segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Maior reserva marinha da África é criada em Moçambique


No começo deste mês, o Conselho de Ministros de Moçambique aprovou a criação de uma Área de Proteção Ambiental nas Ilhas Primeiras e Segundas, ao norte do país.

Os arquipélagos das Primeiras e Segundas são compostos por dez ilhas e estendem-se por uma superfície de mais de um milhão de hectares, com uma faixa terrestre de 205 km. Com isso, a região também ganha o título de maior reserva marinha da África.

A WWF, que fez o anúncio oficial, trabalha no local há oito anos, com foco na conservação da biodiversidade, redução da pesca excessiva e controle das atividades ilegais de turismo. A criação da área vai ao encontro dos apelos das populações locais para a proteção dos recursos naturais.

Segundo o site da WWF de Moçambique, a área é rica em recursos pesqueiros e mineiros e com potencialidades ao desenvolvimento do turismo costeiro. “A relevância social da pesca de pequena escala reflete-se ao longo do arquipélago, considerando a ocorrência de comunidades pesqueiras ao longo da costa continental e o uso das ilhas como centros sazonais de pesca”.

As praias das ilhas são locais de desova da tartaruga verde (Chelonia mydas) e de aves marinhas (Gaivinha-de-dorso-preto). A região também abriga recifes de coral de extensa biodiversidade e valor ecológico e manguezais costeiros com elevada biodiversidade marinha.
  
Fonte: Superinteressante 

31ª Audiência de Sustentabilidade: Painel de engajamento & Lançamento da Política de Sustentabilidade


Taj Mahal será abastecido por energia solar



Admirado em todo o mundo por sua beleza e pela história que envolve sua construção, o Taj Mahal é considerado uma das novas sete maravilhas do mundo moderno. O mausoléu, tão procurado por turistas na Índia, foi erguido, entre 1630 e 1652, pelo imperador Shah Jahan em homenagem à sua esposa favorita, que morreu após dar à luz o 14º filho do casal.

Situado na cidade indiana de Agra, agora o monumento será abastecido por energia solar. Isso porque, em breve, o município ganhará uma usina movida à luz do sol. A obra, estimada em US$ 30 mil, já foi aprovada pelo Ministério de Energias Renováveis da Índia e será financiada pelo Fundo do Patrimônio Taj. A capacidade de geração de energia ainda não foi divulgada.

O Departamento de Turismo iniciou o planejamento devido à frequente interrupção de fornecimento de energia ao Taj Mahal. No final de julho deste ano, a Índia enfrentou um apagão que deixou milhões de pessoas sem energia elétrica por dois dias.
Sétima potência mundial em energia limpa, o país investiu U$ 10,2 bilhões em renováveis, o que representou um crescimento de 54% com relação a 2010. No entanto, a capacidade da Índia em gerar energia solar é uma das mais baixas, de apenas 0,4 GW. Para contornar o problema e investir em sua Missão Solar Nacional, o governo estabeleceu uma meta nacional de 20 GW até 2022.

Você acha que reformar monumentos históricos, de importância nacional e internacional, pode contribuir com a mudança de mentalidade das pessoas para um estilo de vida mais sustentável?


Fonte: Super Interessante

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Boletim DIADESOL 2012


Greenpeace elabora ranking de sustentabilidade para empresas de tecnologia



Se antes os empresários não levavam em conta as preocupações sociais e ambientais, hoje é preciso render-se à sustentabilidade para continuar prosperando: veja as cinco empresas de tecnologia mais verdes do ano, eleitas pelo Greenpeace.

O Guide to Greener Eletronics é um relatório anual feito pela ONG que classifica as 16 empresas de tecnologia que adotaram as melhores práticas de gestão sustentável. O CicloVivo mostra quais foram as melhores colocadas.

1. Wipro

A empresa indiana de eletrônicos aparece pela primeira vez no Guia do Greenpeace, ocupando o primeiro lugar do ranking. A Wipro, que estabeleceu a meta de reduzir 85% das suas emissões de poluentes, atualmente, é líder em utilização de energia renovável e em redução de gases de efeito estufa. A empresa indiana também ganhou pontos por seu programa de coleta de lixo eletrônico, pela reciclagem dos materiais e pela limpeza dos resíduos contaminantes utilizados na fabricação dos produtos. Diante de todas essas preocupações ambientais, a companhia ficou com a nota mais alta – 7,1 – sendo que, a pontuação máxima do ranking é dez.

