sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Faça minions reutilizando rolos de papel higiênico

A técnica para fazer os bonecos da saga “Meu Malvado Favorito” é bem simples. Apenas reutilizando materiais, é possível criar  os “minions” que alegram as crianças e podem também servir para decorar o ambiente.



Com o lançamento do filme “Meu Malvado Favorito 2”, os minions (as pequenas criaturas amarelas que trabalham para o vilão) ganharam ainda mais notoriedade. Além de conquistar crianças e adultos, os seres ganharam as redes sociais e são adorados até pelas pessoas que ainda não assistiram ao longa. Veja abaixo como fazer seu próprio boneco:

Materiais necessários:

- Rolo de papel higiênico

- Jornal

- Papelão

- Cola

- Lã

- Tinta (preta, vermelha e azul)

Como fazer:

O primeiro passo é colocar jornal dentro do rolo. Faça algumas bolas de jornal para inserir no rolo e deixe que uma delas se sobressaia pra fora – formando a cabeça do minion.

O segundo passo é fixar o topo da cabeça do boneco, cobrindo o material com fitas adesivas. Em seguida, enrole um pedaço de jornal velho em todo o rolo. Esta será a base do brinquedo.
Para dar forma ao minion, é necessário decorá-lo. Primeiro, pinte toda a base de amarelo. Depois de seco, pinte de preto uma linha grossa na horizontal do boneco, que será como uma espécie de bandana. Com a mesma tinta, desenhe a boca. Cole o olho, que poderá ser comprado em qualquer loja de artesanato e, em volta dele, cole círculos de papelão.


Com pedaços de lã, faça o cabelo do boneco usando cola quente. Depois, crie a roupa do boneco, pintando no formato desejado. No filme, ele utiliza macacão azul, mas a criação é livre. Faça minions com vestidos, camisetas ou outras peças: use a imaginação para criar bonecos exclusivos.


Para fazer os braços, use jornal enrolado pintado de amarelo e preto, como mostra a imagem, e cole com cola quente. A técnica foi ensinada no site Mollymoo.




Fonte:  CicloVivo

ONG de SP produz sapatilhas com tecido e borracha de pneu de aviões

Moda e sustentabilidade vêm andando lado a lado nos últimos tempos. Cada vez mais a moda agrega valor a produções que são criadas com foco não só no que está em alta, mas também em como determinada peça pode (ou não) trazer impactos ao meio ambiente.

A ONG Projeto Arrastão há anos produz acessórios, como bolsas e carteiras, feitas de lona e banner de outdoors, reaproveitando um material que antes era facilmente descartado. E, agora, se destaca com a produção de sapatilhas a partir de tecidos - como lonitas e chitas - recebidos através de doação, e borracha de pneu de aviões para os solados, que antes eram também descartados sem nenhum tipo de tratamento.

O grupo produtivo de mulheres da região recebeu capacitação na produção de alpargatas graças à parceria do Projeto Arrastão com a estilista Paula Raia, no programa Morango para Todos, que hoje fornece modelos exclusivos de alpargatas em lojas com parte da renda revertida para os produtores. E eles cresceram. Atualmente criam alguns modelos que são vendidos no Bazar & Brechó do Projeto Arrastão: sapatilhas e sandálias criadas a partir do estudo das principais tendências de moda para o Alto Verão 2014.




E além das tendências de moda e da preocupação com a reciclagem de materiais, atuando diretamente na preservação ambiental, cada par carrega a certeza do fortalecimento do empreendedorismo de mulheres do Campo Limpo, bairro da zona sul de São Paulo, e região que fazem parte desse grupo. Atualmente, elas realizam a produção dentro da organização e com o lucro da venda de peças destinado a elas garantem suas rendas. Isso sim é sustentabilidade da cabeça aos pés.

Qualquer modelo custa apenas R$ 30,00 e é vendido no Campo Limpo, SP, na rua Dr. Joviano Pacheco de Aguirre, 255. Para mais informações visite o site.

Sobre o Projeto Arrastão

Fundado em 1968 por um grupo de voluntárias, o Projeto Arrastão é uma organização sem fins lucrativos que trabalha o desenvolvimento comunitário por meio de ações de promoção social, educacional e cultural. Atualmente realiza cerca de 1.300 atendimentos diários para crianças, adolescentes, jovens e adultos, somando cerca de cinco mil atendimentos indiretos por mês.


Fonte: Ciclo Vivo 

Proteja o meio ambiente: montanhas não combinam com copos de plástico

A quantidade de copos de plástico que se amontoam depois de provas é surpreendente, porém esse lixo é recolhido devidamente por funcionários contratados pela organização. Porém, como lidar com o acúmulo de embalagens quando as corridas ocorrem em montanhas?

