quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Fernando de Noronha quer compensar 100% da emissão de CO2


O governo de Pernambuco lançou um plano para reduzir totalmente o dióxido de carbono (CO2) emitido em Fernando de Noronha. Diversas recomendações foram elaboradas para se chegar ao objetivo.

Anualmente, o arquipélago emite mais de 32 mil toneladas de CO2 equivalente. O número corresponde a uma média de oito toneladas de CO2 por pessoa por ano. De acordo com o secretário do Meio Ambiente do Estado, Sérgio Xavier, o transporte aéreo é o principal responsável (53%), seguido pela geração de energia (32%) e itens como agricultura, transporte marítimo e produção de resíduos (15%).

O plano da gestão pernambucana é trabalhar em parceria com empresas e sociedade. Mas, caso as sugestões não sejam seguidas, é preciso plantar, anualmente, o equivalente a 120 campos de futebol durante 30 anos para compensar as emissões emitidas.

A Celpe (Companhia Energética de Pernambuco) está construindo no arquipélago duas usinas de produção de energia solar que devem ficar prontas até o final de 2014. O governo discute também projetos de uso de energia eólica e veículos elétricos.

Duas usinas de produção de energia solar já estão sendo construídas. A previsão é que fiquem prontas ao fim de 2014. Atualmente, algumas pousadas da ilha já usam este tipo de alternativa para aquecimento de água, mas será a primeira vez que os painéis solares serão conectados à rede elétrica de Noronha.

Além disso, há planos de implantar novos projetos de energia eólica e veículos elétricos – uma vez que a frotas de automóveis dobrou de 2011 a 2013 por conta do turismo. Caso o projeto vigore, a região formada por 21 ilhas será o primeiro território brasileiro com 100% de compensação.


Fonte: Ciclo Vivo 

Oficina capta água da chuva e recicla produtos químicos utilizados em automóveis


Levar práticas sustentáveis para uma oficina automotiva com mais de dez anos de existência é o grande desafio para o empresário Adalberto Gonçalves, proprietário da Damy Auto Center, construída em São Paulo. O espaço conta com um piso especial que impede que os resíduos da oficina contaminem o solo, e, além disso, os materiais utilizados para a manutenção dos carros – como óleos, produtos químicos e tecidos – são todos reciclados após o uso.

As primeiras mudanças no centro automotivo foram provocadas após um questionamento levantado pela filha do proprietário, na época, com apenas três anos. A pequena perguntou a Adalberto quais as medidas que a empresa tomava  para não poluir o meio ambiente, e, com a orientação de especialistas da Universidade Sonora do México, o paulistano deu início às transformações na oficina, que também incluem o bem estar dos funcionários.

Os produtos químicos utilizados na oficina, como óleos e até o tíner, são enviados para a reciclagem depois de serem armazenados em locais adequados. “O material é enviado a empresas autorizadas que fazem o recolhimento e descarte dos resíduos, conforme a legislação ambiental. Há uma empresa parceira para cada um destes processos”, conta o dono da oficina, que também oferece a seus clientes cabines de repintura, as quais evitam que as partículas se espalhem pelo ar durante este trabalho.


“Investimos em uma série de mudanças, como a captação da água de chuva e a implantação de telhas translúcidas para aproveitar a luz solar e não gastar tanta energia”, diz Gonçalves. Com metas de economia de recursos e reciclagem de materiais, os impactos positivos ficam evidentes não só para o planeta, mas também, em seu bolso. “As contas de água e luz baixaram”, diz. Por outro lado, são necessários investimentos para as ações de mitigação dos impactos causados no meio ambiente. “Aumentaram custos da empresa com descarte de resíduos, temos mais tipos de filtros para limpeza do ambiente etc.”, comenta o empresário.

Os motoristas que visitarem a oficina, situada na zona sul da capital paulista, precisam desembolsar um pouco mais de dinheiro para fazer reparos ecologicamente corretos. “Os custos dos processos acabam ficando mais caros dentro da cadeia produtiva, mas o cliente se transforma num colaborador para um planeta melhor”, defende o empresário.

Além das iniciativas em nome do meio ambiente, a Damy Auto Peças também desenvolve ações de cidadania por meio da valorização de seus funcionários. Uma vez por semana, os colaboradores da oficina recebem a visita de um massagista do Projeto Serenidade do Toque, ONG criada em 2006, que visa a capacitação e a formação de jovens e adultos com deficiência visual na área de massagem para a inclusão no mercado de trabalho.


