sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Ministério do Meio Ambiente define regras para proteger espécies ameaçadas

Veado do Pantanal: espécie ameaçada de extinção.
Veado do Pantanal: espécie ameaçada de extinção. | Foto :Zig Koch

Todas as novas listas de espécies ameaçadas ou consideradas em risco de extinção, elaboradas no Brasil, deverão obedecer a padrões internacionais de avaliação de risco, com atualização anual por grupos de espécies e verificação geral a cada cinco anos. É o que institui o Programa Nacional de Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção (Pró-Espécies), cujo objetivo é adotar ações de prevenção, conservação, manejo e gestão, visando minimizar as ameaças e o risco de extinção de espécies.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) quer oferecer subsídios ao desenvolvimento de ações capazes de retirar a espécie da lista o mais rápido possível. O secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Roberto Cavalcanti, explica que o programa agrega vários elementos em um só lugar e oferece uma base estratégica nacional de conservação da biodiversidade com relevância para normas internacionais, dando mais solidez ao processo.

Nova classificação

Ao contrário dos procedimentos adotados nas listas anteriores, os critérios atuais de avaliação de espécies ameaçadas são os mesmos adotados pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) e nos termos da Convenção de Diversidade Biológica (CDB). “A nova classificação permite lidar com lacunas de conhecimento e incorporar qualquer espécie da fauna no risco de avaliação, que será feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)”, informa Cavalcanti.

As classificações abrangem as espécies ameaçadas de extinção; as extintas (que já desapareceram completamente); as extintas da natureza (conhecidas apenas em cativeiro ou fora de sua área de distribuição natural); as criticamente em perigo (em risco extremamente alto de extinção na natureza); em perigo (que está enfrentando risco muito alto de extinção na natureza); as vulneráveis (quando as melhores evidências disponíveis indicam que se atingiu qualquer um dos critérios quantitativos para vulnerável, enfrentando alto risco de extinção na natureza); e as quase ameaçadas de extinção (podendo se enquadrar em uma categoria de ameaça em futuro próximo), entre outras classificações menos preocupantes.

Fonte: Ciclo Vivo 

Inscrições abertas para o curso a distância Planos de Saneamento Básico

O Ministério das Cidades, no âmbito do Programa Nacional de Capacitação das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA) e da Rede Nacional de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental (ReCESA), oferece o 1º Curso a distância de autoinstrução Planos de Saneamento Básico.

O curso é dirigido aos gestores e técnicos de municípios, governos estaduais, prestadores de serviços, consórcios, associações de municípios, agências reguladoras e outras entidades relacionadas ao saneamento, além da sociedade civil interessada no tema. O objetivo principal do curso é apoiar os municípios na elaboração de seus Planos de Saneamento Básico, em conformidade à Lei 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico.
O conteúdo foi organizado em sete módulos, que totalizam 40h de estudos, divididas em leituras de textos-base e textos complementares, além de vídeos e exercícios. O curso é de autoinstrução, sem tutoria.  Ao final, o participante que concluí-lo com aproveitamento mínimo de 75% receberá um certificado de participação.
O curso é gratuito e as inscrições devem ser feitas no Portal Capacidades por meio do endereço http://www.capacidades.gov.br/ entre os dias 03/02/2014 e 10/02/2014.

Participe!


Informações:

1º Curso a distância de autoinstrução - Planos de Saneamento Básico

Período de Inscrições: 03/02/2014 a 10/02/2014

Prazo para realização do curso: 12/02/2014 a 14/04/2014




Fonte: Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental -Ministério das Cidades

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

ABES-SP promove Oficina Participativa sobre Educação Ambiental


Teve início, na última terça-feira, 04, na sede da ABES-SP, a “Oficina participativa: educação ambiental e indicadores”, comandada por Emilia Wanda Rutkowski, orientadora da UNICAMP e presidente da Subseção Campinas, juntamente com Ana Elisa Spaolonzi Queiroz Assis, associada da entidade.

Emilia W. Rutkowski (centro) ministra a Oficina



O encontro tem como objetivos trabalhar o conceito de Educação Ambiental junto ao desenvolvimento e compreensão de Indicadores Ambientais para a melhoria do processo de responsabilidade socioambiental corporativo; uniformizar expressões relativas à essa área, a saber: meio ambiente urbano, saneamento básico, saneamento ambiental, sociedade, vulnerabilidade social e desenvolvimento sustentável; discutir e conhecer o conceito de Educação Ambiental a fim de formar conceituação própria para processos empresariais; e compreender o que são indicadores, sua implementação e avaliação no âmbito ambiental, bem como contribuir para a avaliação dos indicadores já existentes e criação de novos.


Auditório lotado para a primeira aula da oficina
A oficina terá a duração de 40 horas, dividas em cinco aulas a serem realizadas em dias alternados. O encerramento do curso será realizado no dia 14 e marcará a validação de indicadores apresentados.

