sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Flor-cadáver floresce em Inhotim


Floresceu hoje, 14/12, no Jardim Botânico de Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais, um exemplar da maior e mais mal cheirosa flor do mundo: a famosa flor-cadáver. Esta é a segunda vez que essa flor desabrocha em Inhotim, e na América Latina. A primeira foi em 2010 e o fato surpreendeu os pesquisadores do Instituto, uma vez que a planta floresce apenas uma vez a cada dez anos.

Assim que começou a se abrir, a equipe do jardim de Inhotim correu para fazer o registro que mostramos acima. A flor está dentro da estufa equatorial do Instituto – em condições de temperatura e umidade controladas que permitem o cultivo de espécies tropicais – e deve se abrir por inteiro até o final do dia. Com odor característico de carne podre – mais precisamente de açúcar queimado com peixe podre – a Amorphophallus titanum geralmente atrai milhões de curiosos a jardins botânicos pelo mundo. Em Inhotim, como sua florescência deve ter pouca duração (em 2010, foram apenas três dias), os interessados devem correr para conhecê-la ao vivo.

De acordo com a com Letícia Aguiar, gerente de Jardim Botânico e Meio Ambiente, o exemplar de Inhotim mede 70 centímetros de altura, e sua túbera – a imensa “batata” que fica sobre a terra – pesa 25 kg, mas geralmente a flor-cadáver pode chegar a três metros e pesar entre 18 e 20 kg quando está propenso a florir.

Apesar de ser conhecida como a “maior flor do mundo”, a espécie é na verdade uma inflorescência, ou seja, um conjunto de flores em uma estrutura compacta. Como uma batata, a planta possui um caule gigante subterrâneo, e produz a cada dois anos apenas uma folha, que pode atingir até 2 metros de altura e 7 metros de diâmetro.

Ao contrário dos polinizadores que conhecemos, como abelhas e borboletas, a flor-cadáver é polinizada por besouros e, ocasionalmente, por moscas, que são atraídos por seu odor fétido. A natureza é realmente sábia.

Fonte: Planeta  Sustentável 

Monte uma árvore de natal com filtro de café



Você sabia que é possível montar uma árvore de natal utilizando filtros de café usados e muita criatividade? Fácil de montar, o item é uma aposta atraente e sustentável para a decoração de natal da sua casa.

O café é uma das bebidas mais consumidas ao redor do mundo. De preparo simples, são utilizados poucos recursos para prepará-lo – o único material utilizado e que costuma ser descartado é o filtro de papel. No entanto, os estes resíduos podem ter um destino melhor do que o lixo na época de natal.

Para montar a árvore de natal, você vai precisar de:

- 5 a 10 filtros de café usados;

- Um cone de papelão, de isopor ou de espuma;

- Alfinetes;

- Miçangas, botões e outros enfeites;

- Cola quente;

- Tesoura;


Modo de fazer:


Lave bem os filtros utilizados para coar o café. Depois, coloque-os para secar, por, no mínimo, dez minutos debaixo do sol. Dobre os filtros na forma de um leque e corte a extremidade da dobradura, para que o papel possa ser enrolado no cone, como pode ser visto na galeria de imagens. A parte das extremidades, que foi recortada, não deve ir para o lixo.


Feito isso, vá envolvendo a estrutura com o filtro de papel, de baixo para cima. Para segurar os filtros no cone, utilize alfinetes. Quando você estiver perto de preencher a metade, corte o excesso de papel.


Como o cone fica cada vez mais estreito quando está perto de sua ponta, você precisará cortar os filtros por várias vezes. No entanto, este papel não é descartado – e pode ser encaixado com alfinetes nas áreas mais estreitas da sua árvore sustentável.


Ao chegar ao topo do cone, cole o papel que foi cortado da extremidade da dobradura, como vimos nos primeiros passos. Uma vez totalmente recoberta por filtros de café, você pode construir mais camadas, tendo cuidado para não rasgar os papéis.


Agora, basta usar a criatividade para deixá-la ainda mais bonita. Utilize cola quente para colar botões, miçangas e enfeites variados na sua árvore sustentável.

Fonte: Ciclo Vivo 

Músico leiloa guitarra produzida com barris de uísque


O vocalista da banda norte-americana Bon Iver, Justin Vernon, lançou uma campanha inusitada para ajudar uma instituição de sua cidade natal, Eau Claire, em Wisconsin, nos Estados Unidos. Ele produziu uma guitarra feita com barris de uísque para ser leiloada.

