Os guarda-chuvas quebram com
facilidade, especialmente os de pouca qualidade, que são vendidos nas ruas em
dias de chuva. Quando isso acontece, jogá-los no lixo é a opção mais óbvia,
porém, a designer italiana Cecilia Felli percebeu que, com os resíduos era
possível criar uma peça de roupa. Assim nasceu o projeto “Umbrella skirt” (Em
português, saia de guarda-chuva).
De acordo com Cecilia, o projeto
surgiu de um senso de observação junto à paixão pela reciclagem. “A saia é
costurada à mão. Graças ao formato, ela tem um excelente ajuste e é reforçada
com os acessórios do objeto”, afirma a designer.
Uma das vantagens da saia é que
ela é impermeável. Além disso, por ser feita com um tecido que, geralmente, é
resistente, há grandes chances de ela ter uma boa durabilidade.
Em entrevista ao site Daqui dali,
Cecilia afirma que não é preciso ser costureira: ela mesma não tem muita
habilidade com as agulhas. “Não sou costureira, o formato já está pronto para
ser finalizado, só precisa fazer o buraco e colocar um cinto”. Ela também
lembra que o material é fácil de lavar e ressalta que é preciso tomar cuidado
com o vento, pois a saia levanta fácil.
Os modelos podem ser comprados na
loja virtual Supermarket, mas, como afirma a designer, o modelo é muito simples
de ser feito. Veja quais os materiais necessários:
- Guarda-chuva
- Material de costura
- Elástico
- Retalho de tecido em formato de
tira
Como fazer:
O primeiro passo é retirar, com
cuidado, a armação do tecido do guarda-chuva. Em seguida, corte o topo do
objeto e abra-o. Meça a cintura da pessoa que vai utilizar a saia e costure o elástico
por dentro do tecido.
Para finalizar, costure a tira de
tecido e utilize como um cinto: esse retalho servirá para esconder o elástico e
dar acabamento.
O Greenbean Recycle já conseguiu reaproveitar quase 17
toneladas de resíduos. | Foto
:Divulgação/Greenbean Recycle
O engenheiro zambiano Shanker
Sahai criou a Greenbean Recycle, uma máquina que devolve dinheiro a quem
inserir garrafas de plástico, vidro e latinhas de alumínio em seu interior.
Cada pessoa que deposita lixo no sistema ganha um perfil online de interação
social, por meio do qual confere a quantidade de materiais já reciclados e
ainda pode competir com outros usuários.
De acordo com o criador da
máquina, a interação com as outras pessoas é um dos fatores que mais incentivam
o descarte de resíduos no sistema. “Quando as pessoas conferem seus nomes em um
painel de pontuações, ficam mais estimuladas a usar a máquina novamente,
continuando a reciclar”, conta Sahai. Por enquanto, existem oito unidades
instaladas nas principais universidades dos EUA, dentre elas Harvard, MIT e
Brandeis University, mas a meta é levar as máquinas para estádios, aeroportos e
outras localidades em que há grande circulação de pessoas.
O engenheiro civil, que se
inspirou nas máquinas de venda reversa dos EUA, também explica que espera mudar
a opinião das pessoas em relação ao reaproveitamento do lixo. “Reciclar é uma
tarefa bem chata, e, às vezes, não sabemos de que forma o nosso esforço faz a
diferença. A máquina mostra, em tempo real, que até uma única garrafa ou
latinha faz a diferença, incentivando as pessoas a continuarem a reciclar”,
declarou o engenheiro ao portal Co.exist.
Além de fazer depósitos
instantâneos na conta dos usuários, o dispositivo também dá créditos em um
restaurante de comida mexicana e prêmios nas redes sociais. A máquina
também processa os resíduos, eliminando
gastos de transporte até as usinas de reciclagem e o armazenamento em
contêineres. Até agora, o Greenbean Recycle conseguiu aproveitar quase 17
toneladas de lixo, gerando uma economia de energia superior a 33 mil kWh.
Clique aqui e assista ao vídeo.
As peças metálicas predominam todo o espaço da casa, desde a
fachada até os cômodos internos. | Foto
:Divulgação/Beer Can House
Em 1968, o tapeceiro aposentado
John Milkovisch começou a se apropriar de bolinhas de gude, pedras, peças de
bronze e outros metais nos blocos de concreto utilizados no quintal de sua
casa. Em seguida, ele optou pelas latas de alumínio para dar continuidade à
decoração. Foi assim que iniciou o projeto “Beer Can House”.
As peças metálicas predominam
todo o espaço da casa, desde a fachada até os cômodos internos. Não se sabe ao
certo quantas latas há em todo o local. Mary, esposa de Milkovisch, afirmou
certa vez que o programa “Ripley Believe It or Not”, que aborda fatos inusitados,
tentou estimar a quantidade exata, porém se cansaram. “Acho que quando chegaram
a 50.000, disseram ‘mais de 50.000’ e esqueceram o assunto”, conta.
