sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Como a Copa pode ajudar o tatu-bola a driblar a extinção



Em 2014, não será apenas o título de campeão da vigésima Copa do Mundo que estará em jogo nos nossos campos de futebol. Mas também o futuro de um pequeno e dócil animal genuinamente brasileiro, o tatu-bola. No próximo domingo, durante o programa Fantástico, da TV Globo, o público conhecerá as três opções de nome escolhidas pela Fifa para o bichinho, que será anunciado oficialmente como mascote. Esse episódio marcará o começo de uma longa batalha por sua sobrevivência.

O título de embaixador dos jogos será um divisor de águas para a espécie, que em breve passará da classificação “vulnerável” para “criticamente ameaçada”, na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). “Mas ao ganhar os olhos do mundo, durante a competição, tudo pode mudar”, diz o biólogo Rodrigo Castro, coordenador da campanha que promoveu o tatu-bola como um dos candidatos a mascote.

A sugestão da candidatura foi feita em fevereiro pela ONG Associação Caatinga, sediada no Ceará, que atua em prol da preservação da biodiversidade do bioma na região Nordeste. Para Castro, a grande visibilidade proporcionada pelo evento pode atrair patrocínios vultosos para projetos de conservação do animal. “Meu sonho é daqui a 20 anos olhar para trás e ver que 2014 foi a Copa que salvou o tatu-bola da extinção”, almeja.
Da Caatinga para o mundo

O desafio é grande. Além de só ser encontrado no Brasil, nosso mascote é a menor e a menos conhecida das 11 espécies de tatu do país. Para se ter uma ideia, não se sabe quantos são e onde estão seus indivíduos. Sabe-se, no entanto, que a distribuição da população se restringe à Caatinga e ao Cerrado, regiões onde as ameaças crescem em proporção inversa a do conhecimento sobre a espécie. Segundo maior bioma da América do Sul, depois da Amazônia, o Cerrado já perdeu mais da metade de sua área, e a Caatinga, mais de 60% da cobertura original. “Hoje, as maiores ameaças são o desmatamento, a expansão da agricultura e pecuária”, diz Castro.

Durante muito tempo a caça foi o principal vilão. Quando se sente ameaçado, o animal tem a habilidade de se enrolar e assumir a forma de uma bola, protegendo as partes moles do corpo no interior da carapaça rígida, o que justifica o nome de tatu-bola (veja no vídeo abaixo). Essa peculiaridade é um escudo poderoso contra predadores da natureza, mas que torna o animal uma presa fácil para os humanos. “Ele pode ficar hermeticamente fechado nessa posição por até duas horas. É muito fácil para um caçador pegá-lo com as mãos”, explica o biólogo, destacando que hoje a caça ao animal está restrita a regiões onde ele ainda ocorre, como Tocantins e Goiás.

"Há muito trabalho pela frente", reconhece o biólogo, destacando a necessidade de mais pesquisas para conhecer melhor essa espécie, identificar e promover a conservação de áreas-chave para sua sobrevivência e levar educação ambiental para a sociedade. "É preciso mostrar ao Brasil a riqueza de sua biodiversidade e a Copa 2014 é a oportunidade para deixar esse legado ambiental”, diz. Seria um belíssimo gol de placa.

Um vídeo disponível no You Tube mostra um tatu dessa espécie assumindo a forma de bola ao ser encontrado por um grupo de pessoas. As imagens estão em baixa qualidade: 




Fonte: Exame.com 

Edifício eficiente tem cobertura externa que protege as janelas do sol



O escritório de arquitetura Aedas foi o responsável pelo projeto dos prédios da Sede do Conselho de Investimentos de Abu Dhabi. A construção possui duas torres de 25 andares, design contemporâneo e diversos conceitos sustentáveis.

A primeira preocupação da equipe foi em projetar um edifício eficiente. Por isso os telhados foram equipados com placas fotovoltaicas, capazes de gerar aproximadamente 5% da energia necessária para abastecer toda a estrutura. Eficiência energética também consiste em criar estratégias para reduzir o consumo. Assim, os arquitetos priorizaram o uso de vidro, para permitir a entrada da luminosidade natural.


As condições climáticas locais foram responsáveis pelo aspecto arquitetônico mais inusitado desta construção. Concluído em junho deste ano, o projeto é praticamente envolvido por uma proteção que impede que os raios solares incidam diretamente sobre as janelas dos escritórios.

A cobertura é composta por um conjunto de triângulos, feitos em fibra de vidro, programados para responder ao movimento do sol. Ela está aplicada a dois metros da superfície do prédio e permite maior conforto térmico interno. Durante a noite, a tela externa é fechada, tornando a abrir assim que o dia amanhece e os raios solares voltam a brilhar.


A estimativa é de que a tecnologia seja capaz de reduzir o calor em até 50%, minimizando assim a necessidade do uso de sistemas de resfriamento interno. Peter Oborn, vice-presidente do Aedas, explicou que o projeto mescla o uso de uma técnica antiga de forma moderna e deve contribuir para que os Emirados Árabes criem tecnologias a fim de assumir um papel de liderança na área de sustentabilidade.


Fonte: Ciclo Vivo 

Sustentabilidade em um empreendimento começa antes da construção



Optar por construir um empreendimento sustentável traz benefícios muito além do meio ambiente e do marketing: é uma opção cada vez mais comum para agregar qualidade e reduzir custos na obra. Contudo, antes de cimentar o título de “verde” em cada tijolo do empreendimento, deve-se buscar um processo de construção alinhado com as práticas ambientais.

