sexta-feira, 13 de julho de 2012

ABES-SP promove palestra gratuita sobre requalificação urbana




A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-SP), comprometida em fomentar discussões com aspectos técnicos e conceituais à sociedade, organizou, na manhã do dia 21 de junho de 2012, um encontro aberto ao público. Na ocasião, a importância da gestão metropolitana nas marginais do Sistema Tietê – Pinheiros foi considerada.

A apresentação ficou a cargo do engenheiro Rodolfo José da Costa e Silva Junior, assessor técnico da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano de São Paulo, que desenvolve e articula temas em benefício da funcionalidade da região que, atualmente, conta com a terceira maior aglomeração urbana do mundo, com 19,6 milhões de habitantes.

Desta forma, para iniciar os trabalhos, o palestrante conferiu um perfil da população residente na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) com base na pesquisa “Como a cidade deve ser em três décadas?”, realizada em 2011, que foi respondida por 25 mil paulistanos.

Constatou-se, assim, que os principais projetos desejados, foram: “A cidade de 30 minutos”, tempo médio de qualquer deslocamento dentro da capital; “Rios vivos”, que contempla a revitalização dos córregos urbanos; e “Comunidades”, que abrange a urbanização e acesso à cultura e lazer em qualquer ponto da cidade.

De acordo com o assessor técnico, os três temas estão diretamente ligados com o Plano de Requalificação Urbana das Marginais do Sistema Tietê – Pinheiros. “Precisamos integrar o rio com a sociedade, facilitar o fluxo de pessoas no entorno e quebrar o isolamento histórico imposto pela construção das marginais, criando formas de acesso às margens do rio”, considera.

Segundo ele, é necessário que a Região Metropolitana de São Paulo seja planejada com olhos para o mundo e para o futuro, valorizando a qualidade de vida dentro de sua área territorial. “Esta ideia gira em torno de transformar o que é quintal em cartão de visita”, sintetiza.

Como exemplos, o especialista citou o Corredor Verde Monsanto, em Lisboa, Portugal; a Passarela do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro; o Museu Guggenheim Bilbao, na Espanha; assim como a Millennium Bridge, em Londres e a Ponte da Mulher, em Buenos Aires, Argentina. “Todos estes lugares fizeram com que a região de seus principais rios ficasse esteticamente atraente”, ressalta. “Poderíamos, ainda, promover a navegação turística e comercial através dos rios, como acontece em Magdeburg, Alemanha”.

Para Silva Junior, o Plano de Requalificação envolve, em suma, um novo tratamento, tanto arquitetônico e paisagístico como funcional. “Podemos transformar a área em um grande centro de cultura”, vislumbra. A implantação de instalações de artistas, criação de teatros ao ar livre, esculturas de artistas brasileiros, bem como bibliotecas e a promoção de artesanato latino-americano são algumas das prospecções do projeto.

“Já temos uma primeira proposta encaminha ao governo e que já foi aprovada, que é a interligação da Universidade de São Paulo (USP) ao Parque Villa Lobos”, conta. De acordo com ele, a ideia implícita no plano de requalificação é a de buscar um novo patamar de valorização urbana da cidade, calcado na urbanização das favelas da região, na recuperação de espaços degradados e a requalificação e modificação do uso de prédios públicos incompatíveis com o plano.

“Pretendemos criar espaços de lazer e esportes ao longo da região de planejamento, integrando-os com clubes e parques existentes”. Como princípios a esta ação, estipula-se a criação de circuitos de caminhada com estações de ginástica, pistas de skate, passarelas que facilitem o acesso dos clubes às marginais e facilitar, ainda, o acesso aos parques existentes aproveitando o potencial esportivo.

Segundo o assessor técnico, um plano que enxergue a cidade do ponto de vista conceitual e anteceda às obras é fundamental ao êxito do projeto. “Buscamos a volta do verde, com pisos drenantes, jardins urbanos, telhados e corredores verdes”, visualiza. De acordo com o estudo, a cidade de São Paulo necessita de 48,5 km de corredores verdes, entre ruas e avenidas, para amenizar fenômenos climáticos, como as ilhas de calor, e para ter maior capacidade de reter a água da chuva.

O Plano de Requalificação das marginais, cuja conclusão está prevista para 2013, abrange análise de questões jurídicas e avaliação preliminar do impacto financeiro das obras. “Entretanto, pelo potencial turístico e funcional das propostas, o plano se sustenta do ponto de vista econômico”, salienta. As condicionantes frente aos principais problemas dos rios: enchentes e qualidade da água, também estão envolvidas.

“A questão mercadológica do turismo interno e internacional, a influência da requalificação na dinâmica interna futura da RMSP, a caracterização das limitações físicas e estruturais de toda a área onde será implantado o plano de requalificação são pontos importantes que serão analisados. Além disso, temos de nos atentar sobre a caracterização de trechos degradados sob o ponto de vista ambiental e social, além de estudo das interferências com usos subterrâneos da área estudada”, enumera Silva Junior.

Como benefícios do Plano de Requalificação, o assessor elenca os stakeholders do projeto, com a contribuição de melhoria e valorização imobiliária, assim como o amplo desenvolvimento do turismo na cidade, a geração de empregos, dinamização da economia e a redução dos custos de transporte.

“Independente do nível social, a população ganhará quilômetros de lazer na metrópole. Precisamos modificar as prioridades da cidade”, diz. De acordo com ele, como trincheiras aos entraves políticos e imobiliários que o plano possa enfrentar, existem o Banco Mundial e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que já estão, preliminarmente, ligados ao projeto. “As parcerias público-privadas que iremos articular também serão importantes neste processo”, conta.

Para Dante Ragazzi Pauli, presidente da ABES-SP, o tema é de absoluta relevância e proporciona a oportunidade da Associação desviar-se do convencional, mesmo que o tema seja interligado com a sua área de atuação.

Já para Roberval Tavares de Souza, diretor da Região Sudeste da ABES Nacional, também presente no encontro, o plano de requalificação das marginais é ousado e suscita a visão de planejamento urbano e a esperança de melhoria do aspecto urbanístico da RMSP. “O saneamento ambiental é parte fundamental da despoluição das águas do sistema Tietê – Pinheiros”, constata.


