sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Entenda como o óleo de palma está no seu dia a dia e prejudica florestas no mundo



Conhecido também como dendê, o óleo de palma é um dos óleos vegetais mais consumidos no mundo, com as mais diversas aplicações na indústria, desde frituras industriais, chocolates, massas, margarinas, cremes vegetais, biscoitos, sorvetes e cosméticos até detergentes, sabões e sabonetes.

Ele faz parte da nossa vida mesmo que a gente não saiba, já que frequentemente é colocado nos rótulos como óleo vegetal, tornando difícil a sua identificação nos produtos direcionados ao consumidor final.

Uma de suas principais características é a alta produtividade. Um hectare da palmeira do dendê produz, em média, 5 toneladas de óleo – no caso da soja, esse número é de meia tonelada. Isso explica por que ele tem sido também cada vez mais utilizado na produção de biodiesel. A produtividade do dendezeiro permite a utilização, em igual produção, de seis a nove vezes menos terras do que as outras oleaginosas, segundo o site Biodieselbr.

O problema

O cenário parece promissor. Se o óleo é tão produtivo, onde está o problema?

O plantio da palma é considerado um dos maiores responsáveis por desmatamentos destrutivos dos tempos atuais. O custo, no final das contas, é muito alto. O ônus principal, claro, vai para os países que mais produzem, Indonésia e Malásia, e sacrificam suas florestas primárias e riquezas de biodiversidade em nome da renda adquirida com a exportação do produto para grandes corporações mundiais.

Dados de um artigo do site Ecologist, traduzido pelo site Nosso Futuro Comum, mostram que a demanda por óleo de palma dobrou na última década e deve dobrar novamente até 2020. Hoje, os dois países asiáticos respondem, juntos, por mais da metade do total de óleo no mundo. Tanta produção tende ao esgotamento. Estudos dão conta de que a Indonésia e a Malásia não terão mais terras cultiváveis daqui a dez anos.

Nestes países, as áreas de floresta são os últimos habitats remanescentes de animais ameaçados, como o tigre da Sumatra, o rinoceronte asiático e o orangotango.

O vídeo abaixo ilustra bem isso. Em 2010, o Greenpeace iniciou uma campanha mundial para protestar contra grandes corporações que compram óleo de palma de produtores que desmatam. A crítica é aos produtos da linha Dove, da Unilever:


Ele é uma releitura de uma propaganda da Dove:


O chocolate Kit Kat, da Nestlé, também foi satirizado em um vídeo que mostra uma pessoa comendo o dedo de um orangotango no lugar do chocolate.


Após repercussão da campanha, as empresas se compremeteram a excluir da sua lista de fornecedores companhias que possuam ou gerenciem “plantações ou fazendas de alto risco ligadas ao desmatamento”.

Além de todos os problema decorrentes do desmatamento, muitas florestas estão localizadas sobre turfas – sumidouros de carbono natural que contém grandes reservas de gases de efeito estufa. “Os produtores de palma, pela queimada que fazem das copas da floresta e pela drenagem da turfa, inadvertidamente liberam este carbono estocado para a atmosfera”, explica o artigo do Ecologist. “Esquemas de certificação sustentável foram criados, mas os ecologistas cada vez mais questionam se realmente esta alternativa funciona”.

No Brasil

Por aqui, o Governo Federal criou, em 2010, o Programa de Produção Sustentável de Óleo de Palma no Brasil, baseado nas diretrizes de preservação de vegetação nativa, produção integrada à agricultura familiar e com ênfase em áreas degradadas da Amazônia Legal e na reconversão de áreas utilizadas para cana de açúcar.

O Zoneamento Agroecológico da Palma delimitou apenas áreas aptas em regiões que sofreram ação humana. Com a proibição do desmatamento de área de vegetação nativa para plantio em todo território nacional, o total de áreas aptas caiu de 232,8 milhões para 31, 8 milhões de hectares – em 96,3% do território nacional não é permitido plantar palma.

Mesmo com o programa, o plantio sustentável de palma pode gerar desmatamento indireto, como explica o Greenpeace. Isso porque o gradativo aumento da produção pode empurrar setores como gado e alimentos para cima de áreas cobertas com floresta.

Fonte: Superinteressante 

Aproveite o fim do horário de verão para ser mais sustentável



O horário de verão chega ao fim no próximo domingo (17), mas não é por isso que você vai deixar de economizar energia nos dias em que o sol se põe mais cedo. Por isso, separamos algumas dicas para quem está afim de ajudar o planeta e ainda poupar um dinheiro no final do mês:

1. Assalte menos a geladeira

Aproveite o fim do horário de verão como uma boa desculpa para assaltar menos a geladeira – isso porque o eletrodoméstico usa um termostato para manter sua temperatura equilibrada, e, se você abre ou fecha muito a porta, o regulador passa mais tempo ativado e o consumo é maior. A solução, neste caso, é tirar de uma só vez todos os alimentos que serão consumidos durante a refeição e evitar os “assaltos” durante a madrugada.

Se a sua geladeira estiver velha, verifique a vedação da borracha da porta e fique atento na hora de comprar um novo refrigerador: escolha sempre aqueles que possuem o selo Procel de Economia de Energia, o qual certifica os eletrodomésticos que obedecem às normas de economia de eletricidade.

