sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Aquecimento global pode fazer águas-vivas dominarem o oceano

Britânicos relacionam aumento de águas-vivas no 
oceano com a elevação das temperaturas. | Foto :Sebastian Anthony/Flickr
A elevação das temperaturas do planeta, as alterações climáticas, a poluição e a pesca excessiva são fatores que vêm aumentando o número de águas-vivas nos oceanos e nas praias do mundo todo. A conclusão foi apontada pelo instituto britânico Marine Conservation Society (MCS), que relacionou as temperaturas mais quentes nos oceanos com o aumento da observação de águas-vivas nos ecossistemas marinhos, principalmente no Reino Unido.

De acordo com Peter Richardson, diretor do programa de biodiversidade da MCS, a combinação destes fatores causados pelo homem está totalmente ligada ao aumento da aparição das águas-vivas no planeta. “Há algumas provas de que o número de águas-vivas está aumentando em vários locais do mundo, ainda que alguns cientistas acreditem que este número aumente e diminua a cada 20 anos”, explicou Richardson.

A instituição britânica acredita que as águas-vivas assumam a função de indicadores da qualidade dos oceanos. O problema é que, em maior frequência em alto-mar, estes animais podem atrapalhar a atividade pesqueira; já nas praias, a aparição das medusas coloca em risco a segurança dos banhistas.

Para aprimorar o estudo sobre as águas-vivas que aparecem nas praias britânicas, o instituto criou um programa para incentivar os banhistas a registrarem as observações dos animais nas praias. A ação também deixa claro que é necessário manter a distância das águas-vivas.

Em maio deste ano, uma espécie de medusa australiana foi encontrada por pescadores na praia de Itaguá, em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. A aparição da água-viva vinda da Oceania deixou a comunidade científica em alerta – e o animal foi direcionado ao Aquário de Ubatuba, que analisou os hábitos e o desenvolvimento da espécie.


Fonte: Ciclo Vivo 

Tetos de ônibus são transformados em áreas verdes na Espanha


Criado pelo paisagista espanhol Marc Grañen, o premiado projeto Phyto Kinetic tem por objetivo cobrir com plantações a parte superior dos ônibus. Utilizando materiais leves de jardinagem, o paisagista constrói áreas verdes itinerantes que ajudam a purificar o ar das metrópoles e ainda aproveitam o espaço livre, que geralmente é desperdiçado. A iniciativa já é praticada em Girona, cidade que faz parte da Catalunha.

Grañen desenvolveu o projeto com a ajuda de seus filhos. Para compor os jardins superiores, o paisagista estuda as características das plantas e cria um habitat ideal a partir de seus esboços, adaptando os vegetais à superfície dos veículos. Por enquanto, as instalações contam apenas com plantas ornamentais, mas a intenção é levar ervas aromáticas e outras hortaliças para os tetos dos ônibus.

A sustentabilidade é o principal recurso de manutenção das instalações verdes: assim, por meio de um sistema de reaproveitamento, a água produzida pelo ar condicionado dos ônibus é utilizada para irrigar as plantas da parte superior. Quando a refrigeração interna está desativada, o jardim pode ser regado manualmente.

As plantações na parte superior dos ônibus utilizam materiais de jardinagem de baixo impacto e a estrutura é sustentada por arames. Primeiramente, Grañen projeta a área. Depois, constrói os jardins por camadas: a base é uma manta que tem uma espuma hidropônica, material leve e muito eficiente para o desenvolvimento das plantas, que pode ser encaixado diretamente no teto. Em cima desta manta, são plantados os vegetais que vão formar o jardim. Veja a instalação do projeto no vídeo abaixo:

  
Por enquanto, o Phyto Kinetic começou a ser implantado apenas nos ônibus de uma companhia de turismo ecológico, mas a ideia é expandir o projeto o mais rápido possível, dando vida aos espaços móveis abandonados. De acordo com o paisagista, se a frota de ônibus de Nova Iorque aderisse ao projeto, seriam gerados cerca de cem mil metros de áreas verdes, capazes de melhorar a qualidade do ar na megalópole norte-americana.


Fonte: CicloVivo

Chineses trocam garrafas PET por passe livre em metrô de Pequim


Se o passe livre é uma realidade ainda distante nos principais centros urbanos do Brasil, do outro lado do mundo a situação é bem diferente: em Pequim, os habitantes já podem pagar suas passagens de metrô com garrafas PET. Até agora, foram instalados postos de troca nas estações de Jinsong e Shaoyaoju, mas o objetivo é levar a iniciativa a todas as paradas de metrô e aos pontos de ônibus da capital chinesa.