2. HP

A Hewllett-Packard, que ocupava o 1º lugar na edição anterior do relatório, tirou 5,7 na avaliação do Greenpeace e caiu uma posição neste ano. A empresa oferece produtos com boa eficiência energética, além de fazer uma gestão criteriosa de sua cadeia de fornecedores. A empresa norte-americana também é considerada líder em operações sustentáveis devido a seu programa de monitoramento de emissões de carbono.  Mais informações

3. Nokia

A tradicional marca finlandesa obteve nota 5,4 na avaliação. A empresa investe em projetos de carregamento fotovoltaico para celulares, mas, segundo o Greenpeace, ainda precisa desenvolver novas estratégias de redução de consumo de energia, seja em eficiência energética ou no aumento do uso de fontes renováveis. Embora tenha ficado com a medalha de bronze no relatório, a Nokia deverá definir novas metas de redução de gases de efeito estufa em 30% nos próximos três anos.

4. Acer

Em comparação à edição anterior, a empresa do Taiwan subiu nove posições no ranking do Greenpeace, passando a ocupar o quarto lugar. Suas ações sustentáveis são cada vez mais amplas – como os esforços para reduzir a emissão dos gases de efeito estufa e diminuir o uso de contaminantes e substâncias tóxicas na fabricação dos computadores. Além disso, a Acer ganhou destaque por evitar a extração de minerais em áreas de conflito e por monitorar a cadeia produtiva. O conjunto de iniciativas sustentáveis que foi adotado rendeu à Acer a nota 5,1 no relatório.

5. Dell

A empresa, que levou a medalha de prata na edição anterior da publicação, agora figura no quinto lugar do ranking das 16 empresas de tecnologia mais verdes do mundo.  O principal motivo apontado pela ONG é a elaboração dos produtos da Dell: a fabricante não cumpriu com o compromisso de eliminar o uso de PVC e de BFR nos processos de produção, mesmo após assinar o acordo.  Por isso, a nota atribuída à Dell no relatório foi de 4,6.


Clique aqui para acessar o Guide to Greener Eletronics na íntegra.

Fonte: CicloVivo

Aprenda a fazer personagens natalinos com revistas velhas



Presépios sempre fazem parte da decoração de natal. A dica que o Portal CicloVivo separou é inspirada no projeto de artesãos vietnamitas que utilizam revistas velhas como matéria-prima.

Para transformar as revistas antigas em um presépio, serão necessários: revista, bolinhas de madeira, tesoura, cola branca, pincel médio, pincel fino e tinta colorida.

Recorte, com uma tesoura, diversas tiras de revista no sentido longitudinal. O ideal seria recortar tiras com cerca de dois centímetros para que possam ser dobradas, no mesmo sentido, conferindo maior rigidez à estrutura.

Os “personagens” terão formato de cone. Eles serão construídos do topo à base, que representa da cabeça aos pés, portanto as tiras ficarão na ordem crescente.

Para fazer o corpo enrole as tiras de revista sob elas mesmas. Para começar, separe uma tira - já dobrada, passe cola branca em toda sua extensão, com auxílio do pincel médio, e enrole sob ela mesma de modo que o centro fique bem pequeno. Este será o topo do cone. Não precisa exagerar na quantidade de cola. Aplique normalmente, em quantidade suficiente para que uma tira cole na outra.

Quando este topo atingir o tamanho ideal, recorte o que estiver sobrando desta tira. Preste bem atenção no tamanho desta primeira parte, pois ela norteará as restantes. Feito isso, pegue outra tira de revista dobrada, passe cola e enrole-a sob a primeira peça que é o topo do cone. Faça o mesmo procedimento até que seu “personagem” chegue ao tamanho ideal.

Quando o cone estiver pronto, espere secar bem. Se preferir, passe uma demão de cola em toda a estrutura para que fique conservada por mais tempo, rígida e que não descole nenhuma parte. Espere secar.