2. Controle o tempo do banho

Não é porque o horário de verão chegou ao fim que os dias quentes também acabaram. Portanto, continue deixando a chave do chuveiro no modo verão e arrisque um banho gelado nos dias de calor – a água fria estimula todos os órgãos do corpo e ainda aumenta a autoestima.

Outra dica importante para contribuir com o planeta é diminuir o tempo do banho, ficando debaixo do chuveiro por, no máximo, dez minutos. Interromper a ducha na hora de ensaboar o corpo também é uma boa pedida, que reduz bastante o gasto de água.

3. Apague as luzes

Uma das maneiras mais práticas de economizar energia em casa é apagar as luzes dos cômodos que estão vazios e não deixá-las acesas antes do por do sol. Além de não demandar esforços, a atitude poupa um bom dinheiro no final do mês, já que as lâmpadas consomem mais de 50kWh a cada trinta dias.

Também vale lembrar que as lâmpadas incandescentes devem dar lugar às fluorescentes ou às LEDs, que, apesar de mais caras, economizam mais energia, duram por mais tempo e são menos prejudiciais ao meio ambiente.

4. Fique de olho no computador

Para ser sustentável, não é preciso deixar de usar o computador. No entanto, fique de olho no tempo em que o monitor permanece ligado e verifique a atividade da CPU, que consome a maior parte da eletricidade. Se você for ficar mais de duas horas afastado da máquina, a melhor saída é desligá-la.

Se for sair da frente do computador por pouco tempo, feche os programas que não estão em uso, deixe-o no modo de descanso e desligue o monitor. Ao fazer isto, a CPU ficará menos sobrecarregada e a velocidade da máquina poderá ser maior.

Além disso, com o monitor desligado, é possível economizar mais energia.  Fique esperto também com o notebook, já que o carregador tem a mesma potência de uma lâmpada incandescente (60W). Sendo assim, evite deixar o gadget na tomada o dia inteiro.

5. Cuidado com a TV

Pode parecer bobagem, mas a TV desperdiça muita eletricidade. Para reverter a situação, basta desligar o aparelho enquanto ninguém estiver assistindo à programação. Nunca deixe a televisão falando sozinha enquanto você está no banho e evite dormir com a TV ligada.

Se você tem uma televisão de tubo de 29 polegadas (daquelas que possuem uma “caixa” atrás da tela), saiba que ela consome o dobro de energia das TVs de LED de 32 polegadas.

Fonte: Ciclo Vivo 

Concurso escolhe melhor projeto para apartamento funcional e sustentável



É possível utilizar pequenos espaços para criar ambientes confortáveis e funcionais. Para comprovar esta premissa, o norte-americano Graham Hill, criador do site TreeHugger, lançou um concurso no qual desafiou pessoas de todo o mundo a projetarem um apartamento usando a menor quantidade possível de materiais e espaço.

A ideia surgiu quando Hill comprou dois pequenos apartamentos em Nova York. A proposta era mostrar às pessoas que é possível fazer mais com menos. Além da redução no uso dos materiais, o local precisaria contar com acomodações para receber até dois hóspedes, um escritório, uma sala em que fosse possível utilizar um telão e um home theater e ainda que a sala de jantar suportasse receber, confortavelmente, até 12 pessoas.


O projeto foi chamado de LifeEdited e se tornou um sucesso. Mais de 300 pessoas ao redor do mundo enviaram projetos arquitetônicos para que Hill pudesse realizar seus “grandes sonhos” em um espaço tão pequeno, conforme descrito no site oficial.


O trabalho vencedor foi criado pelo estudante romeno Catalin Sandu, que pensou nos detalhes de cada ambiente do apartamento de 126 m2. Conforme informado pelos idealizadores, o projeto incorporou o uso de móveis planejados, que oferecem flexibilidade aos cômodos, e materiais de construção sustentáveis. Além de inteligente, o espaço interno precisava ser saudável, com bons níveis de qualidade do ar.


O apartamento se tornou a residência de Hill, mas acima de tudo se transformou em um modelo de projetos para outras residências. A sala de estar, por exemplo, se transforma em dormitório, em escritório, em sala de jantar e até em “cinema”, comprovando a versatilidade da residência.

Fonte: Ciclo Vivo 

Designer sueco desenvolve câmera digital de papelão



O equipamento  fotográfico tornou-se um item tão acessível para a população brasileira, que até os celulares mais simples podem apresentar o recurso de tirar fotos com qualidade. Se a prática for ecológica, melhor ainda. Pode parecer estranho, mas já existe uma câmera digital feita de papelão.

A criação é do designer sueco Jesper Kouthoofd e foi batizada de Knäppa. A câmera é pequena, tanto que seu tamanho pode ser comparado ao de uma fita K7. Além de ser fina e leve, ela possui um sistema eletrônico único e dispositivo USB, para que as imagens possam ser transferidas para o computador.


O invólucro de papelão se mantém fixo com somente dois parafusos de plástico e a máquina funciona com apenas duas pilhas AA. A câmera tem foco fixo e um visor feito de uma abertura retangular simples no corpo do cartão. Com sensor de 2,3MP, a tecnologia do equipamento permite que sejam armazenadas até 40 imagens.


O projeto da máquina fotográfica ecológica foi criado especialmente para a coleção de design PS Project Design da empresa sueca IKEA, especializada na venda de produtos domésticos.  De acordo com o site de design Idea Fixa, ela já é considerada a mais barata do mundo.