Tudo começa no papel, ou melhor, no computador. Um novo software de modelagem de dados, mais avançado do que o Cad, está conquistando o mercado da construção civil como um poderoso aliado no planejamento. O BIM (Modelagem das Informações da Construção, em português) é diferente do tradicional Cad, uma vez que permite agregar informações além dos desenhos.

Uma das vantagens do BIM (e justamente o que o adjetiva como opção “sustentável”) é a antecipação do processo de planejamento . “Se a gente começar a planejar antes vamos evitar trabalho, desperdício na construção”, explicou a arquiteta Jealva Fonseca, especialista no software, ao participar do 10º Seminário Tecnológico e 9º Seminário de Inovação na Construção Civil, realizados na quinta-feira, 13 de setembro, em Salvador, durante o Construir Bahia.

De acordo com ela, ao agregar dados de diferentes setores, o programa antecipa problemas, permitindo solucioná-los antes mesmo de levantar o primeiro tijolo. “Com o BIM, já posso saber como será minha parede, minha tinta. Já chego no canteiro de obras com tudo definido”, afirma.

Planejamento

Para além da tecnologia utilizada, uma obra só será bem-sucedida no quesito ambiental se for pensada como tal bem antes de entrar no canteiro de obras. A arquiteta explica que um dos fatores que se deve pensar ao planejar a obra é o entorno. “A obra não é alheia ao ambiente”. E isso inclui pensar nas possíveis consequências geradas nas construções vizinhas. “Nosso trabalho é diminuir esse impacto negativo”, destaca ela.


Para Jealva, é necessário ainda pensar em soluções arquitetônicas que potencializem os recursos naturais já existentes no ambiente, como posicionar a janela para que absorva luz e vento suficientes para reduzir o consumo da iluminação e do ar-condicionado dentro da habitação.

 Jealva explicou como o BIM pode auxiliar a incrementar sustentabilidade na construção
Foto: Divulgação


Pesquisadora da Escola Politécnica da USP (Universidade São Paulo), Clarice Degani ressaltou também o papel fundamental do planejamento para uma construção sustentável. “É nesta fase que se toma decisões, como o material que se irá trabalhar”. Expondo como a logística no canteiro de obras pode ser sustentável, a engenheira afirmou que os processos de construção sustentável começam desde a demolição das estruturas pré-existentes, com seu o eventual aproveitamento, até as instalações provisórias, feitas não somente para abrigar os trabalhadores, mas também para promover as vendas do futuro empreendimento.

Essência

Um empreendimento responsável deve pensar a sustentabilidade para além da própria edificação. Para construir estruturas provisórias verdes, algumas características dessas instalações são desejáveis, como a gestão adequada de resíduos; conforto térmico e acústico; eficiência energética; uso racional da água; facilidade de limpeza; promoção do bem-estar dos trabalhadores; desmontabilidade e reciclabilidade.


Outros aspectos interessantes para uma intalação sustentável, de acordo com a pesquisadora, seriam a implantação de sistema de reúso ou infiltração de águas pluviais, por exemplo, e a utilização de contâineres ou edificações anteriores para construir as instalações provisórias. No entanto, ela observa que essas sugestões devem ser analisadas caso a caso. “Não é uma listinha. A sustentabilidade exige coerência. E tudo vai depender do canteiro de obras”.

 Clarice afirma que a construção sustentável começa no canteiro de obras
Foto: João Alvarez/FIEB


Por outro lado, Clarice orienta que a escolha de materiais seja responsável, pautada em diversos aspectos e não apenas no caráter sustentável. “Essa tomada de decisão não pode ser puramente ecológica, tem que estar pautada no desempenho”, salienta. De acordo com a pesquisadora, o planejamento dos materiais a serem utilizados na obras não deve ser feito isoladamente. “É essencial que essa escolha seja integrada entre produtos, sistemas, processos construtivos e desempenho final”.

Material

A pesquisadora chamou a atenção para a necessidade de investigar a procedência do material junto ao fornecedor e procurar conhecer seus componentes. “Tem muito fornecedor que não disponibiliza essas informações porque nunca pensou nisso antes”, conta. Desvendar a origem do material e assim descobrir se foi extraído de modo sustentável, também é interessante. “A madeira está na moda investigar. Mas areia e gesso não”, compara.

Além disso, no canteiro de obras é necessário haver uma boa gestão de resíduos. A legislação determina que o gerador de resíduos de construção é responsável pela destinação adequada. Para tanto, na fase de planejamento, o empreendimento é obrigado a apresentar um Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC). A norma foi instituída há 10 anos, mas não ocorre na prática, porque os municípios não criaram áreas específicas para destinação destes resíduos.

“Tem muito município que também não exige dos empreendimentos”, relata Clarice, ressaltando que é interessante realizar um plano para avaliar a possibilidade de reúso ou reciclagem dentro do próprio canteiro para resíduos da Classe A (reutilizáveis na obra, como blocos e tubos), por exemplo, ou se é viável a logística reversa para os da classe B (recicláveis em outras situações, como papel e vidro).

Fonte: Ciclo Vivo


Parque da Bolívia tem maior biodiversidade mundial, diz entidade


Uma reserva florestal no noroeste da Bolívia é o local com a maior biodiversidade do planeta, segundo um levantamento feito pela entidade internacional de preservação ambiental Wildlife Conservation Society (WCS), baseada nos Estados Unidos.