O encontro contou com a presença de, aproximadamente, 80 pessoas, entre representantes de prefeituras, entidades, engenheiros autônomos, estudantes e parcela significativa da sociedade civil, interessada em um fórum de discussões que priorize interesses comuns.     


A palestra pode ser vista no vídeo:  







    


Campanha busca defender jovens dos apelos da publicidade

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Alana lançaram uma campanha com o objetivo de proteger os jovens dos apelos da publicidade. Os órgãos elaboraram dicas ensinando como pequenas atitudes podem fazer diferença no dia a dia e no desenvolvimento das crianças. A ação resultará em um exemplar da série Cadernos de Consumo Sustentável, lançado ainda em 2012.

Segundo a gerente de projetos da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Fernanda Daltro, as férias podem ser um bom momento para as crianças realizarem pequenas ações. "A educação deve estar não só nas escolas, mas também na mídia e nas ruas", frisou.

Dicas:

Ocupar espaços públicos, como praças e parques. Estar ao ar livre e ter espaço para correr livremente é fundamental para a saúde física e mental da criança. Além de incentiva a socialização e o cuidado pelo bem que é de todos.

Trocar ao invés de comprar. Além de economizar, desenvolve o senso de comunidade. Um brinquedo que não tem mais graça para uma criança pode ter para outra. Essa atitude gera menos resíduos e gasta menos energia.

"Ganhou um, doou outro". Para cada objeto novo que a criança ganha, outro antigo será doado. As férias são um ótimo momento para fazer uma "limpa" no armário e nas estantes. A semana do aniversário da criança também é uma boa data. Estimula o desapego e o não materialismo, além de educar para a solidariedade.

Estar em contato com a natureza. Tudo no meio natural desperta a curiosidade das crianças, desde o caminho das formigas até o desabrochar de uma flor, as frutas nas árvores, o curso de um rio caindo pela cachoeira.


Dados

Um estudo, realizado pelo Instituto Alana, apontou que o consumo exagerado provocou o aumento de resíduos no meio ambiente e da obesidade infantil. Outro ponto analisado pela organização foi a diminuição de brincadeiras criativas, que estimula a erotização infantil, incentivando o consumo precoce de álcool e tabaco.

Em número, a crianças brasileiras passam cerca de quatro a cinco horas por dia em frente à televisão; às vésperas do Dia da Crianças em 2011, 64% dos anúncios televisivos foram destinados ao público infantil; e 30% da população jovem está obesa, devido ao consumo de alimentos industrializados (dados do IBGE).

O MMA defende que, as pessoas devem ser orientadas para os valores da sustentabilidade desde pequenas. "Se as crianças aprenderem a consumir de maneira sustentável, serão importantes transformadores sociais", comentou Fernanda.

Fonte: ecodesenvolvimento.com

Montadoras de veículos terão que adotar metas de eficiência energética



O governo federal prepara um decreto para obrigar as montadoras de automóveis a assumir metas de eficiência energética a fim de cortarem, até 2017, quase um quarto das emissões de gás carbônico (CO2) dos veículos que produzem. Quem descumprir vai pagar imposto mais caro, segundo matéria do jornal O Estado de S. Paulo.

O pacote de exigências integra o regime automotivo 2013-2017, conhecido como Inovar-Auto. Atualmente, os carros saem de montadoras brasileiras emitindo, em média, 171 gramas de CO2 por quilômetro rodado, número que cairá para 130 gramas em 2017, de acordo com as diretrizes do decreto. A variação representa uma queda de 24%, mas estudos do governo avaliam que já há tecnologia disponível para atingir esse objetivo ao menos um ano antes do prazo previsto no decreto.

Depois de cortar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para estimular as vendas de automóveis, o governo pretende tornar os carros "made in Brazil" tão ou mais eficientes que os veículos produzidos nos Estados Unidos, Coreia do Sul, China e Japão.

A medida ajudará o consumidor a reduzir gastos com combustíveis. O objetivo do governo, além de reduzir as emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global, é colocar a indústria brasileira em melhores condições para competir no mercado externo. O Palácio do Planalto aposta que inovações tecnológicas, mais itens de conforto e maior eficiência energética tornarão os carros brasileiros mais cobiçados lá fora, recuperando as exportações.

Proposta em análise

A norma, que estabelece metas específicas por tipo de veículo, ainda será analisada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, antes de ser submetida à presidenta Dilma Rousseff.


Os 130 gramas representam uma média das emissões, mas a eficiência vai depender da potência do motor, se trafegam na cidade ou no campo, se são veículos de passeio, de carga ou de transporte público.

Com a medida, o carro brasileiro entra na curva de eficiência da indústria automotiva mundial, mas ainda terá regras menos rígidas que as da União Europeia, sede de montadoras que têm fábricas no Brasil, como Peugeot/Citroën, Fiat, Mercedes-Benz, Renault e Volkswagen.

O decreto não menciona travas para empréstimos, mas o Ministério do Desenvolvimento acredita que bancos públicos usarão o decreto como sinalização. Se o governo exige tal parâmetro para dar incentivos fiscais, não faria sentido financiar fábricas em desacordo com estes padrões. O sinal é particularmente importante para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A partir de janeiro de 2013, as montadoras precisarão comprar autopeças nacionais, investir em pesquisa, desenvolvimento e engenharia local para evitar o pagamento de 30 pontos porcentuais adicionais de Imposto sobre Produtos Industrializados, cobrados pelo governo desde 2011. O modelo prevê, ainda, redução de impostos para os fabricantes de autopeças, que deve ser anunciado nos próximos meses.

Fonte: Ecodesenvolvimento.com

Exploração de gás natural pode contaminar aquíferos



A exploração do gás natural pode contaminar água potável existente em camadas rochosas. A afirmação é de um estudo publicado na revista da Academia Americana de Ciências, a “PNAS”, segundo o qual a técnica utilizada pela extração do gás, o fraturamento hidráulico, facilita o vazamento do xisto em estado gasoso e a água salgada para os aquíferos, contaminando-os.

O fraturamento hidráulico consiste na injeção, em alta pressão, de grandes quantidades de areia e água com componentes químicos, para liberar o gás existente nas camadas rochosas. Ambientalistas já haviam acusado a técnica de contaminar aquíferos e o ar.