Para produzir o instrumento, o artista reaproveitou barris da marca Bushmills. O intuito era leiloá-la no e-Bay, empresa de comércio eletrônico. O dinheiro arrecadado terá como destino a organização Confluence Project, que se dedica ao apoio e divulgação das artes.

Vernon teve a ajuda do luthier Gordon Bischoff para fabricar a peça. O instrumento foi batizado de "The 1608", em homenagem ao ano de fundação da destilaria, e faz parte da nova campanha publicitária da marca.

As tampas da garrafa viraram botões de ajuste de volume e tom. Outro resquício da bebida foi impregnado na peça: o cheiro de uísque. Intencionalmente, durante o processo de fabricação um umidificador foi adicionado à guitarra, de forma que o instrumento tem um leve odor da bebida.

De acordo com o site Trendalert, a guitarra foi arrematada no último mês por 9.400 dólares, equivalente a R$ 19.500. O Confluence Project utilizará o dinheiro para construir um centro de artes comunitário.
Fonte: Ciclo Vivo  

Terra e ciência sinalizam: o futuro é hoje, e é quente

Washington Novaes

Como já prevíramos neste espaço (18/11), a 18.ª reunião dos 194 países-membros da Convenção do Clima em Doha, no Catar (22/11 a 7/12), não conseguiu nenhum avanço importante - a não ser a prenunciada prorrogação, até 2020, do Protocolo de Kyoto, de 1997, que venceria no próximo dia 31 e propunha a redução de 5,2% das emissões poluentes dos países industrializados (calculadas sobre as de 1990, que já aumentaram 50%) em troca de financiamentos para projetos redutores em outros países. A prorrogação era fundamental para o sistema financeiro, pelo qual foram negociados em uma década 5 mil projetos dessa natureza em 81 países - entre eles o Brasil, que apoiou "com entusiasmo" a continuação -, porque o mercado decorrente dessas iniciativas movimenta muitas dezenas de bilhões de dólares (mas, na última semana antes da reunião, o valor da tonelada de carbono negociada nesse mercado, que em outros tempos já valera até US$ 80, caíra para menos de US$ 1).

Ainda assim, ela foi aprovada na penúltima hora, com a direção da convenção passando por cima dos protestos da Rússia e de outros países da antiga área soviética, que queriam continuar comercializando o hot air, isto é, a redução de emissões que tiveram com o processo de desindustrialização em várias nações após a redivisão territorial e política. A mesa dos trabalhos decidiu fazer-se de surda aos protestos e às opiniões contrárias também dos Estados Unidos (que nunca homologaram o protocolo de 1997), do Canadá, do Japão, da Nova Zelândia e da China. Na verdade, a prorrogação agora só abrange 15% das emissões em países da comunidade europeia, na Austrália, na Suíça e em mais oito nações.

Hoje 60% das emissões já estão nos países "emergentes" e outros não industrializados. A China é a maior emissora (6,6 toneladas anuais por pessoa), à frente, dos Estados Unidos (17,2 toneladas per capita) e seguida pela Índia. A União Europeia emite 7,3 toneladas por pessoa. O Brasil, segundo o ex-economista-chefe do Banco Mundial lorde Nicholas Stern, mais de 10 toneladas anuais por pessoa, incluídas as emissões por desmatamento. De 1990 para cá os Estados Unidos aumentaram suas emissões em 10,8%, a União Europeia diminuiu as suas em 18%.

O próprio secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou na convenção que "o mundo precisa acelerar suas ações", diante do quadro atual de secas na Ucrânia, na Índia, no Brasil, da supertempestade Sandy nos Estados Unidos, de inundações na China, em Moçambique, na Colômbia, na Austrália, do derretimento dos gelos polares em níveis inéditos, da degradação do solo, que afeta 1,5 bilhão de pessoas. Mas nada disso comoveu os países industrializados, que, envolvidos na crise econômico-financeira, não quiseram avançar no compromisso de doar, para um fundo de US$ 100 bilhões anuais, recursos para que os países mais pobres enfrentem o problema e mitiguem as mudanças. Nem para transferir gratuitamente tecnologias. O representante das Filipinas chegou a chorar no plenário, ante esse quadro, e foi aplaudido pelos delegados de dezenas de países-ilhas, que já estão sendo atingidos pela elevação do nível dos oceanos.

A ministra brasileira do Meio Ambiente, embora lamentando o impasse nas negociações mais amplas, considerou o avanço em relação a Kyoto "um resultado histórico". Disse que o Brasil "está orgulhoso" com a redução do desmatamento na Amazônia. E será favorável ao compromisso geral previsto para 2015.