A casa se transformou em uma espécie de museu e é aberta
ao
público. | Foto :Divulgação/Beer Can
House
O casal não está mais vivo, mas
deixou uma construção única, que atrai admiradores de diversos lugares. Se,
para alguns, a residência pode ser considerada uma obra de arte, para o
aposentado, a construção foi apenas um passatempo agradável. "Algumas
pessoas dizem que isso é uma escultura, mas eu não fui a nenhuma escola cara
para obter essas ideias malucas”. Ele gostava de ver a reação das pessoas que
passam em frente à construção. “Me agrada observar o impasse das pessoas. Às
vezes, eles dirigem ao redor da quadra várias vezes e depois voltam com
amigos”, diz.
A casa de cerveja está localizada em Houston, no
Texas. | Foto
:Bill Rand/Flickr
A casa de cerveja está localizada
em Houston, no Texas, e foi construída com as latas consumidas pelo próprio
casal e pelos vizinhos. Ela se transformou em uma espécie de museu,
administrado pela ONG The Orange Show e aberto ao público para visitação no fim
de semana. São cobrados apenas dois dólares na entrada e há a opção de fazer
uma visita guiada.
No sol por uma hora, as roupas especiais conseguem carregar
metade da bateria de um smartphone. | Foto
:Divulgação/Wearable Solar
Uma coleção de roupas capaz de
carregar celulares com a luz do sol foi criada pela agência de publicidade
holandesa Gelderland Valoriseert, em parceria com uma estilista e um engenheiro
elétrico do mesmo país. Entre os produtos da coleção, destacam-se um vestido e
um casaco, fabricado com couro, lã e células fotovoltaicas, que, ao ficarem
expostas ao sol por uma hora, são capazes de carregar pelo menos a metade da
bateria dos smartphones convencionais.
As roupas da coleção Wearable
Solar são preenchidas com células solares que captam e processam os raios do
sol, até transformá-los em eletricidade. Ideais para locais e situações em que
não há acesso à energia elétrica, as roupas têm design arrojado e os painéis de
captação são flexíveis, o que não incomoda o usuário. Mesmo assim, as peças
apresentaram diferenças nos testes: por ser mais rígido, o casaco oferece menos
conforto, mas tem um desempenho maior – enquanto o vestido oferece mais
conforto para as mulheres.
A estilista Pauline van Dongen,
que participou diretamente da criação da Wearable Solar, afirma que os itens do
vestuário foram inspirados na pele humana – por isso, cada peça de roupa foi
dividida em camadas. A estilista holandesa também disse que é importante unir
moda e tecnologia, incluindo, principalmente, os módulos de energia solar.
Por enquanto, as roupas da
coleção ainda não são vendidas em nenhuma parte do mundo, mas os
desenvolvedores realizam esforços para comercializar as peças no mercado o mais
rápido possível. Além disso, quando o tempo está nublado ou chuvoso, os painéis
solares flexíveis instalados no tecido podem ser dobrados e escondidos.
Apesar de ser responsável por grandes debates sobre a
quantidade ideal para sua ingestão, os benefícios da água para a saúde são
inegáveis. Segundo a nutricionista Amélia Duarte, o líquido está presente em
50% a 75% do peso corporal de um adulto e é um dos principais transportadores
de nutrientes do nosso corpo e age também como suporte para o bom funcionamento
intestinal.
Mas é preciso ficar atento quando os assuntos são as fontes
e o armazenamento deste recurso. Há anos, a água engarrafada está na mira de
críticos e ambientalistas europeus e norte-americanos. A discussão chegou ao
Brasil em 2010, mas não ganhou força, apesar deste produto ser visto por muitos
cientistas como um ícone do desperdício, da desigualdade social e também um
risco para a saúde.
Conheça cinco motivos para não ingerir água engarrafada:
O biólogo Carlos Lehn alerta que, para cada litro de água
engarrafada, é estimada a utilização de 200 ml de petróleo em sua produção,
embalagem, transporte e refrigeração. Além disso, um estudo norte-americano
revelou que há presença de fertilizantes, produtos farmacêuticos, desinfetantes
e outras fórmulas químicas presentes no produto agem de forma negativa no corpo
humano.
Cerca de 900 milhões de pessoas no mundo não tem acesso a
água de boa qualidade
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca
de 900 milhões de pessoas no mundo ainda não têm acesso à água de boa
qualidade, enquanto que uma parcela da população prefere consumir água
engarrafada mesmo tendo acesso a água tratada. O consumo excessivo do produto
em todo o mundo pode levar à superexploração de aquíferos, o que deixaria um
legado de falta de água para gerações futuras.
Lehn aponta que a produção e distribuição do volume das
águas engarrafadas podem gerar mais de 60 mil toneladas de emissões de gases do
efeito estufa, o equivalente ao que 13 mil carros geram em um ano.