Para entender melhor como funciona a Knäppa veja aqui seu manual de instruções. A máquina foi distribuída apenas em alguns eventos selecionados pela IKEA e ainda está disponível, mas em edição limitada.

Fonte: Ciclo Vivo 

Estudante alemão cria dispositivo que gera energia a partir de radiações eletromagnéticas


O estudante alemão Dennis Siegel criou um gerador que transforma em energia as ondas transmitidas no ar por qualquer aparelho elétrico, desde cabeamentos de energia e antenas, até celulares e roteadores. O dispositivo aproveita as radiações eletromagnéticas para produzir eletricidade.

A brilhante invenção do estudante da Universidade de Arte de Bremem funciona em duas versões: tanto aproveitando as radiações de frequências baixas (entre 50 e 60 Hz), como gerando eletricidade através das altas frequências (ondas de rádio, telefonia, bluetooth e WiFi), que se propagam pelo ar.

Como os estudos não foram concluídos, ainda não é possível afirmar que há radiação e tecnologia suficientes para que o gerador seja mais eficiente e menos limitado em alcance e geração. No entanto, o estudante garante que o sistema é capaz de carregar uma bateria AA por dia, usando apenas a eletricidade obtida das radiações eletromagnéticas.

Siegel ainda não patenteou sua invenção, entretanto, o equipamento segue os mesmos princípios dos carregadores sem fios, que vêm sendo cada vez mais usados por smartphones. Porém, o desafio deste tipo de geração é direcionar a eletricidade para o aparelho em que será utilizada.

De acordo com especialistas, o sistema desenvolvido por Siegel é simples, já que qualquer aparelho ligado à eletricidade emite radiação eletromagnética – e, se canalizada em bobinas de cobre, por exemplo, esta força poderá gerar energia elétrica. O estudante não forneceu informações detalhadas sobre o dispositivo que ainda está em fase de testes e não tem previsão para chegar ao mercado.  
Fonte: Ciclo Vivo 

Escola de samba carioca vencedora homenageia homem do campo



Foi com o samba rural que a escola de samba da Vila Isabel conquistou o primeiro lugar no Carnaval carioca deste ano. Para o presidente da agremiação vencedora, Wilson Alves, o enredo que homenageia o agricultor brasileiro contribuiu para o título.

A escola escolheu o tema “A Vila canta o Brasil celeiro do mundo – água no feijão que chegou mais um”. Representando os ícones do campo, a bateria foi fantasiada de espantalhos, na ala das baianas havia joaninhas, galos e até gafanhotos, lembrando as pragas agrícolas que atingem essas áreas.

Também desfilou na avenida o cantor Martinho da Vila, um dos autores do samba, que também aproveitou para comemorar seu aniversário de 75 anos. Além disso, houve apresentação da terra do produtor. Um dos carros, por exemplo, mostrava um tatu representando as dificuldades do homem que vive do campo, como as inundações e a seca.

Com flores, frutas e legumes a Vila Isabel mostrou a renovação da vida e a diversidade. Todas essas questões buscaram retratar a realidade do agricultor e o vice-presidente da Unidade de Proteção de Cultivos da Basf, Maurício Russomano, afirma que eles se sentiram bem representados pela escola.

"Os produtores rurais se sentiram reconhecidos, o que era uma de nossas principais preocupações. Pelo menos o público na Marquês de Sapucaí e as pessoas que acompanharam o desfile pela televisão puderam comprovar a importância do setor agrícola e dos próprios agricultores. Isso já valeu todo o nosso esforço", afirmou Russomano. Ele acompanhou a ideia do tema da Vila Isabel desde o início, inclusive, auxiliando com informações e contatos. “Estamos extremamente satisfeitos com o resultado", disse à Revista Globo Rural.

Quem não pode conferir, ainda terá oportunidade de ver de perto o trabalho da Vila Isabel no desfile das campeãs que acontece no próximo sábado (16), na Marquês de Sapucaí, Rio de Janeiro, ou na festa da escola junto com a Império da Tijuca, que ocorre nessa sexta-feira (15), na Cidade do Samba, Região Portuária do Rio. A celebração será às 18h com entrada gratuita.

Fonte: Ciclo Vivo 

Revolução energética já é realidade










Por André Trigueiro

Chegam de diferentes partes do mundo sinais cada vez mais evidentes de que os investimentos em fontes limpas e renováveis de energia vão modificando com rapidez surpreendente a configuração da matriz energética. Durante o carnaval, com o Brasil ainda sob o reinado de Momo, a Associação de Energia Eólica da China informou que o vento ultrapassou em importância a energia nuclear naquele país. Segundo o comunicado, em 2012 a geração eólica alcançou a marca de 100 bilhões de quilowatt-hora (Kwh) fazendo com que o vento assumisse a terceira posição no ranking da matriz energética chinesa, atrás do carvão e da hidroeletricidade. O objetivo do governo de Pequim é fazer com que a energia eólica cresça mais de 50% até 2015.