Copos de plástico demoram de 100 a 250 anos para se 
decompor na natureza|Foto: Ricardo Leizer/ www.webrun.com.br
Apesar dos esforços de posicionar lixeiras próximas aos pontos de hidratação, ainda têm competidores que não se importam com os impactos que o plástico causa ao meio ambiente e descartam os copos entre a vegetação ou simplesmente os atiram montanha abaixo. Por conta disso, além da poluição visual, o acúmulo de plástico prejudica a natureza e demora anos para se decompor.

De acordo com a coordenadora do Fórum Lixo e Cidadania da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-SP), Delaine Romano, produtos feitos de plástico demoram de 100 a 250 anos para serem degradados pelo meio ambiente. “Eles (os copos de plástico) são produzidos com matéria prima extraída de fonte não renovável, o petróleo, por isso o impacto que eles causam na natureza é grande”, conta.

Para agravar ainda mais a situação, existem provas em que a água é distribuída em copos de isopor. “O isopor é tão nocivo quanto o plástico, pois ambos são produzidos de matéria prima extraída de fonte não renovável. Apesar de geralmente optarmos por produtos descartáveis, já que sempre pensamos na praticidade, a quantidade de resíduos gerada após seu uso, é muito grande”, completa a coordenadora.

Apesar de lixo próximo, alguns atletas ainda jogam 
copos na natureza. Foto: Divulgação/ Nike

Reciclagem - Segundo Delaine, todos os plásticos são recicláveis, porém a quantidade de poliestireno (matéria prima dos copinhos) é insignificante na obtenção de copos novos, porém isso não é um motivo para não separar o lixo. “Quando descartados no lixo comum, temos que levar em conta que este material irá para o aterro e a matéria-prima nunca mais será utilizada para a fabricação de um novo produto”, esclarece.

Solução - Uma sugestão é trocar o uso de copos de plástico pelos feitos de papel. “O produto leva três meses para se decompor e sua reciclagem é mais simples já que não precisa ser lavado para a fabricação de um novo produto”, reitera a especialista.

Uma dica de Delaine é utiliar copos biodegradáveis, que também demoram três meses para se decompor na natureza. “Esse produto é feito a partir de matéria-prima orgânica, como amigo de milho, batata ou mandioca”, conclui.
Por Rafaela Castilho


Fonte: WEBRUM

Veja 10 receitas para reaproveitar alimentos e evitar desperdício


O Brasil está entre os dez países que mais desperdiçam alimentos no mundo. Estimativas mostram que cerca de 4 milhões de toneladas de folhas e talos aproveitáveis na alimentação são jogados fora todos os anos.

Usar a criatividade é um dos pontos-chaves para não desperdiçar alimentos em casa. Ingredientes que você acha que não servem para nada (e vão direto para o lixo) podem originar receitas inusitadas e gostosas. Sobras viram sopas, frutas maduras se transformam em geleias e cascas compõem tortas. Veja algumas receitas e inspire-se:

1. Assado de cascas, talos ou folhas

Ingredientes: 4 xícaras (chá) de cascas bem lavadas, picadas e cozidas; 2 colheres (sopa) de queijo ralado; 1 xícara (chá) de pão amanhecido molhado no leite; 1 cebola pequena picada; 1 colher (sopa) de óleo; 2 ovos batidos; cheiro verde e sal a gosto

Bata as cascas cozidas no liquidificador ou passe por peneira. Coloque a pasta obtida em uma tigela e misture o restante dos ingredientes. Unte uma forma com óleo ou manteiga, despeje a massa e leve para assar até que esteja dourada. Sirva quente.

Você pode usar cascas de abóbora japonesa ou chuchu, folhas de beterraba, cenoura, nabo, rabanete, e talos de agrião, beterraba, couve e brócolis refogados ou cozidos.

2. Batata recheada com folhas de nabo

Ingredientes: 4 unidades de batata média; talos de salsa picados; folhas de salsão; 1 colher (chá) de sal; queijo fresco; 2 colheres (sopa) de leite; 2 colheres (sopa) de óleo; 1 colher (sopa) de cebola picada; 2 dentes de alho picado; folhas de nabo picadas; talos de nabo picados; sal a gosto; 1 colher (sopa) de queijo parmesão.

Cozinhe as batatas com os talos de salsa, as folhas de salsão e o sal, até ficarem macias. Escorra, e ainda quente, retire cuidadosamente a parte interna das batatas, formando uma concha. Reserve. Amasse a polpa reservada, acrescente o queijo fresco ralado e o leite, formando um purê. Reserve. Aqueça o óleo, doure a cebola e o alho. Junte as folhas e os talos de nabo, acrescente o purê, refogando rapidamente. Recheie as batatas, polvilhe o queijo ralado e leve ao forno para aquecer.

