sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Mesmo se parássemos hoje, manchas de lixo sobreviveriam séculos nos mares


  
Foto: NOAA

Centenas de anos seriam necessários para que o meio ambiente pudesse decompor todo o lixo jogado nos oceanos até os dias atuais, mesmo que parássemos de despejar resíduos nos mares hoje. A conclusão é de um grupo de pesquisadores do Australian Research Council Centre of Excellence for Climate System Science, que ainda constataram que não importa em qual parte do globo o lixo é jogado, ele pode durar séculos em qualquer um dos cinco oceanos.

Prova da indestrutibilidade dos resíduos, principalmente dos plásticos, é a Grande Mancha de Lixo do Pacífico, uma vasta coleção de detritos flutuantes a cerca de 1.000 quilômetros da costa da Califórnia. Na verdade, existem ao menos cinco manchas de lixo nos mares, uma para cada oceano - Atlântico, Pacífico, Índico, Ártico e Antártico.

"Cada um contém tanto plástico que se você fosse arrastar uma rede nessas áreas, arrastaria mais plástico do que a biomassa," afirmou o autor do estudo, o pesquisador Erik Van Sebille.

Como se isso não fosse preocupante o suficiente, a nova pesquisa mostra que turbilhões gigantes oceânicas, algumas com até 50 km de diâmetro, ajudam o deslocamento dos plásticos entre as manchas de lixo entre os mares.


Barents Sea poderá ter mancha de lixo daqui a 50 anos
Foto: troubador1

Como os oceanos estão em constante troca de resíduos, a limpeza de todo o plástico seria quase impossível, mesmo que cessasse a introdução de novos itens. "O lixo de qualquer país pode acabar em qualquer uma dessas manchas de lixo. Isso nos diz que nenhum país é responsável. É um problema internacional que requer uma solução internacional", disse o pesquisador.

Os cientistas também concluíram que uma nova mancha de lixo pode já estar se formando, em uma área anteriormente livre de contaminação humana. "Nossa pesquisa sugere que uma sexta mancha, menor, pode está se formando dentro do Círculo Polar Ártico, no Mar de Barents, apesar de não esperarmos que isso aconteça nos próximos 50 anos", frisou Van Sebille.




Holandês desenvolve embalagem alternativa para descarte de objetos úteis



Guardando os objetos neste saco, qualquer pessoa que passe por ele na rua consegue identificar o conteúdo. | Foto: Divulgação

O designer holandês Simon Akkaya teve uma ideia simples e muito criativa para ajudar a doação de objetos em condições de uso. Ele desenvolveu saco plástico resistente e transparente para as pessoas descartarem coisas em bom estado.

A lógica por trás do raciocínio do projeto, apelidado de Goedzak (que significa “simples”, em holandês), é bastante objetiva. Existem diversos utensílios que permanecem por anos somente ocupando espaço nas residências, até o momento em que o proprietário resolve descartá-los. No entanto, muitos destes materiais estão em plenas condições de uso e seriam de grande valia a outras pessoas.

O Goedzak foi criado para evitar que todas essas coisas boas sejam descartadas em sacos de lixo e tenham o mesmo triste destino dos resíduos que vão para aterros ou lixões.

Guardando os objetos neste saco, qualquer pessoa que passe por ele na rua consegue identificar o conteúdo e, então, pode levar aquilo que julgar valioso. O legal é que assim é possível manter tudo limpo e distante de resíduos que, porventura, pudessem danificar coisas que estão em bom estado. A embalagem também pode ser reutilizada por inúmeras vezes.

“O Goedzak oferece aos bons itens uma segunda chance. Ele também estimula as pessoas a disporem seus produtos de maneira mais consciente e sustentável, para estender a vida útil destes objetos”, explica o designer em seu site. O projeto foi criado durante um curso de graduação, cujo intuito era usar o design em prol do desapego.




Fonte: CicloVivo

Cearense cria painel solar usando fibra de coco



A nova placa fotovoltaica só depende da aprovação do governo federal para ser instalada nas casas dos brasileiros. | Foto: Divulgação


O engenheiro e ambientalista Fernando Alves Ximenes desenvolveu um painel fotovoltaico e térmico produzido com fibra de coco. O novo sistema, criado no Ceará, terá uso doméstico e pode até suprir a demanda de energia das casas da população de baixa renda.

O sistema, que armazena a luz do sol para gerar eletricidade nas casas, levou seis anos para ficar pronto. Agora, a nova placa fotovoltaica só depende da aprovação do governo federal para ser instalada nas casas dos brasileiros. Mesmo antes de sua implantação oficial, o primeiro exemplar já funciona em uma residência em Itaitinga, região metropolitana de Fortaleza.

Chamado de PVT (Photo Voltaica Térmica), o painel criado por Ximenes é composto por fibra de coco e poderá ser utilizado tanto para aquecer água, como para produzir a eletricidade consumida no lar. O equipamento, que pode gerar até 120 kW/h por mês, deve chegar ao mercado custando cerca de R$ 2.300.

