terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Pia acoplada a aquário faz usuários repensarem o desperdício de água

Como as ações do nosso dia-a-dia podem afetar as criaturas ao nosso redor?

O projeto ‘Poor Little Fishbowl Sink’, criado pelo designer chinês Yan Lu, leva uma abordagem incomum sobre como economizar água. A proposta do trabalho é utilizar sistemas visuais para provocar o consumidor a adquirir hábitos conscientes.

A invenção é instalada na pia e trabalha a mente do usuário, em relação ao desperdício de recursos hídricos. Ao consumir a água, quando a torneira é acionada, o nível do aquário instalado na pia, desce gradualmente, dando-lhe imediatamente um sentimento de que o peixe vai morrer se o gasto continuar. Assim, as pessoas são incentivadas a desligar a água antes que causem qualquer danos ao peixinho.


No entanto, felizmente, o peixe nunca estará realmente em perigo de ficar sem água. O dispositivo está apenas trabalhando o psicológico das pessoas e “forçando-as” a fechar a torneira. Existe um encanamento escondido que deixa a água escorrer um pouco, até certo ponto. Em seguida, ele enche muito lentamente o tanque para manter o peixe a salvo e o nível da água volta para onde estava. O aquário foi simplesmente projetado para diminuir o nível de água até que o usuário pare de lavar as mãos, embora nunca se esgote completamente.


As tubulações para o aquário e para a torneira são separadas: a água para lavar as mãos não vêm com excrementos de peixe e a água com sabão não retorna para o aquário.

Outra explicação dada pelo designer é que, de maneira alguma, o retorno de água ao tanque faria mal ao peixe. A mesma água que sai pela tubulação, fica em um tanque de armazenamento na base da pia, em seguida ela é bombeada de volta ao aquário. Além disso, o processo de entrada e saída de água, acaba elevando – razoavelmente, o nível de oxigênio.


Este projeto faz com que o consumidor lembre-se quão importante é este recurso natural, e como as ações do nosso dia-a-dia podem afetar as criaturas ao nosso redor.

Fonte: Ciclo Vivo 

Curso Gerenciamento e Disposição de Lodo de ETA e ETEs


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Palestra Gratuita - Programa Jovens Profissionais do Saneamento-SP


Hamburgo quer tirar carros das ruas em 20 anos

Os moradores poderão circular por toda a cidade sem ter que tirar o carro da garagem.
Os moradores poderão circular por toda a cidade sem ter
que tirar o carro da garagem. 
Foto :Elgrandee/Flickr

A cidade de Hamburgo, na Alemanha, está lançando um projeto ousado de mobilidade urbana. A intenção é devolver as áreas tomadas pelos carros aos pedestres, ciclistas e parques, reduzindo ao máximo o uso de automóvel para transitar pelas ruas.

O plano prevê a ligação das maiores áreas verdes do município, como parques, reservas, playgrounds, jardins comunitários e cemitérios. Isso corresponde a 40% da área total de Hamburgo, que será totalmente interligada por meio de ciclovias e vias para pedestres.

Chamado de Grünes Netz (em português, Rede Verde), o plano será concluído entre 15 a 20 anos. A partir de então, os moradores poderão circular por toda a cidade sem ter que tirar o carro da garagem.

Também serão ampliadas as áreas verdes. De forma que, assim como os moradores, os animais também sejam beneficiados. Serão conectados habitats para que as espécies possam cruzar o município sem serem atropelados.

Para que a “Rede Verde” seja, realmente, coloca em prática uma equipe da prefeitura atuará na junção de forças: cada um dos sete distritos da região metropolitana terá um representante.

Além de melhorar o trânsito na cidade, um dos principais objetivos do projeto é reduzir a poluição de ar. A temperatura média anual de Hamburgo está em 9 graus Celsius, aproximadamente, 1,2 grau a mais do que há 60 anos. Neste período, o nível do mar também subiu cerca de 20 centímetros.



Fonte: Ciclo Vivo 

Britânicos criam máquina que reduz em 90% consumo de água

A técnica ainda permite economizar energia. Um processo de lavagem simples e ecológico.
A técnica ainda permite economizar energia. Um processo
 de lavagem simples e ecológico.

Pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, desenvolveram uma técnica que torna as lavagens de roupa muito mais econômicas. Trata-se da substituição de sabão e água por milhões de gotas de polímeros, que são capazes de retirar manchas e odores.
A invenção dos britânicos ganhou forma com a criação de uma máquina de lavar roupas. A “Xeros” é o equipamento da empresa de mesmo nome, que permite um processo de lavagem simples e ecológico. Para utilizá-la, o cliente deve adicionar os polímeros, um pouco mais do que um copo de água e gotas de um detergente fabricado pela própria companhia.

Durante a limpeza, os polímeros se polarizam e atraem as partículas de sujeira – criando um “lamaçal”, que, por sua vez, é sugado e as gotas são separadas para serem reutilizadas.

Segundo o Olhar Digital, além de economizar 90% da água, o produto também consome pouca energia e os polímeros ainda podem ser reutilizados em 500 lavagens. Não bastasse todas essas vantagens, os polímeros também são recicláveis.

A lavadora Xeros também sai na frente dos modelos tradicionais pelo fato de não haver necessidade de separar as peças pela cor, todas podem ser lavadas em um só processo. De acordo com a desenvolvedora, se todos os britânicos adotassem o produto, sete milhões de toneladas de água seriam poupados semanalmente.

