quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Índia duplica capacidade de energia solar

O governo indiano ainda pretende dobrar sua capacidade de energias renováveis até 2017.
O governo indiano ainda pretende dobrar sua capacidade de energias
 renováveis até 2017. 
Foto Airman 1st Class Nadine Y. Barclay/cc

Os investimentos da Índia em geração de energia solar surtiram efeito. As ações em busca do desenvolvimento alternativo e sustentável resulta em uma contínua progressão. Agora o país está em fase de construção de uma grande usina solar.

No ano passado, a Índia acrescentou um pouco mais de um gigawatt de energia solar à sua rede elétrica – somando sua capacidade para 2.18 gigawatts. De acordo com o Carbono Brasil, os números sugerem que a capacidade fotovoltaica no país pode se mostrar muito além das metas nacionais instituídas pela Missão Solar Nacional (NSM).

Na Índia, a capacidade em energia alternativa aumentou quatro gigawatts nos últimos dez anos, sendo que a produção eólica responde por dois terços desse total. O governo indiano pretende duplicar sua capacidade de energias renováveis até 2017.  

Para alcançar o objetivo, uma das ações está na “Ultra-Mega Green Solar Power Project” - a usina que será construída na região desértica do Rajastão. De acordo com o site The Economic Times, o parque solar ocupará uma área de 93 mil quilômetros.

Além disso, recentemente, Portugal e Índia firmaram um acordo de cooperação em energias renováveis. O país indiano deve analisar, por exemplo, a possibilidade de desenvolver projetos de energia solar em solo português. Em comunicado, o ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, de Portugal, adiantou que um dos interesses está na energia das ondas com base no potencial do litoral indiano.


Fonte: Ciclo Vivo 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Conhecimento multidisciplinar é essencial ao profissional de saneamento, afirma especialista espanhol que ministrará curso na ABES-SP em março

foto vicente
Multidisciplinaridade é requisito fundamental aos profissionais que atuam ou estão se preparando para atuar no saneamento. A afirmação é do espanhol Vicente Cesar de Medina Iglesias, Engenheiro de Estradas, Canais e Portos (equivalente a Mestre em Engenharia Civil) pela Universitat Politécnica de Catalunya (UPC) e Engenheiro Técnico de Sistemas, pela Universitat Oberta de Catalunya (UOC) - Mestre em Engenharia, que virá ao Brasil em março para ministrar o “Curso de Hidráulica de rios com uso de HEC-RAS em combinação com Softwares GIS livres”, promovido pela ABES-SP. “É preciso ter conhecimentos de novos materiais e técnicas, para projetar sistemas de baixo consumo de energia sustentáveis e escaláveis, prevendo a vida útil da estrutura e a sua manutenção e modificação”, afirma o especialista. Vicente ministrará o curso em parceria com Allen Bateman Pinzón, Engenheiro Civil pela Escuela Colombiana de Ingeniería e Doutor em Estradas, Canais e Portos pela ETSECCIP/Barcelona (veja informações sobre o curso em http://www.abes-sp.org.br/cursos-e-eventos).
O especialista explica que, na Espanha, a estrutura acadêmica é desenvolvida a partir de grandes projetos europeus de investigação, nas quais as linhas estão definidas. “Em uma segunda fase, a informação atinge profissionais através de cursos de mestrado, pós-graduação ou específicos, geralmente muito práticos”, esclarece.
Durante o curso da ABES, Vicente apresentará para os brasileiros a experiência de inovação que vem sendo aplicada na Europa, como os dois conceitos fundamentais usados no continente: "Room for the River" (dar espaço aos rios) e "Non Structural Measures" (combinando medidas tradicionais de engenharia - barragens, canais - com medidas "soft", como sistemas de alertas e planos de evacuação).
Vicente informa que o modelo europeu de gestão do risco de inundação é definido pela Inglaterra e pela Holanda, países onde, segundo ele, existem estruturas de governo muito eficientes para a gestão de inundações.
O engenheiro, que já esteve no Brasil para uma conferência sobre hidráulica, procura se informar, pelo noticiário, sobre o tema das enchentes em nosso país, para entender o contexto social e político.
Ele afirma que a parte mais importante no caso das inundações é a definição de uma lei que estabeleça prioridades nos problemas de inundação: segurança-planejamento-engenharia-ambiente. “O conflito econômico e social faz com que a gestão das inundações requeira uma lei, metodologias, procedimentos muito detalhados para avaliação de risco e de gestão, regulamentos”, ressalta. “Para funcionar de forma eficiente, deve haver uma lei precisa. Não é um problema técnico ou de modelos, é um problema de lei, vontade e dinheiro”, complementa.
O curso
“Curso de Hidráulica de rios com uso de HEC-RAS em combinação com Softwares GIS livres” acontecerá de 17 a 21 de março, das 9h às 18h, na sede da ABES-SP. É voltado a engenheiros que trabalham com projetos de canais, rios e córregos, técnicos das Prefeituras, do DAAE e profissionais de engenharia dedicados a elaboração de projetos de macrodrenagem.
Durante as aulas, os participantes obterão noções de hidráulicas de rio, aprenderão a elaborar estudos de risco de inundação e a usar o programa HEC-RAS aplicados a casos práticos.
Para mais informações e inscrições, entre em contato com o departamento de treinamento ABES-SP, através do email treinamento@abes-sp.org.br ou pelos telefones 11 3814-1872 / 2729-5510.