3. Bife de casca de banana

Ingredientes: cascas de 6 bananas maduras; 3 dentes de alho; 1 xícara de farinha de rosca; 1 xícara de farinha de trigo; 2 ovos; sal a gosto.

Lave as cascas de bananas e corte as pontas. Retire as cascas na forma de bifes, sem parti-las. Amasse o alho e coloque em uma vasilha junto com o sal. Junte as cascas das bananas. Bata os ovos como se fossem omeletes. Passe as cascas das bananas na farinha de trigo, nos ovos batidos e, por último, na farinha de rosca, seguindo sempre esta ordem. Frite as cascas em óleo bem quente. Deixar dourar dos dois lados e sirva quente.

4. Bolinhos de talos, folhas ou cascas

Ingredientes: 1 xícara (chá) de talos, folhas ou cascas bem lavadas e picadas; 2 ovos; 5 colheres (sopa) de farinha de trigo; 1 cebola picada; 2 colheres (sopa) de água; sal a gosto; óleo para fritar.

Bata bem os ovos e misture o restante dos ingredientes. Frite os bolinhos em óleo quente. Escorra em papel absorvente. Prepare com talos de acelga, couve, agrião, brócolis, couve-flor, folhas de cenoura, beterraba, nabo, rabanete e cascas de chuchu. Recomendação: no caso de talos de couve, couve-flor e brócolis faça uma pré-fervura antes do preparo.

5. Casca de maracujá recheada

Ingredientes: 6 unidades maracujá, 4 colheres (sopa) óleo; 2 colheres (sopa) cebola; 1 dente alho; 400 gramas carne moída; talos de salsa; tomate; sal a gosto. Molho: 2 colheres (sopa) óleo; 2 colheres (sopa) cebola; 1 dente alho; 2 xícaras (chá) tomate; 1 colher (sopa) extrato de tomate; 1 xícara (chá) água; 2 colheres (sopa) salsa.

Lave bem os maracujás, descasque-os e corte-os ao meio. Retire a polpa e deixe a parte branca de molho por 4 horas em água quente. Cozinhe até ficar macia. Em uma panela, aqueça o óleo e doure a cebola e o alho. Acrescente a carne moída, os talos de salsa, o tomate e deixe refogar. Recheie as cascas de maracujá e reserve. Para o molho, aqueça o óleo, doure a cebola e o alho. Acrescente o tomate, o extrato de tomate, a água e deixe apurar. Coloque esse molho sobre as cascas de maracujá recheadas e leve ao forno para aquecer. Salpique a salsa e sirva acompanhado de arroz branco. Dica: você pode substituir a carne moída por frango desfiado.

6. Crepe de folhas de couve-flor

Ingredientes: Molho: 2 dentes alho; 2 colheres (sopa) cebola; 3 colheres (sopa) óleo; 2 xícaras (chá) tomate picado; 1 xícara (chá) água morna; sal. Crepe: 200 gramas carne moída a gosto; sal; 2 dentes de alho; 1 colher (sopa) cebola; 2 colheres (sopa) óleo; 4 unidades folhas de couve-flor; sal; 2 fatias médias de mussarela; 2 colheres (sopa) de salsa.

Para o molho, doure o alho e a cebola em 3 colheres de óleo em uma panela, acrescente o tomate e deixe refogar. Retire do fogo, bata no liquidificador, acrescente a água morna, coe e leve para ferver. Salgue e deixe o molho apurar. Reserve. Para fazer os crepes, tempere a carne moída com o sal, o alho e a cebola. Amasse para formar uma massa de carne. Divida a massa em quatro porções, modele quatro hambúrgueres e grelhe com duas colheres de óleo. Reserve. Afervente as folhas de couve-flor, uma a uma, em água e sal. Reserve. Retire as partes mais firmes da folhas (talos). Recheie cada folha com um hambúrguer e ½ fatia de mussarela. Dobre a folha como um envelope, cubra com molho e leve ao forno quente por 20 minutos. Salpique a salsa e sirva quente. Dica: Prefira as folhas mais novas e claras, pois são mais tenras.

7. Farofa de casca de melão

Ingredientes: 1 xícara (chá) casca de melão picada; água; 2 colheres (sopa) óleo; 2 colheres (sopa) cebola picada; 2 dentes alho picado; 1 xícara (chá) talos de agrião picados; 1 xícara (chá) suco de casca de abacaxi; sal a gosto; 1 xícara (chá) tomate picado; 2 xícaras (chá) de farinha de mandioca.

Afervente a casca de melão até ficar macia. Escorra e reserve. À parte, aqueça o óleo, doure a cebola e o alho. Acrescente os talos de agrião, a casca de melão e refogue. Junte o suco e o sal. Deixe levantar fervura. Por último, acrescente o tomate picado e a farinha d mandioca. Mexa bem e sirva quente ou frio.