Embora a Damy Auto Center ainda seja uma das primeiras a se apropriar de práticas sustentáveis, Gonçalves destaca que sua maior vontade é aprimorar o empreendimento e ver mais iniciativas em sustentebilidade entre as oficinas. “Sustentabilidade não é um projeto que tem  início, meio e fim. É um processo contínuo de aprendizado e conscientização de todos ao seu entorno. Gostaria muito que nosso modelo ajudasse centros automotivos que despertassem para a sustentabilidade a criar seus próprios projetos. Eu já fiz a minha parte”, finaliza o empresário.

Rede de hotéis francesa oferece quartos bolhas em meio à natureza

Uma rede de hotéis francesa inovou na maneira de acomodar seus hóspedes. Os quartos convencionais foram substituídos por grandes bolhas de plástico, colocadas em florestas com vistas deslumbrantes.



As 134 bolhas foram instaladas em quatro localizações diferentes, no litoral sudeste do país europeu. O contato com o meio ambiente é um dos principais diferenciais do hotel – nas acomodações, os amantes da natureza têm a oportunidade de passar a noite olhando para as estrelas.

A rede Attrap’ Rêves foi criada por uma família em 2010, e as bolhas plásticas são decoradas com cinco temas diferentes: os hóspedes podem desfrutar das suítes Chic & Design, Mil e Uma Noites, Zen, Glamour e Natureza.


As bolhas são muito procuradas para ocasiões especiais, como jantares e eventos, pedidos de casamento, noites de núpcias e também por mulheres que podem aproveitar um Day Spa nos espaços, com massagens e tratamentos de beleza. Todas as acomodações possuem um telescópio e um mapa celeste, para que os hóspedes admirem o universo. Além disso, a iluminação noturna das instalações é feita através de lanternas.

As tendas  de plástico ficam envoltas por árvores e distantes entre si, dando privacidade aos hóspedes. Os hotéis possuem uma estrutura central com cozinha, banheiros e outros tipos de serviços.


Segundo Murielle Giovansili, representante da rede, a questão da ecologia também foi pensada. Além de o plástico usado para construir as bolhas poder ser facilmente reciclado, o impacto da construção no terreno é quase nulo. Isso porque, as acomodações podem ser desmontadas do local sem grandes dificuldades, e consomem energia apenas para um pequeno duto de ventilação. Além disso, a rede acredita que é responsável por ampliar a consciência ambiental dos hóspedes, fazendo-os se sentir como parte dela.


As acomodações custam cerca de 100 euros por noite, mas há diversos pacotes para diferentes períodos de tempo.


Fonte: Ciclo Vivo 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Placas eletrônicas de computador podem ser recicladas?

Compostas de plásticos e de metais, as placas eletrônicas de computador, como a placa-mãe, a placa de som e a placa de vídeo, podem ser recicladas em vez de irem parar no lixão
  


A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que cerca de 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico (aí inclusos computadores, celulares, impressoras, etc.) são produzidas todos os anos. A perspectiva é que essa quantidade aumente ainda mais com o passar do tempo, já que constantemente surgem aparelhos eletrônicos com funções novas e designs mais atraentes, estimulando novas aquisições por parte do consumidor, sem que o produto antigo esteja defasado. Mas é preciso ficar atento ao descarte dado ao item antigo, pois os equipamentos eletrônicos possuem substâncias nocivas à saúde e, quando descartados de modo incorreto, podem causar damos graves ao meio ambiente.

As placas de circuito impresso, também conhecidas como PCIs, por exemplo, estão presentes em todos os equipamentos eletrônicos ou de tecnologia, como computadores, smartphones, carros, brinquedos, entre outros.

As PCIs são formadas por uma placa feita com materiais plásticos e fibrosos (como polímeros plásticos) e por uma fina película de substância metálica (cobre, prata, ouro ou níquel). Essas películas formam “trilhas” ou “caminhos” que serão responsáveis pela condução elétrica feita pelos componentes eletrônicos. Esses impulsos elétricos são transmitidos para os componentes, permitindo o funcionamento de cada peça e do sistema como um todo.

