segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Veja como foi a ExpoCatadores 2012 e saiba mais sobre resíduos sólidos



Na última semana, São Paulo recebeu a ExpoCatadores 2012, que reuniu catadores, pesquisadores, políticos e profissionais do Direito em uma programação de palestras e debates sobre assuntos como proteção social, direitos humanos, Política Nacional dos Resíduos Sólidos, papel do Ministério Público, privatização, fechamento de lixões, incineração e educação ambiental.

A terceira edição do evento, organizado pelo Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e pela Associação Nacional dos Carroceiros e Catadores de Materiais Recicláveis (ANCAT), recebeu mais de sete mil pessoas durante três dias. Estiveram presentes delegações de 12 países, entre eles Bolívia, Equador, Índia, África do Sul, Colômbia e Venezuela.

Ronei Alves da Silva, uma das lideranças do MNCR no DF, explicou que a ExpoCatadores é fundamental para difundir informações e centralizar os catadores. “Funciona como um processo de formação, para que a gente se aproprie das informações e do conhecimento e volte com ferramentas para vencer as lutas. Só o conhecimento liberta”.

Rivaldo Fernandes Pimenta, de Caraúbas, no RN, avaliou que cada participante vai levar bons subsídio para suas bases. “É importante a troca de experiências entre as regiões porque a linguagem de catador é única”.


Educação Ambiental

Nina Orlow, arquiteta e urbanista que integra a Rede Nossa São Paulo e Rede das Agendas 21 de SP, participou do debate sobre educação ambiental e geração de resíduos e defendeu que a primeira coisa é repensar valores de consumo e promover a não geração de resíduos. “Será que estamos ouvindo falar sobre isso? Não basta fazer a coleta, a compostagem. O primeiro item é a não geração”.

O cenário ideal é aquele em que todos assumem parte da responsabilidade pela geração de resíduos. O processo completo, no entanto, não faz parte do cotidiano da maior parte das pessoas. “Há uma lacuna entre a nossa sociedade e as informações. Às vezes, há também desinteresse”, ressaltou.

Luciana Lopes, coordenadora do Programa de Resíduos Sólidos do IPESA (Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais), falou sobre a importância de pensarmos o lixo de forma transversal. “A gente tem sistemas que não se conversam. A questão do lixo passa pela saúde, pelo meio ambiente e pela educação”.


Fechamento dos lixões

Um dos destaques da programação foi o debate sobre fechamento dos lixões, previsto na Política Nacional dos Resíduos Sólidos para 2014.
Hoje, cerca de 50% dos municípios brasileiros tem lixões. “Este é o nosso desafio, eliminar quase 2.600 lixões, onde temos crianças, idosos… mas o desafio maior é incluir os catadores em planos de reciclagem”, explicou Silvano Silvério da Costa, secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente.

Tião Santos, ex-catador de Gramacho, no RJ, e destaque do filme Lixo Extraordinário, de Vik Muniz, também defendeu a necessidade de planos de transição para os trabalhadores no processo entre sair do lixão e ir para a coleta seletiva. “Reciclagem no Brasil só se dá pela pobreza, é preciso quebrar esse paradigma. Reciclagem é coisa de gente inteligente”.
Várias são as ações que devem ser pensadas e priorizadas neste processo, como melhorar redes de cooperativas, criar conselhos de catadores para tratar sobre os resíduos sólidos urbanos e criar incentivos fiscais para as cooperativas se desenvolverem. “Um plano só acontece se houver pré-planejamento”, afirmou Tião.

Também é importante entender que a questão não é isolada. O desgaste social e ambiental que tornam o debate inadiável está dentro de um contexto global. “Em uma sociedade que só enxerga quem tem dinheiro, os que estão discutindo isso mais a fundo são aqueles que produziram e fizeram isso acontecer”, disse Alex Cardoso, uma das lideranças do MNCR do RS.

Não à toa, a iniciativa privada tem enxergado limpeza urbana cada vez mais como um negócio. A privatização, no entanto, tira do catador o papel de protagonista no processo. “A maior parte das cidades está optando por coleta seletiva privatizada. Na França, eu ouvi de um governante: não façam isso. Privatizar é entregar o controle de toda a sociedade. Inclusive o poder público vira marionete”, contou Cardoso.


