quinta-feira, 28 de março de 2013

Artistas transformam fábrica centenária em centro de trabalho colaborativo


 
Ao invés de ser abandonada e exposta inutilmente ao tempo, uma antiga fábrica de feijão foi transformada em centro de trabalho colaborativo na cidade de Irvine, Califórnia. Os designers responsáveis pelo projeto aproveitaram ao máximo a estrutura original.

O prédio, que possui 125 anos de idade, hoje é um centro criativo, conhecido como SND CYN Studios. O projeto é considerado um grande exemplo de reutilização adaptativa, que contou também com mobílias e outros utensílios decorativos reaproveitados.


A ideia para este empreendimento é atribuída ao norte-americano Ty Mattson, diretor do estúdio criativo Mattson. Ele queria ter a oportunidade de trabalhar em um local inspirador e diferente, por isso decidiu transformar a antiga fábrica em um prédio comercial.

Como o seu negócio era pequeno para preencher todo o espaço, surgiu a ideia de transformar a estrutura em um centro de trabalhos colaborativos, que reúne diversas especialidades no mesmo local. O SND CYN dispõe atualmente de profissionais da área de arquitetura, design, fotografia, eventos e desenvolvedores web.


Por ser um prédio antigo e tombado como patrimônio histórico, os arquitetos não puderam modificar muitas coisas, mesmo que internamente. Assim sendo, quem visita o local se depara com engrenagens antigas, vigas e outras estruturas que completam de maneira rústica a decoração atual. As paredes do centro são revestidas com produções dos próprios artistas e os objetos que enfeitam o local incluem brinquedos, discos, skates e obras de arte.

Fonte: Ciclo Vivo  

Vivo lança antena 4G ecológica


No início do mês, a operadora de telefonia Vivo apresentou a primeira antena 4G, que possui como características o baixo impacto visual e ambiental. Com tecnologia 100% nacional, o equipamento foi instalado próximo ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, no Distrito Federal.

A tecnologia foi apresentada em uma cerimônia no Clube do Choro com a presença do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. De acordo com a empresa, o novo produto utiliza postes já existentes, o que evita a construção de novas torres, além de oferecer um visual mais limpo e consumir menos energia.

“Esse trabalho para criar uma nova norma de licenciamento e instalação do equipamento com certeza ajuda a resolver questões de tecnologia de telefonia móvel e implantação da rede 4G, mas também vai servir de exemplo para todo o Brasil”, destacou o ministro.

Bernardo ressaltou a importância do equipamento nos próximos eventos esportivos. Segundo ele, a antena garante maiores condições de oferecer um serviço adequado de comunicação na Copa das Confederações e no Campeonato Mundial.

Ao término da cerimônia houve uma demonstração da tecnologia, que inclui antenas fixadas num poste e caixas subterrâneas de fiberblass, um tipo de plástico reforçado com fibras de vidro. Esse material garante proteção contra a água e outros elementos, além de evitar qualquer tipo de impacto no subsolo.

Fonte: Ciclo Vivo  

Aprenda a fazer um sushi sustentável com cascas de banana


A receita original é da chefe de cozinha Marta Tatini, que preparou um sushi vegano com cascas de banana e quinoa. A versão orgânica do prato japonês não contém glúten e nem lactose, além de incentivar as pessoas a aproveitarem os alimentos em totalidade.

Na versão elaborada pela brasileira, as cascas de banana deixam os enroladinhos com um maior índice de proteínas, e, a quinoa, semente que tem baixos índices de colesterol, ajuda a controlar os níveis de glicerina no sangue e a regular o ritmo no intestino.

Para o sushi sustentável, é preciso preparar a “casca louca” de banana verde e a biomassa da fruta. O modo de preparo está descrito logo após a lista de ingredientes:

INGREDIENTES:

Alga nori para sushi
100g de arroz integral orgânico pronto
100g de quinoa mix em grãos prontos
Sal marinho ou sal com gergelim a gosto
Ervas aromáticas (cebolinha, manjericão, alecrim ou orégano) a gosto
50g de biomassa pronta
50g de casca louca de banana verde pronta

Ingredientes e modo de preparo da casca louca de banana verde e da biomassa:

- cascas de bananas verdes
- azeite, cebola, alho-poró e pedaços de pimentão para dourar
- cenoura ralada
- shoyu
- óleo de gergelim para aromatizar
-sal a gosto

Em uma panela com água fervente, coloque as bananas verdes inteiras e lavadas, deixando-as cozinhar por 15 minutos ou até ficarem firmes e cozidas.

