quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Com abordagem budista, escola tailandesa dá lições de vida sustentável

A Escola Panyaden integra princípios budistas e consciência ambiental.

O escritório de arquitetura 24H foi contratado para projetar a sede de uma escola primária na Tailândia. Panyaden é uma escola particular bilíngue com abordagem budista e que acomoda 375 estudantes, sendo que quase 20% deles são crianças locais, financiadas por bolsas de estudo. Os alunos se formam embaixadores que irão introduzir uma vida sustentável em suas comunidades.


A Escola Panyaden tem por objetivo oferecer uma educação holística que integra princípios budistas e consciência ambiental com o altamente considerado Curriculum Primário Internacional. Alguns dos temas abordados são sabedoria tradicional, métodos agrícolas, estudo de vegetação das florestas tropicais, tecelagem, culinária, entre outras atividades.


Localizada em um terreno de cinco mil metros quadrados, ao sul da cidade de Chiang Mai, a escola se encontra nos arredores de um antigo pomar, onde as montanhas mais altas da Tailândia se encontram com os campos planos de arroz. Assim os arquitetos optaram por construir um arranjo informal de pavilhões organizados ao longo de caminhos.


Edifícios foram criados a partir de elementos da terra, além de serem adotadas técnicas de permacultura, utilizando materiais locais como o bambu.


Existem dois tipos de edifícios principais, um abriga as salas de aula e o outro diversas funções, como sala de reunião e refeitório. O pavilhão das salas de aula tem paredes de taipa, dividindo o prédio em três salas. As paredes externas são feitas de adobe. As janelas de vidro são emolduradas por madeiras recicladas locais, enquanto garrafas de vidro e janelas de máquina de lavar roupa trazem luz natural à sala de aula. Armários e prateleiras estão todos integrados em uma parede de adobe curva em torno do bloco sanitário. Os contornos curvos da estrutura do telhado de bambu espelham as montanhas no horizonte.


Já no outro edifício multifuncional, as colunas são constituídas de feixes de bambu, as fundações são de pedra e a cobertura também é feita de bambu, o que dá a sensação de caminhar por uma floresta.

As outras salas - projetadas e criadas por pessoas locais (parque infantil, em torno da piscina, sala de Buda, etc.) se assemelham a pássaros ou folhas. Todos os projetos são inspirados a partir de elementos encontrados na natureza e na vida diária tailandesa.


Todo o projeto foi construído a partir de terra e bambu local que têm sido, naturalmente, tratados para suportar os elementos. Vegetais orgânicos e arroz também são cultivados na propriedade.

Ali, as águas residuais são tratadas e dos restos de alimentos é feita a compostagem para produzir fertilizantes orgânicos e biogás para cozinhar. A pegada de carbono desta escola é praticamente zero. 



Fonte: Ciclo Vivo 

Norte-americano desenvolve churrasqueira movida a energia solar


Uma churrasqueria que só precisa da luz solar para assar os alimentos é a invenção do norte-americano David Wilson. O modelo pode alcançar temperaturas de até 230°C.

Wilson é professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Foi lá que ele desenvolveu a tecnologia capaz dar autonomia de 25 horas de uso da churrasqueira. Além disso, a energia pode ser armazenada, garantindo a festa até à noite.


O produto foi idealizado enquanto o professor estava na Nigéria. É comum o uso de fogão à lenha na região e ele percebeu os riscos que a inalação do carvão podem oferecer à população local. Além disso, há diversos relatos de mulheres que são estupradas no caminho que percorrem para conseguir a lenha.  

Batizada de Wilson Solar Grills, a churrasqueira elimina a necessidade de utilizar carvão, consequentemente, significa menos poluição, menos desmatamento e mais saúde. De forma que sua ideia pode ser uma alternativa viável para comunidades mais isoladas, que recebem o calor do sol em abundância diariamente. 

Ainda não há previsão de ser comercializada. 


