terça-feira, 13 de novembro de 2012

Designer holandesa cria louças que absorvem energia solar


A designer holandesa Marjan Van Aubel criou uma coleção de louças capazes de produzir energia fotovoltaica. A tecnologia foi pensada de maneira a alcançar níveis altos de eficiência para o aproveitamento da luminosidade interna de uma residência.

Marjan integrou as células solares aos próprios objetos. Assim, um copo é capaz de produzir energia e depois transmitir esse potencial armazenado a um gabinete coletor, que o transforma em eletricidade e permite usos diversos. O gabinete não é apenas um suporte de louças, ele é também uma bateria, passível de se transformar em um carregador, por exemplo.


A tecnologia aplicada consiste em usar uma camada de célula fotovoltaica com um corante sintetizante em cada um dos objetos de vidro. Este sistema de cores foi criado por Michael Graetzel, conforme informado pela designer em seu site, o processo é baseado na fotossíntese das plantas, em que o verde da clorofila ajuda a captação de energia.


Graetzel usa uma camada de dióxido de titânio poroso embebido com corante fotossensível, um pigmento extraído do espinafre ou do mirtilo, mais conhecido como blueberry. Ele descobriu que o corante que dá a tonalidade a esses alimentos emite um elétron quando é atingido pela luz. Um dos lados do vidro é positivo e o outro negativo, assim os elétrons do corante são transmitidos ao dióxido de titânio e é liberada a corrente elétrica.


O vidro utiliza a luz solar como fonte de energia, mas também pode funcionar sob a luz difusa. Este processo o torna mais eficiente para o uso dentro das residências, ao contrário do que acontece com os painéis solares, que precisam da incidência direta do sol.


Fonte: Ciclo Vivo 

Pesquisa da UFRJ estuda como obter etanol a partir de enzimas de baratas


No mundo da ciência, (quase) tudo é possível. Daqui algum tempo, é possível que etanol seja obtido a partir de enzimas de… baratas.

Pesquisadores da UFRJ estão analisando duas espécies: a Periplaneta americana, comum e encontrada em esgotos e escondidas nas casas, e a Nauphoeta cinerea, um tipo de barata da América Central, mas que hoje é encontrada em vários lugares do planeta.

Os insetos foram alimentados somente com cana e, ao se adaptarem, produziram enzimas especializadas capazes de digeri-la. Com a degradação do bagaço, as baratas geram açúcares que poderão produzir o combustível por meio de fermentação.

“Os resultados são bastante promissores. Essa adaptação que o inseto faz ao bagaço tem sinalizado que dele podem vir novas fontes de enzimas“, afirmou o professor Ednildo de Alcântara Machado, do Instituto de Biofísica da UFRJ, em entrevista ao G1. O etanol ainda não foi obtido, pois a pesquisa está nas fases de condicionar os animais para consumir o bagaço e de identificação das enzimas especializadas.

As baratas foram as escolhidas por serem altamente adaptáveis. “O que parece ser interessante é que quando você muda a biomassa usada como comida, ela se adapta. Em dez dias, em média, ela começa a produzir uma série de enzimas especializadas para quebrar o alimento”, afirma.

No futuro, a ideia é isolar as enzimas produzidas pelas baratas e, com elas, retirar o açúcar do bagaço da cana em laboratório.

Fonte: Superinteressante 

Eco-ônibus tem teste no Butantã



Na sexta e anteontem, um eco-ônibus (movido a bateria) fez várias vezes o trajeto de 3 km entre o Instituto Butantan e a Estação Butantã do Metrô, na zona oeste. Foi apenas um teste, mas a ideia da Secretaria de Estado da Saúde – à qual a entidade pertence – é que a partir do ano que vem o ônibus circule diariamente levando e trazendo visitantes e funcionários do metrô ao instituto. E de graça. A ideia do órgão é estimular o uso do transporte público.

Fonte: Estadão.com  

Abelhas: pesquisa avalia importância da polinização agrícola


Pesquisa avalia a importância da polinização agrícola por abelhas para o desenvolvimento de um sistema de produção sustentável. Segundo a pesquisadora da Embrapa Kátia Braga, já existe consenso no Brasil de que a produtividade das culturas agrícolas, incluindo as sob sistema orgânico de produção, está aquém de seu potencial devido a um déficit na polinização. "Esse déficit pode ser ocasionado por práticas não amigáveis às abelhas, como o uso frequente de agroquímicos e a ausência de vegetação natural nas proximidades da área cultivada."

