sexta-feira, 26 de julho de 2013

Aprenda a fazer nichos organizadores reutilizando latas


A reciclagem é muito importante, mas melhor que ela é a reutilização de materiais. Existem muitas maneiras de encontrar uma segunda vida para itens simples em sua casa. A dica de hoje é reutilizar latas velhas para fazer nichos organizadores, uma ótima ideia para guardar fios em ateliers de costura.

Neste caso, as latas utilizadas foram de café, mais comuns nos Estados Unidos, porém, você pode adaptar utilizando latas de achocolatado, leite em pó, latas de batata chips ou até mesmo tubos de papelão.

Material

Latas; tintas, papéis para cobrir e decorar, adesivo de contato, fita adesiva, papelão, furadeira.

 

Como montar

Lave bem as latas e seque-as. Elas podem ser decoradas com as cores que desejar ou com alguma pintura diferente. É possível também deixá-las com a cor natural, caso não tenham marcas que possam interferir no aspecto visual. Se preferir, reaproveite retalhos ou restos de algum papel de presente, papel de parede ou de contato e decore as latas da maneira que achar melhor.

Em seguida, depois de secar a decoração, cole-as uma as outras. Junte as latas em pares e deixe-as secar por um dia, a seguir cole os pares uns aos outros, e assim por diante, até que todas estejam ligadas.

Para garantir que fiquem bem presas enquanto são parafusadas à parede, corte tiras de papelão do tamanho da fileira de latas, e cole-as no fundo das latas com uma fita adesiva bem forte, conforme mostra a galeria acima. Seu organizador está pronto para ser usado.
  


Estas mesmas latas podem servir também como organizadoras de mesa. Basta montar um conjunto de três latas, dispostas em linha ou de maneira ‘triangular’. Se preferir, corte a parte superior dos recipientes para que tenham tamanhos diferentes.
  


Com informações do Leethal.


Fonte: CicloVivo

Cidade espanhola ambiciona transformar água residual em biocombustível

O projeto All-gas consiste na reutilização de águas residuais para o cultivo de microalgas e na sua posterior conversão em biodiesel
  
 
A cidade Chiclana de la Frontera, localizada no sudeste da Espanha e com 74.261 habitantes, utiliza a água residual de residências e a energia solar para produzir biocombustível à base de alga. O projeto, batizado de All-gas, custa aproximadamente € 12 milhões  (mais de R$ 35 milhões) - três quintos desse valor são fornecidos pelo programa FP7 (Sétimo Programa-Quadro para a Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico), da União Europeia, para analisar a eficácia do metano produzido a partir de algas derivadas da biomassa.

Enquanto indústrias, como as de cerveja e fábricas de papel, produzem biogás a partir das águas do esgoto, para suprir as necessidades delas próprias em energia, o All-gas usa a técnica pioneira de cultivas as algas do esgoto de um modo sistemático, para produzir uma exportação líquida de bioenergia. Funciona do seguinte modo: o dióxido de carbono é usado para produzir biomassa de algas, e o lodo verde é transformado em gás, um biocombustível limpo comumente usado em ônibus e caminhões de lixo. Entenda melhor o funcionamento do All-gas no vídeo (em espanhol) abaixo:



A instalação em Chiclana, ainda em fase piloto e com 200 metros quadrados de tamanho, colheu a primeira safra de algas no segundo semestre de 2013 e espera abastecer o seu primeiro carro em dezembro.  Os pesquisadores imaginam que esteja tudo pronto e funcionando até 2015, quando são projetados três mil quilos de algas em dez hectares de terra (cerca de dez campos de futebol) para gerar uma produção anual de biocombustíveis no valor de € 100 mil (R$ 294 mil) - suficiente para abastecer 200 carros ou dez caminhões de lixo da cidade por ano.

Frank Rogalla, líder do projeto, afirma que a instalação de esgoto da All-gas é € 2 milhões (R$ 5.878 reais) mais barata para criar e gerir do que uma instalação de esgoto convencional, o que é uma grande vantagem, especialmente para a Espanha, tendo em vista os problemas que enfrenta devido à crise econômica.