Como são feitas as placas eletrônicas

Devido a diversas pesquisas nessa área, as placas de circuito estão em constante evolução e há muitas formas para produzi-las. A partir dos anos 1960, começaram a ser usadas placas de fibra de vidro (FV), que são feitas de resina epóxi e têm uma fina manta de tecido de fibra de vidro no seu interior. O uso da resina epóxi faz com que as placas FV sejam totalmente inertes à água, mas produz uma placa extremamente difícil de cortar e furar - a dureza do epóxi é semelhante ao do granito, sendo necessário o uso de ferramentas especiais para cortar ou furar as placas FV.

Outros materiais para a confecção de placas também são usados, como o poliéster, o teflon ou o politetrafluoroetileno (PTFE), mas, por causa de suas propriedades ou custos elevados, são usados de forma mais restrita.

No material condutor das PCIs, é aplicado, normalmente, o cobre, devido a sua excelente condutividade elétrica e suas características mecânicas, que permitem a produção de folhas de pequenas espessuras.

Como reciclar as placas de circuito?

A reciclagem do lixo eletrônico é muito necessária devido aos componentes químicos de sua composição, que são tóxicos - podem causar problemas se forem descartados incorretamente (veja mais aqui). Existem muitos métodos para a reciclagem de computadores e, consequentemente, das placas, que compõem grande parte do aparelho.

É necessário um delicado processo de separação para dar início à reciclagem de um computador. As partes plásticas e metálicas das carcaças são as mais fáceis de serem removidas e recicladas. Por outro lado, as placas de circuitos são muito mais complicadas para serem recicladas devido à composição complexa e à presença de diversos metais pesados e tóxicos, como chumbo, cobre, cádmio e níquel. Mas também estão presentes metais preciosos, como ouro, prata e a platina, além de haver terras raras (elementos raros na crosta terrestre e de difícil extração e refino, como o neodímio usado em HDs e em imãs).

Os métodos de reciclagem de placas de computadores envolvem:

-Processos mecânicos: um sistema de pré-tratamento que tem como objetivo separar previamente metais, materiais poliméricos e cerâmicos. Após esta etapa, os metais são encaminhados para o processo metalúrgico de refinação. As técnicas que compõem esse processo são: cominuição, classificação e separação.

A cominuição é a técnica utilizada para reduzir o tamanho das partículas e liberar metais para futuras concentrações. Na etapa de classificação, as partículas de material obtidas pelo processo anterior devem ser separadas ou classificadas de acordo com seu tamanho. Após as etapas de cominuição e de classificação, o enriquecimento do material acontece por meio de técnicas de separação: separam-se as partes que interessam para o processo de refino do metal, descartando-se eventuais impurezas.

No caso das placas de circuito, a diferença de condutividade elétrica entre os metais e os não metais é condição fundamental para o bom resultado da técnica. É possível separar os materiais não condutores (polímeros e materiais cerâmicos) dos condutores (metais). Algumas técnicas empregadas para essa finalidade são:

-Processo de pirometalurgia: É um processo metalúrgico que utiliza altas temperaturas para produzir metais puros, ligas ou compostos intermediários. A pirometalurgia requer elevado consumo de energia para atingir a temperaturas adequadas para cada etapa do processo. Existem diversas etapas no processo, que vão desde a secagem da matéria-prima até o refino do produto final. A etapa de transformação química a ser utilizada vai depender do material em questão. As mais conhecidas são calcinação (decomposição pelo calor na presença de oxigênio), ustulação (calcinação aplicado a sulfetos) e pirólise (decomposição pela ação do calor em um ambiente com pouco ou nenhum oxigênio). Alguns dos maiores problemas da utilização de processos pirometalúrgicos são a possibilidade de emissão de compostos tóxicos como as dioxinas, e o alto consumo de energia;

-Processo de hidrometalurgia: Consiste na separação de metais. Algumas das vantagens deste método são a economia de energia e a menor poluição do meio ambiente;

-Processo de eletrometalurgia: É um processo de refino de metais através da eletrólise. Durante a eletrólise, os metais sem as impurezas sofrem eletrodeposição, em que metais como cobre, zinco, cádmio, alumínio, metais preciosos, entre outros, podem ser recuperados com um elevado grau de pureza;

-Processo de biometalurgia: Este processo utiliza a ação de micro-organismos e minerais para recuperar metais valiosos. Infelizmente, esse processo requer muito tempo e o metal precisa ficar exposto à ação microbiana.

Onde reciclar?


Se o seu computador e a placa inserida nele não estão quebrados, mas apenas defasados tecnologicamente, procure locais que aceitem doações com itens em funcionamento. É possível também revender a placa na internet. Mas, nos casos citados, sempre tenha certeza de como se dará a destinação final após o término da vida útil do produto.