Retire as bananas da panela, e, ainda quentes, separe a polpa (biomassa) da casca.

Em uma tábua, desfie, em tiras, todas as cascas quentes e reserve.

Pegue outra panela para dourar azeite, cebolas, alho-poró e pimentões. Acrescente as cascas de banana e refogue com cenoura ralada, colocando ervas aromáticas, shoyu e óleo de gergelim torrado.

Coloque as cascas em um vidro e acrescente sal a gosto.

Modo de preparo da biomassa

Coloque a polpa da banana verde, ainda quente, em um processador – se necessário, jogue água fervida para esquentar. Bata até formar uma massa e separe no congelador.

Modo de preparo do sushi:

Cozinhe o arroz integral com mais água (para cada xícara do grão, utilize três de água) e reserve.

Para preparar a quinoa, deixe os grãos em uma panela e refogue-os. Coloque o dobro de água e deixe secar.

Misture arroz, a quinoa e a biomassa, até formar uma massa pegajosa.

Com o auxílio de uma esteira para enrolar sushi, disponha a alga nori com a parte brilhosa para baixo e coloque a mistura até metade da alga. Em cima da quinoa, coloque uma camada de casca louca de banana verde e enrole.
Fonte: Ciclo Vivo 

Móveis modulares: uma alternativa para "nômades" e lugares pequenos


A peça modular pode ser usada na cozinha, escritório, sala ou quarto
Fotos: Divulgação

Móveis multifuncionais permitem que as pessoas se adaptem a pequenos espaços e ajudam a suprir diferentes necessidades. Um exemplo está no mobiliário inteligente Klopf Klopf, criado pelo designer alemão Johannes Häuser.

A peça modular pode ser usada na cozinha, escritório, sala ou quarto. Tudo vai depender de sua necessidade e criatividade. Além de funcional, ela é prática e pode ser montada sem a utilização de cola ou parafusos.


A Klopf Klopf é feita a partir de três diferentes peças de madeira ligadas com grampos coloridos. Possui variação de altura e comprimento e pode ser facilmente desmontada e guardada para ser levada a qualquer local.


Segundo o criador, a peça inteligente de mobiliário é ideal para as pessoas "nômades" (que não costumam ter habitação fixa) e para quem tem pouco espaço.

Fonte: Ecodesenvolvimento.com 

Pinturas dão nova vida a móveis antigos



Usar móveis antigos é uma opção que está em alta na decoração de ambientes internos. Eles não precisam necessariamente manter todos os aspectos originais. Uma boa dica é personalizá-los com novas estampas ou pinturas.

Para as poltronas antigas, a maneira mais simples de dar um toque contemporâneo é trocando o estofado velho por modelos mais alegres. Este é um trabalho que demanda habilidades específicas, por isso o ideal é levar em alguém especialista nisso.

Mas, para o restante dos móveis, não é necessário ter experiência para alcançar grandes resultados. Armários antigos, mesas ou cadeiras de madeira podem ser pintados com desenhos diferentes mesmo pelas mãos de quem não é artista.


A sugestão do CicloVivo é pintá-las com formas triangulares. Para isso, é preciso seguir as dicas do site norte-americano “Apartment Therapy”. Os materiais necessários são: lixa, esponja (cortada em formato triangular), tesoura, tinta para madeira, pincéis e verniz.

Se os móveis estiverem muito desgastados, envernizados ou já terem sido pintados alguma vez, primeiro é necessário lixá-los para que a tinta nova possa aderir melhor. Feito isso, coloque um pouco de tinta em um recipiente raso e use a esponja como carimbo, para marcar os pontos a serem pintados na mobília. Para deixar o trabalho melhor acabado, é possível pintar os triângulos à mão, por cima das marcações, ou deixá-los somente carimbados, isso depende do gosto de cada um.


