aos tribunais. Eles são acusados de matar rinocerontes para comercializar o chifre dos animais.

Não é só em Moçambique que a caça aos rinocerontes tem sido comum. Na África do Sul, a ameaça tem sido constante. Somente neste ano, já foram registradas 180 mortes de rinoceronte no país e agora existem apenas 249 indivíduos da espécie em território sul-africano.

Os chifres de rinoceronte geram grande interesse no mercado ilegal, principalmente destinado a Ásia. De acordo com o site norte-americano TreeHugger, os chifres são mais caros que ouro no continente asiático, em consequência de suas supostas propriedades afrodisíacas.

Fonte: Ciclo Vivo 

Brasil é país mais bem informado sobre biodiversidade


Os brasileiros são o povo mais bem informado a respeito de biodiversidade. O título foi dado pela pesquisa Barômetro de Biodiversidade 2013, feita pela União para o Biocomércio Ético (UEBT). Em sua quinta edição, o estudo avaliou o nível de conhecimento e preocupação da população de dez países, além do Brasil, com relação à fauna e flora.

Segundo o documento, 96% dos entrevistados nascidos em solo brasileiro já ouviram falar de biodiversidade, enquanto 51% sabem definir o termo corretamente. O segundo lugar do ranking dos mais bem informados ficou com a França, seguida, respectivamente, por China, Suíça, Coréia do Sul, Inglaterra, Japão, EUA, Peru, Alemanha e Índia, onde apenas 19% da população já ouviu falar em biodiversidade.

A média brasileira também foi superior à média global, que apontou que 75% dos consumidores do mundo conhecem o termo, embora só 39% saibam defini-lo corretamente. Ainda de acordo com a pesquisa, os documentários, as instituições de ensino e a publicidade são as três principais fontes que os brasileiros utilizam para se manter bem informados a respeito do assunto.

PREOCUPAÇÃO NA HORA DAS COMPRAS

No quesito consumo consciente, os brasileiros também apresentaram resultados satisfatórios: 81% dos entrevistados do país afirmam se preocupar em conhecer a origem dos ingredientes naturais usados para produzir cosméticos, alimentos e bebidas, mostrando que se preocupam com a preservação da natureza.

Globalmente, 84% dos consumidores deixariam de comprar produtos de marcas que não possuem boas práticas na cadeia de abastecimento e 87% desejam que as empresas deem mais informações a respeito do assunto. No setor de beleza, por exemplo, apenas 24% das 100 companhias líderes de mercado comunicam sobre o tema, enquanto no setor de alimentos a percentagem é de 31%.

"O Barômetro da Biodiversidade não só mostra uma crescente conscientização sobre o tema como também retrata que o respeito à fauna e flora representa grandes oportunidades de negócio", afirmou Bráulio Dias, secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, durante o evento de lançamento da pesquisa, que aconteceu em Paris.

Confira o Barômetro da Biodiversidade 2013 na íntegra, em inglês. Veja também os resultados da edição 2012 da pesquisa.

Fonte: Planeta Sustentável 


Terrorismo ambiental

Otávio Silveira

O aquecimento global é causado pelo excesso de CO2 na atmosfera. Parte desse gás é absorvido pelo fitoplâncton, um conjunto de plantas e algas que vive no mar e faz fotossíntese, ou seja, se alimenta de CO2 e luz. Se você aumentar a quantidade de fitoplâncton nos oceanos, em tese ele irá sugar mais CO2 e ajudará a combater o aquecimento global. O empresário americano Russ George resolveu testar essa ideia por conta própria: e jogou cem toneladas de sulfato de ferro no Oceano Pacífico.

As algas adoram ferro (porque ele é necessário à fotossíntese), e a ação provocou o surgimento de uma mancha de fitoplâncton com 10 mil km² – seis vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Mas isso gerou protestos na comunidade científica. Tudo porque o supercrescimento de algas pode afetar o ecossistema marinho, levando à extinção de espécies, e gerar efeito oposto ao planejado.