Segundo uma compilação de dados da WCS, o Parque Nacional Madidi reúne 11% das espécies de pássaros do mundo, 200 espécies de mamíferos, quase 300 tipos de peixes e 12 mil variedades de plantas.

Fêmea de uirapuru-de-chapéu-azul é uma das espécies de aves do parque (Foto: Mileniusz Spanowicz/WCS)

Em seu território de 19 mil quilômetros quadrados, o parque abrange desde florestas tropicais da Amazônia até picos congelados dos Andes.

Parque Madidi abrange árvores e mais plantas típicas da região amazônica (Foto: Mileniusz Spanowicz/WCS)

O levantamento é resultado de dados coletados por mais de 40 cientistas de várias entidades que trabalharam no parque por 15 anos.

Onça-pintada aproveita o fim de tarde perto do rio Madidi, na Bolívia (Foto: Mileniusz Spanowicz/WCS)

Os autores concluem que apenas 11 países no mundo possuem maior número de espécies de pássaros que o parque Madidi. No total, são 1,1 mil espécies diferentes na reserva. Os Estados Unidos, por exemplo, têm em todo o país 900 espécies de pássaros.

Filhote de gavião-real pertence à espécie mais poderosa de ave predatória (Foto: Mileniusz Spanowicz/WCS)


O Madidi é um dos maiores destinos turísticos da Bolívia e faz parte de um complexo maior de conservação chamado Madidi-Tambopata.

Cobra azulão-boia é uma das 50 espécies de cobras que vivem no parque (Foto: Mileniusz Spanowicz/WCS) 

Fonte: Globo.com 

Resíduos sólidos separados em casa são misturados ao lixo comum na rua, revela pesquisa



Praticamente três entre dez domicílios brasileiros (29,7%) separam o lixo biodegradável do não degradável. No entanto, apenas 40% desse lixo separado dentro de casa são posteriormente coletados de forma coletiva quando chega à rua. Isso mostra que muitos brasileiros separam seus resíduos nas residências, mas depois grande parte deles (60%) é misturada ao lixo comum.

Os dados constam na Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 – Perfil das Despesas do Brasil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A região Sul é aquela que apresenta os melhores indicadores. Lá, 59,9% dos domicílios separam o lixo e 55,6% desses resíduos são coletados de forma seletiva. “A região Sul está bem acima da média nacional, de 29,7%”, explica o pesquisador do IBGE José Mauro Freitas.

Em outro extremo, aparece a região Norte, onde 6,6% dos domicílios separam o lixo biodegradável do não degradável e 16,8% desse resíduo são coletados seletivamente, segundo a pesquisa do IBGE.

O IBGE também observou a quantidade de lixo que é coletada, queimada ou enterrada no próprio terreno da família. No Brasil, a média do lixo coletado chega a 80,7%; os restos queimados ou enterrados, a 10,2%.

A discrepância é grande entre a cidade e o campo. Na área urbana, 91,1% do lixo são coletados e 1,5%, queimados ou enterrados na propriedade. Na área rural, os percentuais são, respectivamente, 24,4% e 57,7%.

Entre os estados, o Maranhão é o que tem o menor índice de lixo coletado (51,1%) e o com maior percentual de resíduos queimados ou enterrados (33,4%). Já São Paulo tem o perfil oposto: 94,5% do lixo são coletados e 1,7% são queimado ou enterrado.

A pesquisa mostrou ainda a quantidade de domicílios que têm água encanada aquecida. Três em cada quatro residências contam com algum tipo de aquecimento. Além disso, 70% das casas com água encanada recorrem à energia elétrica para aquecer a água.

Fonte: Ecodesenvolvimento 

Dez ideias para reutilização de camisa velha



Sempre que vamos arrumar nosso guarda-roupa descobrimos peças que não usamos mais. Para elas existem destinações sustentáveis. Ou você pode doá-las para aqueles que precisam ou, se tem um tempinho extra, pode transformá-las em novas peças também utilitárias. Você vai se surpreender com a quantidade de coisas que se pode fazer a partir de um simples camisa. Aqui estão dez opções listadas pelo site Earth911, que acompanham tutoriais para te ajudar na confecção.

Pulseiras


Para algumas mulheres a quantidade de pulseiras nunca é suficiente. Com essa dica, você pode reutilizar uma pulseira que já tem, deixando ela com uma nova cara sem precisar ter gastos. Além disso, é muito fácil e prático de fazer. Você só vai precisar de alguns braceletes velhos e retalhos de camisetas que não usa mais. Saiba como fazer acessando o blog de Camilla Fabbri.

Sacolas


Sacos plásticos não são nada legais para o meio ambiente, mas com essa solução é possível reutilizar uma peça de roupa que você não deseja mais e ainda reduz a utilização de sacolas plásticas do seu dia-a-dia.Aprenda a fazer no Faça Você Mesmo do EcoD.

Cachecol


Se você tem uma máquina de costura, este cachecol pode ser uma boa opção para transformar suas camisas velhas. Basta seguir este tutorial do blog Wienerdog Tricks.

Faixa de cabelo e cintos


Você só vai precisar de alguns cortes, nós e cola, para transformar camisetas velhas em faixas de cabelo ou até cintos. Confira como fazer no tutorial do blog Love Stitched.

Tapetes


Esse é um trabalho manual um pouco mais trabalhoso, mas quando estiver pronto seus amigos não vão acreditar que foi você quem fez! No tutorial do blog Casa Feita em Casa você aprende a fazer um bem colorido com auxilio de um bambolê.