8. Friturinhas de talos



Ingredientes: 1 xícara (chá) de talos bem lavados, cozidos e picados; 2 xícaras (chá) de farinha de trigo; 2 ovos; sal a gosto; óleo para fritar.

Bata no liquidificador os talos ou passe por peneira. Misture tudo numa tigela. Estenda a massa e corte-a em rodelas com o auxílio de um copo. Junte duas a duas unindo-as no centro. Frite-as em óleo quente e recheie a gosto. Você pode usar talos de beterraba, brócolis…

9. Torta salgada de casca de abóbora com recheio de talos

Ingredientes: 3 xícaras (chá) de farinha de trigo; 3 ovos; 1 xícara (chá) de casca de abóbora; 1 xícara (chá) de talo de couve e salsa; 1 cenoura ralada; ½ copo de alho; ½ pacote de queijo ralado (50 g); 1 cebola pequena; 1 dente de alho; 250 ml de leite; sal a gosto; 1 colher (sobremesa) de fermento em pó.

Recheio: Refogar a cebola, o alho, os talos e a cenoura. Massa: Colocar os ovos, a casca de abóbora, o óleo, o queijo ralado, o leite e o sal no liquidificador. Despejar a massa em uma vasilha e misturar o trigo, o recheio e o fermento em pó. Levar ao forno por 30 minutos em forma previamente untada com margarina ou óleo e farinha de trigo.

10. Semente de jaca ao vinagrete

Ingredientes: 2 xícaras (chá) de semente de jaca; tomates sem sementes; cebola picada; 2 colheres (sopa) de vinagre; 2 colheres (sopa) de salsa picada; 4 colheres (sopa) de óleo; sal a gosto.

Preparo: cozinhe as sementes de jaca até ficarem macias. Retire a pele e corte em lâminas. Faça um vinagrete com o tomate, a cebola, o vinagre, a salsa e o óleo. Junte as sementes, acrescente o sal e sirva gelado.


Fonte: Superinteressante 

Moradores fazem piquenique e pedem parque no bairro de SP


Sem local apropriado para fazer um piquenique, os moradores da Mooca, na Zona Leste de São Paulo, vão improvisar: neste domingo, 25, às 12h, estendem as toalhas e colocam cestas de vime na esquina das ruas Francisco Cipullo e Barão de Monte Santo como forma de protesto pela falta de áreas verdes no bairro. O evento terá ainda shows, dança e exposição de carros antigos. As ruas serão interditadas e os organizadores vão fazer um concurso para eleger o piquenique mais incrementado.

A organização é do grupo Mooca Verde, que lançou um abaixo assinado - já são 2 mil assinaturas - pela criação do Parque Mooca. Durante o piquenique, haverá um abraço simbólico na área de 97 mil m² conhecida como antigo terreno da Esso, que fica na mesma esquina. Hoje, o quarteirão da Esso pertence à construtora São José e só não tem prédios ainda porque é uma área contaminada. Por causa da antiga atividade industrial do bairro, boa parte dos grandes terrenos na Mooca têm solo comprometido.

Para o Mooca Verde, a área seria o lugar ideal para a criação do parque. Esta semana, porém, o governo estadual anunciou a criação do Parque Sabesp Mooca, que deverá ficar pronto em oito meses e ocupará uma área de 22 mil m² no cruzamento da Avenida Paes de Barros com a Rua Sebastião Preto. A obra custará R$ 10,5 milhões e tem projeto do escritório Levisky Arquitetos Associados. Pelas contas do governo estadual, 75 mil moradores vão usar o novo equipamento.

O Parque Sabesp Mooca é equivalente em tamanho ao Buenos Aires, em Higienópolis, na Zona Oeste. O parque que os moradores almejam, no antigo terreno da Esso, seria quatro vezes maior e do tamanho do Parque da Água Branca, também na Zona Oeste.

"Claro que o parque da Sabesp é uma boa notícia e é super bem-vindo. Mas a Mooca é uma região muito árida, muito carente de praças públicas e precisamos de mais", explica Verônica Diogo, uma das fundadoras do Mooca Verde.


Fonte: Planeta Sustentável 

Quem vai cuidar do lixo?