No ano passado, o engenheiro apresentou o painel solar de fibra de coco ao governo federal, para que o projeto fosse incorporado ao “Minha Casa, Minha Vida”, programa social do Estado que também visa a microgeração de energia nas residências. No entanto, as autoridades públicas não aprovaram o produto porque concluíram que não havia viabilidade financeira – anteriormente, cada placa custava três mil reais.

O crescimento da microgeração de energias alternativas na Europa foi o que motivou Ximenes a testar um sistema simples de geração de eletricidade também no Brasil. “No ano passado, a Alemanha bateu recordes nos investimentos em microgeração de energia, mesmo não sendo um país tropical”, argumentou o engenheiro ao jornal O Povo.

Como as cidades nordestinas têm o clima oposto ao dos países europeus, a microgeração solar pode atuar de maneira bem mais eficiente, não servindo apenas para aquecer a água e alimentar pequenos circuitos de energia. Segundo especialistas, o PVT pode reduzir e até mesmo zerar as contas de luz dos usuários. 

Com informações do jornal O Povo.

Fonte: CicloVivo

Aprenda a fazer sais de banho ecológicos



O banho quente com sais relaxa as tensões, purifica a mente e o corpo. | Foto: Purple Phoenix/SXC


Há quem diga que o mal do século é o estresse. Com uma vida corrida, de muitos compromissos e pouco tempo para descansar é comum as pessoas se sobrecarregarem e, ao longo do tempo, podem até desenvolver alguma doença. Para evitar esse problema, o CicloVivo sugere que após um dia cansativo você faça um relaxante banho com sais ecológicos.

Eles atuam sobre o organismo como um alívio terapêutico. O banho quente com sais  relaxa as tensões, purifica a mente e o corpo. O mais legal é que os sais podem ser preparados por você mesmo usando ingredientes simples.

Materiais necessários:

- 10 colheres de Sal grosso

- 3 colheres sais de Epson

- 2 colheres bicarbonato de sódio

- Algumas gotas de óleos essenciais de sua preferência

Modo de fazer:

Para prepará-lo basta misturar todos os ingredientes em uma tigela grande e colocar em um recipiente bem fechado para manter a umidade. Na hora do banho é só dissolver o produto na água e relaxar.

O ideal é que eles sejam colocados na banheira, mas você também poderá utilizá-lo se seu banheiro tiver apenas chuveiro. Basta utilizar esponjas que são encaixadas na ducha, que podem ser encontradas em qualquer loja de cosméticos. Eles esfoliam e ainda deixam a pele macia e hidratada. 


Com informações do Vida Sustentável e Zun.

Fonte: CicloVivo

Festival de Verão 2013 busca recolher 20% a mais de material reciclável



Lazzo Matumbi e Ivete Sangalo abriram o Festival de Verão 2013 com o hino do Senhor do Bonfim, cantado a capela. Evento aposta na reciclagem de resíduos sólidos nesta edição
Foto: Edgar de Souza

Quem imagina que o Festival de Verão de Salvador, que em 2013 completa sua 15ª edição, vive apenas de festa, pode ter uma surpresa ao percorrer o Parque de Exposições, local do megaevento iniciado na noite de quarta-feira, 16 de janeiro, e que segue até sábado (19) com mais de 60 atrações musicais de diversos ritmos, tais como axé music, reggae, samba, rock, pagode e hip-hop - um verdadeiro caldeirão musical.

Por volta das 21h de quarta-feira, quando o músico Nando Reis arranhava os primeiros acordes para embalar a multidão, cerca de 60 catadores de material reciclável da Cooperbrava (Cooperativa de Recicladores da Unidade de Canabrava) já realizavam o processo de limpeza, recolhimento e direcionamento dos resíduos sólidos gerados pelo público do Festival de Verão, que deve receber uma média de 50 mil pessoas por cada dia de festa.


Coletores com a identificação dos materiais recicláveis foram disponibilizados pela cooperativa no Parque de Exposições
Foto: Clara Corrêa/Redação EcoD

"O nosso foco com este trabalho é evitar a ação dos atravessadores e tornar os catadores da cooperativa os principais beneficiários", explicou Moisés Leão Gil, assessor técnico da Cooperbrava. Através de uma central de triagem apoiada pela Braskem e instalada dentro do local do evento, o material reciclável coletado no festival é compactado em uma prensa, estocado e retirado do Parque de Exposições a fim de ser comercializado junto à indústria. Toda a renda obtida com a venda desses resíduos vai para a cooperativa.

Inclusão social

Na edição do Festival de Verão de 2012, a Cooperbrava conseguiu arrecadar cerca de 10,6 toneladas de material reciclável, número 30% maior do que o recolhido em 2011. Foram triadas 4 toneladas de alumínio, 3,5 toneladas de plástico filme (do tipo PEBD), 1,6 toneladas de plástico (do tipo PET) e 1,5 toneladas de papelão. "Nossa meta agora é aumentar em 20% essa quantidade de resíduos coletados", projeta Moisés.


