sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Avenida Paulista vai ganhar Ciclofaixa de Lazer


Um dos principais símbolos dos movimentos dos ciclistas paulistanos, a Avenida Paulista vai ganhar uma Ciclofaixa de Lazer nas próximas semanas. Ela terá 2,5 quilômetros de extensão e, inicialmente, vai só de uma ponta à outra da via. A Prefeitura planeja inaugurá-la no dia 26 de agosto, caso a pintura da sinalização não atrase. Os trabalhos deverão começar amanhã à noite.

A Paulista é palco há mais dez anos da Bicicletada, manifestação mensal que busca estimular e festejar a bike como meio de transporte. Além disso, abriga duas "ghost bikes" - bicicletas pintadas de branco que lembram ciclistas mortos na rua. Ambas ficam perto da esquina com a Rua Pamplona e homenageiam cicloativistas que foram atropeladas por ônibus: Márcia Prado, em 2009, e Julie Dias, em março deste ano.

A Ciclofaixa de Lazer, porém, não vai solucionar o problema de segurança viária envolvendo ciclistas na avenida. Ela funcionará apenas aos domingos e feriados, das 7h às 16h. Para evitar conflitos com os carros, será colada na pista da esquerda, ao lado do canteiro central. Nesse horário, a velocidade para os carros será reduzida de 60 km/h para 40 km/h, para evitar o risco de acidentes.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, haverá o apoio de 40 operadores de trânsito e 68 monitores de travessia durante a operação da Ciclofaixa de Lazer. Além disso, os retornos existentes na Avenida Paulista junto às Rua da Consolação e Bela Vista serão bloqueados no horário de funcionamento do evento.

Atualmente, a cidade conta com 33,5 km de Ciclofaixas de Lazer, espalhadas pelas zonas sul, oeste, leste e norte, que são patrocinadas por uma seguradora.

Fonte: Estadão.com 

Projeto Pituaçu Solar ganha menção honrosa em prêmio ambiental


O estádio Governador Roberto Santos, também conhecido como Metropolitano de Pituaçu, situado em Salvador (Bahia), foi o primeiro da América Latina a contar com energia solar. O sistema, inaugurado em abril de 2012, fez com que a concessionária de energia Coelba recebesse na quinta-feira, 16 de agosto, menção honrosa no Prêmio Fieb de Desempenho Ambiental, realizado na capital baiana.

O prêmio da Federação das Indústrias do Estado da Bahia reconhece, anualmente, as indústrias baianas que desenvolveram os melhores projetos de redução de danos ao meio ambiente.

Com a utilização dessa energia alternativa, o governo do Estado da Bahia estima economizar cerca de R$120 mil/ano. A energia solar gerada e interligada à rede de distribuição será equivalente a 630 MW/h ao ano, capaz de abastecer 525 residências. O projeto custou mais de R$ 5,5 milhões, dos quais R$ 3,8 milhões aplicados pela Coelba (concessionária local), por meio de financiamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e R$ 1,75 milhão pelo governo estadual.
“Além de ser o primeiro estádio da América Latina a usar energia solar, Pituaçu também é a primeira unidade consumidora a participar do sistema de compensação, que inclui disponibilizar na rede de abastecimento toda a eletricidade excedente”, observou ao EcoD, à época, Daniel Sarmento, engenheiro eletricista que coordenou o projeto da Coelba, que pertence ao Grupo Neoenergia.

Empresas vencedoras

As empresas Braskem, Deten Química, Veracel Celulose e Salve Terra foram as vencedoras da décima edição do Prêmio Fieb de Desempenho Ambiental.

Em 2012, oito empresas concorreram ao prêmio, que é dividido em duas categorias: micro/pequena e média/grande empresa. São três modalidades: Produção Mais Limpa, Projetos Cooperativos de Responsabilidade Socioambiental e Educação Ambiental. "Pensar na perpetuidade do meio ambiente é o nosso principal motivador", destacou ao jornal Correio* Silvia Reis, gerente da Braskem, empresa premiada na modalidade Produção Mais Limpa.

A gerente de desenvolvimento sustentável da Fieb, Arlinda Coelho, explicou que a premiação procura estimular e divulgar as iniciativas das indústrias para a população. "A sociedade tem cobrado muito que o setor produtivo assegure ações que reduzam os danos ambientais".


Assessora da Veracel Celulose, que venceu na modalidade Educação Ambiental, Rosane de Deus considerou o prêmio uma honra para a empresa. "Não somos parte do problema, mas podemos ser parte da solução", ressaltou, durante o discurso de agradecimento.

Para Angel Fernandez, diretor da Deten Química, a premiação é uma forma de mostrar às outras indústrias que não é necessário despender muitos recursos para reduzir os danos ao meio ambiente. "É um trabalho que nós fazemos ao longo do ano e que nos anima", observou Angel. 

Fonte: Ecodesenvolvimento 

Governo vai apoiar projetos de reúso de água em municípios pequenos


Municípios brasileiros de pequeno porte, com até 50 mil habitantes, devem ganhar um estímulo a mais para desenvolver projetos de reutilização da água. A Agência Nacional de Águas (ANA) anunciou que até 30 de novembro irá lançar o edital Seleção de Projetos para Desenvolvimento de Ações de Reúso da Água em Municípios de Pequeno Porte.

Podem participar propostas de órgãos e entidades da Administração Pública Municipal Direta e Indireta para o desenvolvimento de ações de reúso de água.

Serão transferidos R$ 5 milhões para os municípios selecionados, por meio de contratos de repasse. Caso haja disponibilidade orçamentária, os recursos e a quantidade de projetos aprovados (no mínimo, cinco) podem ser ampliados pela agência. Para participarem, as instituições deverão enviar suas propostas pelo portal do Siconv.