Ao salientar a importância das abelhas na produção agrícola, Kátia ressalta estudo realizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), segundo o qual 73% das espécies vegetais cultivadas no mundo são polinizadas por esses insetos.

Enquanto no mundo estima-se que existam mais de 20.000 espécies de abelhas, o Brasil, devido as suas proporções continentais e riqueza de ecossistemas, abriga cerca de ¼ destas espécies (cerca de 5.000).

"Se as abelhas são os principais polinizadores das plantas cultivadas, como estima o estudo da FAO, precisamos conhecer as abelhas sem ferrão assim como as outras espécies de abelhas nativas do Brasil (sociais ou solitárias), aprender a conservá-las nos ambientes naturais e manejá-las para a polinização agrícola. Dessa forma, podemos contribuir para uma maior produtividade dos frutos e sementes que utilizamos em nossa alimentação e dos animais domésticos e, também, de sementes para o plantio e cultivo de diversas espécies", enfatiza Kátia.

Fonte: Terra.com  

Saiba quantas vezes os materiais mais comuns podem ser reciclados



Se você faz coleta seletiva de materiais recicláveis em casa, provavelmente tem uma ideia geral de reciclagem. Mas quantas vezes esse itens foram reciclados? Alguns materiais provavelmente já passaram por esse processo várias vezes, enquanto outros nem sabem o que é isso.





Latas de alumínio



As latas de alumínio podem ser recicladas infinitamente. Elas são um dos melhores materiais quando se trata de reciclagem, já que não há limite no número de vezes que o alumínio pode ser reciclado. Consequentemente, o alumínio é quatro vezes mais valioso do que outros materiais recicláveis.

No Brasil, por exemplo, somente 17, em cada mil latinhas de alumínio consumidas no país, em 2011, foram parar no lixo. O índice de reciclagem é de 98,3%, um novo recorde que continua garantindo a liderança do país no setor.



Papel



Mesmo reciclado, estudos indicam que o papel só pode ser reaproveitado de cinco a sete vezes em laboratório. A reciclagem não é infinita porque a fibra degrada.

A depender do papel, muitos não servem para reciclagem, a exemplo do papel vegetal e celofane. Veja a lista completa no guia "o que pode ou não ser reciclado?"



Cobre e aço



Infinitamente! Como latas de alumínio, outros metais comuns como cobre e aço também podem ser reciclados várias vezes sem perder qualidade. É mais barato reciclar metais como o cobre do que adquirir um novo - o cobre reciclado vale quase tanto quanto o cobre novo. Outro ponto interessante é que os metais podem ser reciclados rapidamente. Acredite ou não, sucatas de aço podem ser derretidas em aço novo em menos de uma hora.



Papelão


Muitas vezes! Porque diferentemente do papel, o papelão tem fibras longas e fortes. Ele pode ser dividido várias vezes e transformado em novos produtos de papel, embora perca qualidade.

Segundo a Recicla Brasil, existem dois tipos de caixas de papelão considerados recicláveis: o primeiro é o tipo de papelão geralmente visto na embalagem de materiais que são chamados frequentemente de papelão corrugado.

O segundo tipo de papelão é o de embalagens de cereais, caixas de camisas, caixas de sapatos e por vezes materiais congelados: papelão plano.

Alguns tipos de papelão são não recicláveis diretamente, como as caixas de papelão de leite. Isto porque tem uma cera de recobrimento para prevenir vazamento.

Garrafas e frascos de vidro


Infinitamente! O vidro não perde qualquer qualidade, mesmo quando ele é reciclado várias vezes. Assim como o cobre, o vidro também é mais rentável para reciclar do que criar um novo. Ele pode voltar à produção de novas embalagens e produtos, substituindo totalmente o material virgem. Dessa forma, um quilo de vidro pode produzir outro um quilo de vidro, com perda zero e sem poluição para o meio ambiente.

Fique atento apenas para os espelhos, vidros de automóveis e janelas que não podem ser reciclados. Veja a lista completa no guia o que pode ou não ser reciclado?



Plástico


Muitas vezes ou uma única vez, vai depender do tipo de plástico. O PET, um dos mais conhecidos, é tão resistente que pode ser transformado várias vezes sem perder suas características principais. Já o Pead (polietileno de alta densidade), não funciona da mesma forma, pois perde qualidade durante o processo de reciclagem.