Moisés Leão Gil (de camisa preta) coordena a equipe de cooperados no Festival de Verão: mão na massa em meio à festa.
Foto: Clara Corrêa/Redação EcoD

A cooperativa foi fundada em Salvador, em 2003, por pessoas que não conseguiram espaço no mercado de trabalho e encontraram na coleta de materiais recicláveis, no antigo lixão de Canabrava, uma forma de sustento. A Cooperbrava participa do Festival de Verão desde 2008, de forma ininterrupta. Os trabalhadores passam por capacitações periódicas no Centro de Estudos Socioambientais Pangea.
Nos quatro dias de Festival de Verão a Cooperbrava vai disponibilizar 60 agentes para o trabalho à noite e 10 durante o dia. De acordo com o assessor técnico da cooperativa, a entidade trouxe dez cooperados a mais do que em 2012, o que alimenta a expectativa de aumentar a quantidade de material reciclado. Segundo Moisés, em períodos de festivais e carnaval, cada trabalhador consegue obter uma renda mensal de R$ 750,00 a R$ 800,00 na instituição.



Cartilha fornece dicas de eficiência energética para micro e pequenas empresas


Aquisição de equipamentos mais modernos e eficientes é uma das dicas do guia
Foto: Reprodução

A energia movimenta o mundo. Para que ela e os demais recursos naturais não acabem de vez, a ordem é consumir apenas o necessário, sem desperdícios. Este princípio da economia verde, ou seja, a aplicação da sustentabilidade nos negócios, é uma atitude inteligente e de bom senso de quem pensa no presente e no futuro do planeta, segundo a cartilha Eficiência Energética, da série Ideias de Negócios Sustentáveis do Sebrae.

Uma análise profunda e cuidadosa de todo o processo de produção e gestão de uma empresa mostra claramente onde estão os excessos e permite um planejamento para o uso adequado, de acordo com o guia.

Para reduzir a conta de energia elétrica utilizada no setor industrial, comercial e de serviços, uma sugestão é a substituição por fontes renováveis, como eólica e solar, por exemplo, que estão disponíveis o tempo todo e não correm risco de esgotamento.

"É necessário um investimento inicial para a compra do sistema de placas fotovoltaicas, que captam e armazenam a luz do Sol. A compensação vem com a economia financeira após o pagamento desta despesa e a grande contribuição para a saúde do meio ambiente", pondera o documento.

Entre as opções para redução do custo de energia elétrica nas micro e pequenas empresas está o Programa Sebrae de Eficiência Energética, cujas ações têm foco específico neste segmento. O primeiro passo é uma autoavaliação do uso de energia. Com o resultado em mãos, um consultor visita a empresa para analisar o que pode ser feito.

Em seguida, implementa um modelo de gestão de energia elétrica acompanhado de orientações necessárias. A consultoria em eficiência energética é uma ferramenta do Programa Sebrae de Consultoria Tecnológica (SebraeTec).


Fonte: EcoDesenvolvimento

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Brasil lança certificação sustentável para calçados


A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couros, Calçados e Artefatos (Assintecal) lançaram nesta quarta-feira (16), em São Paulo, durante o evento de moda InspiraMais, a primeira certificação sustentável do Brasil para calçados.
Batizada de Origem Sustentável, a iniciativa - que conta com a parceria da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) - pretende avaliar o grau de comprometimento das empresas do setor coureiro calçadista com a sustentabilidade, com base em 52 diferentes critérios, agrupados em quatro pilares: cultural, ambiental, social e econômico.

"Analisamos a atuação da empresa desde o momento da compra da matéria-prima até a hora da entrega do produto final, levando em conta quesitos como gasto de energia, nível de poluição, consumo de água, descarte de resíduos, legislação trabalhista, não utilização de substâncias tóxicas e relação com funcionários e comunidade do entorno", explica Valdemar Masselli Jr., vice-presidente de Inovação e Sustentabilidade da Assintecal.
O programa de certificação, que é auditado pela System & Service Certification (SGS) e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), possui cinco diferentes selos:

- branco, concedido às empresas que demonstram interesse em participar do programa;
- bronze, dado às companhias que relatam suas iniciativas ao programa, demonstrando transparência;
- prata, para marcas que acompanham a média do mercado nacional, quando o assunto é o comprometimento com a sustentabilidade;
- ouro, para as empresas que superam a média brasileira e
- diamante, concedido às companhias que acompanham ou superam a média do mercado internacional.

Por enquanto12 empresas brasileiras possuem a certificação Origem Sustentável: três delas são fabricantes de calçados - Piccadilly, Calçados Bibi e Dian Patris -, enquanto as outras produzem componentes para o setor - Killing, FCC, Prisma, Endutex, Dublauto Gaúcha, Jotaclass, JR Dublagens, Cipatex e MK Química. Todas elas receberam o selo bronze, "mas a maioria está pleiteando o prata", conta Masselli.