Os municípios selecionados deverão arcar com uma contrapartida entre 2% e 4% do valor total de recursos do projeto proposto, comprovando que as verbas estão asseguradas em seu orçamento.

Critérios

A ANA selecionará ações de implantação de sistemas de reúso de água integrados a sistemas de tratamento de esgoto, que atualmente operam com eficiência satisfatória ou baixa. A seleção abrange ainda as iniciativas de implantação de sistemas de reúso em municípios que não possuem tratamento.

Os sistemas de reúso devem possuir algumas características, como ser capazes de produzir animais e vegetais para alimentação, bioenergia e/ou artesanato, além de melhorar os efluentes. As propostas deverão ainda promover a destinação adequada do efluente com ações sustentáveis, tais quais o aproveitamento em aquicultura ou irrigação de parques ou jardins.

Tais sistemas também deverão ser de fácil aplicabilidade, baixo custo de implantação, operação, manutenção e monitoramento. As ações deverão ser realizadas preferencialmente até 36 meses após a assinatura do contrato entre ANA e a instituição selecionada. 

Fonte: Ecodesenvolvimento 

Quantos litros de água tem num temporal?


Um temporal forte, desses que caem durante o verão em São Paulo, chega a descarregar 92 litros de água por metro quadrado. Se essa chuvona caísse sobre toda a cidade, Sampa seria inundada por 138 bilhões de litros de água, o suficiente para encher 55 531 piscinas olímpicas, com 25 metros de largura, 50 de comprimento e 2 de profundidade. Esse megatoró hipotético sobre todo o município pode até acontecer, mas é bem raro. Afinal, a cidade paulistana é enorme, com uma área de 1 509 km². Na prática, o que acontece é que alguns bairros acabam sendo mais castigados do que os outros. Mas a quantidade de água que cai do céu não é o único fato a ser analisado para determinar a intensidade de uma chuva. O tempo de duração e o tamanho da área também contam. Por exemplo, uma chuva de 20 litros de água por m², distribuída em um dia por toda a cidade, pode passar como uma fina garoa. Já a mesma quantidade de chuva caindo em apenas uma hora pode detonar a região atingida, ainda mais se for sobre uma área pequena. Nas grandes metrópoles, o problema das enchentes é mais grave porque falta um bom sistema de drenagem da água - afinal, o solo foi impermeabilizado pelo asfalto. Situação bem diferente ocorre na Amazônia, onde chega a chover 4 mil litros por m² por ano! Na floresta, o aguaçeiro é absorvido pelas plantas, pelo solo e pelos rios, reduzindo o impacto da água que cai do céu. 

Fonte: Mundo Estranho 

Cinco maneiras de reutilizar gravatas velha




Gravatas são feitas, muitas vezes, de tecidos bonitos e únicos, mas elas se tornam obsoletas facilmente. Seria um desperdício descartá-las quando existe uma diversidade de maneiras de usá-las em projetos de reciclagem e artesanato.

Conheça cinco projetos de reutilização de gravatas usadas, selecionados pelo site Ecouterre, que você pode utilizar no seu dia-a-dia ou presentear alguém especial.

Correia de guitarra


A ideia não é exatamente algo que uma estrela do rock usaria, mas se você gostar, este é sem dúvida um olhar divertido e definitivamente eco-friendly. A correia de guitarra feita a partir de gravatas velhas é uma boa opção de presente e super fácil de fazer. Além da gravata você só vai precisar de régua, tesoura de tecido, duas fivelas de encaixe de alça e uma fivela de ajuste, agulha e linha.

Porta-celular



Outra opção de transformação é um porta-celular. Muito simples de fazer, ele pode ser utilizado para presentear tanto homens como mulheres. E cada peça pode se tornar única a partir da estampa da gravata e da diversidade de botões e enfeites que é possível escolher. Os materiais necessários são: régua, tesoura de tecido, botão grande, cordão elástico, agulha e linha.

Capa de óculos


A capa de óculos também é uma ótima escolha de presente unissex. E para confeccionar não é necessário nada mais do que materiais comuns de costura, como botão, linha, agulha, tesoura e régua.

Correia de câmara


Para os fotógrafos sustentáveis, correias singulares a partir de gravatas. A confecção utiliza o mesmo princípio de confecção da correia de guitarra, o que vai utilizar a mais é apenas um pedaço de fita larga para por nas extremidades de encaixe com a câmera.

Travesseiro



Com mais de uma gravata pode se confeccionar um travesseiro colorido e acima de tudo sustentável, que pode ser usado no quarto, na sala ou na varanda. Para isso você vai precisar de seis gravatas, materiais comuns de costura e algum material de enchimento que também pode ser reciclado, como retalhos velhos de outros tecidos. 

Fonte Ecodesenvolvimento 

Aprenda a fazer desinfetante ecológico


Para ter uma vida mais sustentável o ideal é buscar sempre os produtos naturais e que, na medida do possível, tenham o menor impacto possível no meio ambiente. O problema é que em alguns casos parece complicado seguir a linha ecologicamente correta. É o caso dos produtos para limpeza. Disponíveis em qualquer mercado, porém quase todos são tóxicos e prejudiciais à natureza.

Como é impossível evitar o uso de materiais de limpeza, a solução então é fazer seus próprios produtos. Hoje o CicloVivo ensina como fazer um desinfetante ecológico. A dica é da empresa Surya Brasil que não utiliza mais produtos de limpezas tóxicos.



A preparação é simples e requer poucos ingredientes:

1 litro de álcool

1 limão

1 colher de bicarbonato de sódio

Ervas aromáticas (lavanda, hortelã, eucalipto, etc.)