Nas palavras, praticamente todos os países continuaram dizendo que se espera chegar a 2015 com esse compromisso obrigatório de redução de emissões para todas as nações - mas que só entre em vigor a partir de 2020. Um tanto enigmático, o representante norte-americano garantiu que o governo Barack Obama, até 2020, reduzirá as emissões nacionais em 17%, calculadas sobre as de 2005. Mas não aceitou compromisso de contribuir para um fundo imediato de US$ 60 bilhões que, até 2015, minoraria a situação nos países mais pobres.

Enquanto o plenário era abalado pelas notícias a respeito do recente tufão sobre as Filipinas, com mais de mil mortos e desaparecidos, uma pesquisa do Global Carbon Project dizia que, até o fim deste mês, as emissões globais no ano atingirão 35,6 bilhões de toneladas de carbono, 2,6% mais que em 2011 e 54% mais que em 1990. A continuarem nesse ritmo, a temperatura poderá subir 5 graus Celsius até o fim do século. Segundo lorde Nicholas Stern, para conter o aumento da temperatura do planeta em 2 graus até 2050 será preciso reduzir as emissões em 15 bilhões anuais de toneladas sobre o que seriam em 2030; se isso não acontecer, os países não industrializados emitirão de 37 bilhões a 38 bilhões de toneladas nesse ano (ou dois terços do total; emitiam um terço em 1990) e os industrializados, de 11 bilhões a 14 bilhões de toneladas. Já o Banco Mundial prevê uma tendência de a temperatura aumentar 3 graus até 2050.

Um dos nós do problema continua nos subsídios governamentais ao uso de combustíveis fósseis na geração de energia: US$ 523 bilhões em 2011, segundo a Climate Action Tracker, ou 30% mais que em 2010; enquanto isso, as energias renováveis e não poluentes tiveram US$ 88 bilhões de subsídios oficiais.

E, entre nós, os discursos continuam muito mais otimistas que as práticas: o governo federal utilizou este ano apenas 48% (R$ 2,1 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão pago) das verbas previstas para evitar desastres climáticos (Estado, 3/12), embora o seu Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres já tenha emitido alertas de emergência em 407 municípios, por causa de seca ou chuvas. E apesar das previsões de "chuvas fortes" nos três meses a partir de dezembro.

Apesar dos fatos, das estatísticas, das pesquisas, continuamos a nos comportar como se tivéssemos prazos infinitos. Só que, como diz James Hansen, cientista da Nasa, "o futuro é agora; e ele é quente".

Fonte: Estadão 

Alunos transformam papel reciclado em plantas em escola de Araraquara


Um projeto feito por estudantes de Araraquara (SP) transforma papel em plantas. O material que seria descartado pode virar rúcula, almeirão e até temperos como a pimenta. Isso porque os alunos misturam sementes na hora da reciclagem do papel.

O projeto nasceu de uma parceria entre uma escola pública e o Centro Universitário de Araraquara. “Nós usamos hortaliças, de preferência as sementes pequenas, mas podem ser usadas até plantas ornamentais”, explica a professora de biologia Teresa Kazuko Muruoka.

A ideia de ver plantas nascerem do papel, a princípio, pareceu estranha. “Vai plantar com semente e vai nascer? A gente começa a duvidar. Mas nasceu, funcionou”, fala animada a estudante de 13 anos Monica Cardoso.

É na oficina que acontece a transformação. Papéis que seriam jogados no lixo e demorariam pelo menos três meses para se recompor serão reciclados junto com sementes. E o que iria poluir o meio ambiente é usado de várias formas. Pode até virar uma horta.

O material regado com o conhecimento pode resultar em um pé de tomate ou de alface. O aluno João Vitor Tortora, de 11 anos, wstá aprendendo a lidar com a terra. Cuida, prepara e semeia a sustentabilidade. “Aqui nós plantamos um pedaço de cartão e daqui a três semanas, mais ou menos, nós poderemos comer uma salada de alface”, explica.

Processo

Todo papel picado é misturado com água em um tanquinho. Depois é batido. Em uma bacia os estudantes colocam o líquido com as sementes. “Aqui está misturada a polpa do papel com sementes de couve”, aponta Joice Fiscarelli de 13 anos.

Tudo é coado. E o que sobra na tela é prensado entre panos que vão secar no varal. O papel com as sementes pode ser plantado na terra de algum jardim ou até mesmo em um vaso no laboratório. “A gente testou com corantes naturais para não ter nenhum tipo de aditivo químico e a gente já provou. Deu certo e fica uma delícia. A salada está aprovadíssima”, garante a professora de biologia Elaine Filie.