Precisamos fechar o ciclo: usar, reciclar e reutilizar. Essa é a única saída para conseguirmos lidar com as enormes montanhas de resíduos produzidas pelo homem todos os dias no planeta. E para começar, não devemos mais utilizar a palavra lixo: o certo é resíduo - há resíduos sólidos e úmidos. O resto é rejeito, o que costumamos chamar de lixo orgânico. Os sólidos devem ser encaminhados para a reciclagem e o orgânico para compostagem ou biodigestão. O caminho parece ser simples, mas ainda está longe de ser alcançado. Em nosso país, 40% do lixo doméstico ainda têm como destino os lixões e os aterros sanitários. "O Brasil tem uma sociedade que joga fora, não recicla", afirmou o economista e sociólogo da USP, Ricardo Abramovay, conselheiro do Planeta Sustentável e autor do livro Muito Além da Economia Verde, primeiro com o selo do Planeta.

Abramovay foi um dos debatedores da Roda de Conversa sobre Resíduos Sólidos, promovida pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS)*, este mês, em São Paulo. Além do economista, participaram da conversa Rispah Besen, doutora em saúde pública e especialista no assunto, e Ronei Alves, presidente da Central das Cooperativas do Distrito Federal. O encontro contou ainda com a participação da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que também faz parte do conselho diretor do IDS.

Para Rispah Besen, que integrou estudos e debates da Polícia Estadual de Resíduos Sólidos de São Paulo, houve um salto enorme com a implantação da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), mas ela apresenta dificuldades para ser colocada em prática (leia a reportagem Senado aprovado PNRS: lixo agora é problema de todos). "Alguns prazos não foram realistas. Segundo a lei, os lixões devem acabar no país em 2014. Como fazer isso?", questionou. A especialista defende o reconhecimento e a valorização dos catadores de lixo no Brasil. Segundo ela, a maior parte do material reciclável coletado hoje é realizada por eles.

"Os catadores precisam ser remunerados dignamente pelo serviço prestado", afirmou. Outro problema levantado por Rispah é a destinação do lixo orgânico. Só em São Paulo, 50% dos resíduos coletados são orgânicos e no Brasil apenas 3% deste tipo de lixo é usado em compostagem.

Ronei Alves falou sobre o trabalho dos catadores em Brasília. Na capital federal, eles são responsáveis por selecionar para a reciclagem oito mil toneladas de resíduos das 70 mil produzidas por mês na cidade. "Não recebemos um centavo do poder público para prestar este serviço", afirmou. Isso porque a obrigação da coleta do lixo nas cidades brasileiras, segundo a Constituição, é das prefeituras municipais.

"Se houvesse uma política pública eficiente, seríamos capazes de processar 25 mil toneladas de resíduos recicláveis por mês", garantiu.

Outro ponto importante da nova lei dos resíduos sólidos é sobre a chamada política da Logística Reversa (LR) (Leia as reportagens A dinâmica da logística reversa e Eterno regresso), que obriga alguns setores da indústria a se responsabilizar pela coleta dos bens fabricados e comercializados. Abramovay deu exemplos de setores da economia que já cumprem de maneira bem sucedida a norma, como os fabricantes de pneus e embalagens de agrotóxicos. "As indústrias se organizaram e implantaram um serviço para a coleta destes produtos". O grande problema é que a política brasileira especifica que itens como pilhas e lâmpadas, por exemplo, sejam coletados pelo produtor. "Como fazer isso quando o descarte é feito pelo consumidor em casa", questionou. (Leia o artigo escrito por Abramovay: Propostas para a 4ª. Conferência de Meio Ambiente)

O economista também comentou como grandes empresas globais, como Ikea, Coca-Cola e Walmart, têm desenvolvido políticas fortes para reduzir o consumo da energia e a produção de lixo. Por parte do poder público, Abramovay citou como em todos os países desenvolvidos que conseguiram reduzir a quantidade de resíduos houve aumento da reciclagem e redução de aterros. Mesmo assim, para ele, a situação mundial está cada vez pior. "Não se trata de contar com a boa vontade de ninguém para realizar mudanças, é preciso dar incentivos para que a indústria pare de produzir besteiras". Uma maneira proposta para minimizar o problema é estimular a economia criativa através da produção de bens a partir de matéria-prima reciclada. Falou-se muito também na necessidade de redução dos impostos sobre estes tipos de bens. Atualmente no Brasil paga-se o mesmo imposto sobre produtos industrializados (IPI) sobre os chamados produtos virgens e aqueles fabricados com resíduos reciclados. Um disparate.

Consumo, aliás, foi um ponto bastante debatido na roda de conversa do IDS. "Simplesmente não é sustentável uma sociedade que produz tanto lixo", apontou Rispah Besen. "A destinação final é o menos importante. Precisamos reduzir o consumo". Com uma história de vida de muito esforço, o catador de Brasília Ronei Alves falou sobre uma mudança total de comportamento das pessoas. Para ele, a solução está na sociedade, na mão do povo. "Precisamos repensar nossas vidas, pensar no coletivo e fazer parte de um novo modelo de sociedade", disse. "Temos que nos reinventar, repensar o consumo".


