sexta-feira, 1 de junho de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Em Harmonia com a Natureza
Quando Melina Goulart e Matheus Barreto entraram pela primeira vez na casa em que moram há três anos, em Niterói, na Zona Metropolitana do Rio, o cenário não era muito convidativo: fechado e claustrofóbico, rodeado por um matagal sem fim, aquele não era o lar com o qual um jovem casal sonha. Mas era o desafio perfeito para Camille Kurowsky, bioarquiteta e amiga do casal. Foi assim que a engenheira florestal e o professor de geografia, juntos há nove anos, deram início ao projeto de ter uma vida mais integrada com a natureza sem sair do meio urbano
Entre xícaras de café orgânico e bananas chips feitas no sítio da família, em Saquarema, Melina nos mostra a colheita do dia: inhame, maracujá e carambola. Um pequeno tour pelo jardim e já descobrimos uma variedade de frutas desconhecidas: ingá, abiu, jussara... Sem falar nos temperos e plantas medicinais cultivados na horta, ao lado do galinheiro.
Mas é o que está dentro da casa que nos trouxe aqui. Em uma sala de estar naturalmente clara e fresca, graças a portas e janelas que proporcionam a ventilação cruzada e claraboias que iluminam os cômodos, Camille nos explica que a casa foi reformada de acordo com os preceitos da permacultura, cujo objetivo é desenvolver práticas mais eficientes para manter uma vida ambientalmente sustentável. E foi assim que, em cinco meses de trabalho, o casal transformou aquela construção horrorosa, como diz Melina, em um lar harmônico.
- Nós só aproveitamos a fundação e as principais paredes. Como a casa já tinha elementos de alvenaria, não pudemos usar adobe (tijolos de barro que são uma das principais características das bioconstruções), então procurei aplicar outros elementos da bioarquitetura, como o telhado verde e o bason - lembra Camille.
O telhado verde é outro atrativo da casa. Ele é habitado por três porquinhos da índia, que passeiam entre arbustos de boldo e outras plantas rasteiras. A vista da Serra da Tiririca a leste e do Corcovado a oeste fizeram do telhado o lugar ideal para bater papo e contemplar o pôr-do-sol. Logo embaixo, na varanda do segundo andar, o espanhol Pablo González, amigo do casal e também morador da casa, dá aulas de Tai Chi Chuan.
- Nessa casa todos os dias tem visita. A gente está resgatando o conceito de comunidade: um toma conta do filho do outro, divide as frutas que dão no quintal. É assim que se vive de maneira mais integrada - diz Melina.
Para ser completamente sustentável, a casa ainda precisa de alguns ajustes, como uma cisterna para a captação da água da chuva, e placas de energia solar - reformas que demandam um investimento um pouco maior. Mas aos poucos serão feitas, garante Melina. Quando perguntamos se ela usa máquina de lavar roupa, a resposta vem em tom de brincadeira:
- Claro! Eu não sou xiita não, gente!
Hoje (acima) e há três anos (abaixo): uma casa fechada e escura deu lugar a uma lar sustentável.
Mas é o que está dentro da casa que nos trouxe aqui. Em uma sala de estar naturalmente clara e fresca, graças a portas e janelas que proporcionam a ventilação cruzada e claraboias que iluminam os cômodos, Camille nos explica que a casa foi reformada de acordo com os preceitos da permacultura, cujo objetivo é desenvolver práticas mais eficientes para manter uma vida ambientalmente sustentável. E foi assim que, em cinco meses de trabalho, o casal transformou aquela construção horrorosa, como diz Melina, em um lar harmônico.
- Nós só aproveitamos a fundação e as principais paredes. Como a casa já tinha elementos de alvenaria, não pudemos usar adobe (tijolos de barro que são uma das principais características das bioconstruções), então procurei aplicar outros elementos da bioarquitetura, como o telhado verde e o bason - lembra Camille.