As estações que participam da ação sustentável receberam quatro máquinas, responsáveis por  coletar as garrafas plásticas. Nos equipamentos, cada exemplar reciclado equivale a um valor tabelado, que vai desde 15 centavos de dólar a 50 centavos da mesma moeda. Assim, com até quinze garrafas, o usuário poderá se locomover por todas as oito linhas e as 105 estações disponíveis.

Depois de coletado pelas máquinas, o material reciclável é enviado a uma central de processamento, em que o plástico assume outros fins de uso. De acordo com o portal Veoverde, a ação ainda está em fase de testes, e, se tudo der certo, os criadores têm a ambição de levar o projeto para os pontos de ônibus de todo o país.

O incentivo às viagens de transporte coletivo na capital chinesa é fundamental, uma vez que o país apresenta um dos mais preocupantes índices de poluição do mundo, causado pela atividade industrial e pelo trânsito massivo. Além disso, há mais de dois anos, o governo chinês anunciou que tem o objetivo de reciclar 70% dos resíduos produzidos no país até 2015.

Uma ação realizada nas estações de metrô do Rio de Janeiro, durante o carnaval deste ano, garantiu o passe livre das pessoas que apresentassem uma latinha de cerveja vazia nas catracas. A ação tinha por objetivo convencer os frequentadores dos blocos de rua e desfiles de carnaval a não dirigirem após o consumo da bebida alcoólica.


Fonte: CicloVivo

Vaso sustentável é horta e aquário ao mesmo tempo

Valendo-se de uma técnica ancestral, vaso transforma as necessidades fisiológicas dos peixes em adubo para as plantas, ao mesmo tempo em que limpa a água


Alejandro Velez e Nikhil Arora tiveram a ideia, durante o último semestre na Universidade de Berkeley, em 2009, de transformar resíduos em alimentos frescos. Com isso, fundaram a startup Back To the Roots e criaram, entre outros produtos, o Aquafarm. O produto é um vaso e um aquário ao mesmo tempo. Na parte superior fica o vaso, e na inferior, o aquário.

Para elaborar esse produto, os criadores utilizaram a técnica da aquaponia, que é, basicamente, uma simbiose entre a aquicultura (criação de peixes) e hidroponia (cultivo de plantas sem o uso do solo), e data de, aproximadamente, 1,2 mil anos atrás. Nesse método, os excrementos do peixe funcionam como fonte de nutrição para as plantas, e estas têm o papel de filtrar naturalmente a água em que os peixes vivem. Nesse ambiente, há ainda os micróbios e as minhocas vermelhas, que fazem o trabalho de conversão da amônia, a partir de resíduos dos peixes, primeiro em nitritos e, sem seguida, em nitratos. Os excrementos sólidos são transformados em adubo, que serve de nutrição para as plantas.

No Aquafarm funciona assim: os resíduos do peixe presentes na água são bombeados para cima e transformados em fertilizante orgânico para as plantas, que são cultivadas encima de pedras. As plantas, então, absorvem os nutrientes e, ao mesmo tempo, limpam a água, que, em seguida, é devolvida ao aquário. Com isso, a única coisa que o usuário tem que fazer é alimentar os peixes, porque o resto fica por conta deles e das plantas. Desse modo, você também se livra de pesticidas e repelentes.

Segundo os criadores, as ervas são as plantas ideias para serem cultivadas no vaso, mas nada impede que folhas de vegetais também sejam cultivadas. Quanto aos peixes, Velez e Arora afirmam que a maioria das espécies pode ser criada nesse aquário.


O projeto procurou financiamento coletivo no site Kickstarter e, após alcançar seu objetivo, pode ser comprado no site da empresa por US$ 59,99 (cerca de R$ 137). Conheça mais sobre a empresa Back to the Roots e sobre esse produto no vídeo (em inglês) abaixo:



Fonte: eCycle

Folhas fotovoltaicas são criadas com base em planta trepadeira

O modo de crescimento e sobrevivência da planta trepadeira hera inspirou a criação de um novo modo de obtenção de energia renovável


A empresa americana SMIT (Sustainably Minded Interactive Technology, algo como “Tecnologia Interativa com Mentalidade Sustentável”, em tradução livre), sediada em Boston, criou um novo sistema de energia limpa: o Solar Ivy (traduzido como “Hera Solar”). A planta do tipo trepadeira hera (Hedera helix) cresce verticalmente, em muros de casa e fachadas de prédios (veja foto abaixo), garantindo acesso direto à luz solar e a nutrientes necessários para sua sobrevivência. A partir dessa observação bem sucedida da natureza, surgiu a ideia do novo dispositivo.


