terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Fazer esporte em meio à poluição é melhor que ficar parado!


Quem vive em São Paulo respira fumaça de carros, ônibus e caminhões o dia todo. Sofre, aos poucos, os efeitos maléficos da poluição -ela está relacionada a problemas como hipertensão, infarto e derrame cerebral, além de alguns tipos de câncer e doenças pulmonares graves, segundo o cardiologista Nabil Ghorayeb, especialista em medicina do esporte.

Se para a população em geral os alertas à saúde já não são dos melhores, para aqueles que se exercitam ao ar livre e colocam os pulmões para funcionar com maior força as perspectivas são piores. Correto?

Não necessariamente. O raciocínio tem sua lógica e é bastante corrente entre especialistas e esportistas. Mas um grupo de pesquisadores ligados à USP, à Uninove e ao Instituto Oswaldo Cruz foi atrás de saber o que exatamente acontece com o pulmão da pessoa que pratica atividade física ao ar livre e em um ambiente poluído.

O estudo, feito em São Paulo por esse grupo e publicado na edição de julho da revista "Medicine in Science and Sports Exercise", do Colégio Americano de Medicina do Esporte, que fica em Indianápolis (EUA), detectou justamente o contrário: quem se exercita continuará tendo pulmões mais saudáveis que aqueles que ficam parados, mesmo respirando fundo um ar carregado como o de São Paulo.

"Acreditávamos que a atividade física potencializaria os efeitos nocivos, já que o atleta, enquanto corre, tem respiração mais profunda e frequente", diz o médico Rodolfo Vieira, coordenador da pesquisa. "Mas o estudo mostrou que o exercício tem um efeito protetor para os pulmões. Inibiu parcialmente a inflamação e as alterações induzidas pela poluição."

              
Os pesquisadores acompanharam 80 camundongos, ao longo de cinco semanas, divididos em quatro grupos: um grupo de controle, sedentário, um grupo que fez exercício em condições normais, um grupo sedentário exposto à poluição e outro que fez exercício também sob poluição.

A poluição era a paulistana mesmo --extrato da fumaça expelida pelos ônibus que circulam na cidade, captado diretamente dos escapamentos pela equipe e inserido nas narinas dos animais no laboratório.

Resultado: a turma que praticou exercício exposta à poluição apresentou níveis de inflamação pulmonar bem mais baixos que os verificados nos sedentários sob a mesma poluição, e bastante próximos daqueles que trabalharam em ar limpo.

Isso não quer dizer, no entanto, que liberou geral e você pode sair por aí correndo ou pedalando nas marginais e corredores fumacentos da cidade. "Correr aumenta o sistema de defesa do corpo contra a inflamação das vias aéreas. Mas isso não é ilimitado. Quanto mais poluído o ar, mais difícil fica se defender", adverte Mauro Vaisberg, especialista em medicina do esporte e imunologia.

Para não abusar dos pulmões nem precisar abrir mão da insubstituível atividade ao ar livre, há uma série de cuidados que podem e devem ser tomados. Vão desde ações simples, como balanceamento das refeições, até outras mais mirabolantes e diretas, como o uso de máscaras.

"Há uma máscara para ciclistas, com filtro. É meio estranha, o sujeito fica parecendo o Darth Vader, mas é o mais seguro", diz Vaisberg. "Mesmo a máscara cirúrgica, de hospital, já diminui um pouco a quantidade de material particulado inalado."

              

O presidente da Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo, Nélson Evêncio, recomenda que os praticantes devem procurar correr nas primeiras horas do dia. "É quando a quantidade de poluentes no ar está mais reduzida." Também deve se evitar avenidas de muito trânsito e fugir de caminhões e ônibus, diz.

Outra forma é proteger a saúde de modo geral, segundo o treinador Miguel Sarkis: "Alimentar-se bem, descansar bastante e cuidar da hidratação deixam a pessoa mais resistente contra doenças".

OZÔNIO: O VILÃO DO VERÃO

Poeira, monóxido de carbono, dióxido de enxofre e outros elementos exalados pelos escapamentos de veículos são os principais vilões de uma metrópole como São Paulo.