A bioarquiteta Camille ao lado da claraboia, que garante mais luminosidade á casa, e Melina em seu telhado verde
Motivo de curiosidade e estranheza, o bason é um vaso sanitário que não está ligado à rede de esgoto e sequer utiliza água. Na parede do banheiro, um quadrinho explica aos visitantes o seu funcionamento: homens também fazem xixi sentados, o número um vai para um compartimento específico, e o número dois escorrega para uma espécie de caixote que fica do lado de fora da casa, onde seca com o calor do Sol e, depois de alguns meses, vira adubo. A "descarga" é feita com serragem e cinzas, que ajudam a eliminar o odor, e um cano externo leva o vapor da secagem para a atmosfera. Tudo muito natural.
- Os animais comem da terra e depois as suas fezes voltam para a mesma terra. O vaso sanitário que a gente conhece existe há pouco mais de um século. O que nós fazemos aqui é retomar uma tradição, mas de uma forma mais higiênica - afirma Melina.
- Os animais comem da terra e depois as suas fezes voltam para a mesma terra. O vaso sanitário que a gente conhece existe há pouco mais de um século. O que nós fazemos aqui é retomar uma tradição, mas de uma forma mais higiênica - afirma Melina.
Motivo de estranheza para muitos, o
Bason é um vaso sanitário que não usa água.
- Nessa casa todos os dias tem visita. A gente está resgatando o conceito de comunidade: um toma conta do filho do outro, divide as frutas que dão no quintal. É assim que se vive de maneira mais integrada - diz Melina.
Para ser completamente sustentável, a casa ainda precisa de alguns ajustes, como uma cisterna para a captação da água da chuva, e placas de energia solar - reformas que demandam um investimento um pouco maior. Mas aos poucos serão feitas, garante Melina. Quando perguntamos se ela usa máquina de lavar roupa, a resposta vem em tom de brincadeira:
- Claro! Eu não sou xiita não, gente!
Em sentido horário: o coqueiro é umas das 15 árvores frutíferas do quintal; compartimento externo onde ficam armazenadas os dejetos do bason; vasinhos com verduras e temperos; maracujá e carambola e inhame na colheita do dia.
Fonte: Globo
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Quais são os tipos de energia limpa existentes?
São cinco os principais tipos de energia limpa - aquela que não libera (ou libera poucos) gases ou resíduos que contribuem para o aquecimento global, em sua produção ou consumo
• SOLAR
A energia luminosa do sol é transformada em eletricidade por um dispositivo
eletrônico, a célula fotovoltaica. Já as placas solares usam o calor do sol
para aquecer água. Maiores produtores: Japão e EUA.
PRÓS: fonte inesgotável de energia; equipamentos de baixa manutencão;
abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega.
CONTRAS: producão interrompida à noite e diminuída em dias de chuva,
neve ou em locais com poucas horas de sol.
• EÓLICA
O vento gira as pás de um gigantesco catavento, que aciona um gerador,
produzindo corrente elétrica. Maiores produtores: Alemanha, Espanha e EUA.
PRÓS: fonte inesgotavel de energia; abastece locais aonde a rede
elétrica comum não chega.
CONTRAS: poluicão visual (um parque eólico pode ter centenas de
cataventos) e, às vezes, sonora (alguns cataventos são muito barulhentos);
morte de pássaros (que, muitas vezes, se chocam com as pás dos cataventos).
• DAS MARÉS
As águas do mar movimentam uma tur bina que aciona um gerador de eletricidade,
num processo similar ao da energia eólica. Não existe tecnologia para
exploracão comercial. Franca, Inglaterra e Japão são os pioneiros na producão.
PRÓS: fonte de energia abundante capaz de abastecer milhares de cidades
costeiras.
CONTRAS: a diferenca de nível das mares ao longo do dia deve ser de ao
menos 5 metros; producão irregular devido ao ciclo da maré, que dura 12h30.
• BIOGÁS
Transformacão de excrementos animais e lixo orgânico, como restos de
alimentos, em uma mistura gasosa, que substitui o gás de cozinha, derivado do
petróleo. A matéria-prima é fermentada por bactérias num biodigestor, liberando
gás e adubo.