Não há previsão para a máquina ser comercializada para uso doméstico.


Fonte: Ciclo Vivo 

Pesquisa avaliará os impactos socioambientais de Belo Monte

Altamira está agora com sua capacidade esgotada em termos
de leitos hospitalares, vagas escolares. 
Foto :André Solnik/Flickr

Uma pesquisa científica vai avaliar os impactos sociais e ambientais da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, próxima à cidade de Altamira, no Pará.  A pesquisa tem apoio da FAPESP por meio do SPEC - São Paulo Excellence Chair, que visa propiciar a vinda ao Brasil de pesquisadores do exterior para criar núcleos de pesquisa em universidades paulistas.

Intitulada “Processos sociais e ambientais que acompanham a construção da hidroelétrica de Belo Monte, Altamira, PA”, a pesquisa é liderada pelo cubano Emilio Federico Moran, professor da Michigan State University, nos EUA. Participam da equipe cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina, da Universidade Federal do Pará e da Universidade Estadual do Pará.

“Começaremos com o levantamento dos impactos sobre a população urbana”, disse Moran à Agência FAPESP. “Elaborei junto com meus colaboradores um questionário para entender como a construção da hidrelétrica está afetando os moradores antigos, o pessoal que já estava aqui. Depois, enfocaremos os moradores novos, aqueles que vieram atraídos pela obra: operários, comerciantes, engenheiros, profissionais de vários tipos.”

“No setor rural, parece que temos duas possibilidades. Pode ser que o crescimento da população urbana em função da hidrelétrica, fazendo aumentar a demanda de alimentos, promova uma intensificação agrícola na região. Mas, pode ser também que as obras atraiam trabalhadores do campo, levando a um enfraquecimento da agricultura familiar por falta de mão de obra no setor agrícola. As primeiras observações apontam nesse sentido, mas estamos só começando os estudos”, disse.

Uma terceira linha de pesquisa vai acompanhar a população ribeirinha. Um contingente de 20 mil pessoas deverá ser reassentado em razão da barragem.

“Vamos acompanhar de perto essa população nativa, que será a mais diretamente afetada. Porque os indígenas conseguiram que a companhia mudasse o plano da barragem, de forma a não terem efeitos diretos. Terão, sim, efeitos indiretos. Já os ribeirinhos vivenciarão um reassentamento enorme: muitos povoados ribeirinhos vão ter de mudar e, de fato, vários já estão sendo removidos na área”, disse Moran.

De acordo com o pesquisador, as observações preliminares na área permitem perceber que alguns problemas que ocorreram no exterior já se manifestam também no Pará.

“A população de Altamira dobrou nos últimos dois anos. Já alcançou 150 mil pessoas. E vários preparativos para receber essa população foram prometidos, mas não realizados a tempo”, comentou. “De modo que Altamira está agora com sua capacidade esgotada em termos de leitos hospitalares, vagas escolares, efetivos de segurança etc., criando-se uma situação caótica para todos na cidade.”

“Esperamos poder subsidiar propostas para um planejamento que considere as pessoas tão importantes como a produção de energia”, disse Moran. A pesquisa deverá se estender até agosto de 2018.


Fonte: Ciclo Vivo 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Ministério do Meio Ambiente define regras para proteger espécies ameaçadas

Veado do Pantanal: espécie ameaçada de extinção.
Veado do Pantanal: espécie ameaçada de extinção. | Foto :Zig Koch

Todas as novas listas de espécies ameaçadas ou consideradas em risco de extinção, elaboradas no Brasil, deverão obedecer a padrões internacionais de avaliação de risco, com atualização anual por grupos de espécies e verificação geral a cada cinco anos. É o que institui o Programa Nacional de Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção (Pró-Espécies), cujo objetivo é adotar ações de prevenção, conservação, manejo e gestão, visando minimizar as ameaças e o risco de extinção de espécies.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) quer oferecer subsídios ao desenvolvimento de ações capazes de retirar a espécie da lista o mais rápido possível. O secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Roberto Cavalcanti, explica que o programa agrega vários elementos em um só lugar e oferece uma base estratégica nacional de conservação da biodiversidade com relevância para normas internacionais, dando mais solidez ao processo.

Nova classificação

Ao contrário dos procedimentos adotados nas listas anteriores, os critérios atuais de avaliação de espécies ameaçadas são os mesmos adotados pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) e nos termos da Convenção de Diversidade Biológica (CDB). “A nova classificação permite lidar com lacunas de conhecimento e incorporar qualquer espécie da fauna no risco de avaliação, que será feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)”, informa Cavalcanti.

As classificações abrangem as espécies ameaçadas de extinção; as extintas (que já desapareceram completamente); as extintas da natureza (conhecidas apenas em cativeiro ou fora de sua área de distribuição natural); as criticamente em perigo (em risco extremamente alto de extinção na natureza); em perigo (que está enfrentando risco muito alto de extinção na natureza); as vulneráveis (quando as melhores evidências disponíveis indicam que se atingiu qualquer um dos critérios quantitativos para vulnerável, enfrentando alto risco de extinção na natureza); e as quase ameaçadas de extinção (podendo se enquadrar em uma categoria de ameaça em futuro próximo), entre outras classificações menos preocupantes.

Fonte: Ciclo Vivo