Ao invés de ser abandonada e
exposta inutilmente ao tempo, uma antiga fábrica de feijão foi transformada em
centro de trabalho colaborativo na cidade de Irvine, Califórnia. Os designers
responsáveis pelo projeto aproveitaram ao máximo a estrutura original.
O prédio, que possui 125 anos de
idade, hoje é um centro criativo, conhecido como SND CYN Studios. O projeto é
considerado um grande exemplo de reutilização adaptativa, que contou também com
mobílias e outros utensílios decorativos reaproveitados.
A ideia para este empreendimento
é atribuída ao norte-americano Ty Mattson, diretor do estúdio criativo Mattson.
Ele queria ter a oportunidade de trabalhar em um local inspirador e diferente,
por isso decidiu transformar a antiga fábrica em um prédio comercial.
Como o seu negócio era pequeno
para preencher todo o espaço, surgiu a ideia de transformar a estrutura em um
centro de trabalhos colaborativos, que reúne diversas especialidades no mesmo
local. O SND CYN dispõe atualmente de profissionais da área de arquitetura,
design, fotografia, eventos e desenvolvedores web.
Por ser um prédio antigo e
tombado como patrimônio histórico, os arquitetos não puderam modificar muitas
coisas, mesmo que internamente. Assim sendo, quem visita o local se depara com
engrenagens antigas, vigas e outras estruturas que completam de maneira rústica
a decoração atual. As paredes do centro são revestidas com produções dos
próprios artistas e os objetos que enfeitam o local incluem brinquedos, discos,
skates e obras de arte.
No início do mês, a operadora de
telefonia Vivo apresentou a primeira antena 4G, que possui como características
o baixo impacto visual e ambiental. Com tecnologia 100% nacional, o equipamento
foi instalado próximo ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, no
Distrito Federal.
A tecnologia foi apresentada em
uma cerimônia no Clube do Choro com a presença do ministro das Comunicações,
Paulo Bernardo. De acordo com a empresa, o novo produto utiliza postes já
existentes, o que evita a construção de novas torres, além de oferecer um
visual mais limpo e consumir menos energia.
“Esse trabalho para criar uma
nova norma de licenciamento e instalação do equipamento com certeza ajuda a
resolver questões de tecnologia de telefonia móvel e implantação da rede 4G,
mas também vai servir de exemplo para todo o Brasil”, destacou o ministro.
Bernardo ressaltou a importância
do equipamento nos próximos eventos esportivos. Segundo ele, a antena garante
maiores condições de oferecer um serviço adequado de comunicação na Copa das
Confederações e no Campeonato Mundial.
Ao término da cerimônia houve uma
demonstração da tecnologia, que inclui antenas fixadas num poste e caixas
subterrâneas de fiberblass, um tipo de plástico reforçado com fibras de vidro.
Esse material garante proteção contra a água e outros elementos, além de evitar
qualquer tipo de impacto no subsolo.
A receita original é da chefe de
cozinha Marta Tatini, que preparou um sushi vegano com cascas de banana e
quinoa. A versão orgânica do prato japonês não contém glúten e nem lactose,
além de incentivar as pessoas a aproveitarem os alimentos em totalidade.
Na versão elaborada pela
brasileira, as cascas de banana deixam os enroladinhos com um maior índice de
proteínas, e, a quinoa, semente que tem baixos índices de colesterol, ajuda a
controlar os níveis de glicerina no sangue e a regular o ritmo no intestino.
Para o sushi sustentável, é
preciso preparar a “casca louca” de banana verde e a biomassa da fruta. O modo
de preparo está descrito logo após a lista de ingredientes:
INGREDIENTES:
Alga nori para sushi
100g de arroz integral orgânico
pronto
100g de quinoa mix em grãos
prontos
Sal marinho ou sal com gergelim a
gosto
Ervas aromáticas (cebolinha,
manjericão, alecrim ou orégano) a gosto
50g de biomassa pronta
50g de casca louca de banana
verde pronta
Ingredientes e modo de preparo da
casca louca de banana verde e da biomassa:
- cascas de bananas verdes
- azeite, cebola, alho-poró e
pedaços de pimentão para dourar
- cenoura ralada
- shoyu
- óleo de gergelim para
aromatizar
-sal a gosto
Em uma panela com água fervente,
coloque as bananas verdes inteiras e lavadas, deixando-as cozinhar por 15
minutos ou até ficarem firmes e cozidas.
Retire as bananas da panela, e,
ainda quentes, separe a polpa (biomassa) da casca.