Colar


Este colar é simples de fazer, com apenas algumas ferramentas e seguindo este tutorial da Whole Living você pode fazer de várias cores para combinar com suas roupas.

Colete


Se você tiver cinco minutos livres, tente fazer este colete sem costura. No tutorial do Wobisobi você aprende como fazer utilizando nada além de um par de tesouras.

Saia com bolsos


Esta saia feita a partir de camisa reciclada é tão simples quanto inteligente. Acompanhando o tutorial do blog Out of Order, você verá que nenhum material é desperdiçado, até mesmo as mangas são usadas para fazer os bolsos.

Jogo americano


No tutorial do blog Creative Jewish você aprende a fazer esse colorido jogo americano de camisas velhas. Para fazer você só vai precisar de um tear caseiro bem simples feito de papelão e cordão.


Fonte: Ecodesenvolvimento 


1º Simpósio Internacional de Reúso de Água


Economista defende aliança entre economia verde e inclusão social como "única salvação"



“Será isso a nossa salvação, caso queiramos continuar dando o ar de nossa graça por aqui”. O "isso", a que o economista paulista Marcus Eduardo de Oliveira se refere, em tom de alarme, é a economia verde. Segundo ele, pelo menos até a primeira metade do século 21, obrigatoriamente, deverá ocorrer à transição para uma economia de baixo carbono que incorpore a dimensão social.

De acordo com Marcus, que é especialista em Política Internacional e autor de vários artigos sobre a relação entre a economia e a ecologia, "já perdemos muito tempo menosprezando a atividade econômica que promove a destruição ambiental em prol de uma economia que enaltece apenas e tão somente o produto e o mercado, e desdenha, sobremaneira, da condição de vida das pessoas.”

O economista também defende que se faz necessário alertar a opinião pública sobre a importância da transição para a economia verde. “Já fomos muito incompetentes no trato dos recursos naturais, e já passou da hora de virarmos esse jogo", ressaltou. Para Marcus, produzir a qualquer custo já não faz o menor sentido. "Isso é parte de um modelo econômico que se mostrou completamente fracassado e criminalmente assustador, cujos resultados estão expressos aí, nessa completa desestruturação climática”, criticou.

O modelo econômico moderno, nas palavras do economista, deve, necessariamente, “incorporar inovação tecnológica e desenvolvimento de produtos com menor emissão de gases". Para isso, na concepção dele, o modelo mais plausível e urgente é adotar medidas que diminuam a produção de eletricidade oriunda de termoelétricas de carbono e encontrar energias renováveis, como a nuclear, a eólica e a solar fotovoltaica, por exemplo.

Desperdício de recursos

No caso específico do Brasil, o economista chama a atenção para o desperdício de água e energia. Uma simples torneira pingando consome 1400 litros de água por mês. “De toda a água produzida no país, 46% são “perdidas” pelos ralos. Na Europa, essa perda não chega a 10%. Isso além de ser um crime ambiental é um risco para todos nós”, observou.

De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA) são retirados dos rios e do subsolo no Brasil 840 mil litros de água a cada segundo. Desse total subtraído dos mananciais brasileiros, 69% vão para a irrigação, 11% para o consumo urbano, 11% para o consumo animal, 7% utilizados pelas indústrias e 2% pela população rural. Nesse aspecto, o economista salienta que “um percentual considerável de perdas estão nas cidades brasileiras que possuem redes malconservadas. Há casos conhecidos de cidades que chegam a perder até 75% de água”.

Não muito diferente disso é o que se perde em relação à energia, tanto no uso residencial quanto no industrial. O economista alerta que ao combater o desperdício de água estamos ao mesmo tempo combatendo a perda de energia, uma vez que a luz e a água são recursos naturais que estão diretamente interligados. “Não podemos perder de vista que as usinas geradoras de quase toda a eletricidade consumida no Brasil são hidrelétricas”.

Para Marcus de Oliveira, o verdadeiro desenvolvimento só pode ser considerado viável se contemplar o respeito ao meio ambiente, resguardando o aspecto social. "Por isso, o que chamamos hoje de economia verde só faz sentido se incorporar a dimensão social, daí a importância do termo economia verde inclusiva. Adotar esse modelo de baixo carbono com uma economia voltada a atender os graves conflitos sociais é a nossa única salvação”. Por fim, o economista ainda ressalta que “se os principais países não buscarem estratégias para dirimir a grave crise social e ambiental o futuro de todos estará em risco”.

Fonte: Ecodesenvolvimento 

Vídeo da Nasa mostra mais de 130 anos de aquecimento global em 26 segundos




Esta é para aqueles que duvidam do aquecimento global: a Agência Espacial Americana (Nasa) postou na rede um vídeo que resume em, apenas, 26 segundos o que aconteceu com a temperatura do planeta entre 1880 e 2011. Assista abaixo!

Não, você não entendeu errado. As manchas azuis correspondem às regiões do planeta que apresentaram temperaturas abaixo da média global durante os 131 anos analisados pela Agência, enquanto as manchas vermelhas representam as regiões com temperaturas acima da média. Sentiu o drama?

Não precisa ser nenhum grande entendedor do assunto para perceber que as manchas vermelhas – ou seja, o aquecimento global – vão ficando cada vez mais frequentes após a década de 70, quando teve início no mundo a terceira Revolução Industrial, e chegam a um nível – por que não dizer? – assustador a partir de 2000. De acordo com a Nasa, nove dos dez anos mais quentes da história do planeta, desde 1880, foram registrados após o início do século XXI.