Qualquer marca do setor coureiro calçadista interessada em se submeter ao programa de certificação pode procurar a Abicalçados ou a Assintecal. A única exigência para participar da iniciativa é ser associado a uma das duas instituições. "Queremos incentivar nas empresas o compromisso de gerenciar e melhorar seus resultados. O conceito de calçado sustentável, com certeza, ampliará as oportunidades no mercado internacional e dará maior competitividade às marcas. A Europa, por exemplo, não aceita mais o ingresso de determinados produtos em seu território", explica Marcelo Nicolau, presidente da Assintecal.

Por enquanto, para se manter atualizado a respeito de quais empresas estão participando da iniciativa, consumidores e stakeholders devem procurar as associações envolvidas no programa. "Mas, no futuro, queremos desenvolver uma identidade visual que informe, na hora da compra, a participação da marca no Origem Sustentável e seu grau de comprometimento com a sustentabilidade", diz Masselli.

Fonte: Exame.com 

Britânicos criam tapetes que aproveitam pisadas para gerar energia


A energia gerada nos tapetes será transmitida para os equipamentos de iluminação pública, sem intervenção humana. | Foto: Divulgação


O Pavegen é um sistema de geração de energia movido pelos passos das pessoas. Criado no Reino Unido, o dispositivo gera eletricidade a partir do momento em que os pedestres pisam nos tapetes especiais instalados nas vias públicas.

O dispositivo é feito de borracha e acumula a força cinética obtida no impacto das pisadas. Quando o sistema concentra a quantidade de energia necessária, uma lâmpada de LED é acesa no próprio tapete, indicando que a eletricidade produzida já pode ser usada.

De acordo com Laurence Kemball-Cook, inventor do projeto, a energia gerada no Pavegen deverá ser transmitida para os sistemas elétricos das próprias vias públicas, como postes de iluminação, semáforos e letreiros luminosos. O inventor também afirma que o sistema dispensa a intervenção humana nos processos de transmissão e distribuição de energia.

A carga elétrica concentrada no Pavegen também pode ficar armazenada em uma bateria de lítio e ter diferentes aplicações. Mesmo que a intenção seja instalar os pisos de geração de energia nas calçadas, a nova tecnologia terá eficiência se for aplicada em shows e eventos sustentáveis. 

Com informações do Tecmundo.

Fonte: CicloVivo

Os 10 mitos mais comuns sobre sustentabilidade nas empresas


Conheça falsos dilemas do pensamento verde que fazem com que companhias limitem suas oportunidades de crescimento por meio da sustentabilidade.


Pensar que investir em sustentabilidade é caro e não traz retorno é um dos mitos do mundo corporativo.


Existem ações sustentáveis no lugar onde você trabalha? E você realmente sabe a que elas se referem ou prefere entender superficialmente o tema, como se ele não estivesse ligado a você?
Os ganhos obtidos pelas empresas que investiram em sustentabilidade não se resumem ao lado social e ambiental, mas também financeiro das companhias, o que representa vantagem para todos os envolvidos.

“A sustentabilidade vai do plano individual ao macro, que é o empresarial e o social”, explica Paulo Branco, coordenador do Programa Inovação na Cadeia de Valor do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP).

Porém, muitos dos assuntos abordados no âmbito corporativo são vistos de forma equivocada, transformando-se em grandes mitos.

“O maior deles é pensar que é possível crescer de maneira contínua em um mundo que tem recursos finitos”, salienta o professor.

Pensando nisso, o Portal EXAME elencou os principais erros empresariais ligados a esse tema e que, muitas vezes, fazem com que boas oportunidades sejam deixadas de lado.

1. Sustentabilidade custa caro e não traz retorno
É errado pensar que obrigatoriamente a sustentabilidade é cara e que exige um custo. Na realidade, tudo depende de diversos fatores.

“Às vezes será preciso gastar, outras não. Vai depender do tipo de empresa, da ação, do projeto etc. Mesmo quando existe um gasto, ele pode ser convertido em investimento no médio ou curto prazo”, diz Ricardo Valente, diretor da Keyassociados.

Para ter maior clareza sobre essa ideia é preciso ter em mente que a sustentabilidade envolve uma série de aspectos. Conduta ética, a não discriminação, corrupção, tudo faz parte da sustentabilidade. Implantar ações nesse sentido não envolve, necessariamente, a utilização de recursos financeiros.

“Lembre-se de que todas as possibilidades geram crescimento e, apesar dos custos adicionais, a sustentabilidade tem sido uma solução que traz ganhos”, afirma Branco.


2. É apenas para empresa grande
Este pensamento está ligado ao primeiro mito. “Como a sustentabilidade não está, obrigatoriamente, envolvida com custos, isso facilita a implantação de ações sustentáveis em empresas de todos os portes. As pequenas também fazem iniciativas sustentáveis, mas repercutem menos e são menos cobradas”, expõe Valente, da Keyassociados.

E essas companhias podem estar envolvidas com a sustentabilidade por diversos motivos. “Muitas descobrem que esse pensamento é lucrativo; outras investem no tema em razão da consciência do dono ou por terem uma visão moderna; e algumas por serem fornecedoras de uma grande empresa, sendo, assim, pressionadas”, avalia o profissional.