Fonte: eCycle

Brasília inicia campanha de conscientização sobre resíduos sólidos


Cerca de 100 pessoas compareceram no Parque Olhos D'Água, em Brasília, para a abertura da ação Limpa Brasil, que visa conscientizar a população sobre o descarte e a destinação correta dos resíduos sólidos. O evento ocorre em mais 100 países, com a participação de oito milhões de voluntários.

A abertura contou com a presença do fundador da ação e presidente da Associação dos Catadores do Aterro Metropolitano do Jardim Gramacho, Tião Santos, da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e do governador do Distrito Federal, Tadeu Filipelli, além de crianças e jovens escoteiros, parceiros do projeto e visitantes.

Há algumas semanas as escolas públicas do Distrito Federal já recebem a visita de mobilizadores do projeto para conscientizar os jovens do papel do cidadão sustentável nos dias de hoje. “A ideia é tornar lúcido para eles o quanto a destinação incorreta do lixo gera problemas sociais e ambientais, econômicos e também na vida das pessoas”, disse Tião Santos, que percorreu as instituições dando palestras e conversando com as crianças e jovens. Tião é catador de Gramacho e participou do documentário Lixo Extraordinário, de Vik Muniz, que está sendo exibido para os estudantes por meio do Limpa Brasil.

Foram espalhados mais de 50 pontos pelo Distrito Federal, que receberam, ao longo do sábado, materiais, como metais, plásticos e papéis, além da distribuição de kits com luvas e sacos de lixo. A mobilização começou na capital federal, e, até o ano que vem, deve passar por Recife, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Fortaleza. Na edição anterior, 16 cidades brasileiras reuniram mais de 117 mil professores e recolheram 1,2 mil toneladas de material reciclado.

De acordo com o fundador da ação, as cooperativas mais próximas dos parques, escolas e estações de metrô que receberam a ação são responsáveis pela coleta e pesagem do material. Catadores de 18 cooperativas serão beneficiados com a ação.

“Quem não entregou nos ecopontos pode levar até o show e fazer a sua parte enquanto cidadão. Vai haver pessoas lá para sinalizar se o chão estiver sujo. A ideia é não gerar nada de resíduos. Mesmo que não foi você, abaixa e pega”, conclamou.

No final do sábado, a Orquestra Sinfônica Brasileira e outros artistas, como Lenine e The Bridge, promovem o Show Limpo na Esplanada dos Ministérios. Segundo o ativista, voluntários vão distribuir sacos durante as apresentações musicais para a coleta de lixo.

No evento, a ministra destacou que é constante a cobrança por melhores resultados da política ambiental. “A presidenta me cobra diariamente. É o papel dela me cobrar políticas ambientais e resultados, mas a sociedade também cobra, escreve, tuíta, mostra que precisa mudar”, disse. Mas pediu também apoio da sociedade. “Esse não é só um problema cuja solução está só no Poder Público. Está também no setor empresarial e no nosso comportamento individual e coletivo. A mudança no comportamento leva a padrões mais sustentáveis de produção em consumo”, defendeu. 

Por Paulo Victor Chagas, da Agência Brasil

Fonte: CicloVivo



O que fazer com esmaltes?

O material que compõe o esmalte que você pinta as unhas não é reciclável. Mas, mesmo assim, há formas de descartá-lo sem agredir a natureza em excesso

 

Atualmente, o esmalte possui diversas cores, texturas e intensidades. Ele é um dos itens de beleza mais procurados pelas mulheres. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o Brasil é o segundo país do mundo em vendas de esmalte, o que faz com que o lucro desse setor seja alto no país. Mas, você já se perguntou do que é feito o esmalte e se ele é ou não é sustentável?

Composição

Os esmaltes são feitos, basicamente, de:

-Película aderente: constitui a base do esmalte e é formada de nitrocelulose, que é solúvel em solventes orgânicos. Após a evaporação dos solventes, a nitrocelulose forma uma película dura que permanece na unha;

-Corantes: os principais pigmentos e cor do esmalte são a eosina, a eritrosina e a fluoresceína;

-Resina plastificante: é um solvente orgânico plastificante que dilui o composto, diminuindo a viscosidade do esmalte e dando uma aparência de brilho; além disso, ela aumenta a durabilidade do produto. Os principais exemplos desse tipo de resina são: tolueno, formaldeído, xileno, cânfora, dibutilftalato (DBP).