A capacidade do projeto em abastecer carros em larga escala dependerá da quantidade e qualidade de bioetanol que produzirá e o custo. Os pesquisadores, até agora, concluíram que pode levar anos até que os biocombustíveis de algas sejam economicamente viáveis​​, embora possam, eventualmente, ser capazes de substituir uma parte do petróleo.

O uso de algas para a produção de biomassa, no entanto, tem sido criticado por alguns pesquisadores, que afirmam que a grande quantidade de água, energia e produtos químicos usados para sua produção torna o processo não sustentável.  Rogalla responde a essas críticas, afirmando que "até agora, ninguém transformou a água residencial em biocombustível, o que é uma ato sustentável".

Modelo

O modelo da All-gas tem atraído o interesse de outros municípios no sul da Espanha, com populações entre 20 mil e 100 mil e com terra suficiente para desenvolver as lagoas de algas. De acordo com Rogalla, há, pelo menos 300 pequenas cidades onde tais projetos poderiam funcionar. As condições necessárias para o bom funcionamento do projeto são: grande extensão de terra e alta incidência de luz solar.


A empresa Aqualia, terceira maior empresa de água privada do mundo e mantenedora desse projeto, manteve contato com o Brasil, os Emirados Árabes Unidos e uma empresa francesa, e discutiu sobre a possibilidade de construção e operação, em regime de concessão, de estações de tratamento de água semelhantes. Mas, por enquanto, nada foi acertado.

Fonte: eCycle

O não tratamento do resíduo do famoso iogurte custa caro à natureza

Com uma textura dos deuses e um resíduo que causa muito problema, iogurte grego ainda precisa de ajustes no tratamento de resíduo para agradar totalmente.


Fonte de vitaminas, cálcio e proteínas, o iogurte é um componente importante da nossa dieta diária. Ele é o resultado da fermentação do leite por bactérias, que recebem o nome de probióticos e são responsáveis pela digestibilidade do alimento. Tendo essa etapa como ponto comum na fabricação de todos os tipos e sabores de iogurte, as diferenças entre o iogurte grego e iogurte mais popularmente conhecido, o de polpa, começam a aparecer logo na etapa seguinte da produção.

Além de usar maior conteúdo de leite, o iogurte grego passa por um processo de filtração, que retira o soro do leite. Esse método, que pode ser seguido por adição de creme de leite, por exemplo, é o responsável pela cremosidade tão apreciada do alimento, capaz de conquistar até o consumidor mais exigente. Mas esse tipo de iogurte, apesar de ter maior quantidade de proteínas e cálcio, também apresenta mais calorias e gorduras.

Os investimentos de indústrias do ramo alimentício neste produto têm movimentado cerca de US$ 2 bilhões anuais, aproximadamente. Em função da possibilidade de crescimento, grandes empresas disputam o mercado de modo acirrado. E, quanto maior a produção do iogurte grego, maior também a quantidade de subprodutos que são descartados.

Foto: Site Relat

Principal resíduo dessa produção, o soro de leite ainda não tem o seu valor de mercado reconhecido no Brasil, e acaba sendo despejado em cursos d’água, causando poluição. O soro possui alta demanda bioquímica de oxigênio, ou seja, necessita de grande quantidade de oxigênio no ambiente para ser degradado. Com isso, compromete o nível de oxigênio presente na água que deveria ser usado pelos animais, que acabam morrendo.

Como o custo de tratar o efluente da fabricação do iogurte seria muito alto, e levando em consideração o valor nutricional do soro de leite, muitos produtores têm devolvido o soro às fazendas. Assim, ele é adicionado à ração dos animais e complementa a carga de proteínas e energia necessitada por eles diariamente. Além disso, o soro poderia ser aproveitado para fabricação de pães, doces, queijo ricota, sucos concentrados e também na extração de leveduras.