Artesanato


O material reciclado também pode ser usado como artesanato. Aquele mesmo papel que seria descartado pode ser transformado em uma caixinha de presente, em um envelope ou num marcador de livros. Também é possível imprimir nesse papel; o cartão do grupo foi feito com ele. No laboratório, o que vale é a criatividade.

Fonte: Globo.com 

Prédios de Chicago passam a utilizar tecnologias sustentáveis



Autoridades de Chicago, nos Estados Unidos, esperam inspirar todo o país por meio de projetos ambientalmente corretos, que visam a instalação de tecnologias sustentáveis nos prédios da cidade. O foco é a eficiência energética tanto em edificações residenciais quanto nas comerciais.

O hotel Sheraton, por exemplo, aderiu a tecnologia de novos termostatos que, vinculada ao sistema de reservas, controla a temperatura dos quartos. A empresa economizou cerca de US$ 136 mil na conta de luz.

O empreendimento é um dos 14 prédios comerciais participantes do projeto de Retrofit (termo utilizado para se referir a modernização dos equipamentos). O objetivo da iniciativa é reduzir os custos de energia do comércio em 20%, até 2017. A economia seria de US$ 5 milhões por ano, o equivalente a 8.000 carros retirados das estradas.

"Se levarmos em conta que essa é a cidade que construiu o primeiro arranha-céu no mundo, nós amamos a ideia de que ela está tentando ficar mais ecológica", afirmou o chefe de sustentabilidade de Chicago, Karen Weigert.

A cidade também pretende reduzir 20% dos gastos de energia em prédios municipais. Caso consiga, cerca de US$ 20 milhões serão economizados por ano, o que corresponde a retirada de 30.000 veículos das estradas.

Um projeto similar, desenvolvido pelo Departamento de Energia, já conseguiu compromissos de escolas, cidades e empresários para reduzir a utilização de energia em 20% em dois bilhões de metros quadrados.

Fonte: Ecodesenvolvimento 

Porto Alegre se prepara para inaugurar aeromóvel em 2013



Imagine a seguinte situação: você está no trem e precisa ir ao aeroporto. Em uma das estações ferroviárias, entra em um aeromóvel, que te leva até o terminal aeroportuário em 90 segundos, por meio de um trajeto de 998 metros. Gostou? Essa realidade vai fazer parte do dia-a-dia da população de Porto Alegre ainda no primeiro semestre de 2013, segundo a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A (Trensurb), responsável pela implantação do novo modal.

O primeiro aeromóvel da linha Trensurb-Infraero, que fará o trajeto entre a Estação Aeroporto da Trensurb e o Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, está pronto desde outubro e será testado no Rio de Janeiro.

Uma equipe da empresa foi até a cidade fluminense de Três Rios para avaliar os testes de homologação e inspecionar o A-100. Este é um dos dois veículos que deverá fazer o trajeto de 998 metros entre a estação de trem e o terminal do aeroporto em 90 segundos.
Com capacidade para 150 passageiros, o A-100 teve fabricação concluída no dia 15 de outubro. A outra unidade, o A-200, com capacidade para 300 passageiros, encontra-se em estágio avançado de montagem, segundo a Trensurb. Os veículos irão operar alternadamente conforme a demanda de cada período.

O projeto, orçado em aproximadamente R$ 33,8 milhões (recursos do governo federal), deverá atender a uma demanda diária de 7.756 passageiros. O empreendimento deverá ajudar a mitigar os problemas de mobilidade urbana às vésperas da Copa do Mundo de futebol, que será realizada em 2014, e tem a capital gaúcha como uma de suas cidades-sede.

Aeromóvel?

O Aeromovel é um meio de transporte automatizado, em via elevada, que utiliza veículos leves, não motorizados, com estruturas de sustentação esbeltas. Sua propulsão é pneumática – o ar é soprado por ventiladores industriais de alta eficiência energética, por meio de um duto localizado dentro da via elevada. O vento empurra uma aleta (semelhante a uma vela de barco) fixada por uma haste ao veículo, que se movimenta sobre rodas de aço em trilhos.


Conforme o EcoD Básico já mostrou, o veículo não tem piloto ou motores, é movido a ar e dispensa a queima de combustíveis fósseis. Outra vantagem: não encara engarrafamentos, até porque circula em vias aéreas.

Na opinião de Fernando Mac Dowell, professor de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o aeromóvel deveria ser implantado em todas as cidades-sede do Brasil para a Copa do Mundo. Segundo o especialista, o aeromóvel é uma obra rápida, barata e com elevada capacidade de transporte de massa.