Saúde: alergias e unhas frágeis

Existem três principais compostos que causam danos às unhas e à pele, são eles: tolueno (não cancerígeno: grupo 3, de acordo com a classificação da Agência Internacional de pesquisa em Câncer - IARC), formaldeído (cancerígeno: grupo 1) e xileno (grupo 3). Esses compostos podem provocar alguns sintomas em pessoas mais sensíveis, como: mudança de cor e manchas na unha, inchaço e vermelhidão da cutícula, unhas quebradiças, descamação e coceira em volta da unha.

O uso de dibutilftalato em produtos cosméticos foi banido na Europa; no Brasil, não há restrição ao seu uso nem limites para o uso do tolueno - na Europa, o limite do emprego da substância é de 25% (250 mil mg/kg), conforme consta na Diretiva 2009/6/CE.

O formol, base para a produção do formaldeído, é considerado cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 2004. Nos EUA, desde 2011, o Departamento de Saúde do país classifica a substância como cancerígena. No Brasil, também não há restrição.

Recomendações

Para evitar problemas na pele e nas unhas, existem algumas recomendações importantes:

-Evite que suas cutículas fiquem muito ressecadas ou muito úmidas;

-Evite o uso constante do esmalte (tanto colorido como incolor, pois este também contém tolueno e formaldeído). Deixe as unhas bem cortadas e sem químicos por um tempinho;

-Verifique com o dermatologista a necessidade de um tratamento específico, no caso de ter uma alergia ou sensibilidade nas unhas;

-Utilize esmaltes hipoalergênicos ou antialérgicos: não possuem tolueno, xileno e formaldeído em sua composição.

Descarte

O esmalte possui, em sua composição, químicos que são biodegradáveis, mas que podem infiltrar o solo e contaminar água, e, quando incinerados, eles geram gases tóxicos. Por isso, é difícil a sua reciclagem, o que torna ainda mais necessário um descarte consciente.

Em primeiro lugar, quando for adquirir esmaltes, verifique se eles contêm formaldeído e dê preferência às marcas livres desse composto.

No caso de não encontrar nenhuma marca que atenda a essas expectativas, a saída menos danosa ambientalmente para o produto, após seu uso, será recuperar o vidro para reciclagem e descartar o conteúdo restante de forma que ele vá para um aterro sanitário.

Para isso, é necessário limpar a embalagem de esmalte. Removedor de esmalte, jornal e algodão são necessários para efetuar essa tarefa. Despeje o conteúdo no jornal (nunca em pia), insira o líquido removedor dentro do vidrinho do esmalte e agite. Faça o mesmo procedimento por duas vezes e jogue a solução no jornal, que deve ser descartado no lixo comum, para ser destinado ao aterro mais próximo.


Uma outra alternativa é entrar em contato com o fabricante, caso o esmalte já esteja vencido. Se não estiver vencido e você já tiver enjoado dele, dê para outras pessoas que tenham interesse. Mas evite comprar um monte de esmaltes se sabe que não vai usá-los até o fim.

Fonte: eCycle

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

“Acabar com lixões é transformar catadores em empreendedores”, afirma Izabella Teixeira


A ministra do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, afirmou, na última quinta-feira (24), que a gestão dos resíduos sólidos é tema central da agenda ambiental do país. “Este é um tema de política pública e não de programas e ações de curto prazo”, disse, durante a abertura da 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA), que vai discutir, entre outras medidas, a erradicação dos lixões até 2014 prevista na Lei 12.305, de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

“Acabar com lixões não é só cumprir o prazo da lei. Acabar com lixões é transformar os catadores em empreendedores, é mudar a relação produtiva no país, é dar dignidade na geração de empregos”, ressaltou a ministra.

Pela Lei 12.305, após 2014 o Brasil não poderá mais ter lixões, que serão substituídos pelos aterros sanitários. Além disso, os resíduos recicláveis não poderão ser enviados para os aterros sanitários e os municípios que desrespeitarem a norma poderão ser multados. Para a ministra, as prefeituras devem procurar cumprir o prazo da lei, mas há que se levar em conta a diversidade da realidade de todos os municípios. “É importante ouvir a sociedade nessa discussão”.

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, informou que a maioria dos municípios ainda não apresentou os planos de resíduos sólidos previstos na PNRS. “Até 2012, apenas 10% dos municípios haviam elaborado os planos municipais de resíduos sólidos. Estamos com a implementação da lei muito comprometida. Ainda existem muitos desafios pela frente”, disse o ministro.