Nos Estados Unidos, uma grande empresa de iogurte grego tem dado outro tipo de destinação ao seu resíduo. Ela envia o soro de leite produzido para uma estação de tratamento de águas residuais, que coloca todo o conteúdo recebido em um biodigestor anaeróbico. Nesse grande tanque, cheio de bactérias que trabalham na ausência de oxigênio, é produzido o gás metano. Esse biogás servirá como alimento para geração de energia, que é capaz de alimentar, por exemplo, a própria fábrica de iogurte. Uma maneira inteligente e eficaz econômica e ambientalmente.

Fonte: eCycle

Urina poderá ser convertida em energia elétrica

Cientistas já conseguiram, através da urina, carregar smartphone para enviar mensagens SMS, navegar na web e fazer um  telefonema
  


Já pensou em economizar na conta de luz gerando sua própria energia? Quem sabe num futuro próximo. Pelo menos é o que propõe o Dr. Ioannis Ieropoulos, cientista e especialista em aproveitamento de energia via fontes alternativas. Trabalhando no Laboratório de Robótica de Bristol, em uma colaboração entre a Universidade do Oeste da Inglaterra e da Universidade de Bristol, o cientista já conseguiu desenvolver um modo de carregar celulares com o uso da urina.

Até agora, a energia foi o suficiente para enviar mensagens SMS, navegar na web e fazer um breve telefonema. Porém, os cientistas não querem se limitar a isso e pretendem, em breve, tentar carregar a bateria por longos períodos. O conceito foi testado e funciona, precisa apenas ser aperfeiçoado. A ideia parece vantajosa porque a urina é uma fonte inesgotável para todo o ser humano. Mas como funciona?

Funcionamento

Diferente do método utilizado por jovens africanas, a urina passa por uma cascata de células de combustível microbianas (CCM), que são conversoras de energia, pois transformam a matéria orgânica diretamente em eletricidade através do metabolismo de micro-organismos vivos. Essencialmente, a eletricidade é um subproduto do ciclo natural de vida dos micróbios. Assim, quanto mais eles se alimentam, mesmo de urina, mais energia geram e por longos períodos de tempo.

No entanto, a produção de eletricidade a partir da CCM é relativamente pequena e, até agora, só foi possível armazenar e acumular estes níveis baixos de energia em capacitores ou super-capacitores para ciclos de carga e descarga curtas. Porém, esta é a primeira vez em que foi possível carregar diretamente a bateria de um dispositivo, como um telefone celular - configurando-se num grande avanço.

Mas o melhor que isso pode proporcionar vai além de carregar celulares. Os cientistas acreditam que, no futuro, a tecnologia terá o potencial para ser instalada em banheiros domésticos, aproveitando a urina e produzindo eletricidade suficiente para chuveiros ou iluminação. Isso seria mais um modo de tornar banho de uma maneira sustentável (veja aqui outros modos).

O projeto que  tem sido financiado pelo Engineering and Physical Sciences Research Council (EPSRC), Gates Foundation e a Technology Strategy Board,  tem causado interesse em empresas dos EUA e a África do Sul, que desejam também financiá-lo para o desenvolvimento de um vaso sanitário inteligente.

Veja abaixo, o conceito de geração de energia elétrica via CCM, explicado pelo próprio Dr. Ioannis Ieropoulos:



Fonte: UWE Bristol

quarta-feira, 24 de julho de 2013

China planeja quadruplicar geração de energia solar até 2015

Segundo uma pesquisa da Agência Internacional de Energia (AIE), a produção de energia alternativa colocará o país à frente de Estados Unidos, Índia e Alemanha. Parece difícil acreditar que a China desbancará o país alemão, conhecido por bater recordes em produção sustentável, tendo abastecido com energia solar oito milhões de casas no ano passado. Entretanto, nos próximos dois anos a meta chinesa é quadruplicar sua capacidade solar para 35 gigawatts (GW).