Clique aqui e conheça todos os tipos de plásticos e como funciona a reciclagem de cada um deles.

Em 2011, a reciclagem de PET no Brasil aumentou 4,25% em relação ao ano anterior. O dado, mantém o país entre os líderes mundiais do setor, e foi divulgado pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet).

Fonte: Ecodesenvolvimento

Ajudante de pedreiro ganha prêmio de moda ao criar bolsa sustentável


Na última semana aconteceu na cidade de São Paulo uma ação de moda sem fins lucrativos, destinada a revelar novos talentos na área de calçados e acessórios. Com uma bolsa sustentável, um dos vencedores foi um estudante que trabalha como ajudante de pedreiro.

O “Prêmio Francal Top de Estilismo” chegou a sua 18ª edição com a ajuda de grandes instituições representativas da moda brasileira e com a parceria da MPA - Moda Pelle Academy, escola de estilismo de Milão, que oferece uma bolsa de estudos para um dos finalistas.

A premiação é concedida de acordo com as classificações: calçado feminino, calçado masculino, categoria bolsa, calçado ou bolsa com material reciclado. Foi nesta última categoria que o estudante de moda do SENAI-Franca, Luis Aparecido dos Santos, se destacou. Santos trabalha como ajudante de pedreiro e designer de bolsas na horas vagas. O trabalho inicialmente realizado para ajudar na renda familiar deve ter ainda mais importância em sua vida daqui para frente.

Isso porque, além de ficar em terceiro lugar com sua bolsa sustentável, Santos ainda terá a oportunidade de estudar por três meses na Moda Pelle Academy com todas as despesas pagas pela Francal Feiras.

 “É necessário investir nos novos talentos. São eles que trazem jovialidade, genialidade e inovação ao mercado de calçados. Melhorar o produto é valorizar toda a cadeia produtiva de calçados e bolsas”, afirmou o presidente da Francal Feiras, Abdala Jamil Abdala.

Os designers tiveram até 28 de setembro para se inscreverem e enviarem os trabalhos. Todo o material foi avaliado por cinco profissionais especialistas em calçados e acessórios. Cada vencedor recebeu um troféu relativo à sua colocação e prêmios em dinheiro, sendo R$ 2 mil para o primeiro colocado, R$ 1,5 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro.

Fonte: Ciclo Vivo  

Casa sustentável mescla filosofia oriental e ocidental de arquitetura


O projeto da Para Eco House foi idealizado por uma equipe de arquitetos chineses da Universidade de Tongji, combinando a filosofia oriental de Dao, com ideias da arquitetura ocidental. A lógica espacial da residência é dividida em quatro espaços: exterior, semi-aberto, fechado e pátio interno.

Seguindo este perfil de construção e para alcançar a divisão destes espaços, os arquitetos utilizaram três camadas. A primeira delas é o espaço semi-aberto, cercado por uma pele de madeira, em formato de losangos. Esta estrutura permite o aproveitamento de luminosidade e ventilação natural, além de fornecer sombra para a vegetação inserida nos espaços da fachada de madeira.

Este espaço conta com painéis fotovoltaicos instalados no telhado e a utilização da vegetação na película vertical de madeira promove uma sintonia entre a natureza e o espaço interior.


O segundo segmento é o espaço fechado, que é composto por uma área de 55,8 metros quadrados e possui quase todas as funções de uma casa comum. A diferença entre esta construção e a maior parte das tradicionais é a falta de divisórias para a separação dos cômodos. Ele é internamente aberto, evitando barreiras visuais e permitindo o livre acesso dos moradores aos ambientes.

O pátio interior é a ligação interna da casa com o ambiente externo. Ele exerce papel fundamental no equilíbrio e ainda serve como o espaço central funcional da casa e o principal sistema de ventilação e entrada de luz natural no interior da residência.


A aplicação de uma pele isolante térmica garante a eficiência energética necessária para reduzir significativamente o consumo da residência, tanto em períodos frios, como em épocas mais quentes. Outro fator que reduz os impactos ambientais da construção é a utilização de bambu como material estrutural.


A Para Eco House foi finalizada neste ano e está instalada em Madri, na Espanha.

Fonte: Ciclo Vivo