O invento é constituído de pequenas folhas fotovoltaicas com capacidade de produzir energia solar e eólica. E como elas ficam presas aos muros e paredes externas de edificações, ocupam um espaço que antes não seria usado, sem contar que ainda dispensam o uso das grandes placas para obtenção de energia solar.

A Solar Ivy se diferencia dos produtos já existentes no mercado pela sua capacidade de personalização, como escolha de cor da folha, espaçamento entre elas e sua orientação, além de diferentes tipos de células fotovoltaicas. Além disso, as folhas são adaptáveis aos tipos de clima e construção, e possuem um sistema de monitoramento que permite ao usuário realizar controle e ajustes finos.

Em uma medida de 1,20 m por 2,10 m, aproximadamente, são produzidos 85 Watts de energia solar, além do fornecimento de sombra aos edifícios e possibilidade de redução nos custos de climatização para o consumidor. O projeto utiliza princípios da natureza, tecnologias modernas e criatividade para alcançar um desempenho satisfatório e sustentável, de acordo com seus idealizadores.
  




Para mais informações, acesse o site oficial.

Fonte: eCycle

Designer da Letônia desenvolve produto sustentável que mistura pia com mictório

Além de poupar água, a “pia- mictório” ainda encoraja os homens a lavarem as mãos
  


Lavar as mãos é um ato de higiene pessoal que é ensinado a todos desde cedo. No entanto, esse assunto parece ser um problema para os homens, principalmente quando vão utilizar mictórios, em sanitários públicos.

Para ajudar os homens a superarem essa dificuldade, surgiu a Stand, uma pia com torneira acoplada a um mictório, o que diminui o desperdício de água e ainda encoraja os integrantes do sexo masculino a lavarem as mãos após fazerem xixi.

Com a inovação, após o usuário urinar, ele lava as mãos com ajuda da pia acima do mictório (há sensores, portanto, ele não necessita tocar a pia para fazer a água sair da torneira). A água que escorre da pia é reutilizada para limpar os resíduos de urina que estão no mictório. Desse modo, são economizados tempo, espaço e água. Confira abaixo uma animação que mostra como funciona o produto:

A inovação foi desenvolvida pelo designer letoniano KasparsJursons. Além da funcionalidade e dos aspectos de sustentabilidade, a Stand funciona como um lembrete da necessidade de lavar as mãos. De acordo com Jursons, o seu novo produto já poupou milhares de litros de água.

Os Stands estão sendo fabricados em uma pequena linha de produção e já foram vendidos para países como Noruega, Alemanha, Rússia, Polônia e Letônia por um preço de aproximadamente R$ 1330 por unidade. Mas como a linha de produção é pequena e, de acordo com o site oficial, a patente ainda está pendente, o produto não é tão fácil de ser encontrado, mesmo na Europa.

Confira o vídeo abaixo (em inglês) com mais detalhes sobre o produto:



Imagem: NPR

Fonte: eCycle


terça-feira, 30 de julho de 2013

Dez dicas para usar bem a geladeira e economizar energia


Sabe aquela mania que todos nós alguns de nós têm, de ficar com a porta aberta olhando o que tem dentro e pensando na vida? Pois é, sinal vermelho. Práticas comuns como esta são vilãs do desperdício. Confira algumas dicas e veja que economizar não é tão difícil assim:

1. O local
Coloque-a em local ventilado, afastada de paredes, fora do alcance dos raios solares e distante de fogões e estufas. O calor faz com que o equipamento consuma mais energia no resfriamento.

2. Circulação interna
Não forre as prateleiras da geladeira com vidros ou plásticos, pois isso dificulta a circulação interna de ar.

3. Organização
Arrume os alimentos de forma que você possa encontrá-los rapidamente, assim a porta ficará menos tempo aberta e gastará menos energia. Se conseguir, evite abri-la sem necessidade – isso já ajuda bastante a reduzir o consumo de energia.