Dados gerais

Extensão: 998 metros em via elevada.
Terminais: dois (um na Estação Aeroporto da Trensurb, outro no Terminal 1 do Aeroporto Salgado Filho).
Veículos: dois (um com capacidade para 150 passageiros e outro para 300).
Tempo estimado do percurso total: 90 segundos.
Investimento estimado: R$ 33,8 milhões. Recursos do Governo Federal.
Prazo estimado para conclusão: primeiro semestre de 2013.
Demanda prevista do sistema: 7.756 passageiros por dia.
Execução das obras: Aeromovel Brasil S.A. (pacote tecnológico), Premold S.A. (via elevada), T'Trans (veículos) e Rumo Engenharia Ltda. (estações).

Fonte: Ecodesenvolvimento 

Projeto utiliza força da gravidade para produzir energia



Puxar uma corda por três segundos e obter energia para iluminar um ambiente por 30 minutos. Esse é o mecanismo do GravityLight, projeto de armazenamento energético criado pelos designers Martin Riddiford e Jim Reeves. Depois da aquisição, a produção de energia é gratuita.

O aparelho é formado por uma lâmpada de LED, uma corda e um recipiente para ser preenchido com objetos de peso que, ligados a um sistema de energia, gera eletricidade. O equipamento pode ser utilizado como suporte para plantas, por exemplo. Assim, o peso vai gerar luz constantemente.


Após quatro anos de estudos intensos, os cientistas afirmaram que o produto está pronto pra uso, porém necessita de investimentos iniciais. "Precisamos de financiamento para a fabricação e distribuição de, pelo menos, mil luzes movidas por gravidade. Vamos testar a tecnologia com os moradores da África e da Índia", explicaram pesquisadores no site de financiamento norte-americano. A produção em larga escala poderá custar cerca de US$ 5 mil (o equivalente a R$ 10 mil).

Transforme camisetas velhas em vestidos






Roupas customizadas sempre são boas alternativas. Além de serem econômicas e personalizadas, elas ainda ajudam a dar uma nova utilidade às peças antigas. A dica consiste em transformar camisetas em vestidos. 

Para fazer esta customização é necessário usar camisetas grandes. Mesmo assim, algumas delas ainda podem ficar pequenas, dependendo da altura da mulher que for vesti-la, neste caso, ao invés de virar um vestido, a camiseta pode ser usada como um camisão.






















Com a peça velha em mãos, o primeiro cuidado deve ser em remodelar o tamanho, para adequar às medidas ao corpo. Portanto, corte as mangas e utilize alfinetes para marcar o tamanho ideal para costurá-la novamente. O tamanho da manga pode variar de acordo com a preferência de quem irá utilizá-la. Também é legal fazer uma costura na vertical da manga, com o tecido levemente dobrado, para dar um efeito de “sanfona” à manga.


Depois do primeiro ajuste é necessário deixá-la mais justa na cintura. Nesta etapa será utilizada a mesma técnica de franzir o tecido e costurá-lo. Portanto, meça a cintura de quem irá utilizá-la para fazer a costura em um tamanho semelhante. Pelo formato do vestido, o ideal é não deixar a cintura muito apertada.

Para finalizar é possível utilizar formas recortadas com outros tecidos e cores e costurá-las em pontos estratégicos da camiseta para dar um toque especial e descontraído.

Fonte: Ciclo Vivo 

Designers britânicos criam lâmpada movida a gravidade


Os designers Martin Riddiford e Jim Reeves criaram um novo conceito de iluminação: a GravityLight, alimentada pela força da gravidade. Por ter baixos custos e consumir pouca eletricidade, a lâmpada foi idealizada para áreas que não têm acesso à energia elétrica.

Para a luz funcionar por meia hora basta puxar uma corda durante três segundos. Esta é a proposta lançada pela dupla londrina, que criou um dispositivo que contém apenas uma lâmpada LED, uma corda e um saco, que precisa ser preenchido até ficar pesado – seja com terra, areia, pedras ou qualquer outro material disponível.

Ao puxar a corda do aparelho, um mecanismo de geração de energia é acionado. Devido à ação da gravidade, a energia elétrica gerada no sistema é empurrada corda abaixo e vai alimentando o dínamo. Esta ideia, tão simples, não deverá pesar no bolso das pessoas – quando forem produzidas em larga escala, as luzes abastecidas com gravidade deverão custar apenas cinco dólares.