O produto pode gerar até 1,5 milhões de toneladas de
resíduos/ano
Apesar de serem materiais recicláveis, as garrafas
utilizadas para o acondicionamento do recurso geralmente não são recicladas,
podendo produzir até 1,5 milhões de toneladas desses resíduos por ano. E, para
produzir essa quantidade de plástico, são gastos cerca de 47 milhões de litros
de óleo.
A cidade de Concord, em Massachusetts (EUA), foi a primeira
comunidade dos Estados Unidos a abandonar a utilização das garrafas plásticas
de uso único, em 2013. O motivo? Elas não estimulam a reutilização. Em 2010, só
nos EUA a estimativa era o descarte de 50 bilhões de embalagens plásticas de
água por ano. Menos de 10% são recicladas. "Alguns hábitos antigos, como a
sacola de pano e a garrafa de vidro podem representar a solução para alguns de
nossos maiores problemas, a exemplo do acúmulo de lixo nas grandes
cidades", reforçou o biólogo ao site JorNow.
O preço da água engarrafada é quase 100 vezes mais alto do
que a disponibilizada pelo governo
O preço da água engarrafada é quase 100 vezes mais alto do
que a disponibilizada pelo sistema público. Além disso, o lucro com a venda do
produto, que poderia ser investido na melhoria do abastecimento público de
água, permanece privatizado.
O consumo de água em garrafas pode impactar governos
... E se temos água engarrafada para consumir, para que
investir em um bom sistema de abastecimento de água público? O crescimento da
indústria de água engarrafada pode incentivar a privatização da comercialização
do recurso em todo o mundo - o que não seria um bom sinal para qualquer
governo.
Assista ao vídeo sobre a história das garrafinhas de água:
O Prêmio Empreendedorismo Sustentável premiou os três
melhores projetos dos estudantes de graduação e pós-graduação de nove das
universidades federais da região Norte do Brasil. Dentre mais 180 projetos e 18
finalistas, chamaram a atenção da banca examinadora, liderada pela UniSol, pelo
ineditismo e potencial impacto das propostas. Cada um recebeu respectivamente
R$ 50 mil, R$ 30mil e R$ 15 mil, pelo primeiro, segundo e terceiro colocados,
além de prêmios extras que totalizaram R$100 mil reais.
Os ganhadores, por ordem de classificação, foram: Edkeyse
Dias Gonçalves, Universidade Federal
Rural da Amazônia (UFRA), com o Projeto Web Resíduo Tecnológico - WRT; Caio
Eduardo de Moura Murtinho, Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), com o
ReGar Amazônia: A reutilização de garrafas PET em sacolas ecológicas e Hermes
Apoena Barreiros da Silva, também da UFRA, com o projeto Empreendedorismo
Feminino na Cadeia de Valor do Caranguejo - Uçá no estado do Pará.
Todos os projetos foram avaliados pela Unisol – Universidade
Solidária. “Ficamos muito satisfeitos com a primeira edição do Prêmio. Os
projetos foram muito criativos e superaram nossas expectativas. Acreditamos
que, vencedores ou não, eles estimulam a cultura empreendedora com ênfase na
geração de renda e preservação do meio ambiente, beneficiando toda a sociedade
do entorno”, afirma Jamil Hannouche, diretor do Santander Universidades Brasil.
O prêmio faz parte do Programa Amazônia 2020, uma iniciativa
do Santander Universidades Brasil. Lançado em 2010, trata-se de uma iniciativa
única de apoio às nove universidades federais da região Norte. Além do prêmio,
a parceria também contempla a realização de nove seminários internacionais na
região, concessão de mais de 26 mil bolsas de estudos a alunos e professores e
inauguração de nove novos Espaços Digitais. Ainda estão previstas mais quatro
edições do prêmio até 2020.
A Secretaria Extraordinária da Copa 2014 no Distrito Federal
(Secopa-DF) e o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) pretendem tornar o Estádio
Nacional de Brasília Mané Garrincha uma referência na gestão de resíduos. A
ideia é aderir ao conceito Lixo Zero, com um programa de aproveitamento total,
incluindo a utilização de copos, talheres e sacolas biodegradáveis.
O projeto baseado no conceito, que já é utilizado em países
da Europa, como Suécia e Itália, e nos Estados Unidos, pretende promover uma
mudança cultural nos hábitos dos brasileiros por meio de ações como reciclagem,
educação ambiental e reaproveitamento total dos resíduos como matéria-prima
para outros produtos.
"É uma transformação no estilo de vida e na cultura de
toda a sociedade. O objetivo é, no futuro, não precisar de aterros e
incineradores e reaproveitar todo o lixo", afirmou ao Portal da Copa o
diretor do SLU, Gastão Ramos.