Lembre-se, aliás, de que as pequenas empresas, em conjunto, podem ter um impacto socioambiental maior do que as grandes companhias, visto que elas existem em maior número.


3. Sustentabilidade reduz o conforto
A sustentabilidade não é sinônimo de redução de qualidade de vida. “A briga, na realidade, é para que as pessoas de hoje possam continuar vivendo confortavelmente, mas que as do futuro ainda tenham comodidade. E para isso é preciso achar o equilíbrio”, diz Valente.


4. Sustentabilidade é uma moda/tendência passageira
O assunto veio para ficar. “Esperamos apenas que, no futuro, o tema esteja tão enraizado na cultura das empresas que não será mais necessário dar tanto enfoque a ele. Será incorporado ao dia a dia das companhias, não sendo um tema que precise a todo momento ser lembrado, mas que nem por isso deixará de existir. Pelo contrário, será algo natural”, acredita Valente.


5. Ter uma área específica de sustentabilidade é solução
Com o pensamento de que a sustentabiliade é uma tendência, diversas empresas criaram áreas especificas para tratar do assunto no campo empresarial, sem perceber que isso não basta.

“De nada adianta criar uma área isolada. O importante mesmo é que todos os outros campos funcionais existentes na companhia conversem para que a sustentabilidade seja tratada com a importância que deve ter”, explica Branco.

Criar uma área apenas para ter o nome sustentabilidade trabalhado na empresa acaba fazendo com que as outras frentes deixem de pensar sobre o assunto.


6. Ser sustentável é ter ações ambientais
Não acredite que sustentabilidade é sinônimo de meio ambiente. É comum esquecerem que o tema envolve ainda o lado econômico e social.

“Não é bom para a sustentabilidade que a companhia tenha uma boa gestão ambiental, mas conte com sérios problemas como trabalho escravo e envolvimento com corrupção. É preciso que o tripé meio ambiente, economia e social esteja inserido dentro do negócio da empresa”, afirma Valente, da Keyassociados.

E, aqui, é preciso mudar as ações não apenas do mundo corporativo, como também do individual.

“Apenas saber e entender o que é sustentabilidade não adianta. É preciso colocar em prática para que esse processo não fique no lado racional. De que adianta você assumir responsabilidades e continuar consumindo de empresas que sonegam impostos ou usam da pirataria?”, questiona Branco.


7. Ser sustentável só é viável quando se tem um presidente visionário
Sim, a síndrome do Fábio Barbosa, empresário ligado ao mundo da sustentabilidade, existe nas empresas. “Muitas delas pensam que se o presidente não for comprometido e determinado com os assuntos verdes, a sustentabilidade não vai para frente”, revela Branco.

Isso é falso: uma empresa sem um líder com essas características também pode criar ações que rendam bons frutos.


8. Inovação resolve tudo
Outro mito muito comum é acreditar que as novas tecnologias solucionam todos os problemas. “É obvio que elas vão ajudar a sustentabilidade. Motores mais eficientes, lâmpadas que consomem menos energia e mais transparência de informação são alguns exemplos que trarão impactos positivos para o tema. Mas é preciso evitar os braços cruzados”, esclarece Valente.

Pense, também, que ações simples podem resolver problemas atuais. Mudanças de postura, de como usar água e energia, podem ser adotadas imediatamente, e trarão bons resultados para a sustentabilidade. “Nós mesmos somos capazes de achar saídas para os problemas vistos. Isso não significa que a tecnologia não seja importante, mas é preciso repensar tudo”, salienta Branco.


9. Fazer um relatório de sustentabilidade é suficiente
Apenas publicar esse documento não basta. “Tenha consciência de que ele é um relato, uma prestação de contas, é a linha final de um processo”, diz Ricardo Valente. Por isso, inclusive, que no documento consta uma série de questões, boas e ruins, apontando temas que a empresa está envolvida.

Ele não é uma peça de marketing que diz tudo que há de bom. O relatório deve falar, ainda, sobre temas críticos. Ele serve para dar uma visão completa sobre a sustentabilidade da companhia.


10. Falar das práticas "verdes" é fazer marketing falso
Essa é uma questão histórica, já que no passado as companhias comunicavam qualquer ação pequena como se fosse algo grande e faziam muito barulho por nada.

“Com o tempo, isso começou a ser criticado. Agora o que acontece é a maximização desse pensamento. Passou-se a considerar qualquer comunicação como greenwashing. Mas tem muita empresa com projetos realmente interessantes, solucionando problemas críticos, que não conseguem espaço para divulgá-los. Não há problema em expor os projetos realmente sustentáveis. Isso incentiva outras empresas e aumenta a conscientização. As companhias só precisam ter consciência e divulgar apenas aquilo que realmente é importante”, explica Ricardo Valente.