Os autores do estudo, pesquisadores da Duke University, analisaram os níveis de salinidade em uma área da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e perceberam uma ligação natural entre vários depósitos de gás de xisto situados a 1,6 km de profundidade.

Contaminação

Os exploradores afirmam que não há riscos para as águas subterrâneas, uma vez que os campos de gás estão bem abaixo das reservas aquíferas. Embora não tenham encontrado qualquer contaminação nas nascentes próximas, os pesquisadores verificaram a presença de altos níveis de salinidade, apontando para o risco de contaminação.

No final do ano passado, o governo americano anunciou que pretende estabelecer normas nacionais para retirada de águas residuais oriundas da perfuração em poços de gás natural até 2014.

Fonte: Ecodesenvolvimento

13 de Julho: Dia do Engenheiro Sanitarista


Hoje é comemorada uma data muito especial, o dia do Engenheiro Sanitarista! Nós da ABES-SP parabenizamos estes profissionais tão importantes para o desenvolvimento de nosso planeta!


Confira abaixo um pouco mais sobre esta profissão:

Como começou?
O patrono da engenharia sanitária no Brasil foi Francisco Saturnino de Brito (1864 - 1929), profissional que por muitos anos se dedicou à pesquisa no setor, e depois ao ensino, formando muitos profissionais de alto padrão. Seu invento mais conhecido que colaborou imensamente para a evolução da engenharia sanitária foi o tanque fluxível, utilizado no Brasil e em toda a Europa no século XX, só abandonado na década de 70, quando foi substituído pelo cálculo das redes de esgoto baseado na tensão tratativa. Saturnino escreveu diversas obras técnicas, que foram estudadas na França, Inglaterra e nos Estados Unidos.

O que é ser engenheiro sanitarista?
A engenharia sanitarista é a área que trata da exploração e do uso dos recursos hídricos. Os engenheiros sanitaristas são os profissionais responsáveis pelo diagnóstico, elaboração e coordenação de projetos de saneamento básico e de obras sanitárias. O trabalho desse profissional também envolve a fiscalização, a manutenção e ampliação de projetos que melhorem a qualidade de vida da população, como os de água, sistemas de tratamento, esgoto, drenagem e irrigação pluvial, limpeza urbana e de resíduos. O trabalho dos engenheiros sanitaristas é muito importante para as áreas social, de saúde e ecológica, pois além de visar o bem estar social, também é uma forma de prevenir doenças, sempre visando a preservação e diminuição dos danos ambientais, promovendo um desenvolvimento sustentável. Os engenheiros ambientais atuam promovendo o desenvolvimento sustentável.

Quais as características necessárias para ser um engenheiro sanitarista?
Para ser um engenheiro sanitarista, são necessários conhecimentos das áreas: ambiental, de hidráulica, de hidrologia e outros conceitos que serão abordados no curso de formação.

Qual a formação necessária para ser um engenheiro sanitarista?
Para ser um engenheiro sanitarista é necessário diploma do curso superior de Engenharia Sanitária e Ambiental, que tem a duração média de cinco anos. Esse curso tem por objetivo habilitar o profissional nas metodologias e tecnologias de projeto, diagnóstico, construção, manutenção e operação de sistemas ligados principalmente ao aproveitamento dos recursos hídricos e ao saneamento básico. Como em todas as engenharias, os primeiros dois anos de curso são voltados ao estudo de matérias básicas como matemática, física, química e biologia, e depois o ensino é voltado às matérias de sistemas hidráulicos, hidrologia, metodologias de tratamento de água, controle de poluição, geologia, topografia, qualidade da água, resíduos sólidos urbanos, entre outras que fazem parte da grade curricular do curso. Para exercer a profissão de engenheiro sanitarista é necessário registro no CREA - Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia.

Principais atividades
• Diagnosticar problemas relacionados às redes de água e de esgoto e aos sistemas de saneamento
• Analisar e orientar o uso dos recursos das bacias hidrográficas
• Analisar a qualidade da água e diagnosticar problemas existentes, na tentativa de elaborar soluções ou métodos para atenuar os danos ambientais
• Elaborar projetos e obras hidráulicas que visam a melhoria da qualidade de vida da população
• Fiscalizar os sistemas de tratamento de água existentes e elaborar projetos de melhoria e ampliação
• Fiscalizar os serviços de esgoto existentes e elaborar projetos de melhorias e ampliação
• Elaborar projetos de preservação ambiental e controle da poluição, sempre buscando promover um desenvolvimento sustentável
•  Coordenar projetos de saneamento básico
•  Construir canais de irrigação e drenagem pluvial
• Realizar projetos de limpeza urbana e de eliminação dos resíduos sólidos da melhor forma possível, visando sempre a preservação ambiental
• Monitorar os projetos de saneamento básico, elaborando maneiras de estendê-lo, na tentativa de que ele atinja a maior parcela possível da população


Áreas de atuação e especialidades
• Captação, tratamento e distribuição de água: nessa área, o profissional trabalha com a elaboração de projetos de captação dos recursos hídricos, com tecnologias e métodos de tratamento da água, além da fiscalização do tratamento e verificação da qualidade da água e de projetos de distribuição da água potável para a população, estabelecendo as melhores formas e métodos pata tal.
• Gestão, coleta e tratamento de efluentes hídricos e atmosféricos: esta área analisa os danos ambientais, estuda os métodos de coleta e de tratamento de recursos hídricos contaminados ou poluídos, visando sempre a preservação do meio ambiente.
• Coleta e tratamento de resíduos sólidos urbanos e industriais: área que estuda os métodos de coleta e tratamento de resíduos sólido aplica tecnologias na tentativa de eliminar do meio ambiente a poluição gerada pela urbanização e industrialização de grandes cidades.
• Operação de sistemas de tratamento de água e efluentes: área que é especializada em tecnologias de tratamento da água, pesquisando novos métodos e procurando evitar os danos ambientais.
• Avaliação de impactos ambientais: área responsável pela produção de relatórios de danos ambientais, procurar as causas e propor soluções para a minimização desses danos.
• Planejamento dos recursos hídricos: área responsável por planejar a utilização dos recursos hídricos e elaborar formas de economia de água e de preservação desse recurso
• Manejo de bacias hidrográficas: área responsável por elaborar planos de exploração das bacias hidrográficas, sempre visando a preservação ambiental
• Drenagem urbana e rural: responsável por planejar a drenagem da água em áreas urbanas e rurais
• Educação ambiental: responsável por conscientizar a população da importância dos recursos hídricos e da necessidade de promover um desenvolvimento sustentável nesse setor