“Se você ficar jogando ferro no mar, pode haver desequilíbrios com outros elementos. E essas microalgas podem liberar dimetil sulfeto e outros aerossóis que podem contribuir para o aquecimento global", diz Frederico Brandini, do Instituto de Oceanografia da USP.

Por tudo isso, e como a técnica viola uma Convenção de Biossegurança da ONU, alguns pesquisadores classificaram a ação de Russ George como um ato de terrorismo ambiental. Procurado pela Superinteressante, ele não quis dar entrevista. Apenas enviou uma nota dizendo que a ação é “segura” e “a imprensa internacional é muito ignorante”.

Fonte: Planeta Sustentável 

Paulo Vanzolini morre aos 89 anos

Sesc em São Paulo/ Creative Comons

"Quando Deus me fez zoólogo sabia o que estava fazendo", costumava dizer Paulo Emílio Vanzolini, que morreu no dia 28 de abril, aos 89 anos, acometido por pneumonia. Formado médico pela USP - Universidade de São Paulo em 1947 - apenas para conhecer melhor os vertebrados, ressalvava -, dirigiu por 31 anos o Museu de Zoologia da USP, tendo sido responsável pela formação de uma excepcional coleção de espécies, "uma das melhores do mundo", orgulhava-se.

Parte dessa coleção ele próprio coletou ao longo de 11 mil quilômetros de rio na Amazônia, num barco de pesquisa financiado pela FAPESP. "Andava no mato e comprava bicho: quinhentos reais uma lagartixa, cinco mil reais uma cobra", contou em depoimento ao Museu da Pessoa, publicado em novembro de 2011. Por 40 anos, andou atrás de répteis e anfíbios pelo Brasil inteiro.

Em 2010, 47 dos seus mais de 150 artigos científicos foram reunidos no livro Evolução ao Nível de Espécie: Répteis da América do Sul, organizado por Andrea Bartorelli, Murilo de Andrade Lima Lisboa, Virginio Mantesso-Neto e Dione Seripierri e apoiado pela FAPESP.

A sua ligação com a FAPESP era, aliás, histórica. "Vanzolini participou do movimento de professores e pesquisadores que propuseram a criação da FAPESP e, no governo Carvalho Pinto, teve um contribuição fundamental para a estruturação da instituição e pela concepção do modelo de organização que rege a Fundação até hoje", afirma Celso Lafer, presidente da FAPESP. "Lamento profundamente a sua morte. Vanzolini era alguém por quem eu tinha grande admiração."

Assessor científico da Secretaria de Agricultura, Vanzolini, que integrava o grupo que, em 1959, reunia-se com Plínio de Arruda Sampaio, então subchefe da Casa Civil e responsável pelo Plano de Ação do governo, redigiu o anteprojeto de criação da FAPESP.

"Aí o Carvalho Pinto me mandou estudar o assunto, fui para os Estados Unidos, conversei com o pessoal das fundações Guggenheim e Ford. Me vali muito das conversas que tive com Henri Allen Moe, secretário do Guggenheim, essa ideia de desburocratizar a FAPESP veio de lá. Fiz o projeto de lei que passou na Assembleia", contou Vanzolini à revista Pesquisa FAPESP, em junho de 2002.

"Na questão de recursos financeiros, fiz uma coisa que foi alvo de muitas críticas. Fiz o que a Fundação deve fazer: a FAPESP deve investir. Aliás, tem por obrigação, por lei, investir uma parte de seu orçamento para garantir o patrimônio," afirmou em entrevista publicada no livro FAPESP 40 anos - Abrindo fronteiras, organizado por Amélia Império Hamburguer, em 2004, editado pela Edusp/FAPESP.

Vanzolini foi membro do primeiro Conselho Superior da Fundação e conselheiro entre 1961-1967, 1977-1979 e 1986-1993.