Fonte: Planeta Sustentável 

ABES-SP no Seminário: "Desafios Regionais para o Saneamento Básico"

A ABES-SP está participando do Seminário: "Desafios Regionais para o Saneamento Básico", no Centro de Conhecimento da Água, em Campinas.

Confira abaixo, a galeria de fotos de nossa participação no evento realizado pela Assemae. 


















Londres inaugura seu maior jardim vertical, com 350m2


Um jardim vertical de 21 metros de altura, contendo dez mil plantas e 16 toneladas de terra, foi inaugurado na capital britânica nesta semana. Com área de 350 metros quadrados, a parede viva, projetada por Gary Grant, da consultoria inglesa Green Roof, se tornou a maior parede de plantas de Londres.

Localizado na parte exterior do Hotel Palace, no distrito londrino de Victoria, o jardim é feito com diferentes plantas que foram recomendadas pelo The Royal Horticultural Society como os melhores polinizadores para atrair insetos e animais, como abelhas, borboletas e pássaros para o ambiente urbano.

 

O muro foi concebido em uma tentativa de reduzir os problemas ambientais locais, tais como inundações e poluição do ar. As 10 mil plantas são irrigadas por água da chuva, que é capturada e armazenada em tanques localizados na cobertura.

"A parede viva é irrigada usando água pluvial, recolhida dos telhados e armazenada em tanques, antes de alimentar a parede, a partir da qual a água se evapora," disse Grant. "Neste sentido, o projeto é um sistema de drenagem sustentável", completou.
  
 
O prefeito de Londres, Boris Johnson, está promovendo sistemas de drenagem sustentável para combater as inundações na capital, disse Grant. "O distrito de Victoria sofre com enchentes de água de superfície por causa da preponderância de superfícies impermeáveis, tais como estradas e telhados. Ocasionalmente, quando há chuva forte, o sistema de drenagem se sobrecarrega e as inundações acontecem”, explica.
  
 
A parede também servirá como isolante acústico e térmico para o hotel,  ajudando a amortecer os ruídos da cidade e mantendo os ambientes internos mais frescos no verão e mais quentes durante o inverno. Além disso, a vegetação pode interceptar poluentes microscópicos conhecidos como material particulado, que, em níveis elevados, podem causar doenças respiratórias.

 
 
Com informações da Dezeen Magazine.

Fonte: CicloVivo


Mascote da Copa inspira carro elétrico dobrável


Como alternativa à falta de espaços para grandes veículos nas vias urbanas, uma equipe da Coreia do Sul criou um carro dobrável. Além de compacto, o automóvel é elétrico e foi inspirado no tatu-bola – animal que se enrola para proteger de predadores.

Assim como o mascote da Copa do Mundo de 2014, o minicarro elétrico é capaz de encolher erguendo sua parte traseira, que avança sobre a dianteira, como explica o site Inovação Tecnológica.

Batizado de Armadillo-T, o automóvel foi criado por engenheiros do Instituto de Ciências e Tecnologias Avançadas da Coreia do Sul. Ele pesa 450 kg e pode atingir a velocidade máxima de 60 km/h. A carga completa das baterias dá uma autonomia de 100 km.

Ele mede apenas 2,8 metros de comprimento e reduz para 1,65 metro quando dobrado. Com essas medidas, o  motorista do elétrico tem mais chances de encontrar um local para estacionar, mesmo nas cidades mais caóticas.

A tarefa de estacionar também é facilitada por um controle remoto que pode ser acionado por celular. Com esse dispositivo, o motorista consegue manobrar o carro à distância. É possível girá-lo até 360 graus.

O minielétrico possui quatro motores, sendo um em cada roda. Todos eles são acionados por um conjunto de baterias de íons de lítio de 13,6 kWh. A opção facilita o sistema de dobrar o veículo.



Um dos desenvolvedores do protótipo, o professor In-Soo Suh, explicou que o conceito do carro foi pensado originalmente em 2011. “Eu espero que as pessoas que vivem nas grandes cidades mudem suas preferências de grandes carros por elétricos menores e mais leves. O Armadillo-T pode ser uma das alternativas. Particularmente, este carro é ideal para viagens urbanas”.

Suh também ressalta que teremos que enfrentar problemas ambientais mais sérios nos próximos anos e que “realmente precisamos pensar fora da caixa”. Para ele, o Armadillo-T é um ícone para o sistema de transporte do futuro.

O projeto de pesquisa foi apoiado pelo governo coreano, pelo Ministério da Terra, Infraestrutura e Transportes e pela Agência de Infraestrutura Tecnológica da Coreia.

Há tantos carros circulando nas grandes metrópoles que as vias estão transformando-se em grandes estacionamentos enfileirados. Essa questão complexa está longe de ter uma solução simples, mas os carros compactos surgem como uma alternativa, ainda que não seja ideal.