Mercado de trabalho
A necessidade de profissionais nessa área é sempre grande no Brasil, devido à precariedade dos sistemas de saneamento básico e de abastecimento de água potável. O mercado de trabalho é promissor, principalmente no setor público, pois a maioria desses serviços é de responsabilidade das prefeituras, secretarias estaduais e federais, além de órgãos de planejamento e controle ambiental. Atualmente, também cresce o número de empresas privadas preocupadas com a situação do meio ambiente e suas conseqüências a médio e longo prazo e com as pressões legais acerca da questão da poluição. Essas empresas caracterizam um novo mercado para o engenheiro sanitarista, que baseado em seus conhecimentos pode propor soluções para alguns desses problemas. As ONGs ligadas ao meio ambiente também empregam bastante na área sanitária.


Informações obtidas no site: Brasil Profissões


Vídeo da Apas incentiva uso de sacola retornável


A Associação Paulista de Supermercados (Apas) divulgou um vídeo para os supermercadistas sobre a necessidade de manter a campanha da sacola retornável no Estado de São Paulo. No vídeo, postado no site da associação, o presidente da Apas, João Galassi, afirma que o setor enfrenta uma situação judicial, mas não pode perder o foco na sustentabilidade. "Façam ação sem parar", diz Galassi.

De acordo com a Apas, cerca de 1 bilhão de sacolinhas descartáveis deixaram de ser distribuídas durante os 80 dias em que vigorou a proibição da distribuição gratuita. Em 25 de junho, a juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Central de São Paulo, determinou, até o julgamento do mérito, o fornecimento de sacolas adequadas - e em quantidade suficiente - para que os consumidores transportem as compras gratuitamente. Cabe recurso à decisão.

"Nosso programa é de longo prazo. Vamos aguardar agora a negociação da entrada de um recurso. O vendedor de plástico quer voltar a situação como era. Mas isso não vai acontecer nunca mais. Não vai voltar nunca mais esse desperdício", afirmou o presidente da Apas.

Na terça-feira (10), a desembargadora Berenice Marcondes Cesar, do Tribunal de Justiça de São Paulo, rejeitou recurso do Carrefour contra a liminar que determinou a volta da distribuição gratuita de sacolas. No despacho, a desembargadora indeferiu o efeito suspensivo pleiteado pelo recurso, "por não terem sido preenchidos os requisitos previstos no artigo 558 do CPC (Código de Processo Civil)". O artigo prevê urgência para deferir um efeito suspensivo.

Segundo Marli Sampaio, presidente da Associação Civil SOS Consumidor, que entrou com a ação civil pública contra o fim das sacolas plásticas nos supermercados paulistas, o julgamento do mérito deve ocorrer entre 30 e 90 dias.

Nesse período, de João Galassi, conta no vídeo que a Apas vai promover uma campanha com distribuição de documentário e informações sobre a importância do fim da sacola descartável para o meio ambiente. Ele avalia que o uso de sacola retornável deve ser recompensada para continuar estimulando seu uso. "O cliente que lembrar da sacola retornável deve ser premiado", acredita.

O presidente da Apas sugere até que os empresários orientem os operadores de caixa a esconder as sacolinhas de plástico como forma de dar continuidade na política adotada nos supermercados paulistas. "Mas para atender a determinação legal sugerimos o sacolas produzidas a base de aparas por conta do baixo custo e por ser mais sustentável", afirma.

Galassi avalia que os supermercados paulistas conseguiram criar uma discussão importante por todo o Brasil. "Não podemos perder nosso Norte. Muitas pessoas pensam que estamos visando benefício econômico, o que não é verdade. A sacolinha descartável gera uma série de problemas para o meio ambiente e a população em geral. Estamos no caminho certo da sustentabilidade".

No vídeo com duração de 38 minutos, Galassi destaca que ninguém pode impedir os supermercados de realizar uma ação de conscientização. "Podem nos obrigar a entregar um produto que não acreditamos. Mas ninguém pode impedir nossa ação de concretização. Ninguém pode impedir coleta de pilhas, baterias e óleo. Ninguém consegue manter um processo desse a base de lei", conclui.

Confira o video abaixo:
  

Fonte: Estadão

Faça sua própria ecobag!



Neste sábado, 14 de Julho, a Biblioteca de São Paulo oferece uma oficina de artesanato que ensinará os interessados a fazer uma ecobag. Não é preciso fazer inscrição e nem levar os materiais. A oficina será na tenda da Biblioteca, que fica no Parque da Juventude, na zona norte da capital, das 13h30 às 16h.
Adepta das sacolas retornáveis há algum tempo, com uso anterior ao contraditório acordo da Apas com os supermercados para acabar com a distribuição de sacolas plásticas, sou entusiasta de iniciativas como a desta oficina. Você não precisa comprar as sacolas retornáveis, a criatividade pode ajudar na hora de encontrar alternativas mais sustentáveis.
Ai vai o serviço:

Biblioteca de São Paulo
Local: Parque da Juventude – Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 Santana.
Acesso pelo metrô Carandiru
Evento gratuito.
Tel.: (11) 2089-0800

Fonte: Estadão

Escola sustentável

Da construção às atitudes simples e cotidianas, o infográfico mostra tudo que a escola deve ter e propor para que alunos, professores e funcionários vivam a sustentabilidade na prática. Clique na foto para navegar pelos pontos e descubra ações eficientes para ajudar o meio ambiente.

Fonte: Revista Escola

A arte da mudança de eco-mentalidade




O laboratório incomum de Natalie Jeremijenko coloca a arte para trabalhar em prol do meio ambiente e da biodiversidade. Com soluções tão inovadoras quanto improváveis, ela resolve problemas ambientais combinando know-how de engenharia com arte pública e um time de voluntários. Esse experimentos reais incluem girinos que passeiam pelas ruas, peixes que trocam mensagens de texto, plantio de jardins de hidrantes e muito mais.