Fonte: Exame

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Aprenda a fazer um puff com garrafas PET



A dica hoje é fazer um puff totalmente sustentável. Reaproveitando garrafas PET, papelão e retalhos de tecido. O móvel é útil e ainda pode fazer parte da  decoração da sala ou do quarto, deixando o ambiente mais bonito.

Serão necessários os seguintes materiais:

- 32 garrafas PET

- 2 rolos de fita durex larga

- 1 folha de papelão grosso

- 1 lata de cola de sapateiro

- ½ metro de espuma com 5 cm de espessura

- 1 metro de tecido de sua preferência

As garrafas são cortadas ao meio e encaixadas umas nas outras formando uma peça única resistente, conforme mostrado na galeria de fotos. Para uni-las utilize a fita adesiva. Esta será a base de PET. Depois disso, coloque papelão grosso na base e uma espuma sobre o papelão.


O último passo é forrar o objeto com o tecido e costurá-lo pelo lado do avesso. Ao invés de comprar o tecido, você pode reaproveitar peças de retalhos. Com esses materiais é possível fazer um Puff pequeno de aproximadamente 50 centímetros.

Qualquer pessoa gosta de renovar sua casa comprando novos móveis, porém essa necessidade constante de redecorar o ambiente leva muitos objetos úteis a serem facilmente descartados. A ideia deste Puff é justamente reaproveitar materiais usados, para fazer um móvel novo.



Para entender todos os detalhes de como fazer o Puff veja o passo a passo na galeria de imagens e assista ao vídeo abaixo.

Fonte: Ciclo Vivo 

Consumo Colaborativo


O Consumo Colaborativo é uma prática comercial que possibilita o acesso à bens e serviços sem que haja necessariamente aquisição de um produto ou troca monetária

O consumo colaborativo é o resgate de partilhas tradicionais perdidas no tempo, como o empréstimo, troca, aluguel e doação. A novidade está nas tecnologias de rede, que possibilitam esses trâmites em uma escala e forma nunca antes possível.

A expressão surgiu no começo da década passada nos Estados Unidos para identificar uma alternativa que surgia ao modelo de consumo excessivo e desenfreado que caracteriza a sociedade norte-americana desde a década de 1980.


A ideia do movimento é mostrar que adquirir produtos novos nem sempre é a opção mais vantajosa, já que muitas vezes o novo se torna rapidamente obsoleto. Ter acesso ao que se deseja apenas durante o tempo que for necessário é uma atitude mais dinâmica do que estabelecer compromissos e arcar com as responsabilidades à longo prazo que a posse acarreta. Esse tipo de consumo baseado no compartilhamento agrega valor à experiência em detrimento apenas do ter.

Como funciona


A prática comercial no consumo colaborativo é uma interação entre partes interessadas em ter acesso ao que o outro oferece

No consumo colaborativo, a estrutura de oferta e demanda não é tão rígida e limitada como na compra tradicional: não há moeda fixa de escambo, nem posse única ou total de um objeto. A prática comercial no consumo colaborativo é uma interação entre partes interessadas em ter acesso ao que o outro oferece.

Toda esta configuração se mostra compatível com as relações que estabelecemos na internet, em uma comunicação que não é mais frontal, mas na qual ocorre produção de conteúdo de ambos os lados: todos são receptores e emissores ao mesmo tempo. Essa estrutura comunicativa da internet migrou para o mundo dos negócios na forma do consumo colaborativo: não há mais separação entre vendedor e comprador, mas uma relação mútua de escambo entre partes.


Fatores de surgimento



Redes sociais – As redes sociais formaram um público potencial para modelos de negócios online de troca/aluguel/venda de produtos ociosos. Segundo o blog Consumo Colaborativo, as plataformas online conseguem agrupar um grande número de pessoas com interesses em comum e que estão dispostas a compartilhar, formando um ambiente propício para o negócio colaborativo.

Economia - A Grande Recessão de 2008 fez com que, principalmente os americanos, começassem a repensar seus valores e a reavaliar a forma como lidavam com o dinheiro, resultando na busca de alternativas para economizar. Cenário ideal para o surgimento de negócios que suprissem as necessidades dos consumidores por produtos mais acessíveis, além daqueles que precisavam vender algo para melhorar suas economias.

Preocupação ambiental - Outra tendência atual que está diretamente relacionada ao surgimento desse novo tipo de comércio é a preocupação com o meio ambiente e a preferência por atitudes mais sustentáveis, que atendam às necessidades dos consumidores sem causar tanto impacto na natureza. Por meio do consumo colaborativo, tem-se acesso a uma maior gama de produtos sem que haja necessidade de aumentar a produção dos mesmos. Por sua vez, estes são compartilhados, reutilizados e pertencem a uma coletividade e não apenas a um indivíduo.

Fonte: Ecodesenvolvimento

Ciclovias podem ser aquecidas no inverno com calor estocado no verão



Em países de inverno muito rigoroso é comum que o número de ciclistas circulando pelas ruas diminua nos dias mais frios. Ainda mais quando neva! Chega a ser perigoso pedalar com as pistas escorregadias. O que fazer, então, para que o uso de transporte motorizado não aumente muito nessa época do ano?