O cientista e pesquisador foi também um dos grandes nomes do samba paulista, compositor de clássicos como Ronda, Praça Clóvis e Volta por Cima. Ainda na faculdade de Medicina, integrou as "caravanas" musicais do Centro Onze de Agosto, da Faculdade de Direito, participando de shows no interior. Mas a paixão pela música veio na virada de 1948 para 1949 em Boston, quando fazia doutorado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

"Na primeira vez que entrei num bar de jazz eu quase desmaiei", contou ao Museu da Pessoa. A primeira música gravada foi Ronda, escondida no lado B de Moda da Pinga, com Inezita Barroso, que só fez sucesso mais tarde, na voz de Márcia. Ganhou dinheiro com Volta por Cima. "Comprei livro. Comprei uma biblioteca inteira de livros antigos", contou. "Eu comprava e não perguntava o preço. Comprava em dólar."

Vanzolini foi membro da ABC - Academia Brasileira de Ciências, agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico, premiado pela Fundação Guggenheim, em Nova York, por sua contribuição para o progresso da ciência e ganhador do Prêmio Conrado Wessel 2011.

Foi homenageado com a nominação de pelo menos 15 táxons de insetos, anfíbios, répteis, aracnídeos e até um mamífero - Alpaida vanzolinii (1988), Vanzosaura ( 1991) e Anolis vanzolinii (1996), entre outros. Seu corpo foi enterrado nesta segunda-feira, 29 de abril, no Cemitério da Consolação, em São Paulo.

Fonte: Planeta Sustentável 

Empregos Verdes


O mundo encontra-se em processo de mudança e todas as relações, tais quais conhecemos hoje, devem adaptar-se a uma nova realidade nos próximos anos. E o trio de fatores que aparentou ser um indício de uma catástrofe de ordem mundial (o aquecimento global, a crise econômica e a falta de emprego) pode ser o que a humanidade precisava para criar um novo movimento em prol do desenvolvimento sustentável.

Uma das soluções para reverter o atual quadro é o investimento em “empregos verdes”. Esse conceito, difundido em todo o planeta como “Green Jobs”, estimula a criação de novos postos de trabalho e carreiras profissionais voltadas à sustentabilidade, em áreas como agricultura, engenharia, indústria e serviços.

A preocupação climática e ambiental, a escassez de recursos energéticos e o surgimento de um mercado consumidor mais atento incitam valores de responsabilidade, transparência, produtividade, criatividade e inovação por parte das empresas, sendo este o momento de uma guinada e reformulação dos atuais modelos de negócios.

 

Profissionais trabalham em um Telhado Verde - novos mercados estão surgindo/Foto:Green for all

Segundo a pesquisa “Carreiras do Futuro”, realizada pelo Programa de Estudos do Futuro (Profuturo) da Fundação Instituto de Administração (FIA), entre as seis carreiras mais promissoras até 2020, gerente de ecorelações é a que possui maior tendência de crescimento e oportunidade de negócio. Este profissional irá se comunicar e trabalhar com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais para desenvolver e maximizar programas ecológicos.

A pesquisa revelou que os aspectos mais importantes dos empregos verdes estão relacionados à inovação, busca por qualidade de vida e preocupação com a relação desenvolvimento econômico e meio ambiente. Daqui pra frente haverá pressão pela busca de alternativas de baixo impacto ambiental, seja na fase de desenvolvimento, produção/processo ou mesmo na fase de descarte e, no limite, na redução da poluição resultante.

Essas tendências não atuarão de forma isolada e sim interdependente, o que propicia a ação de uma sobre a as outras. Com isso, será possível ver, por exemplo, a busca de qualidade de vida e preocupação com o meio ambiente pressionando por inovações em diversas áreas.


Os empregos verdes devem se multiplicar na cidade e também no campo/Foto:ecofriendlymag

Impacto nas empresas

Essa nova configuração nas relações de trabalho tem feito muitas empresas embarcarem no denominado "radical greening", ou “esverdeamento radical”. O movimento subiu da nona para a quarta posição no ranking dos 10 fatores mais desafiadores para as companhias, divulgado pelo “Relatório de Riscos para os Negócios 2009” da Ernst & Young.