Fonte: Ciclo Vivo 

Butão produzirá apenas alimentos orgânicos

Pesticidas, agrotóxicos e todos os químicos para controle
 de praga serão proibidos. 
Foto :Rodrigo Favera/Flickr

O “país da felicidade” vai investir em uma alimentação mais saudável. Pesticidas, agrotóxicos e todos os químicos que são utilizados para controlar as pragas na agricultura não farão mais parte da vida dos butaneses.

Com uma das menores economias do mundo, a população vive essencialmente da agricultura e criação animal. Atualmente, os adubos orgânicos naturais já são a opção de muitos moradores devido ao custo alto dos produtos artificiais. Entretanto, mesmo os que possuem condições de arcar com os valores terão de ser adequar aos fertilizantes obtidos de seu gado.

A novidade, segundo a agência internacional Pressenza IPA, foi anunciada pelo ministro da agricultura, Pema Gyamtsho, que também é agricultor. Isso torna o Butão o primeiro país do mundo a produzir exclusivamente com agricultura ecológica.

Gyamtsho ressaltou os males que os químicos podem causar nas águas subterrâneas e a perda de valor nutricional dos alimentos na agricultura convencional. O governo pretende investir na variedade de alimentos imunes a pragas e, futuramente, exportar alimentos naturais para China, Índia, entre outros países vizinhos.


Fonte: Ciclo Vivo 

ARTIGO: Como pode faltar água na Baixada Santista com tanto investimento?

