quinta-feira, 18 de julho de 2013

Mais de 300 árvores nativas são cortadas para evento da Jornada Mundial da Juventude

Após uma denúncia, fiscais do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), do RJ, flagraram, no começo desta semana, o desmatamento de um terreno da Paróquia de São Sebastião de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói.No total, foram removidas 334 árvores nativas da Mata Atlântica. O objetivo era abrir espaço para celebrar uma missa campal durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), evento que reunirá milhares de jovens entre os dias 23 e 28 de julho no Rio de Janeiro, sob o lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19) – o que torna o fato ainda mais contraditório. A paróquia se prepara para receber 800 peregrinos.De acordo com O Globo, o vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, negou que a prefeitura tenha dado autorização para o corte do terreno, que fica às margens do Parque Estadual da Serra da Tiririca, uma unidade de conservação estadual. Grael também disse que o episódio é “lamentável” e que um evento destinado à juventude deveria ter caráter educativo e, portanto, compromisso com o meio ambiente e com o futuro.Segundo o secretário de Meio Ambiente de Niterói, Daniel Marques, os responsáveis foram multados e terão de fazer medidas compensatórias.


Fonte: Superinteressante 

Francês viaja o mundo construindo jardins verticais nas cidades





Pincelar as paredes cinzas dos centros urbanos com um pouco de natureza é o trabalho do botânico Patrick Blanc*, que viaja o mundo construindo jardins verticais em ambientes externos e internos das cidades.

A intenção do francês é reconectar os urbanoides com o verde – segundo ele, cerca de 3,5 bilhões de pessoas vivem atualmente nas cidades sem contato com a natureza – e, de quebra, trazer um monte de benefícios para os municípios, como ar mais limpo, clima mais ameno, aumento da umidade do ar e redução do barulho, já que as plantas são ótimas isolantes acústicas.

O botânico coleciona jardins verticais ao redor do mundo (você pode ver todos eles aqui), mas em toda a América do Sul apenas a cidade de São Paulo teve a sorte de receber uma visitinha do francês, que deixou sua marca na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Blanc até tinha um projeto para o Rio de Janeiro, mas a ideia não saiu do papel.

Conhecido como o Pai dos Jardins Verticais, o botânico também pode ser considerado um artista, já que encara as paredes em que trabalha como telas de pintura gigantes, onde faz composições harmônicas de várias espécies diferentes de plantas – cuidadosamente escolhidas com base nas condições locais.

A manutenção dos jardins verticais também é uma preocupação para Blanc, para que seu trabalho não vire um fardo para os moradores da cidade, quando for embora. As plantas são fixadas em um feltro especial, que é irrigado regularmente com fertilizantes, garantindo que as espécies tenham os nutrientes que necessitam e que as raízes não cresçam demais, à procura de água.

Confira, abaixo, algumas das obras de arte vivas de Patrick Blanc ao redor do mundo. Quem aí não ficaria feliz com uma visitinha do botânico na rua de casa?

Cingapura


Lisboa




Paris 


São Paulo 



Fonte: Superinteressante

Crise na Grécia estimula criação de comunidades sustentáveis


A preocupação dos gregos em relação à crise econômica incentivou a população a descobrir formas alternativas de viver. O grupo conhecido como Free and Real é um dos exemplos de comunidades sustentáveis que estão crescendo no país.

Fundada há três anos na ilha de Evia, a Free and Real (Livre e Real, em tradução literal) é uma sociedade alternativa


baseada em princípios de sustentabilidade. Ela é formada por dez moradores em tempo integral e mais de cem que residem no local parte do ano.

Free and Real a sigla para o ideal: “Liberdade de recursos para todos, respeito, igualdade e aprendizado”. Foi baseado nestes valores que quatro jovens de Atenas criaram a comunidade.

Para o webdesigner Apostolos Sianos, um dos fundadores, a ideia inicial parecia difícil de colocar em prática, mas hoje ele não tem vontade nenhuma de voltar ao que era antes. "Quando tomei a decisão de abandonar a cidade e morar neste pedaço de terra, fiquei um pouco nervoso. Mas agora não consigo me imaginar naquele estilo de vida outra vez", disse à BBC.

Além do conforto, Sianos teve de abdicar de seu emprego. Para sobreviverem, os moradores se alimentam da comida produzida por eles mesmos. Na comunidade não há energia elétrica e eles moram em cabanas comunitárias também construídas pelos próprios moradores. Todo o excedente da produção é trocado em um o vilarejo por produtos de que necessitem. É como se voltassem ao tempo em que a economia era baseada no escambo.


A ideia de criar a Free and Real surgiu em 2008 em um fórum da internet. Para os jovens fundadores, a Grécia já estava em crise na área da educação, no sistema de saúde e meio ambiente.

Com o agravamento do problema econômico, que ganhou destaque em 2010, o estilo de vida alternativo tem sido mais procurado. Muitos interessados buscam a Free and Real para aprender técnicas de vida sustentáveis e saber mais sobre agricultura orgânica.


"A crise financeira grega está dando uma enorme oportunidade às pessoas para verem que o sistema em que vivem não está funcionando, então podem começar a procurar alternativas", acredita Sianos.