Em uma tábua, desfie, em tiras,
todas as cascas quentes e reserve.
Pegue outra panela para dourar
azeite, cebolas, alho-poró e pimentões. Acrescente as cascas de banana e
refogue com cenoura ralada, colocando ervas aromáticas, shoyu e óleo de
gergelim torrado.
Coloque as cascas em um vidro e
acrescente sal a gosto.
Modo de preparo da biomassa
Coloque a polpa da banana verde,
ainda quente, em um processador – se necessário, jogue água fervida para
esquentar. Bata até formar uma massa e separe no congelador.
Modo de preparo do sushi:
Cozinhe o arroz integral com mais
água (para cada xícara do grão, utilize três de água) e reserve.
Para preparar a quinoa, deixe os
grãos em uma panela e refogue-os. Coloque o dobro de água e deixe secar.
Misture arroz, a quinoa e a
biomassa, até formar uma massa pegajosa.
Com o auxílio de uma esteira para
enrolar sushi, disponha a alga nori com a parte brilhosa para baixo e coloque a
mistura até metade da alga. Em cima da quinoa, coloque uma camada de casca
louca de banana verde e enrole.
A peça modular pode
ser usada na cozinha, escritório, sala ou quarto
Fotos: Divulgação
Móveis multifuncionais permitem
que as pessoas se adaptem a pequenos espaços e ajudam a suprir diferentes
necessidades. Um exemplo está no mobiliário inteligente Klopf Klopf, criado
pelo designer alemão Johannes Häuser.
A peça modular pode ser usada na
cozinha, escritório, sala ou quarto. Tudo vai depender de sua necessidade e
criatividade. Além de funcional, ela é prática e pode ser montada sem a
utilização de cola ou parafusos.
A Klopf Klopf é feita a partir de
três diferentes peças de madeira ligadas com grampos coloridos. Possui variação
de altura e comprimento e pode ser facilmente desmontada e guardada para ser
levada a qualquer local.
Segundo o criador, a peça
inteligente de mobiliário é ideal para as pessoas "nômades" (que não
costumam ter habitação fixa) e para quem tem pouco espaço.
Usar móveis antigos é uma opção que
está em alta na decoração de ambientes internos. Eles não precisam
necessariamente manter todos os aspectos originais. Uma boa dica é
personalizá-los com novas estampas ou pinturas.
Para as poltronas antigas, a
maneira mais simples de dar um toque contemporâneo é trocando o estofado velho
por modelos mais alegres. Este é um trabalho que demanda habilidades
específicas, por isso o ideal é levar em alguém especialista nisso.
Mas, para o restante dos móveis,
não é necessário ter experiência para alcançar grandes resultados. Armários
antigos, mesas ou cadeiras de madeira podem ser pintados com desenhos
diferentes mesmo pelas mãos de quem não é artista.
A sugestão do CicloVivo é
pintá-las com formas triangulares. Para isso, é preciso seguir as dicas do site
norte-americano “Apartment Therapy”. Os materiais necessários são: lixa,
esponja (cortada em formato triangular), tesoura, tinta para madeira, pincéis e
verniz.
Se os móveis estiverem muito
desgastados, envernizados ou já terem sido pintados alguma vez, primeiro é
necessário lixá-los para que a tinta nova possa aderir melhor. Feito isso,
coloque um pouco de tinta em um recipiente raso e use a esponja como carimbo,
para marcar os pontos a serem pintados na mobília. Para deixar o trabalho
melhor acabado, é possível pintar os triângulos à mão, por cima das marcações,
ou deixá-los somente carimbados, isso depende do gosto de cada um.
Depois que a tinta secar, passe o
verniz para prolongar a durabilidade da arte no móvel. Esta mesma técnica pode
ser aplicada em diferentes formas, móveis e superfícies, basta usar a
criatividade.
O jovem holandês Slat Boyan tem apenas 19 anos, mas já carrega em seu currículo um projeto importante para a preservação ambiental. Ainda na escola, Boyan desenvolveu uma matriz de limpeza oceânica. O equipamento foi pensado para retirar os resíduos plásticos do mar.
Apesar de ainda estar em fase de
projeto e não ter previsão de quando estará disponível para o uso, o desenho da
matriz já foi premiado como o melhor Desenho Técnico de 2012 na Universidade de
Tecnologia de Delft, na Holanda. No entanto, o objetivo do estudante ainda é
muito maior.
A inspiração para o projeto é a
quantidade de partículas de plástico presentes nos oceanos. Esse lixo é
responsável pela contaminação de espécies marinhas e também pela morte de
outros animais que ingerem ou, até mesmo, ficam presos aos resíduos.