Não por acaso, os níveis de dióxido de carbono (CO2) também cresceram muito desde 1880 – quando medições mais modernas começaram a ser feitas –, juntamente com o aumento da temperatura. Há 130 anos, a concentração de CO2 na atmosfera era de 285 partes por milhão (pmm), enquanto em 2011 o índice subiu para mais de 390 ppm. Já passou da hora de reduzirmos esse número, não?

Imagem: Nasa



Fonte: Super Interessante

Tijolo ecológico é 50% mais resistente e conquista mercado


Mesmo sendo 20% mais caros que os concorrentes que não são nem um pouco ecológicos, os tijolos sustentáveis acabam sendo mais resistentes e, por isso, caíram no gosto dos construtores brasileiros.


A Eco-Máquinas, de Campo Grande (MS), fabrica tijolos, blocos e pisos ecológicos. A produção é limpa e utiliza como matéria-prima uma mistura de ferro, cimento e resíduos de construção triturados. Inaugurada em 1997 pelo casal de empresários Luclécio e Marilucy Festa, seus produtos conquistaram o mercado nacional e países da África e da América do Sul.

A produção contava apenas com uma máquina, o que rendia um faturamento de R$ 40 mil por mês. “Tínhamos certeza de que nossa visão estava certa. A sustentabilidade era o nosso futuro”, apostou.

Luclécio conta que a empresa contribui para o meio ambiente, pois o tijolo ecológico evita o corte de árvores. “Para produzir o tijolo convencional de adobe é preciso queimar argila e alimentar fornos de madeira. Não tem como não desmatar”, explicou. Segundo ele, o preço final do produto é cerca de 20% maior, mas o investimento compensa pela resistência, que ultrapassa em 50% a do tijolo comum. A eficiência do isolamento térmico e acústico do material ecológico é 60% mais eficiente que do produto tradicional. Além disso, o produto não tem odor.

Com a inovação, os empresários viram o negócio prosperar. Hoje, contam com 70 funcionários e uma produção de 200 a 500 peças por hora em quatro modelos diferentes. O faturamento, por mês, chega a R$ 1,2 milhão. O resultado do trabalho dos empresários rendeu convite do Sebrae para participar do Equipotel 2012, a maior feira de hotelaria e gastronomia do Brasil, que ocorre de 10 a 13 de setembro no Anhembi (São Paulo). “A Equipotel representa a possibilidade de abertura de mercado”, comemoram Luclécio e Marilucy.



Fonte: Agência Sebrae de Notícias

‘Essa é a hora do Brasil na construção verde’


Para Tim Cole, presidente do Comitê Executivo do USGBC, essa é a hora do país “arregaçar as mangas” para consolidar a filosofia das edificações verdes em sua cultura



O Brasil não está "mal na fita" quando o assunto são as construções sustentáveis.

Mais da metade da população mundial mora, atualmente, em áreas urbanas, ocupando apenas 2% da massa territorial do planeta e sendo responsável por cerca de dois terços das emissões globais de gases do efeito estufa. A informação foi dada por Tim Cole, presidente do Comitê Executivo do USGBC - Conselho de Construção Sustentável dos EUA, durante a terceira edição da Greenbuilding Brasil Conferência & Expo, que acontece em São Paulo entre 11 e 13/09, para explicar à plateia por que é tão importante que a sociedade incorpore a filosofia das edificações sustentáveis. "A construção civil é responsável hoje por 47% das emissões do planeta, 80% do uso de recursos naturais e dois terços do consumo de energia. É por esse setor que devemos começar as mudanças rumo a um mundo mais sustentável", disse.

De acordo com o especialista, um empreendimento com certificação Leed - selo verde de maior reconhecimento internacional no setor da construção civil, concedido pelo USGBC: gasta 30% menos energia; utiliza de 35 a 50% menos água; diminui as emissões de gases causadores do efeito estufa em até 50% e reduz de 50 a 90% a produção de resíduos.

"Atualmente, há mais de 33 mil empreendimentos ao redor do mundo com certificação Leed de construção sustentável. Já imaginou os benefícios que teríamos se todas as edificações do planeta começassem a se preocupar com a questão da sustentabilidade?", questionou Cole.

A situação verde e amarela

O Brasil não está "mal na fita" quando o assunto são as construções sustentáveis. O país ocupa o quarto lugar no ranking das nações que possuem o maior número de edificações em processo de certificação Leed, com 524 empreendimentos, atrás apenas dos EUA, China e Emirados Árabes. Além disso, 65 construções nacionais já possuem o selo verde. Entre elas, o prédio da Editora Abril, localizado na Marginal Pinheiros, em São Paulo. (Saiba mais em: Edifício do Grupo Abril recebe certificação LEED)

E mais: segundo Tim Cole, dez dos 12 estádios-sede da Copa do Mundo de 2014 estão em processo de certificação Leed, dando ao Brasil a oportunidade de realizar o evento esportivo mais verde da história do planeta, na opinião do especialista.

"Essa é a hora do Brasil na construção sustentável. Arregacem as mangas e se consolidem no setor, mas sem esquecer que a sustentabilidade não é um produto e sim uma filosofia que deve ser incorporada na cultura do país e no coração de cada cidadão", recomendou Cole. "Quando vamos ao supermercado, queremos saber todos os ingredientes de um produto que compramos e quais efeitos ele terá no nosso organismo. Devemos fazer o mesmo em relação às edificações. Elas interferem muito mais na nossa saúde e bem-estar do que podemos imaginar", concluiu o especialista


Fonte: Exame

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

São Paulo tem 7º Desafio Intermodal


Acontece nesta quinta-feira (13) a 7ª edição do Desafio Intermodal. O projeto é idealizado pelo Instituto CicloBr em comemoração ao Dia Mundial Sem Carro, que acontece na próxima semana.

