terça-feira, 27 de novembro de 2012

População afirma que está disposta a separar o lixo em casa



A menos de dois anos do prazo final para a implementação da coleta seletiva de resíduos sólidos em todo o País, apenas 35% da população são atendidos pelo serviço. Destes, só na metade dos casos a coleta é feita pelas prefeituras. Entre a parcela que não é atendida, a maioria – 85% - está disposta a separar o lixo em casa se o serviço for oferecido.

Os dados estão em pesquisa inédita feita pelo Ibope para o Programa Água Brasil. O estudo será divulgado em coletiva de imprensa na próxima quarta-feira (28), às 9h30, no Expo Center Norte, onde se realiza a Expocatadores 2012, organizada pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

O Programa Água Brasil, concebido pelo Banco do Brasil é desenvolvido em parceria com a Fundação Banco do Brasil, a organização ambientalista WWF-Brasil e Agência Nacional de Águas (ANA), atua para ajudar prefeituras a incorporarem a agenda da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Para fomentar práticas sustentáveis no campo e na cidade, essas instituições firmaram parceria e atuam em todos os biomas e regiões geográficas brasileiras, desenvolvendo modelos a serem replicados pelo país. No meio urbano, a iniciativa visa disseminar e melhorar a coleta seletiva e a reciclagem de resíduos sólidos, diminuindo os impactos sobre a natureza e gerando trabalho e renda para catadores de materiais e pequenos e médios empreendedores.

A iniciativa também estimula a mudança de valores e comportamentos, incentivando o consumo responsável. No meio rural, os parceiros desenvolvem ações em 14 microbacias hidrográficas, disseminando o uso de boas práticas agrícolas e de proteção das nascentes de água, visando a produção rural mais saudável para agricultores e consumidores. A iniciativa realiza, ainda, ações visando aprofundar critérios ambientais nas operações bancárias. São desenvolvidos estudos para mitigação de riscos e incentivo ao financiamento de negócios sustentáveis. 


Fonte: Ciclo Vivo

Água da chuva é potável?



No meio do caminho entre a formação das gotículas nas nuvens e o chão, há diversas substâncias na atmosfera. E elas podem ser tóxicas, especialmente se você estiver em uma cidade grande ou industrial. A chuva carrega poluentes da queima de combustíveis, como o benzeno, que é cancerígeno. Aliás, é por isso que a chuva deixa o ar mais limpo, pois ela varre a sujeira do céu. E não se engane. Longe dos centros urbanos, a água tampouco é potável. O ar é mais limpo, mas as nuvens podem vir de cidades distantes. Um exemplo histórico foi o caso de chuva ácida nos aparentemente incólumes lagos noruegueses, em 1881. Ela trazia partículas de carvão da Inglaterra, a mais de 1 000 km. No Brasil, uma pesquisa realizada pela USP mostrou que os poluentes gerados em São Paulo podem se espalhar por até 350 km em caso de ventos fortes. Além disso, água da chuva de nuvens formadas no campo podem ter excesso de cálcio e potássio. Já nuvens do litoral têm sódio. Essas substâncias podem causar hipertensão e problemas de coração, entre outros. Ou seja, água de chuva não é recomendada para consumo. Até mesmo a de cisternas precisa ser tratada antes.

Fontes Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp); Izabel Ernesto, supervisora do laboratório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp); Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP; Marcelo Morgado, assessor de meio ambiente da presidência da Sabesp. 



Fonte: Super Interessante

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Projeto de revitalização de rua em Hong Kong é sustentável


Foi realizado um concurso em Hong Kong, na China, para escolher o melhor projeto para a revitalização de uma rua da cidade. O projeto escolhido foi dos arquitetos Chris Y. H. Chan e Stephanie M. L. Tan, e a proposta é organizar uma rua que incentive o contato entre as pessoas.

Para isso, o formato das ruas tenta fazer com que haja uma maior circulação de pessoas em diferentes áreas, sem concentrar todos em apenas um caminho. Além disso, a intenção é que parte dos espaços construídos seja usado para fins comunitários de educação, cultura e saúde. Boa parte das construções contará também com telhados verdes.

Fonte: Atitude Sustentável  

Mascote da Copa de 2014 se chamará Fuleco


O tatu-bola, mascote oficial da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, já tem nome: Fuleco. O resultado da votação popular, feita no site da Fifa (Federação Internacional de Futebol), foi divulgado neste domingo (25).

Ao todo, foram computados cerca de um milhão e 700 mil votos. O nome vencedor, Fuleco, é uma junção das palavras futebol e ecologia, e foi o preferido de 48% dos eleitores. As duas outras opções eram Zuzeco - nome que mistura azul e ecologia - e Amijubi - fusão de amizade e júbilo -, que receberam respectivamente 31% e 21% dos votos.

O tatu-bola é uma espécie típica do cerrado e da caatinga brasileira e está ameaçada de extinção. A Fifa escolheu o animal como mascote do mundial de 2014 na tentativa de associar a preservação da espécie com o evento e, assim, alertar os torcedores para a importância da defesa do meio ambiente.