Pia acoplada a aquário faz usuários repensarem o desperdício de água

Como as ações do nosso dia-a-dia podem afetar as criaturas ao nosso redor?

O projeto ‘Poor Little Fishbowl Sink’, criado pelo designer chinês Yan Lu, leva uma abordagem incomum sobre como economizar água. A proposta do trabalho é utilizar sistemas visuais para provocar o consumidor a adquirir hábitos conscientes.

A invenção é instalada na pia e trabalha a mente do usuário, em relação ao desperdício de recursos hídricos. Ao consumir a água, quando a torneira é acionada, o nível do aquário instalado na pia, desce gradualmente, dando-lhe imediatamente um sentimento de que o peixe vai morrer se o gasto continuar. Assim, as pessoas são incentivadas a desligar a água antes que causem qualquer danos ao peixinho.


No entanto, felizmente, o peixe nunca estará realmente em perigo de ficar sem água. O dispositivo está apenas trabalhando o psicológico das pessoas e “forçando-as” a fechar a torneira. Existe um encanamento escondido que deixa a água escorrer um pouco, até certo ponto. Em seguida, ele enche muito lentamente o tanque para manter o peixe a salvo e o nível da água volta para onde estava. O aquário foi simplesmente projetado para diminuir o nível de água até que o usuário pare de lavar as mãos, embora nunca se esgote completamente.


As tubulações para o aquário e para a torneira são separadas: a água para lavar as mãos não vêm com excrementos de peixe e a água com sabão não retorna para o aquário.

Outra explicação dada pelo designer é que, de maneira alguma, o retorno de água ao tanque faria mal ao peixe. A mesma água que sai pela tubulação, fica em um tanque de armazenamento na base da pia, em seguida ela é bombeada de volta ao aquário. Além disso, o processo de entrada e saída de água, acaba elevando – razoavelmente, o nível de oxigênio.


Este projeto faz com que o consumidor lembre-se quão importante é este recurso natural, e como as ações do nosso dia-a-dia podem afetar as criaturas ao nosso redor.

Fonte: Ciclo Vivo 

Curso Gerenciamento e Disposição de Lodo de ETA e ETEs


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Palestra Gratuita - Programa Jovens Profissionais do Saneamento-SP


Hamburgo quer tirar carros das ruas em 20 anos

Os moradores poderão circular por toda a cidade sem ter que tirar o carro da garagem.
Os moradores poderão circular por toda a cidade sem ter
que tirar o carro da garagem. 
Foto :Elgrandee/Flickr

A cidade de Hamburgo, na Alemanha, está lançando um projeto ousado de mobilidade urbana. A intenção é devolver as áreas tomadas pelos carros aos pedestres, ciclistas e parques, reduzindo ao máximo o uso de automóvel para transitar pelas ruas.

O plano prevê a ligação das maiores áreas verdes do município, como parques, reservas, playgrounds, jardins comunitários e cemitérios. Isso corresponde a 40% da área total de Hamburgo, que será totalmente interligada por meio de ciclovias e vias para pedestres.

Chamado de Grünes Netz (em português, Rede Verde), o plano será concluído entre 15 a 20 anos. A partir de então, os moradores poderão circular por toda a cidade sem ter que tirar o carro da garagem.

Também serão ampliadas as áreas verdes. De forma que, assim como os moradores, os animais também sejam beneficiados. Serão conectados habitats para que as espécies possam cruzar o município sem serem atropelados.

Para que a “Rede Verde” seja, realmente, coloca em prática uma equipe da prefeitura atuará na junção de forças: cada um dos sete distritos da região metropolitana terá um representante.

Além de melhorar o trânsito na cidade, um dos principais objetivos do projeto é reduzir a poluição de ar. A temperatura média anual de Hamburgo está em 9 graus Celsius, aproximadamente, 1,2 grau a mais do que há 60 anos. Neste período, o nível do mar também subiu cerca de 20 centímetros.