A expectativa é de que a matriz
de limpeza criada por Boyan seja capaz de retirar mais de sete milhões de
toneladas de plástico do oceano. A máquina tem a aparência de uma arraia e é
equipada com pás gigantes que ajudam a aglomerar todo o resíduo. Depois de
centralizar todo o material, ele é direcionada às plataformas que separam os
plânctons, filtram o lixo e armazenam o plástico para a reciclagem.
Para minimizar os impactos
ambientais deste processo, as equipe de 50 engenheiros que trabalham na
viabilidade da tecnologia, pretendem utilizar placas solares e também
aproveitar a força das ondas e correntes marítimas para gerar a energia
necessária para o funcionamento do sistema.
Pesquisadores europeus analisaram
os impactos gerados pelos pesticidas nas colmeias de abelhas melíferas, aquelas
que produzem mel. O resultado mostrou que os agentes químicos atingem
diretamente as funções cerebrais destes insetos.
Os dois tipos de pesticida
analisados são usados em atividades que impactam as abelhas. O neonicotinoides
é aplicado em lavouras e o coumafos, um dos inseticidas mais comuns no mundo, é
aplicado nas próprias colmeias para combater os ácaros.
De acordo com o estudo, publicado
na revista Nature Communications, a memória e a capacidade de localização das
abelhas são totalmente comprometidas em consequência com contato com os
pesticidas. Por causa disso, muitas colônias podem ser afetadas profundamente.
“As [abelhas] polinizadoras têm
comportamentos sofisticados enquanto se alimentam que exigem que aprendam e se
lembrem de tratos florais associados à comida. A interrupção desta importante
função tem implicações profundas na sobrevivência de colônias de abelhas
produtoras de mel porque as abelhas que não conseguem aprender, não conseguirão
encontrar comida”, explicou Geraldine Wright, do Centro de Comportamento e
Evolução da Universidade de Newcatle, em declaração à AFP.
Não somente as abelhas devem
sofrer com a consequência do contato com pesticidas, mas também os humanos que
dependem do mel e da ação polinizadora destes insetos. Os pesquisadores alertam
que, sem que as abelhas exerçam esta função básica, muitos cultivos seriam
comprometidos e necessitariam de polinização a mão.
Ainda estão em estudo quais
seriam os impactos sentidos nas abelhas quando em contato com uma quantidade
mínima dos inseticidas. Os pesquisadores também estudam alternativas
sustentáveis para a contenção de pragas.
Ninguém questiona que ter o mundo
ao alcance das mãos através do smatrphone é algo a se comemorar. Mas a expansão
da telefonia móvel tem um efeito colateral desagradável, a saber, a poluição
visual das cidades causada pelas torres das operadoras de telecomunicações.
Algumas empresas encontraram um
forma de “disfarçar” o problema, camuflando as antenas como árvores e troncos.
Intrigado pelo artifício, o fotógrafo sul-africano Dillon Marsh saiu por seu
país registrando as árvores fakes.
O resultado foi a série “Invasive
Species” (Espécies Invasoras), que mostra as torres totalmente integradas à
paisagem local e praticamente irreconhecíveis.
A empreitada não sai barato.
Camuflar uma torre de celular com folhagem artificial pode custar mais de 150
mil dólares, segundo reportagem da revista Wired.
Além de reduzir as emissões de CO2, também serão diminuídos
os custos de energia em 29%. | Foto: Stefan/Flickr
Cientistas cubanos e suíços desenvolveram um novo tipo
ecológico de cimento. A substância é feito com calcário não queimado, o que
reduz em até 32% as emissões de gases de efeito estufa.
A informação foi noticiada, na última terça-feira (26), pelo
jornal local de Cuba, o Granma. Segundo a publicação, o país já começará a
produzir o cimento ecológico a partir de abril, porém não detalhou as metas de
produção.
Através da técnica desenvolvida o "país estará em
condições de produzir cimento industrial com baixo conteúdo de clínquer",
afirmou o jornal. A substância é um produto granulado obtido com a queima do
calcário e da argila usados para fabricar cimento, mas os cientistas
conseguiram um método novo.
O jornal Granma explica que o processo "se baseia na
substituição de até 60% do clínquer utilizado nos processos atuais por uma
mistura do material conhecido como metacaulim e pedra calcária, esta última sem
queimar, o que evitaria a emissão de toneladas de carbono na atmosfera".
