segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Mascote da Copa de 2014 se chamará Fuleco


O tatu-bola, mascote oficial da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, já tem nome: Fuleco. O resultado da votação popular, feita no site da Fifa (Federação Internacional de Futebol), foi divulgado neste domingo (25).

Ao todo, foram computados cerca de um milhão e 700 mil votos. O nome vencedor, Fuleco, é uma junção das palavras futebol e ecologia, e foi o preferido de 48% dos eleitores. As duas outras opções eram Zuzeco - nome que mistura azul e ecologia - e Amijubi - fusão de amizade e júbilo -, que receberam respectivamente 31% e 21% dos votos.

O tatu-bola é uma espécie típica do cerrado e da caatinga brasileira e está ameaçada de extinção. A Fifa escolheu o animal como mascote do mundial de 2014 na tentativa de associar a preservação da espécie com o evento e, assim, alertar os torcedores para a importância da defesa do meio ambiente.

Fonte: Planeta Sustentável


Grife Diesel cria linha “made in Africa”, em parceria com Bono Vox

O dono da grife Diesel, Renzo Rosso, desenvolverá uma linha “made in Africa” de roupas utilizando algodão cultivado ecologicamente no continente. O projeto será realizado em parceria com a marca Edun, do cantor Bono Vox e sua esposa Ali Hewson.

O casal possui fazendas onde cultiva algodão ecológico, uma vez que a marca do vocalista do U2 é ligada a projetos de moda sustentável e ética, e pretende aumentar sua produção para que a grife italiana também possa utilizar a matéria-prima. 

Tanto Bono como Rosso tentaram evitar os questionamentos sobre o mercado da filantropia relacionado a uma indústria lucrativa. Entre as palavras, disseram que “não é caridade, é apenas trabalho. Não é ajuda, é parceria”. O discurso também foi seguido por Simone Cipriani, diretor do Ethical Fashion Initiative (EFI), instituição que desenvolve um trabalho junto aos artesãos da África e Haiti e com as maiores marcas de luxo do mundo.

Para a confecção da linha seria usado mão de obra artesanal africana e material reciclado, porém não em todas as peças. A recompensa será o investimento em educação e escolas. Além de, logicamente, oferecer boas condições de trabalho.

O projeto ainda poderia ser melhor se houvesse uma contribuição cultural das artesãs africanas na produção. A iniciativa, no entanto, aproveitará apenas o trabalho braçal, sem que haja uma ação coletiva e criativa a fim de desenvolver produtos com valores culturais significativos da região.

A Diesel está entre as marcas, avaliadas pelo Greenpeace, em que foram descobertas a utilização de químicos proibidos na União Europeia que poluem a água e podem afetar a saúde humana.

Fonte: Ciclo Vivo 

Resíduos encontrados no monte Everest viram obras de arte


Cerca de 140 pessoas se reuniram para recolher resíduos no monte Everest, durante a primavera. O resultado? Oito toneladas de materiais, como: cilindros de gás, garrafas de oxigênio, cordas, barracas, latas de cerveja e até destroços de um helicóptero foram coletados.

A ação, realizada em prol a Everest Summiteers Association (ESA) - organização de preservação ambiental -, resultou na criação de 75 obras de arte que irá compor a exposição "Everest 8848 Art Project", inaugurada em um hotel de Katmandu, local onde a instituição tem sede.

Segundo a organização do evento, a exposição é um desafio aceito por artistas nepaleses para advertir sobre o mau estado da montanha. "Pensamos que ajudará a promover os artistas e contribuirá para a limpeza do Everest", ressaltou o organizador da exposição, Kripa Rana Shahi, à France Press.

As peças poderão ser compradas. O valor vai varia de 1.500 rúpias (20 euros) a 200 mil rúpias (2.800 euros). Os artistas esperam arrecadar uma quantia suficiente para expor na região do Everest e mostrar aos alpinistas o dano ambiental provocado pelas expedições.

Fonte: Ecodesenvolvimento 

Jovens nepaleses geram energia solar a partir de fios de cabelo


Um grupo de estudantes nepaleses fez uma pesquisa revolucionária e descobriu que os fios de cabelo podem ser utilizados na geração de energia fotovoltaica. Os jovens acreditam que esta pode ser a fonte renovável mais barata do mundo.

Nascidos em um das regiões mais pobres da Ásia, cinco adolescentes fizeram uma experiência e descobriram que a melanina, responsável pela pigmentação dos fios de cabelo humano, é uma substância fotossensível que pode ser utilizada como condutor de eletricidade.