Em comunicado, o país afirmou que o plano é adicionar uma capacidade de cerca de 10 gigawatts anualmente, de 2013 a 2015. Anteriormente, o objetivo era de 21 GW até 2015. A meta foi estabelecida pela State Grid, instituição que gerencia a distribuição de energia elétrica no país, e tem o apoio do Conselho de Estado, principal órgão do governo.

Nos últimos seis meses, a China instalou 40 novos parques solares, que somam ao todo 3 GW, o número já supera a Alemanha em grandes instalações fotovoltaicas.

Além do meio ambiente, o aumento da geração de energia solar beneficiará os produtores de painéis domésticos e os fabricantes de todo o mundo. O plano do governo já fez com aumentasse as ações das empresas chinesas do setor.

Há especialistas descrentes que afirmam que é preciso investir no financiamento para subsídios solares e infraestrutura para aproveitar esse tipo de energia. "Eu acho que a China pode aumentar a capacidade para 21 gigawatts, mas seria muito difícil chegar a 35”, afirmou Jason Cai, analista-chefe da consultoria Solarzoom, com sede em Xangai, à Reuters.


Fonte: Ciclo Vivo 

São Paulo tem 400 espécies de aves; veja quais são e onde encontrá-las

O Verão (Pyrocephalus rubinus) macho é vermelho 
e preto, já a fêmea não é tão bonita: tem a penugem acinzentada
O paulistano que passeia pelo parque Ibirapuera no inverno pode observar... o verão. Ou, se preferir, Pyrocephalus rubinus.
O Ananaí é uma espécie de pato que se camufla com facilidade,
 confundindo-se com a vegetação; ele voa rapidamente

O Anu-branco (Guira guira) tem um cheiro forte e característico 
que pode ser percebido a metros de distância

A Araponga (Procnias nudicollis) é muito visada pelo tráfico ilegal por causa da sua cor e do canto que lembra o badalar de um sino; a espécie está ameaçada de extinção
O Cardeal (Paroaria coronata)







O Pica-pau-verde-barrado (Colaptes melanochloros)




















O Beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura) é corajoso e 
briguento: não tem medo do ser humano

O Caracará (Caracara plancus) ronda estradas e come bichos atropelados


A fêmea de Coruja-orelhuda (Asio clamator)
o Gavião-miúdo (Accipiter striatus)

A Garça-moura (Ardea cocoi)
O Pavó (Pyroderus scutatus)


O Gavião-peneira (Elanus leucurus)
Os periquitos-ricos(Brotogeris tirica)

O Pica-pau-de-banda-branca (Dryocopus lineatus)
O Quero-quero (Vanellus chilensis)


A Rolinha (Columbina talpacoti)

O Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus) é uma das espécies mais comuns
 na cidade; ele constrói ninhos com capim mas, na cidade, chega a usar papel, plástico e até arame






o Tesoura (Tyrannus savana)

O Tucano-de-bico-verde (Ramphastos dicolorus)






































Entre abril e setembro, esse passarinho bate asas para longe do frio do sul, passa por São Paulo e ruma até o Nordeste --daí o nome solar.

Verão é uma das 400 espécies de aves encontradas na cidade, segundo a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. O número parece alto para quem está acostumado a ver só pombos --que são considerados pragas urbanas.

Johan Dalgas Frisch, engenheiro industrial, ornitólogo e 
um dos pioneiros na observação de pássaros no Brasil

Mas basta treinar o olhar e "se sensibilizar para essa maravilha", diz o engenheiro industrial Johan Dalgas Frisch, 83, que se dedica à observação e aves no Brasil desde os 7 anos.

O céu, contudo, não é exatamente o mesmo desde a meninice de Johan.

Os papagaios-verdadeiros (nativos do Norte e do Nordeste e famosos por imitar vozes e músicas) se multiplicaram nos anos 1990, abandonados por traficantes e antigos donos.