Designer de joias incorpora a sustentabilidade amazônica em suas peças

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A seca que atingiu a Bacia Amazônica em 2010 foi tão severa que comprometeu até mesmo a capacidade da floresta de absorver o excesso de dióxido de carbono (CO2), considerado o principal gás de efeito estufa. No ano seguinte, com chuva acima da média, a vegetação conseguiu não apenas absorver toda a emissão oriunda de processos naturais como também a resultante de atividades humanas, entre elas as queimadas.

Os dados são de uma pesquisa financiada pelo Natural Environment Research Council (Nerc), do Reino Unido, e pela Fapesp (no âmbito do Programa de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais) e foram divulgados na capa da edição de quinta-feira, 6 de fevereiro, da revista Nature.

“São dois cenários extremos que mostram como a falta de chuva modifica a dinâmica da floresta e o balanço de carbono na região. A precipitação pluviométrica, portanto, é um fator que os cientistas que trabalham com previsão climática terão de levar em consideração em seus modelos. Caso contrário, os resultados ficarão muito distantes da realidade”, explica Luciana Vanni Gatti, pesquisadora do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

Gatti é autora principal do estudo ao lado de Emanuel Gloor, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, e de John B. Miller, do National Oceanic and Atmospheric Administration (Noaa), uma das principais agências científicas norte-americanas com foco em questões ambientais.

Para chegar a tal conclusão, o grupo realizou, ao longo de 2010 e 2011, 160 medições aéreas em quatro locais da Bacia Amazônica: Santarém, Alta Floresta, Rio Branco e Tabatinga. Em cada perfil de avião foram coletadas 17 amostras de ar atmosférico em alturas que variavam até 4,4 quilômetros acima do nível do mar.

Incógnita amazônica

Há pelo menos duas décadas, cientistas de todo o mundo têm se esforçado para entender o balanço de carbono da Bacia Amazônica e descobrir se a floresta é, de fato, o sumidouro de carbono que se imagina. “A Amazônia concentra 50% da floresta tropical do planeta e isso faz muita diferença no balanço global de carbono. É uma incógnita importante nos modelos climáticos”, contou Gatti.

A floresta praticamente só absorveu a quantidade de carbono equivalente ao que naturalmente foi emitido (além de outros processos, desconsiderando a queima de biomassa) – algo em torno de 30 bilhões de quilos de carbono –, sendo que o balanço final foi de 480 bilhões de quilos de carbono emitidos para a atmosfera no ano de 2010.

Embora medições aéreas ofereçam dados com maior representatividade regional, avaliou a pesquisadora, é preciso também que o estudo tenha representatividade temporal, ou seja, tenha longa duração.

“Existe uma variabilidade muito grande de ano para ano. Se nos baseássemos apenas nas medições feitas em 2010, que foi um ano completamente anômalo, não teríamos uma ideia precisa do balanço de carbono da Amazônia. Por isso o projeto continua e nossa meta é completar dez anos de medições para ter um dado que realmente represente o balanço de carbono da Bacia Amazônica”, projeta Gatti.

Fonte: Ecodesenvolvimento.com 

A exemplo do Rio, Teresina também passa a multar quem joga lixo nas ruas


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A exemplo da cidade do Rio de Janeiro, a capital do Piauí, Teresina, também vai passar a multar quem for flagrado jogando lixo na rua. A fiscalização da Lei Lixo Zero, que multa os infratores em R$ 100, teve início na quarta-feira, 5 de fevereiro, na região do centro. Nenhuma autuação foi emitida e os fiscais apenas repassaram orientações.


Inicialmente a fiscalização vai se concentrar na Praça Rio Branco, Praça da Bandeira, Landri Sales, João Luís Ferreira e na Avenida Frei Serafim, de segunda a sábado, das 08 às 18 horas.

De acordo com o gerente de fiscalização da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Centro Norte, Alexandre Mariano, há 24 fiscais e 15 seguranças já distribuídos nestes pontos. Ele explica na quinta-feira (6) eles ainda vão apenas dar orientações, além de informarem a vigência e as penalidades da lei.




Mas a partir de sexta-feira (7) é tolerância zero. Sobre a multa, ele adverte que o pagamento não será feito ao fiscal. Quem for abordado, deve apenas apresentar documento de identificação para o registro da multa. “É importante a gente colocar que a multa não será paga ao fiscal. A pessoa será autuada e vai procurar uma SDU e retirar o boleto para pagamento”, esclareceu Alexandre ao jornal Meio Norte.

Ação e reação
Caso o sujão não efetue o pagamento, seu nome vai para a dívida ativa da cidade. “Se não o fizer nós vamos o inscrever na dívida ativa do município e a pessoa não vai poder utilizar os serviços da prefeitura”, garante. Qualquer pessoa que sujar locais públicos, como a rua, está sujeita a multas.