4. Férias para ela
Quando se ausentar de casa por um tempo prolongado, o ideal é esvaziá-la e desligá-la.

5. Limpinha
Descongele o aparelho regularmente para fazer uma boa limpeza interna e retirar o excesso de gelo, que também “força” o aparelho.

6. Paciência
Evite colocar alimentos quentes. O ideal é esperar esfriar um pouco para guardá-los.

7. Manutenção
Verifique se as borrachas de vedação estão em bom estado e observe as recomedações do fabricante.

8. Equilíbrio
Quando o tempo está mais friozinho, a temperatura interna do refrigerador não precisa ser tão baixa quanto no verão. Por isso, regule o termostato.

9. Boa escolha
Na hora de comprar eletrodomésticos (geladeira, freezer, máquina de lavar), prefira modelos que levam o Selo Procel, concedido pelo Programa Nacional de Conservação de Energia, do Ministério de Minas e Energia em parceria com o Inmetro. Ele indica os aparelhos com os melhores níveis de economia de energia.

10. Não é varal
Secar roupa atrás da geladeira não é uma boa ideia quando se quer economizar energia. O consumo do aparelho aumenta, já que, afinal, ele não foi feito exatamente pra isso. Logo, evite.

Para saber mais:

Energia, força da vida. De Lúcia Pimental Góes e Eliana Sá. FlyingRivers e Ecoar

Fonte: Super Interessante

Pulseira reproduz fotossíntese e purifica o ar


Parece até um relógio com uma pulseira mais grossa do que o comum, mas não é. Este pequeno objeto tem um objetivo bem mais ambicioso do que apenas mostrar o passar do tempo: quem usar a Hand Tree será capaz de “fazer o papel de uma planta” e reduzir a poluição do ar por meio de um processo que imita a fotossíntese.

Como? Cansado de respirar poluição, o estudante de design russo Alexandr Kostin imaginou uma forma de limpar o ar ao seu redor para respirar melhor na cidade de Vladimir, a 180 km de Moscou. Foi então que desenhou um dispositivo capaz de puxar ar poluído e devolvê-lo limpo, ou seja, ele inala dióxido de carbono do ar e exala oxigênio.

Bastaria o dispositivo mudar de cor – de verde para vermelho – para indicar que o ar está impróprio para respirar.  Além disso, a pulseira também removeria do ar poeira, fumaça, odores desagradáveis e gases perigosos.

Produzida a partir de plástico biodegradável e imitação de couro eco-friendly, funciona em dois modos: pessoal e global. O primeiro limpa o ar ao redor do usuário, enquanto o segundo limpa o ar em geral. Como o projeto ainda não está concluído, o designer não estimou a quantidade de ar que o dispositivo pode purificar. “Ao combinar milhões de purificadores de ar, seria possível criar a sensação de estar vivendo no meio de uma floresta”, acredita o russo.

A pulseira ainda é um protótipo e concorre, com outros 19 projetos, à competição Design Lab, da Eletrolux. Em agosto, serão anunciados os oito finalistas. Se a Hand Tree vencer o concurso, ganhará um modelo físico e, quem sabe, poderá ser comercializada em breve.

Caso chegue ao mercado, você usaria a pulseira para ajudar a amenizar a poluição da sua cidade?

Fonte: Super Interessante

Dispositivo reduz até 35% do consumo de energia elétrica


A cada dia as pessoas ficam mais dependentes da energia elétrica e dos milhares de aparelhos que dela dependem para funcionar, mas esquecem de calcular os prejuízos que o uso desenfreado da tecnologia causa tanto para o bolso quanto para o meio ambiente.

Algumas atitudes, como apagar a luz quando não estiver no cômodo, escolher eletrodomésticos de baixo consumo energético para aquisição e tirar da tomada os aparelhos que não estiverem em uso, minimizam os impactos negativos do consumo de energia. A empresa On Eletrônicos apresenta mais uma solução para a economia de energia, o aparelho economizador inteligente Economicus.

Trata-se de um pequeno dispositivo capaz de economizar até 35% do consumo de energia. Isso acontece porque ele funciona como um dosador que fornece somente a carga necessária para o funcionamento do aparelho, evitando desperdícios.

Além da economia, proporciona uma série de vantagens ao consumidor: torna a partida do motor mais suave, reduz a temperatura, a vibração e o ruído, o que aumenta a vida útil dos equipamentos.

Para fazê-lo funcionar, basta ligá-lo ao aparelho e, em seguida, na tomada. O aparelho é indicado para geladeiras, freezers, bombas de piscinas e de hidromassagem.