Ministério Público

O assunto também foi discutido por representantes do MP do Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Margaret Matos de Carvalho, do Ministério Público do Trabalho do Paraná, discorreu sobre a estreita relação entre as Parcerias Público-Privadas (PPP) e a incineração. “Incineração é incompatível com a PNRS, é um corpo estranho. Aonde houver PPP é porque no final vai ter incineração. É sinal de perigo”. Essas parcerias, segundo ela, só devem existir se os catadores estiverem na gestão dos resíduos.


Saint Claire Honorato Santos, do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente do MP do Paraná, também foi claro: “A conta da incineração nunca é apresentada. E somos todos nós que pagamos”, disse. A fórmula é simples e conhecida pelo Movimento: “Deus recicla, o diabo incinera”.

Em outra palestra, sobre as PPPs, Ronei usou o exemplo de Brasília. Na capital federal, a coleta seletiva foi implantada em 1994. “O governo tirou catadores do lixão e colocou em áreas de limpeza urbana”, contou o representante do Movimento que hoje, aos 38 anos, é estudante de Direito.

O custo da limpeza, na época, era de 80 milhões de reais por ano. “Joaquim Roriz terceirizou a limpeza pública em Brasília. De lá pra cá o custo aumentou em 500%”, analisou.
Além disso, o serviço piorou. “Você chega na rodoviária de Brasília e dá nojo. A cidade tem hoje um dos maiores lixões do Brasil, com 2.500 catadores. Tudo por causa da relação que as empresas mantêm com o poder público”.


O MNCR encabeça uma luta importante contra a PPP proposta pelo governo do DF para gestão dos resíduos sólidos. “Começamos a ver muitas discrepâncias na PPP que estão querendo criar em Brasília. Eles não tinham como justificar”.
Na apresentação, Ronei mostrou o cartaz com a frase emblemática: “PPP: O governo entra com o dinheiro, a empresa entra com o bolso”. E completou: “Mas na verdade não é dinheiro, não. É o NOSSO dinheiro”.


Lançamento de livro*

Foi lançado no evento o livro Política Nacional, Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos, voltado a gestores públicos, iniciativa empresarial e cooperativas de catadores.
A obra, organizada pelos editores Arnaldo Jardim, Consuelo Yoshida e José Valverde Machado Filho, está dividida em quatro partes: 1. Aspectos jurídicos da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, 2. PNRS e gestão integrada, 3. PNRS e integração com outras políticas públicas e 4. PNRS e as iniciativas setoriais e institucionais.



No prefácio, a Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira ressalta a necessidade de estudos sobre o assunto e a importância de se fortalecer cada vez mais as discussões sobre resíduos sólidos no Brasil: “A Política Nacional dos Resíduos Sólidos inaugura um novo patamar na gestão pública e na qualidade do nosso desenvolvimento. (…) Sem correr risco e exagerar, não se pode falar de sustentabilidade urbana sem uma política consistente de gestão de resíduos”.


Fonte: Super Interessante

* O livro Política Nacional, Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos esta disponível em nossa livraria virtual! http://abes-sp.org.br/livraria-virtual


A ABES-SP também esteva presente na Expo-Catadores no dia 29 de Novembro. Confira em nosso boletim: http://abes-sp.blogspot.com.br/2012/12/boletim-abes-sp-novembro.html

Boletim ABES- SP Novembro


Suécia importa lixo para manter geração de energia limpa



Embora o país nórdico tenha um histórico de sucesso no tratamento e reciclagem de resíduos, o lixo produzido na Suécia já não é mais suficiente para gerar eletricidade. A saída foi importar resíduos de outros países para obter energia limpa.

Localizada na Escandinávia, esta foi uma das primeiras nações a aderirem a um pacote de práticas sustentáveis. Ainda nos anos 1940, os governantes criaram um programa de geração de energia a partir da incineração do lixo, que reduz em mais de duas toneladas os resíduos produzidos por ano, além de fornecer eletricidade a 250 mil residências.

Entretanto, o lixo produzido pelos suecos já não é mais capaz de suprir a demanda de geração de eletricidade do país. A solução encontrada pelo governo local foi comprar o resíduos do vizinho. Todos os anos o país importa cerca de 800 mil toneladas da Noruega, destinadas à incineração.

As autoridades suecas também não descartam a ideia de comprar o lixo produzido por países que têm dificuldade no tratamento. A Itália, por exemplo, é um dos países da Europa que não contam com um programa eficiente de descarte. Bulgária e Romênia também sofrem com o acúmulo de lixo, uma vez que estes países não possuem usinas de incineração e reaproveitamento.