De acordo com o grupo organizador, o “Desafio Intermodal pretende mostrar as infinitas possibilidades de se locomover nos centros urbanos, a eficiência sustentável de cada deslocamento, além de analisar o desempenho do transporte público ano a ano”.

A edição deste ano conta com 15 participantes, que se deslocarão de um dos principais centros comerciais da cidade, a Av. Berrini, localizada na Zona Sul, até a prefeitura, no centro da capital paulista. Todos os participantes sairão ao mesmo tempo com diferentes meios de transporte e combinações.

Os modais analisados são:

1. Pedestre caminhando

2. Pedestre correndo

3. Ciclista por vias rápidas

4. Ciclista por vias calmas

5. Handbike (Bicicleta guiada com as mãos)

6. Ciclista +Metrô com bicicleta dobrável

7. Motociclista

8. Automóvel

9. ônibus

10. Trem + Metrô

11. Trem + Ônibus

12. Patins

13. Cadeirante + Transporte Coletivo

14. Skate

15. Helicóptero

Esta não é a primeira vez que um helicóptero entrará na disputa. No entanto, mesmo com a rapidez com que o helicóptero voa, ele não venceu nenhuma das edições. Em 2009, a nave foi derrotada pela bicicleta e em 2010 foi desclassificado por não conseguir alçar voo devido ao mau tempo.

Além de calcular o tempo necessário para a conclusão do percurso, o Desafio mensura o impacto ambiental e os gastos necessários para o deslocamento. A bicicleta tem sido destaque nas disputas. Em 2011, o ciclista vencedor percorreu os dez quilômetros em apenas 20 minutos, enquanto o motorista do carro levou 74 minutos.

O encontro começa às 17h e às 18h é dado o sinal de largada. O Instituto CicloBR contará com representantes na Berrini e também no ponto de chegada. Todos os participantes estarão uniformizados. 

Programa de energia sustentável do México entra no livro dos recordes


O programa governamental Luz Sustentable (Luz Sustentável), responsável por distribuir gratuitamente lâmpadas fluorescentes à população mexicana, entrou para o Guiness Book, após levar 20 milhões de lâmpadas às famílias do país.

As famílias que receberam o benefício já passam de 5,5 milhões. A vantagem ambiental dessas lâmpadas é que são de seis a oito vezes mais duráveis e ainda consomem 75% menos energia do que as incandescentes.

Foram espalhados mais de mil pontos de troca pelo país, onde a população levou quatro lâmpadas incandescentes, uma conta de luz e a identidade para ganhar quatro lâmpadas fluorescentes.

O programa tem o apoio do Banco Mundial. De acordo com o governo, as residências que já trocaram as lâmpadas conseguiram poupar 18% em suas contas de luz. Para o México, o resultado representa uma economia de 1,4 GWh, além da redução na emissão de 700 toneladas de gás carbônico.

O Luz Sustentável passou para a segunda fase. Nesta etapa, a previsão é de que sejam doadas 40 milhões de lâmpadas, ou seja, o dobro do alcançado até agora. Os que já aderiram ao programa podem participar também desta fase, basta levarem quatro lâmpadas incandescentes para trocarem por fluorescentes. Já quem for fazer a troca pela primeira vez poderá substituir quatro incandescentes por oito fluorescentes.

Fonte: Ciclo Vivo 

Designers belgas aproveitam retalhos de tapetes para fazer sofás


Os designers do ateliê belga Outdoorz Gallery encontraram uma maneira criativa e útil de reaproveitar a sobra da produção industrial de tapetes. Os artistas utilizam os retalhos têxteis para criar o Plof, um sofá personalizado e colorido.


Oskar Vermeylen, Vincent Wellemtn, Yves Verhaegen e Pim van Eijck formam a equipe responsável pela criação. Juntos eles chegaram ao modelo ideal de sofá que, além de sustentável, também é bastante bonito e confortável.

Após serem recolhidos, os retalhos de tecido são fragmentados em pedaços menores e, posteriormente, estofados com plástico de polietileno transparente, para que tomem a forma de um sofá. Depois disso, o acabamento é feito com o uso de botões brancos, que acrescentam conforto e elegância à mobília.

Esta é a demonstração de que o reaproveitamento dos materiais que são rejeitados pela indústria pode ser algo rentável. O Plof ainda colabora com a preservação ambiental, pois impede que os resíduos sejam simplesmente descartados na natureza.

Segundo informações dos fabricantes, todos os sofás são feitos de maneira personalizada. Portanto, os interessados em adquirir algum dos produtos podem entrar em contato para sugerir alterações ou solicitar mudanças que se encaixem melhor em seu gosto e perfil. 

Fonte: Ciclo Vivo 

Convite para Apresentação do Projeto do Hidroanel Metropolitano de São Paulo


Setembro Verde 2012: programação gratuita revela ações globais de preservação ambiental e cultural, em SP




Para aproximar o público de temas relacionados a políticas nacionais – Código Florestal e usina de Belo Monte, por exemplo – a Matilha Cultural, em parceria com outras entidades, movimentos e coletivos, realiza a 4ª edição do projeto Setembro Verde, que começou nesta terça-feira (11 de Setembro).