1 litro de água ou vinagre

1 garrafa pet

Escolha as ervas aromáticas de sua preferência e coloque-as dentro de um litro de álcool. Deixe essa mistura em um local escuro por três dias.

Após esse período, pegue a garrafa pet e dentro dela misture um copo do álcool com ervas, a água ou vinagre, o limão e o bicarbonato de sódio. Para cada litro de desinfetante é usado apenas um copo de álcool. Mesmo assim, a composição do líquido com as ervas pode ser armazenadas uso posterior.

A receita foi elaborada pela Surya Brasil, fundada em 1995. Ela oferece cosméticos naturais e orgânicos com ervas e frutas importadas da Índia e da Amazônia.

A empresa produz colorações, xampus, condicionadores, hidratantes corporais, sabonete líquido, máscara capilar, entre outros produtos. Importante também ressaltar que ela não testa nenhum produto em animais.

Fonte: Ciclo Vivo 

Instituto Trata Brasil divulga ranking nacional de saneamento básico


O Ranking do Saneamento, feito pelo Instituto Trata Brasil apresenta a situação do saneamento básico nas cem maiores cidades brasileiras. A pesquisa tem a São Paulo na 18ª colocação. Santos, no litoral paulista, foi o município melhor ranqueado.

O estudo contou com o apoio de uma consultoria especializada em saneamento básico e com a base de dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico, publicado pelo Ministério das Cidades.

A pontuação dos municípios foi estabelecida a partir da somatória das análises de oito indicadores: água, coleta, tratamento, investimentos, novas ligações de água, novas ligações de esgoto, perdas e evolução de perdas.

No primeiro quesito, atendimento em água tratada, a análise mostrou que as cem maiores cidades brasileiras estão acima da média nacional e, atualmente, 90,94% de sua população possui acesso à água limpa. Quando o assunto é coleta de esgoto os números já não são tão bons. O índice diz que essas redes estão em 59% das áreas analisadas. O cuidado com o tratamento de esgoto é ainda pior, 36,28%, um dos quesitos que está abaixo da média brasileira.

O Rio de Janeiro foi a cidade que construiu mais ligações de esgoto em 2010. Já Belo Horizonte, Santos, Jundiaí, Franca e Piracicaba informaram ter atingido a universalização neste quesito, sendo estes os grandes destaques nacionais.

Um dos temas bastante importantes e que devem ser prioridade nas novas políticas públicas em relação ao saneamento básico é o aumento na eficiência dos sistemas e a redução na quantidade de água perdida nas redes. Nas cem maiores cidades brasileiras aproximadamente 40% da água se perde no caminho entre as centrais e os usuários. Este é um alerta de que é necessário mudar a forma como os municípios estão investindo no setor, pois entre 2009 e 2010 a melhora nas perdas de água foi de apenas 6%.



Fonte: Ciclo Vivo 

Pesquisa revela que consciência ambiental no país quadruplicou


Os brasileiros estão mais conscientes sobre a importância do meio ambiente do que há 20 anos. Na comparação entre os primeiros e últimos resultados, divulgados em junho, a pesquisa O Que o Brasileiro Pensa do Meio Ambiente e do Consumo Sustentável, realizada desde 1992, mostrou que a consciência ambiental no país quadruplicou.

As versões do levantamento mostram, que enquanto na primeira edição, que ocorreu durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92, 47% dos entrevistados não sabiam identificar os problemas ambientais. Este ano, apenas 10% ignoravam a questão.

Na média nacional, 34% sabem o que é consumo sustentável atualmente. “Esta é uma pesquisa que mostra claramente tendências”, explicou a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Samyra Brollo de Serpa Crespo.

Nessa projeção, a população da Região Sul mostrou-se mais engajada ambientalmente. Mais da metade dos sulistas sabem o que é consumo sustentável. “A diferença do Sul é impressionante em termos dos mais altos índices não só de acertos mas de atitudes corretamente ambientais”, disse .

Ao longo de duas décadas, os mais jovens e os mais velhos são os que menos conhecem a realidade ambiental, mas a consciência aumentou. Há 20 anos, quase 40% dos entrevistados entre 16 e 24 anos não opinaram sobre problemas ambientais, assim como mais de 60% dos brasileiros com 51 anos ou mais. Este ano, as proporções caíram para 6% entre os jovens e 16,5% entre os mais velhos.

“Isso tende a mudar ainda mais, porque agora temos todo um trabalho de educação ambiental nas escolas, o que vai refletir nas faixas seguintes ao longo dos anos”, disse Samyra, acrescentando que o nível de consciência ambiental “cresce à medida que a população é mais informada e mora em áreas urbanas, porque significa acesso à informação. E, na área rural, ainda há o habito de queimar o lixo”.

Atitudes ambientalmente corretas

Samyra afirma que os resultados mostram que a população, além de mais consciente, mostra maior disposição em relação a atitudes ambientalmente corretas e preocupação com o consumo.

A questão relacionada ao lixo, por exemplo, é um dos problemas que mais ganhou posições no ranking dos desafios ambientais montado pelos brasileiros. O destino, seleção, coleta e outros processos relativos aos resíduos que preocupavam 4% das pessoas entrevistadas em 1992, agora são alvos da atenção de 28% das pessoas.

Este ano, 48% dos entrevistados, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, afirmaram que fazem a separação dos resíduos nas residências. “Muitas vezes a disposição da população não encontra acolhimento de politicas públicas. Muitas vezes o cidadão separa em casa e a coleta do lixo vai e mistura os resíduos”, disse a secretária.