A técnica será aplicada na fábrica de cimento Siguaney, da
província de Sancti Spíritus (região central da ilha caribenha) e depois na
Índia. Além de reduzir as emissões de CO2, também serão diminuídos os custos de
energia em 29%.
O processo é resultado da pesquisa de cientistas da
Universidade Politécnica de Lausanne, na Suíça, e do Centro de Pesquisas e
Desenvolvimento de Estruturas e Materiais (CIDEM) da Universidade Central Marta
Abreu de Las Villas, em Cuba.
"O cimento ecológico é de grande utilidade em
aplicações que não levem reforço, quer dizer, na produção de blocos de concreto
armado, telhas e em geral em todos os trabalhos de acabamento" e também é
"muito útil à indústria petroleira por suas propriedades
refratárias", explicou o cientista cubano José Fernando Martirena, que é
diretor do CIDEM.
Quantos kW/h de energia solar é possível produzir em casa?
Onde instalar os geradores? Qual o impacto dessa decisão na conta de luz?
Cartilha produzida pela organização Ideal reúne informações básicas – e muito
úteis – para aqueles que querem gerar sua própria eletricidade em casa, a
partir do sol
Em dezembro de 2012, entrou em vigor no Brasil resolução da
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que garante que quem produz
energia renovável em casa pode ter desconto na conta de luz. Mas como gerar
esse tipo de eletricidade limpanas residências?
O Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas
para a América Latina (Ideal) lançou nesta terça-feira (26) a cartilha Como
faço para ter eletricidade solar na minha casa?, que reúne as informações
básicas para aqueles que querem produzir sua própria energia, a partir do sol.
Dividida em capítulos, a publicação - desenvolvida com o
apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável - traz dados como:
- a capacidade dos micro e minigeradores solares
fotovoltaicos ideais para residências;
- os locais onde estas estruturas podem ser instaladas;
- as vantagens da produção doméstica de energia solar;
- os cuidados necessários para manter o bom funcionamento
dos geradores;
- o passo a passo para conectar os sistemas de geração de
energia solar na rede elétrica, com a ajuda de um profissional especializado e
- os impactos na conta de luz.
Junto com a cartilha, o Ideal lançou o Simulador Solar,
ferramenta online que permite que o internauta calcule qual deve ser a potência
do sistema fotovoltaico da sua casa, para que atenda à sua necessidade
energética anual. O usuário ainda pode simular quanto economizaria na conta de
luz e a área que os geradores solares fotovoltaicos ocupariam na sua
residência.
Quem diria que “água que passarinho não bebe” poderia se
tornar “amiga do meio ambiente”…
Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp),
localizada na cidade de Araraquara, desenvolveram uma aguardente sustentável,
produzida a partir do bagaço da laranja que é descartado no processo de
fabricação de suco.
A nova bebida alcoólica deriva do líquor, líquido extraído
do bagaço da fruta, que é fermentado e destilado para se transformar em
aguardente. Quem já experimentou garante que a “marvada” é boa, mas os pesquisadores
não acertaram de primeira. Foram algumas tentativas até descobrirem que, para
ser de qualidade, a bebida precisa ser envelhecida em tonéis de madeira, como o
uísque.
A produção de aguardente de bagaço de laranja é, também,
mais interessante do ponto de vista econômico, se comparada à tradicional
cachaça feita de cana-de-açúcar. Isso porque a matéria-prima da bebida
alcoólica é lixo, que seria descartado pelos fabricantes de suco.
Não satisfeitos, os pesquisadores estudam esverdear – e
baratear – ainda mais a nova aguardente. Para isso, querem reutilizar o produto
responsável pela fermentação da cerveja, que também é descartado pela
indústria, para fermentar a “marvada de laranja”.
O pedido de patente da bebida já foi feito, mas ainda não há
previsão para sua comercialização. Se realmente engrenar, a novidade promete
garantir muita aguardente para os brasileiros. Segundo os inventores, se todo o
resíduo da indústria da laranja for utilizado para produzir o destilado, vai
dar para fabricar um bilhão de litros (!) por ano. Ansioso para garantir a sua
dose?
Na última sexta-feira, chegou ao final a edição de verão da
São Paulo Fashion Week, evento que reuniu marcas, modelos, estilistas e amantes
da moda durante cinco dias. Em meio a desfiles, corpos, novas tendências,
algumas polêmicas e agito, uma notícia ganhou destaque: fiscais do Ministério
Público do Trabalho e da Receita Federal encontraram 29 bolivianos que
trabalhavam em regime de escravidão em uma oficina clandestina na zona leste de
São Paulo.