Até o dia 14/10, a cidade de São Paulo terá programação multimídia gratuita, que inclui mostra de filmes, debates, palestras e atividades com destaque para mobilizações globais de proteção ao meio ambiente e preservação cultural.

Com mais de dez filmes que abordam as mudanças para a vida do planeta feitas por pessoas e novas ideias para o futuro do planeta – entre eles, “Xingu”, “Confissões de um Eco-Terrorista”, “A conspiração da Lâmpada” e “Vai lá e Faz” –, a Mostra Setembro Verde de Cinema 2012, parceria do CineMatilha e do CineSocioAmbiental, interage com duas exposições de artes de artes visuais expostas na Matilha Cultural:

- “-40ºC a +40ºC. Antártida a Amazônia”, projeto de Barbara Veiga, que reúne imagens de campanhas contra a caça de baleias no Polo Sul e de povos indígenas em busca de preservação cultural no Acre, e

- “Ngô Meitire – Água, Valiosa Água”, instalação multimídia sobre o Xingu, com fotos, vídeos e intervenções artísticas.

O projeto ainda promove:

- maratona de desenvolvimento de aplicativos digitais focados no tema do Código Florestal brasileiro;

- exibição de um minidocumentário sobre a inicitativa Pimp My Carroça, do grafiteiro Mundano, e

- a comemoração do Dia Mundial Sem Carro, em 21/09.

Confira a programação completa no site da Matilha Cultural.

Setembro Verde 2012

Onde: Matilha Cultural - Rua Rego Freitas, 542, Centro, São Paulo/SP
Quando: 11/09 a 14/10
Informações pelo telefone: (11) 3256-2636

Italiano cria forno solar capaz de dessalinizar água


O designer italiano Gabrielle Diamanti criou uma tecnologia simples para transformar água salgada em água potável. O projeto foi apelidado de Eliodomestico e também funciona como forno solar.

A inspiração do designer veio a partir de uma comoção frente à crise mundial de água e pela intenção em criar um equipamento que pudesse auxiliar comunidades em todo o mundo, que sofrem por não terem acesso à água limpa.

Nem sempre as tecnologias precisam ser complicadas para serem eficientes. A criação de Diamanti é a prova disso. O Eliodomestico funciona como um coador de cabeça para baixo, que dessaliniza a água salgada.

O forno cerâmico é divido em três partes principais. O recipiente preto é o local onde a água salgada é armazenada. Assim, com o calor do sol a água cria vapor, que é empurrado pela pressão através de um tubo de seção. O vapor é condensado contra a tampa do forno, na parte inferior, e em seguida escorre para a bacia de coleta.

De acordo com o criador, a estrutura é capaz de produzir até cinco litros de água potável por dia. Outra vantagem é o preço para a fabricação, estimado em US$50, aproximadamente R$100. O forno foi projetado com um design ideal para ser carregado na cabeça, forma comum à África subsaariana.

O designer pretende criar projetos que permitam que famílias necessitadas em todo o mundo tenham acesso ao Eliodomestico.

Fonte: Ciclo Vivo 

Saiba como fazer adubo orgânico líquido



Aqui no blog, nós frequentemente damos diversas dicas para fazer hortas caseiras. Muitos leitores se deparam com a dúvida de como fazer os fertilizantes para as plantas. Por conta disso, explicamos como preparar um eficiente adubo orgânico líquido.

Este tipo de fertilizante é totalmente sustentável, não degrada a natureza e ajuda no fortalecimento e o cultivo de plantas e hortaliças. O melhor é que ele pode ser feito em casa com a receita caseira a seguir.

Serão necessários os seguintes materiais:

- Esterco, palha ou folharada

- Garrafão plástico de 20 litros

- Restos de verduras e cascas de frutas

- Papel toalha

- Restos de comidas, vísceras de frango ou peixe

- Prego ou faca

- Tampa de garrafa plástica

- Plástico grosso e flexível 20x20 cm

- Mangueira para soro

- Garrafa plástica descartável com tampa (refrigerante, água mineral ou suco)

- Água

O primeiro passo é colocar no garrafão uma camada de aproximadamente 15 cm de esterco, palha ou folharada. Em seguida, preencha com uma camada, da mesma espessura, de restos de verduras e cascas de frutas.

Até aqui você terá preenchido cerca 30 cm do garrafão com os produtos orgânicos. Para completar a metade do volume total do objeto, coloque papel toalha, restos de comida, vísceras de frango ou peixe.

Complete a outra metade com água, de preferência recolha da chuva para aproveitar em seu fertilizante. Deixe apenas dois ou três centímetros (além do gargalo) do garrafão vazios.

Fure a base do garrafão com uma faca ou prego. Se for utilizar a faca, basta esquentar sua ponta. Para ter uma ideia do tamanho do orifício, ele deve ser suficiente para passar a mangueira de soro.

Da mesma forma, perfure uma tampa de outra garrafa plástica descartável. Sobre a boca do garrafão coloque um pedaço de plástico flexível, mas resistente, e prenda com a tampa. Com isso, a fermentação da matéria orgânica produzirá gás metano e é importante que a tampa suporte a pressão.

Insira uma das pontas da mangueira no orifício do garrafão e a outra no da garrafa pequena e sem tampa. Isso funcionará como escape do gás metano que será produzido.

Deixe o garrafão em canto do jardim e lembre-se de agitá-lo ao menos uma vez por semana. Dependendo do clima, passado dois ou três meses a matéria orgânica terá se transformado em um líquido escuro e sem cheiro.