Outro grupo de destaque na Grécia é a Associação dos Desempregados. Os integrantes lutam por melhores condições fazendo passeatas e protestos. Eles também dão apoio psicológico aos desempregados e distribuem cestas básicas para famílias em dificuldades.


A associação surgiu na ilha de Creta e desde a sua fundação, em 2010, iniciativas semelhantes têm aparecido. Algumas das reivindicações são para que os desempregados tenham descontos nas contas de luz e telefone e transporte gratuito.

Nikos Karantinakis é o diretor da associação. Ele também passa dificuldades e precisa de auxílio para sustentar a família, uma vez que o que produz em seu jardim não é suficiente para sua família, composta por pai, mãe e noiva. "Se o governo não nos ajuda, temos que lutar", afirmou à BBC


Fonte: Ciclo Vivot 

8 maneiras de fazer um jardim vertical

Os jardins verticais têm conquistado espaço no paisagismo brasileiro. Eles foram criados para amenizar a falta de áreas verdes nos centros urbanos e também para modificar a paisagem de locais com espaços pequenos. Suas aplicações se dão tanto nas paredes internas como em muros externos. Os sistemas podem possuir irrigação automatizada por gotejamento ou o cuidado pode ser feito manualmente, dependendo do tamanho.

A fachada externa verde é uma ótima forma de revitalizar edifícios e combater as ilhas de calor urbano. No caso de paredes internas, a parede verde pode purificar e limpar o ar, pois retém compostos orgânicos voláteis (COV), materiais particulados, fumaça de cigarro, além de manter o conforto térmico agradável. O CicloVivo separou oito sistemas de jardins verticais que já chegaram ao mercado brasileiro. Cada um deles possui características específicas.

1.    Blocos Pré-Moldados


O método de bloco pré-moldado foi criado pela empresa Neo Rex. Eles existem em dois modelos: bloco de concreto fundido, com jardineiras contínuas, e o bloco de concreto socado, com jardineiras em zigue-zague. “Ambos os modelos podem ser instalados rente a muros impermeabilizados ou até sem nenhum apoio, pois os blocos têm nichos para passar vigas de sustentação” explica Roberto Hess, diretor da empresa em entrevista à Revista Natureza. Veja como eles funcionam:

2.    Técnica Wall Green

O sistema Wall Green é vendido em kits, que deve ser montado por um sistema de encaixe e forma uma estrutura com capacidade para receber 18 plantas. O sistema modular é do tipo faça você mesmo, e você pode compor jardins verticais ou horizontais, da maneira que preferir.  A estrutura é de plástico injetado e pode ser fixada em diferentes tipos de superfícies. O vaso e o sistema de regas precisam ser adquiridos separadamente. O kit pode ser comprado pelo site da Thermogreen.

3.    Green Wall Ceramic


A técnica da empresa Green Wall Ceramic utiliza blocos cerâmicos que podem ser fixados em paredes em muros utilizando argamassa. É necessário descascar a pintura da parede para que o bloco seja fixado mais facilmente. Após a instalação é necessário impermeabilizar o painel com produtos atóxicos, como os utilizados em reservatórios de água, para não prejudicar as plantas. As jardineiras podem ser pintadas ou receberem outro tipo de acabamento. Para painéis grandes, é necessário instalar um sistema profissional de irrigação por gotejamento.

4.    Treliças e Vasos


Para construir este jardim vertical é necessário primeiramente chumbar uma treliça metálica à parede ou muro. Depois disso é só pendurar vasos meia lua à treliça. A treliça metálica precisa ser tratada para resistir às intempéries. Se o jardim for grande e alto, será preciso investir em um sistema de irrigação. Também pode ser utilizada a tela de alambrado, que já vem pronta e tratada, para utilizar este método. O paisagista Alex Hanazaki é especialista na técnica.

5.    Técnica PET


Este método, desenvolvido pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum, reutiliza garrafas plásticas para compor um lindo jardim vertical.  A sugestão é ideal para casas que não têm grandes áreas para jardins. Além disso, se torna também uma solução para os resíduos, que deixam de ser descartados e ganham uma utilidade diferente da original. As garrafas ficam suspensas, amarradas em cordas de varais. Clique aqui para ver o passo a passo.

6.    Fibra de Coco



Esta técnica é perfeita para espaços pequenos como varandas e apartamentos. Por ser confeccionada por um material natural, parte dela pode ficar aparente, sem prejudicar o visual. Deve-se impermeabilizar a parede que vai receber o painel antes. O painel de fibra de coco pode ser parafusado na estrutura. A empresa Coquim comercializa as peças para todo o Brasil.

7.    Técnica Vasos Meia Lua


Este sistema é ideal para decorar pequenos espaços. “A distribuição dos vasos depende do estilo e do gosto particular” explica a ceramista Vanisa Cury à Revista Natureza. Utilizar vasos do mesmo material é uma boa solução para garantir a harmonia do jardim vertical, porém não existem regras. No site do paisagista Bruno Carettoni também é possivel encontrar muitas ideias.