O programa de reciclagem adotado na Suécia é outro case que merece destaque. De acordo com a Returnpack, uma indústria sueca de reaproveitamento de resíduos, cada habitante recicla, em média, 146 latas e garrafas – assim, quase 90% destes materiais são reciclados pela própria população.

A aceitação que os cidadãos da Suécia tiveram com o programa de reciclagem turbinou a economia sustentável no país. As autoridades locais passaram a investir na produção sustentável de roupas, no marketing ambiental e no desenvolvimento de tecnologias verdes. O objetivo da Suécia é continuar a desenvolver estratégias sustentáveis que podem ser aplicadas não só no país nórdico, mas também ao redor do mundo. 


Com informações do Fast Co Exist.

Fonte: CicloVivo

Com o aquecimento global, todo mundo vai andar pelado?

Clique na imagem para aumentar.


Fonte: Planeta Sustentável

Quebra esse galho!


Repare como um galho pode dar um ar aconchegante ao look de um ambiente. Transmite sensações de paz, conforto, domesticidade, capricho e confere aquele ar rústico ao décor que muitos de nós buscamos. E é tão simples! Mas para sermos ecologicamente corretos só valem galhos caídos ou secos. Eles também nos remetem ao clima de Natal. Enfeites natalinos feito de galhos podem ficar show!

Confira a seguir 13 ideias de decoração com galhos:










 



Fonte: Um Brinco 

Courrieros – Entregas Ecológicas


Courrieros é uma empresa de entrega de documentos e pequenos pacotes que utiliza apenas bicicletas na cidade de São Paulo.

Com o uso das bicicletas é possível  economizar combustíveis não renováveis e evitar a emissão de poluentes. A cada quilometro rodado de bike, é poupado de 50-100ml de combustível e é evitado a emissão de mais 90g de CO2.

Além de ajudar o meio ambiente, o pacote já vai lacrado, à prova d’água, e é levado em mochilas próprias. As entregas podem ser rastreadas em tempo real através de um aplicativo de celular. Uma curiosidade interessante é que a bicicleta é muitas vezes mais rápida que as motos perdendo apenas para helicópteros em São Paulo.

Atualmente os Courrieros estão com uma promoção muito legal. Se você vir algum entregador andando por São Paulo, tire uma foto e poste no Facebook deles, você pode concorrer a um “Kit Courriero”.





Fonte: Garimpo Verde

Apartamentos compactos feitos com material reciclável geram energia



Quando você pensa na casa perfeita, o que vem à mente? Se for um lugar gigantesco, você não está sozinho. Mas o que a arquitetura sustentável vem tentando mostrar nas últimas décadas é que é perfeitamente possível morar em um espaço menor, desenhado e construído para se ajustar ao dia a dia.

Levando o conceito ao pé da letra, os designers americanos Brian Schulman, Eugene Lubomir, Jack Phillips e Lawrence Zeroth criaram o upLIFT, um sistema de moradias compactas, do tamanho de garagens, para Nova York. Idealizados para pessoas que moram sozinhas – sejam elas idosos, deficientes físicos, sem-tetos ou pessoas que queiram viver de forma mais independente –, os apartamentos poderiam ser construídos em pequenas áreas, ocupadas atualmente por estacionamentos.

Pré-fabricadas e feitas a partir de materiais recicláveis, cada moradia ocupa o espaço de um estacionamento elevado e poderia ser transportada em um caminhão, o que reduziria gastos com materiais e transporte. Além disso, placas fotovoltaicas forneceriam energia limpa aos moradores. Para completar, o acabamento da estrutura da fachada seria feito em jardins verticais.


Mas será que para ser ecologicamente correto um apartamento tem que ser tão pequeno assim? A autora da série de livros The Not So Big House, Sarah Susanka, acha que não. Ela sugere que as casas podem ser menores do que aquelas que idealizamos, mas não necessariamente pequenas. Segunda a autora, as pessoas desejam um lugar que seja familiar e confortável – e se ele for assim, será suficiente. Um lar, como o da personagem Dorothy, de O Mágico de Oz, do qual ela sente saudade: “Não há lugar como a nossa casa”.

E aí? Consegue se imaginar morando em um apartamento do tamanho de uma garagem? Um lugar pequeno é suficiente para viver? 


Fonte: Super Interessante