Veja como funciona o miniétrico dobrável:



Fonte: CicloVivo

Vá de bicicleta à Conferência Ethos!

Haverá um bicicletário na entrada do Teatro Geo do Instituto Tomie Ohtake, local da Conferência Ethos, para incentivar o uso de transporte alternativo pelos participantes
  


Em 2013, a Conferência Ethos será realizada em um novo local, no Teatro Geo do Instituto Tomie Ohtake, que fica na rua Coropés, 88, em Pinheiros, um ponto bem central: perto da Vila Madalena, do Largo da Batata e das rua Cardeal Arcoverde e Teodoro Sampaio, com ônibus tanto para os bairros da zona sudoeste, quanto para o centro da cidade. Sem falar das estações de metrô. A mais próxima é a nova estação Faria Lima, no Largo da Batata. Nessa estação, passa uma ciclovia que termina na porta do Instituto Tomie Ohtake. Por isso, a produção da Conferência Ethos 2013 vai instalar, na entrada do edifício, um bicicletário. Dessa forma, quem quiser pode ir à Conferência de metrô e depois ir pedalando até a rua Coropés, que fica na altura do nº 201 da avenida Faria Lima.

Para participar de uma conferência que irá discutir vários temas relacionados à sustentabilidade, nada melhor que ser coerente e ir de bike!

Conferência Ethos 2013 - Este ano, terá como tema “Negócios sustentáveis e responsáveis: oportunidades para as empresas e para o Brasil”. A programação está estruturada para testar quão lucrativos podem ser os negócios sustentáveis.  Além de oferecer debates, palestras e discussões conceituais, a Conferência terá uma perspectiva pragmática ao tratar das temáticas de sustentabilidade aplicando-as em modelagens de negócios sustentáveis.  Em seu módulo central, a Conferência discutirá “Negócios Sustentáveis” em suas diversas facetas, enquanto os demais módulos oferecerão atividades em temas complementares, como “Conversa de Líderes”, “Conhecimento e Tecnologia”, “Negócios e Tecnologia”, “Negócios Brasileiros: Conexões Transnacionais”, “Risco e Oportunidade” e “Negócios e Direitos Humanos”. Outra novidade são os módulos de análises de casos e de modelos de negócios sustentáveis.  Os melhores casos e projetos inscritos terão mentoria especializada, reconhecimento e divulgação.

Serviço

Conferência Ethos 2013 - Negócios sustentáveis e responsáveis: oportunidades para as empresas e para o Brasil
Data: 3 a 5 de setembro de 2013

Local: Teatro GEO, no edifício do Instituto Tomie Ohtake

Fonte: eCycle

Rubbee: dispositivo para transformar a bike normal em elétrica

Perfeito para quem quer andar mais rápido, mas não tem condições de comprar uma bike elétrica



Uma bicicleta tradicional que pode se transformar em elétrica a qualquer momento. A partir desse objetivo que foi criado o Rubbee, um dispositivo de acionamento elétrico que pode ser acoplado a qualquer bike em poucos segundos. Após a rápida instalação, o usuário não precisa pedalar, pois o impulso é gerado por um acelerador.

Uma vez conectado, o dispositivo faz com que a bike tenha uma velocidade de até 25 km/h. Além do acelerador, está integrado ao mecanismo uma bateria de 20 mil miliampere-hora (mAh), que possui um tempo de recarga total de duas horas. A vida útil do aparelho é de mais de dois mil ciclos, o que faz com que ele possa ser usado e recarregado todos os dias por cinco anos seguidos.

Na parte da frente do dispositivo, que foi criado por desenvolvedores ingleses, existe uma borracha que se encontra com a roda de fricção. Ela fornece a máxima aderência, desgastando pouco o pneu da bike. É na roda de fricção que a energia é transferida do dispositivo para a bicicleta, por meio de um motor elétrico, que permite picos de potência de até 800 W.

O botão de alimentação funciona como um interruptor de liga/desliga e tem um indicador do nível da bateria, integrado com um pisca LED de cor azul correspondente ao estado da carga da bateria. E como a Rubbee garante uma força constante sobre o pneu da bike, é possível colocá-la em bikes com suspensão na roda traseira.

Segundo os criadores da Rubbee, as bikes elétricas são muito pesadas e caras e, quando são adquiridas, forçam os usuários a abandonarem os modelos antigos e a prática do exercício aeróbico.

Com esse novo dispositivo, as pessoas vão continuar pedalando por aí, mas poderão deixar a bike "trabalhar sozinha" quando estiverem cansadas. Além disso, o dispositivo pode ser carregado por meio de uma alça localizada na parte superior do mesmo, e não é pesado.