Assim, os fios de cabelo podem ser a fonte de energia renovável mais acessível descoberta até agora. O projeto, ainda em fase de testes, começou como uma experiência, mas os jovens pesquisadores acreditam que este método de geração energética tenha ampla viabilidade comercial.

Comandados por Milan Karki, os estudos iniciaram-se em um vilarejo da zona rural do país asiático, na própria casa do estudante. “Primeiro, eu queria gerar eletricidade para a minha casa; depois, para o vilarejo. Agora, já penso que posso fornecer energia ao mundo inteiro”, afirma Karki, empolgado. Ele explica que os fios de cabelo substituem o silício utilizado nos painéis solares de alto custo. Se o material orgânico for utilizado, a energia solar poderá ser gerada por pessoas de baixa renda.

Desde adolescente, Karki desenvolve estudos em geração de energia renovável a preços acessíveis. A inspiração para desenvolver o projeto partiu da leitura de um livro escrito por Stephen Hawking, depois de fracassar em um projeto com fontes alternativas hidrelétricas.  Os painéis produzidos pela equipe de jovens pesquisadores medem 15 polegadas e são capazes de gerar até 18W de eletricidade. O custo de produção de cada exemplar fica em torno de 38 dólares.

Fontes: Ciclo Vivo 

Maior reserva marinha da África é criada em Moçambique


No começo deste mês, o Conselho de Ministros de Moçambique aprovou a criação de uma Área de Proteção Ambiental nas Ilhas Primeiras e Segundas, ao norte do país.

Os arquipélagos das Primeiras e Segundas são compostos por dez ilhas e estendem-se por uma superfície de mais de um milhão de hectares, com uma faixa terrestre de 205 km. Com isso, a região também ganha o título de maior reserva marinha da África.

A WWF, que fez o anúncio oficial, trabalha no local há oito anos, com foco na conservação da biodiversidade, redução da pesca excessiva e controle das atividades ilegais de turismo. A criação da área vai ao encontro dos apelos das populações locais para a proteção dos recursos naturais.

Segundo o site da WWF de Moçambique, a área é rica em recursos pesqueiros e mineiros e com potencialidades ao desenvolvimento do turismo costeiro. “A relevância social da pesca de pequena escala reflete-se ao longo do arquipélago, considerando a ocorrência de comunidades pesqueiras ao longo da costa continental e o uso das ilhas como centros sazonais de pesca”.

As praias das ilhas são locais de desova da tartaruga verde (Chelonia mydas) e de aves marinhas (Gaivinha-de-dorso-preto). A região também abriga recifes de coral de extensa biodiversidade e valor ecológico e manguezais costeiros com elevada biodiversidade marinha.
  
Fonte: Superinteressante 

31ª Audiência de Sustentabilidade: Painel de engajamento & Lançamento da Política de Sustentabilidade


Taj Mahal será abastecido por energia solar



Admirado em todo o mundo por sua beleza e pela história que envolve sua construção, o Taj Mahal é considerado uma das novas sete maravilhas do mundo moderno. O mausoléu, tão procurado por turistas na Índia, foi erguido, entre 1630 e 1652, pelo imperador Shah Jahan em homenagem à sua esposa favorita, que morreu após dar à luz o 14º filho do casal.

Situado na cidade indiana de Agra, agora o monumento será abastecido por energia solar. Isso porque, em breve, o município ganhará uma usina movida à luz do sol. A obra, estimada em US$ 30 mil, já foi aprovada pelo Ministério de Energias Renováveis da Índia e será financiada pelo Fundo do Patrimônio Taj. A capacidade de geração de energia ainda não foi divulgada.

O Departamento de Turismo iniciou o planejamento devido à frequente interrupção de fornecimento de energia ao Taj Mahal. No final de julho deste ano, a Índia enfrentou um apagão que deixou milhões de pessoas sem energia elétrica por dois dias.
Sétima potência mundial em energia limpa, o país investiu U$ 10,2 bilhões em renováveis, o que representou um crescimento de 54% com relação a 2010. No entanto, a capacidade da Índia em gerar energia solar é uma das mais baixas, de apenas 0,4 GW. Para contornar o problema e investir em sua Missão Solar Nacional, o governo estabeleceu uma meta nacional de 20 GW até 2022.

Você acha que reformar monumentos históricos, de importância nacional e internacional, pode contribuir com a mudança de mentalidade das pessoas para um estilo de vida mais sustentável?


Fonte: Super Interessante