8.    Técnica Quadro Vivo


Os quadros verdes foram desenvolvidos pela paisagista Gica Mesiara. É só escolher um local iluminado na casa e trazer o verde para dentro. O quadro é fixado com parafusos e buchas. A estrutura é vedada para evitar vazamentos e umidade, o sistema de rega pode ser computadorizado ou manual.


Com informações da Revista Natureza


Fonte: Ciclo Vivo 

Número de moradias certificadas cresce mais de 15 vezes

As construções sustentáveis estão cada vez mais populares no Brasil e não são só os edifícios comerciais que se preocupam com a questão. Levantamento feito pelo Processo Alta Qualidade Ambiental (AQUA) - considerado um dos principais selos de certificação sustentável no Brasil - aponta que o número de edificações habitacionais certificadas cresceu mais de 15 vezes nos últimos dois anos.

Segundo o selo, em 2011 havia apenas três empreendimentos brasileiros certificados de acordo com os referenciais técnicos para habitação do AQUA, lançados em 2010. No ano seguinte, o número pulou para 11 edificações habitacionais certificadas e, em 2013, chegou a 46, caracterizando um aumento de mais de 1500%.

Apesar do crescimento, os edifícios comerciais que buscam certificação no país ainda são maioria. Atualmente, o AQUA possui 87 estabelecimentos certificados com seu selo. Entre eles, indústrias, escritórios, escolas, hotéis e shopping centers.

Inspirado no selo francês Haute Qualité Environnementale (HQE), o AQUA foi criado em 2008 e é a primeira norma brasileira para a certificação de construções sustentáveis, levando em conta critérios 100% baseados na realidade do país na hora de avaliar as edificações. O selo é concedido pela Fundação Vanzolini, instituição privada, sem fins lucrativos, criada e gerida pelos professores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).


Fonte: Planeta Sustentável 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Cientistas descobrem como recarregar o celular usando urina

Uma equipe de cientistas britânicos afirma ter conseguido desenvolver um mecanismo que consegue recarregar parcialmente a bateria de um telefone celular usando apenas urina.

Em um artigo publicado pela revista da "Real Academia de Química", os cientistas afirmam que conseguiram produzir energia elétrica suficiente para enviar mensagens de texto, usar a internet e fazer uma rápida ligação telefônica.

De acordo com o artigo, os especialistas agora esperam poder desenvolver a tecnologia das baterias com combustível microbiano que permitam recarregar totalmente um celular.

"Utilizar um produto de dejeto como fonte de eletricidade é notável. Estamos muito entusiasmados porque se trata da primeira vez que se consegue isso", afirmou o cientista Ioannis Ieropoulos, que participou dos estudos conjuntos entre as Universidades de Bristol e do Oeste da Inglaterra, além do Laboratório de Robótica de Bristol.

"A beleza disso tudo é que não estamos nos apoiando na natureza errática do vento ou do sol: a urina é uma fonte sem fim", afirmou Ieropoulos, especialista em eletricidade microbiana.

A tecnologia das baterias de combustível microbiano permite produzir eletricidade diretamente através da degradação da matéria orgânica, abrindo assim o caminho para o desenvolvimento combustíveis de muito baixo custo e, inclusive, gratuitos, como a urina.

Neste caso, a urina permite estimular os micróbios que geram eletricidade.

"Fazer uma ligação é a operação que exige mais energia de um telefone celular, mas chegaremos ao ponto em que poderemos carregar a bateria para períodos longos", afirmou Ieropoulos.


Fonte: Folha de São Paulo 

Principais florestas do planeta rumam para a extinção


Extremamente vulneráveis, as florestas estão perdendo a batalha. A cobertura verde, que já ocupou 46% da superfície terrestre, vem sumindo de forma gradativa - com maior velocidade nos últimos 50 anos. Atualmente, ocupa 31% do planeta, segundo o Relatório Estado das Florestas, publicado em 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento também revela que a taxa média líquida de perda de florestas está em 5,2 milhões de hectares por ano.

Os dados levam a uma constatação óbvia: muitas florestas perderam áreas significativas e caminham para a extinção, enquanto outras aparecem apenas em registros literários. São justamente os livros que ajudam a entender esse desfecho.



Veja a seguir, as cinco florestas mais ameaçadas do planeta.



Fonte: Terra.com 

Empresa facilita entrada de ciclistas em bares e restaurantes de SP


Uma empresa paulistana está ganhando visibilidade na capital financeira do país ao facilitar a vida dos usuários de bicicleta. Encontrar soluções adequadas para que os ciclistas possam estacionar suas bikes aonde quer que forem é o principal objetivo da Ciclomídia.

O grupo oferece seus produtos aos estabelecimentos comerciais, para que cada um deles possa se tornar um “Bike Point”. Entre os equipamentos ofertados, há três modelos de paraciclos.

O modelo mais simples permite o estacionamento simultâneo de duas bicicletas, sendo trancadas pelo quadro e pelas rodas. Há um modelo “publicitário”, criado para shoppings, supermercados e locais onde não há lei contra propagandas. Existe também um tipo “modular”, que dá a flexibilidade ao proprietário que deseja trocar a estrutura quando necessário e guardá-la quando não estiver em uso.