Por Ovanir Marchenta Filho
A SABESP – Cia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, concessionária de serviços de água e esgotos, opera em toda a Baixada Santista e investiu muito na última década, tanto em coleta e tratamento de esgoto como em abastecimento de água. Como é possível então faltar água em alguns pontos de algumas cidades?
Vejamos: O abastecimento de água depende basicamente da Produção, da Reservação, da Distribuição e das Perdas Físicas. 
O maior Sistema Produtor da Baixada Santista é o da Estação de Tratamento de Água de Cubatão, que capta água na saída do canal de descarga da Usina de geração de Energia Elétrica Henry Borden, cuja água tem origem na Represa Billings, além de captar também no Rio Pilões.
Essa ETA é responsável por mais da metade da vazão produzida na Baixada Santista. Nos últimos anos foram executadas obras para aumento de capacidade tanto na captação quanto no tratamento. Nas outras ETAs da Baixada, para se produzir água tratada tem-se que captar água bruta nos mananciais que estão na Serra do Mar. Uma das características principais desses rios é a declividade acentuada, em vales íngremes e em área de preservação permanente, o que inviabiliza a construção de barragens de acumulação de água bruta, tanto na análisen técnica quanto ambiental. A vazão de cursos de água com esse perfil depende de chuvas finas e constantes, que carregam toda a bacia de influência. Se não houver chuva por períodom prolongado pode ocorrer redução de vazão de captação.
Nos últimos anos foram executadas obras com implantação de novas ETAs principalmente em Guarujá, Itanhaém e São Vicente, com aumento substancial na produção.
No Sistema de Abastecimento da Baixada, existem vários reservatórios para acumulação de água tratada, que teoricamente estão dimensionados para atender as grandes demandas, sendo um deles o Reservatório Túnel, um dos maiores do Estado de São Paulo.
Nos últimos anos foram construídos vários reservatórios principalmente em Guarujá, Praia Grande e Itanhaém, com aumento da capacidade de reservação. Para aduzir toda a água produzida nos vários Sistemas Produtores da Baixada Santista considerando os detalhes de cada um e a localização dos vários reservatórios, existe uma malha de adutoras que interliga praticamente todos esses sistemas de abastecimento, sendo possível então, mandar água de um sistema para outro, na medida das necessidades. Apenas o Sistema de Bertioga fica Isolado.
Nos últimos anos foram assentados vários quilômetros de adutoras interligando melhor os sistemas, principalmente em Guarujá, Praia Grande, Mongaguá e Itanhaém, aumentado muito a versatilidade de abastecimento.
Outra variável importante no sistema de abastecimento é o gerenciamento das perdas físicas. Nos últimos anos se tem investido muito na detecção de vazamentos e na reformulação das redes de distribuição com implantação de setores que permitem o monitoramento das vazões e pressões, facilitando os diagnósticos de anomalias e acelerando as correções, principalmente em Guarujá e Praia Grande.
Todos esses sistemas de abastecimento citados foram projetados considerando que a população na Baixada Santista é praticamente fixa de segunda a sexta feira, com variações grandes nos fins de semana e variações muito grandes nos feriados prolongados.
Como pode faltar água com todo esse investimento se a SABESP se preparou para fazer um bom atendimento, com investimentos em obras e treinamento do seu pessoal?
Nesse final de ano de 2013 com os feriados de Natal e Ano Novo caindo na quarta feira, e considerando que várias empresas marcam férias coletivas nesse período, criou-se um super feriado prolongado.
Houve um grande apelo turístico na mídia, convidando a todos para as tendas de eventos, shows e queima de fogos em todos os municípios. A região da Baixada Santista está em franco desenvolvimento, com vários empreendimentos, muitos deles fora do eixo tradicional para grandes edifícios.
O acesso à região da Baixada Santista se da pelas melhores estradas do Estado. Esses atrativos, aliados à melhora do poder aquisitivo da população como um todo, contribuiram para que houvesse um grande afluxo de pessoas para curtir uma mini férias na Baixada Santista, sendo que em algumas cidades a população triplicou. Essa ocupação recorde mudou  até o perfil de ocupação em bairros historicamente estáveis.
Essas pessoas em férias querem ficar à vontade nas praias, sair da rotina e aproveitar o que as cidades oferecem, e consumem mais água. Todos esses aspectos analisados, previsíveis, foram considerados e planejados. Mas como pode faltar água?
Durante 11 dias consecutivos não choveu na Baixada Santista justamente nesse período de população recorde, o que não ocorre a décadas, mostrando que as mudanças de clima estão cada vez mais imprevisíveis. A temperatura e a sensação térmica nesse período ficaram em torno de 40°C. O consumo de água per capta nessas condições ficou altíssimo.
Para piorar a situação, houve falta de Energia Elétrica no principal Sistema Produtor por várias horas. A falta de Energia Elétrica por um período longo num sistema tão importante provocou o esvaziamento parcial dos reservatórios que seriam utilizados nas horas de maior consumo, prejudicando grande parte da operação planejada.
Foram feitas todas as operações de transferências de um sistema para outro, utilizadas dezenas de caminhões tanque, mas houve falta de água em alguns pontos em algumas cidades.
Porém, nessa condição extremamente desfavorável onde há o imponderável. Não se pode atribuir a falta de planejamento somente à SABESP, pois não é admissível se ter um sistema de abastecimento considerando todas as variáveis no ponto mais crítico, para atender esse grande número de pessoas, por apenas alguns dias. Durante 350 dias do ano o abastecimento foi normal em todas as cidades da Baixada.
Há que se considerar, entretanto, que além da SABESP continuar com os estudos e as obras, outros atores devem ser incluídos para o planejamento das atividades dos feriados prolongados e principalmente dos finais de ano. A Agência da Região Metropolitana da Baixada Santista, as Prefeituras, a Concessionária de Energia Elétrica e sua Agência Reguladora, o Ministério Público, além da Sabesp, devem manter uma discussão mais ampla para um diagnóstico metropolitano das atividades dos períodos de grande afluxo de pessoas, para que elas sejam tratadas com dignidade e transparência e que aproveitem bem as horas de descanso.
Há de se ter um plano de mídia para informar e orientar as pessoas quanto à ocupação adequada dos imóveis, quanto ao uso racional da água e quanto ao aumento de reservação nos imóveis, entre outras providências.
É imprescindível também se discutir as ocupações irregulares de áreas, onde teoricamente é proibido o abastecimento de água, como se fosse possível seres humanos lá viverem e sem água. São nessas áreas onde ocorrem as principais perdas físicas de água. Existem ocupações com famílias que já estão na terceira geração, e ainda são consideradas irregulares.
Há de se ter aprovação de instalações de água e esgotos provisórias nessas áreas, eliminando-se os “gatos”, com o compromisso de retirada das instalações assim que ocorram as remoções das pessoas.
Um atendimento com quantidade e qualidade adequadas é um direito das pessoas que visitam a Baixada Santista e um dever de todas as Entidades de Serviços Públicos envolvidas.