A representante do Movimento Nacional dos Catadores Recicláveis, Claudete Costa, ressaltou que, apesar do prazo para o fechamento dos lixões até o ano que vem, ainda não existe uma política pública voltada para a categoria. “Pedimos apoio para os catadores de recicláveis, que em sua maioria são mulheres. Cuidamos do meio ambiente e geramos emprego e renda”, disse.

A conferência vai discutir, entre outras medidas, o fortalecimento da organização dos catadores de material reciclável por meio de incentivos à criação de cooperativas, a ampliação da coleta seletiva, o fomento ao consumo consciente e a intensificação da logística reversa, que obriga as empresas a fazer a coleta e dar uma destinação final ambientalmente adequada dos produtos. No último dia do evento, domingo (27), será produzido um documento final com 60 ações prioritárias que constarão na carta de responsabilidade compartilhada da 4ª CNMA.


Ana Cristina Campos - Agência Brasil

Fonte: CicloVivo

Aeroporto mais verde do mundo vai se transformar em cidade sustentável


Referência no mundo todo, o Aeroporto de Incheon, na Coreia do Sul, pretende se transformar numa pequena cidade sustentável. Com planos de eficiência energética e energia solar, o espaço ainda oferece jardins e hortas aos passageiros, além de lagos e cascatas artificiais nas dependências do terminal.
  


A principal referência em sustentabilidade do Aeroporto de Incheon é o terminal 2, em que o escritório Gensler vem instalando as mudanças na estrutura. Na parte superior, o projeto conta com um gigante teto de vidro, que garante a iluminação natural durante o dia, economizando, assim, nos gastos de luz. Para refrescar o ambiente, a área ganhou um ar-condicionado de alta eficiência, que mantém as temperaturas amenas, sem altos níveis de emissões de carbono.
  
 
Boa parte da eletricidade utilizada nas dependências do terminal 2 é oriunda das placas fotovoltaicas instaladas na estrutura, e a administração do aeroporto não para de instalar painéis para aumentar a quantidade de energia limpa disponível e tornar o local mais independente da rede elétrica – e dar fôlego ao projeto de construção da pequena cidade. 



“A gente acredita que é possível ser sustentável, sobretudo, a partir da cultura. Caso os aeroportos continuem a evoluir, melhorando suas tecnologias – educando, simultaneamente, e inspirando milhões de passageiros todos os anos, podemos fazer parte da solução de mitigar os impactos negativos”, declarou ao site internacional Fast Co. Terence Young, diretor da Gensler, responsável pelo projeto de Incheon.
  


Ao longo de sua extensão, o projeto também oferece piscinas, lagos e cascatas artificiais para os usuários. Os responsáveis pelas obras explicaram que adotar as práticas de sustentabilidade em Icheon não foi tarefa fácil, já que os aeroportos são locais que, naturalmente, demandam alto consumo de energia durante o dia inteiro, e, muitas vezes, seus ambientes interiores não recebem nem um raio de sol. Com informações do InHabitat.
  


O Aeroporto de Incheon, que já tem iniciativas de sustentabilidade. | Foto: Divulgação


Fonte: CicloVivo

Caixa de leite é reciclável?

A maioria das caixinhas de leite é feita a partir de uma mistura de materiais com propriedades diversas, o que dificulta a reciclagem. Mas existem  algumas usinas especializadas na reciclagem desse tipo de embalagem, no Brasil

 

Hoje em dia, não é só o leite que tem o privilégio de ser embalado com recipiente longa vida. É cada vez mais comum que produtos como polpa de tomate, creme de leite, sucos, água de coco e chá sejam revestidos o mesmo material, o que leva os fabricantes a desenvolverem novos tamanhos e formatos para as caixinhas.

A embalagem longa vida, também chamada de embalagem cartonada, possui múltiplas camadas e varia de acordo com o tipo de alimento - a caixa de leite, por exemplo, precisa de seis camadas. Essas camadas passam por um processo de compressão sobre todas as folhas dos diferentes constituintes.

A composição da embalagem de longa vida é, basicamente, de:

-75% papel cartão - 2 papéis unidos sem cola, que oferecem suporte mecânico e resistência à embalagem;
-20% de filmes de polietileno (PEBD): impede a umidade e o contato direto do alimento com o alumínio, além de evitar o vazamento;
-5% alumínio: barreira à entrada de luz e oxigênio.

