terça-feira, 13 de novembro de 2012

Organizações dizem que Brasil desperdiça potencial de energia limpa


Relatório elaborado por organizações não governamentais, divulgado nesta segunda-feira (12), aponta que o Brasil não aproveita seu potencial de geração de energia solar e eólica devido à falta de infraestrutura.

De acordo com o documento “O setor elétrico brasileiro e a sustentabilidade no século 21: oportunidades e desafios”, produzido por especialistas da área ambiental e técnicos de ONGs como WWF, Greenpeace e Instituto Socioambiental (ISA), gargalos técnicos impedem o crescimento dessas modalidades consideradas limpas.

O texto diz que a falta de estrutura para transmissão e distribuição de energia eólica inviabiliza a instalação de mais torres pelo país. Segundo dados do Atlas Eólico Brasileiro, o país tem potencial para gerar 143 GW apenas com a força dos ventos, número que é 12 vezes maior que a capacidade instalada da futura usina hidrelétrica de Belo Monte, em construção no Rio Xingu, no Pará.


Outro entrave citado no documento está ligado à falta de mão-de-obra e de tecnologias para suprir o setor, o que inviabilizaria uma “arrancada” na expansão desta forma de geração de eletricidade. Sobre a energia solar, o relatório aponta que se fosse aproveitada a luz solar para consumo elétrico em menos de 3% da área urbanizada do Brasil, seria possível atender a 10% de toda a demanda atual de energia elétrica do país.

No entanto, projetos do governo que implantam placas solares em regiões distantes dos grandes centros consumidores torna inviável economicamente a construção de redes de transmissão. “Os maiores entraves ao aproveitamento e à expansão da energia solar no Brasil seguem sendo a falta de incentivos e políticas públicas que consolidem a indústria e o mercado”, informa o documento.


Desperdício e custo maior ao consumidor

O texto faz críticas à política brasileira de geração de energia por hidrelétricas e aponta possíveis prejuízos ao meio ambiente e a culturas indígenas devido a implantação de empreendimentos na Amazônia.

O relatório afirma também que o país tem registrado grandes perdas de quantidades de energia elétrica devido a problemas no sistema de transmissão elétrico. Baseado em dados Tribunal de Contas da União (TCU), o documento diz que em 2004 as perdas técnicas (causadas pelas peculiaridades do sistema) e comerciais (por exemplo, instalação de "gatos") de energia no país foram de 20,28% do total gerado.

O índice supera em muito os registrados em países vizinhos como Chile (5,6%) e Colômbia somadas (11,5%%) no mesmo período. Ainda segundo o relatório, tais perdas teriam causado um reajuste de ao menos 5% na tarifa ao consumidor.


Perda é inevitável, diz operador nacional

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a perda técnica é inevitável e está associada ao processo de transmissão. Segundo o órgão, o aquecimento dos cabos durante as transmissões provoca tais extravios, considerados naturais e com índices que se igualam a padrões mundiais.

Sobre as perdas comerciais, o ONS afirma que é um problema que deve ser resolvido pelas distribuidoras, já que seriam provocadas por vários fatores, entre eles, ligações clandestinas (conhecidas como gatos) em diversas cidades.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entre 2007 e 2010 as perdas técnicas de energia no país atingiram índice de 7%. A Aneel não divulgou o percentual de perdas comerciais para o mesmo período.

Fonte: Globo.com 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Designer cria coleção de ecojoias com embalagens plásticas



A designer Carol Barreto traz uma nova coleção de ecojoias feitas com garrafas PET, embalagens de amaciantes e outros produtos de limpeza. A coleção traz pulseiras, brincos e colares reaproveitando materiais provenientes da loja Rio Scenarium, parceira da designer para essa linha.

Todas as peças reportam-se a alguma seção do Rio Scenarium. Como o Bracelete Souvenir, inspirado na logomarca e nas bicicletas, o Brinco Lustre, que lembra os majestosos lustres antigos, ou a Gargantilha Grade, que remete aos gradis que ficam na frente do caixa e na entrada. Os itens, em sua maioria, são produzidos com latas de refrigerantes e materiais como o PET e o PEAD (Polietileno de Alta Densidade).


Carol começou a criar as ecojoias há sete anos, quando se apaixonou por uma edição limitada de garrafa PET de refrigerante, na cor dourada. A designer investiu em cursos de moda e ourivesaria com o objetivo de associar materiais tradicionais usados na fabricação de joias com materiais inusitados.