O equipamento já está sendo comercializado no Brasil e custa cerca de R$ 90,00. Clique aqui para ver onde comprar.

Fonte: CicloVivo

China e União Europeia terminam guerra comercial por painéis solares


No último sábado (27), os países da União Europeia e a China firmaram um acordo que regula a importação de painéis solares e de outros produtos, dando fim a uma disputa econômica que ficou conhecida como guerra comercial solar. A decisão é fruto de seis semanas de negociações, e estabelece um preço mínimo aos produtos importados pelos orientais, que precisam estar mais próximos aos valores praticados pelo mercado internacional.

A guerra comercial teve início quando os fabricantes de painéis solares europeus perceberam que os chineses estavam se beneficiando dos subsídios estatais, os quais permitiram a exportação dos painéis fotovoltaicos a baixo custo, no valor de 21 bilhões de euros – enfraquecendo, assim, as empresas europeias do mesmo ramo.

Como resposta, a União Europeia estava prestes a impor tarifas restritivas de comércio às empresas da China. Porém, com medo de gerar instabilidade política e enfraquecer os negócios com o país oriental, os líderes da UE voltaram atrás na medida, influenciados, principalmente, pelo governo alemão.

De acordo com o Comissário de Comércio da UE, Karel de Gucht, o acerto de contas entre as partes foi uma solução amigável. "Estou satisfeito com a oferta de estabelecimento de preço submetida pelos exportadores de painéis solares chineses", declarou o representante sobre a imposição do preço mínimo para as importações. Do outro lado do mundo, o porta-voz do Ministério do Comércio da China, Shen Danyang, mostrou-se satisfeito com o acordo, considerando a decisão como um desfecho altamente construtivo.

As autoridades orientais firmaram um acordo de comércio com os europeus, mas seguem travando uma disputa com o mercado de energia solar dos EUA: neste caso, a concorrência entre os dois países ainda parece estar longe de um entendimento. 

Com informações do Instituto Carbono Brasil.

Fonte: CicloVivo


Pesquisadores criam chip para dessalinizar as águas do oceano

Chip portátil tem técnica simples, sustentável e barata, desenvolvida por pesquisadores americanos e alemães

 

Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que o número de pessoas sem acesso à água potável diminui quase pela metade, com mais de 2 bilhões de pessoas tendo acesso a esse bem natural. Porém, ainda há cerca de 780 milhões de pessoas sem acesso a esse recurso. O relatório da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) intitulado “Fatos e Dados”, publicado em 2012, por sua vez, prevê um aumento de dois a três milhões de pessoas nos próximos anos, que, somado com as mudanças na alimentação decorrentes do crescimento econômico e do aumento do poder aquisitivo das pessoas, resultará num aumento de demanda por comida na ordem de 70% até 2050, ou seja, a pressão sob os recursos hídricos crescerá.

Atentos a essa realidade, químicos da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, e da Universidade de Marburg, na Alemanha, conceberam um chip, o WaterChip™ , que, por meio de um pequeno campo elétrico induzido, promove a dessalinização da água do mar, ou seja, a retirada dos sais minerais da água. Comparada com as outras técnicas que fomentam o mesmo processo, essa nova tecnologia é mais barata, simples e sustentável, uma vez que as outras, além de caras, utilizam muita energia e são propensas à contaminação.

Richard Crooks, professor de química na Universidade do Texas, explica esse método: “Para alcançar a dessalinização, aplicamos uma pequena tensão (3,0 Volt) em um chip de plástico preenchido com água do mar. O chip contém um microcanal com duas ramificações e com um eletrodo incorporado. Na junção das ramificações, o eletrodo neutraliza alguns íons de cloreto presentes nas águas do mar, para criar uma zona de depleção, que aumenta o campo elétrico do local. Essa alteração no campo elétrico é suficiente para reorientar os sais para uma das ramificações, permitindo, assim, que a água dessalinizada passe pela outra parte”. Esse chip precisa apenas de uma bateria e é portátil, o que possibilita que qualquer pessoa que more perto do mar possa purificar a água em sua própria casa.

Os pesquisadores conseguiram, até agora, 25% de dessalinização a partir das águas do oceano coletadas - uma água potável requer 99% de dessalinização, mas eles estão confiantes de que podem alcançar essa porcentagem. O outro desafio é expandir o processo. Neste momento, os microcanais, aproximadamente do tamanho de um fio de cabelo humano, produzem cerca de 40 nanolitros de água dessalinizada por minuto. Para fazer essa técnica prática para uso individual ou coletivo, o dispositivo teria que produzir litros de água por dia. Mas os autores acreditam que isso seja possível.