A Ciclomídia também oferece caneletas para que o usuário possa subir e descer escadas com mais conforto e segurança. Os formatos, profundidades e tamanhos desses equipamentos variam de acordo com a necessidade do cliente.

Além dos produtos, a empresa sugere um serviço em que o estacionamento de bicicletas funciona como uma espécie de chapelaria. Chamado de Bike Valet, a ideia consiste em aplicar a estrutura em eventos, ou seja, uma operação provisória montada para atender um determinado local em um dia específico.

Todos os estabelecimentos que aderem ao projeto ganham uma certificação especial, denominada Bike Point. A própria empresa montou um mapa com a relação de lugares que já fazem parte da ideia. Veja aqui em quais locais a sua bike é bem-vinda.
  


Ao mesmo tempo em que oferece a estrutura para que as bicicletas fiquem seguras em locais públicos e privados, o grupo se propõe a incentivar a mobilidade sustentável e a redução de emissão de carbono.

Para que a empresa se tornasse realidade, o projeto teve apoio do evento Mega Start-Up Lab, que deu a oportunidade a seis empreendedores para apresentarem seus negócios – ou ideias – a uma banca de especialistas e interessados. A regra era que a divulgação fosse objetiva, cada grupo tinha apenas cinco minutos disponíveis. Dentre 400 inscritos, a Ciclomídia foi um dos projetos selecionados, que conquistou a chance de apresentar sua ideia.

O objetivo do evento é testar novos modelos, fazer sugestões de melhoria e colaborar com a troca de contatos. “A participação no evento foi fundamental para tocarmos o projeto em frente e as opiniões da banca e do público para confirmarmos algumas visões e repensar algumas outras”, afirmou o grupo, em seu site.


Marcia Sousa

Fonte: CicloVivo

Artista brasileiro transforma tampinhas de garrafas em quadros


As tampinhas das garrafas de cerveja e refrigerante encontradas nas ruas e nos bares do Rio de Janeiro se transformam em matérias primas para o artista carioca Alfredo Borret, que usa os resíduos para construir suas obras de arte desde 2007. Com o reaproveitamento de um material fora do radar da reciclagem convencional, o artista espalha a mensagem “Se Beber, Recicle”, e já ganhou um importante prêmio.

O trabalho artístico com as tampinhas começou em 2007, com a produção das Ecotampas (ímãs com imagens de times de futebol e cartões postais cariocas). Borret diz que não sabe exatamente quantas tampas de garrafas foram reaproveitadas, mas a iniciativa trouxe importantes ganhos socioambientais. “As tampinhas são recolhidas de bares e catadas nas ruas. Recebem um tratamento, são pintadas, ganham imagens no seu interior e pronto: o que seria um problema, vira arte”, diz. “Em 2012, foram 12 mil tampinhas transformadas em brindes, distribuídas no Rio”, lembra Borret.


Depois de aproveitar isoladamente cada tampinha, o artista também começou a produzir quadros com o material reciclado. Nas telas, são reproduzidas paisagens cariocas e obras de arte conhecidas internacionalmente – um dos trabalhos mais famosos do artista está exposto no gabinete do prefeito do Rio de Janeiro. “Quanto menos lixo, mais arte. Cada quadro leva, em média, 702 tampinhas. Já produzi 19 quadros, reaproveitando mais de 13 mil tampas”, afirma Borret.

Atualmente, o artista faz parte da ONG Onda Carioca, que comercializa as Ecotampas. Além disso, a instituição desenvolveu o primeiro coletor de tampinhas do mundo, instalado nas praias em fevereiro. “São 28 coletores fixados nos quiosques de Ipanema, Leblon, Arpoador e Copacabana. Todos os dias, um triciclo percorre as orlas, fazendo a gestão do resíduo”, explica. Nos dois primeiros meses de operação, cinco mil tampinhas foram retiradas dos coletores.
  


O metrô da capital fluminense também está envolvido com o reaproveitamento de materiais - com isso, 35 estações ganharam postos de coleta, que induzem a população a destinar os resíduos para a produção das obras de arte. “Quando geramos resíduos, entendo como o começo, e não o fim. Todas as iniciativas para minimizar o impacto causado pelo descarte de resíduos têm valor. Eu crio alternativas para as tampinhas”, finaliza Borret, que também produz obras de arte sob encomenda.


Por Gabriel Felix

Fonte: CicloVivo

Campanha de reciclagem revela o que pensam garrafas e latas


Uma campanha de serviço público foi criada pela organização Keep America Beautiful para motivar norte-americanos a reciclarem seu lixo diariamente. Para ilustrar como dar uma nova vida útil aos materiais recicláveis foram usadas uma garrafa de plástico e latas de alumínio. A ideia foi abordar o tema reciclagem de uma forma mais atraente dando voz aos objetos que mostram o que querem ser no futuro.

De acordo com a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA, apenas 35% do lixo gerado no país é reaproveitado e um dos motivos dessa baixa adesão é o desconhecimento da população ao processo.

Os três filmes para a TV de 60’’, 30’’ e 15’’ utilizaram locações de paisagens tipicamente norte-americanas, como o estádio do time de futebol Baltimore Ravens (construído parcialmente a partir de alumínio reciclado pós-consumo).