Devido às características mencionadas acima e por ser compacta, ótima para conservação de alimentos, fácil de ser transportada (em razão do espaço e do peso desse tipo de embalagem), ela acaba sendo a principal escolha dos fabricantes.

É reciclável

Apesar de ser viável, é difícil reciclar a embalagem cartonada porque ela apresenta diversos componentes unidos  que têm características físicas e químicas diferentes, o que dificulta a separação dos mesmos. Porém, ela ainda é considerada vantajosa, pois:

-A separação de seus componentes produz 35% composto de plástico/alumínio e 65% de fibras celulósica;
-Uma tonelada de embalagem cartonada produz cerca de 700 kg de papel (o que evita o corte de vinte e uma árvores);
-Propicia menor custo na produção.

O processo de reciclagem se dá, primeiramente, em um equipamento que mistura a embalagem e a água, agitando fortemente a mistura durante 30 minutos. Ao longo desse período, as fibras de papel da embalagem são separadas das camadas de plástico e de alumínio e, com isso, se misturam à água. Então, as fibras de papel e a água passam por uma peneira, que separa os dois compostos e retém o plástico com o alumínio, permitindo que a polpa siga para o processo de reaproveitamento e fabricação de papel. Enquanto isso, o plástico e o alumínio, ainda unidos, são retirados do equipamento e levados para outras empresas de reciclagem especializadas na separação desses dois materiais – em alguns casos, eles são reaproveitados ainda unidos.

As fibras podem ser usadas para a fabricação de palmilha para sapatos, papel toalha, embalagens leves, papelão ondulado, caixa de ovos, papel branco e até retornar como embalagem cartonada novamente. O composto de plástico e alumínio também está sendo utilizado para a produção de telhas, que são impermeáveis e resistentes à flexão.

Existem, no Brasil, segundo a associação Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), 20 usinas especializadas na reciclagem de embalagens cartonadas. O hábito de reciclar esse tipo de embalagem, porém, ainda não é forte por aqui.

De acordo com a empresa Datamark, especializada em fornecimento de informações sobre indústrias de embalagem, bens de consumo e insumos industriais, o Brasil consumiu, em 2004, cerca de seis milhões e quinhentas mil embalagens flexíveis, incluindo as embalagens cartonadas. Contudo, o percentual de embalagens cartonadas destinadas a reciclagem foi irrisório: 16%. Em 2008, data da última aferição, esse número subiu para 26,6%, segundo o CEMPRE.

Dicas para lavar e descartar

É importante descartar os materiais recicláveis limpos para não ocorrer a proliferação de doenças, odores, bem como para evitar a contaminação de itens recicláveis que estejam no mesmo local, pois caso ocorra a contaminação, a reciclagem dos materiais contaminados fica mais difícil. Contudo, é muito difícil retirar o odor e os resquícios do leite ou de outros alimentos e bebidas das embalagens e frascos, o que faz com que gastemos uma quantidade considerável de água.

Segundo o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Limpurb), seis toneladas de lixo reciclável não são aproveitadas, diariamente, por não estarem limpas e secas.

Para evitar esse desperdício, confira algumas dicas de como lavar sua embalagem com uma pegada mais leve:

-Aproveite a água durante o processo de lavar louça;
-Use uma esponja vegetal;
-Reutilize a água que sai da máquina de lavar.

As caixinhas de leite, por serem feitas a partir de uma mistura de materiais com propriedades diversas, tornam-se bem densas, causando um problema ambiental: elas demoram muitos anos para serem decompostas na natureza. Mas, como a embalagem é reciclável, basta fazer a destinação correta (na parte de papel da coleta seletiva - isso porque o papel é o material predominante).

Pontos de reciclagem


Recicle suas embalagens longa vida nos pontos indicados em nosso site (há muitos por todas as cidades do Brasil) ou doe para escolas infantis realizarem atividades com as crianças. Recomenda-se lavá-las antes disso, com água de reuso se possível, evitando-se assim o mau cheiro ou atração de insetos.


Fonte: eCycle

Fralda descartável é reciclável?

As fraldas descartáveis são recicláveis, mas ainda não existe no Brasil um sistema de reaproveitamento

 

Até o início dos anos 80 do século passado, a grande maioria dos pais preferia utilizar fraldas de pano em seus bebês. Mas, assim como ocorreu com as sacolinhas de mercado (que antes eram de papel), a praticidade dos modelos descartáveis fez com essas "inovações" tomassem conta do mercado. Segundo uma fabricante, a venda das fraldas descartáveis corresponde a mais de 90% do total e um bebê consome cerca de três mil fraldas ao longo de todo o processo em que o acessório é necessário.