Na análise geral do país, os índices ainda são baixos, sendo que menos de 500 municípios têm coleta seletiva implantada. Enquanto a separação do lixo é um habito de quase 80% das pessoas que vivem na Região Sul atualmente e de mais da metade dos moradores de cidades do Sudeste. No Norte e Nordeste, mais de 60% não separam resíduos.

Entre os problemas ambientais apontados, o desmatamento das florestas continua no topo da lista elaborada pelos entrevistados. “A preocupação com rios e mares [que continua na segunda posição do ranking] se eleva a partir de 2006. Já é impacto da Politica Nacional de Resíduos Sólidos [criada em 2010]”, disse ela.

“O bioma Amazônia continua sendo considerado o mais ameaçado na opinião das pessoas”, disse Samyra Crespo, comparando as edições da pesquisa. Em 2006, por exemplo, 38% dos entrevistados estavam dispostos a contribuir financeiramente para a preservação do bioma. Este ano, o índice cresceu para 51%.

Samyra Crespo ainda aposta que a Política Nacional de Resíduos Sólidos vai provocar mudanças econômicas, criando um ambiente de estímulo à reciclagem. “Temos que trabalhar tanto na desoneração da cadeia produtiva, como com a conscientização ambiental. Os produtos corretos concorrem hoje nas mesmas condições”, disse ela, acrescentando que “não é tão simples porque você trabalha toda a cadeia do produto e temos poucos estudos de ciclos do produto”.

No decorrer dos últimos vinte anos, a população também mudou a forma como distribui as responsabilidades sobre meio ambiente. “Em 1992, o governo federal era o maior responsável. Isso vai diminuindo e a responsabilidade foi sendo atribuída às prefeituras. Continua a tendência a achar que é o governo [federal], mas cada vez mais o governo local é priorizado”, disse Samyra Crespo.

Fonte: Ciclo Vivo 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Tecnologia é essencial para reciclar isopor e embalagens leves


A reciclagem é uma das ações mais incentivadas e acessíveis à população. No entanto, o sucesso dessa prática depende das ações individuais, mas também é imprescindível contar com políticas públicas, cooperativas e tecnologias, para que a maior quantidade possível de resíduos seja reaproveitada adequadamente.

Conforme reportagem de Alan Severiano, transmitida no Jornal Nacional, plástico, metal e vidro são itens constantemente separados pelos trabalhadores que atuam nas esteiras das cooperativas. Porém, em meio a essa separação existem itens que são normalmente descartados e vão direto para aterros sanitários. As embalagens de salgadinho e isopor são exemplos disso.

A explicação para a falta de interesse no material é o baixo custo, aliado à falta de compradores. Durante entrevista, Claudio Rodrigues, presidente de uma Cooperativa, explicou que a dificuldade em transportar o isopor, por exemplo, impede o sucesso do trabalho. O resíduo é muito leve e acaba ocupando muito espaço durante a logística.

Existem algumas ações pontuais que minimizam este problema. A empresa TerraCycle, por exemplo, trabalha com a logística reversa das embalagens de salgadinhos, chocolate, entre outros alimentos, que são utilizadas como matéria-prima para a fabricação de bolsas, estojos e nécessaires. Uma das fabricantes de salgadinhos ainda reaproveita as embalagens para fazer prateleiras para novos produtos.

Quanto ao isopor, a reportagem mostrou uma cooperativa paulistana, equipada com uma máquina capaz de triturar e retirar o ar do isopor, para que ele tenha o tamanho reduzido e facilite o transporte. Em consequência desse processo a cooperativa compra o isopor a 50 centavos o quilo e consegue vendê-lo por 90 centavos. O investimento traz um retorno bastante positivo à cooperativa, mostrando como o processo de separação de resíduos e reciclagem pode ser ainda mais eficiente e lucrativo.


Fonte: Ciclo Vivo 

Ford prepara novo carro híbrido para mercado americano


A Ford prepara o lançamento de um novo veículo híbrido no mercado norte-americano, o C-Max Energi, o primeiro carro que poderá ser recarregado na tomada. Movido tanto a gasolina quanto a energia elétrica, o C-Max Energi terá bateria com autonomia de 32 km.

De acordo com a montadora, o utilitário será o mais potente entre os modelos híbridos, sendo capaz de atingir mais de 130 km/h somente com a propulsão elétrica.

A Ford informa ainda que o C-Max Energi será capaz de desenvolver 198 cavalos: o principal concorrente nesta categoria, o Toyota Prius, desenvolve 190.


Fonte: Exame.com 

Quiosque solar fornece energia e muda a vida de vilarejo da Etiópia



No Ano da Energia Sustentável para Todos*, uma iniciativa mostra como a energia limpa e barata pode transformar a vida daqueles que não têm acesso ao recurso. Sim, ainda em 2012, uma em cada cinco pessoas no mundo vivem no breu ao cair da noite - ao todo, são 1.3 bilhões -, a não ser que recorram a lampiões de querosene, que eliminam fumaça prejudicial à saúde. Mas a realidade acabou de mudar em um pequeno vilarejo a 200 km ao sul da Etiópia, próximo ao Lago Langana.

Os africanos desta região foram presenteados com o SolarKiosk*, um quiosque que vende alimentos, bebidas, remédios, cartões para celular, lanternas e ainda fornece energia gratuita. Como? Em seu teto, foram instalados painéis fotovoltaicos que absorvem a luz do Sol durante o dia e abastece, dia e noite, uma geladeira comunitária – para alimentos e medicamentos – e eletrônicos dos moradores do vilarejo, como celulares, televisões e aparelhos de som.


