segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Hamburgo quer tirar carros das ruas em 20 anos

Os moradores poderão circular por toda a cidade sem ter que tirar o carro da garagem.
Os moradores poderão circular por toda a cidade sem ter
que tirar o carro da garagem. 
Foto :Elgrandee/Flickr

A cidade de Hamburgo, na Alemanha, está lançando um projeto ousado de mobilidade urbana. A intenção é devolver as áreas tomadas pelos carros aos pedestres, ciclistas e parques, reduzindo ao máximo o uso de automóvel para transitar pelas ruas.

O plano prevê a ligação das maiores áreas verdes do município, como parques, reservas, playgrounds, jardins comunitários e cemitérios. Isso corresponde a 40% da área total de Hamburgo, que será totalmente interligada por meio de ciclovias e vias para pedestres.

Chamado de Grünes Netz (em português, Rede Verde), o plano será concluído entre 15 a 20 anos. A partir de então, os moradores poderão circular por toda a cidade sem ter que tirar o carro da garagem.

Também serão ampliadas as áreas verdes. De forma que, assim como os moradores, os animais também sejam beneficiados. Serão conectados habitats para que as espécies possam cruzar o município sem serem atropelados.

Para que a “Rede Verde” seja, realmente, coloca em prática uma equipe da prefeitura atuará na junção de forças: cada um dos sete distritos da região metropolitana terá um representante.

Além de melhorar o trânsito na cidade, um dos principais objetivos do projeto é reduzir a poluição de ar. A temperatura média anual de Hamburgo está em 9 graus Celsius, aproximadamente, 1,2 grau a mais do que há 60 anos. Neste período, o nível do mar também subiu cerca de 20 centímetros.



Fonte: Ciclo Vivo 

Britânicos criam máquina que reduz em 90% consumo de água

A técnica ainda permite economizar energia. Um processo de lavagem simples e ecológico.
A técnica ainda permite economizar energia. Um processo
 de lavagem simples e ecológico.

Pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, desenvolveram uma técnica que torna as lavagens de roupa muito mais econômicas. Trata-se da substituição de sabão e água por milhões de gotas de polímeros, que são capazes de retirar manchas e odores.
A invenção dos britânicos ganhou forma com a criação de uma máquina de lavar roupas. A “Xeros” é o equipamento da empresa de mesmo nome, que permite um processo de lavagem simples e ecológico. Para utilizá-la, o cliente deve adicionar os polímeros, um pouco mais do que um copo de água e gotas de um detergente fabricado pela própria companhia.

Durante a limpeza, os polímeros se polarizam e atraem as partículas de sujeira – criando um “lamaçal”, que, por sua vez, é sugado e as gotas são separadas para serem reutilizadas.

Segundo o Olhar Digital, além de economizar 90% da água, o produto também consome pouca energia e os polímeros ainda podem ser reutilizados em 500 lavagens. Não bastasse todas essas vantagens, os polímeros também são recicláveis.

A lavadora Xeros também sai na frente dos modelos tradicionais pelo fato de não haver necessidade de separar as peças pela cor, todas podem ser lavadas em um só processo. De acordo com a desenvolvedora, se todos os britânicos adotassem o produto, sete milhões de toneladas de água seriam poupados semanalmente.

Não há previsão para a máquina ser comercializada para uso doméstico.


Fonte: Ciclo Vivo 

Pesquisa avaliará os impactos socioambientais de Belo Monte

Altamira está agora com sua capacidade esgotada em termos
de leitos hospitalares, vagas escolares. 
Foto :André Solnik/Flickr

Uma pesquisa científica vai avaliar os impactos sociais e ambientais da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, próxima à cidade de Altamira, no Pará.  A pesquisa tem apoio da FAPESP por meio do SPEC - São Paulo Excellence Chair, que visa propiciar a vinda ao Brasil de pesquisadores do exterior para criar núcleos de pesquisa em universidades paulistas.

Intitulada “Processos sociais e ambientais que acompanham a construção da hidroelétrica de Belo Monte, Altamira, PA”, a pesquisa é liderada pelo cubano Emilio Federico Moran, professor da Michigan State University, nos EUA. Participam da equipe cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina, da Universidade Federal do Pará e da Universidade Estadual do Pará.

“Começaremos com o levantamento dos impactos sobre a população urbana”, disse Moran à Agência FAPESP. “Elaborei junto com meus colaboradores um questionário para entender como a construção da hidrelétrica está afetando os moradores antigos, o pessoal que já estava aqui. Depois, enfocaremos os moradores novos, aqueles que vieram atraídos pela obra: operários, comerciantes, engenheiros, profissionais de vários tipos.”