Depois que a tinta secar, passe o verniz para prolongar a durabilidade da arte no móvel. Esta mesma técnica pode ser aplicada em diferentes formas, móveis e superfícies, basta usar a criatividade.

Fonte: Ciclo Vivo 

Jovem de 19 anos projeta sistema para limpar o lixo plástico do oceano


O jovem holandês Slat Boyan tem apenas 19 anos, mas já carrega em seu currículo um projeto importante para a preservação ambiental. Ainda na escola, Boyan desenvolveu uma matriz de limpeza oceânica. O equipamento foi pensado para retirar os resíduos plásticos do mar.

Apesar de ainda estar em fase de projeto e não ter previsão de quando estará disponível para o uso, o desenho da matriz já foi premiado como o melhor Desenho Técnico de 2012 na Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda. No entanto, o objetivo do estudante ainda é muito maior.

A inspiração para o projeto é a quantidade de partículas de plástico presentes nos oceanos. Esse lixo é responsável pela contaminação de espécies marinhas e também pela morte de outros animais que ingerem ou, até mesmo, ficam presos aos resíduos.


A expectativa é de que a matriz de limpeza criada por Boyan seja capaz de retirar mais de sete milhões de toneladas de plástico do oceano. A máquina tem a aparência de uma arraia e é equipada com pás gigantes que ajudam a aglomerar todo o resíduo. Depois de centralizar todo o material, ele é direcionada às plataformas que separam os plânctons, filtram o lixo e armazenam o plástico para a reciclagem.


Para minimizar os impactos ambientais deste processo, as equipe de 50 engenheiros que trabalham na viabilidade da tecnologia, pretendem utilizar placas solares e também aproveitar a força das ondas e correntes marítimas para gerar a energia necessária para o funcionamento do sistema.

Fonte: Ciclo Vivo  

Pesticidas comprometem atividade cerebral de abelhas


Pesquisadores europeus analisaram os impactos gerados pelos pesticidas nas colmeias de abelhas melíferas, aquelas que produzem mel. O resultado mostrou que os agentes químicos atingem diretamente as funções cerebrais destes insetos.

Os dois tipos de pesticida analisados são usados em atividades que impactam as abelhas. O neonicotinoides é aplicado em lavouras e o coumafos, um dos inseticidas mais comuns no mundo, é aplicado nas próprias colmeias para combater os ácaros.

De acordo com o estudo, publicado na revista Nature Communications, a memória e a capacidade de localização das abelhas são totalmente comprometidas em consequência com contato com os pesticidas. Por causa disso, muitas colônias podem ser afetadas profundamente.

“As [abelhas] polinizadoras têm comportamentos sofisticados enquanto se alimentam que exigem que aprendam e se lembrem de tratos florais associados à comida. A interrupção desta importante função tem implicações profundas na sobrevivência de colônias de abelhas produtoras de mel porque as abelhas que não conseguem aprender, não conseguirão encontrar comida”, explicou Geraldine Wright, do Centro de Comportamento e Evolução da Universidade de Newcatle, em declaração à AFP.

Não somente as abelhas devem sofrer com a consequência do contato com pesticidas, mas também os humanos que dependem do mel e da ação polinizadora destes insetos. Os pesquisadores alertam que, sem que as abelhas exerçam esta função básica, muitos cultivos seriam comprometidos e necessitariam de polinização a mão.

Ainda estão em estudo quais seriam os impactos sentidos nas abelhas quando em contato com uma quantidade mínima dos inseticidas. Os pesquisadores também estudam alternativas sustentáveis para a contenção de pragas.

Fonte: Ciclo Vivo 

Isto não é uma árvore. É uma antena de celular


Ninguém questiona que ter o mundo ao alcance das mãos através do smatrphone é algo a se comemorar. Mas a expansão da telefonia móvel tem um efeito colateral desagradável, a saber, a poluição visual das cidades causada pelas torres das operadoras de telecomunicações.

Algumas empresas encontraram um forma de “disfarçar” o problema, camuflando as antenas como árvores e troncos. Intrigado pelo artifício, o fotógrafo sul-africano Dillon Marsh saiu por seu país registrando as árvores fakes.

O resultado foi a série “Invasive Species” (Espécies Invasoras), que mostra as torres totalmente integradas à paisagem local e praticamente irreconhecíveis.