Essa pergunta moveu algumas cidades da Holanda que buscam soluções para garantir que os holandeses continuem pedalando no inverno. O projeto mais interessante – de autoria da empresa de engenharia Tauw – sugere a instalação de tubos subterrâneos a 50 metros abaixo das ciclovias para aquecê-las com o método de climatização geotérmica.

Funciona assim: o calor que atinge o solo durante os meses de verão é absorvido em forma de energia pelo subsolo. Os tubos estocariam essa energia para depois emiti-la nos meses de inverno. Além de garantir mais conforto aos ciclistas, a iniciativa permite segurança, já que diminui os riscos de acidentes sem neve acumulada nas ciclovias.

A implantação do projeto está sendo analisada pelas cidades de Utrecht e Zutphen e claro que um dos impedimentos para que isso aconteça é o custo alto: de US$ 25 mil a US$ 50 mil para cada quilômetro de ciclovia aquecida. No entanto, basta levar em conta que os gastos com acidentes e limpeza das ciclovias no inverno reduziriam bastante para reconsiderar essa análise. A união holandesa de ciclistas – Fietsersbond* - já aprovou a ideia!

Fonte: Superinteressante 

Surfista brasileiro cria pranchas ecológicas com garrafas PET



O surfista brasileiro Jairo Lumertz elaborou um projeto interessante que une seu ofício com a sustentabilidade. Ele ensina crianças a transformar garrafas PET em prancha de surf.

A ideia surgiu durante uma viagem no Havaí, em 2007, e se concretizou tempos depois com a ajuda de amigos aqui no Brasil. Seu objetivo é promover esporte e consciência ambiental entre crianças e adolescentes.

São fabricados e comercializados tradicionalmente dois tipos de pranchas: as de resina de poliuretano com resina de poliéster insaturado e de poliestireno epóxi. Tobias Schultz, um dos membros do projeto, investigou o impacto ambiental de ambas as fabricações e descobriu que os dois tipos geram muita poluição e muito resíduo de matéria-prima. Por isso, as pranchas alternativas são boas opções

Lumertz deixa claro que o produto pode ser feito pelas próprias crianças, mas não deve ser utilizado em ondas muito grandes, afinal, não é tão resistente quanto a prancha convencional. Ao tentar “pegar” uma onda grande há o perigo dela se partir, correndo o risco de machucar alguém e ainda gerar lixo no mar. Em sua página no Facebook, o grupo responde a um membro da rede afirmando que a cola é resistente e especial para a prancha e acidentes desse tipo nunca aconteceram.

Além de ajudar o meio ambiente, a prancha ecológica é uma maneira de agregar crianças de baixa renda ao esporte mais restrito às famílias com melhores condições financeiras. Depois de o projeto ser destaque no Globo Esporte, muitas escolas demonstraram interesse e algumas nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro receberam palestras do grupo.

O Projeto Prancha Ecológica arrecada garrafas PET e latinhas para reciclagem e quem tiver o material para doar pode entrar em contato com o grupo. 





Com informações do Ecoinventos.

Fonte: CicloVivo

Aprenda a transformar latas em luminárias



Muitos alimentos consumidos diariamente vêm armazenados em latas, que após o uso vão para as lixeiras ou para a reciclagem. Porém, existem muitas opções de artesanato para esse material, uma delas é a fabricação de luminárias.

A técnica é simples e o resultado é único, já que varia de acordo com a criatividade de cada pessoa. Os materiais necessários são: lata (qualquer tamanho); martelo; prego; toalha; jornal; arame; alicate; água e tinta spray.

Como fazer:

O primeiro passo é o segredo para que a luminária fique bonita, para isso é necessário encher a lata de água e deixá-la no congelador até que vire gelo. Isso deve ser feito para que a lata não amasse durante as etapas seguintes.

O apoio também deve ser revestido com jornal e uma toalha, para não forçar a lata diretamente em uma superfície dura. A luminária começa a tomar forma quando os furos em sua lateral são feitos. Nesta hora é que entra a criatividade, quanto mais buracos forem feitos mais legal será a maneira como a luz será refletida. Por isso, é possível desenhar formas, como estrelas ou corações, sempre usando o prego e o martelo com cuidado. Faça também dois furos superiores, por onde passará o arame.

Com os furos feitos e o gelo já retirado, passe o spray da cor escolhida, em toda a lata. A pintura deve ficar uniforme e a tinta deve ser aplicada a 25 centímetros de distância. O arame cortado servirá como alça de suporte para a luminária, por isso, deve ser pintado da mesma cor que a lata.

Quando a tinta estiver seca, o arame deve ser passado pelos dois furos superiores e as pontas internas devem ser viradas para dentro, com o uso do alicate. A luminária pode ser usada com velas ou então com lâmpadas.