Enquanto os chineses celebravam o feito, os norte-americanos comemoravam um outro recorde: 2012 entrou para a história como o ano que os Estados Unidos mais investiram em energia eólica. Com o acréscimo de 13,1GW de capacidade instalada na rede (o vento foi a fonte de energia que mais cresceu ano passado naquele país) os americanos evitam a emissão de 96 milhões de toneladas de C02 por ano, ou 1,8% das emissões totais. De acordo com a Associação de Energia Eólica dos Estados Unidos, os aerogeradores já produzem energia suficiente para abastecer 14,7 milhões de lares. E os investimentos prosseguem no embalo do segundo mandato do presidente Barack Obama, que na terça-feira “gorda”, enquanto os foliões se esbaldavam no último dia de carnaval por aqui, renovava seus compromissos em favor de novas fontes de energia no tradicional discurso Estado da União, no Congresso americano. Obama propôs uma nova legislação para reduzir ainda mais as emissões de gases estufa, sugeriu a criação de um fundo que financie o desenvolvimento de novas tecnologias para carros e caminhões, “para que eles deixem de usar petróleo para sempre” e lançou como meta para os próximos vinte anos cortar pela metade o desperdício de energia nas casas e empresas americanas.      

Do outro lado do Oceano Atlântico, no velho continente, os espanhóis iniciaram o ano batendo um novo recorde de produção de energia eólica (em 16/1) com mais de 345 mil MWh em um único dia. De acordo com as autoridades locais, a marca equivale a quase 40% de toda geração de energia no país naquela data, incluindo todas as demais fontes renováveis, nuclear e fósseis. O vento dominou a matriz energética durante mais de dez horas, superando neste período os 14 mil MW.

Na Austrália, maior exportador mundial de carvão (onde este recurso é abundante), a produção de energia eólica já se tornou mais barata que a gerada por termelétricas a carvão ou gás. Segundo o diretor da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), Michael Liebreich “a energia limpa é um agente de transformação que promete virar de cabeça para baixo a economia dos sistemas de energia”.   
            
Outro país que também festejou muito os resultados de 2012 foi a Alemanha. No ano passado, o país registrou um aumento de 45% na produção de energia solar, recorde histórico. Graças à instalação de mais 1,3 milhão de sistemas fotovoltaicos, 8 milhões de residências foram abastecidas com energia solar naquele país. O diretor da Associação da Indústria Solar da Alemanha afirmou que os investimentos no setor quadruplicaram nos últimos três anos. Com a produção em escala, o preço das placas fotovoltaicas caiu pela metade. Merece registro o fato de que a Alemanha é um país com muito menos radiação solar do que o Brasil.

Falando em Brasil, avançamos na expansão da energia eólica em nossa matriz energética (o número de pessoas beneficiadas pela energia do vento no país é de aproximadamente 12 milhões) e no crescimento dos coletores solares para aquecer a água do banho (já são mais de 2,5 milhões de coletores instalados). Mas não há ainda política definida para a produção de energia elétrica a partir do sol. Fala-se abertamente no governo na inclusão das térmicas a óleo, carvão e gás (hoje acionadas apenas em períodos de forte estiagem) na matriz energética. Também se discute a construção de novas usinas nucleares, a exploração do gás de xisto e, por fim, a construção de novas hidrelétricas em áreas de floresta na Amazônia.

Se temos em nosso favor o privilégio de poder realizar escolhas (na maioria dos países o cardápio de opções energéticas é bem mais restrito que aqui), importa agir com inteligência, visão de longo prazo, e considerar as novas diretrizes que regem os investimentos globais em energia. Em resumo: fontes fósseis (ainda muito importantes e prevalentes no mundo) perdem progressivamente prestígio e importância (o Brasil do pré-sal é uma das exceções). E pela velocidade com que os países desenvolvidos investem em inovação tecnológica na direção de fontes mais limpas, a “descarbonização” da matriz energética parece ser o norte magnético da bússola. Certo é que as escolhas que o Brasil fizer nos próximos anos serão determinantes para a maior ou menor inteligência de todo o sistema elétrico do país para além do século XXI.

Fonte: Globo.com 

Figueira é preservada e fica no meio de rodovia em obras em Itapetininga



As obras de ampliação da rodovia Gladys Bernardes Minhoto (SP-129), que liga os municípios de Itapetininga e Tatuí (SP), têm gerado polêmica entre os usuários da via. Isso porque uma figueira centenária que existe no local não pode ser derrubada e a rodovia está sendo construída ao redor dela. Moradores e motoristas acreditam que a árvore no meio da pista pode contribuir para acidentes.

Para o agricultor Ivaldo Lemes dos Santos, que mora na região, por ser uma via de trânsito rápido, alguém pode se distrair e se chocar contra a figueira. “Ninguém vai andar aqui a 50 km/h. Os carros vão trafegar na velocidade normal de uma rodovia, que chega a 100 km/h. Uma distração aqui poderá ser fatal”, opina.
Assista à matéria na íntegra 

O morador registrou o problema por meio de fotos e levou um advogado para avaliar a situação. Segundo o advogado Ricardo Lopes de Oliveira, a árvore pode atrapalhar o trânsito e está muito velha para permanecer na rodovia.

De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a rodovia está em obras desde dezembro de 2011 e a figueira, localizada no quilômetro 13 da rodovia, será preservada pelo meio ambiente.

Funcionários que trabalham na obra afirmaram que em volta da árvore será colocado um guard-rail, além da sinalização para facilitar a visibilidade dos motoristas. O DER confirma a informação e acrescenta que no trecho as pistas serão alargadas e sinalizadas para evitar acidentes. A previsão é que as intervenções sejam concluídas em abril deste ano.