A empreitada não sai barato. Camuflar uma torre de celular com folhagem artificial pode custar mais de 150 mil dólares, segundo reportagem da revista Wired.










Fonte: Exame.com 

Cuba anuncia produção de cimento ecológico


Além de reduzir as emissões de CO2, também serão diminuídos os custos de energia em 29%. | Foto: Stefan/Flickr


Cientistas cubanos e suíços desenvolveram um novo tipo ecológico de cimento. A substância é feito com calcário não queimado, o que reduz em até 32% as emissões de gases de efeito estufa.

A informação foi noticiada, na última terça-feira (26), pelo jornal local de Cuba, o Granma. Segundo a publicação, o país já começará a produzir o cimento ecológico a partir de abril, porém não detalhou as metas de produção.

Através da técnica desenvolvida o "país estará em condições de produzir cimento industrial com baixo conteúdo de clínquer", afirmou o jornal. A substância é um produto granulado obtido com a queima do calcário e da argila usados para fabricar cimento, mas os cientistas conseguiram um método novo.

O jornal Granma explica que o processo "se baseia na substituição de até 60% do clínquer utilizado nos processos atuais por uma mistura do material conhecido como metacaulim e pedra calcária, esta última sem queimar, o que evitaria a emissão de toneladas de carbono na atmosfera".

A técnica será aplicada na fábrica de cimento Siguaney, da província de Sancti Spíritus (região central da ilha caribenha) e depois na Índia. Além de reduzir as emissões de CO2, também serão diminuídos os custos de energia em 29%.

O processo é resultado da pesquisa de cientistas da Universidade Politécnica de Lausanne, na Suíça, e do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento de Estruturas e Materiais (CIDEM) da Universidade Central Marta Abreu de Las Villas, em Cuba.

"O cimento ecológico é de grande utilidade em aplicações que não levem reforço, quer dizer, na produção de blocos de concreto armado, telhas e em geral em todos os trabalhos de acabamento" e também é "muito útil à indústria petroleira por suas propriedades refratárias", explicou o cientista cubano José Fernando Martirena, que é diretor do CIDEM.

Com informações da Revista IstoÉ Dinheiro.

Fonte: CicloVivo

Como produzir energia solar em casa



Quantos kW/h de energia solar é possível produzir em casa? Onde instalar os geradores? Qual o impacto dessa decisão na conta de luz? Cartilha produzida pela organização Ideal reúne informações básicas – e muito úteis – para aqueles que querem gerar sua própria eletricidade em casa, a partir do sol

Em dezembro de 2012, entrou em vigor no Brasil resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que garante que quem produz energia renovável em casa pode ter desconto na conta de luz. Mas como gerar esse tipo de eletricidade limpanas residências?

O Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas para a América Latina (Ideal) lançou nesta terça-feira (26) a cartilha Como faço para ter eletricidade solar na minha casa?, que reúne as informações básicas para aqueles que querem produzir sua própria energia, a partir do sol.

Dividida em capítulos, a publicação - desenvolvida com o apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável - traz dados como:

- a capacidade dos micro e minigeradores solares fotovoltaicos ideais para residências;
- os locais onde estas estruturas podem ser instaladas;
- as vantagens da produção doméstica de energia solar;
- os cuidados necessários para manter o bom funcionamento dos geradores;
- o passo a passo para conectar os sistemas de geração de energia solar na rede elétrica, com a ajuda de um profissional especializado e
- os impactos na conta de luz.

Junto com a cartilha, o Ideal lançou o Simulador Solar, ferramenta online que permite que o internauta calcule qual deve ser a potência do sistema fotovoltaico da sua casa, para que atenda à sua necessidade energética anual. O usuário ainda pode simular quanto economizaria na conta de luz e a área que os geradores solares fotovoltaicos ocupariam na sua residência.

Confira a versão online da cartilha Como faço para tereletricidade solar na minha casa?

Fonte: Planeta Sustentável


Brasil produz aguardente sustentável, feita de bagaço de laranja



Foto: Stephan Geyer/Creative Commons

Quem diria que “água que passarinho não bebe” poderia se tornar “amiga do meio ambiente”…

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), localizada na cidade de Araraquara, desenvolveram uma aguardente sustentável, produzida a partir do bagaço da laranja que é descartado no processo de fabricação de suco.