Riddiford e Reeves explicam que o método alternativo de iluminação foi viabilizado para as regiões do planeta que apresentam baixos índices de desenvolvimento socioeconômico, principalmente nas áreas que ainda não possuem acesso à rede elétrica.

Porém, os designers britânicos afirmam que a GravityLight foi projetada apenas para aliviar a situação das pessoas que não tem acesso à eletricidade convencional, e não para substituir, previamente, as redes de energia que nem sequer existem nestas regiões.

 Assim, utilizando a iluminação a partir da gravidade, os moradores das áreas não contempladas pela rede elétrica poderão obter luz de maneira mais segura do que o querosene queimado, por exemplo, bastante utilizado como alternativa de iluminação caseira.

Mesmo que o novo método tenha sido desenvolvido para áreas carentes, a invenção caiu no gosto dos internautas, que, em pouco mais de 30 dias, superaram a meta de doações necessárias para a execução do projeto, que era de 55 mil dólares.

 Para Riddiford, o sucesso do projeto fica evidente devido à conscientização de consumo das pessoas. “A era digital desenvolveu produtos que consumiam muita energia. Porém, assistimos à lógica reversa: hoje, todo mundo procura soluções de baixo consumo”, concluiu o inventor.

Fonte: Ciclo Vivo 

Rio quer melhorar a qualidade do ar para as Olímpiadas


Com objetivo de melhorar a qualidade do ar da capital fluminense, que em 2016 sediará os Jogos Olímpicos, a Secretaria Estadual do Ambiente anunciou ontem (13) um investimento de R$ 28 milhões para a implantação de mais 16 estações de monitoramento da qualidade do ar da cidade. Ao participar da inauguração da estação instalada na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul da cidade, o secretário Carlos Minc disse que a unidade faz parte do compromisso olímpico de melhorar a qualidade do ar na lagoa, onde ocorrerão competições aquáticas, como as provas de remo.

"Nós vamos monitorar vários parâmetros da qualidade do ar, inclusive o ozônio, que, por incrível que pareça, afeta no desempenho dos atletas olímpicos nas provas esportivas. Um pequeno aumento de ozônio pode impedir que um recorde seja batido, em uma maratona, em uma corrida ou em prova de natação", disse.

O secretário ressaltou que, caso seja constatado um alto nível de poluição no decorrer das Olimpíadas, o novo sistema permitirá à Secretaria do Ambiente fazer algumas mudanças nos arredores dos locais das competições como, a retirada de ônibus, fechamento de postos de gasolina e alterações nos horários de funcionamento de fábricas.

Minc também informou que, com as novas estações, o Rio de Janeiro passará a ter uma rede com 21 unidades de monitoramento do ar. Segundo ele, cidades como São Gonçalo, Belford Roxo, Nova Iguaçu e São João de Meriti, na região metropolitana, também serão contempladas. "Agora, com as 21 estações mais modernas que nós vamos ter, teremos também instrumentos para adotar medidas ainda mais rigorosas para melhorar a qualidade do ar que a gente respira e, portanto, melhorando a saúde dos nossos pulmões", declarou.

A exemplo do governo do estado, a prefeitura carioca, por meio do Programa Monitorar Rio, mantém oito estações automáticas, uma delas móvel, de monitoramento da qualidade do ar da cidade. Elas funcionam durante 24 horas e fornecem boletins diários. Segundo o gerente de monitoramento do ar da prefeitura, Marcos Borges, o bairro de Irajá, na zona norte, é a região mais preocupante.

"Irajá fica no centro de uma região densamente ocupada e que recebe influências até de outros municípios. Ali, o poluente permanente é o ozônio. É um poluente secundário e originário de reações sobre a ação da luz solar. Então, em dias que têm uma alta incidência de radiação solar e após uma sequência de dias sem chuvas, a gente tem níveis de ozônio um pouco mais alto na cidade", disse.

Fonte: Planeta Sustentável


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

As 10 melhores cidades para viver no mundo


O melhor lugar do mundo para viver é a cidade de Viena, na Áustria. Pelo menos, é o que aponta a pesquisa Qualidade de Vida 2012, divulgada no início deste mês pela consultoria internacional Mercer. Em segundo lugar, aparece o município de Zurique, na Suíça, seguido por Auckland, na Nova Zelândia.

O ranking analisou 221 cidades ao redor do mundo, listando quais são as que oferecem maior qualidade de vida para seus habitantes. A avaliação levou em conta 39 fatores, agrupados em 10 diferentes categorias:
- Ambiente político e social;
- Ambiente econômico;
- Ambiente sociocultural;
- Saúde e vigilância sanitária;
- Escolas e educação;
- Serviços e transporte público;
- Recreação;
- Bens de consumo;
- Moradia e
- Ambiente natural - que analisa critérios como clima e frequência de desastres naturais.