O SolarKiosk, elaborado pela empresa alemã de mesmo nome, criou um ponto de comércio noturno, com novos postos de trabalho; promoveu treinamento sobre como os produtos solares funcionam; permitiu aos africanos saírem às ruas com alguma claridade e ainda ofereceu à comunidade a oportunidade de assistir televisão, ouvir música ou simplesmente interagir de noite – hábitos simples para os que consomem energia nesse período, não é mesmo? Sem falar que o uso de lampiões de querosene pode diminuir.

Fonte: Superinteressante

Ilha que pertenceu a Marlon Brando terá hotel sustentável



Uma ilha particular na Polinésia Francesa terá um hotel totalmente sustentável em 2013. O proprietário fará uma homenagem ao antigo dono, batizando o espaço de “The Brando”.

A ilha Tetiaroa pertenceu ao ator Marlon Brado, que tinha o sonho de transformá-la em um local sustentável, inclusive, com um hotel ecológico. O astro comprou a ilha enquanto filmava na região e, junto com sua esposa, construiu uma pousada. Entretanto, o projeto foi abandonado após sua filha, aos 25 anos, cometer suicídio.

Brando faleceu em 2004 e o arquiteto Harry Gesner resolveu levar o projeto do ator adiante e começou a planejar o eco resort. A construção teve início em 2009 e a previsão é de que já seja inaugurada no próximo ano.

Gesner é também presidente-executivo da empresa Tahiti Beachcomber SA e trabalhou com o ator nos anos que antecederam sua morte. "Marlon sempre achou que, mais do que qualquer outro povo do mundo, os polinésios têm uma maneira calma e bem humorada de viver. Ele sempre esperou que sua vida pudesse ser tão descomplicada quanto a deles, mas isso, infelizmente, não aconteceu", afirmou o arquiteto à agência Reuters.


O hotel terá 35 ecovilas que serão abastecidas por energia renovável. Parte dela será gerada por painéis solares e a restante contará com geradores movidos a óleo de coco.


Também será implantado um sistema de ar condicionado que utilizará da própria água do mar, captada em grande profundidade. Além disso, a construção segue padrões ecológicos exigidos pelo Green Building Council dos EUA (Conselho Americano de Construção Sustentável).

A ilha Tetiaroa fica próxima ao Taiti. É uma cadeia de 13 ilhas cercada por corais e pelo Oceano Índico. O governo local só liberou a construção de “The Brando”, após muitos anos de estudo sobre os impactos ambientais.


Com informações da Exame e Terra.
Fonte: Ciclo Vivo

Máquina chinesa transforma papeis usados em lápis


Um grupo de designers chineses desenvolveu um equipamento altamente útil para a reciclagem em escritórios. O produto parece uma impressora. No entanto, invés de cuspir papel, ela produz lápis a partir de papel usado.

A invenção foi apelidada de P&P e trata-se de um processador de resíduos para escritórios. A novidade é capaz de resolver de uma só vez, ao menos dois problemas comuns: o descarte de papéis e a necessidade dos lápis. Essa é a chave para uma proposta realmente efetiva de design: ser bonito e altamente funcional.

De acordo com os fabricantes, o uso da máquina é bem simples, basta alimentá-la com uma folha de papel pela entrada superior, que ela se encarregará de envolver o grafite, despejando um lápis pronto para o uso. Assim, é necessário abastecer o equipamento com três “ingredientes”: grafite, papel e cola.

A “impressora” pode funcionar automática ou manualmente e a cobertura, feita em plástico transparente, permite que o usuário acompanhe todas as etapas do processo. Os lápis já saem apontados, no entanto a P&P também possui um apontador, instalado na lateral.

Apesar de ter enorme potencial, a máquina ainda não está disponível comercialmente e os designers ainda não têm previsão para que ele chegue às lojas.

Fonte: Ciclo Vivo 

Comprar com consciência: Faça a sua parte!


Comprar com consciência é tudo de bom: você economiza e faz a sua parte na construção de um modelo sustentável de sociedade.

O que você já consumiu hoje? Pense bem: da energia elétrica à água para escovar os dentes e tomar banho, o pão, a manteiga, o café, o meio de transporte usado para se locomover, as roupas, o make... Se você fizer uma lista do que consome diariamente, ficará chocada. Agora multiplique isso por bilhões de pessoas - já somos 7 bilhões e, em 2050, deveremos ser 9. O fato é: se continuarmos no atual ritmo, até lá estaremos consumindo duas vezes o que o planeta pode oferecer. E aí a vida vai ficar complicada, primeiro porque os produtos e serviços serão muito caros, depois porque teremos que conviver com os efeitos da mudança climática (mais desastres naturais, extinção de espécies, aumento do nível dos oceanos...).

Não estamos falando para você parar de comprar comida, passar frio ou ficar no escuro, pois é impossível viver assim. Mas devemos nos conscientizar de que tudo o que fazemos tem impacto no ambiente. Segundo a oceanógrafa americana Sylvia Earle, estamos perto de chegar a um limite de onde não poderemos retornar. Preocupados com essa realidade, governantes do mundo todo se encontram no Rio de Janeiro entre os dias 20 e 22 deste mês para discutir e definir as metas dos países para crescer de forma sustentável. Os próximos dez anos talvez sejam os mais importantes da história da humanidade: esse período determinará o que vai acontecer com a gente no futuro. Entenda os impactos daquilo que você faz na sociedade, na natureza e na economia e mude o destino. Garanta um futuro melhor começando a fazer a sua parte já.

ÁGUA

Ela é vital para a nossa sobrevivência e também para a cadeia produtiva de quase todos os serviços e itens que consumimos - a agricultura usa, em média, 70% do líquido distribuído no mundo e a pecuária, 12%. Mesmo que pareça abundante, se colocássemos toda a água da Terra num balde de dez litros, a doce somaria apenas 13 gotas!