A previsão é que, em 2014, o lixo produzido durante os sete
jogos da Copa do Mundo realizados no Mané Garrincha já tenha alto índice de
aproveitamento. A adesão ao programa será com a Aliança Internacional do Lixo
Zero (Zero Waste International Alliance – ZWIA), entidade responsável pelo
movimento em todo o mundo.
A base de mandioca
Copos, talheres e sacolas utilizados nas lanchonetes e nos
restaurantes que vão se instalar futuramente no estádio devem ser produzidos
com um material obtido a partir da mandioca. Na aparência, a matéria-prima é
semelhante ao plástico, mas o grande diferencial está no tempo de decomposição:
enquanto o plástico comum demora 100 anos para se desintegrar no meio ambiente,
o produto feito a partir da mandioca leva, em média, de 40 a 120 dias.
Em Brasília, o projeto para utilização desses objetos está
em fase de estudos. A produção ainda é pequena no país, mas já é feita em Santa
Catarina. Para o diretor do SLU, o aumento da demanda pelo material fabricado a
partir da mandioca pode estimular o crescimento de empresas e negócios
sustentáveis.
Os responsáveis pelo projeto pretendem candidatar o Mané
Garrincha para concorrer ao Leed Platinum, selo reconhecido internacionalmente
que garante que a construção é altamente sustentável. Até hoje nenhum estádio
do mundo conquistou esse nível de certificação.
A empresa canadense WeWi Telecommunications acaba de criar o
SOL, um notebook que dispensa tomadas por ser equipado com placas de energia
solar.
De acordo com a companhia, o dispositivo roda Ubuntu Linux,
tem resolução HD, disco rígido de 250GB e 2GB de memória RAM. Para recarregar o
notebook, o usuário deve liberar os painéis solares que ficam acoplados na
tampa atrás da tela e desdobrá-los para a captura de energia.
A WeWi ainda afirma que se os painéis ficarem ativos por
duas horas será o suficiente para obter uma autonomia de, aproximadamente, dez
horas de uso seguidas. O SOL é recomendado para pesquisadores em locais como
desertos, trabalhos militares em regiões isoladas ou ainda locais carentes de
energia elétrica.
O notebook deve chegar primeiro em Gana, na África, por
cerca de US$ 300.
Os calçados são feitos com lona de caminhões, chitas e o
solado leva borracha de pneu de avião
Foto: Divulgação
O Portal EcoD já mostrou que investir em calçados sustentáveis pode
ser rentável economicamente. Mas essa sustentabilidade também passa pelo
desenvolvimento social e pode começar na ponta dos pés. Essa é a ideia do projeto
Arrastão, que trabalha com sapatilhas de material reciclado e gera renda para
trabalhadoras de Campo Limpo, na zona sul de São Paulo.
Para produzir as sapatilhas, elas foram capacitadas por meio
da estilista Paula Raia. Esses calçados são feitos de lonas de caminhões, as
quais foram doadas, retalhos de chitas e solados feitos com borracha de pneu de
avião, que geralmente é descartada no meio ambiente. A produção ajuda essas
mulheres a estarem inseridas no mercado e aumentarem suas rendas.
Os produtos, que são exclusivos, já podem ser encontrados no
Bazar & Brechó, situado na sede do projeto, em Campo Limpo. Os modelos saem
por R$30,00 cada.
Formado por voluntárias
Fundado em 1968 por um grupo de voluntárias, o ProjetoArrastão é uma organização sem fins lucrativos que trabalha o desenvolvimento
comunitário por meio de ações de promoção social, educacional e cultural.
Atualmente, há cerca 1,3 mil atendimentos diários para crianças, adolescentes,
jovens e adultos, somando cerca de 5 mil atendimentos indiretos por mês.
35 municípios de São Paulo
ganharão novos Centros de Triagem de Resíduos Urbanos até o ano de 2014. O
anúncio foi feito pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, que atuará em
parceria com a iniciativa privada.
A ação faz parte do projeto Dê a
Mão para o Futuro, um programa de responsabilidade pós-consumo de embalagens,
que tem como principal objetivo a implantação de um modelo de coleta e
reciclagem de resíduos, com base na Poltícia Estadual de Resíduos Sólidos de
São Paulo e na Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Os Centros de Triagem receberão
os materiais recicláveis provenientes da coleta seletiva dos municípios em que
forem instalados. Em 2013, 20 cidades serão beneficiadas com a iniciativa e
ganharão, juntas, 22 centrais de triagem. Em 2014, será a vez de outros 15
municípios, que receberão 18 novos centros especializados.
O Prêmio Empreendedorismo
Sustentável premiou os três melhores projetos dos estudantes de graduação e
pós-graduação de nove das universidades federais da região Norte do Brasil.