Ovanir Marchenta Filho é Engenheiro civil, Especializado em Saneamento Básico e Ambiental e Presidente da Subseção ABES Baixada Santista.

Artigos assinados são responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a posição da ABES.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Curso de pós-graduação em Engenharia de Saneamento Ambiental tem aula inaugural na Universidade Mackenzie

Representantes da ABES, APECS e AESABESP participaram, nesta terça-feira, dia 4, da aula inaugural do curso de pós-graduação em Engenharia de Saneamento Ambiental na Universidade Mackenzie. Resultado da parceria entre as entidades e a instituição de ensino, o curso é voltado aos profissionais graduados em Engenharia e Tecnologia que atuam ou virão a atuar no setor de saneamento ambiental e tem por objetivo atualizar e aprofundar conhecimentos dos profissionais no setor de saneamento de forma que possam identificar soluções técnicas adequadas para vencer os desafios técnicos do setor, trazendo rapidez nas decisões e melhoria da qualidade de vida de nossa sociedade.
Paulo Ferreira, Reynaldo Eduardo Young Ribeiro, Dante Ragazzi Pauli e Luiz Roberto Gravina Pladevall (da esquerda para a direita) na aula inaugural do curso de pós-graduação em Engenharia de Saneamento Ambiental na Universidade Mackenzie

Estiveram presentes na aula inaugural o vice-diretor da Escola de Engenharia do Mackenzie, Prof. Dr. Antônio Hortêncio Munhoz Jr., a Profª. Magda Aparecida Salgueiro Duro, Coordenadora da Engenharia Civil da universidade, o Prof. Paulo Ferreira, coordenador do curso, Dante Ragazzi Pauli, Presidente da ABES Nacional e professor do Mackenzie, Luiz Roberto Gravina Pladevall, Presidente da APECS, Reynaldo Eduardo Young Ribeiro, Presidente da AESabesp, e Waldomiro de Oliveira Barbosa Junior, Gerente do Mackenzie Soluções.
Mencionando um trecho bíblico do Gênesis, o reverendo Reverendo Gildasil Barbosa dos Reis abriu a cerimônia e ressaltou a importância da preservação da natureza e a relevância das profissões que se dedicam ao meio ambiente. “A questão ambiental é muito séria em nosso país e os ambientalistas sempre têm preocupação em conjugar medidas que possibilitem qualidade de vida melhor pra população, contribuindo pra saúde pública. Parabéns àqueles que investem tempo acadêmico e esforços nessa tarefa”, afirmou.

Para o vice-diretor da Escola de Engenharia, Prof. Dr. Antônio Hortêncio Munhoz Jr., o saneamento ambiental é primordial para uma idade como São Paulo e seu entorno. “O corpo docente do Mackenzie possui vasto conhecimento e poderá contribuir muito nessa área. Também investimos para criar um laboratório aqui na universidade que vai contribuir para o curso", disse. Uma nova sala também foi especialmente equipada para o curso, segundo informou 
Waldomiro de Oliveira Barbosa Jr., Gerente Mackenzie Soluções.