Eles trabalhavam mais de 12 horas por dia, de segunda a sábado,
e recebiam R$ 4 por cada peça de roupa – as mesmas que enfeitam vitrines de
lojas conhecidas como Cori, Emme e Luigi Bertolli, pertencentes à empresa GEP,
e são vendidas a preços muito mais ”salgados”.
O grupo GEP afirmou que desconhecia as condições de trabalho
dos bolivianos, funcionários de uma empresa terceirizada.
Na repercussão noticiada na mídia, as opiniões de
consumidores e pessoas ligadas ao mundo da moda não são unânimes. De um lado,
há os que dizem que deixariam de consumir produtos de marcas ligadas ao
trabalho escravo. De outro, aqueles que acham que não faz diferença consumir
tais produtos. O pensamento no melhor estilo “uma blusinha só não tem
problema”.
Não é de hoje que renomadas marcas do mundo da moda se
envolvem em escândalos desse tipo. Em 2011, a fiscalização trabalhista flagrou
trabalhadores submetidos a condições de trabalho análogas à escravidão na linha
de produção de peças da marca Zara.
Em reportagem da ONG Repórter Brasil, a auditora fiscal
Giuliana Cassiano Orlandi comentou sobre como a escravidão pode estar próxima a
pessoas comuns. “Mesmo um produto de qualidade, comprado no shopping center,
pode ter sido feito por trabalhadores vítimas de trabalho escravo”. Para ela, a
superexploração dos empregados, que têm seus direitos laborais e
previdenciários negados, é motivada essencialmente pelo aumento das margens de
lucro. Sempre ele…
O impacto ambiental
Do outro lado do mundo, eventos recentes de moda em Paris e
Milão destacaram temas ambientais.
Na Semana de Moda de Paris, a estilista britânica Stella
McCartney apresentou nas passarelas uma coleção com materiais biodegradáveis.
Peles e couros deram lugar a casacos e vestidos feitos a partir de lã e algodão
orgânicos.
Já na cidade italiana, a ação ficou por conta do Greenpeace:
uma passarela vertical foi levantada na fachada do Castelo Sforzesco, um dos
cenários-sede do evento. Uma “ativista-modelo” mandou o recado às grandes
marcas internacionais: é preciso adotar políticas sustentáveis na produção de
suas coleções.
Segundo o Greenpeace, a indústria têxtil é uma das
principais fontes de poluição da água em países como China e México. Por trás
do glamour, as cadeias de produção utilizam produtos químicos que poluem as
águas e couro proveniente de áreas desmatadas na Amazônia. “Exigimos das
grandes marcas que se envolvam na tendência de mercado que está mais em voga
atualmente: roupas bonitas e desvinculadas da destruição das florestas ou da poluição
tóxica de nossos recursos hídricos”, diz o Greenpeace.
A ação faz parte da campanha Duelo da Moda, um ranking que
propõe uma disputa entre as marcas por uma produção mais sustentável. A grife
italiana Valentino lidera a lista, já que se comprometeu a eliminar todos os
lançamentos de produtos químicos tóxicos e a adotar o desmatamento zero em toda
a sua cadeia de fornecimento.
Marcas famosas como Prada, Chanel, Hermès e Dolce &
Gabbana aparecem no final da lista por falta de ações e posicionamento.
Consumir melhor
Mais do que ditar tendências, a moda reflete a forma como
consumimos e nos enxergamos. Como qualquer outra indústria, está submetida às
lógicas de mercado e esconde bastidores ignorados pela maioria.
Marcas importantes que se valem de trabalho escravo,
utilizam produtos químicos tóxicos, poluem e desmatam são as mesmas que, nos
manequins, expõem nosso estilo de vestir – uma forma essencial e encantadora de
nos comunicarmos com o mundo por meio da imagem.
Se a decisão sobre como consumir é a principal arma de quem
faz a roda girar – os consumidores – que seja feita de forma consciente, sem
banalizar o sentido da verdadeira consciência que nos torna mais humanos.
Isso serve para tudo: de comida a objetos eletrônicos, de
informação a roupas e sapatos. Ser consumidor, no sentido mais pleno do verbo
“ser”, é tomar para si a responsabilidade de decidir. Não importa se,
aparentemente, “não faz diferença”. A diferença, afinal, tem que fazer sentido
para a vida de cada um.
E você, o que acha? É possível pensar em um mercado
sustentável para a moda? Evita consumir produtos de marcas “irresponsáveis”
social e ambientalmente?