Dentre mais 180 projetos e 18 finalistas, chamaram a atenção da banca
examinadora, liderada pela UniSol, pelo ineditismo e potencial impacto das
propostas. Cada um recebeu respectivamente R$ 50 mil, R$ 30mil e R$ 15 mil, pelo
primeiro, segundo e terceiro colocados, além de prêmios extras que totalizaram
R$100 mil reais.
Os ganhadores, por ordem de
classificação, foram: Edkeyse Dias Gonçalves,
Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), com o Projeto Web Resíduo
Tecnológico - WRT; Caio Eduardo de Moura Murtinho, Universidade Federal do
Oeste do Pará (UFOPA), com o ReGar Amazônia: A reutilização de garrafas PET em
sacolas ecológicas e Hermes Apoena Barreiros da Silva, também da UFRA, com o
projeto Empreendedorismo Feminino na Cadeia de Valor do Caranguejo - Uçá no
estado do Pará.
Todos os projetos foram avaliados
pela Unisol – Universidade Solidária. “Ficamos muito satisfeitos com a primeira
edição do Prêmio. Os projetos foram muito criativos e superaram nossas
expectativas. Acreditamos que, vencedores ou não, eles estimulam a cultura
empreendedora com ênfase na geração de renda e preservação do meio ambiente,
beneficiando toda a sociedade do entorno”, afirma Jamil Hannouche, diretor do Santander
Universidades Brasil.
O prêmio faz parte do Programa
Amazônia 2020, uma iniciativa do Santander Universidades Brasil. Lançado em
2010, trata-se de uma iniciativa única de apoio às nove universidades federais
da região Norte. Além do prêmio, a parceria também contempla a realização de
nove seminários internacionais na região, concessão de mais de 26 mil bolsas de
estudos a alunos e professores e inauguração de nove novos Espaços Digitais.
Ainda estão previstas mais quatro edições do prêmio até 2020.
Criada por dois biólogos e um
designer, a empresa francesa WikiPearl produz embalagens comestíveis, a fim de
driblar o desperdício de materiais e lutar por um mundo com menos embalagens de
plástico, papel e outros resíduos sólidos. Depois de anos de aperfeiçoamento, a
equipe conseguiu fabricar membranas capazes de proteger alimentos, como
sorvete, iogurte, café e outras bebidas, que podem ser lavadas ou ingeridas
pelos consumidores.
Envolto comestível criado por um biólogo protege alimentos
sólidos, líquidos e cremosos. | Foto :Divulgação/WikiPearl
A ideia de produzir embalagens
comestíveis partiu de David Edwards, biólogo e professor da Universidade de
Harvard, nos Estados Unidos. Em seus estudos, o especialista identificou que as
cascas de frutas que protegem a polpa de bactérias e outros agentes externos
são compostas de partículas solúveis – as mesmas encontradas nas embalagens que
podem ser ingeridas pelo homem.
Foi necessário o apoio da
comunidade científica e um investimento da ordem de 10 milhões de dólares para
o biólogo desenvolver e colocar à venda as embalagens naturais e comestíveis,
capazes de proteger qualquer material – seja ele sólido, líquido ou cremoso.
Ao observar o sucesso de sua
criação, batizada de WikiCell, Edwards se juntou a mais dois amigos e abriu um
estabelecimento para vender o produto em Paris. Ao lado do biólogo Don Ingber e
do designer François Azambour, foi criado o WikiBar, ponto de venda da
embalagem comestível. Por lá, os clientes pagam cerca de R$7,50 por cada
unidade.
A embalagem comestível criada por
Edwards começou a ser desenvolvida em 2009, depois que o biólogo pensou em uma
alternativa para acabar com o excesso de resíduos gerados pela comercialização
de alimentos e bebidas. No vídeo abaixo (em francês), o biólogo dá mais detalhes
sobre a fabricação das embalagens comestíveis:
O objetivo é integrar o tema da conservação da anta
brasileira aos programas dos zoológicos. | Foto :Nihongi/Flickr
A Prefeitura de Sorocaba, em São
Paulo, realizou uma ação no Parque Zoológico Municipal "Quinzinho de
Barros", na última segunda-feira (5). Trata-se do lançamento de uma
descontraída campanha que visa integrar o tema da conservação da anta
brasileira aos programas ambientais dos zoológicos do país.
A ação "Minha Amiga é uma
Anta" foi lançada, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), em um
evento voltado aos zoos e aquários de todo o país. A iniciativa contou com a
presença de Patrícia Medici, idealizadora da campanha e pesquisadora do
Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), que desenvolve a Iniciativa Nacional
para a Conservação da Anta Brasileira.
A anta é um animal bastante
inteligente e muito importante no processo de recuperação das matas, já que se
alimenta de muitos frutos nativos, dispersando as sementes.
Existem apenas quatro espécies de
anta no mundo e apenas uma delas é brasileira. Originalmente, a população de
antas ocupava quase todo o país onde havia florestas. Entretanto, muitas delas
já não existem e outras estão sendo destruídas pela ação humana.