A nova bebida alcoólica deriva do líquor, líquido extraído do bagaço da fruta, que é fermentado e destilado para se transformar em aguardente. Quem já experimentou garante que a “marvada” é boa, mas os pesquisadores não acertaram de primeira. Foram algumas tentativas até descobrirem que, para ser de qualidade, a bebida precisa ser envelhecida em tonéis de madeira, como o uísque.

A produção de aguardente de bagaço de laranja é, também, mais interessante do ponto de vista econômico, se comparada à tradicional cachaça feita de cana-de-açúcar. Isso porque a matéria-prima da bebida alcoólica é lixo, que seria descartado pelos fabricantes de suco.

Não satisfeitos, os pesquisadores estudam esverdear – e baratear – ainda mais a nova aguardente. Para isso, querem reutilizar o produto responsável pela fermentação da cerveja, que também é descartado pela indústria, para fermentar a “marvada de laranja”.

O pedido de patente da bebida já foi feito, mas ainda não há previsão para sua comercialização. Se realmente engrenar, a novidade promete garantir muita aguardente para os brasileiros. Segundo os inventores, se todo o resíduo da indústria da laranja for utilizado para produzir o destilado, vai dar para fabricar um bilhão de litros (!) por ano. Ansioso para garantir a sua dose?


Fonte: Super Interessante


Trabalho escravo, poluição, desmatamento… a moda pode ser sustentável?



(Imagem: Facebook SPFW)

Na última sexta-feira, chegou ao final a edição de verão da São Paulo Fashion Week, evento que reuniu marcas, modelos, estilistas e amantes da moda durante cinco dias. Em meio a desfiles, corpos, novas tendências, algumas polêmicas e agito, uma notícia ganhou destaque: fiscais do Ministério Público do Trabalho e da Receita Federal encontraram 29 bolivianos que trabalhavam em regime de escravidão em uma oficina clandestina na zona leste de São Paulo.
Eles trabalhavam mais de 12 horas por dia, de segunda a sábado, e recebiam R$ 4 por cada peça de roupa – as mesmas que enfeitam vitrines de lojas conhecidas como Cori, Emme e Luigi Bertolli, pertencentes à empresa GEP, e são vendidas a preços muito mais ”salgados”.

O grupo GEP afirmou que desconhecia as condições de trabalho dos bolivianos, funcionários de uma empresa terceirizada.

Na repercussão noticiada na mídia, as opiniões de consumidores e pessoas ligadas ao mundo da moda não são unânimes. De um lado, há os que dizem que deixariam de consumir produtos de marcas ligadas ao trabalho escravo. De outro, aqueles que acham que não faz diferença consumir tais produtos. O pensamento no melhor estilo “uma blusinha só não tem problema”.

Não é de hoje que renomadas marcas do mundo da moda se envolvem em escândalos desse tipo. Em 2011, a fiscalização trabalhista flagrou trabalhadores submetidos a condições de trabalho análogas à escravidão na linha de produção de peças da marca Zara.

Em reportagem da ONG Repórter Brasil, a auditora fiscal Giuliana Cassiano Orlandi comentou sobre como a escravidão pode estar próxima a pessoas comuns. “Mesmo um produto de qualidade, comprado no shopping center, pode ter sido feito por trabalhadores vítimas de trabalho escravo”. Para ela, a superexploração dos empregados, que têm seus direitos laborais e previdenciários negados, é motivada essencialmente pelo aumento das margens de lucro. Sempre ele…

O impacto ambiental

Do outro lado do mundo, eventos recentes de moda em Paris e Milão destacaram temas ambientais.

Na Semana de Moda de Paris, a estilista britânica Stella McCartney apresentou nas passarelas uma coleção com materiais biodegradáveis. Peles e couros deram lugar a casacos e vestidos feitos a partir de lã e algodão orgânicos.

Já na cidade italiana, a ação ficou por conta do Greenpeace: uma passarela vertical foi levantada na fachada do Castelo Sforzesco, um dos cenários-sede do evento. Uma “ativista-modelo” mandou o recado às grandes marcas internacionais: é preciso adotar políticas sustentáveis na produção de suas coleções.