Ao combinar arte, engenharia, ecologia, bioquímica e o que mais a imaginação permitir, Natalie cria experiências reais que possibilitam mudanças na sociedade. Unindo os mundos da arte e tecnologia, a engenheira busca conscientizar aqueles que participam de seus projetos a gerar soluções criativas para a saúde do ambiente em que vivem.

“Usando a oportunidade que as novas tecnologias apresentam para redesenhar nossas interações, para redesenhá-las não só como interações isoladas, individualizadas, mas como ações coletivas e agregativas que podem resultar em algo, nós podemos realmente começar a resolver alguns dos nossos importantes desafios ambientais”, afirma.

Clique no link abaixo para assistir à palestra, na íntegra (para ver com legenda em português, selecione a opção ao lado do play):



Fonte: EcoDesenvolvimento


Mais uma lei que não pegou?

Washington Novaes
Teremos mais uma "lei que não pegou", a que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (12.305/10)? Aprovada pelo Congresso Nacional, a lei deu prazo até o próximo dia 2 de agosto para que todos os 5.565 municípios apresentem ao governo federal planos e ações para essa área, consolidados em cada um no Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, sem o qual não poderão receber transferências voluntárias de recursos da União. Quantos municípios o terão apresentado? Certamente, uma minoria ínfima. Porque os planos deverão determinar o fim dos "lixões" (que são mais de 2.900 em 2.810 municípios), a logística reversa (para recolhimento de embalagens pelos geradores), planos de coleta seletiva em todos os municípios (só 18% deles os têm para pequenas partes do lixo, menos de 1,5% vai para usinas públicas; a Holanda recicla 80%), possíveis consórcios intermunicipais. Isso quando se afirma que o País gera por dia mais de um quilo de lixo domiciliar por pessoa, mais de 200 mil toneladas/dia, mais de 60 milhões de toneladas/ano.

Diz o Ministério do Meio Ambiente que não prorrogará o prazo. Mas, na verdade, a lei começou a não ser cumprida ainda no Congresso, quando o relator do projeto aprovado na Câmara dos Deputados, senador Demóstenes Torres, em combinação com outros senadores, suprimiu do projeto o dispositivo que só permitia incineração do lixo se não houvesse outra possibilidade - reaproveitamento, reciclagem, aterramento - e não o devolveu à Câmara, como manda a legislação; mandou direto para o então presidente Lula, que o sancionou. Ante os protestos de cooperativas de recolhimento e reciclagem, prometeu mudar na regulamentação da lei - mas não o fez.
O panorama brasileiro na área é constrangedor. Metade do lixo domiciliar total, que é orgânico, poderia ser compostada e transformada em fertilizantes (para canteiros, jardins, parques, replantio de encostas, etc.), mas é sepultada e apressa o fim dos aterros, assim como centenas de milhares de toneladas anuais de resíduos agroindustriais (aproveitáveis para gerar energia). Uma ideia brutal do desperdício é o recém-fechado Aterro de Gramacho (RJ), onde, ao longo de 34 anos, se formou uma montanha de 70 metros de altura e 1.300 quilômetros quadrados de resíduos, sem coleta de chorume e metano (l8 mil metros cúbicos por hora). Para servir ao Rio de Janeiro e mais quatro municípios.

Com tantos desperdícios as despesas municipais com o lixo vão para as alturas. A cidade de São Paulo, por exemplo, já próxima de 18 mil toneladas diárias, só em varrição gasta R$ 437 milhões anuais para pagar a cinco empresas de limpeza de ruas (Estado, 28/11/2010). Ainda assim, segundo o IBGE, o lixo espalha-se nas ruas onde estão as casas de 4% dos paulistanos, perto de 500 mil pessoas (Folha de S.Paulo, 6/7). E 400 toneladas a cada dia têm ido parar na Represa Billings (Estado, 28/11/2010). O custo de um novo aterro para a cidade foi orçado (26/3/2010) pelas empresas de limpeza em mais de R$ 500 milhões, para receber apenas 2 mil toneladas diárias.

Não é um drama paulistano apenas, é global. O mundo, diz a revista New Scientist (4/8/2010), já produz mais de um quilo de resíduos por pessoa por dia nas cidades, 4 milhões de toneladas diárias, mais de 1 bilhão de toneladas anuais. É um dos componentes da insustentabilidade do consumo global, tão discutida na recente Rio+20. O desperdício na maior cidade norte-americana é de um quarto a um terço dos alimentos, em cujos produção, distribuição e processamento são consumidos 15% da energia total no país (e este, com 5% da população mundial, consome 20% da energia total). Cada família desperdiça US$ 600 por ano com alimentos que nem chega a consumir.

Será inútil esperar que o Ministério do Meio Ambiente possa socorrer os municípios que disserem não ter recursos para cumprir a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Seu orçamento total para este ano (Contas Abertas, 2/7) não passa de R$ 4,1 bilhões, menos de 1% do Orçamento da União, e está contingenciado em R$ 1,1 bilhão. Não tem recursos sequer para suas tarefas básicas, para a fiscalização, para quase nada.
Continuará o desperdício. Já tem sido mencionado neste espaço estudo da Unesp-Sorocaba em Indaiatuba (125 mil habitantes) que mostrou serem reutilizáveis ou recicláveis 91% dos 135 mil quilos diários de resíduos domiciliares levados ao aterro (apressando o seu esgotamento). Experiências em Goiânia e outros lugares já demonstraram que com coleta seletiva adequada, reciclagem (papel, papelão, PVC), revenda de materiais (alumínio e outros metais, vidro, madeira), compostagem de lixo orgânico é possível reduzir a apenas 20% os resíduos encaminhados a aterros (prolongando a sua vida útil).E ainda não se está falando de resíduos de construções (que costumam ter tonelagem maior que a do lixo domiciliar), lixo industrial, resíduos de estabelecimentos de saúde e outros, cujos custos de recolhimento e disposição final costumam correr por conta das prefeituras.
O Conselho Nacional do Meio Ambiente até já reduziu exigências para implantar aterros que substituam lixões. Mas não parece provável que se tenha evoluído na área. Mesmo porque persiste uma pressão para que os municípios, principalmente os maiores, adotem como caminho - caro e perigoso - a incineração de resíduos, que implica também a necessidade de gerar cada vez mais lixo. Quase todas as grandes empresas da área de coleta de resíduos - que são das maiores financiadoras de campanhas eleitorais no País - têm hoje empresas de incineração. Em ano eleitoral, então, a sedução e a pressão parecem irresistíveis. Mas o caminho ideal seria que cada gerador de resíduos (domiciliar, industrial, da construção, agrícola, etc.) passasse, por lei, a ser responsabilizado pelos custos proporcionais do que gera - como se faz em todos os países que evoluíram nessa área.