Além da perda de espaço, a anta,
por ser um animal de grande porte, sofre com a caça. "Por isso é muito
importante campanhas como essa para garantir a preservação de um dos maiores
mamíferos da América do Sul", explica Jussara de Lima Carvalho, secretária
do Meio Ambiente da cidade.
A ação contou com a participação
de 80 alunos da Escola Estadual Altamir Gonçalves, que tiveram a oportunidade
de fazer uma visita monitorada especial, conhecendo o recinto reformado da anta
e várias informações deste e de outros animais do Zoológico.
O projeto 120 Telhados Solares dá subsídios para vinte
famílias da Vila Madalena, bairro da zona oeste de São Paulo, transformarem
suas casas em usinas de geração de energia solar. A medida não pretende deixar
os moradores totalmente independentes da rede de distribuição de energia
elétrica, mas vai aliviar o preço da conta de luz no fim do mês: de acordo com
especialistas, a instalação dos painéis fotovoltaicos prevê uma economia média
de R$ 720 por ano em cada residência, sem considerar os reajustes da tarifa.
As casas atendidas pelo projeto têm abastecimento de
eletricidade alternado: por enquanto, uma fatia de energia ainda é fornecida
pela distribuidora, principalmente à noite e nos dias chuvosos ou com baixa
incidência dos raios de sol. Nos dias nublados, o sistema também consegue
fornecer uma determinada quantidade de sol ao lar, principalmente para fazer a
iluminação natural dos ambientes.
A principal motivação dos moradores é colaborar com o
desenvolvimento sustentável e aproveitar os subsídios para substituir a
eletricidade convencional por uma fonte alternativa, limpa e renovável – mas
que ainda demanda altos custos de implantação no Brasil. As residências que
participam do projeto vão se livrar do caro preço dos módulos solares, ao passo
que colaboram para a microgeração de energia no país, uma regulamentação
formatada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel) no ano passado.
Além das casas na Vila Madalena, mais cem residências
espalhadas pelo Brasil também são contempladas pelo projeto. No entanto, quem
instala módulos fotovoltaicos por conta própria precisou apertar o orçamento: é
o caso de Vanessa, que optou pela geração de energia limpa depois de se
inspirar nas tarefas de casa de suas filhas. Com ajuda de seu marido, a dona de
casa instalou 36 painéis solares na parte superior de sua casa, gastando R$ 37 mil.
Entretanto, com o sistema capaz de produzir entre 900 e 1000 kWh por mês, o
casal espera reduzir a conta de luz em R$ 400.
Para instalar os painéis em casa é necessário contratar um
engenheiro registrado no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia. O
profissional vai avaliar a incidência solar em cada residência e ficará
responsável pelo orçamento e instalação dos módulos. No entanto, é preciso
pedir autorização para a distribuidora de eletricidade do município – em São
Paulo, a instalação solar da sede do Greenpeace do Butantã levou cinco meses
para ser aprovada.
Após o sucesso na cidade do Rio de Janeiro, chega a São
Paulo, a exposição itinerante "Retorno à Amazônia" apresentada pela
Veolia Water Brasil. Trata-se de uma expedição que teve início com o lendário
Jacques Cousteau, o Rei dos Mares, em 1982, e percorreu toda a extensão de
6.800 quilômetros da Amazônia. A mostra é uma realização da Editora Cultura Sub
e da Ocean Futures Society.
Há 30 anos, Jacques Cousteau, seu filho Jean Michel Cousteau
e uma equipe de mais de 50 pessoas, faziam a primeira expedição na Amazônia
como nunca havia sido explorada: por terra, água e ar. Vinte e cinco anos
depois, seu herdeiro revisitou a grande floresta com os seus filhos e grande
parte da equipe que fez a expedição em 1982, com um novo objetivo: em 25 anos,
o que mudou na floresta? Essa e outras respostas estarão ilustradas nessa
exposição, onde cada detalhe será desvendado em 30 telas ilustradas com as
imagens feitas pela fotógrafa Carrie Vonderhaar e um painel informativo
assinado por Jean Michel Cousteau curador da exposição.
Jean Michel Cousteau é Presidente da Ocean Futures Society,
navegou durante décadas ao lado do seu pai e viaja ao redor do mundo se
reunindo com líderes e formadores de opinião a fim de apoiar o fortalecimento e
alianças pela proteção ambiental. Produziu mais de 75 filmes, ganhou vários
prêmios, entre eles: Emmy, Peabody, 7 d'Or e CableACE.
"O foco dessa expedição foi observar as mudanças
ocorridas na região e se as previsões feitas anteriormente se confirmaram.