Segundo o Greenpeace, a indústria têxtil é uma das principais fontes de poluição da água em países como China e México. Por trás do glamour, as cadeias de produção utilizam produtos químicos que poluem as águas e couro proveniente de áreas desmatadas na Amazônia. “Exigimos das grandes marcas que se envolvam na tendência de mercado que está mais em voga atualmente: roupas bonitas e desvinculadas da destruição das florestas ou da poluição tóxica de nossos recursos hídricos”, diz o Greenpeace.

A ação faz parte da campanha Duelo da Moda, um ranking que propõe uma disputa entre as marcas por uma produção mais sustentável. A grife italiana Valentino lidera a lista, já que se comprometeu a eliminar todos os lançamentos de produtos químicos tóxicos e a adotar o desmatamento zero em toda a sua cadeia de fornecimento.

Marcas famosas como Prada, Chanel, Hermès e Dolce & Gabbana aparecem no final da lista por falta de ações e posicionamento.

Consumir melhor

Mais do que ditar tendências, a moda reflete a forma como consumimos e nos enxergamos. Como qualquer outra indústria, está submetida às lógicas de mercado e esconde bastidores ignorados pela maioria.

Marcas importantes que se valem de trabalho escravo, utilizam produtos químicos tóxicos, poluem e desmatam são as mesmas que, nos manequins, expõem nosso estilo de vestir – uma forma essencial e encantadora de nos comunicarmos com o mundo por meio da imagem.
Se a decisão sobre como consumir é a principal arma de quem faz a roda girar – os consumidores – que seja feita de forma consciente, sem banalizar o sentido da verdadeira consciência que nos torna mais humanos.

Isso serve para tudo: de comida a objetos eletrônicos, de informação a roupas e sapatos. Ser consumidor, no sentido mais pleno do verbo “ser”, é tomar para si a responsabilidade de decidir. Não importa se, aparentemente, “não faz diferença”. A diferença, afinal, tem que fazer sentido para a vida de cada um.

E você, o que acha? É possível pensar em um mercado sustentável para a moda? Evita consumir produtos de marcas “irresponsáveis” social e ambientalmente?

Fonte: Super Interessante

Projeto "Bicycled" cria bicicletas a partir de peças de carros velhos



Automóveis localizados em ferros-velhos são reciclados para se transformarem em bicicletas mais sustentáveis que as normais

A grande quantidade de carros nas ruas e suas emissões de gás carbônico no ar são parte de um problema a ser combatido e resolvido. E, por incrível que pareça, uma forma de amenizar a questão pode estar no ferro-velho, onde os carros sem condições de uso são levados para serem desmontados.

Geralmente, peças dos antigos automóveis são vendidas para montadoras e lojas de carros usados. Mas um destino menos danoso ao meio ambiente pode estar as aguardando. Isso graças à agência espanhola Lola Madrid, que criou o projeto “Bicycled”. Seu objetivo é o de desenvolver bicicletas a partir de peças de carros que estão em ferros-velhos. Assim, além de dar uma solução aos resíduos automotivos, cria-se um meio de transporte limpo a partir de restos de uma máquina poluente.


Os fabricantes desenvolveram o protótipo da bike e o lançaram na internet para aferir a repercussão do produto. E o resultado foi o melhor possível, já que milhares de pessoas se interessaram pela ideia e fizeram reservas por modelos da bicicleta. Esse fato acabou surpreendendo os produtores, que não esperavam esse interesse tão grande. A partir de então, iniciaram um processo de produção mais intenso para dar conta da demanda.

Toda a bike é feita a mão. O quadro contém metais reciclados do carro; a corrente é oriunda de uma correia de transmissão; a luz de sinalização provém de uma seta de direção; o guidão e o banco são cobertos com estofamento do assento do carro; e a regulagem do banco é produzida a partir da maçaneta do automóvel. Um carro é o suficiente para produzir um modelo dessa bicicleta.
  
 
Ainda sem previsão de custo, as bicicletas podem ser reservadas no site oficial, basta colocar seu email no espaço reservado e entrar na fila.