Comum no interior, o tucano-toco (do bicão amarelo, uma estrutura óssea esponjosa que supera 20 cm) também nos visita mais. Mas rarearam os pios de perdizes e jacutingas.

O Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) é a ave-símbolo do 
Brasil e seu canto (‘piú-puí-piú) lembra uma flauta 
Cerca de 30 espécies --como o bem-te-vi e o sabiá-laranjeira-- são figurinha fácil em toda a capital, aponta o ornitólogo Fábio Luís Silveira, do Museu de Zoologia da USP.

A maior variedade está em grandes áreas verdes, como o Ibirapuera e a serra da Cantareira. Os parques Villa-Lobos (zona oeste) e do Carmo (zona leste) também têm tipos diversos.

No parque linear Castelo, às margens da represa Guarapiranga, há um mirante ideal para ver aves aquáticas (como o frango-d'água, conhecido entre observadores por emitir sons bem agudos, de "kurrrk" a "kiki").

ELES, PASSARINHO

"O observador era o cara solitário com um binóculo e um guia de bolso. Agora ele é o cara com câmera digital, que compartilha", afirma o produtor cultural Guto Carvalho, 51.

Desde 2006, Guto organiza a feira anual Avistar Brasil --a deste ano, em maio, juntou 1.200 pessoas em três dias no parque Villa-Lobos.

Para o ornitólogo Silveira, quanto mais gente, melhor: "Os observadores leigos dão uma contribuição importante para a ciência".

Boa parte dos dados recolhidos está no WikiAves, atualmente com 1.772 espécies catalogadas. Lorena Patrício Silva, 11, é fã de aves de rapina e "contribuidora sênior" do site feito por colaboradores.

Uma das caçulas da Avistar, a estudante do primeiro grau gosta de "colecionar" novas descobertas.

A última foi no parque Villa-Lobos: um pitiguari, passarinho com cabeça e bico grandes demais para cerca de 16,5 cm de tamanho.

A melhor época para flagrar novidades é no início da primavera, quando os animais estão à caça de parceiros para a reprodução.

No período, a prefeitura oferece cursos gratuitos para aprender a reconhecer espécies e os "points" delas na cidade.

Neste ano serão dois: para iniciantes, em outubro, e um avançado, em setembro, com 50 vagas cada.

Mais informações sobre os cursos em breve no site da Secretaria do Verde.


Fonte: Folha de São Paulo 

Dirt! The Movie: um filme sobre o solo

O documentário é uma aula sobre o solo, não apenas em seu aspecto biológico, mas levando em conta questões econômicas, sociais e politicas
  


"Do pó vieste e ao pó retornarás". Essa é uma passagem bíblica que, apesar de conter vários significados para diversas religiões, poderia servir também como base para definir do que se trata o documentário "Dirt! The Movie": um filme sobre o solo e a tênue relação que com ele desenvolvemos.

Filmado em 2009 e indicado na categoria documentário ao Sundance Film Festival do mesmo ano, a produção enfoca a questão do solo não apenas em seu aspecto biológico, mas destrincha o tema por meio de outros meandros possíveis, tais como o econômico, o social e o politico.

No inicio do documentário, a narrativa explica que a terra, um dos elementos naturais, não se trata de algo sem vida, mas um organismo complexo, de grande importância, base do ambiente em que vivemos. A partir daí o documentário faz um tour histórico sobre o solo, uma herança de bilhões de anos, e sobre como o vimos utilizamos ao longo da existência humana até os dias atuais. Além disso, apresenta com sensibilidade sua importância, os diferentes usos por diversos povos distribuídos pelo mundo, ressaltando aspectos econômicos, culturais e religiosos.

No ápice do filme, problemas gerados pelo mau uso do solo são expostos, a exemplo da crise de produção de alimentos. Aliás, a fome em países africanos é exemplo cruel do péssimo modo de utilização do solo no modelo de agricultura vigente. Ainda nessa esfera, o uso de fertilizantes e compostos químicos são retratados como componentes que podem destruir o solo, tornando-o inútil e improdutivo.