“No setor rural, parece que temos duas possibilidades. Pode ser que o crescimento da população urbana em função da hidrelétrica, fazendo aumentar a demanda de alimentos, promova uma intensificação agrícola na região. Mas, pode ser também que as obras atraiam trabalhadores do campo, levando a um enfraquecimento da agricultura familiar por falta de mão de obra no setor agrícola. As primeiras observações apontam nesse sentido, mas estamos só começando os estudos”, disse.

Uma terceira linha de pesquisa vai acompanhar a população ribeirinha. Um contingente de 20 mil pessoas deverá ser reassentado em razão da barragem.

“Vamos acompanhar de perto essa população nativa, que será a mais diretamente afetada. Porque os indígenas conseguiram que a companhia mudasse o plano da barragem, de forma a não terem efeitos diretos. Terão, sim, efeitos indiretos. Já os ribeirinhos vivenciarão um reassentamento enorme: muitos povoados ribeirinhos vão ter de mudar e, de fato, vários já estão sendo removidos na área”, disse Moran.

De acordo com o pesquisador, as observações preliminares na área permitem perceber que alguns problemas que ocorreram no exterior já se manifestam também no Pará.

“A população de Altamira dobrou nos últimos dois anos. Já alcançou 150 mil pessoas. E vários preparativos para receber essa população foram prometidos, mas não realizados a tempo”, comentou. “De modo que Altamira está agora com sua capacidade esgotada em termos de leitos hospitalares, vagas escolares, efetivos de segurança etc., criando-se uma situação caótica para todos na cidade.”

“Esperamos poder subsidiar propostas para um planejamento que considere as pessoas tão importantes como a produção de energia”, disse Moran. A pesquisa deverá se estender até agosto de 2018.


Fonte: Ciclo Vivo 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Ministério do Meio Ambiente define regras para proteger espécies ameaçadas

Veado do Pantanal: espécie ameaçada de extinção.
Veado do Pantanal: espécie ameaçada de extinção. | Foto :Zig Koch

Todas as novas listas de espécies ameaçadas ou consideradas em risco de extinção, elaboradas no Brasil, deverão obedecer a padrões internacionais de avaliação de risco, com atualização anual por grupos de espécies e verificação geral a cada cinco anos. É o que institui o Programa Nacional de Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção (Pró-Espécies), cujo objetivo é adotar ações de prevenção, conservação, manejo e gestão, visando minimizar as ameaças e o risco de extinção de espécies.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) quer oferecer subsídios ao desenvolvimento de ações capazes de retirar a espécie da lista o mais rápido possível. O secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Roberto Cavalcanti, explica que o programa agrega vários elementos em um só lugar e oferece uma base estratégica nacional de conservação da biodiversidade com relevância para normas internacionais, dando mais solidez ao processo.

Nova classificação

Ao contrário dos procedimentos adotados nas listas anteriores, os critérios atuais de avaliação de espécies ameaçadas são os mesmos adotados pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) e nos termos da Convenção de Diversidade Biológica (CDB). “A nova classificação permite lidar com lacunas de conhecimento e incorporar qualquer espécie da fauna no risco de avaliação, que será feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)”, informa Cavalcanti.

As classificações abrangem as espécies ameaçadas de extinção; as extintas (que já desapareceram completamente); as extintas da natureza (conhecidas apenas em cativeiro ou fora de sua área de distribuição natural); as criticamente em perigo (em risco extremamente alto de extinção na natureza); em perigo (que está enfrentando risco muito alto de extinção na natureza); as vulneráveis (quando as melhores evidências disponíveis indicam que se atingiu qualquer um dos critérios quantitativos para vulnerável, enfrentando alto risco de extinção na natureza); e as quase ameaçadas de extinção (podendo se enquadrar em uma categoria de ameaça em futuro próximo), entre outras classificações menos preocupantes.

Fonte: Ciclo Vivo 

Inscrições abertas para o curso a distância Planos de Saneamento Básico

O Ministério das Cidades, no âmbito do Programa Nacional de Capacitação das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA) e da Rede Nacional de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental (ReCESA), oferece o 1º Curso a distância de autoinstrução Planos de Saneamento Básico.

O curso é dirigido aos gestores e técnicos de municípios, governos estaduais, prestadores de serviços, consórcios, associações de municípios, agências reguladoras e outras entidades relacionadas ao saneamento, além da sociedade civil interessada no tema. O objetivo principal do curso é apoiar os municípios na elaboração de seus Planos de Saneamento Básico, em conformidade à Lei 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico.
O conteúdo foi organizado em sete módulos, que totalizam 40h de estudos, divididas em leituras de textos-base e textos complementares, além de vídeos e exercícios. O curso é de autoinstrução, sem tutoria.  Ao final, o participante que concluí-lo com aproveitamento mínimo de 75% receberá um certificado de participação.
O curso é gratuito e as inscrições devem ser feitas no Portal Capacidades por meio do endereço http://www.capacidades.gov.br/ entre os dias 03/02/2014 e 10/02/2014.