Fonte: Globo.com 

A ONU quer saber: que mudanças você quer ver no mundo?



Foto: martinak15/Creative Commons

Já ouviu falar nos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio? São oito metas criadas pela ONU em 2000 para erradicar a pobreza extrema no mundo e que expiram em 2015. Apesar dos avanços na questão, o objetivo – não precisa nem dizer – está longe de ser alcançado. Por isso, no ano passado, durante a Rio+20, foram acordadas novas metas para daqui a dois anos, rumo ao desenvolvimento sustentável do planeta: os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A diferença, desta vez, é que a ONU quer a sua ajuda e de todos os outros cidadãos para definir as metas pós-2015. Para isso, a organização criou a iniciativa Meu Mundo, que convida pessoas do mundo todo a responder à pergunta “Quais as mudanças mais importantes que precisam ser feitas no planeta?”.

O internauta tem o direito de escolher seis das 16 opções oferecidas pela ONU – e, ainda, pode sugerir mais uma prioridade de mudança que não foi citada pela organização. São elas:

– liberdade política;
– eliminação do preconceito e discriminação;
– melhoria nos transportes e estradas;
– acesso à energia em casa;
– combate às mudanças climáticas;
– governo honesto e atuante;
– acesso à água potável e saneamento;
– acesso a alimentos de qualidade;
– proteção a florestas, rios e oceanos;
– apoio às pessoas que não podem trabalhar;
– acesso a telefone e internet;
– igualdade entre homens e mulheres;
– melhoria dos serviços de saúde;
– proteção contra o crime e a violência;
– educação de qualidade e
– melhores oportunidades de trabalho.

Os resultados serão compartilhados com os líderes mundiais responsáveis pela definição dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, para que eles levem em conta a voz da população em suas decisões. Por enquanto, o Brasil é o país com maior número de participantes na ação Meu Mundo. Você vai ficar de fora? Participe!


Fonte: Planeta Sustentável

Cada árvore da Mata Atlântica chega a retirar 163 kg de CO2 da atmosfera



A amostra abrangeu árvores de idades entre 3 a 11 anos. | Foto: Glauco Umbelino/Flickr

Estudo realizado pelo Instituto Totum e pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da Universidade de São Paulo em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, estima que cada árvore da Mata Atlântica absorve 163,14 kg de gás carbônico (CO2) equivalente ao longo de seus primeiros 20 anos.

O gás carbônico em excesso no ar é prejudicial, sendo uma das substâncias responsáveis por mudanças no clima. O estudo foi feito com base em análises de amostras do plantio de árvores nativas dos projetos Clickarvore e Florestas do Futuro, programas de restauração florestal da Fundação SOS Mata Atlântica.

Para fazer a estimativa, foi considerado um plantio médio de 1.667 mudas por hectare. A amostra abrangeu árvores de idades entre 3 a 11 anos, sendo projetada uma expectativa para a idade de 20 anos. “Esta é a segunda etapa do monitoramento dos plantios. Iniciamos o acompanhamento em 2007 somente em quatro áreas do projeto Clickárvore as quais remedimos no ano passado, além de incluir mais quatro áreas do projeto Florestas do Futuro. Isso nos permitiu ajustar a curva de crescimento construída anteriormente, que na época apontava valor de 250kg de CO2e em 20 anos. Para chegar ao resultado da projeção, consideramos idades e espécies de árvores diferentes, no bioma, clima e diversidade da Mata Atlântica”, informa Fernando Lopes, diretor do Instituto Totum. 

O estudo também estimou o sequestro de gás carbônico desde o início da implantação dos programas. Ao longo de 11 anos (de 2000 a 2011), o plantio de 23.354.266 árvores do Clickárvore retirou da atmosfera em torno de 1,05 milhão de toneladas de gás carbônico equivalente, ou seja, 7,27 kg de CO2 e por árvore plantada por ano.  Já as 3.842.426 árvores do Florestas do Futuro sequestraram  194, 23 mil toneladas de CO2 equivalente,  o que corresponde à remoção anual de 10,11 kg de CO2e por árvore, de 2003 a 2011. As diferenças de absorção de CO2e entre as áreas ocorrem devido a fatores diferentes, como espécie, clima e solo, que impactam o desenvolvimento das árvores em cada local avaliado.

Para assegurar a restauração de uma área degradada com essências nativas, o plantio deve seguir normas, como selecionar espécies adequadas para a região, averiguar a qualidade de sementes e de mudas, preparar o solo para o plantio e cuidar da manutenção da área. Se as normas forem seguidas, os reflorestamentos serão mais eficientes na remoção de gases do efeito estufa da atmosfera, com reconhecimento da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC).

A análise de ambos os programas de reflorestamento avaliou oito plantios nas regiões de Penápolis, Valparaíso, Ibaté, Andradina, Salesópolis, Itatiba e Itu, em São Paulo; e uma região no estado do Rio de Janeiro, em Pinheiral.  Foram medidas e identificadas 2.496 árvores, de 128 espécies. Para o cálculo de biomassa e do carbono, o relatório considerou as árvores com Diâmetro à Altura do Peito (DAP) igual ou superior a cinco centímetros.