Automóveis localizados em ferros-velhos são reciclados para
se transformarem em bicicletas mais sustentáveis que as normais
A grande quantidade de carros nas ruas e suas emissões de
gás carbônico no ar são parte de um problema a ser combatido e resolvido. E,
por incrível que pareça, uma forma de amenizar a questão pode estar no
ferro-velho, onde os carros sem condições de uso são levados para serem
desmontados.
Geralmente, peças dos antigos automóveis são vendidas para
montadoras e lojas de carros usados. Mas um destino menos danoso ao meio
ambiente pode estar as aguardando. Isso graças à agência espanhola Lola Madrid,
que criou o projeto “Bicycled”. Seu objetivo é o de desenvolver bicicletas a
partir de peças de carros que estão em ferros-velhos. Assim, além de dar uma
solução aos resíduos automotivos, cria-se um meio de transporte limpo a partir
de restos de uma máquina poluente.
Os fabricantes desenvolveram o protótipo da bike e o
lançaram na internet para aferir a repercussão do produto. E o resultado foi o
melhor possível, já que milhares de pessoas se interessaram pela ideia e
fizeram reservas por modelos da bicicleta. Esse fato acabou surpreendendo os
produtores, que não esperavam esse interesse tão grande. A partir de então,
iniciaram um processo de produção mais intenso para dar conta da demanda.
Toda a bike é feita a mão. O quadro contém metais reciclados
do carro; a corrente é oriunda de uma correia de transmissão; a luz de
sinalização provém de uma seta de direção; o guidão e o banco são cobertos com
estofamento do assento do carro; e a regulagem do banco é produzida a partir da
maçaneta do automóvel. Um carro é o suficiente para produzir um modelo dessa
bicicleta.
Ainda sem previsão de custo, as bicicletas podem ser
reservadas no site oficial, basta colocar seu email no espaço reservado e
entrar na fila.
Confira abaixo o vídeo que mostra como são transformadas
cada peça do carro em um novo elemento para as bicicletas.
Conceito desenvolvido por designer turco evita desperdício
de água
Um item indispensável para quem curte uns chazinhos é,
obviamente, a chaleira. Ela é uma ferramenta importante para ferver água com
rapidez e praticidade. Porém, esse item costuma ter baixa eficiência - cerca de
25% da água colocada na chaleira se perde durante o processo de ebulição.
Diferentemente dos modelos convencionais, a chaleira
desenvolvida pelo designer Hakan Gursu em parceria com o site Designnobis, é
inovadora e sustentável porque não desperdiça uma gota de água. O líquido é
preservado por meio de um sistema de circulação interno, que diminui o tempo do
processo, poupando energia (no caso, o calor oriundo do fogão) e água.
Com a chaleira Twist, o processo de aquecimento da água é
mais seguro, econômico e prático, de acordo com o idealizador. Sua capacidade é
de 1,5 litro. A segurança fica por conta de uma micro-válvula no topo do
produto, que dá vazão ao vapor em caso de excesso de pressão ou temperatura.
Twist funciona da seguinte maneira: sua alça gira para poder
travar a chaleira, criando assim um funil interior que permite a circulação da
água. Com o calor e a pressão interna aplicados dentro do objeto, a água atinge
o ponto de ebulição e começa a vaporizar. Em seguida, o vapor sobe e passa pelo
funil, onde é condensado e se transforma novamente em líquido. Gotas de água se
acumulam na parede do funil e pingam de volta para o reservatório principal. E,
dessa forma, a água não é desperdiçada.
A chaleira sustentável, infelizmente, ainda não saiu do
papel. Trata-se de um modelo conceito, mas que pode inspirar soluções parecidas
ao redor do mundo.
Bioquímico francês pesquisa a possibilidade de algas
absorverem CO2 da atmosfera
As algas compõem um grupo grande e variado de
micro-organismos que habitam a Terra há milhões de anos. Elas são úteis para o
ser humano e utilizadas em diversos ramos: na área farmacêutica, para preparar
meios de cultura para bactérias e outros organismos e na fabricação de géis
empregados nos processos de extração e amplificação de material genético; na
agricultura, como adubo e fertilizante; na culinária, na composição de alguns
alimentos e bebidas industrializados; e ainda como biocombustível. Agora,
pesquisa-se a viabilidade de a alga se tornar uma grande aliada no combate ao
efeito estufa.