Para fazer os bracinhos, faça anéis com as tiras de revista. Passe-o por cima do cone e cole pelas costas. Depois de colado, recorte o anel na parte da frente para separar os braços. Espere secar.

Para fazer as cabeças, pinte as bolinhas de madeira com auxílio de um pincel fino, os olhos, nariz, boca e detalhes como cabelo e bigode. Espere secar. Depois de secas, cole-as sob os cones, a seguir coloque os chapéus nas cabeças. Eles terão formato de anel ou cone.

Para fazer a asa do anjo, enrole tiras de revista até que cheguem ao tamanho ideal. Passe cola em toda a asa. Para esperar secar, coloque um pregador no meio deste “rolo”. Isso dará o aspecto das “duas” asas. Depois de seca, basta colar nas costas do seu anjinho e seu presépio estará pronto.

Este artesanato denominado “Mai” foi iniciado por dois assistentes sociais que estavam preocupados com a melhoria da vida das crianças de rua, de mães solteiras e minorias étnicas em aldeias de montanha na cidade de Ho Chi Minh, Vietnã. Com base na crença de que o desenvolvimento social está intimamente ligado à autossuficiência econômica, o Artesanato Mai estende a mão para artesãos em áreas carentes fornecendo marketing, treinamento e retornando alguns dos lucros da venda de artesanato para financiar projetos de trabalho social.

Os 300 artesão (80% são mulheres) associados ao programa Artesanato Mai estão ganhando entre 50 e 70 dólares americanos por mês em um país onde a renda média mensal varia de US$ 20 a US$ 30. Muitos são capazes de trabalhar em suas casas ou em pequenas oficinas em vez de procurar trabalho em indústrias do Vietnã.

O uso criativo de recursos renováveis, como papel, bambu reciclado e outras fibras naturais, tornam os produtos mais vendidos. 


Com informações do SERRV.

Fonte: CicloVivo

Brasília testa ônibus elétrico que deve ser usado na Copa de 2014



Um ônibus elétrico está desfilando pelas ruas de Brasília. O veículo fabricado na China será testado na capital do país nos próximos meses, sem custos para os moradores.

O ônibus atinge a velocidade máxima de 80 km/h, sendo que o mesmo tipo de veículo movido a combustíveis fósseis podem atingir até 90 Km/h, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro.

O veiculo elétrico funciona a partir da combinação de baterias que são recarregadas em até três horas e proporcionam autonomia média de 150 quilômetros, isso se o ar-condicionado estiver ligado. Elas têm vida útil de cinco anos, no mínimo.

Além da população, especialistas da Universidade de Brasília testarão o modelo. A ideia é encontrar alternativas para o transporte até a Copa do Mundo de 2014. Em especial, o objetivo é estudar viabilidade da utilização de um ônibus ecológico no transporte público do Distrito Federal (DF).

Caso o elétrico seja aprovado, é possível que avancem as negociações para a abertura de uma fábrica no Brasil. A Sociedade de Transporte Coletivo (TCB) assinou um acordo, mês passado, com as Rui Hua e Alfa Bus, fabricantes do ônibus elétrico representadas no Brasil pela S4 Clean Energy. A intenção é produzir os elétricos até 2014.

“Estamos próximos de renovar toda a frota de Brasília. Mas, o grande objetivo é desenvolver o negócio no país. Inicialmente, seria uma fábrica modular, com peças que viriam do exterior”, afirma o presidente da TCB, Carlos Koch.

O projeto de implementação de ônibus elétricos e híbridos integra um acordo feito entre o Governo do Distrito Federal e a Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a Copa do Mundo de 2014. A intenção é que os novos veículos sejam usados no transporte dos torcedores do aeroporto ao Setor Hoteleiro e ao Estádio Nacional Mané Garrincha.

O ônibus em fase de teste possui ar condicionado e capacidade para transportar 60 pessoas, sendo 28 sentadas, 31 em pé e um espaço para cadeirante. O período de avaliação pode ser estendido por mais um trimestre. Com informações da UOL e Ideias verdes.


Fonte: CicloVivo