Motoristas que jogam lixo pela janela do carro também serão autuados. "O fiscal anota a placa, identificamos o proprietário”, explica o gerente, ao acrescentar que o órgão de infração dá o prazo de 10 dias para o motorista recorrer da multa. Seguranças estão preparados para eventuais reações por parte do infrator.

Educação ambiental
Se houver insistência em desrespeitar a lei, Alexandre conta que os fiscais poderão fazer uso da força policial. “Nossa equipe de segurança vai tentar convencer a pessoa. Caso haja resistência pode ocorrer o uso da força policial." Para garantir que o cidadão cumpra a determinação, a Prefeitura, por meio da SDU Centro/Norte, vai implantar mais 250 novas lixeiras para serem instaladas em diversos pontos do centro da cidade, principalmente naqueles locais onde há um fluxo maior de pessoas.

“Já existe planejamento para concurso para novos fiscais e todo o dinheiro arrecado será investido em educação ambiental”, destaca. Uma das autoras do projeto, a vereadora Rosário Bezerra ressalta a importância da fiscalização para que a lei tenha eficácia. “Essa lei tem como objetivo a conscientização da população, para que tenhamos uma cidade mais limpa e organizada. Para isso, a prefeitura tem de criar mecanismos necessárias para seu cumprimento, como a implantação de novas lixeiras e a contratação dos fiscais do lixo”, sugere.


Fonte: Ecodesenvolvimento.com 


Bogotá abandona carros por uma semana

A cidade ganha três grandes rotas com 376 quilômetros da rede de ciclorrotas e ciclovias.

A partir desta quinta-feira (6), os carros em Bogotá deverão dar lugar às bicicletas. Isso porque a cidade quer estender o já tradicional “Dia sem Carro” para uma semana inteira. A ideia foi organizada pelo Mejor en Bici e ganhou apoio de algumas empresas.

No Brasil, o “Dia sem Carro” acontece em setembro e poucas pessoas realmente deixam o automóvel na garagem. Já na capital da Colômbia, o evento acontece em fevereiro e o número de pessoas que aderem ao movimento é grande, por isso estender a iniciativa por mais dias pode dar certo. Segundo um jornal local, o “Las 2 Orillas”, sete empresas se manifestaram a favor.

Os funcionários de tais companhias vão utilizar a bicicleta durante cinco dias para fazer o trajeto casa-trabalho. Para ajudar os que não estão acostumados a utilizar a bicicleta como meio de transporte, o Mejor en Bici desenhou três grandes rotas com estrutura de segurança e assistência - para o caso de ocorrer algum acidente.

A organização Mejor en Bici surgiu em 2009, com apoio da British Council (uma instituição pública do Reino Unido). De acordo com o grupo, em Bogotá, a população gasta em média 22 dias por ano no trânsito. A solução, segundo eles, é optar pela bike: redução de tempo, de emissões de CO2 e de estresse, além de melhora na saúde.

Os colombianos que estiverem interessados em já adotar um novo estilo de vida terão 376 quilômetros da rede de ciclorrotas e ciclovias, que serão habilitados para o evento. Os percursos conectam diversas regiões da cidade. O projeto é direcionado, especialmente, aos “leigos” nas pedaladas no centro urbano.

Fonte: Ciclo Vivo

Walmart lança cartilha para redução do uso de sacolas plásticas

As ações da rede contra o consumo evitaram o consumo de 123 milhões de sacolas plásticas.

Dando continuidade as ações para reforçar a diminuição do consumo de sacolas plásticas, o Walmart disponibiliza para download em seu hotsite a cartilha “Sacolinhas, e eu com isso?”.

Com um conteúdo rico sobre o tema, a publicação aborda diversos aspectos como as principais informações sobre as consequências para o Planeta deste consumo de forma inconsciente, as alternativas que podem dispensar sua utilização, o ciclo de vida deste item e todos seus possíveis destinos na hora do descarte. “A cartilha fala diretamente com o consumidor, deixando claro que ele é o agente da mudança, e que cabe apenas a ele escolher alternativas mais sustentáveis, como por exemplo, a sacola retornável”, explica a diretora de Sustentabilidade do Walmart, Camila Valverde.

No Portal, o cliente do Walmart também terá acesso a notícias, diversas campanhas ativas da rede, dicas úteis para transporte das compras e até jogos com o intuito de educar a população. O Walmart é parceiro do Ministério do Meio Ambiente em pesquisas e campanha institucional sobre o tema.

A rede lançou no Brasil há cinco anos o programa “Cliente consciente merece desconto”, que dá descontos de R$ 0,03 (valor da sacola) a cada cinco produtos adquiridos para quem não usa as sacolinhas plásticas nas compras.

De 2009 até junho de 2013 foram mais de R$ 3,7 milhões em descontos e 123 milhões de sacolas que deixaram de ser usadas por clientes na rede.

O programa de redução do uso de sacolas plásticas inclui treinamento com os funcionários para o melhor aproveitamento das sacolas no ato de empacotar as compras.

Fonte: Ciclo Vivo