“É muito gratificante ver o cliente maem cuidada dura muitos anos”, explica a designer.
As peças estão à venda na loja de suvravilhado com a possibilidade de ter uma jóia feita com um material diferente. Uma Ecojóia benires do Rio Scenarium, na Rua do Lavradio 20, ou na loja Scenarium Antique, na Rua do Lavradio 28.


Fonte: Atitude Sustentável  

Capital canadense ganha prédio sustentável em antiga área industrial


A região de Wellington Street, na capital canadense, Ottawa, era marcada por ser uma área industrial. No entanto, ao ser ocupada por artistas, empresas inovadoras, cafés e cervejarias, o local tem tomado uma nova cara, que é completa pelo empreendimento residencial sustentável apelidado de Eddy.

O edifício possui seis andares e foi projetado para alcançar o selo LEED Platina. Por isso, deve ser construído respeitando normas rigorosas de construção com baixo impacto ambiental. O prédio tem 57 apartamentos e garagem para carros e bicicletas.

O Eddy conta com um sistema energético altamente eficiente, com bombas de calor geotérmicas, responsáveis pelo aquecimento e refrigeração. Elas são ambientalmente corretas, por serem livres de compostos orgânicos voláteis (COV).


Além da beleza estética, que foge aos padrões de edifícios comuns, o prédio foi pensado de maneira a aproveitar do melhor jeito possível a pequena área em que está inserido. Assim, o estacionamento do local utilizará um sistema chamado de 5BY2, que utiliza 60% menos do espaço de um estacionamento comum.

Este formato de garagem possui uma espécie de elevador que modifica a disposição do carro nas plataformas, reduzindo a área ocupada pelos automóveis. O funcionamento lembra um quebra-cabeça, em que os carros se encaixam perfeitamente.


O Eddy é uma prova de que não é necessário ter grandes áreas disponíveis ou desmatadas para construir coisas legais, basta aproveitar o espaço de maneira inteligente.

Fonte: Ciclo Vivo 

Ciclistas chamam a atenção para a sustentabilidade, em Vitória


Mesmo com tempo nublado e chuva fina, ciclistas capixabas tomaram a Avenida Dante Micheline, na Praia de Camburi, em Vitória, e participaram da 2ª Pedalada Sustentável, na manhã deste domingo (11). O evento, organizado pela TV Gazeta, teve concentração no píer de Iemanjá e percorreu cerca de 4 quilômetros da via. Na avenida, famílias, crianças, jovens e adultos pedalaram com o ideal de ter um mundo mais sustentável.

O artesão José Leopoldo Silva, de 51 anos, propagou ainda mais a ideia de sustentabilidade. Além de utilizar a bicicleta para o trabalho no dia a dia, ele a enfeitou com garrafas pet recicladas. "Minha bicicleta pesa quase 120kg, tudo com material reciclável. É preciso conscientizar as pessoas. Aqui em Vitória muita gente usa carro para ir para o trabalho e para pequenas distâncias, é preciso usar a bicicleta", disse.

Quem também aprendeu o exemplo desde cedo é Renan Ferreira, de 11 anos. Com uma bicicleta enfeitada com caveiras, ele diz ter herdado do avô a paixão por pedalar. "Eu gosto das caveiras e também de usar bicicleta, aprendi com meu avô, que usa ela para tudo", afirmou.

Pedalada romântica


Além de ser um meio de transporte sustentável, a bicicleta também pode ser uma boa atividade realizada em casal, é o que faz os estudantes Ramon Guimarães e Mariana Simon. "Uso minha bicicleta para trabalhar e para muitas outras coisas, principalmente com a minha namorada", frisou.

Durante o evento, os ciclistas receberam bexigas para enfeitar as bicicletas e tiveram aulas de dança e alongamento. A Guarda de Trânsito de Vitória acompanhou o grupo durante o trajeto, que utilizou o espaço da 'Avenida do Lazer' em Camburi.

Fonte: Globo.com 

Produtos sustentáveis para construção civil



Seja uma reforma ou uma construção, a escolha dos produtos é um passo muito importante, afinal, além das cores e combinações, deve-se levar em consideração qualidade, fabricante responsável e toxidade.