O que acontece - O uso indiscriminado acarreta um enorme desperdício. A falta de sanea-mento contribui para que o esgoto produzido siga sem tratamento para o meio ambiente, contaminando rios e córregos. Nas cidades, além da poluição, há perda de água na rede - no Brasil, 37% do líquido que sai das distribuidoras não passa nos relógios medidores, ou seja, se perde em tubulações velhas ou malconservadas ou em "gatos".

O que fazer? - A despoluição da água custa caro, portanto não a desperdice. Feche a torneira ao escovar os dentes, conserte vazamentos, molhe as plantas com a água do cozimento de vegetais, lave o carro com balde... Também é essencial comprar de forma consciente, escolhendo produtos que "suguem" menos água na produção - um quilo de carne bovina, por exemplo, consome 15 mil litros até chegar à sua mesa. Além disso, pressione a concessionária de água para melhorar as tubulações.

ALIMENTOS

Pães, carnes, frutas... temos à disposição qualquer comida que desejarmos porque a tecnologia produz alimentos mais resistentes, que chegam a atravessar o mundo em aviões, navios ou caminhões para satisfazer a vontade daqueles que podem pagar por eles.

O que acontece - Transformada em indústria, a agropecuária usa métodos artificiais que interferem no ambiente (fertilizantes, hormônios para os animais crescerem rápido...). O transporte de toda a produção queima muito combustível fóssil. Além disso, certas culturas, como a soja e a cana-de-açúcar, ocupam grandes áreas de terra, derrubando florestas e empobrecendo o solo.
O desperdício é outro problema: segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), um terço dos alimentos produzidos no mundo é jogado fora.

O que fazer? - Variar o cardápio e criar uma lista de compras ajuda a evitar o desperdício, a economizar e a poluir menos. Dê preferência a alimentos frescos, de época e produzidos na sua região. Sempre que possível, escolha produtos "verdes", que não agridem a natureza.

PRODUTOS

Para aumentar o bem-estar e satisfazer os nossos desejos, compramos roupas, carros, celulares... Na economia capitalista, o dinheiro faz o mundo funcionar. Na maioria das vezes, gastamos com itens desnecessários, como aquele sapato lindo de camurça que você não precisa ter, mas quer.

O que acontece - O excesso de produtos fabricados gera aumento de lixo, lança mais gases de efeito estufa, contribui para o desmatamento... Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), são coletadas 183,5 mil toneladas de resíduos sólidos por dia no país, dos quais apenas 31,9% compõem-se de material reciclável, que não poluiria o meio ambiente se, de fato, fosse reciclado.

O que fazer? - Compre menos e apenas o necessário - assim você economiza dinheiro para fazer um curso de idioma, ter uma boa aposentadoria... Escolha itens com materiais duráveis, que possam ser reciclados ou reutilizados, e verifique se as empresas são social e ambientalmente responsáveis. Também prefira produtos fabricados na sua região ou país (tudo o que você consome emite gases tóxicos, queima combustível e usa muita água). Para fabricar uma calça jeans, por exemplo, são consumidos 15 mil litros do líquido. Outras dicas: compartilhe o carro e utensílios domésticos, use roupas de brechó e, quando der, evite usar papel de presente.

ENERGIA

Assistir TV, navegar na web, andar de carro, tomar banho quente, usar o ar-condicionado, fazer as máquinas funcionarem nas empresas... A energia elétrica garante a produção e o uso das tecnologias, trazendo conforto e dinamismo para a nossa vida. Cada vez mais consumimos energia para atender o crescimento da população e da economia, enriquecendo países, como o Brasil.

O que acontece - Apenas 12,7% da energia consumida no mundo vem de combustíveis renováveis, ou seja, que não acabam, segundo dados da Agência Internacional de Energia em 2008. Os outros 87,3% são fósseis (petróleo, carvão, gás natural), extraídos da natureza. O consumo desses derivados do petróleo apresenta um impacto grande na qualidade do ambiente, porque polui o ar, causa mudanças climáticas, derramamentos de óleo, geração de resíduos tóxicos... E a indústria automobilística e o escapamento dos veículos são os principais emissores de gás carbônico (CO2), um dos maiores responsáveis pelo aquecimento global.

O que fazer? - Escolha eletrodomésticos certificados com selos ecológicos, mantenha as instalações elétricas em dia, tampe a panela ao cozinhar, acumule roupas para passar de uma só vez, instale a geladeira longe de fontes de calor, pinte as paredes de cores claras, use lâmpadas fluorescentes, desligue o monitor do computador quando parar de trabalhar... Você também ajuda o planeta se comprar carros pequenos, a álcool e 1.0 ou, melhor ainda, se usar transporte público ou bicicleta. Comprar menos, lembre-se, ajuda a diminuir as emissões de CO2.




Fonte: Planeta Sustentável

Surge um bairro verde


Até 2018, Estocolmo, capital da Suécia, ganhará um bairro totalmente sustentável, idealizado como expansão do centro: Hammarby Sjöstad.



Para repaginar a antiga área industrial e portuária - na beira do lago que leva o nome do novo distrito - e acolher 36 mil pessoas em 11 500 apartamentos, estão sendo investidos cerca de 3,5 bilhões de euros, recursos oriundos da prefeitura, de empresas de infraestrutura e do mercado imobiliário. "Todos os edifícios se beneficiarão de luz natural", diz Stellan Fryxell, do escritório Tengbom, responsável por oito dos mais de 100 projetos que compõem o grandioso master plan.