O bioquímico francês Pierre Calleja está estudando a
possibilidade de determinadas espécies de alga contribuírem para a diminuição
da quantidade de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Ele passou vários anos
desenvolvendo o que parece ser uma lâmpada que se alimenta do CO2 presente no
ar. Essa lâmpada é constituída por tubos de acrílico preenchidos por água e
algas, além de uma bateria. Funciona da seguinte maneira: por meio da
fotossíntese, esses organismos captam o CO2 do ar (estima-se que as algas
absorvam de 150 a 200 vezes mais carbono do que as árvores!), para a produção
de oxigênio e amido, que ficam armazenados na bateria. À noite, a energia
produzida durante o dia é utilizada para iluminação do ambiente.
Pesquisadores das universidades de Yansei e Stanford
descobriram, entretanto, que apenas uma pequena quantidade de corrente elétrica
pode ser extraída das algas durante a fotossíntese. Ainda assim, elas são
consideradas eficientes em sequestrar CO2 da atmosfera.
Conheça mais sobre essa criação no vídeo (em inglês) abaixo:
Produto mistura estilo, funcionalidade e responsabilidade
ambiental
O designer australiano Alexander Lotersztain criou um novo
modelo de lixeira feita com plástico rotomoldado 100% reciclável. Disponível em
dois tamanhos, o produto é extremamente leve e arrojado.
Batizada de TOT, a lixeira é formada por um cesto na cor preta
e um forro, também feito de plástico reciclável, que pode ter diversas cores,
fazendo com que a lixeira possa ser utilizada para o descarte de resíduos
recicláveis.
Além disso, entre o cesto e o forro há um balastro que pode
ser preenchido com areia ou água, para que a TOT não seja levada pelo vento,
devido ao seu pouco peso.
O Extra e a P&G Brasil acabam de unir forças no Programa Estação de Reciclagem Extra P&G. A iniciativa tem a importante missão de incentivar a reciclagem e a sustentabilidade por meio do programa, presente nas mais de 126 lojas da rede em todo o Brasil, desde 2007. Com a parceria, os coletores serão reestruturados, mas continuarão o trabalho bem sucedido que alcança 16 estados brasileiros.
Localizadas nos estacionamentos
das lojas da rede de supermercados, as estações servem como pontos de entrega
voluntária de materiais recicláveis (papel, plástico, metal, vidro e óleo de
cozinha usado). Há seis anos presentes nas lojas da rede, as estações já
arrecadaram mais de 8,5 toneladas de material reciclável.
Todo o montante arrecadado é
doado para as mais de 45 cooperativas parceiras do programa, que transformam os
resíduos em matéria-prima, fazendo disso uma importante fonte de renda para
muitas famílias.
O programa está alinhado às
tendências da Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, que
procura organizar a forma como o País trata seus resíduos, incentivando a
reciclagem e a sustentabilidade.
Este projeto faz parte do
compromisso de ampliar a conscientização e engajamento dos clientes de ambas as
empresas para o consumo consciente e descarte correto de embalagens. “São com
parcerias como essa que atingimos a cadeia completa, o que faz com que todos
(indústria, varejo e consumidor) ajudem na construção de um mundo melhor”,
destaca Silvana Balbo, gerente de marketing estratégico do Extra.
Professor de ciência política da Universidade de São Paulo e colunista da Folha de S. Paulo. Foi secretário de Redação da Folha e porta-voz da Presidência da República. Autor de “Os sentidos do lulismo” (Companhia das Letras).
Comentarista: Christopher Garman
Cientista Político pela Universidade da California San Diego. Foi analista político da Tendências Consultoria e hoje é Diretor de Estratégia para Mercados Emergentes e América Latina da Eurasia Group.
Para acompanhar a palestra conecte-se pelo:
Tel. (11) 2188-0155 com o Código de Conexão - GO Associados
Ou Twittercam que será divulgado na página do sócio da GO Associados, Gesner Oliveira e na Fun Page do Evento - CALLS GO.
Favor confirmar a sua participação até o dia 25/03, respondendo ao e-mail gesner@goassociados.com.br
Pesquisadores da Universidade de
Wisconsin desenvolveram um protótipo de tênis capaz de usar os movimentos dos
pés para gerar energia.
Com design futurista, o "InStepNanopower"
utiliza a força mecânica do ato de caminhar ou correr para criar uma corrente
elétrica que reabastece a bateria que está dentro da sola do calçado.
O sistema funciona por meio das
nanopartículas de metal líquido localizadas dentro de pequenas bolsas
instaladas no solado: uma no calcanhar e outra perto dos dedos.
Assim, depois de uma caminhada ou
corrida, basta usar um cabo de micro-USB para recarregar o celular, o tablet, o
laptop ou outro dispositivo elétrico.