Após a divulgação dos filmes, a campanha buscará parceiros para imprimir estes "sonhos" nas próprias embalagens do produto, como por exemplo, uma latinha de refrigerante que sonha em ser uma bicicleta.

Para Brenda Pulley, vice-presidente da Keep America Beautiful, a campanha tem o impulso emocional necessário para mudar positivamente o comportamento das pessoas, além de fornecer ferramentas úteis para facilitar a reciclagem.

Confira os três vídeos:









As informações são do site AdNews.

Fonte: CicloVivo

Poupe tinta da impressão trocando a fonte

Empresa desenvolve letras para impressão que contêm pequenos furos para economizar no gasto com cartuchos de tinta
  


Quando vamos imprimir um texto especial para uma apresentação, escolhemos uma letra legal, um cabeçalho bonito. Mas você já parou para pensar que a simples escolha de uma fonte mais “cheinha” pode fazer você gastar muito mais tinta de impressora?

Pensando em evitar esse tipo de desperdício, foi criada a Econfont. Trata-se de um software que transforma a fonte das letras de todas as suas impressões menos importantes (ou seja, que não têm necessidades de grande preocupação estética, como rascunhos e anotações).

Após instalar o programa no seu computador, uma logomarca da Ecofont em conjunto com uma impressora aparecerá no seu editor de texto, ao lado de cada documento que você estiver redigindo. Ao clicar no local, o arquivo será automaticamente impresso com fontes especiais que contêm pequenos furos em seu interior. Eles são praticamente imperceptíveis, mas reduzem em até 25% o gasto com tintas. Assim, você economiza com o cartucho e continua lendo seus textos normalmente.

Baixe a fonte de graça

No site oficial, também é possível baixar gratuitamente uma fonte avulsa, a Ecofont Vera Sans. Instalando-a, você consegue o mesmo resultado que teria nas impressões com a compra do software. A diferença é que o programa permite que você escreva os textos com as fontes normais (apenas a impressão ocorre com a fonte sustentável), o que dá uma legibilidade maior na tela do computador, além de poupar mais tinta, de acordo com a empresa.

A instalação é simples. Basta descompactar o arquivo e colá-lo na pasta de fontes do Windows.

Na página do desenvolvedor é possível entrar em contato para tirar dúvidas sobre o produto. A compra via web estará disponível em breve na webshop.


Ah, e não custa lembrar: só imprima se for realmente necessário. Economize papel!

Fonte: ecycle

Guia do lixo doméstico: saiba como reduzir os resíduos que vão para o lixo comum

Pequenos cuidados que envolvem reciclagem e reutilização podem ser eficazes em evitar que restos com potencial energético se acumulem sem eficiência no meio ambiente
  


Tudo o que está na sua casa vai virar lixo um dia. De alimentos, guardanapos e roupas, até as próprias paredes, que se transformarão em entulho. Então, o que seria um guia da reciclagem do lixo doméstico?

Neste passo-a-passo, vamos considerar como lixo doméstico os resíduos que têm alta rotatividade no nosso dia-a-dia, como alimentos, filmes plásticos, sacolas, guardanapos, fraldas, absorventes, entre outros. Abaixo, seguem dicas de como evitar parte deles, reutilizá-los, reciclá-los ou descartá-los da melhor maneira possível, com o objetivo de reduzir a níveis mínimos a destinação de resíduos em aterros e lixões.

Alimentos
Sem comida não podemos viver, mas é preciso prestar atenção em cada etapa (desde a aquisição até o descarte) para evitar acúmulo de lixo desnecessário, tanto em casa, como nos aterros. Na hora de fazer as compras, dê preferência a alimentos mais saudáveis e que contenham menos embalagens. As feiras livres são ótimas opções para adquirir verduras e legumes mais baratos e frescos. Use o carrinho de feira para evitar as sacolinhas plásticas.

Quando a comida já estiver no fundo da pança é hora de pensar sobre o que fazer com os restos. O triturador de alimentos é uma possibilidade prática, mas ainda não tão recomendada no Brasil. O aparelho instalado na pia da cozinha mói certos tipos de alimentos e os transforma em minúsculas partículas, que são descartadas junto com a água até as estações de tratamento. O problema, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) é que o triturador pode elevar a poluição dos corpos d' água ao aumentar muito a carga orgânica nos lançamentos de esgotos não tratados, como é o caso de boa parte dos municípios do país. Isso elevaria o gasto energético da empresa de tratamento para limpar a água. No exterior, as companhias que tratam o esgoto compostam esses resíduos, o que não acontece no Brasil.



Compostar? Por incrível que pareça, já é possível decompor naturalmente os seus resíduos alimentares em sua própria casa (mesmo morando em apartamento) de um jeito prático e higiênico. Nos últimos anos, algumas marcas de composteiras (também conhecidas como minhocários) chegaram ao mercado com a missão de realizar essa tarefa. Nesses equipamentos, é possível colocar frutas, verduras, legumes, sementes, borra de café, sobras de alimentos cozidos ou estragados (sem exageros) e cascas de ovo. Materiais como saquinhos de chá, serragem gravetos, papelão, papel jornal e palitos de fósforo também podem entrar na composteira sem problemas - porém, o mais indicado para jornal e papelão é a reciclagem. Carnes de qualquer espécie, cascas de limão, laticínios, óleos, gorduras, papel higiênico usado, fezes de animais domésticos, frutas cítricas em excesso e sal em excesso não podem ser compostados. 