Esse invento está sendo desenvolvido comercialmente pela startup Okeanos Technologies e, por enquanto, ainda não tem patente. Entenda melhor sobre o seu funcionamento no vídeo (em inglês) abaixo:


Fonte: eCycle

Estudo revela a possibilidade de captura de CO2 da atmosfera por meio de eletrólise

Com projeto inovador, laboratório americano diz ser possível capturar gás carbônico do ambiente e combater o crescimento do efeito estufa


Conhecido como um dos vilões do aquecimento global, o gás carbônico (CO2) é emitido de diversos modos: queima de combustíveis fósseis, uso de fertilizantes nitrogenados e até mesmo com a nossa respiração. Mas esse nível de emissão pode e deve ser controlado, trazendo mais equilíbrio ao planeta.

Uma das soluções desenvolvidas pela própria natureza para diminuir a disponibilidade de gás carbônico na atmosfera é a fotossíntese. É através dela que as árvores capturam CO2 e liberam oxigênio. Mas a grande devastação de florestas e mangues em todo o mundo tem diminuído essa capacidade natural. Os ouriços também têm importante papel na captura de CO2. Quando larvas, o exoesqueleto possui nanopartículas de níquel, que absorvem o gás carbônico, produzindo conchas.

Uma possível opção recente foi desenvolvida por estudos do laboratório americano Lawrence Livermore National Laboratory (LLNL), que conseguiu reproduzir, em escala laboratorial, um novo modo de captura de carbono: uso da solução produzida na eletrólise de água salina para capturar gás carbônico do ambiente e produzir combustível de hidrogênio.

A eletrólise funciona assim: uma corrente elétrica é induzida para que dois compostos químicos tenham reação. Assim, eles sofrem decomposição e seus produtos podem ser usados em outras situações. A eletrólise da substância NA2SO4 (sulfato de sódio), em água, produz, entre outros compostos, H2. Após contato com o ar, a solução resultante teve maior medição de carbono dissolvido, que foi armazenado, principalmente, como bicarbonato de sódio (NaHCO3). Ficou então provado a captura de CO2 do ambiente pela solução.


Além de poder ajudar na diminuição do efeito estufa, essa reação também produz H2. Esse gás tem potencial para tornar-se um combustível, apesar de ainda haver muita especulação sobre o seu verdadeiro valor ecológico, já que ele precisa ser “criado” para ser usado. Muitos estudos ainda terão que ser feitos para fundamentar melhor essa descoberta de captura de CO2 e uso em combustível, além de garantir que a produção em nível industrial seja vantajosa ao ambiente e à população.

Fonte: eCycle

Tenha atitudes mais saudáveis no seu dia-a-dia

A terceira parte das dicas para você economizar no orçamento e preservar o meio ambiente


O viver de modo sustentável requer mudanças de comportamento e um questionamento de práticas atuais para ver se elas se encaixam nesse novo modo de vida. Se você já deu uma olhada na primeira e segunda partes das dicas, veja o restante abaixo:

1. Use ventiladores de teto - isso vai ajudar a manter a circulação de ar e facilitar o aquecimento e arrefecimento do ambiente. Sem contar que eles costumam gastar menos energia que aparelhos de ar-condicionado;

2. Utilize menos o forno e mais o microondas - o microondas usa menos energia do que o forno e não aquece a cozinha;

3. Prefira os itens reutilizáveis em vez dos descartáveis -bucha vegetal ou pano podem fazer as vezes do papel toalha. Barbeadores reutilizáveis são mais resistentes do que os descartáveis. Canecas são opções melhores que copos plásticos descartáveis. Substitua o papel pelas placas laváveis ou pelos guardanapos de pano. As fraldas descartáveis ainda não são recicláveis no Brasil, por isso dê preferência para as feitas de pano (veja mais aqui);

4. Depois de ler o jornal, reutilize-o - use-o em seu jardim sob a forma de mulch para desencorajar as ervas daninhas. Separe a parte das tirinhas do jornal para reutilizá-la como papel de embrulho para presente. Também é possível reutilizá-lo para embalar objetos frágeis. Em vez de utilizar papel toalha para limpar vidro, use o jornal. Coloque-o embaixo da caixa de areia do gato ou na gaiola do pássaro. Quando for pintar algo, mexer com terra, argila ou qualquer material que suje a casa, forre o chão com jornal;

