segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Cabeleireiros suecos encomendam puffes feitos com cabelo e garrafas PET


Um salão de beleza na Suécia encomendou uma coleção de puffes elaborados a partir de fios de cabelo e garrafas PET recicladas. Os assentos fizeram sucesso entre os clientes e foram exibidos no maior museu de história cultural do país nórdico.

Os frequentadores do salão de cabeleireiros Studio Västra Sandgatan, localizado na cidade de Helsingborg, na Suécia, podem aguardar seus atendimentos sentados nos cabelos que seriam varridos e descartados no lixo. Esta é a proposta de uma coleção de puffes ecológicos encomendada ao designer Ola Giertz. A ideia deu tão certo que virou exposição.

 Os resíduos mais comuns e talvez os mais indesejados nos salões de beleza do mundo são os fios de cabelo. Na maioria das vezes, eles são varridos e descartados, mas, para Giertz, os resíduos servem de matéria-prima para novos objetos.

Ele aproveitou o lixo para criar uma peça reciclável e totalmente dinâmica. A estrutura do puff é transparente, elaborada a partir de garrafas PET, e o preenchimento fica por conta de milhões de fios de cabelo – cada um com a sua cor, sua forma e sua textura.

O cabelo continua no chão, mas, agora, é utilizado como assento dos clientes. O projeto Bare Hair Day chamou a atenção dos suecos e originou a exposição Hair, que começou a ser exibida no maior museu da Suécia em outubro deste ano.

Fonte: Ciclo Vivo 

“Bonsai” equipado com placas solares produz energia limpa



O designer francês Vivien Muller se inspirou nos pequenos bonsais para criar o Electree+, uma árvore equipada com placas solares, capaz de fornecer energia limpa e ainda funcionar como elemento de decoração.

O intuito deste conceito é oferecer a possibilidade da geração de energia renovável em pequenos ambientes e ambientes externos, onde não é comum este tipo de produção. De acordo com as especificações fornecidas pelo próprio design a árvore solar é capaz de recarregar diferentes tipos de gadgets.


O bonsai é equipado com 27 pequenas placas fotovoltaicas de alta qualidade, feitas em silício. Toda a energia captada permanece armazenada em uma bateria de 14 mil mAh, que quando completa é capaz de recarregar um iPhone 5 nove vezes, um Galaxy S3 por três vezes ou um iPad2 por duas vezes.


Para conseguir a carga completa da bateria interna do Electree+ é necessário deixá-lo exposto ao sol por 36 horas. Isso significa que após quatro horas de exposição ele já é capaz de fornecer a recarga para um smartphone.


Muller justifica a escolha do formato de árvore: “A natureza tem selecionado ao longo de milhões de anos as estruturas mais eficientes de captação de energia solar. A forma de árvore é, portanto, a mais eficiente”.

O equipamento está disponível para compra através do site do designer.

Fonte: Ciclo Vivo 

Aprenda a decorar uma guirlanda de natal com rolhas de vinho




Rolhas de vinhos são itens bastante descartados. No entanto, elas podem ser muito úteis. Uma das possibilidades para o reaproveitamento deste material é transformá-las em guirlanda natalina. O artesanato é simples e pode ser feito por qualquer pessoa.

Para colocar esta ideia em prática, os materiais necessários são os seguintes:

- Uma guirlanda de palha;

- Muitas rolhas de vinho;

- Cola quente;

- Fitas coloridas para enfeitar.

O primeiro passo é colar as fileiras de rolhas de maneira uniforme ao redor de toda a guirlanda. Para isso use a cola quente. Se o artesanato for feito com uma criança, tenha cuidado com o manejo da pistloa de cola, pois ela pode queimar.



Depois que ela estiver totalmente coberta, comece a colar as rolhas de maneira aleatória, até que ela fique bem cheia. Quanto mais rolhas forem usadas, mais legal ficará o trabalho.



Vale lembrar que a colagem das rolhas deve ser feita somente na parte da frente da guirlanda, já que ela será fixada em uma porta ou parede. Portanto, o ideal é deixar a parte de trás plana para facilitar a fixação.



Para finalizar você pode usar um laço feito com fitas estampadas com temas natalinos ou em cores que lembram a data festiva, como vermelho, dourado e verde.