O documentário aponta nossa atitude nociva ao planeta em forma de evidências sobre como lidamos e consumimos os recursos naturais, destruindo-os com o fim de elaborar elementos que consideramos mais "valiosos". David Orr, professor de estudos ambientais da faculdade de Oberlin, consegue sintetizar esse sentimento em sua entrevista para o documentário:

"Montanhas estão sendo destruídas em nome da eletricidade barata. Mas que de barata não tem nada. É inacreditavelmente cara. Tal atitude perante a natureza a enxerga apenas como recursos a serem utilizados, não como benefícios de todos, mas sim dedicados a um número muito reduzido de pessoas, vivendo numa fatia de tempo extremamente fina da jornada humana".

Por fim, o documentário nos provoca a reflexão. Ao vivemos numa sociedade em que o progresso é lema e o urbanismo desenfreado uma bandeira, estamos cada vez mais desconectados das questões ambientais e o filme nos dos deixa a mensagem sobre a necessária reconexão com a terra (e a Terra), base da existência de todos os seres vivos.

Assista ao documentário legendado em português abaixo.

  
Ficha técnica

-Título: Dirt! The Movie
-Diretores: Bill Benenson, Gene Rosow e Eleonore Dailly
-País: EUA
-Lançamento: 2009
-Gênero: documentário
-Duração: 86 minutos



Fonte: eCycle

Crise na Grécia estimula criação de comunidades sustentáveis


A preocupação dos gregos em relação à crise econômica incentivou a população a descobrir formas alternativas de viver. O grupo conhecido como Free and Real é um dos exemplos de comunidades sustentáveis que estão crescendo no país.

Fundada há três anos na ilha de Evia, a Free and Real (Livre e Real, em tradução literal) é uma sociedade alternativa baseada em princípios de sustentabilidade. Ela é formada por dez moradores em tempo integral e mais de cem que residem no local parte do ano.

Free and Real a sigla para o ideal: “Liberdade de recursos para todos, respeito, igualdade e aprendizado”. Foi baseado nestes valores que quatro jovens de Atenas criaram a comunidade.
  


Para o webdesigner Apostolos Sianos, um dos fundadores, a ideia inicial parecia difícil de colocar em prática, mas hoje ele não tem vontade nenhuma de voltar ao que era antes. "Quando tomei a decisão de abandonar a cidade e morar neste pedaço de terra, fiquei um pouco nervoso. Mas agora não consigo me imaginar naquele estilo de vida outra vez", disse à BBC.

Além do conforto, Sianos teve de abdicar de seu emprego. Para sobreviverem, os moradores se alimentam da comida produzida por eles mesmos. Na comunidade não há energia elétrica e eles moram em cabanas comunitárias também construídas pelos próprios moradores. Todo o excedente da produção é trocado em um o vilarejo por produtos de que necessitem. É como se voltassem ao tempo em que a economia era baseada no escambo.

 


A ideia de criar a Free and Real surgiu em 2008 em um fórum da internet. Para os jovens fundadores, a Grécia já estava em crise na área da educação, no sistema de saúde e meio ambiente.


Com o agravamento do problema econômico, que ganhou destaque em 2010, o estilo de vida alternativo tem sido mais procurado. Muitos interessados buscam a Free and Real para aprender técnicas de vida sustentáveis e saber mais sobre agricultura orgânica.

 
 
"A crise financeira grega está dando uma enorme oportunidade às pessoas para verem que o sistema em que vivem não está funcionando, então podem começar a procurar alternativas", acredita Sianos.

Outro grupo de destaque na Grécia é a Associação dos Desempregados. Os integrantes lutam por melhores condições fazendo passeatas e protestos. Eles também dão apoio psicológico aos desempregados e distribuem cestas básicas para famílias em dificuldades.

A associação surgiu na ilha de Creta e desde a sua fundação, em 2010, iniciativas semelhantes têm aparecido. Algumas das reivindicações são para que os desempregados tenham descontos nas contas de luz e telefone e transporte gratuito.