Infelizmente muita coisa ficou pior que o previsto, principalmente, com relação
à quantidade de peixes e ao desmatamento. A exposição tem o objetivo de
esclarecer as perguntas feitas por Jacques Cousteau, mostrar a beleza dessa
região extremamente rica e chamar a responsabilidade para a preservação do meio
ambiente", explica Ana Carolina Xavier, diretora da Editora Cultura Sub.
Além da exposição, toda essa experiência e imagens serão
retratadas no primeiro livro de arte fotográfica a prova d'água, até o final do
ano, pela Editora Cultura Sub. O conteúdo, de aproximadamente 250 páginas, será
impresso em vitopaper, tecnologia 100% brasileira, único papel que utiliza uma
mistura de vários tipos de plásticos reciclados, pós-consumo e pode ser
reciclado infinitas vezes sem perder a textura e cor original.
A exposição e o livro "Retorno à Amazônia" são
iniciativas da Editora Cultura Sub, com o patrocínio da Veolia Water Brasil,
Cle Brasil, Grupo Bemol e apoio do Ministério da Cultura.
A exposição está no Espaço Cultural BM&FBOVESPA,
localizado na Praça Antônio Prado, 48, no Centro de São Paulo. As imagens
ficarão expostas até o dia 11 de outubro de 2013 e pode ser conferida de
segunda a sexta das 9h às 18h. Entrada gratuita.
Modelo convencional, feito de plástico, gera muitas
toneladas de resíduos, que demoram centenas de anos para se decomporem
Uma fralda descartável convencional pode levar até 500 anos
para que todos os materiais que a constituem se decomponham na natureza. Como o
número de bebês em todo o mundo é gigantesco, dá para imaginar o estrago que o
cocô dos pequenos acaba causando - estima-se que, em um ano, uma única criança
seja responsável pelo uso de 130 quilos de plástico, contando também as embalagens,
além de algo entre 200 a 400 quilos de pasta de papel.
Já existem alternativas, como a antiga fralda de pano e
novas tecnologias menos impactantes, mas pesquisadores do
Centro de Pesquisa Técnica VTT, que fica na cidade de Espoo, na Finlândia,
foram além e conseguiram elaborar um modelo feito a partir do papelão
reciclado.
De acordo com os produtores, as fraldas são biodegradáveis e
podem ter preços mais competitivos do que as fabricadas com plástico, além de
não agredirem o meio ambiente. Até agora, foi comprovado que, os produtos à
base de papelão reciclado são 20% mais baratos do que os artigos produzidos com
madeira, por exemplo, que é diretamente extraída das florestas. Para criá-las,
os técnicos usaram uma espécie de tecido falso (presente no mercado europeu
desde 2011), feito com fibras de celulose encontradas no papelão.
Com essa tecnologia, os pesquisadores também conseguiram
criar artigos com uma espuma extraída do material reciclado, usando quantidades
reduzidas de água.
Resta aguardar para verificar a viabilidade e a aceitação do
modelo. Clique aqui para mais informações.
Presidida por Alceu Guérios Bittencourt, a nova diretoria da seção paulista da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, assumiu os trabalhos para o biênio 2013-2015. Em solenidade realizada na noite de 6 de agosto, no Centro Britânico Brasileiro, a chapa formada com o lema “Saneamento, Meio Ambiente e Cidadania” recebe a incumbência de alinhar os interesses dos profissionais associados ao desafio de implementar os paradigmas da atual política de saneamento no estado de São Paulo.
O engenheiro Alceu Guérios Bittencourt foi eleito e, junto aos demais membros dos conselhos Consultivo, Diretor e Fiscal foi prestigiado na cerimônia de posse por Marco Antônio Mroz, Secretário Adjunto de Saneamento e Recursos Hídricos; Dante Ragazzi Pauli, presidente da ABES-DN; Carlos Roberto dos Santos, representando Otávio Okano, presidente da CETESB; Dilma Seli Pena, presidente da Sabesp; presidentes das nove subseções estaduais e por outras personalidades e autoridades das principais instituições ligadas às questões de saneamento e ambientais.
Bittencourt é Engenheiro Civil, com formação também em Administração de Empresas, atual diretor da Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos - Cobrape. No pronunciamento de posse, ele agradeceu aos colegas da gestão concluída, ao apoio das entidades que contribuem para o sucesso das atividades e dos parceiros pessoais e profissionais. Ele manifestou ainda o interesse por preservar a função da ABES como agente de institucionalização do setor de saneamento. Enfatizou a importância da ABES como entidade que congrega profissionais das mais diversas formações para o aprimoramento do setor e a necessidade de investimento nos jovens profissionais.
O novo presidente comentou sobre o desafio de administrar os contrastes, já que ao mesmo tempo em que a experiência brasileira é convocada pelo Banco Mundial para colaborar em programas de saneamento em instalação na Ásia, África e América Latina, por oferecer e grandes soluções bem-sucedidas e eficientes, por outro lado esbarra na defasagem tecnológica, em comparação com países mais desenvolvidos, nas dificuldades de financiamento de projetos, além da própria desvalorização do serviço, dando como exemplo a recente manifestação dos moradores da comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, que pediram esgotos em lugar de teleféricos.