O óleo de cozinha que sobra da fritura pode virar sabão de um jeito simples. Já as carnes terão que ir para o lixo comum ou, se você preferir, seu animal de estimação também pode se alimentar delas.

Acessórios
Alguns outros itens usados na cozinha, como fósforos, guardanapos e saquinhos de chá podem entrar na composteira, como vimos acima. Filmes plásticos, esses que usamos para embrulhar alimentos, podem ser reciclados sem problemas, assim como as caixas de leite e outros objetos, como potes de margarina e garrafas de vidro – basta fazer uma limpeza rápida antes de destiná-los (preferencialmente com água de reúso). Prefira buchas vegetais e lãs de aço para lavar louça em vez das tradicionais esponjas amarelas. As últimas são de difícil reciclagem.

Banheiro
No banheiro, não há tanto segredo. Procure usar os cosméticos e produtos de higiene até o final porque a destinação de boa parte deles é complicada – acaba tendo que parar no lixo comum. Alguns deles são biodegradáveis – o mesmo vale para maquiagens. As embalagens de tais produtos, quando lavadas, podem ser recicladas na parte de plástico sem muitos problemas, assim como escovas de dentes velhas. Se tiver paciência, os cotonetes livres de algodão usado também podem ser reciclados. Para o lixinho do banheiro (que recebe lixo não-reciclável, como papel higiênico), evite sacolas plásticas. Uma boa opção é fazer saquinhos de jornal (clique aqui e saiba como - eles também podem ser usados no lixo da cozinha).

Fraldas e absorventes íntimos
Infelizmente, não há tecnologia no Brasil para reciclar esse tipo de resíduo. Já existe uma fábrica na Inglaterra que transforma o material em telhas. No entanto, existem alternativas. Absorventes feitos com silicone são uma boa opção reutilizável para as mulheres. Para os bebês, há modelos de pano e híbridos, que ajudam a gastar menos materiais de difícil destinação.




Sacolas de lixo biodegradáveis
Mesmo depois de reduzir tanto lixo doméstico, ainda sobram restos que vão para lixo comum. Assim que os saquinhos de jornal já estiverem cheios, o melhor é juntar tudo em sacos de lixo diferenciados, mas tome cuidado. Os sacos oxi-degradáveis não são recomendados devido à ação pouco eficiente dos aditivos (que apenas degradam mais rapidamente o plástico, mas mantêm suas propriedades nocivas na natureza) e ainda por cima dificultam uma posterior reciclagem. Existem alternativas, como o plástico feito a base de amido e outro modelo, feito a partir de reações com bactérias. Há plásticos 100% biodegradáveis feitos com a tecnologia Ecoflex, desenvolvida pela BASF e distribuída pela Extrusa.

Saco para os materiais recicláveis
Depois de fazer a separação de lixo para a coleta seletiva, lembre-se de limpar bem as embalagens para facilitar a reciclagem. Outro fator importante é que não há problemas em usar um saco de lixo convencional porque ele também será incorporado na reciclagem plástica, mas a dica aqui é optar por sacos que já sejam produzidos à base de plástico já reciclado.



Texto: Alberto Cerri

Fonte: eCycle

Conheça os tipos de plástico


Associe os tipos de plástico aos produtos do seu dia a dia

Os plásticos são feitos a partir de uma fração do petróleo chamada nafta. Talvez essa seja a principal semelhança entre eles, porque daí para frente há uma transformação em tipos tão complexos e diferentes que nem parece que saíram do mesmo lugar.

A diferenciação mais básica que pode ser feita após constituição final dos produtos é entre termoplásticos e termorrígidos. Os primeiros podem ser reciclados, pois não sofrem alterações na estrutura química durante o aquecimento. Já os segundos não são passíveis de reciclagem porque não fundem com o reaquecimento (clique aqui e tenha mais informações básicas sobre plástico).

Tá explicado? Vamos ao que interessa

Você deve estar se perguntando: “Tá, mas como eu sei qual tipo de plástico é termoplático ou termorrígido”? É exatamente isso que vamos explicar agora, com as tabelas abaixo. A primeira lista os termoplásticos e a segunda os termorrígidos:

TERMOPLÁSTICOS




*Inclui uma variação do PP, o BOPP, plástico metalizado de difícil reciclagem, usual em embalagens de salgadinhos e biscoitos. Confira detalhes aqui.

TERMORRÍGIDOS




Rotulagem – os numerozinhos para a reciclagem plástica

Para os consumidores saberem de qual tipo de plástico é feito o produto que estão adquirindo, há um padrão utilizado pelas fábricas. Você já deve ter reparado que existem números cercados por um triângulo com setas nos rótulos dos produtos plásticos que você adquire. Eles têm a função de alertar os consumidores sobre o descarte seletivo, além de orientar a separação devida de cada material.

