segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Dia Mundial das Zonas Úmidas: concurso de fotografia estimula jovens a refletir sobre o tema

Nesta segunda-feira, dia 02, comemoramos o Dia Mundial das Zonas Úmidas (World Wetlands Day). A data foi instituída em 1997, pelo Comitê Permanente da Convenção de Ramsar, para estimular governos, organizações da sociedade civil e grupos de cidadãos à realização de ações que chamem a atenção da sociedade para a importância das áreas úmidas, sua proteção e para os benefícios que o cumprimento dos objetivos da Convenção pode proporcionar.
A cada ano, o secretariado da Convenção sugere um tema para as ações desenvolvidas pelos países membros da Convenção de Ramsar. O tema escolhido para 2015 é ‘Áreas Úmidas para o nosso futuro: Juventude’. O objetivo é focar no interesse e engajamento do público jovem com o tema, do qual é grande difusor nas mais diversas plataformas de comunicação, promovendo, desta forma, uma maior conscientização social da necessidade da preservação dessas áreas.
Giovanna Palazi, diretora do Departamento de Biodiversidade Aquática, Mar e Antártica do Ministério do Meio Ambiente, comenta sobre a escolha do tema. “Os jovens estão despertando para a questão ambiental e política cada vez mais no Brasil. Eles são motivados ao acreditarem que sua ação pode fazer a diferença Os projetos que envolvem os jovens, as redes sociais e temas ambientais podem atingir o grande público. Além disso, os jovens também podem participar desenvolvendo projetos para a preservação da água, sendo voluntários em algumas unidades de conservação que protegem as áreas úmidas.”
Por isso, a Convenção de Ramsar lançará, a partir de hoje, o Concurso de Fotos para Juventude sobre as Áreas úmidas. O concurso é aberto para jovens de 15 a 24 anos e o prêmio será uma viagem para uma área úmida que o vencedor escolher, com doação da passagem pela Star Alliance Biosphere Connections.
Para participar, basta enviar uma foto, tirada com celular ou câmera digital em uma área úmida, até às 24 horas do dia 2 de março, no horário suíço, para o site: www.worldwetlandsday.org
Clique aqui para acessar o regulamento completo do concurso.

Como surgiu o Dia Mundial das Zonas Úmidas
A data foi escolhida em homenagem ao dia da adoção da Convenção, 02 de fevereiro de 1975. Desde então, anualmente, na cidade de Ramsar, no Irã, é realizada a Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Convenção de Ramsar, um tratado intergovernamental que estabelece marcos para ações fundamentadas no reconhecimento, pelos países signatários, da importância ecológica e do valor social, econômico, cultural, científico e recreativo de tais áreas.
Para aderir a este tratado, cada país deve apresentar um instrumento de adesão junto à Unesco, que opera como depositária da Convenção, e designar ao menos uma área úmida de seu território para ser reconhecida como Sítio Ramsar, a ser incluído na Lista de Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Lista de Ramsar, principal instrumento adotado pela Convenção para implementar seus objetivos.
O Brasil assinou o tratado em setembro de 1993, passando a ter acesso a benefícios como cooperação técnica e apoio financeiro para promover a utilização dos recursos naturais das áreas úmidas de forma sustentável, favorecendo a implantação de um modelo de desenvolvimento que proporcione qualidade de vida aos seus habitantes.
Mas, afinal, o que são as zonas úmidas? Na definição elaborada por peritos brasileiros, são ecossistemas que interagem em ambientes terrestres e aquáticos, continentais ou costeiros, naturais ou artificiais, permanente ou periodicamente inundados ou com solos encharcados.
As águas podem ser doces, salobras ou salgadas, com comunidades de plantas e animais adaptados à sua dinâmica hídrica, conforme explicam a geógrafa Mirian Ramos Gutjahr e a geóloga Célia Regina de Gouveia Souza, ambas do Instituto Geológico de São Paulo. “As zonas úmidas podem ter água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo áreas de água marinha com menos de seis metros de profundidade na maré baixa, como os manguezais, planícies de marés, praias, zonas intermarés, costões rochosos, grutas e cavernas, e recifes de coral. Elas podem também ser regiões alimentadas por água subterrânea, por rios ou por outras zonas úmidas e podem estar secas durante uma parte do ano, mas o período em que se encontram inundadas é suficiente para manter os ecossistemas especializados vivos. São ambientes extremamente dinâmicos.”
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, no Brasil, há dois tipos de áreas úmidas, as Costeiras, compostas por manguezais, campos alagáveis e praias, e as Interiores, que incluem veredas, várzeas amazônicas, igapós, campinarana e pantanal. Desde sua adesão à Convenção, o Brasil promoveu a inclusão de doze zonas úmidas à Lista de Ramsar, tendo como diretriz para a indicação que tais áreas correspondam a unidades de conservação, favorecendo a adoção das medidas necessárias à implementação dos compromissos assumidos pelo país perante a Convenção.
As regiões inclusas nesta lista são: Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (AM); Parque Nacional do Cabo Orange (AP); Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA); Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses (MA); Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense (MA); Parque Estadual Marinho do Parcel de Manuel Luiz (MA); Parque Estadual do Rio Doce (MG); Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro (MS); Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense    (MT); Reserva Particular do Patrimônio Natural SESC Pantanal (MT); Parque Nacional do Araguaia - Ilha do Bananal (TO); Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS).
A história de nossa civilização está diretamente ligada às áreas úmidas, com impactos distintos conforme as regiões do planeta. “Elas eram de interesse para caçadores e pescadores, porque ricas em animais. Além disso, serviram como refúgios para minorias populacionais humanas e, recentemente, para fugitivos políticos e criminosos”, afirma o professor alemão Wolfgang J. Junk, graduado em Zoologia e doutor em Zoologia Botânica Química Ciência do Mar Limnologi, em documento fornecido pela assessoria de imprensa do Ministério do Meio Ambiente.
Giovanna Palazi também explica que, embora não exista uma política específica para as zonas úmidas, o Brasil conta com um conjunto de políticas ambientais que, se aplicada de forma correta, contribuirá significativamente com a conservação e manutenção das zonas úmidas brasileiras. Algumas das políticas mais relevantes são: o Plano Nacional de Áreas Protegidas (PNAP – 2006), que inclui um capítulo sobre as ‘Estratégias Nacionais para Áreas Reconhecidas Internacionalmente’; a Política Nacional de Biodiversidade (PNB – 2002); a Política Nacional de Meio Ambiente (2002); a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH); e a Política Nacional de Mudança do Clima (2009). Ademais, o Brasil é signatário de convenções internacionais com forte relação à conservação das áreas úmidas, como a Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima (UNFCCC); Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB); e a própria Convenção sobre Zonas Úmidas (RAMSAR).”