Fonte: CicloVivo

Coca-Cola doa R$ 9,8 milhões para preservação de ursos polares



Além do aporte e da propaganda, a iniciativa inclui também uma edição limitada de latinhas que contêm as imagens dos ursos polares. | Foto: Divulgação


A Coca-Cola se uniu à WWF e investiu R$ 9,8 milhões em programas de preservação dos ursos do ártico. Além do aporte, a marca também quer orientar a população sobre os riscos enfrentados pelos animais, que participam das campanhas publicitárias da marca há 90 anos.

A Coca-Cola se comprometeu a repetir o mesmo investimento todos os anos, enviando uma parte do dinheiro a projetos de parceria da WWF com organizações e governos de outros países. Para divulgar a ação, a marca montou uma campanha publicitária, que deverá ser veiculada em breve.

Além do aporte e da propaganda, a iniciativa inclui também uma edição limitada de latinhas que contêm as imagens dos ursos polares, mas não há informações de que o produto vá circular no Brasil.

Não é a primeira vez que a marca desenvolve ações de preservação aos mamíferos do polo norte: em 2011, entraram em circulação as latas de cor branca nos EUA e no Canadá. Elas traziam imagens de ursos polares e convidavam os consumidores a fazerem doações à WWF.

Neste ano, a Coca-Cola lançou um curta-metragem que conta a história dos ursos polares que ilustram as suas campanhas de natal. O vídeo é dirigido por John Stevenson (Kung Fu Panda) e produzido por Ridley Scott.

Os ursos que vivem no ártico estão expostos a vários perigos relacionados ao aquecimento global. Um estudo publicado em 2007 afirma que 16 mil ursos polares podem desaparecer até 2050 por causa da elevação da temperatura da Terra e o consequente aumento no derretimento das calotas polares. 


Com informações da Marketing Magazine.

Fonte: CicloVivo

Conte suas propostas para o manejo adequado de água à ONU



Foto: likeablerodant

Já pensou em ver sua proposta de manejo da água adotada pelas Nações Unidas e beneficiando milhões de pessoas? Pois o Programa da ONU para Assentamentos Humanos, ONU-Habitat, lançou nesta segunda-feira uma consulta global sobre qualidade e desperdício de água.

A discussão online está aberta a qualquer pessoa, até 17 de fevereiro, que queira compartilhar visões e propostas para melhorar o manejo da água. O objetivo da consulta é a criação da agenda de desenvolvimento pós-2015, ano em que termina o prazo das Metas do Milênio.

No fim de fevereiro, será realizada em Genebra uma reunião de alto nível sobre o tema, onde serão compartilhados os resultados do debate na internet.

Problemática

O diretor-executivo da ONU-Habitat, Joan Clos, lembra que a explosão populacional, prevista para abrigar 9 bilhões de pessoas até 2050 na Terra, vai gerar ainda mais demanda pro infraestrutura adequada. Segundo ele, o manejo da água e especialmente o desperdício são muitas vezes esquecidos nos debates políticos, "enquanto na realidade, é uma bomba-relógio prestes a explodir."

Ele ressalta ainda que com eventos climáticos extremos, "a água contaminada pode ser cada vez mais um risco sério à saúde pública e uma ameaça para a recuperação de desastres". Para ele, a melhor forma de manejo é reduzir o consumo e o desperdício de água, além de diminuir a quantidade de poluentes prejudiciais que entram nos sistemas de água.

A ONU instituiu 2013 como Ano Internacional da Cooperação da Água. Semana passada, especialistas do mundo todo se reuniram em Saragoça, Espanha, para discutir a melhor forma de implementação da agenda.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Arquitetos constroem moradias sustentáveis no Haiti



Konbit Shelter é o nome dado a um projeto de construção sustentável que trabalha em prol da criação de espaços comunitários no Haiti. O grupo é formato por artistas, construtores, arquitetos e engenheiros que se comoveram com a situação do país após o terremoto de 2010.

Através do projeto são construídas estruturas permanentes, com design criativo e matéria-prima simples. Assim, os especialistas compartilham conhecimento com a comunidade local e as casas são edificadas a partir do esforço mútuo, adaptadas às condições naturais do Haiti.


A principal técnica aplicada às construções é conhecida como superadobe, que consiste na utilização de sacos de polipropileno cheios de terra. Além de ser um processo artesanal e que descarta o uso de grandes tecnologias, este procedimento resulta em moradias resistentes a desastres naturais e ao fogo.


De acordo com o site do projeto, este sistema de construção oferece um modelo facilmente replicável, que pode ser aplicado por homens e mulheres de qualquer comunidade. Para isso, são necessários materiais simples, como terra e apenas 10% de cimento. A madeira praticamente não é utilizada.


Os artistas estão buscando uma interação cada vez maior com a comunidade, para permitir que os moradores locais tenham o acompanhamento de arquitetos de maneira que mais pessoas sejam beneficiadas pelo projeto.


Em todas as casas a estética é bastante valorizada, com o intuito de que os resultados sejam moradias bonitas e agradáveis para elevar a satisfação da comunidade.

Fonte: Ciclo Vivo