Confira abaixo o vídeo que mostra como são transformadas cada peça do carro em um novo elemento para as bicicletas.



E para saber onde reciclar metais, clique aqui!

Fonte: eCycle

Twist: a chaleira sustentável



Conceito desenvolvido por designer turco evita desperdício de água

Um item indispensável para quem curte uns chazinhos é, obviamente, a chaleira. Ela é uma ferramenta importante para ferver água com rapidez e praticidade. Porém, esse item costuma ter baixa eficiência - cerca de 25% da água colocada na chaleira se perde durante o processo de ebulição.

Diferentemente dos modelos convencionais, a chaleira desenvolvida pelo designer Hakan Gursu em parceria com o site Designnobis, é inovadora e sustentável porque não desperdiça uma gota de água. O líquido é preservado por meio de um sistema de circulação interno, que diminui o tempo do processo, poupando energia (no caso, o calor oriundo do fogão) e água.


 
Com a chaleira Twist, o processo de aquecimento da água é mais seguro, econômico e prático, de acordo com o idealizador. Sua capacidade é de 1,5 litro. A segurança fica por conta de uma micro-válvula no topo do produto, que dá vazão ao vapor em caso de excesso de pressão ou temperatura.

Twist funciona da seguinte maneira: sua alça gira para poder travar a chaleira, criando assim um funil interior que permite a circulação da água. Com o calor e a pressão interna aplicados dentro do objeto, a água atinge o ponto de ebulição e começa a vaporizar. Em seguida, o vapor sobe e passa pelo funil, onde é condensado e se transforma novamente em líquido. Gotas de água se acumulam na parede do funil e pingam de volta para o reservatório principal. E, dessa forma, a água não é desperdiçada.


 
A chaleira sustentável, infelizmente, ainda não saiu do papel. Trata-se de um modelo conceito, mas que pode inspirar soluções parecidas ao redor do mundo.


Fonte: eCycle

Lâmpada fabricada com algas promete diminuir quantidade de CO2 no ar


 

Bioquímico francês pesquisa a possibilidade de algas absorverem CO2 da atmosfera

As algas compõem um grupo grande e variado de micro-organismos que habitam a Terra há milhões de anos. Elas são úteis para o ser humano e utilizadas em diversos ramos: na área farmacêutica, para preparar meios de cultura para bactérias e outros organismos e na fabricação de géis empregados nos processos de extração e amplificação de material genético; na agricultura, como adubo e fertilizante; na culinária, na composição de alguns alimentos e bebidas industrializados; e ainda como biocombustível. Agora, pesquisa-se a viabilidade de a alga se tornar uma grande aliada no combate ao efeito estufa.

O bioquímico francês Pierre Calleja está estudando a possibilidade de determinadas espécies de alga contribuírem para a diminuição da quantidade de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Ele passou vários anos desenvolvendo o que parece ser uma lâmpada que se alimenta do CO2 presente no ar. Essa lâmpada é constituída por tubos de acrílico preenchidos por água e algas, além de uma bateria. Funciona da seguinte maneira: por meio da fotossíntese, esses organismos captam o CO2 do ar (estima-se que as algas absorvam de 150 a 200 vezes mais carbono do que as árvores!), para a produção de oxigênio e amido, que ficam armazenados na bateria. À noite, a energia produzida durante o dia é utilizada para iluminação do ambiente.

Pesquisadores das universidades de Yansei e Stanford descobriram, entretanto, que apenas uma pequena quantidade de corrente elétrica pode ser extraída das algas durante a fotossíntese. Ainda assim, elas são consideradas eficientes em sequestrar CO2 da atmosfera.

Conheça mais sobre essa criação no vídeo (em inglês) abaixo:



Imagem e fonte: EarthTechling

Fonte: eCycle

Plástico 100% reciclável é matéria-prima de inovadora lixeira sustentável



Produto mistura estilo, funcionalidade e responsabilidade ambiental

O designer australiano Alexander Lotersztain criou um novo modelo de lixeira feita com plástico rotomoldado 100% reciclável. Disponível em dois tamanhos, o produto é extremamente leve e arrojado.
  