O presidente da APECS, Luiz Roberto Gravina Pladevall, enfatizou a união entre as entidades para a concretização da iniciativa e para a melhoria de todos os aspectos na área de saneamento, inclusive a capacitação. “Entidades, concessionárias, prestadores de serviços e consultorias estão alinhados não só em relação a este curso, mas em diversos cursos para melhor qualificação dos profissionais do setor.”

A parceria também foi exaltada por Reynaldo Eduardo Young Ribeiro. “A AESabesp está muito satisfeita em participar dessa parceria, pois esse curso representa um esforço de 3 entidades representativas do setor na formação de novos profissionais, além de capacitá-los com as melhores tecnologias e processos disponíveis, somados ao teor acadêmico das disciplinas fundamentais da Engenharia Sanitária.”

O coordenador do curso, Prof. Paulo Ferreira, apresentou as diretrizes e os diferenciais da pós-graduação em Engenharia de Saneamento Ambiental. “Não conheço um curso cujo currículo tenha sido tão fortemente buscado entre os que trabalham no setor. Foi de grande valia a contribuição da APECS, da AESABESP e da ABES, através do Professor Dante Ragazzi, que tem uma visão ampla do país e de como está a situação do saneamento.”

O grande diferencial, ressaltou o acadêmico, é a relação na qual a universidade amplia seu conceito de universidade. “Não estamos presos ao corpo docente, estamos trazendo pessoas que têm experiência na Sabesp e também em outras universidades e que poderão partilhá-la conosco e conhecer também a nossa experiência. Esperamos que, daqui a três semestres, quando vocês concluírem o curso, tenham oportunidade de crescer, juntamente com a universidade, nos desafios que o setor nos propõe a cada dia. Estamos colocando os 118 anos da Escola de Engenharia à disposição , numa estreita relação que engrandecerá a todos nós, vocês e a universidade.”

A Escola de Engenharia do Mackenzie completa 118 anos este ano.  Ao saudar os novos alunos, a Professora Magda Aparecida Salgueiro Duro ressaltou que a parceria trará bons resultados, não apenas para os alunos do curso, mas também para a universidade, as entidades parceiras e os acadêmicos.

Professor da Universidade Mackenzie há 28 anos, Dante Ragazzi Pauli, Presidente da ABES e superintendente da Sabesp, expressou sua satisfação em participar da iniciativa. “Há muitos motivos que me deixam contente em estar aqui. Além do empenho de todos os colegas para que essa pós-graduação fosse viabilizada, nesses anos em que integro a ABES, a nossa grande bandeira é capacitar o setor. Engenheiros, técnicos ou encanadores, todos devem ser bons no que fazem, entender o que estão fazendo. Criar massa crítica no setor é um fator importante e nós não abrimos mão dessa premissa. Nós, engenheiros, temos que criticar, mas também propor soluções, buscar saídas. Que tenhamos sucesso não só nessa turma, mas nas próximas.”



Influência humana no aquecimento global é evidente, alerta novo relatório do IPCC

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A cobertura de gelo nos polos e no hemisfério norte vai continuar diminuindo
 e os níveis do mar e a temperatura aumentando | 
Foto: UN Chronicle

As atividades industriais do ser humano têm sido a causa dominante das mudanças climáticas globais desde meados do século 20 e as concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa, que apresentam níveis nunca antes vistos em pelo menos 800 mil anos, vão persistir por muitos séculos. É o que afirma a versão final do relatório apoiado pela ONU sobre mudanças climáticas lançado na última quinta-feira de janeiro (30).

O documento, que explica as ameaças do aquecimento global, como o derretimento da cobertura de gelo da Groenlândia e da Antártida, a elevação dos níveis dos oceanos, aumento de ciclones e ondas de calor, é um resumo das conclusões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

“Limitar as alterações climáticas vai exigir reduções substanciais de emissões de gases de efeito estufa”, ressalta a publicação, acrescentando que mesmo que as emissões de dióxido de carbono (CO2) parem, as consequências das alterações climáticas vão persistir por muitos séculos.