Para ajudar os consumidores que ainda buscam mais esclarecimento sobre o assunto, uma dica é usar como referência selos como o SustentaX, que identifica produtos sustentáveis desde 2008. Por meio do site do selo é possível consultar produtos já licenciados e ainda solicitar a análise de produtos que não foram encontrados.

O SustentaX analisa características dos produtos como: se faz ou não mal à saúde, se possui qualidade comprovada, assim como responsabilidade socioambiental na fabricação e comercialização, e se possui uma comunicação ética.

Além disso, para arquitetos, engenheiros, especificadores e compradores (incluindo os governamentais) estão disponíveis, para consulta gratuita, dados adicionais para a utilização dos produtos em obras que visam certificações verdes, como LEED, AQUA e Procel Edifica.

Confira abaixo quatro produtos apontados pelo SustentaX como sustentáveis. Para conhecer mais acesse o site do selo.

Impermeabilizante


O Colaza WPM, fabricado pela Clarus Technology, é uma membrana impermeabilizante de polímeros e borracha sintética e monocomponente, com aplicação difundida no segmento da construção civil. É um produto líquido, o que facilita a adaptação da conformação com qualquer superfície, além de ser a base de água e com baixa toxidade (teor de Compostos Orgânicos Voláteis). Outro diferencial importante é a aplicação a frio, minimizando a emissão de compostos orgânicos voláteis, comuns em processos a quente. Devido ao seu poder impermeabilizante, oferece grande proteção contra penetração de líquidos e formação de umidade preservando as estruturas.

Isolantes termoacústicos


Nos projetos comprometidos ecologicamente (Green Building) as Lãs Isosoft, fabricadas pela empresa Trisoft se adequam à causa por ser 100% reciclável e menos agressivas ao ambiente.

Para paredes de construção seca tipo drywall, as lãs são uma opção mais ecológica, pois há a possibilidade de modificações rápidas e variadas dos ambientes sem desperdício do material, podendo ser inclusive reutilizada.

Fabricadas sem adição de resinas, com densidade e dimensões projetadas para obter o máximo de resistência acústica e térmica, o produto alia vantagens como leveza e facilidade de transporte e manuseio, redução de irritações de pele, uma vez que não soltam fibras, e diminuição de proliferação de fungos e bactérias, já que são inertes.

O valor do produto varia a depender da espessura e densidade escolhida. O mais utilizado, com espessura de 50mm e densidade 10 kg/m³, sai por R$ 7,70 o m².

Proteção para pisos


Desenvolvido para reduzir custos e desperdícios de materiais e aumentar a produtividade em obras e reformas ao proteger superfícies e pisos já instalados, o Promapiso, fabricado pela Promaflex, é uma manta laminada de espuma auto-adesiva, removível, de fácil fixação e média adesividade, flexível e resistente, que substitui os sacos de aniagem com gesso e também a proteção de papelão e resina. Pode ser fixado em pisos como porcelanatos, cerâmicas, laminados de madeira, madeira natural, granitos, mármores, vinílicos, cimento queimado, resina, entre outros. O m² do Promapiso custa R$ 10,00.

Tintas e Revestimentos


O Colaza Eco-Paint é um revestimento para superfícies metálicas de telhados e coberturas, de secagem rápida, sem odor e de fácil aplicação. Segundo o fabricante, possui ótima ancoragem e alta reflexão e irradiação solar. É de baixa toxidade e possui teor de COV de 14 g/L menos água, estando 72% abaixo do limite máximo admissível de teor para aplicação em paredes internas e externas.

O produto na cor branca apresenta SRI (Solar Reflectance Index) de 103, que indica a capacidade do material em rejeitar o aquecimento solar. Assim seu uso contribui para a diminuição do efeito de ilha de calor causado pela penetração do aquecimento solar dentro das construções.

Para saber mais informações do produto acesse o site da fabricante Clarus Technology, ou ligue (19)3465-9000.




Detentos do interior de São Paulo ajudam a recuperar a Mata Atlântica



Por trás dos muros da penitenciária Edgar Magalhães Noronha, na cidade de Tremembé, interior paulista, existe um viveiro de sete hectares, onde são produzidas, por mês, 150 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.