1ª Viena, na Áustria 

 

2ª Zurique, na Suíça 


3ª Auckland, na Nova Zelândia  


 4ª Munique, na Alemanha 


5ª Vancouver, no Canadá 


6ª Dusseldorf, na Alemanha 


7ª Frankfurt, na Alemanha  


8ª Genebra, na Suíça 


9ª Copenhague, na Dinamarca 


10ª Berna, na Suíça 


De acordo com a pesquisa, a Europa é disparado o melhor continente para se viver atualmente. Seis cidades localizadas no continente ficaram entre as Top 10 do ranking da Mercer. Aí vai a lista:

Já o Brasil não está bem na fita. Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo são os municípios que proporcionam melhor qualidade de vida no país, mas eles não figuram nem entre os 100 primeiros colocados do ranking, ocupando, respectivamente a 102ª, 112ª e 115ª posição.


Fonte: Planeta Sustentável 

Enfeites de Natal com comida de passarinho


Quer deixar seu jardim enfeitado para o Natal também? O blog Saltwater Kids (em inglês) ensinou como fazer enfeites para a data usando comida de passarinho. A intenção é usar na parte externa da casa e alimentar os passarinhos. Pode ser usado também para dar de presente!





Fonte: Atitude Sustentável 

Grupo Abril inaugura caldeira sustentável na Gráfica


O Grupo Abril inaugurou nesta sexta-feira (07) uma caldeira sustentável em sua gráfica, localizada na Marginal Tietê, na cidade de São Paulo. O equipamento prevê a utilização das aparas de papel resultantes do processo de produção da própria empresa para gerar vapor, substituindo o gás natural que costumava ser usado como combustível.

Com a iniciativa, o Grupo pretende deixar de liberar, todos os anos, cerca de nove mil toneladas de CO2e na atmosfera, o que corresponde a cerca de 50% das emissões totais da Gráfica Abril, atualmente.

O vapor produzido pela caldeira sustentável será usado no processo gráfico de retrogravura, na recuperação de solvente e, ainda, em atividades do restaurante e nos vestiários do local. Entenda como funciona o processo no infográfico Caldeira Sustentável. 

A ação integra o Programa Abril Carbono Neutro, que tem como objetivo a gestão integrada das emissões de gases do efeito estufa do Grupo Abril. Além da caldeira sustentável, a Abril Gráfica possui as certificações Forest Stewardship Council (FSC) e Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes (PEFC), que reconhecem processos de manejo florestal regional.

Fonte: Planeta Sustentável 

Tráfico de animais rende US$ 19 bi por ano, diz WWF


Um novo relatório do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) diz que o os lucros do tráfico de animais chega a US$ 19 bilhões por ano e que a atividade está ameaçando a estabilidade de alguns governos. O relatório do WWF destaca uma "nova onda" de crime organizado ligado ao tráfico de animais entre fronteiras de países vizinhos.

Segundo a entidade, milícias rebeldes na África se aproveitam da demanda por elefantes, tigres e rinocerontes para obter fundos que acabam financiando conflitos civis. John Scanlon, secretário-geral do Cites, organização que regulamenta o comércio de espécies ameaçadas, diz que esses grupos invadem as fronteiras de outros países para matar elefantes e vender o marfim para comprar armas.

O relatório do WWF também sugere que o tráfico de animais e plantas é a quarta maior atividade comercial ilegal do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas, falsificação de produtos e moedas e tráfico de pessoas.

As presas de marfim geralmente são usadas na medicina tradicional, objetos de decoração e joias. Acima, um escultor de marfim em Payuhakirri, Tailândia

Pesquisadores do Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Plantas fazem testes de DNA em pedaços de marfim confiscados para determinar a origem e processar as pessoas que forem flagradas com o marfim africano


Ambientalistas registraram uma grande queda na população de elefantes em vários países africanos. Acima, ossos de elefantes encontrados na floresta, nas proximidades do vilarejo de Sounga, Gabão


Apesar da proibição, há 23 anos, do comércio internacional de marfim, elefantes continuam sendo mortos para este fim. Acima, foto aérea de uma manada de elefantes africanos na Reserva Presidencial de Wonga Wonghe, no Gabão


'São as comunidades, frequentemente as mais pobres do mundo, que perdem mais com este comércio ilegal, enquanto grupos criminosos e autoridades corruptas lucram', afirmou Jim Leape, diretor-geral do WWF-Internacional. Acima, a polícia de fronteira durante operação no Parque Nacional de Kui Buri, na Tailândia