No verão, porém, quando mais chuva e uma maior circulação de ar ajudam a amenizar a concentração de fumaça, outro agente rouba a atenção: o ozônio. É ele que passa a ser o principal responsável pelos dias em que a qualidade do ar paulistano fica inadequada.

"O ozônio não é emitido por nenhuma fonte. Se forma na atmosfera, principalmente a partir dos gases que saem dos veículos. E, para se formar, precisa ter luz solar, dias quentes. Por isso, seus períodos de maior concentração são a primavera e o verão", explica Maria Helena Martins, gerente da divisão de qualidade do ar da Cetesb, a agência ambiental paulista.

Por essas características, o pico do ozônio é das 11h às 17h, enquanto os outros poluentes tendem a coincidir com o trânsito. Além disso, é justamente nas áreas mais arborizadas -e com menos gases, portanto- que o ozônio se concentra. Isso acontece pois, ao mesmo tempo em que se forma a partir dos gases dos veículos, ele também reage e se destrói com eles, o que reduz sua presença no entorno.


Fontes: "Anti-inflammatory Effects of Aerobic Exercise in Mice Exposed to Air Pollution" (efeitos anti-inflamatórios do exercício aeróbico em camundongos expostos a poluição do ar), em "Medicine & Science in Sports & Exercise", de julho de 2012; Cetesb; FMUSP

"Isso não quer dizer que as pessoas não possam fazer exercício nos parques", aponta Martins. "Os níveis de todos os outros poluentes são menores nesses locais." E é melhor do que correr em vias de grande movimento, respirando a fumaça do óleo diesel.

"Fazer esporte regularmente é um anti-inflamatório natural", diz Paulo Saldiva, chefe do laboratório de poluição atmosférica da Faculdade de Medicina da USP. "A poluição, nos níveis de São Paulo, tira cerca de três meses de vida, enquanto o esporte dá mais de dois anos. Os benefícios que traz superam de longe os prejuízos."

EXISTE ESPORTE EM SP
Alguns cuidados ajudam a se proteger da poluição

* Evite sempre as vias de maior tráfego
* No verão e em dias de calor, evite o horário da tarde, quando a concentração de ozônio está maior
* Na dúvida entre a avenida, onde há muita poeira, e o parque, onde há muito ozônio, fique com o parque
* O melhor horário é no início do dia, até as 10h, quando a poeira ainda foi pouco agitada pelos movimentos dos veículos e do ar
* Cuidar da saúde em geral, com descanso, muita hidratação e boa alimentação
* Se quiser, utilize máscaras; elas são a forma mais eficaz de proteção


Fonte: Uol

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Grupo de estudantes produz documentário sobre ciclistas urbanos em São Paulo


A bicicleta transformou-se em um meio de transporte viável e eficaz para boa parte dos brasileiros. Muitos que fizeram essa opção passaram por uma mudança em seu estilo de vida. É isso que mostra o documentário “Pé no Pedal”, produzido por um grupo de estudantes de jornalismo de São Paulo.

O projeto foi desenvolvido como trabalho de conclusão de curso (TCC), necessário para a aprovação dos alunos na faculdade e obtenção do diploma. Inicialmente formado por duas alunas, a ideia era falar sobre esportes. Com a entrada de mais dois integrantes no grupo, o tema foi novamente debatido e a bicicleta era uma das opções.

“A gente ficou muito tempo discutindo, queríamos pesquisar sobre um tema que nos desse prazer”, afirmou a jornalista Thaís Teisen do site CicloVivo, integrante do grupo. Eles ainda estavam indecisos quando uma bióloga de apenas 33 anos morreu vítima de um atropelamento de ônibus, enquanto pedalava na Paulista. “Aí tivemos a confirmação de que seria uma oportunidade para falar sobre isso”, completa.