No Brasil, a norma técnica dos plásticos (NBR 13.230:2008) foi concebida de acordo com critérios internacionais. A numeração separa os plásticos em seis diferentes tipos de materiais (PET, PEAD, PVC, PEBD, PP, PS), e ainda há uma sétima opção (outros), normalmente empregada para produtos plásticos fabricados com uma combinação de diversas resinas e materiais. Confira a figura abaixo:





Fonte: eCycle

Capacete feito de jornal facilita vida de ciclistas e preserva o ambiente

Equipamento promete comodidade, funcionalidade, economia e segurança ao ciclista além de preservar a natureza
  


À primeira vista esse capacete não demonstra grande atrativo, ao menos estético, para o consumidor. Mas devemos lembrar também que equipamentos de segurança não são considerados referência no mundo da moda, e esse capacete não é exceção. No entanto, com ele você poderá contribuir com uma causa nobre: a diminuição dos impactos do consumo sobre o meio ambiente. Isso porque o produto é fabricado a partir de jornais reciclados, forma bacana de reaproveitar o papel dando continuidade ao ciclo de vida do material.

O conceito do Paper Pulp Helmet (ou Capacete de Polpa de Jornal, tradução livre) foi criado por um grupo de artistas com a intenção de garantir segurança e comodidade aos ciclistas de um programa de compartilhamento de bicicletas em Londres, semelhante ao Bike Sampa ou Bike Rio.

Os criadores dos capacetes: Tom Gottelier, Bobby Petersen e Ed Thomas, todos graduados no Royal College of Art de Londres, acreditam que os equipamentos são realmente úteis para segurança, além de poderem ser vendidos por apenas £1 (R$ 3,40) em lojas ou máquinas automáticas próximas às estações das bicicletas, tornando assim mais prático o uso do serviço.

Além do valor de venda acessível, por ser fabricado a partir da polpa extraída de jornais abandonados em estações de metrô e ônibus , o equipamento contribui de forma importante para a preservação do meio ambiente. Após transformar o jornal em matéria prima, esta é moldada em uma cesta de frutas cujo formato se assemelha ao dos capacetes tradicionais de bicicletas. Após secagem, uma cinta é encaixada de maneira que o ciclista possa prender fixar o capacete no queixo, garantindo-lhe maior segurança. Pronto! Simples assim.

Importante destacar que tais capacetes também são resistentes à chuva, tendo em vista que à fórmula se misturam pigmentos adesivos orgânicos, fazendo com que o capacete preserve suas características por cerca de 6 horas de exposição contínua à água. E, quando acabar por ser inutilizado, destaque para outro ponto importante: o objeto poderá ser mais uma vez processado e dar forma a novos capacetes.

Ainda assim você poderá dizer que o capacete parece frágil, que não irá lhe proteger em caso de acidente. O que poderia parecer uma afirmação válida é argumento imediatamente rechaçado pelo criador do produto, Bobby Peterson, ao garantir que testes iniciais indicaram que os capacetes são seguros e que seguem rigorosas normas de segurança europeias.

É um conceito interessante, pois além de barato, pode ser uma mão na roda para quem quiser usufruir do programa de compartilhamento de bicicletas sem precisar se programar muito antes de sair de casa, tornando-o mais acessível.

Você usaria?

Entenda como se dá o processo de fabricação do produto no vídeo abaixo:




Fonte: Popsci

terça-feira, 16 de julho de 2013

Interior de SP premia residências que mais economizarem água

São 100 famílias cadastradas na competição e todas 
podem ser premiadas. Foto :Semilla Luz/Flickr 
As famílias que mais conseguirem economizar água na cidade de São Roque, interior de São Paulo, terão seus esforços reconhecidos com premiações da Sabesp, Brastemp e Finish.

A população de São Roque é estimada em 78.000 habitantes. São 100 famílias cadastradas que disputam uma máquina lava-louças e os detergentes necessários por um ano. As três empresas promovem a campanha junto à agência Sagarana Comunicação. Além disso, têm o apoio da Prefeitura de São Roque.

O programa, chamado “Disputa de Casas”, tem o intuito de incentivar a redução do uso de água e gerar economia no bolso da população. Para conscientizar os moradores, haverá uma campanha com dicas, palestras e cartilhas, com sugestões de consumo consciente e sobre como colaborar com o meio ambiente.

A competição, que terá dois meses de duração, vai comparar o gasto de água em relação ao mesmo período do ano anterior. Se todas atingirem a meta de redução, todas serão premiadas.

De acordo com o Prefeito de São Roque, Daniel de Oliveira Costa, todos viverão com o mesmo conforto, porém de “maneira mais apropriada”. A declaração foi publicada no site da prefeitura da cidade.

“A falta de orientação sobre como é possível cumprir as atividades diárias que envolvem o uso racional da água sem comprometer a higiene é a grande responsável pelo pouco engajamento das pessoas. Daí, surgiu a ideia de trazer estímulos que realmente tenham impacto na vida delas. Ao longo da campanha, iremos desenvolver um paralelo entre a economia de água e a economia financeira, assim como incentivar uma competição saudável entre os envolvidos”, afirma Guilherme Stella, sócio-diretor da agência Sagarana, idealizadora da ação.