O WWF afirmou que o comércio ilegal está ameaçando cada vez mais as vidas de elefantes, rinocerontes e tigres na África e Ásia. Existem menos de 3,2 mil tigres na natureza. Acima, um dos 16 filhotes de tigres apreendidos em outubro



Em julho de 2012, cerca de meia tonelada de marfim, com valor de mais de US$ 700 mil, foi apreendida no aeroporto de Bangcoc. Acima, um oficial fiscaliza uma loja que vende joias e objetos de marfim no mercado de Tha Phrachan, Tailândia


Fonte: Estadão.com 

Adolescentes que cumprem medida socioeducativa produzem cartilha sobre direitos humanos


Em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, celebrado esta semana, ganhou um sentido prático para 60 adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no município. Mais do que ouvir adultos falarem sobre seus direitos, eles colocaram a mão na massa e produziram uma revista em quadrinhos para dialogar diretamente com crianças e adolescentes sobre o tema. O resultado do trabalho foi lançado hoje pela Fundação Criança, órgão municipal responsável pela política da infância, e será distribuída em todas as escolas públicas do município.

Pedro Silva*, de 16 anos, participou, junto com os colegas, de oficinas sobre desenho e direitos humanos durante seis meses. “Já sabia desenhar e agora aprendi mais ainda”, disse. Ele está feliz pela publicação e espera que a cartilha possa ajudar outros adolescentes a conhecerem seus direitos. “Muita coisa eu só fiquei sabendo na fundação. A gente passa por tanta coisa na rua, porque não sabe o direito que tem”, declarou. Dentre os assuntos que mais interessaram Pedro na construção da cartilha, ele cita o direito de ir e vir e o de não ser agredido.

O promotor de Justiça da Infância, Wilson Tafner, aponta, ao analisar o perfil dos adolescentes em conflito com a lei, que a ausência de políticas públicas para a infância tem relação direta com a incidência das infrações. “Cerca de 15 bairros de São Paulo, dos mais de cemque o município tem, concentram a maior parte desses adolescentes. No geral, são regiões bem afastadas do centro e com baixo IDH [Índice de Desenvolvimento Humano]. Extremo sul, leste e parte da zona norte”, disse.

Tafner destaca que muitas vezes o Estado só chega a essas famílias quando as infrações são cometidas pelos jovens. O promotor atuou no início dos anos 2000 no enfrentamento à violações sofridas na antiga Fundação do Bem-Estar do Menor (Febem). Na época, até mesmo casos de tortura foram identificados.

Para o presidente da Fundação Criança, Ariel de Castro Alves, o trabalho por meio da arte ajuda a envolver os adolescentes em atividades positivas. “O nosso trabalho é criar um novo projeto de vida para esses jovens, no qual eles possam estar engajados na cidadania”, explicou. Ele acredita que a produção da cartilha, por exemplo, potencializa talentos e torna os adolescentes protagonistas de um trabalho do qual eles se orgulham. “Se o Estado excluir, o crime vai incluir”, declarou.

A coordenadora do Centro de Atendimento de Medidas Socioeducativas da fundação, Maria Lúcia de Lucena, acredita que essas ações ajudam a diminuir o estigma ao qual os adolescentes estão submetidos, tendo em vista que colocam em diálogo jovens de universos diferentes. “Quem receber o material vai saber que ele teve a participação de jovens que cumprem medida de liberdade assistida e de prestação de serviços comunitários. Isso faz com que eles estejam no mesmo patamar”, avaliou.

O estigma é uma das principais preocupações do adolescente de 14 anos Rodrigo Santos*. Ele construía a passos largos o sonho de ser jogador de futebol, quando o desejo de consumo o levou ao tráfico de drogas. “Jogava na seleção de base. Fui vender drogas para comprar uma corrente de prata que minha mãe não podia dar”, relembra. Ele tem receio de não poder voltar ao time. Após cumprir a medida, além de jogar futebol, ele quer voltar a dar orgulho a sua mãe. “Ela ainda vai se orgulhar muito de mim. Se não for como jogador de futebol, vai ser como engenheiro”, disse.

A revista em quadrinhos, que também ganhou uma versão em audiobook para pessoas com deficiência visual, aborda temas como o contexto histórico do surgimento da Declaração Universal dos Direitos Fundamentais do Homem, lançada no pós-guerra em 1948, e a formulação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990, após a promulgação da Constituição.
Fonte: Ciclo Vivo