Participe!


Informações:

1º Curso a distância de autoinstrução - Planos de Saneamento Básico

Período de Inscrições: 03/02/2014 a 10/02/2014

Prazo para realização do curso: 12/02/2014 a 14/04/2014




Fonte: Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental -Ministério das Cidades

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

ABES-SP promove Oficina Participativa sobre Educação Ambiental


Teve início, na última terça-feira, 04, na sede da ABES-SP, a “Oficina participativa: educação ambiental e indicadores”, comandada por Emilia Wanda Rutkowski, orientadora da UNICAMP e presidente da Subseção Campinas, juntamente com Ana Elisa Spaolonzi Queiroz Assis, associada da entidade.

Emilia W. Rutkowski (centro) ministra a Oficina



O encontro tem como objetivos trabalhar o conceito de Educação Ambiental junto ao desenvolvimento e compreensão de Indicadores Ambientais para a melhoria do processo de responsabilidade socioambiental corporativo; uniformizar expressões relativas à essa área, a saber: meio ambiente urbano, saneamento básico, saneamento ambiental, sociedade, vulnerabilidade social e desenvolvimento sustentável; discutir e conhecer o conceito de Educação Ambiental a fim de formar conceituação própria para processos empresariais; e compreender o que são indicadores, sua implementação e avaliação no âmbito ambiental, bem como contribuir para a avaliação dos indicadores já existentes e criação de novos.


Auditório lotado para a primeira aula da oficina
A oficina terá a duração de 40 horas, dividas em cinco aulas a serem realizadas em dias alternados. O encerramento do curso será realizado no dia 14 e marcará a validação de indicadores apresentados.

Designer de joias incorpora a sustentabilidade amazônica em suas peças

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A seca que atingiu a Bacia Amazônica em 2010 foi tão severa que comprometeu até mesmo a capacidade da floresta de absorver o excesso de dióxido de carbono (CO2), considerado o principal gás de efeito estufa. No ano seguinte, com chuva acima da média, a vegetação conseguiu não apenas absorver toda a emissão oriunda de processos naturais como também a resultante de atividades humanas, entre elas as queimadas.

Os dados são de uma pesquisa financiada pelo Natural Environment Research Council (Nerc), do Reino Unido, e pela Fapesp (no âmbito do Programa de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais) e foram divulgados na capa da edição de quinta-feira, 6 de fevereiro, da revista Nature.

“São dois cenários extremos que mostram como a falta de chuva modifica a dinâmica da floresta e o balanço de carbono na região. A precipitação pluviométrica, portanto, é um fator que os cientistas que trabalham com previsão climática terão de levar em consideração em seus modelos. Caso contrário, os resultados ficarão muito distantes da realidade”, explica Luciana Vanni Gatti, pesquisadora do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

Gatti é autora principal do estudo ao lado de Emanuel Gloor, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, e de John B. Miller, do National Oceanic and Atmospheric Administration (Noaa), uma das principais agências científicas norte-americanas com foco em questões ambientais.

Para chegar a tal conclusão, o grupo realizou, ao longo de 2010 e 2011, 160 medições aéreas em quatro locais da Bacia Amazônica: Santarém, Alta Floresta, Rio Branco e Tabatinga. Em cada perfil de avião foram coletadas 17 amostras de ar atmosférico em alturas que variavam até 4,4 quilômetros acima do nível do mar.

Incógnita amazônica

Há pelo menos duas décadas, cientistas de todo o mundo têm se esforçado para entender o balanço de carbono da Bacia Amazônica e descobrir se a floresta é, de fato, o sumidouro de carbono que se imagina. “A Amazônia concentra 50% da floresta tropical do planeta e isso faz muita diferença no balanço global de carbono. É uma incógnita importante nos modelos climáticos”, contou Gatti.

A floresta praticamente só absorveu a quantidade de carbono equivalente ao que naturalmente foi emitido (além de outros processos, desconsiderando a queima de biomassa) – algo em torno de 30 bilhões de quilos de carbono –, sendo que o balanço final foi de 480 bilhões de quilos de carbono emitidos para a atmosfera no ano de 2010.

Embora medições aéreas ofereçam dados com maior representatividade regional, avaliou a pesquisadora, é preciso também que o estudo tenha representatividade temporal, ou seja, tenha longa duração.

“Existe uma variabilidade muito grande de ano para ano. Se nos baseássemos apenas nas medições feitas em 2010, que foi um ano completamente anômalo, não teríamos uma ideia precisa do balanço de carbono da Amazônia. Por isso o projeto continua e nossa meta é completar dez anos de medições para ter um dado que realmente represente o balanço de carbono da Bacia Amazônica”, projeta Gatti.

Fonte: Ecodesenvolvimento.com