Mas o que poderia ser um problema trata-se, na verdade, de uma oportunidade de tamanho maior ou igual, foi o que afirmou o diretor da empresa de consultoria, Joel Bastos, em entrevista à revista Ideia Socioambiental. “Quando um setor é afetado por um risco qualquer, se identificá-lo de maneira adequada e agir estrategicamente, poderá enxergar melhor a oportunidade relativa a esse desafio", avalia.

O Bundestag, parlamento alemão, definiu novas leis para estimular investimentos nas energias renováveis visando a redução da emissão de 250 milhões de toneladas de CO2 em 2020 e uma participação das energias renováveis na produção de 30% da eletricidade no mesmo ano. Com isto, a tecnologia ambiental será quadruplicada até alcançar 16% da produção industrial em 2030, levando o emprego no setor a superar o da indústria automobilística e de máquinas e ferramentas daquele país.

Investimentos na eficiência energética nos edifícios gerarão 3,5 milhões de empregos verdes na Europa e nos Estados Unidos. A reciclagem e a gestão de dejetos empregam cerca de 10 milhões de pessoas na China, onde o capital de risco verde duplicou até alcançar 19% do total dos investimentos realizados nos últimos anos.

O profissional do futuro

A capacidade de visão de futuro e uma formação multidisciplinar são elementos chaves para os profissionais que querem se dedicar aos empregos verdes. O desafio será sempre relacionar os interesses econômicos com a responsabilidade social e a eficiência ambiental e assim desenvolver uma estratégia sustentável da organização.

As novas áreas estão em todos os níveis, desde stakeholders, gestores e empresários com novos modelos de gestão, aos técnicos e criadores. E já é possível encontrar esses profissionais nos mais diversos ambientes, como:

  • Construção e reforma de edifícios, de forma a torná-los mais eficientes e sustentáveis;
  • Geração de eletricidade a partir de fontes renováveis;
  • Desenvolvimento e produção de veículos mais eficientes;
  • Desenvolvimento de biocombustíveis;
  • Avaliação e melhoria da eficiência energética em indústrias, residências e comércio;
  • Produção de bens a partir de processos e materiais sustentáveis;
  • Produção de alimentos orgânicos;
  • Reciclagem e reaproveitamento do lixo;
  • Tratamento, melhoria da eficiência e conservação da água, etc.

 

"Esses esforços não serão bem sucedidos se não investirmos nas pessoas que farão esses trabalhos" - Rachel Gragg/Foto: Chronicle/Paul Chinn

“Novas tecnologias requerem novos conhecimento”, afirmou a diretora da Workforce Alliance, Rachel Gragg, ao site Career Builder. “Adotar práticas de energias limpas é fundamental para o bem-estar da nação, mas esses esforços não serão bem sucedidos se não investirmos nas pessoas que farão esses trabalhos. Nós precisamos de pessoas para instalar milhões de painéis solares, construir e fazer a manutenção de plantas energéticas alternativas, criar edifícios mais eficientes e manter e reparar os veículos híbridos”, ela completa.

E são essas oportunidades que chamam a atenção dos profissionais que estão de olho no futuro. Para o diretor da consultoria Ideia Sustentável, Ricardo Voltolini, as empresas precisarão cada vez mais de profissionais de diferentes formações, capazes de pensar o negócio a partir de uma estratégia de sustentabilidade. Serão economistas e planejadores preparados para reordenar novas equações de custo-preço ambientalmente honestas, contadores capazes de tangibilizar os ativos socioambientais e cientistas prontos para fazer pesquisa aplicada à inovação e ao desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.

"Vivemos uma situação de crise financeira na qual a moeda pesa muito. Mas imagino que diante dessas dificuldades, o mundo passe a atribuir menos valor ao dinheiro e mais a outros tipos de moeda como conhecimento, tecnologias e meio ambiente", ressalta José Roberto Kassai, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI).

É esperar (e se preparar) para ver.