Fonte: Estadão.com.br/opinião

O que você faria ao se deparar com árvores falantes?



Se a natureza pudesse, pediria atenção. Esse é o conceito da campanha criada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza em comemoração ado Dia Mundial do Meio Ambiente, no mês passado.

Árvores falantes foram instaladas em 4 pontos de Curitiba: Jardim Botânico, Passeio Público, Bosque João Paulo II e Parque São Lourenço. Sempre que uma pessoa passa em sua frente sua presença é reconhecida por um sensor dá o sinal para que as árvores “falem” frases como: “Ei! Vamos fazer um trato? Você cuida mais de mim e em troca a gente deixa a tua vida mais saudável”, “Oi! Já pensou neste espaço sem a gente por aqui? Cuida mais da gente, viu!” entre outras.

No local das ações, também é possível usar QR code no celular para obter mais informações sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 05 de Junho.

Assista ao vídeo e entenda melhor como funcionou a campanha:



Fonte: Hypeness


Presos que ajudam a gerar energia limpa têm redução de pena em MG


A ideia foi do juiz José Henrique Mallmann, que atua na cidade de Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais. Inspirado em iniciativas internacionais, que descobriu na internet, Mallmann implantou, no pátio do presídio do município, quatro bicicletas que convertem energia cinética – isto é, de movimento – em eletricidade.
O propósito da iniciativa, que foi batizada de Uma Luz para a Liberdade, é simples: os presos podem pedalar e ajudar a produzir energia limpa para a cidade de Santa Rita do Sapucaí. Em troca, ganham redução de pena. A cada 16 horas que passam em cima da magrela, são 24 horas a menos dentro do presídio.
A energia gerada pelas bikes é armazenada em uma bateria e usada, todas as noites, para iluminar uma das principais praças da cidade. Quando os presos já pedalaram o suficiente, em um dia, para fornecer luz ao local durante a noite, um aparelho instalado no guidão das bicicletas indica que é hora de parar de pedalar. O trabalho é, então, suspenso até o dia seguinte.
A ideia foi tão bem aceita entre os presos que o juiz Mallmann e a diretoria do Presídio de Santa Rita do Sapucaí estudam instalar outras bicicletas na prisão para que produzam energia limpa suficiente para iluminar a principal avenida da cidade.

Fonte: Super Interessante

Embalagem multiuso de café solúvel se transforma no próprio copinho


Para muita gente, não há nada melhor que um cafezinho para começar bem o dia. O problema é quando a única forma de aproveitar a bebida é através de uma daquelas embalagens individuais de café instantâneo que, além de virarem lixo logo após o uso, ainda precisa de um copo (muitas vezes também descartável) para quem o café seja desfrutado.


Para acabar com tanto lixo, os designers Young-an Seok, Young-woo Choi & Se-ryung Nam criaram uma embalagem conceitual e multiuso de café solúvel que se transforma no próprio copinho, evitando que mais produtos sejam fabricados e descartados.

Batizada de The Coffree, a embalagem é pequena, fácil de transportar e possui uma selagem especial que não permite a entrada da umidade. A grande sacada, porém, fica por conta de sua dobragem especial, que faz com que ela se transforme em um copo após aberta. Aí basta acrescentar água quente no pó solúvel e usar o lacre como “colherinha” para o café.



A embalagem ainda é apenas um conceito e não há informações sobre propostas de ser comercializada. Quem sabe até lá os designers não fazem algumas adaptações e passam a utilizar materiais biodegradáveis para deixar o produto ainda mais sustentável.


Fonte: EcoDesenvolvimento

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Estação Paraíso do Metrô recebe o projeto Ecotoy Art



Numa parceria entre a Cinemagia, empresa gestora do projeto Encontros, e o empreendedor Ricardo Lima, proprietário da empresa Bess e do escritório de coworking Beans, serão realizadas na estação Paraíso do Metrô (na cidade de São Paulo) oficinas de construção de brinquedos usando material reciclável – embalagens dos mais diversos produtos. “O projeto une conscientização ambiental e cultura, trabalhando conceitos de arte e sustentabilidade”, explica Ricardo.

Nos dias 16 e 23 de agosto, artistas ensinarão os participantes a reaproveitarem embalagens de diversos tipos de produtos como bebidas, perfumes e produtos de limpeza, para criar um toy art, uma manifestação contemporânea que se apropria do brinquedo para mesclar design, moda e sustentabilidade.

As oficinas acontecem às 15 horas no espaço cultural Encontros, localizado ao lado da plataforma de embarque para o Tucuruvi. A participação é gratuita, mas os interessados devem levar suas embalagens e todos receberão um kit com alguns materiais para a produção. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser realizadas no site http://ecotoy.art.br .

Serviço:
Ecotoy Art, oficinas de arte e sustentabilidade
Data: 16 e 23 de Agosto
Horário: 15h
Local: Estação Paraíso do Metrô (plataforma de embarque Tucuruvi)

Fonte: R7.com

A ABES-SP parabeniza os Engenheiros Florestais pelo seu dia!


Hoje, 12 de julho, é comemorado o dia do Engenheiro Florestal.

O engenheiro florestal está diretamente ligado à natureza em seu ofício: é ele quem estuda e planeja a exploração dos recursos florestais, para encontrar o modo adequado e mais racional de aproveitá-los, com o menor risco ambiental possível.

Ele vai trabalhar não só prevenindo, mas consertando o desgaste causado pelo próprio homem, encontrando uma forma de reparar ou mesmo permitir, de maneira controlada, atividades predatórias nas florestas, quando existe importância econômica para os países, como, por exemplo, a extração de madeira (para ser utilizada pelas indústrias).





Em que trabalha o Engenheiro Florestal?

O engenheiro florestal tem um vasto campo de atuação. Ele estuda e faz projetos para a preservação dos recursos renováveis e para a conservação de ecossistemas.