Um convênio entre o Estado e a Funap, Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel de Amparo ao Preso, permite usar essa mão de obra para ajudar na recuperação da Mata Atlântica. A Fundação contribui para a recuperação social do preso, oferecendo estudo, qualificação, aprendizado profissional e oportunidade de trabalho remunerado.

Estar em regime semiaberto é a condição do detento para trabalhar neste projeto, chamado de Florestas inteligentes. Os selecionados passam por diversos cursos de profissionalização, o que beneficia a qualidade de vida do presidiário. “Esse trabalho abre a minha mente. A gente fica mais tranquilo e vai aprendendo coisas”, diz Elis Ribeiro da Silva.

Outro depoimento revela a importância e amplitude desse trabalho na vida dessas pessoas. “Esse tempo todo que eu estou preso aqui, aprendi muita coisa... é uma terapia para a gente. Tem muita coisa que mudou para melhor na minha vida. Cada três dias trabalhado reduz um dia, me ofereceram uma oportunidade, vou abraçar essa oportunidade” afirma Alescio Rodrigues.

O projeto Florestas inteligentes será apresentado na próxima edição do programa Repórter Eco, que entrevistou e acompanhou o trabalho dos presidiários Tremembé. O programa foi ao no último domingo (11 de Novembro), às 17h30, na TV Cultura.


Fonte: Ciclo Vivo

Policiais ambientais apresentam sua profissão


A Polícia Ambiental está presente em todo o País, sempre pronta para solucionar os problemas que o homem causa ao meio ambiente. Foto: Daniel Rosa/CicloVivo


“Os problemas ambientais no Brasil não deveriam ser casos de polícia; no entanto, deveriam ser evitados com educação e conscientização ambiental”, alerta o soldado Carvalho, membro da Polícia Militar Ambiental de São Paulo.

Engana-se quem pensa que a Polícia Ambiental está presente apenas nas florestas do Brasil: São Paulo, a maior cidade do País, também conta com um time de profissionais prontos para reparar os transtornos que o homem causa ao meio ambiente. “Atualmente, as ocorrências mais comuns na Grande São Paulo são a caça de animais, a pesca predatória e a soltura de balões, que sempre acaba matando alguns bichos. Além disso, há um grande número de abandono dos animais domésticos”, completa o soldado Carvalho.

Os animais abandonados são um dos maiores problemas na região metropolitana de São Paulo, e a Polícia Ambiental encontra inúmeros desafios para reintegrá-los à sociedade. “Muitos animais domésticos são abandonados em parques, onde acabam desenvolvendo zoonoses. Isso porque, quando filhotes, os bichos ganham afeto de seus donos, mas, quando crescem, já não recebem a atenção necessária”, diz o soldado. “Nosso dever é resgatar os animais que são deixados nos parques e levá-los para centros de triagem e reintegração, atualmente administrados pela Secretaria do Meio Ambiente”, finaliza o soldado Carvalho.

As principais ocorrências na Grande São Paulo são a caça de animais, a pesca predatória e a soltura de balões. Foto: Daniel Rosa/CicloVivo


Outra tarefa atribuída a estes policiais é a captura dos bichos sem documentação. A maior parte das apreensões registradas em São Paulo ocorre nas feiras livres, em propriedades rurais e nas residências. “Muitas vezes, o vizinho nem sabe se o animal é certificado pelo IBAMA e já denuncia o proprietário. A viatura se desloca até o local e descobre que o bicho está registrado. Por outro lado, já aconteceu de recebermos uma denúncia de posse ilegal de aves e descobrirmos que, naquele lugar, existia uma refinaria de drogas”, diz o soldado Rodrigo Palamin.

É aí que os profissionais precisam assumir a postura de policiais militares. “Nós somos uma ramificação da Polícia Militar: portanto, o mesmo profissional que fiscaliza o meio ambiente deve combater todos os tipos de crimes”. Palamin e Carvalho acreditam que a ação policial seria desnecessária se as pessoas tivessem mais educação e respeitassem mais o planeta. “A polícia é um remédio amargo”, completa o soldado Carvalho.

Quem deseja participar da Polícia Ambiental deve se inscrever nos concursos da Polícia Militar e ficar de olho nos editais. Os classificados da prova fazem o curso de especialização profissional – que envolve direitos humanos, cuidados com os animais, treinamento de artes marciais e outras competências. “A arma é nosso último recurso”, afirma o soldado Carvalho.

Fonte: Ciclo Vivo