5. Substitua os computadores pelos laptops - quando for atualizar seu computador de mesa, procure comprar um laptop, porque esse usa bem menos energia, em geral (clique aqui para saber como descartar);

6. Plante - se você morar em casa, plante árvores em seu quintal. Caso more em apartamento, coloque as sementes em vasos ou jardineiras. As plantas vão melhorar a eficiência energética de sua casa e ainda vão reduzir custos;


7. Instale uma claraboia - para utilizar a luz do dia e adicionar o calor. Peça a um profissional que faça uma claraboia para minimizar o aquecimento, a refrigeração e os custos de iluminação, em certos cômodos da sua casa.

Fonte: eCycle

Usina explora a diferença de temperatura das águas do oceano pra gerar energia

Usinas OTEC produzem, de modo contínuo, energia limpa por meio das águas dos oceanos, mas há poucas em operação
  


Os oceanos são continuamente aquecidos pelo sol, criando uma diferença de temperatura entre a água que fica na sua superfície e a que fica nas suas profundezas. As partes do oceano localizadas entre essa variação de temperatura têm uma grande quantidade de energia solar, o que pode, potencialmente, ser aproveitada para gerar eletricidade. O sistema de Conversão de Energia Térmica Oceânica (Ocean Thermal Energy Conversion), conhecido como OTEC (na sigla em inglês), aproveita dessa diferença térmica para gerar energia.

A OTEC é um sistema que se beneficia da luz solar para produzir energia 24 horas por dia por meio de um tubo de entrada de grande diâmetro suspenso numa plataforma ancorada no oceano. Por ser dependente da luz solar, as regiões tropicais são consideradas as mais apropriadas ​​para a construção dese tipo de usina. Contudo, apesar de a usina OTEC apresentar as vantagens já citadas, como produzir uma quantidade significativa de energia não poluente e renovável, ainda não há muitas usinas com essa tecnologia em operação. As razões disso são os altos custos associados com a localização e manutenção de instalações no mar e a necessidade de uma tubulação extremamente longa e de calibre largo, para alcançar as águas que ficam no fundo dos oceanos. Mas parece que isso pode mudar.

Nova indústria

A Lockheed Martin, empresa norte-americana do setor aeroespacial, e a Reignwood Group, conglomerado empresarial com sede em Hong Kong, firmaram uma parceria para construir uma usina-piloto OTEC na costa sul da China, com capacidade entre 10 e 100 MW, para fornecer a energia necessária para um grande resort ecológico, que está sendo desenvolvido pela Reignwood Group. As duas empresas começarão a desenvolver a infraestrutura offshore da usina-piloto ainda em 2013 e a construção deve começar em 2014. Quando o projeto estiver pronto e funcionando, elas planejam usar o conhecimento e a experiência adquiridos ao longo do projeto para melhorar o design das futuras usinas de escala comercial.

A OTEC a ser desenvolvida terá o sistema de ciclo fechado (além dele, há mais dois: o aberto e o híbrido), que consiste no seguinte: a água quente da superfície é bombeada através de um trocador de calor, a fim de evaporar um fluido com ponto de ebulição baixo, como o amoníaco. Em expansão, esse vapor move as turbinas que produzem eletricidade. A água fria é responsável pela condensação do vapor, fazendo com que retorne ao estado líquido. A diferença de temperatura entre a camada fria e a morna do oceano deve ser de pelo menos 20°C, pois quanto maior a diferença de temperatura entre essas camadas, mais energia é produzida.
  



As empresas afirmam que uma usina OTEC de 100 MW poderia produzir, em um ano, a mesma quantidade de energia que 1,3 milhão de barris de petróleo produz e ainda reduzir as emissões de carbono em meio milhão de toneladas. Supondo que o comércio de petróleo nos próximos anos estará cotado em U$ 100 (mais de R$230) por barril, eles estimam que a economia de combustível com uma usina desse tipo excederia US$ 130 milhões por ano. Saiba mais sobre sistema de Conversão de Energia Térmica Oceânica pelo vídeo (em inglês) abaixo:



Fonte: eCycle

Fenasan 2013 !


1° Conferência Regional de Meio Ambiente


X Semana de Estudos da Engenharia Ambiental - Unesp Rio Claro