Além de elaborar relatórios de impacto ambiental das atividades humanas em áreas 

de florestas, pode planejar e executar obras e serviços técnicos em engenharia rural em construções para fins florestais.

Ele também estuda e faz projetos de aproveitamento racional de florestas e de reflorestamento, fazendo inventário florestal para manejo e melhoramento de florestas naturais e plantadas, pesquisando até a produção de sementes e de mudas para melhorar as características das plantas. Na indústria de móveis, de papel e celulose, por exemplo, elabora os projetos de plantio e reflorestamento das espécies mais adequadas.

Ainda poderá atuar em atividades ligadas à ecologia e defesa sanitária, administração e desenvolvimento de estudos para preservar e conservar os parques e reservas naturais e, é claro, atividades de ensino e pesquisa ligadas à sua área de formação.

A profissão está reconhecida por Lei sob o Parecer nº 2.709/76 - Decreto nº78. 631, de 27/10/76.


O que estuda?

O curso de Engenharia Florestal fornece uma sólida base em ciências biológicas, mas o conhecimento das ciências exatas e humanas, assim como os conceitos de ética e ecologia, também é fundamental para o futuro engenheiro.

O aluno aprenderá sobre os ecossistemas terrestres, especialmente os ecossistemas florestais e as realidades socioeconômicas relacionadas a eles. Para isto, também deverá conhecer o manejo de máquinas e equipamentos, além dos processos de transformação industrial de recursos de origem florestal.

Na grade curricular do curso, há as matérias básicas, correlatas e profissionalizantes. Entre as básicas, estudam-se Estatística Descritiva, Noções de Amostragem, Termodinâmica, Mecânica, Genética, Bioquímica, Microbiologia, Botânica, entre outras.

As matérias correlatas incluem Ecologia Geral e Florestal, Antropologia, Sociologia, Legislação Florestal, Ecologia Humana, por exemplo.

As matérias profissionalizantes, que estão mais diretamente ligadas à atividade do Engenheiro Florestal, são: Topografia, Manejo e Conservação de Solos Florestais, Incêndios Florestais, Implantação de Florestas, Sistemas Agroflorestais, Hidrologia Florestal, Conservação Florestal etc.



Onde ele trabalha?

O engenheiro florestal pode ser um profissional autônomo, desenvolvendo seu trabalho em qualquer lugar. Pode trabalhar em órgãos públicos, em instituições de ensino superior, em instituições de pesquisa e no setor privado (dentro de indústrias de papel e celulose e de madeira).



Onde ele estuda?

A primeira escola de engenharia florestal implantada no Brasil surgiu em Viçosa, no ano de 1960, sendo transferida para Curitiba em 1963, e se desenvolveu a partir de 1971, em razão de convênios com a UFPR (Universidade Federal do Paraná) e a Universidade Albert-Ludwig, da Alemanha.

A partir de 1973, a faculdade inseriu em sua grade de cursos as especializações e os mestrados em Engenharia Florestal do Brasil, o doutorado na área surgiu apenas a partir de 1982.

Nem todas as universidades e faculdades que têm o curso de Engenharia oferecem o curso de Engenharia Florestal, porém o curso pode ser encontrado em quase todo o país: Ufac (Rio Branco) no Acre; UA e Utam (Manaus) no Amazonas; UnB (em Brasília); Ufes (Alegre) no Espírito Santo; Ufla (Lavras) e UFV (Viçosa) em Minas Gerais; UFMT (Cuiabá) no Mato Grosso, Fcap (Belém) no Pará, UFPB (Patos) na Paraíba, UFRPE (Recife) em Pernambuco; UFPR (Curitiba) e Unicentro (Irati) no Paraná; UFRRJ (Seropédica no Rio de Janeiro); UFSM (Santa Maria) no Rio Grande do Sul, Furb (Blumenau) e Unc (Canoinhas) em Santa Catarina; Unesp (Botucatu), Faef (Garça) e USP (Piracicaba) em São Paulo.



Informações obtidas nos sites do IBGE e Brasil Escola.



Ato em defesa do Jardim Botânico no domingo


O movimento SOS Jardim Botânico promove no próximo domingo, dia 15, um ato em defesa do parque. Ex-presidente da associação de moradores do Jardim Botânico, Alfredo Piragibe diz que a área verde está "ameaçada por vários projetos que pretendem regularizar centenas de moradias irregulares que se instalaram em suas terras". A recepção está marcada para as 10h, na Rua Jardim Botânico número 1008, em frente ao Museu do Meio Ambiente. Os ativistas farão um abraço simbólico ao parque.

Fonte: O Globo

Privada promete converter dejetos humanos em eletricidade e fertilizantes


Batizada de No-Mix Vacuum Toilet, a nova privada desenvolvida por cientistas da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU), em Cingapura, promete reaproveitar tudo o que “jogamos fora” quando vamos ao banheiro. O número 1 se transforma em fertilizante, enquanto o número 2 é utilizado para produzir eletricidade.
Como? O vaso sanitário possui duas câmaras que separam os dejetos líquidos dos sólidos. Após a descarga, o xixi é encaminhado para uma instalação de processamento capaz de separar o nitrogênio, fósforo e potássio presentes na urina humana para utilizá-los na produção de fertilizantes. Já o cocô segue para um biorreator para liberação de biogás, que contém metano – substância que pode substituir o gás natural utilizado nos fogões ou, ainda, ser convertida em eletricidade.
E as promessas do No-Mix Vacuum Toilet não param por aí: a privada tem potencial para reduzir em até 90% os gastos com água, em relação aos atuais vasos sanitários. Isso porque ela possui uma tecnologia de vácuo de sucção – a mesma usada em banheiros de aviões – que utiliza entre 0,2 e 1 litro de água por descarga, enquanto uma privada convencional consome entre 4 e 6 litros.
O projeto do No-Mix Vacuum Toilet levou cerca de um ano e meio para ser desenvolvido pelos cientistas da NTU que, agora, planejam testar o produto em dois banheiros da própria universidade. Se a privada realmente funcionar, a expectativa é de que seja lançada no mercado em cerca de três anos. Você aprova o uso do No-Mix Vacuum Toilet em banheiros públicos mundo afora?