Coloque um litro da substância em dez litros de água e está pronto o adubo orgânico. Agora basta aplicar o líquido nas plantas. Com informações do Bem Simples.


Fonte: CicloVivo

3° Curso de Perícia Ambiental AESabesp


Curso de Introdução às técnicas de projeto para obras de instalação de redes por MND


Companhias transformam esgoto em água limpa


A água de reúso tem características que atendem a necessidade das indústrias. A Cedae, no Rio, criou o maior projeto de uso industrial de água tratada de esgoto do mundo.
  

O Brasil é um dos países que mais gastam água ao produzir bens de consumo, mas já existem iniciativas bem sucedidas para economizar.

O país precisa de muita água limpa para produzir. A quantidade não é pequena. No setor siderúrgico, por exemplo, para cada tonelada de aço são necessários 15 mil litros de água.

Uma simples calça jeans consome aproximadamente 11 mil litros de água, do plantio de algodão até a confecção. Um quilo de carne bovina, mais de 17 mil litros de água e um cafezinho leva, até chegar na xícara, 140 litros de água.

Como a água limpa se tornou um produto cada vez mais escasso e caro, a indústria investe em tecnologia e consegue reaproveitar o que antes jogava fora. O resultado vai além da economia.

O Canal do Cunha é um dos rios mais poluídos do Brasil. Além do forte mau cheiro e da água escura, no rio não há oxigênio, é um ambiente hostil à vida, mas é justamente do local que sai toda água utilizada numa fábrica de produtos químicos na zona norte do Rio de Janeiro.

São 80 milhões de litros de água por mês. O suficiente para abastecer uma cidade de 25 mil habitantes. O sistema alternativo de tratamento livrou a empresa da necessidade de comprar água potável. Em quase dez anos, a economia chegou a R$ 25 milhões. “Basicamente a gente tem uma economia de 30 a 40% na parte financeira”, diz o engenheiro de produção, Pedro Henrique Lemos.

O que é descartado volta para o rio e nem lembra aquela água suja. “A água é infinitamente melhor do que o que a gente captou porque dela já foi retirada toda a matéria orgânica, todos os sólidos em suspensão. Apenas ela carreia um pouquinho mais de sal do que a que a gente retirou”, fala o gerente operacional da Haztec, Dalva Santos.

Perto do local, fica uma das maiores estações de tratamento de esgoto do Brasil e também um dos mais inovadores projetos de reúso de água.

Pelo local passam dois mil litros de esgoto tratado por segundo, que seguem para o canal do Fundão e depois para a Baía da Guanabara. É água limpa, transparente, sem cheiro e inofensiva para o meio ambiente. Mas em breve toda a água terá outro destino. Mais nobre e rentável: o maior projeto de uso industrial de água tratada de esgoto do mundo.

O projeto da Cedae, Companhia de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro, prevê a construção de uma adutora com quase 50 quilômetros de extensão que sai da estação de tratamento de esgoto da Alegria, no Rio de Janeiro, atravessa a Baía da Guanabara por debaixo do espelho d’água, até chegar ao Complexo Petroquímico, que está sendo construído pela Petrobras em Itaboraí, na região metropolitana. O contrato já foi assinado e prevê investimentos de R$ 1 bilhão. O sistema deve começar a operar em abril de 2015.

Mas antes de ser bombeada para o Complexo Petroquímico, a água ainda vai passar por outro nível de tratamento. “Qualidade excelente com o tratamento terciário, tratamento biológico, anaeróbico, aeróbico, com membranas, então é um modelo que, com um pequeno tratamento adicional poderia até ser bebido, afirma o presidente da Cedae, Wagner Victer.

O desafio de transformar esgoto tratado em água para as indústrias levou a Sabesp, a Companhia de Águas e Esgoto de São Paulo, a investir R$ 364 milhões em parceria com a iniciativa privada no projeto Aquapolo. Uma adutora levará, a partir do mês que vem, água tratada de esgoto da estação na capital paulista até o Polo Petroquímico do ABC. Dez indústrias receberão mil litros de água de reúso por segundo. Isso seria o suficiente para abastecer uma cidade de 500 mil habitantes.

“A água de reúso tem características que atendem toda a necessidade das indústrias do Polo Petroquímico. É uma água pura, com muito poucos sais, e que não vai dar problema no produção industrial, na calderaria, é uma água, diria até que em determinados parâmetros são mais rigorosos que a água potável”, afirma o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato.

Em 2010 foram vendidos 800 milhões de litros de água de reúso Em 2011, 1,5 bilhão de litros. Para este ano, a previsão é de 1,7 bilhão de litros com um faturamento de R$ 3 milhões.

Na conta dos técnicos da companhia, quanto maior o uso de água tratada de esgoto, menor será a pressão sobre as nascentes e mananciais que abastecem São Paulo. “Nós não temos água suficiente para atender 20 milhões de habitantes e o crescimento anual de 200, 250 mil habitantes por ano nos faz buscar soluções cada vez mais distantes e cada vez mais caras.
Portanto, a água de reúso é uma solução que contribui para manter o abastecimento de água potável para 21 milhões de habitantes da Grande São Paulo”, explica Paulo.

Aos poucos, o Brasil vai descobrindo que a despesa com o tratamento de esgoto, poder virar receita. Um negócio com cara de século 21.



Fonte: Jornal da Globo – Coluna Sustentável