Durante os estudos, os
pesquisadores perceberam que grande parte da bateria dos telefones móveis é
gasta na tentativa de encontrar uma conexão Wi-Fi. Então incorporaram um
transmissor que conecta o tênis à torre e transfere o sinal para o celular.
Dessa forma, a bateria pode durar mais tempo
Os criadores, Tom Krupenkin e J.
Ashley Taylor, buscam investidores e fabricantes que queiram ajudar o produto a
chegar às lojas.
A Água Schin escolheu a Cooperativa Vila Leopoldina para receber
a doação de 400 quilos de garrafas PET.
| Foto: Instituto Akatu/Flickr
A Água Schin escolheu a Cooperativa Vila Leopoldina para
receber a doação de 400 quilos de
garrafas PET. O material foi arrecadado durante a VII Meia Maratona
Internacional de São Paulo, promovida pela Yescom, e terá o valor da venda
revertido para instituição.
“Além de incentivar a
qualidade de vida por meio da prática de esportes e alimentação saudável,
queremos também estimular a coleta seletiva e contribuir para conscientização
ambiental”, explica Bruno Piccirello, gerente de produtos não alcoólicos da
Brasil Kirin.
A Cooperativa atua na
área de reciclagem há dez aos, gerando renda e trabalho para aproximadamente
300 catadores da cidade de São Paulo e beneficiando indiretamente cerca de 900
pessoas entre pais de família, idosos, crianças e jovens.
Atualmente, a cooperativa coleta 140 toneladas mensais de
material reciclável e contribui para a redução dos problemas ambientais, na
formação de agentes ambientais, na consciência ecológica de todos os moradores
e, ainda, na redução do uso de energia e combustíveis pelas indústrias.
Esta ação será
estendida para as demais corridas patrocinadas pela Água Schin. Em 2012, a
marca patrocinou mais de 50 competições esportivas, como a Corrida Contra o
Câncer de Mama, a Volta Internacional da Pampulha e tradicional Corrida de São
Silvestre. Produzida a partir de onze
fontes naturais, a Água Schin é comercializada nas versões com e sem gás, nas
embalagens 300 ml, 500 ml e 1,5 litro.
O pote pode ser utilizado para colocar balas, bombons e
pequenos ovos de chocolate. | Foto: Makezine
A páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de
Cristo. No entanto, a data é esperada por muitas pessoas por outro motivo: é o
dia em que as pessoas se presenteiam com ovos de chocolate. O motivo pelo qual
o doce tornou-se parte da comemoração é incerto, mas para as crianças,
principalmente, isso é o que menos importa. Para ajudar na decoração dessa
festa tão aguardada, o Portal CicloVivo ensina como fazer um pote para colocar balas,
bombons e pequenos ovos de chocolate.
Para fazê-lo serão necessários os seguintes itens:
- 2 embalagens de iogurte ou de calda de chocolate
- Isopor ou sobras de EVA
- Gesso (pode ser encontrado em lojas de artesanato)
- Tinta branca
- Espuma branca
- Fitas coloridas
Como fazer:
O primeiro passo é retirar o plástico que envolve as
embalagens escolhidas. Depois de lavá-las e secá-las, cubra os recipientes com
uma camada de gesso e deixe secar. Em seguida, passe uma segunda camada do
mesmo material. O próximo passo é pintar as peças com tinta branca e esperar
secar completamente.
Enquanto isso, utilize isopor ou sobras de EVA para fazer as
orelhas, o bigode e o focinho do coelho. Faça o desenho de cada um desses itens
em um papel de sulfite e utilize como molde. No caso das orelhas, é importante
lembrar-se de criar um molde pequeno cor de rosa para colar no molde maior,
para que se assemelhe a um coelho de verdade.
No caso do bigode, basta cortar um pedaço de EVA em tirinhas
e para o focinho corte um pequeno pedaço em formato de triângulo. Os olhos
podem ser comprados em lojas de artesanato ou também feitos com o mesmo
material. Veja aqui algumas ideias.
Por fim, cole todos esses itens no pote dando forma ao
coelho. Tenha cuidado na hora de colar as orelhas, para que elas não atrapalhem
na hora de abrir e fechar o pote. Por fim, coloque as fitinhas em volta do
“pescoço” do coelho e preencha o recipiente com doces. Veja na imagem ao lado
como ficará o seu coelho ecológico.
A ideia do coelho foi desenvolvida pelo ilustrador e
escritor, Sharon Pierce McCullough. Em seus canais de comunicação, ele cria
conteúdos descontraídos, incluindo atividades de artesanato, histórias
infantis, jogos, personagens e planilhas educacionais.