Segundo Rafael Bitante, Coordenador de Restauração Florestal da SOS Mata Atlântica, o aquecimento global há alguns anos vem sendo pauta nos noticiários e a cada dia, o reflexo desse fenômeno é sentido de maneira mais frequente pela vida na Terra. Diante deste cenário, cada vez mais empresas e pessoas procuram compensar as emissões de CO2, apontado como um dos principais gases causadores do efeito estufa (GEE). “A parceria com o Instituto Totum e a Esalq  são fundamentais para contribuir à ciência e subsidiar esforços na mitigação destes efeitos unindo a experiência da Fundação SOS Mata Atlântica na execução de projetos de restauração florestal para compensação ambiental”, destaca.


Fonte: CicloVivo

Distrito londrino multa quem cospe ou urina em locais públicos



As pessoas que forem pegas em flagrante pelos agentes civis serão multadas em 80 libras, o equivalente a R$ 243. | Foto: Adcuz/Flickr


O distrito de Walthan Forest, na região nordeste de Londres, anunciou uma legislação que multará os cidadãos que forem pegos cuspindo ou urinando nas ruas. A medida tem como intuito conscientizar a população e proteger a paisagem da cidade.

De acordo com as autoridades locais, conforme noticiado no site London Evening Standard, as pessoas que forem pegas em flagrante pelos agentes civis serão multadas em 80 libras, o equivalente a R$ 243.

Outro distrito londrino, Enfield, tem proposta parecida, mas ainda aguarda a autorização do governo para que a medida seja efetivamente aplicada. Em Waltham Forest a proibição foi facilmente liberada, pois a urina e a saliva foram classificadas como resíduos.

Em declaração à publicação britânica, o vice-líder do Conselho local, Clyde Loakes, explicou que esses comportamentos são considerados “antissociais”, mas, ainda assim, parte dos moradores continua achando que as práticas são aceitáveis. Ele comparou a medida à mudança de comportamento dos ingleses em relação ao descarte de bitucas de cigarro e à coleta das fezes de cachorros. “Nós precisamos fazer com que o ato de cuspir e urinar na rua se tornem tabus”.

“Eu não acredito que a maior parte das pessoas precisa que alguém as diga que é totalmente repugnante e inadequado manter essas práticas em locais públicos. Mas, claramente, existem alguns que necessitam de uma forma de sanção para torná-los norma no comportamento de toda a comunidade”, finalizou o Loakes. 

Com informações do London Evening Standard.

Fonte: CiclovVivo

Menino de dez anos cria empresa de reciclagem e doa lucro para crianças sem-teto



Além de ir à escola, o que você fazia durante o seu tempo livre quando tinha dez anos? Enquanto a maioria das crianças desta idade ainda está se familiarizando com o mundo, o menino norte-americano Vanis Buckholz assumiu o compromisso de torná-lo um lugar melhor para se viver. Acredite: ele é presidente de uma empresa de reciclagem em sua cidade natal, Corona del Mar, na Califórnia, e o negócio está indo muito bem.

Há três anos, Vanis criou a My ReCycler e se tornou um dos mais jovens eco-empreendedores do mundo, com apenas sete anos de idade! A ideia surgiu na escola, quando aprendeu sobre a importância de reciclar. Foi assim que ele percebeu o tanto de coisas que poderiam ser reutilizadas que iam parar no lixo todos os dias. Mas é claro que, para fazer a empresa dar certo, ele contou com muito apoio!

“Meus pais disseram que iriam me ajudar e que nós deveríamos começar primeiro em casa. Eu fiquei muito surpreso com a quantidade de coisas que nós jogávamos fora. Depois de um tempo, comecei a guardar recicláveis de parentes e vizinhos”, conta o menino no site da iniciativa. Não demorou muito e ele começou a fazer essa coleta para todos os amigos também.

Nessa época, Vanis circulava pela cidade de patinete, recolhendo lixo na praia, nas ruas e nos parques, para separá-los em casa. “Meus pais me ensinaram a nunca poluir, então recolher lixo era algo que sempre fizemos. Mas agora faz parte do negócio”, diz.

A quantidade de material reciclável aumentou rapidamente e Vanis trocou o patinete por uma bicicleta com um pequeno reboque acoplado. Ele conquistou tantos clientes que, hoje, já percorre a cidade na caçamba de uma pick-up!


Como se já não fosse surpreendente o bastante para um menino ambicioso, quando a empresa cresceu, decidiu doar 25% dos lucros para o ProjectHope Alliance, que apoia crianças e famílias sem-teto do Condado de Orange. Inspirador, não?

“É muito fácil não fazer nada. Mas é muito bom fazer alguma coisa! Sempre digo a meus clientes que ‘qualquer coisa ajuda’. Mesmo uma simples garrafa”, conclui.


Fonte: Planeta Sustentável

Vigilante do DF transforma sucata em réplicas



Seu trabalho é comercializado em feiras da região, sendo que cada peça pode custar de R$ 40 a R$ 600. | Imagem: Reprodução


Reaproveitar a sucata para criar novos objetos é uma prática antiga e comum, mesmo assim essas iniciativas ganham destaque, principalmente, pela criatividade com que os materiais são usados. Além de ser uma prática sustentável, ela ainda pode ser aplicada para complementar a renda financeira. Esse é o caso, do vigilante Wagner Agnaldo de Souza, que através dessa técnica faz enfeites como relógios, guitarras e motos.