Importância das Áreas Úmidas
Uma vez que menos de 3% de toda a água do mundo é doce e grande parte está congelada, as áreas úmidas são extremamente importantes para o abastecimento humano, já que fornecem a água que necessitamos e ajudam no reabastecimento dos aquíferos.
Essas zonas também ajudam a garantir a alimentação. O consumo humano de peixe é de 19 kg por ano, e a maioria dos peixes comerciais dependem das áreas úmidas para o seu ciclo de vida. Além disso, o arroz, que é plantado em áreas úmidas, faz parte da dieta de cerca de três bilhões de pessoas e representa 20% do aporte nutricional.
Áreas úmidas ainda estocam carbono. As turfeiras cobrem uma área estimada de 3% da superfície mundial, mas elas conseguem reter cerca de 30% de todo o estoque de carbono. Isto é o dobro do estoque absorvido pelas florestas. Quando as turfeiras são drenadas ou queimadas para agricultura, elas se transformam em emissoras de carbono. As emissões de carbono que resultam da queima, drenagem ou extração equivalem a cerca de 10% do total da emissão anual de combustível fóssil.
Como se tudo isso não bastasse para garantir a necessidade de sua preservação, elas também são grandes responsáveis para sustentabilidade humana e fundamentais para a biodiversidade. O manejo sustentável das áreas úmidas fornece madeira para construção, extração de óleo, plantas medicinais, troncos e folhas para tecelagem e alimentos para animais. Elas também abrigam mais de 100.000 espécies conhecidas de biodiversidade aquática e este número está crescendo ao longo do tempo, com o aumento das pesquisas. De 1999 a 2009, cerca de 260 novas espécies da biodiversidade aquática foram descobertas na Amazônia.
Apesar de sua grande importância, atualmente, o quadro mundial de zonas úmidas é bem grave. A Convenção de Ramsar patrocinou a elaboração do Índice de Extensão das Áreas úmidas, que mostrou um indicador da perda nas décadas recentes, medindo o declínio em uma amostra de mais de 1000 áreas úmidas entre 1970 e 2008. Essas áreas diminuíram uma média de 40% no referido período.
As maiores causas da degradação e perda de áreas úmidas são: mudanças no uso da terra, com destaque para a agricultura não sustentável e criação de animais; desvios de água por meio de barragens, diques e canais; desenvolvimento de infra estrutura, com destaque para as áreas costeiras e vales de rios; e poluição do ar e da água, com aumento excessivo de nutrientes.
Ainda de acordo com Giovanna, as áreas úmidas presentes no Brasil são ameaçadas de diversas formas. “Dentre as maiores ameaças às áreas úmidas, podemos citar: a poluição por esgotos e resíduos; a drenagem para a implantação de atividades agropecuárias; a construção de hidrelétricas, a superexploração dos recursos naturais. Além disso, essas áreas serão as primeiras a serem afetadas pelas mudanças climáticas.”