Quando decidiram pesquisar sobre os ciclistas urbanos de São Paulo a ideia era mostrar como a vida das pessoas podem ser transformadas ao se optar por utilizar a bicicleta como meio de transporte diário, sendo que para a maioria ela é usada apenas nos momentos de lazer. “Não é só a bicicleta, os caras têm uma filosofia de vida”, salienta Thaís.

A realização de todo o trabalho, que além do vídeo conta também com um relatório escrito, teve duração de um ano. Durante esse período, foram realizadas diversas entrevistas. A Bike-Repórter e cicloativista Renata Falzoni, uma jornalista do Recife que desistiu de voltar para sua cidade, após começar a andar de bike em São Paulo e uma funcionária pública que aprendeu a andar de bicicleta com 50 anos são algumas das histórias que compõem o documentário. Sobre qual seria a história mais tocante, a jornalista afirma que é impossível dizer, pois “cada história tem sua particularidade”.

É importante destacar que o material dos estudantes é bem fundamentado em dados coletados ao longo da pesquisa. Com pesquisas do metrô, por exemplo, foi possível saber a quantidade de pessoas que combinam o uso da bike com o metrô. Além de utilizarem dados da Rede Nossa São Paulo, da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e estudos do IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística).

Dos órgãos procurados, apenas a CET não demonstrou empenho em ajudar. “Não tivemos retorno, eles até mandaram alguns e-mails com dados e nós utilizamos, mas eles não nos deixaram entrevistar ninguém e para nosso trabalho isso era importante”, lamenta Thaís.

Em contrapartida, para realizar as entrevistas o grupo se deparou com uma turma realmente disposta em colaborar. “Todos foram receptivos, os ciclistas ajudaram muito. O José Police Neto, por exemplo, foi muito solícito. Conseguimos marcar entrevista para duas semanas depois de entrarmos em contato”. Ele é Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, mesmo assim se prontificou a ajudar os estudantes.

O trabalho do grupo foi repercutido em diversos sites de notícia da comunidade de ciclistas. Pois, além de ser um assunto que interessa a ele, o documentário chama atenção pela riqueza de informações e qualidade com que foram gravadas e editadas. Prova disso, é a quantidade de pessoas que já assistiram ao documentário, que está disponível em uma página na internet.

“Foram mais de 3000 views em duas semanas e meia, um número alto para um trabalho estudantil. Ficamos muito felizes”. Além dos números, o esforço também é recompensado pelo “feedback” que o grupo tem recebido. “Muitas pessoas e sentiram motivadas a andar, já os ciclistas têm dito que é um trabalho é bastante importante e informativo. É bom também porque faz alguns protestos”, conclui.


Fonte: Ciclo Vivo 

Cabeleireiros suecos encomendam puffes feitos com cabelo e garrafas PET


Um salão de beleza na Suécia encomendou uma coleção de puffes elaborados a partir de fios de cabelo e garrafas PET recicladas. Os assentos fizeram sucesso entre os clientes e foram exibidos no maior museu de história cultural do país nórdico.

Os frequentadores do salão de cabeleireiros Studio Västra Sandgatan, localizado na cidade de Helsingborg, na Suécia, podem aguardar seus atendimentos sentados nos cabelos que seriam varridos e descartados no lixo. Esta é a proposta de uma coleção de puffes ecológicos encomendada ao designer Ola Giertz. A ideia deu tão certo que virou exposição.

 Os resíduos mais comuns e talvez os mais indesejados nos salões de beleza do mundo são os fios de cabelo. Na maioria das vezes, eles são varridos e descartados, mas, para Giertz, os resíduos servem de matéria-prima para novos objetos.

Ele aproveitou o lixo para criar uma peça reciclável e totalmente dinâmica. A estrutura do puff é transparente, elaborada a partir de garrafas PET, e o preenchimento fica por conta de milhões de fios de cabelo – cada um com a sua cor, sua forma e sua textura.

O cabelo continua no chão, mas, agora, é utilizado como assento dos clientes. O projeto Bare Hair Day chamou a atenção dos suecos e originou a exposição Hair, que começou a ser exibida no maior museu da Suécia em outubro deste ano.