Segundo o portal da Prefeitura, o programa também deve premiar algumas residências com novos produtos fabricados para economia, como chuveiros especiais, torneiras com fechamento automático e redutores de vazão.

O mesmo projeto já foi aplicado no bairro de Moema, em São Paulo. Na região, os moradores economizaram dois milhões de litros de água.


Fonte: Ciclo Vivo 

Pista que absorve a poluição atmosférica, uma realidade holandesa


Para solucionar o problema da poluição em grandes centros urbanos, cientistas da Universidade de Tecnologia da Eindhoven, na Holanda, estão desenvolvendo uma substância especial que poderia ser aplicada em estradas para ajudar a cortar as concentrações elevadas de gases poluentes lançados na atmosfera.

Chamada de pavimento fotocatalítico, a tecnologia já está sendo testada na zona urbana da cidade de Hengelo, no leste da Holanda. Segundo a BBC, a pavimentação foi tratada com dióxido de titânio polvilhado no concreto o que conseguiu reduzir o dióxido de carbono no ambiente em até 45%.

O único lado negativo, até então detectado, está no preço. Ele pode subir em até 50% em relação a uma pista comum. No entanto, para um representante do Partido Verde holandês, se for pensar nos custos da poluição do ar para a cidade, pode-se economizar muito dinheiro, ele afirma ainda para a BBC que é mais barato investir no pavimento do que em atendimentos hospitalares causados pela poluição.

Mortes prematuras

Dados da ONU revelam que o problema da poluição do ar pode ser maior que se imagina. "Estima-se que existam 3,5 milhões de mortes prematuras causadas todo ano pela poluição do ar doméstico, e 3,3 milhões de mortes todo ano causadas pela poluição atmosférica", comentou Maria Neira, Diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, durante a mais recente reunião da Coalizão para o Clima e o Ar Limpo (CCAC, na sigla em inglês), realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), em Paris, em abril de 2013.

Não à toa, países como China, África do Sul e Estados Unidos já demonstram interesse no potencial desta nova tecnologia. Será mesmo que vale a pena?


Fonte: Ecodesenvolvimento.com 

Seu perfil no Facebook gera 3,5kg de CO2 ao ano

Cada usuário é responsável pela emissão de cerca de 3,5kg
 de CO2 por ano. Foto: Michael Brashier
Caso você esteja entre o número de um bilhão de usuários do Facebook em todo o mundo, saiba que somente o seu perfil na rede social respondeu pela emissão de três quilos e meio de CO2 só em 2012 - pegada de carbono equivalente à da produção de 50 bananas/ano), segundo relatório recente divulgado pela empresa.

Explica-se: cada vez que uma pessoa acessa sua conta na rede social, os centros de dados da empresa são ativados para receber e enviar as informações e tudo isso requer gasto de energia. De acordo com o comunicado, houve um aumento de 9,3% na pegada de carbono do Facebook no ano passado em comparação com 2011.

Parece que o Facebook já estava prevendo o aumento das emissões de CO2. No final de 2011 a empresa se comprometeu a utilizar mais energias limpas e adotar uma política de preferência ao acesso de fornecimento energético renovável para seus futuros centros de dados.

Mas a medida não foi suficiente, uma vez que a rede social possui cerca de um bilhão de usuários e a maior parte da energia utilizada pelos centro de dados provém do combustível fóssil com maior indicador de emissão de CO2, o carvão (34%). A segunda fonte mais utilizada são as usinas nucleares (22%). As energias renováveis são responsáveis por 19% da matriz, e o gás natural 15%, de acordo como o novo relatório de sustentabilidade da empresa.
Em comunicado publicado em agosto de 2012, o Facebook afirmou que está trabalhando para reverter a situação. "[A ideia é que] 25% de nossa energia seja proveniente de fontes limpas e renováveis até 2015", projetou a empresa, que construiu um novo centro de dados na Suécia totalmente alimentado por fontes renováveis.

Em 2012, o total de emissões dos gases de efeito estufa (GEEs) do Facebook alcançou cerca de 384 mil toneladas, quase 35% maior que o ano anterior.

Bom exemplo

Quem anda em passos largos no que diz respeito a sustentabilidade é a Google. Em 2007 a empresa prometeu investimentos em desenvolvimento de pesquisas para conseguir produzir, dentro de poucos anos, energia renovável a um preço menor que o da energia produzida pela queima de carvão (nociva ao meio ambiente).

Iniciando seu objetivo, em 2010 a empresa comprou energia eólica para alimentar, durante duas décadas, os seus Centros de Processamento de Dados (CPD), também conhecidos como data centers. Em abril do mesmo ano, a gigante da internet investiu cerca de Us$ 40 milhões em duas fazendas eólicas nos Estados Unidos, com capacidade para suprir 55 mil residências com eletricidade.

O Google, que possui uma plataforma ampla de entretenimento, revelou sua pegada de carbono em 2011 - 1,5 milhão de toneladas gastos entre: consumo energético, de seus escritórios e data centers, transporte e serviços de frota, incluindo o Google Street View, e emissões indiretas, como as causadas por viagens de negócios e projetos de construção civil.


Fonte: Ecodesenvolvimento.com