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Sabesp divulga mapa das regiões afetadas pela redução da pressão no abastecimento de água

Sabesp informou recentemente que toda a Região Metropolitana está com redução de pressão no abastecimento e divulgou um mapa das áreas afetadas.
Confira abaixo o mapa divulgado, ou acesse a versão ampliada com lista de bairros no link: http://site.sabesp.com.br/uploads/file/asabesp_doctos/deliberacao_arsesp_545_art8_incisoI.pdf
 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Curso Aprendendo a operar sistemas de abastecimento de água para reduzir perdas reais

Mais informações: cursos@aesabesp.org.br
(11) 3284-6420 falar com Camila Barros


SUSTENTABILIDADE DE SERVIÇOS DE SANEAMENTO: SCORECARDSE ROADMAPS

Gostaríamos de convidá-los para participar, no dia 12/01/2015 no Auditório Tauzer Quinderè às 17:00hs, onde o Prof. Dr. Rui Cunha Marques, catedrático da Universidade de Lisboa, fará uma palestra abordando importantes temas e ferramentas de gestão do saneamento.



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

ABES-SP promoverá encontro para debater a crise hídrica no Brasil e seu gerenciamento no Estado de São Paulo, dia 2 de dezembro, com a presença de autoridades do setor

Seminário será mediado por Alceu Guérios Bittencourt, Presidente da ABES-SP, e terá como debatedores Nelson Rodrigues Nucci, Professor Doutor da Escola Politécnica da USP, e Ricardo Toledo Silva, Professor Titular da FAU-USP
ABES-SP promoverá, dia 2 de dezembro, das 9h às 13h, no auditório do Espaço Técnico Cultural do CREA-SP (Espaço Técnico Cultural do CREA-SP: Av. Angélica, 2.364 – São Paulo, SP), o seminário “A crise de escassez hídrica no Brasil e seu gerenciamento no Estado de São Paulo”.
O encontro terá palestra de abertura do Prof. Benedito Braga, Presidente do Conselho Mundial da Água e contará com a presença da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, da SABESP, da ANA – Agência Nacional de Águas e da Prefeitura de Campinas (veja programação completa abaixo).
O objetivo do seminário é contribuir para uma discussão circunstanciada sobre desdobramentos da crise e as ações em curso e planejadas para o seu enfrentamento.
A proposta é discutir como se integram medidas:
- imediatas, como os ajustes de operação, intervenções de curto prazo nos sistemas de abastecimento e a comunicação social para o combate ao desperdício e o uso racional;
- intervenções para aumento da disponibilidade de água de mais longo prazo de implantação;
- ações permanentes de redução de perdas, de uso racional e de proteção de mananciais, entre outras.
Por se tratar de uma crise de intensidade inédita, que atinge grande parte do território nacional e afeta os diversos usos da água – abastecimento, geração de energia, industrial, agrícola, aquaviário e turismo, entre outros -, pretende-se destacar os aspectos relativos à gestão integrada dos recursos hídricos e à cooperação entre os entes federados no seu enfrentamento.
“Esta é uma crise com impacto sobre o PIB do país e o bem-estar das pessoas. A ABES, no cumprimento do seu papel como a mais antiga e atuante entidade do saneamento no Brasil, tem o dever de contribuir com a discussão do problema. Este é o propósito da Seção São Paulo ao organizar o seminário”, afirma o presidente da ABES-SP, Eng.º. Alceu Guérios Bittencourt.
As inscrições podem ser feitas pelo email comunicacao@abes-sp.org.br .
Mais informações podem ser obtidas no site www.abes-sp.org.br ou pelo telefone 11 3814-1872.

Programação:
8h30 – Credenciamento e café
9h00- Palestra de abertura: Professor Benedito Braga, presidente do Conselho Mundial da Água
9h30 – Painel
Mauro Arce, Secretário Estadual de Saneamento e Recursos Hídricos
Paulo Massato, Diretor Metropolitano da Sabesp
Jonas Donizette Ferreira, Prefeito de Campinas 
Vicente Andreu, Presidente da Agência Nacional de Águas
Alceu Guérios Bittencourt, Presidente da ABES-SP

Debatedores:
Nelson Rodrigues Nucci, Professor Doutor da Escola Politécnica da USP e ex-presidente Nacional da ABES
Ricardo Toledo Silva, Professor Titular da FAU-USP, Assessor Técnico da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do Estado de São Paulo e Conselheiro da ABES-SP.