PRÓS: substitui diretamente o petróleo; dá um fim ecológico ao lixo
orgânico; gera fertilizante; os produtores rurais podem produzir e até vender o
gás, em vez de pagar por ele.
CONTRA: o gás é difícil de ser armazenado.
•BIOCOMBUSTÍVEIS
Geracão de etanol e biodiesel para veículos automotores a partir de produtos
agrícolas (como semente de ma mona e cana-de-acúcar) e cascas, galhos e folhas
de árvores,que sofrem processos físico-químicos. O Brasil está entre os maiores
produtores mundiais.
PRÓS: substitui diretamente o petróleo; os vegetais usados na fabricacão
absorvem CO2 em sua fase de crescimento.
CONTRA: producão da matéria-prima ocupa terras destinadas a plantio de
alimentos.
Fontes: Mauro Passos, presidente do Instituto para o Desenvolvimento de
Energias Alternativas na América Latina, Leda Lorenzo Montero,
ecologista, e Ricardo Dutra, engenheiro do Centro de Pesquisas de Energia
Elétrica (Cepel) / Planetasustentavel.abril
São cinco os principais tipos de energia limpa - aquela que não libera (ou libera poucos) gases ou resíduos que contribuem para o aquecimento global, em sua produção ou consumo
A energia luminosa do sol é transformada em eletricidade por um dispositivo eletrônico, a célula fotovoltaica. Já as placas solares usam o calor do sol para aquecer água. Maiores produtores: Japão e EUA.
PRÓS: fonte inesgotável de energia; equipamentos de baixa manutencão; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega.
CONTRAS: producão interrompida à noite e diminuída em dias de chuva, neve ou em locais com poucas horas de sol.
• EÓLICA
O vento gira as pás de um gigantesco catavento, que aciona um gerador, produzindo corrente elétrica. Maiores produtores: Alemanha, Espanha e EUA.
PRÓS: fonte inesgotavel de energia; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega.
CONTRAS: poluicão visual (um parque eólico pode ter centenas de cataventos) e, às vezes, sonora (alguns cataventos são muito barulhentos); morte de pássaros (que, muitas vezes, se chocam com as pás dos cataventos).
• DAS MARÉS
As águas do mar movimentam uma tur bina que aciona um gerador de eletricidade, num processo similar ao da energia eólica. Não existe tecnologia para exploracão comercial. Franca, Inglaterra e Japão são os pioneiros na producão.
PRÓS: fonte de energia abundante capaz de abastecer milhares de cidades costeiras.
CONTRAS: a diferenca de nível das mares ao longo do dia deve ser de ao menos 5 metros; producão irregular devido ao ciclo da maré, que dura 12h30.
• BIOGÁS
Transformacão de excrementos animais e lixo orgânico, como restos de alimentos, em uma mistura gasosa, que substitui o gás de cozinha, derivado do petróleo. A matéria-prima é fermentada por bactérias num biodigestor, liberando gás e adubo.
PRÓS: substitui diretamente o petróleo; dá um fim ecológico ao lixo orgânico; gera fertilizante; os produtores rurais podem produzir e até vender o gás, em vez de pagar por ele.
CONTRA: o gás é difícil de ser armazenado.
•BIOCOMBUSTÍVEIS
Geracão de etanol e biodiesel para veículos automotores a partir de produtos agrícolas (como semente de ma mona e cana-de-acúcar) e cascas, galhos e folhas de árvores,que sofrem processos físico-químicos. O Brasil está entre os maiores produtores mundiais.
PRÓS: substitui diretamente o petróleo; os vegetais usados na fabricacão absorvem CO2 em sua fase de crescimento.
CONTRA: producão da matéria-prima ocupa terras destinadas a plantio de alimentos.
Fontes: Mauro Passos, presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina, Leda Lorenzo Montero, ecologista, e Ricardo Dutra, engenheiro do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) / Planetasustentavel.abril
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