Nikos Karantinakis é o diretor da associação. Ele também passa dificuldades e precisa de auxílio para sustentar a família, uma vez que o que produz em seu jardim não é suficiente para sua família, composta por pai, mãe e noiva. "Se o governo não nos ajuda, temos que lutar", afirmou à BBC. 

Com informações do G1.


Fonte: CicloVivo

Bloco para construção consome CO2 no processo de produção

Feito com mais de 50% de materiais recicláveis, bloco de alvenaria para construção se mostra uma importante e inteligente alternativa para sociedade


O cimento é um dos principais elementos usados para a construção de qualquer tipo de edificação. O processo de produção desse material não é simples, e muito menos ecologicamente correto. Para se ter ideia, há a extração do calcário e areia da natureza, o que pode ocasionar erosões, desmoronamentos e aprofundamento de rios, fazendo com que diversos habitats corram riscos. Depois, durante o processo de fabricação do cimento, há grande emissão de gases que contribuem com o efeito estufa. As cimenteiras são responsáveis, sozinhas, pela emissão de 5% do CO2 gerado em todo o mundo.

Algumas opções pensadas para diminuir o impacto causado pelo setor são, por exemplo, a adaptação da planta fabril, de modo que haja captura do carbono emitido, ou a utilização de resíduos industriais para alimentação do forno, ou ainda a escolha pela via seca no processo de produção.

Mas a fábrica britânica Lignacite, em parceria com Carbon8, foi mais longe. Ela projetou um bloco para construções com mais de 50% de sua composição feito por materiais recicláveis. Chamado de "destruidor de carbono", o bloco possui um processo de produção chamado de “carbono negativo”, ou seja, que consome mais CO2 do que libera.

Reutilizando resíduos térmicos de usinas de energia, como pastilhas de Carbono-8, e acrescentando água e dióxido de carbono, os cientistas da University of Greenwich's School of Science desenvolveram um agregado que serve como um dos principais ingredientes do novo bloco. Esse material que antes era desperdiçado, agora passa pelo processo de carbonatação em uma planta erguida em Branton, Sulffolk, na Inglaterra, já próxima da fábrica da Lignacite.


A esse agregado são adicionados ainda outros resíduos, como vidros, conchas e aparas de madeira, tornando-o uma opção ecológica interessante. A Lignacite espera que, com o crescimento da consciência da população e apoio político, o bloco de alta performance consiga desempenhar um papel importante para amenizar os problemas de aquecimento global no mundo.

Fonte: eCycle

Paulistanos impedem derrubada de árvores para a construção da Arena Palmeiras


Os moradores da zona oeste de São Paulo organizaram um protesto, no último domingo (21), para evitar a derrubada de 30 árvores saudáveis na Avenida Francisco Matarazzo. A ação cobrou uma atitude da Prefeitura e das autoridades públicas responsáveis, que voltaram atrás na decisão de cortar as árvores para a adequação do local às necessidades da Arena Palmeiras, obra comandada pela construtora WTorre.

Mais de 50 pessoas foram às ruas pela permanência das árvores no local. Com muito barulho e cartazes pendurados no canteiro da avenida, os manifestantes fizeram com que as autoridades públicas voltassem atrás na decisão, que daria origem ao alargamento da via – aumentando o número de veículos no local. “Há um número considerável de pessoas que não aceitam a ‘solução’ de remover árvores para dar lugar a automóveis, numa cidade cada vez mais carente de verde e saturada por veículos a motor”, explicam os organizadores, na página da mobilização.

As ações do grupo organizador já vinham acontecendo na internet, por meio de uma petição online, que, até o fechamento da matéria, reuniu mais de 5.600 assinaturas, pressionando as autoridades da capital paulista. No dia do protesto, os manifestantes também chamaram atenção para a desvalorização do local que poderia ser ocasionada com a retirada das árvores. "O clube tem que pensar que ele vai continuar aqui depois que essa obra for entregue. Vão querer estar em um bairro piorado?", indagou à reportagem do Estadão o designer e músico Flávio Barão, que é morador do bairro.