 
Batizada de TOT, a lixeira é formada por um cesto na cor preta e um forro, também feito de plástico reciclável, que pode ter diversas cores, fazendo com que a lixeira possa ser utilizada para o descarte de resíduos recicláveis.




Além disso, entre o cesto e o forro há um balastro que pode ser preenchido com areia ou água, para que a TOT não seja levada pelo vento, devido ao seu pouco peso.


Fonte: eCycle

terça-feira, 26 de março de 2013

Extra e P&G anunciam parceria para o Programa Estação de Reciclagem

O Extra e a P&G Brasil acabam de unir forças no Programa Estação de Reciclagem Extra P&G. A iniciativa tem a importante missão de incentivar a reciclagem e a sustentabilidade por meio do programa, presente nas mais de 126 lojas da rede em todo o Brasil, desde 2007. Com a parceria, os coletores serão reestruturados, mas continuarão o trabalho bem sucedido que alcança 16 estados brasileiros.

Localizadas nos estacionamentos das lojas da rede de supermercados, as estações servem como pontos de entrega voluntária de materiais recicláveis (papel, plástico, metal, vidro e óleo de cozinha usado). Há seis anos presentes nas lojas da rede, as estações já arrecadaram mais de 8,5 toneladas de material reciclável.

Todo o montante arrecadado é doado para as mais de 45 cooperativas parceiras do programa, que transformam os resíduos em matéria-prima, fazendo disso uma importante fonte de renda para muitas famílias.

O programa está alinhado às tendências da Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, que procura organizar a forma como o País trata seus resíduos, incentivando a reciclagem e a sustentabilidade.

Este projeto faz parte do compromisso de ampliar a conscientização e engajamento dos clientes de ambas as empresas para o consumo consciente e descarte correto de embalagens. “São com parcerias como essa que atingimos a cadeia completa, o que faz com que todos (indústria, varejo e consumidor) ajudem na construção de um mundo melhor”, destaca Silvana Balbo, gerente de marketing estratégico do Extra.

Fonte: Ciclo Vivo 

III Conferência Internacional de Gestão de Resíduos na América Latina


Cenários políticos para 2013 / 2014 e seus efeitos sobre a economia brasileira




Dia: 26 de Março das 17h às 18h


Expositor: André Singer


Professor de ciência política da Universidade de São Paulo e colunista da Folha de S. Paulo. Foi secretário de Redação da Folha e porta-voz da Presidência da República. Autor de “Os sentidos do lulismo” (Companhia das Letras).


Comentarista: Christopher Garman


Cientista Político pela Universidade da California San Diego. Foi analista político da Tendências Consultoria e hoje é Diretor de Estratégia para Mercados Emergentes e América Latina da Eurasia Group.


Para acompanhar a palestra conecte-se pelo:

Tel. (11) 2188-0155 com o Código de Conexão - GO Associados


Ou Twittercam que será divulgado na página do sócio da GO Associados, Gesner Oliveira e na Fun Page do Evento - CALLS GO.


Favor confirmar a sua participação até o dia 25/03, respondendo ao e-mail gesner@goassociados.com.br

Tênis usa movimentos dos pés para gerar energia elétrica



Pesquisadores da Universidade de Wisconsin desenvolveram um protótipo de tênis capaz de usar os movimentos dos pés para gerar energia.


Com design futurista, o "InStepNanopower" utiliza a força mecânica do ato de caminhar ou correr para criar uma corrente elétrica que reabastece a bateria que está dentro da sola do calçado.



O sistema funciona por meio das nanopartículas de metal líquido localizadas dentro de pequenas bolsas instaladas no solado: uma no calcanhar e outra perto dos dedos.


Assim, depois de uma caminhada ou corrida, basta usar um cabo de micro-USB para recarregar o celular, o tablet, o laptop ou outro dispositivo elétrico.


Durante os estudos, os pesquisadores perceberam que grande parte da bateria dos telefones móveis é gasta na tentativa de encontrar uma conexão Wi-Fi. Então incorporaram um transmissor que conecta o tênis à torre e transfere o sinal para o celular. Dessa forma, a bateria pode durar mais tempo


Os criadores, Tom Krupenkin e J. Ashley Taylor, buscam investidores e fabricantes que queiram ajudar o produto a chegar às lojas.


Fonte: Folha de São Paulo