Um deles é o Glashusett , centro de visitantes criado para orientar turistas. O arquiteto, que participou no mês passado de um simpósio da Unep-SBCI (entidade ligada ao programa ambiental da ONU) em São Paulo, citou alguns dos pontos altos da proposta: a eletricidade e a calefação geradas pela queima de parte do lixo e pelo biogás produzido no tratamento do esgoto doméstico, o abastecimento de 150 ônibus e carros com biogás, o reúso de água e a triagem automatizada de materiais recicláveis nos restos descartados dos prédios.



LIÇÃO NÓRDICA

O arquiteto Stellan Fryxell dá pistas para a criação de um bairro verde:

- Trabalho multidisciplinar em equipe: a cooperação entre autoridades do governo, arquitetos, engenheiros e especialistas em meio ambiente é essencial para o sucesso da empreitada.

- Soluções ambientais: eficiência energética, baixa emissão de carbono e sistemas cíclicos que reaproveitam a água dos esgotos, por exemplo, podem funcionar como atrativos para novos moradores, escritórios e turistas.

- Design inteligente: em tempos de riscos climáticos e aumento dos custos de água e energia, é preciso pensar em construções menos impactantes e, ao mesmo tempo, fáceis de ser mantidas e recuperadas.


Fonte: Planeta Sustentável

Quiosque solar fornece energia e muda a vida de vilarejo da Etiópia


No Ano da Energia Sustentável para Todos, uma iniciativa mostra como a energia limpa e barata pode transformar a vida daqueles que não têm acesso ao recurso. Sim, ainda em 2012, uma em cada cinco pessoas no mundo vivem no breu ao cair da noite - ao todo, são 1.3 bilhões -, a não ser que recorram a lampiões de querosene, que eliminam fumaça prejudicial à saúde. Mas a realidade acabou de mudar em um pequeno vilarejo a 200 km ao sul da Etiópia, próximo ao Lago Langana.
Os africanos desta região foram presenteados com o SolarKiosk, um quiosque que vende alimentos, bebidas, remédios, cartões para celular, lanternas e ainda fornece energia gratuita. Como? Em seu teto, foram instalados painéis fotovoltaicos que absorvem a luz do Sol durante o dia e abastece, dia e noite, uma geladeira comunitária – para alimentos e medicamentos – e eletrônicos dos moradores do vilarejo, como celulares, televisões e aparelhos de som.


O SolarKiosk, elaborado pela empresa alemã de mesmo nome, criou um ponto de comércio noturno, com novos postos de trabalho; promoveu treinamento sobre como os produtos solares funcionam; permitiu aos africanos saírem às ruas com alguma claridade e ainda ofereceu à comunidade a oportunidade de assistir televisão, ouvir música ou simplesmente interagir de noite – hábitos simples para os que consomem energia nesse período, não é mesmo? Sem falar que o uso de lampiões de querosene pode diminuir.
Agora, a empresa espera apoio para levar o SolarKiosk a outras áreas remotas da Etiópia. 

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Fonte: Super Interessante

Use tintas ecológicas



Quando for construir ou reformar sua casa, dê preferência às tintas ecológicas. Elas são formuladas com matérias-primas naturais, sem componentes sintéticos ou insumos derivados de petróleo. A pintura a cal ou com tintas feitas a base de água, livre de compostos orgânicos voláteis (COVs) são as mais utilizadas.

As tintas a base de água estão se popularizando em todo o mundo. Ao contrário das tintas com COVs, que liberam hidrocarbonetos aromáticos, elas não agridem a camada de ozônio nem prejudicam a saúde de quem as manipula e o ambiente onde são aplicadas.

Mas atenção, não basta ser a base de água para a tinta ser considerada ecológica. Além de não conter COVs, ela não deve ter pigmentos à base de metais pesados, fungicidas sintéticos ou derivados de petróleo.


Fonte: EcoDesenvolvimento

Ditadura Ruralista e os Rios Intermitentes, por Roberto Malvezzi


SEM INTERFERÊNCIA DO MUNDO CIENTÍFICO, DESPREZANDO AS SEGUIDAS ADVERTÊNCIAS DOS TÉCNICOS DA AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA), CONTRA A VONTADE DE 80% DO POVO BRASILEIRO, A BANCADA RURALISTA, NUMA DITADURA VIA CONGRESSO, FULMINA NOSSAS FLORESTAS, NOSSOS RIOS E O PROMOVE O SOLAPO DAS BASES NATURAIS QUE SUSTENTAM NOSSAS RIQUEZAS.



Estamos atravessando uma cíclica e grande seca no Nordeste. Quem vive por aqui sabe que, ao andar pela caatinga, se avistar um conjunto de árvores verdes, é porque elas devem estar à beira de um riacho intermitente. No cerrado essa vegetação também é chamada de mata de galeria. Costuma ser mais frondosa que a vegetação ao redor.
O próprio povo do sertão aprendeu a fazer cacimbas – pontos de coleta de água de minação – no leito dos riachos temporários. Eles só “botam água”, como diz o povo, quando chove. Mas, mesmo intermitentes, é em seus subsolos que muitas vezes se busca água em tempos de seca.

Além do mais, quando não existe mata ciliar ao redor desses rios com características tão próprias, as suas enchentes costumam ser mais abruptas e violentas, como aconteceu no sertão pernambucano, região de Palmares e outras cidades, quando uma chuva torrencial arrasou cidades que ainda hoje estão sendo reconstruídas.

O Conselho Nacional de Recursos Hídricos fez uma oficina para debater a questão da outorga da água nos rios intermitentes. Fui representar a sociedade civil na oficina. Decidimos o óbvio: “outorga só para coleta de águas, jamais para lançamento de dejetos”. É que nesses rios estão importantes mananciais de abastecimento das populações do semiárido.