Fonte: Ciclo Vivo 

Britânicos criam máquina que reduz em 90% consumo de água

A técnica ainda permite economizar energia. Um processo de lavagem simples e ecológico.
A técnica ainda permite economizar energia. Um processo
 de lavagem simples e ecológico.

Pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, desenvolveram uma técnica que torna as lavagens de roupa muito mais econômicas. Trata-se da substituição de sabão e água por milhões de gotas de polímeros, que são capazes de retirar manchas e odores.
A invenção dos britânicos ganhou forma com a criação de uma máquina de lavar roupas. A “Xeros” é o equipamento da empresa de mesmo nome, que permite um processo de lavagem simples e ecológico. Para utilizá-la, o cliente deve adicionar os polímeros, um pouco mais do que um copo de água e gotas de um detergente fabricado pela própria companhia.

Durante a limpeza, os polímeros se polarizam e atraem as partículas de sujeira – criando um “lamaçal”, que, por sua vez, é sugado e as gotas são separadas para serem reutilizadas.

Segundo o Olhar Digital, além de economizar 90% da água, o produto também consome pouca energia e os polímeros ainda podem ser reutilizados em 500 lavagens. Não bastasse todas essas vantagens, os polímeros também são recicláveis.

A lavadora Xeros também sai na frente dos modelos tradicionais pelo fato de não haver necessidade de separar as peças pela cor, todas podem ser lavadas em um só processo. De acordo com a desenvolvedora, se todos os britânicos adotassem o produto, sete milhões de toneladas de água seriam poupados semanalmente.

Não há previsão para a máquina ser comercializada para uso doméstico.


Fonte: Ciclo Vivo 

Pesquisa avaliará os impactos socioambientais de Belo Monte

Altamira está agora com sua capacidade esgotada em termos
de leitos hospitalares, vagas escolares. 
Foto :André Solnik/Flickr

Uma pesquisa científica vai avaliar os impactos sociais e ambientais da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, próxima à cidade de Altamira, no Pará.  A pesquisa tem apoio da FAPESP por meio do SPEC - São Paulo Excellence Chair, que visa propiciar a vinda ao Brasil de pesquisadores do exterior para criar núcleos de pesquisa em universidades paulistas.

Intitulada “Processos sociais e ambientais que acompanham a construção da hidroelétrica de Belo Monte, Altamira, PA”, a pesquisa é liderada pelo cubano Emilio Federico Moran, professor da Michigan State University, nos EUA. Participam da equipe cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina, da Universidade Federal do Pará e da Universidade Estadual do Pará.

“Começaremos com o levantamento dos impactos sobre a população urbana”, disse Moran à Agência FAPESP. “Elaborei junto com meus colaboradores um questionário para entender como a construção da hidrelétrica está afetando os moradores antigos, o pessoal que já estava aqui. Depois, enfocaremos os moradores novos, aqueles que vieram atraídos pela obra: operários, comerciantes, engenheiros, profissionais de vários tipos.”

“No setor rural, parece que temos duas possibilidades. Pode ser que o crescimento da população urbana em função da hidrelétrica, fazendo aumentar a demanda de alimentos, promova uma intensificação agrícola na região. Mas, pode ser também que as obras atraiam trabalhadores do campo, levando a um enfraquecimento da agricultura familiar por falta de mão de obra no setor agrícola. As primeiras observações apontam nesse sentido, mas estamos só começando os estudos”, disse.

Uma terceira linha de pesquisa vai acompanhar a população ribeirinha. Um contingente de 20 mil pessoas deverá ser reassentado em razão da barragem.

“Vamos acompanhar de perto essa população nativa, que será a mais diretamente afetada. Porque os indígenas conseguiram que a companhia mudasse o plano da barragem, de forma a não terem efeitos diretos. Terão, sim, efeitos indiretos. Já os ribeirinhos vivenciarão um reassentamento enorme: muitos povoados ribeirinhos vão ter de mudar e, de fato, vários já estão sendo removidos na área”, disse Moran.

De acordo com o pesquisador, as observações preliminares na área permitem perceber que alguns problemas que ocorreram no exterior já se manifestam também no Pará.

“A população de Altamira dobrou nos últimos dois anos. Já alcançou 150 mil pessoas. E vários preparativos para receber essa população foram prometidos, mas não realizados a tempo”, comentou. “De modo que Altamira está agora com sua capacidade esgotada em termos de leitos hospitalares, vagas escolares, efetivos de segurança etc., criando-se uma situação caótica para todos na cidade.”

“Esperamos poder subsidiar propostas para um planejamento que considere as pessoas tão importantes como a produção de energia”, disse Moran. A pesquisa deverá se estender até agosto de 2018.


Fonte: Ciclo Vivo