As fraldas descartáveis são, geralmente, feitas de filme de polietileno (ajuda a evitar o vazamento do líquido para fora da fralda), polpa de celulose (absorve a água), poliacrilato de sódio (ajuda a reter a água), elásticos e adesivos termoplásticos (veja mais aqui e aqui). Além disso há o uso de substâncias químicas que conferem um odor agradável ao produto, como o ftalato, que podem causar alergias nos bebês. E o pior: as fraldas demoram cerca de 600 anos para se decomporem no meio ambiente. Como há grande quantidade de itens plásticos, oriundos do petróleo, isso se configura em um problema ambiental, ainda mais que há a estimativa de que 2% de todos os lixões sejam compostos por fraldas descartáveis.

Evite o desperdício

Os fabricantes estão começando a utilizar produtos biodegradáveis. Existem fraldas feitas a partir de materiais de origem vegetal e renovável, que apresentam-se como bioplásticos, com decomposição total em até cinco anos. Há também absorventes que prometem se degradar em 45 dias, transformando-se em adubo para o solo. Porém, é preciso ficar atento para ter certeza se esses produtos são mesmo biodegradáveis ou se, na verdade, tratam-se de itens oxi-degradáveis. Esse último tipo, segundo alguns especialistas, não é uma das alternativas mais adequadas, pois os resíduos são quebrados em pedaços menores, devido à presença de aditivos, mas as moléculas plásticas continuam presentes no ambiente.

Reciclagem

A maior vantagem da reciclagem como processo é a minimização da quantidade de resíduos que precisa de tratamento final, ou seja, que necessita ir para um aterro ou ser incinerado. A empresa canadense Knowaste desenvolveu uma solução interessante e inaugurou, no Reino Unido, uma usina de reciclagem de fraldas infantis e geriátricas e de absorventes femininos sujos.

Funciona assim: o material orgânico é separado, seco e transformado em gás para a geração de energia; as fraldas e absorventes são esterelizados e passam por um tratamento químico que retira o gel absorvente de resíduos líquidos. Depois disso, o plástico é comprimido e triturado em pequenas partes, que podem dar origem a produtos como madeira plástica, telhas e outros materiais absorventes.

De acordo com os cálculos da empresa, esse processo pode evitar a emissão de cerca de 22 mil toneladas de carbono por ano.

Infelizmente, ainda não existe nenhuma empresa com modelo semelhante no Brasil, o que faz com que a reciclagem de fraldas descartáveis seja, por enquanto, inexistente no país. No entanto, há outras possibilidades.

Alternativas

O retorno às velhas fraldas de pano é a primeira opção. As modernas não precisam de alfinetes, são fáceis de usar e a pele do bebê não fica em contato com substâncias químicas que podem ser prejudiciais à saúde. Sem contar que elas representam uma grande economia para a família. Um kit de fraldas reutilizáveis requer um investimento maior, mas poder durar muito tempo. Uma pesquisa feita pela Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza), em 2010, afirmou que não houve acréscimo de energia no que diz respeito a lavagens das fraldas de pano. A pesquisa também chegou à conclusão de que o uso do modelo reutilizável permite reduzir a quantidade de resíduos de um bebê em oito quilos por semana - o que equivale a uma tonelada por criança ao longo de todo o tempo em que é necessário o uso de fraldas.

Quando as fraldas de pano ultrapassam o período de vida útil (cerca de 800 lavagens), elas demoram apenas cerca de um ano para se decomporem na natureza. Elas também não utilizam tantos produtos químicos de difícil degradação, impactando menos o meio ambiente.

Mas, para que elas funcionem com precisão, é necessário adquirir também uma espuma absorvente reutilizável.


No mercado, também há as fraldas descartáveis biodegradáveis. Elas reduzem danos se comparadas com os modelos normais por terem embalagem externa feita de papelão, película externa produzida a partir de plástico vegetal, além de celulose certificada e de ter o processo de branqueamento feito sem o uso de cloro. No entanto, o PLA (que só se degrada completamente em um ambiente favorável - veja mais aqui), é parte integrante apenas da película externa. Os fabricantes não mencionam a composição da parte absorvente da fralda, que é mais complicada de ser descartada.

Fonte: eCycle