“A influência humana foi detectada no aquecimento da atmosfera e do oceano, em mudanças no ciclo global da água, em reduções de neve e gelo, no aumento global do nível do mar e em mudanças em alguns eventos climáticos extremos”, diz o relatório.

Era industrial e emissões

O documento ressalta que é muito provável que mais da metade do aumento observado na temperatura média da superfície global de 1951 a 2010 tenha sido causado pelo aumento de gases de efeito estufa emitido por atividades humanas. Algumas das principais emissões de CO2, metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) foram feitas desde o início da era industrial, há 250 anos.

Ele observa que cada uma das últimas três décadas tem sido sucessivamente mais quente na superfície da Terra do que qualquer década anterior desde 1850 e mudanças climáticas extremas têm sido notadas desde cerca de 1950, com frequentes ondas de calor na Europa, Ásia e Austrália e aumento ou diminuição de chuvas em alguns lugares da América do Norte e da Europa.

Eventos climáticos extremos

Nas regiões frias, o relatório afirma que a média anual do gelo do mar Ártico diminuiu ao longo do período de 1979 a 2012 a aproximadamente 3,5% a 4,1% por década. A temperatura do subsolo congelado também aumentou desde o século 20.

Em partes do norte do Alasca, a temperatura subiu 3ºC e no norte da Rússia até 2ºC. Quanto ao nível do mar, o aumento registrado de 1901 a 2010 de 0,19 metros foi maior do que o aumento registrado nos últimos dois milênios.

Na maioria dos cenários estudados pelo IPCC, as mudanças de temperatura da superfície global para o final do século 21 devem ultrapassar os 1,5°C em relação a 1850-1900, porém, podendo chegar a 2ºC.

O relatório ainda prevê que, até o final do século, a cobertura de gelo nos polos e no hemisfério norte vai continuar diminuindo e os níveis do mar e a temperatura aumentando.


Fonte: Ecodesenvolvimnto.com 

London Garden Bridge: recanto verde atravessará rio Tâmisa

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No mês passado, Londres ganhou a maior ponte solar do mundo, uma das 34 opções de travessia do rio Tâmisa que teve 70 km de extensão restaurado durante cinco anos por meio de 393 projetos.  E os projetos para torná-la uma cidade cada vez mais humana e sustentávelincluem mais uma ponte: os londrinos, agora sonham com um recanto verde para pedestres chamado Garden Bridge.
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A ideia é da atriz e ativista britânica Joanna Lumley e o projeto assinado pelo designer britânico Thomas Heatherwick – conhecido pela criação da pira dos Jogos Olímpicos de 2012.
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Com 367 metros de extensão, a nova ponte servirá não só como um jardim público, como também unirá a estação de metrô Temple ao South Bank, um dos bairros mais famosos e queridos ao longo do Tâmisa onde está a London Eye, grande roda-gigante que é ícone da cidade.
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O horticultor responsável pelo projeto, Dan Pearson, quer criar um espaço que mude de acordo com as estações do ano. Além de proporcionar uma caminhada agradável, a ponte ligará duas partes de Londres pouco acessíveis para pedestres.
As obras estão previstas para o ano que vem. Isto é, se a organização conseguir arrecadar o dinheiro necessário para a construção do novo espaço público, orçado em 150 milhões de libras, o equivalente a R$ 594 milhões.
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Se depender dos britânicos, isso não será um problema! Segundo o jornal The Independent, metade da grana já foi arrecadada por meio de doações privadas. Além disso, £4 milhões foram doados pelo órgão responsável pelo transporte público de Londres e £30 milhões da verba de infraestrutura para a cidade também terão o mesmo destino.
Abaixo, mais imagens da nova ponte londrina. E, no site do projeto,  assista a vídeo narrado por Joanna Lumley, que apresenta o projeto da Garden Bridge em detalhes.

Fonte: Superinteressante