Fonte: Planeta Sustentável


Grife Diesel cria linha “made in Africa”, em parceria com Bono Vox

O dono da grife Diesel, Renzo Rosso, desenvolverá uma linha “made in Africa” de roupas utilizando algodão cultivado ecologicamente no continente. O projeto será realizado em parceria com a marca Edun, do cantor Bono Vox e sua esposa Ali Hewson.

O casal possui fazendas onde cultiva algodão ecológico, uma vez que a marca do vocalista do U2 é ligada a projetos de moda sustentável e ética, e pretende aumentar sua produção para que a grife italiana também possa utilizar a matéria-prima. 

Tanto Bono como Rosso tentaram evitar os questionamentos sobre o mercado da filantropia relacionado a uma indústria lucrativa. Entre as palavras, disseram que “não é caridade, é apenas trabalho. Não é ajuda, é parceria”. O discurso também foi seguido por Simone Cipriani, diretor do Ethical Fashion Initiative (EFI), instituição que desenvolve um trabalho junto aos artesãos da África e Haiti e com as maiores marcas de luxo do mundo.

Para a confecção da linha seria usado mão de obra artesanal africana e material reciclado, porém não em todas as peças. A recompensa será o investimento em educação e escolas. Além de, logicamente, oferecer boas condições de trabalho.

O projeto ainda poderia ser melhor se houvesse uma contribuição cultural das artesãs africanas na produção. A iniciativa, no entanto, aproveitará apenas o trabalho braçal, sem que haja uma ação coletiva e criativa a fim de desenvolver produtos com valores culturais significativos da região.

A Diesel está entre as marcas, avaliadas pelo Greenpeace, em que foram descobertas a utilização de químicos proibidos na União Europeia que poluem a água e podem afetar a saúde humana.

Fonte: Ciclo Vivo 

Resíduos encontrados no monte Everest viram obras de arte


Cerca de 140 pessoas se reuniram para recolher resíduos no monte Everest, durante a primavera. O resultado? Oito toneladas de materiais, como: cilindros de gás, garrafas de oxigênio, cordas, barracas, latas de cerveja e até destroços de um helicóptero foram coletados.

A ação, realizada em prol a Everest Summiteers Association (ESA) - organização de preservação ambiental -, resultou na criação de 75 obras de arte que irá compor a exposição "Everest 8848 Art Project", inaugurada em um hotel de Katmandu, local onde a instituição tem sede.

Segundo a organização do evento, a exposição é um desafio aceito por artistas nepaleses para advertir sobre o mau estado da montanha. "Pensamos que ajudará a promover os artistas e contribuirá para a limpeza do Everest", ressaltou o organizador da exposição, Kripa Rana Shahi, à France Press.

As peças poderão ser compradas. O valor vai varia de 1.500 rúpias (20 euros) a 200 mil rúpias (2.800 euros). Os artistas esperam arrecadar uma quantia suficiente para expor na região do Everest e mostrar aos alpinistas o dano ambiental provocado pelas expedições.

Fonte: Ecodesenvolvimento 

Jovens nepaleses geram energia solar a partir de fios de cabelo


Um grupo de estudantes nepaleses fez uma pesquisa revolucionária e descobriu que os fios de cabelo podem ser utilizados na geração de energia fotovoltaica. Os jovens acreditam que esta pode ser a fonte renovável mais barata do mundo.

Nascidos em um das regiões mais pobres da Ásia, cinco adolescentes fizeram uma experiência e descobriram que a melanina, responsável pela pigmentação dos fios de cabelo humano, é uma substância fotossensível que pode ser utilizada como condutor de eletricidade.

Assim, os fios de cabelo podem ser a fonte de energia renovável mais acessível descoberta até agora. O projeto, ainda em fase de testes, começou como uma experiência, mas os jovens pesquisadores acreditam que este método de geração energética tenha ampla viabilidade comercial.

Comandados por Milan Karki, os estudos iniciaram-se em um vilarejo da zona rural do país asiático, na própria casa do estudante. “Primeiro, eu queria gerar eletricidade para a minha casa; depois, para o vilarejo. Agora, já penso que posso fornecer energia ao mundo inteiro”, afirma Karki, empolgado. Ele explica que os fios de cabelo substituem o silício utilizado nos painéis solares de alto custo. Se o material orgânico for utilizado, a energia solar poderá ser gerada por pessoas de baixa renda.

Desde adolescente, Karki desenvolve estudos em geração de energia renovável a preços acessíveis. A inspiração para desenvolver o projeto partiu da leitura de um livro escrito por Stephen Hawking, depois de fracassar em um projeto com fontes alternativas hidrelétricas.  Os painéis produzidos pela equipe de jovens pesquisadores medem 15 polegadas e são capazes de gerar até 18W de eletricidade. O custo de produção de cada exemplar fica em torno de 38 dólares.

Fontes: Ciclo Vivo