Fonte: Ciclo Vivo 

Cocô dos elefantes é usado para fazer papel reciclado na Indonésia


Derrubar árvores para fazer papel não está com nada! O parque Taman Safari, localizado na cidade de Bogor, na Indonésia, está usando o cocô dos elefantes que vivem por lá como matéria-prima para a produção de papel reciclado.

Tem quem ache a ideia maluca ou nojenta, mas o fato é que funciona – e, de quebra, ainda resolve o problema do lixo. O parque tem 40 elefantes que, juntos, produzem cerca de quatro toneladas (!) de fezes todos os dias.

Como possuem uma dieta baseada em grama e outros tipos de vegetação, o cocô desses animais está lotado de fibras vegetais – a matéria-prima do papel. Então, por que não aproveitá-lo, ao invés de jogar fora?

O processo de produção é simples: as fezes são lavadas em tanques para a retirada do odor – afinal, papel cheiroso, nesse caso, não rola, né? Em seguida, as fibras vegetais, que não são desintegradas pelo sistema digestivo dos elefantes, são retiradas do cocô e aquecidas, para eliminação das bactérias. A fase final de fabricação consiste em secar, bater e prensar a “massa de estrume”, que então é transformada em folhas de papel.

Fonte: Superinteressante 

Curso "Reaterro e Reposição de Pavimentos"


Veja como foi a ExpoCatadores 2012 e saiba mais sobre resíduos sólidos



Na última semana, São Paulo recebeu a ExpoCatadores 2012, que reuniu catadores, pesquisadores, políticos e profissionais do Direito em uma programação de palestras e debates sobre assuntos como proteção social, direitos humanos, Política Nacional dos Resíduos Sólidos, papel do Ministério Público, privatização, fechamento de lixões, incineração e educação ambiental.

A terceira edição do evento, organizado pelo Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e pela Associação Nacional dos Carroceiros e Catadores de Materiais Recicláveis (ANCAT), recebeu mais de sete mil pessoas durante três dias. Estiveram presentes delegações de 12 países, entre eles Bolívia, Equador, Índia, África do Sul, Colômbia e Venezuela.

Ronei Alves da Silva, uma das lideranças do MNCR no DF, explicou que a ExpoCatadores é fundamental para difundir informações e centralizar os catadores. “Funciona como um processo de formação, para que a gente se aproprie das informações e do conhecimento e volte com ferramentas para vencer as lutas. Só o conhecimento liberta”.

Rivaldo Fernandes Pimenta, de Caraúbas, no RN, avaliou que cada participante vai levar bons subsídio para suas bases. “É importante a troca de experiências entre as regiões porque a linguagem de catador é única”.


Educação Ambiental

Nina Orlow, arquiteta e urbanista que integra a Rede Nossa São Paulo e Rede das Agendas 21 de SP, participou do debate sobre educação ambiental e geração de resíduos e defendeu que a primeira coisa é repensar valores de consumo e promover a não geração de resíduos. “Será que estamos ouvindo falar sobre isso? Não basta fazer a coleta, a compostagem. O primeiro item é a não geração”.

O cenário ideal é aquele em que todos assumem parte da responsabilidade pela geração de resíduos. O processo completo, no entanto, não faz parte do cotidiano da maior parte das pessoas. “Há uma lacuna entre a nossa sociedade e as informações. Às vezes, há também desinteresse”, ressaltou.

Luciana Lopes, coordenadora do Programa de Resíduos Sólidos do IPESA (Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais), falou sobre a importância de pensarmos o lixo de forma transversal. “A gente tem sistemas que não se conversam. A questão do lixo passa pela saúde, pelo meio ambiente e pela educação”.


Fechamento dos lixões

Um dos destaques da programação foi o debate sobre fechamento dos lixões, previsto na Política Nacional dos Resíduos Sólidos para 2014.
Hoje, cerca de 50% dos municípios brasileiros tem lixões. “Este é o nosso desafio, eliminar quase 2.600 lixões, onde temos crianças, idosos… mas o desafio maior é incluir os catadores em planos de reciclagem”, explicou Silvano Silvério da Costa, secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente.

Tião Santos, ex-catador de Gramacho, no RJ, e destaque do filme Lixo Extraordinário, de Vik Muniz, também defendeu a necessidade de planos de transição para os trabalhadores no processo entre sair do lixão e ir para a coleta seletiva. “Reciclagem no Brasil só se dá pela pobreza, é preciso quebrar esse paradigma. Reciclagem é coisa de gente inteligente”.
Várias são as ações que devem ser pensadas e priorizadas neste processo, como melhorar redes de cooperativas, criar conselhos de catadores para tratar sobre os resíduos sólidos urbanos e criar incentivos fiscais para as cooperativas se desenvolverem. “Um plano só acontece se houver pré-planejamento”, afirmou Tião.