Fonte: Ciclo Vivo 

“Bonsai” equipado com placas solares produz energia limpa



O designer francês Vivien Muller se inspirou nos pequenos bonsais para criar o Electree+, uma árvore equipada com placas solares, capaz de fornecer energia limpa e ainda funcionar como elemento de decoração.

O intuito deste conceito é oferecer a possibilidade da geração de energia renovável em pequenos ambientes e ambientes externos, onde não é comum este tipo de produção. De acordo com as especificações fornecidas pelo próprio design a árvore solar é capaz de recarregar diferentes tipos de gadgets.


O bonsai é equipado com 27 pequenas placas fotovoltaicas de alta qualidade, feitas em silício. Toda a energia captada permanece armazenada em uma bateria de 14 mil mAh, que quando completa é capaz de recarregar um iPhone 5 nove vezes, um Galaxy S3 por três vezes ou um iPad2 por duas vezes.


Para conseguir a carga completa da bateria interna do Electree+ é necessário deixá-lo exposto ao sol por 36 horas. Isso significa que após quatro horas de exposição ele já é capaz de fornecer a recarga para um smartphone.


Muller justifica a escolha do formato de árvore: “A natureza tem selecionado ao longo de milhões de anos as estruturas mais eficientes de captação de energia solar. A forma de árvore é, portanto, a mais eficiente”.

O equipamento está disponível para compra através do site do designer.

Fonte: Ciclo Vivo 

Aprenda a decorar uma guirlanda de natal com rolhas de vinho




Rolhas de vinhos são itens bastante descartados. No entanto, elas podem ser muito úteis. Uma das possibilidades para o reaproveitamento deste material é transformá-las em guirlanda natalina. O artesanato é simples e pode ser feito por qualquer pessoa.

Para colocar esta ideia em prática, os materiais necessários são os seguintes:

- Uma guirlanda de palha;

- Muitas rolhas de vinho;

- Cola quente;

- Fitas coloridas para enfeitar.

O primeiro passo é colar as fileiras de rolhas de maneira uniforme ao redor de toda a guirlanda. Para isso use a cola quente. Se o artesanato for feito com uma criança, tenha cuidado com o manejo da pistloa de cola, pois ela pode queimar.



Depois que ela estiver totalmente coberta, comece a colar as rolhas de maneira aleatória, até que ela fique bem cheia. Quanto mais rolhas forem usadas, mais legal ficará o trabalho.



Vale lembrar que a colagem das rolhas deve ser feita somente na parte da frente da guirlanda, já que ela será fixada em uma porta ou parede. Portanto, o ideal é deixar a parte de trás plana para facilitar a fixação.



Para finalizar você pode usar um laço feito com fitas estampadas com temas natalinos ou em cores que lembram a data festiva, como vermelho, dourado e verde.

Fonte: Ciclo Vivo 

Cocô dos elefantes é usado para fazer papel reciclado na Indonésia


Derrubar árvores para fazer papel não está com nada! O parque Taman Safari, localizado na cidade de Bogor, na Indonésia, está usando o cocô dos elefantes que vivem por lá como matéria-prima para a produção de papel reciclado.

Tem quem ache a ideia maluca ou nojenta, mas o fato é que funciona – e, de quebra, ainda resolve o problema do lixo. O parque tem 40 elefantes que, juntos, produzem cerca de quatro toneladas (!) de fezes todos os dias.

Como possuem uma dieta baseada em grama e outros tipos de vegetação, o cocô desses animais está lotado de fibras vegetais – a matéria-prima do papel. Então, por que não aproveitá-lo, ao invés de jogar fora?

O processo de produção é simples: as fezes são lavadas em tanques para a retirada do odor – afinal, papel cheiroso, nesse caso, não rola, né? Em seguida, as fibras vegetais, que não são desintegradas pelo sistema digestivo dos elefantes, são retiradas do cocô e aquecidas, para eliminação das bactérias. A fase final de fabricação consiste em secar, bater e prensar a “massa de estrume”, que então é transformada em folhas de papel.

Fonte: Superinteressante 

Curso "Reaterro e Reposição de Pavimentos"