Pois bem, a ditadura ruralista imposta ao povo brasileiro pela Câmara dos Deputados, quer eliminar qualquer proteção aos rios intermitentes nas novas regras do Código Florestal. A proposta é defendida pela senadora Kátia Abreu que afirmou, em toda sua ignorância, que “se precisasse dessa matas, na Europa não haveria mais rios”. Alguém precisa esclarecer à senadora o que é um rio, o que é um bioma, um que é um continente e a diferença entre eles.
O senador do Acre, Jorge Viana, reagiu dizendo que isso é prejudicar 50% dos rios brasileiros. O senador deveria saber que no Nordeste 99,99% dos nossos rios são intermites, à exceção do São Francisco, Parnaíba e alguns outros rios menores.

Assim, sem interferência do mundo científico, desprezando as seguidas advertências dos técnicos da Agência Nacional de Águas (ANA), contra a vontade de 80% do povo brasileiro, a bancada ruralista, numa ditadura via Congresso, fulmina nossas florestas, nossos rios e o promove o solapo das bases naturais que sustentam nossas riquezas.



Roberto Malvezzi (Gogó), articulista do Portal EcoDebate, possui formação em Filosofia, Teologia e Estudos Sociais. Atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco.


Fonte: EcoDebate, 14/08/2012

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

2º encontro em 2012 do projeto Foro Permanente de Reflexão sobre a América Latina


Cidadãos chineses monitoram qualidade das ciclovias


Se antes um dos principais modais de transporte na China era a bicicleta, nos últimos dez anos o número de carros e motos circulando aumentou 20 vezes. Para tentar reverter novamente a situação e buscar opções mais sustentáveis, o Beijing Transport Research Center e o Banco Mundial lançaram um novo site que permite que os cidadãos reportem eventuais problemas com as ciclovias.

Essas reclamações são enviadas para as cidades e os governos regionais devem resolver o problema mais rápido possível. Para facilitar o acesso, além de ser usada em computadores, a plataforma pode ser acessada em smartphones, e as reclamações podem ser enviadas em redes sociais e por SMS.

No primeiro dia de teste, feito com estudantes de uma universidade, as maiores reclamações foram a falta de estacionamentos para as bicicletas e o mau uso do espaço, tomado para passagem ou estacionamento de carros em vários pontos. Depois que o sistema for oficialmente lançado, as reclamações serão registradas também em formato de mapa.

Fonte: Atitude Sustentável 

Bill Gates anuncia banheiro ideal para comunidades carentes



A Fundação Bill e Melinda Gates anunciou, na última terça-feira (14), o vencedor do concurso que reinventa os banheiros. O projeto tem como objetivo melhorar a estrutura sanitária de países ainda em desenvolvimento e que não possuem condições básicas para manter a higiene da população.



O modelo vencedor foi criado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, conhecido como Caltech, e é capaz de transformar os excrementos em energia, para auxiliar a própria comunidade local.

Em seu discurso Bill Gates falou sobre a importância de auxiliar o desenvolvimento de novos sistemas sanitários, já que aproximadamente 2,6 bilhões de pessoas no mundo não possuem acesso a banheiros e, segundo ele, 1,5 milhões de crianças morrem anualmente de doenças consequentes da falta de saneamento em todo o mundo.

O modelo vencedor do concurso se parece com um banheiro tradicional, pelo menos na superfície. Os resíduos gerados após o uso são levados a um tanque de retenção no subsolo. Quando os dejetos atingem um determinado nível, são encaminhados a um reator eletroquímico movido a energia solar. Esta reação oxida o cloreto da urina e mata os microorganismos.

A água residual é tratada e utilizada novamente no vaso sanitário. O cloro residual, que permanece na água, já funciona como desinfetante para o próximo uso, conforme explicado por Michael Hoffman, líder da equipe que projetou a estrutura.


O hidrogênio liberado durante o processo pode ser desviado para que a comunidade o reaproveite como gás, útil até mesmo para cozinhar. Todo este sistema é alimentado somente através da energia do sol, descartando a necessidade de haver um suporte das redes de transmissão de energia.

O modelo apresentado pela Caltech ainda é considerado caro para que seja replicado em grande escala. No entanto, Gates se mostra confiante de que será possível encontrar o design ideal para suprir esta necessidade global. “Achamos que a combinação de um monte destes trabalhos vai nos levar à uma solução”, finalizou.


Fonte: Ciclo Vivo 

Novo Ranking do Instituto Trata Brasil mostra os avanços e desafios para a universalização do saneamento básico nas 100 maiores cidades do país


O Instituto Trata Brasil, em parceria com GO Associados, convida para a apresentação dos resultados do mais novo Ranking do Saneamento Básico com avaliação dos serviços nas 100 maiores cidades do País.

O levantamento buscou identificar a situação do saneamento básico nas maiores cidades brasileiras, mostrando o acesso da população aos serviços de água tratada, coleta e tratamento dos esgotos, bem como as perdas de água. O estudo objetiva valorizar o esforço dos melhores municípios em busca da universalização e maior produtividade dos serviços, bem como incentivar a maior parte das cidades a buscar melhorias.

A apresentação dos resultados será conduzida pelo Presidente Executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, juntamente com o Dr. Gesner Oliveira da GO Associados.

Coletiva de Imprensa:

Data: 16 de Agosto (quinta-feira)

Horário: às 10h00

Local: Auditório da FGV Berrini – Avenida das Nações Unidas, 12.495.

Credenciamento:
  
Credenciamento com Milena Serro e Mariana Santos

Telefone: (11) 3021-3143

E-mails: milena.serro@tratabrasil.org.br e imprensa@tratabrasil.org.br