Também é importante entender que a questão não é isolada. O desgaste social e ambiental que tornam o debate inadiável está dentro de um contexto global. “Em uma sociedade que só enxerga quem tem dinheiro, os que estão discutindo isso mais a fundo são aqueles que produziram e fizeram isso acontecer”, disse Alex Cardoso, uma das lideranças do MNCR do RS.

Não à toa, a iniciativa privada tem enxergado limpeza urbana cada vez mais como um negócio. A privatização, no entanto, tira do catador o papel de protagonista no processo. “A maior parte das cidades está optando por coleta seletiva privatizada. Na França, eu ouvi de um governante: não façam isso. Privatizar é entregar o controle de toda a sociedade. Inclusive o poder público vira marionete”, contou Cardoso.


Ministério Público

O assunto também foi discutido por representantes do MP do Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Margaret Matos de Carvalho, do Ministério Público do Trabalho do Paraná, discorreu sobre a estreita relação entre as Parcerias Público-Privadas (PPP) e a incineração. “Incineração é incompatível com a PNRS, é um corpo estranho. Aonde houver PPP é porque no final vai ter incineração. É sinal de perigo”. Essas parcerias, segundo ela, só devem existir se os catadores estiverem na gestão dos resíduos.


Saint Claire Honorato Santos, do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente do MP do Paraná, também foi claro: “A conta da incineração nunca é apresentada. E somos todos nós que pagamos”, disse. A fórmula é simples e conhecida pelo Movimento: “Deus recicla, o diabo incinera”.

Em outra palestra, sobre as PPPs, Ronei usou o exemplo de Brasília. Na capital federal, a coleta seletiva foi implantada em 1994. “O governo tirou catadores do lixão e colocou em áreas de limpeza urbana”, contou o representante do Movimento que hoje, aos 38 anos, é estudante de Direito.

O custo da limpeza, na época, era de 80 milhões de reais por ano. “Joaquim Roriz terceirizou a limpeza pública em Brasília. De lá pra cá o custo aumentou em 500%”, analisou.
Além disso, o serviço piorou. “Você chega na rodoviária de Brasília e dá nojo. A cidade tem hoje um dos maiores lixões do Brasil, com 2.500 catadores. Tudo por causa da relação que as empresas mantêm com o poder público”.


O MNCR encabeça uma luta importante contra a PPP proposta pelo governo do DF para gestão dos resíduos sólidos. “Começamos a ver muitas discrepâncias na PPP que estão querendo criar em Brasília. Eles não tinham como justificar”.
Na apresentação, Ronei mostrou o cartaz com a frase emblemática: “PPP: O governo entra com o dinheiro, a empresa entra com o bolso”. E completou: “Mas na verdade não é dinheiro, não. É o NOSSO dinheiro”.


Lançamento de livro*

Foi lançado no evento o livro Política Nacional, Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos, voltado a gestores públicos, iniciativa empresarial e cooperativas de catadores.
A obra, organizada pelos editores Arnaldo Jardim, Consuelo Yoshida e José Valverde Machado Filho, está dividida em quatro partes: 1. Aspectos jurídicos da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, 2. PNRS e gestão integrada, 3. PNRS e integração com outras políticas públicas e 4. PNRS e as iniciativas setoriais e institucionais.



No prefácio, a Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira ressalta a necessidade de estudos sobre o assunto e a importância de se fortalecer cada vez mais as discussões sobre resíduos sólidos no Brasil: “A Política Nacional dos Resíduos Sólidos inaugura um novo patamar na gestão pública e na qualidade do nosso desenvolvimento. (…) Sem correr risco e exagerar, não se pode falar de sustentabilidade urbana sem uma política consistente de gestão de resíduos”.


Fonte: Super Interessante

* O livro Política Nacional, Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos esta disponível em nossa livraria virtual! http://abes-sp.org.br/livraria-virtual


A ABES-SP também esteva presente na Expo-Catadores no dia 29 de Novembro. Confira em nosso boletim: http://abes-sp.blogspot.com.br/2012/12/boletim-abes-sp-novembro.html

Boletim ABES- SP Novembro