O vigilante, morador de Samambaia, no Distrito Federal, recolhe os materiais nas ruas ou recebe doação de vizinhos. Em até dois dias, ele transforma parte de veículos, enxadas e panelas em arte.


A habilidade surgiu ainda na infância. Era ele quem fazia os brinquedos para suas irmãs e para ele mesmo, usando apenas o que encontrava na rua. Hoje, parte de suas criações são encomendadas. É o caso de uma réplica de São Jorge feita com chapa de ferro, um cavalo de plástico, garfos e corrente de moto.

O objeto teve mais destaque com a estreia da novela Salve Jorge, exibida na Rede Globo. Em entrevista ao G1, ele afirmou que são feitos muitos pedidos da réplica e que esta também é sua peça preferida.



Seu trabalho é comercializado em feiras da região, sendo que cada peça pode custar de R$ 40 a R$ 600. O dinheiro extra é utilizado para pagar diversas contas, uma vez que o seu salário de R$ 1,9 mil de vigilante não é suficiente.

Para começar o negócio, ele teve que investir R$ 700 na compra de uma máquina de solda, uma lixadeira e uma furadeira. Todos os equipamentos ficam na garagem de sua casa, lugar onde ele realiza seu trabalho.


A ajuda financeira é um estímulo à prática de uma atividade que ele realiza com vontade, mas ele lembra que a questão ambiental também é muito importante. "Meu recado é: cuide. O planeta está pedindo socorro. Para mim, o lixo tem utilidade, e muita. Eu faço do meu lixo um luxo. Tudo que me entregam eu transformo em algo útil." 


Com informações do G1.

Fonte: CicloVivo

Aprenda a renovar uma mesa utilizando fita adesiva colorida



As fitas cobriram todo o tampo da mesa. | Foto: Elise


Dar nova vida a objetos antigos não é uma tarefa difícil. Existem diversas opções de artesanato que modificam utensílios velhos. É possível encontrar uma utilidade diferente, pintá-los ou reformá-los. A dica de hoje é para as pessoas que não têm muita habilidade com os pinceis e apostam na renovação feita com fitas adesivas.

Esta ideia foi publicada inicialmente no site LadyCroissant, da francesa Adelaide. Depois que ela compartilhou sua experiência em colorir uma mesa que era branca e sem graça, a técnica se espalhou pela internet e outras pessoas seguiram o mesmo exemplo, aplicando o conceito em diversos objetos.

Adelaide precisou de nove rolos de fita adesiva em cores diferentes. Com esse material em mãos tem início o artesanato, que também pode ser considerado uma terapia. Ela cobriu todo o tampo de sua mesa. Portanto, colou tiras simétricas por toda a superfície. As cores foram se alternando, bem como a grossura das tiras, que não precisam ser uniformes.


Adelaide precisou de nove rolos de fita adesiva em cores diferentes. | Foto: Lady Croissant


Em sua publicação, Adelaide cita o exemplo da norte-americana Elise, que também aplicou a técnica na bancada de sua casa. Além de usar as fitas adesivas coloridas em mesas, também é possível aplicá-las na renovação de cadeiras, armários, paredes (que podem ganhar desenhos personalizados), latas e vidros.

Está é uma opção prática, fácil e rápida para acrescentar cor aos ambientes. Artesanatos deste tipo também são baratos, já que as fitas adesivas custam menos que as tintas e são fáceis de manusear.



Fonte: CicloVivo

Por que gerar energia solar em casa pode ser um bom negócio


Gerar energia solar em casa hoje permite que não se tenha que pagar nada na conta de luz no fim do mês e até ficar com crédito com a distribuidora de energia. Veja como:



Painéis de captação de energia solar em João Pessoa (PB): com a nova medida, o consumidor se torna um produtor de energia quando o consumo é menor que a produção

Você já pensou em receber a conta de luz no fim do mês e não ter de pagar nada pela energia usada durante o mês? Melhor: já imaginou ter crédito com as companhias de energia? Pois as medidas adotadas pela Aneel na resolução 482, publicada no ano passado, são um grande passo para que isso aconteça. De acordo com as novas regras, além da regulamentação da produção de energia solar no país, há agora o sistema de compensação de créditos a favor do consumidor, o que viabiliza economicamente os sistemas de energia solar.

 “É algo bastante simples. Toda energia gerada durante o dia pelo sistema de eletricidade solar será usada pelos eletrodomésticos e demais equipamentos que estão consumindo energia naquele momento. Mas se houver excedente de energia, esta quantidade será exportada para a rede da distribuidora, que retornará a energia em forma de crédito na conta do consumidor”, explica Jonas Gazoli, diretor da empresa Eudora Solar.

O crédito pode ser usado por 36 meses, inclusive em outras instalações do próprio consumidor, sendo usada durante a noite ou em dias de chuva, por exemplo, quando o sistema solar não está produzindo energia na ausência do astro-rei.

“Esse sistema permite que o consumidor tenha contabilizada a geração de energia mesmo quando não estiver usando. Na prática, ele se torna um produtor de energia em alguns momentos do dia, quando o consumo é baixo ou não há consumo”, diz Marcelo Gradella Villalva, pesquisador e professor da Unesp.

Como é mais comum as pessoas não estarem em casa durante o dia, o sistema de compensação faz com que, no final do mês, toda a energia produzida seja descontada na conta de luz, resultando em uma economia que pode chegar a 100%.