Este foi mais um projeto lançado no site de financiamento colaborativo Kickstarter. Em 16 de agosto de 2013, a Rubbee conseguiu a arrecadação suficiente para ampliar a sua produção. Aos interessados pelo produto, ele pode ser encomendado no site oficial da Rubbee por cerca de R$ 2,5 mil.

Fonte: eCycle

Indianos disputam água potável na periferia de Nova Deli

Tanques de água potável abastecem a periferia de Nova Deli, Índia. Muitas áreas da capital indiana não possui abastecimento de água suficiente para o alto consumo durante o verão. 





Fotos: Kevin Frayer, Danish Siddiqui e Manish Swarup. 

Fonte: Ideias Green

Seja legal na hora de promover ideias sustentáveis

Artigo publicado na Environment and Behavior revela que a simpatia é muito importante para incentivar atitudes verdes
  


Qual seria o melhor meio de fazer as pessoas adotarem atitudes sustentáveis? Pesquisadores franceses e italianos da área de psicologia fizeram uma experiência para analisar a reação de indivíduos à promoção de atitudes mais verdes. Publicado na revista Environment and Behavior, o resultado apresentado no artigo trouxe a conclusão de que as pessoas estão mais abertas a aceitar esse tipo de ideia quando foram abordadas de forma mais leve e sem acusações.

Na psicologia social existem duas linhas de pesquisa que trabalham em dois tipos de abordagem na hora de promover mudanças de atitudes e comportamento. A primeira trabalha com o comprometimento, e é a partir da liberdade de se escolher uma atitude que esse comprometimento produz uma tendência à mudança de comportamento. A segunda forma de abordagem seria pela dissonância cognitiva, isto é, uma provocação no intuito de relembrar as pessoas de suas atitudes incoerentes, gerando certo sentimento de hipocrisia, o que de imediato também pode produzir mudanças comportamentais. As duas mostraram-se maneiras eficientes de incentivo a mudança de atitudes, no entanto, apenas quando a atitude a ser adotada era imediata. Dessa vez, propõem-se analisar as duas formas de abordagem em uma situação real e cotidiana, com um tempo de distância entre a intervenção e a tomada de atitude.

A experiência foi realizada em frente a um supermercado em Paris, onde os pesquisadores exibiam um cartaz com os dizeres “A Terra não pode respirar, pare de usar sacolas de plástico, se eu posso você também pode!”. Eles estabeleceram três grupos de análise. O primeiro seria o das pessoas que eram abordadas apenas para assinar um documento assegurando sua concordância com a mensagem (condição de comprometimento), para o segundo era feito o mesmo pedido, mas, ao final, perguntavam também se eles já tinham usado tais tipos de sacos que causam problemas para o meio ambiente (condição de hipocrisia). E o terceiro seria o grupo de pessoas que não foram abordadas para assinar o documento. A abordagem foi feita antes das pessoas entrarem nos supermercado para que houvesse um tempo entre a intervenção e a intencionada mudança de atitude: não pegar as sacolas plásticas gratuitas.

Ao final, os pesquisadores notaram que as pessoas na condição de comprometimento apresentaram melhores resultados na hora de abandonar os sacos plásticos pelas sacolas reutilizáveis. As pessoas na condição de hipocrisia tiveram praticamente o mesmo resultado que o grupo de controle, com o qual não foi feita a intervenção. A explicação que os psicólogos deram em relação à eficácia das intervenções, foi que as pessoas em condição de hipocrisia acham justificativas de defesa por suas transgressões passadas nesse meio tempo, e na decisão final ao caixa não estão mais dispostas a mudar de comportamento. Muitas delas, por exemplo, justificam o uso das sacolas plásticas gratuitas pelo fato de as usarem em casa como sacos de lixo, além de não quererem pagar pelas sacolas reutilizáveis.

Em 2005, na França, o governo começou a promover campanhas com ideias sustentáveis, e implantou uma medida na qual os supermercados deveriam substituir sacolas plásticas por sacolas reutilizáveis, mas muitos mercados ainda as mantêm com medo de perderem seus clientes. A pesquisa foi realizada no intuito de chamar atenção para a forma de elaboração de campanhas que promovem mudança de atitudes, visto que a maior parte delas exige um intervalo entre a intervenção e a tomada de atitude de fato.


Agora já sabemos, na hora de promover atitudes verdes seja legal e permita o comprometimento livre da pessoa. Pegar mais leve em intervenções pode também produzir pegadas mais leves.

Fonte: eCycle

Estufa feita com garrafas pet

O site Red Kite mostra a construção passo a passo de uma estufa de garrafas pet. O processo parece bem simples. Infelizmente a imagem final do projeto não foi divulgado. 










Fonte: Ideias Green