Fonte: Super Interessante

Paulistanos que disseram “não” ao carro (e aos congestionamentos)


Fatigados com a rotina diária de embreagem-primeira-marcha-ponto-morto, personalidades contam em livro por que não há luxo maior do que se locomover à pé, de bicicleta, ou por debaixo da terra usando metrô, em uma cidade como São Paulo.

Se você mora em São Paulo, sabe muito bem como a vida pode ser dura quando se trata de sair de um lugar para chegar a outro. Fatigados com a rotina diária de embreagem-primeira-marcha-ponto-morto, 12 paulistanos bem-sucedidos resolveram aposentar o carro. Eles falam sobre esse feito no livro “Como viver em São Paulo sem carro”, que já citamos aqui.

Para o idealizador do projeto, o empresário Alexandre Lafer Frankel (ele próprio um pedestre convicto há 10 anos), mais do que adotar uma postura “talibã” contra o automóvel, o importante é tentar descobrir como ser menos dependente dos quatro-rodas. “Ir à padaria ou ao supermercado a pé já ajuda. Além de ser mais saudável, é bem melhor do que ficar preso no trânsito, se estressando”, diz. Mudanças de hábitos simples, mesmo para quem não mora perto do trabalho, defende.

O livro tem texto de Leão Serva, fotos de Claudio Edinger e ilustrações de Eva Uviedo. Confira abaixo como seis dessas personalidades conseguiram se alforriar do volante e dos congestionamentos:

Quem: 

Gilberto Dimenstein, jornalista e escritor, fundador da ONG Aprendiz e do site Catraca Livre

Por que não usa carro:

Prefere andar a pé e praticar o serendipismo (fazer descobertas afortunadas, aparentemente, por acaso). “Sempre acho gente, vejo coisas interessantes, descubro lugares e coisas novas”, conta. Para fugir do caos urbano, foi morar perto do trabalho e só marca reuniões de trabalho o mais próximo possível da Vila Madalena, onde vive.

No fim de semana, aproveita o tempo livre para folhear alguns livros na Livraria Cultura, visitar o Centro Cultural Banco do Brasil e dar uma passadinha no Mercado Central – tudo a pé, mesmo que o caminho não contribua para isso. “São Paulo não é uma cidade do pedestre, é uma cidade do automóvel. Em Nova York, a calçada é o lugar dos nobres, aqui é dos pobres”, critica.


Quem: 

Raí, ex-jogador de futebol e sócio da empresa Raí Velasco

Por que não usa carro:

Depois de morar um ano inteiro em Londres, onde fazia tudo de bicicleta, resolveu testar a magrela em São Paulo por 360 dias. Percebeu que a vida era melhor e mais tranquila longe do volante, e passou a andar de bike, metrô e, vez ou outra, de táxi dependendo do trajeto. Se diz mais feliz desde então, já que não se estressa com os congestionamentos, nem se preocupa com multas.

Acredita que a qualidade de vida na cidade é muito prejudicada pelo trânsito. Pondera: “Metade da culpa é do poder público. A outra metade é das pessoas. Tem muita gente que já poderia ter deixado o carro e ajudado a diminuir o trânsito”.


Quem: 

Rita Lobo, escritora e apresentadora do programa “Cozinha Prática”, do canal GNT

Por que não usa carro:

Diz que detesta ficar dentro do carro parada no trânsito. Por isso, procurou organizar sua vida (trabalho, escola dos filhos, lazer) no bairro onde mora, nos Jardins. Ao concentrar suas atividades numa mesma região, consegue almoçar com as crianças todos os dias em casa, o que considera um “luxo urbano”.

Pedestre de carteirinha, ela dá a receita para quem quer curtir a cidade a pé: “As sandálias não podem ser chinelos, que ficam soltos. Compro sandálias com tira no peito do pé, que são mais confortáveis para andar distâncias longas”. Aí é só botar o pé fora de casa. “Há muitas coisas deliciosas para se experimentar andando pela cidade, e consumindo só com o olhar. Sabendo levar, São Paulo é melhor que Paris”, afirma.


Quem: 

Milton Jung, radialista na CBN

Por que não usa carro:

A decepção veio depois de participar em 2010 de um desafio da Semana Mundial sem Carro, que testa a rapidez no deslocamento de vários tipos de transporte na cidade de São Paulo em horário de pico. Ele foi de helicóptero (mais veloz que um carro) enquanto o amigo cicloativista André Pasqualini usou a bicicleta.

Resultado: a bike chegou primeiro (acredite, até o céu paulistano é congestionado às 18h). “Achei tão boa essa ação que me convenci a usar mais a bicicleta. Hoje, noto que, ao pedalar, você vê coisas da cidade que de dentro do carro não aprecia”, diz.


Quem: 

Cândido Malta, arquiteto e urbanista, professor da FAU-USP

Por que não usa carro:

Em uma cidade rica de pessoas e paisagens urbanas, é preciso andar a pé para conhecê-la, principalmente porque cada vez mais é inviável usar o carro, argumenta o urbanista, que gasta 25 minutos entre sua casa, no Jardim Paulistano, e o escritório, na Av. Nove de Julho. Na hora do almoço, pela proximidade, consegue até apreciar uma comida caseira.

Presidente da Associação dos Amigos do Bairro Jardim Paulistano, aos finais de semana, cuida dos jardins de sua rua e das calçadas dos vizinhos. “Como urbanista, defendo que vale a pena ser o que os franceses de ‘flaneur’, ou seja, o cidadão que perambula em sua cidade, descobre os lugares, faz amizades”, conta.


Quem: 

Sérgio Kalil, empresário e sócio dos restaurantes Spot e Ritz

Por que não usa carro:

Como os demais pedestres convictos da lista, o empresário está convencido de que ficar no trânsito é “a maior perda de tempo que um homem pode sofrer”. Para fugir desse martírio diário, decidiu morar perto do trabalho e há 14 anos não usa carro. Resolve tudo a pé ou de metrô e quando precisa (mas só quando precisa mesmo) recorre a um táxi.

Além de driblar os congestionamentos, a andança cotidiana queima calorias, o que lhe permite usufruir, sem culpa, de um dos melhores prazeres da vida: “Quem anda janta! Meu maior prazer em andar é poder comer à vontade, chegar em casa e poder comer uma caixa de chocolates se quiser”, se gaba.


Fonte: Exame