Válida para todo mundo

A medida é tão favorável que até mesmo universidades estão fazendo uso de eletricidade solar visando a redução nos gastos.

É o caso, por exemplo, da Fumec BH (MG), que agora conta com o sistema implantado pelo engenheiro e professor da instituição Virgilio Medeiros.

“Como sou professor da disciplina energia solar, fiz com que o projeto fotovoltaico tivesse a participação dos alunos e do corpo técnico da escola para desenvolvimento de competências dentro da faculdade”, conta.

Mas se você gostou da ideia, não desanime, pois essa também é uma ótima medida para residências. “Já que toda energia gerada pelos painéis solares deixa de ser buscada na concessionária local de energia, o sistema fotovoltaico gera uma economia imediata na conta de energia elétrica”, salienta Luis Felipe Lima, proprietário da empresa Minha Casa Solar.
A conclusão é que energia solar, além de limpa por não consumir recursos naturais, é um bom negócio.

 “Nossa tarifa de energia é cara e os reajustes são anuais por causa da inflação. Apesar de o governo estar tentando baixá-las, ela vai continuar custando caro. Assim, quando você instala um sistema solar fotovoltaico, na verdade está comprando antecipadamente a energia elétrica que vai consumir durante os próximos 30 anos", afirma Marcelo Villalva, da Unesp.

"Imagine 10, 20 ou 30 anos de inflação sobre o preço atual da eletricidade. Não é preciso fazer muitas contas para perceber que é vantajoso investir em um sistema como esse”, completa o professor.

O tempo de retorno do investimento gira em torno de 5 a 10 anos, dependendo do local onde é instalado. Por último, para quem está pensando em instalar este tipo de sistema, existe mais um benefício: a valorização do imóvel, já que residências equipadas com tecnologias verdes e autossuficientes em energia tendem a ser valorizados no mercado.

Como ter desconto na conta de luz?
Para gerar sua própria eletricidade com energia solar você deve instalar um conjunto de equipamentos composto por módulos fotovoltaicos, um inversor eletrônico e um quadro elétrico especial.

“A instalação do sistema demora de dois a três dias e deve ser feita por uma empresa especializada. Antes de tudo você precisa solicitar uma autorização e apresentar um projeto técnico para a concessionária de eletricidade local. Depois de instalado o sistema, você passa a receber uma fatura de eletricidade onde constam dois itens: a energia consumida e a energia produzida pela residência. Se a residência conseguir gerar 100% de sua eletricidade, você não vai pagar nada no final do mês, exceto a taxa básica de conexão à rede elétrica”, explica Villalva.

O investimento inicial gira em torno de R$ 15 mil a R$ 40 mil, dependendo do consumo da família. “Mas já existem tecnologias com microinversores que permitem um investimento inicial menor e mais gradual. O consumidor pode montar, por exemplo, um sistema composto por apenas um ou dois painéis fotovoltaicos e aumentar a quantidade de módulos gradativamente. Isso pode reduzir o investimento inicial para cerca de R$ 5 mil a R$ 15 mil”, calcula Lima, da empresa Minha Casa Solar.

O investimento é preciso porque os módulos são diferentes dos coletores solares térmicos já conhecidos, que apenas servem para aquecer a água. Eles são feitos de células de silício ultra-puro, que transformam a luz do Sol em corrente elétrica.
Para que deem resultado, eles são ligados a um inversor, que é um equipamento eletrônico que converte a energia em corrente alternada que é usada na residência.

"O inversor é um equipamento de pequenas dimensões e pode ser instalado em qualquer lugar da casa como, por exemplo, na área de serviço ou em alguma parte externa. O inversor fica conectado à instalação elétrica da residência através de um quadro elétrico especial, que possui alguns dispositivos de segurança necessários para a operação do sistema. Feito isso, o sistema de eletricidade solar passa a alimentar a residência simultaneamente com a rede elétrica pública”, explica o professor Villalva.

Esses acessórios serão fundamentais para que a energia gerada se transforme em economia para o seu bolso.


Fonte: Exame

Matt Damon faz greve de “banheiro” para economizar água


Em campanha bem humorada para o Water.org, ator e ativista diz que privação é um protesto contra o acesso desigual à água no mundo.


"Em todo o mundo, há mais pessoas com telefones celulares do que com banheiros", afirma
Em um vídeo de três minutos, o ator americano Matt Damon faz uma declaração bombástica diante de uma plateia numerosa de jornalistas: “Não vou mais ao banheiro”, diz ele, deixando todos perplexos. Ativista do meio ambiente, Matt explica que a privação é para economizar água, parte de um protesto pessoal contra o acesso desigual a esse recurso precioso.


A afirmação é parte de uma campanha bem humorada promovida pela Water.org, que visa angariar fundos para tornar universal o acesso à água tratada e instalação sanitárias adequadas nas comunidades carentes do globo.

"Em todo o mundo, há mais pessoas com telefones celulares do que com banheiros", afirma o ator no vídeo da campanha lançada esta semana nos EUA. "Enquanto esse problema não for resolvido, a partir de hoje não vou mais ao banheiro", brinca.

De acordo com a Water.org, cerca de 780 milhões de pessoas vivem desprovidas do acesso à água potável. E mais de 2,5 milhões não possuem sequer instalações sanitárias adequadas.




Fonte: Exame