A remoção das árvores havia sido proposta pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), como uma medida para atenuar os impactos da construção da arena esportiva. Com a suspensão da derrubada, a Prefeitura informou que a CET e a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente estão realizando estudos para tentar evitar o impacto nas árvores da avenida, situada no bairro da Água Branca, um dos principais alvos da especulação imobiliária na capital paulista.

No último sábado (20), um dia antes do protesto nas ruas, a prefeitura publicou no Diário Oficial a suspensão do corte das árvores. No entanto, tal medida de suspensão vale apenas por 30 dias – período no qual será realizado um estudo para viabilizar os impactos das obras da Arena Palmeiras.


Por Gabriel Felix

Fonte: CicloVivo

130 anos de aquecimento global são convertidos em música

Estudante converte temperaturas médias de 130 anos em canção e o resultado não é musica para os ouvidos. É um alerta sobre o Aquecimento Global
  


130 anos em 130 notas musicais. Partindo dessa ideia, o estudante da Universidade de Minessota, nos EUA, e violoncelista Daniel Crawford compôs a música "A song of our warming planet" ("Uma música do nosso planeta que está se aquecendo", em tradução livre). Como o título expressa, a composição é para fazer o ouvinte refletir.

A musica foi composta a partir de dados do Instituto Goddardde Estudos Espaciais da NASA, referentes à média de temperatura global anual, de 1880 até 2010. A lógica das notas musicais é que elas sobem meio tom a cada 0,5°C mais quente no ano. O resultado foi uma música inicialmente suave, que se torna uma trilha agoniada em seu final. Ela não foi concebida para ser uma canção bonita nem uma grande obra musical. Segundo o seu autor, a música tem como objetivo ser outro modo de informar as pessoas a respeito das mudanças climáticas globais, sendo uma ferramenta alternativa aos mapas ou gráficos, já utilizados pelos cientistas.

A composição de uma canção perturbadora sobre um tema que não queríamos ter que abordar é uma ótima iniciativa para conscientizar as pessoas. Apesar de não ser música para os ouvidos, o tema deve ser encarado seriamente. Segundo previsões dos cientistas, se a média anual de temperatura continuar crescendo nos níveis atuais, vai chegar uma hora em que não haverá mais notas no instrumento de Daniel Crawford para compor esse tipo de canção.

Veja o vídeo de "A song of our warming planet" abaixo:


Fonte: io9.com

Imagem e Vídeo: Vimeo

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Papa Francisco vai estrear bicicleta elétrica em visita ao Brasil


O papa Francisco chegou ao Brasil nesta segunda-feira, 22 de julho, onde participa da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro. A primeira viagem internacional do pontífice depois de assumir o posto maior da Igreja Católica também terá seus ares de sustentabilidade, pois marcará as primeiras pedaladas dele na bicicleta elétrica da Mercedes-Benz.

A fabricante alemã presenteou o papa com o modelo de luxo da submarca Smart no dia 2 de julho, no Vaticano, quando Francisco também recebeu as chaves do Papamóvel das mãos do presidente da Mercedes, Dieter Zetsche - os "mimos" são exclusivos para o evento da JMJ. Durante o encontro, os dois conversaram sobre sustentabilidade e mobilidade segura.


Em maio, você viu aqui no EcoD, que uma nova versão do Papamóvel poderá ser movida pela força de uma ou mais bicicletas. Projetado pelo designer Yannick Read, o novo veículo deverá ter até quatro bikes acopladas, além de um motor elétrico, que auxiliará na tração do carro. O transporte oficial do papa também terá placas fotovoltaicas na cobertura, que garantirão energia para o aparelho de ar condicionado e os holofotes interiores de baixa tensão.


Fonte: Ecodesenvolvimento.com