A ABES, com quase 50 anos de atuação, é a mais antiga entidade representativa de profissionais e empresas do setor de saneamento e meio ambiente no Brasil, sendo a seção estadual a de maior peso numérico. Tem o papel fundamental na discussão das grandes questões do setor que, dos mais complexos entre os serviços públicos de infraestrutura, vive um processo de grandes transformações, quando demanda novas respostas ao mesmo tempo em que convive com problemas antigos, resistentes ao passar dos anos. Diante disso, a principal proposta da chapa eleita é colocar a ABES-SP ativamente no debate das grandes questões do setor, no âmbito do estado e do país, nas diversas instâncias de representação e nas atividades que promover.
O inventário do Programa Brasileiro GHG Protocol, pesquisa
desenvolvida pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio
Vargas, mostra que, no ano passado, a emissão direta de gases que provocam o
efeito estufa não teve redução efetiva. Foram emitidos 71,6 milhões de
toneladas de gás carbônico e houve queda de 35% no total de emissões em relação
a 2011, mas isso ocorre porque uma grande organização que participava da pesquisa
deixou de publicar seu inventário em 2012.
O programa, que completa cinco anos, conta com a
participação de 106 organizações. Entre os setores com maior
representatividade, estão a indústria de transformação (35% das organizações),
as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (11%), a
eletricidade e o gás (7%), além da construção (7%).
As emissões diretas de gases são as provenientes de fontes
controladas pela empresa, como de combustão em caldeiras, fornos, veículos,
emissões do processo produtivo, emissões de sistemas de ar condicionado e
refrigeração.
O levantamento traz também o volume de emissões indiretas de
energia adquirida, provenientes da aquisição de energia elétrica e térmica.
Essas emissões ocorrem fisicamente no local onde a energia é produzida, mas são
de responsabilidade indireta da organização que a consome. No ano passado, a
emissão foi de 4,8 milhões de toneladas. Em 2011, a mesma fonte havia somado
3,3 milhões de gás carbônico.
Segundo o estudo, o aumento na emissão ocorre em função de
recentes decisões do planejamento energético nacional de aumentar a
contribuição de fontes não renováveis de energia na matriz brasileira (como
termelétricas a gás natural e a carvão). Isso gera um aumento nas emissões de
gases associadas ao consumo elétrico.
Um terceiro grupo mostrado pela pesquisa foi o de emissões
indiretas, que são as atividades não controladas pela organização, mas que
ocorrem em consequência de suas atividades. Nele, foram emitidos 282,9 milhões
de gás carbônico em 2012.
Oráculuz é um aplicativo para Facebook que detalha o perfil
de consumo de energia elétrica do consumidor residencial e orienta a respeito
das vantagens da fonte solar para a autogeração de eletricidade. O aplicativo é
fruto de uma parceria entre a Renova Energia e a TR Soluções com a ideia de
facilitar o acesso à informação, aumentar a conscientização sobre o tema e
sensibilizar para a viabilidade do uso da fonte solar.
“Nosso objetivo é aproximar a energia solar do dia a dia das
pessoas e apostamos no Facebook como uma ferramenta de interação para o
consumidor de uma geração mais antenada com as demandas ambientais”, afirma
Tiago Guimarães, superintendente de comercialização.
Qualquer pessoa pode usar a ferramenta, desde que possua uma
conta no Facebook. Basta entrar na página do aplicativo e informar os dados de
acesso que o site direcionará para a rede social.
O usuário responde questões sobre seu perfil de consumo,
como quais eletrodomésticos ele possui na residência, qual região do país onde
o imóvel está localizado. A partir daí, o sistema pode apontar qual a parcela
de consumo de cada aparelho, comparar o perfil com o de outras pessoas e até
mesmo fornecer dicas para economizar energia com o uso mais consciente dos
aparelhos domésticos.
O Oráculuz também mostra que o usuário pode gerar sua
própria energia por meio da instalação de painéis fotovoltaicos, pagando, ao
fim do mês, somente a diferença entre a energia consumida e a gerada, através
do sistema de compensação pela microgeração de eletricidade, recentemente
regulamentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “A linguagem é
simplificada, para facilitar o entendimento de quem não tem conhecimento
técnico na área”, comenta Paulo Steele, sócio administrador, da TR Soluções.
Com os dados informados no aplicativo, as pessoas conseguem
saber qual a quantidade adequada de placas fotovoltaicas para produzir energia
solar em suas casas e o valor a ser economizado mensalmente na conta de luz,
com a adoção da microgeração. Assim, é possível saber em quanto tempo o
consumidor terá de volta o investimento feito nos painéis.