sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Reformas devem trazer mais sustentabilidade para estádio Mané Garrincha
Reformas no estádio Mané Garrincha, Brasília, pretendem
deixar o espaço mais sustentável. As obras são feitas para melhoria de
infraestrutura do espaço para a Copa de 2014. A nova construção terá capacidade
de abrigar 72.000 pessoas.
Um dos objetivos da obra e fazer com que o estádio gaste
cerca de 50% a menos de energia do que um empreendimento desse porte
normalmente gastaria. Para isso, o escritório de arquitetura Castro Mello,
responsável pelas obras, usou o software AutoCAD 2012, que permite uma análise
de energética da obra.
Assim, a equipe de arquitetos pode medir o desempenho e
o comportamento ambiental do projeto e projetar o sistema de maneira mais
eficiente.
Além disso, outros detalhes são importantes para atingir o
nível máximo da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental
Design).
Fonte: Atitude Sustentável
Futuro Sustentável é uma questão de escolha
Especialista em economia criativa propõe uso mais racional e
reaproveitamento de produtos como alternativa para mudar modelo de consumo
predominante
Em evento realizado pelo Núcleo de Estudos do Futuro (NEF)
da PUC/SP no último dia 31/10 que reuniu cerca de 60 participantes, Lala
Deheinzelin, especialista mundial em economia criativa, destacou a necessidade
de se modificar a lógica de produção e consumo que temos hoje para alcançar um
futuro mais sustentável. Lala afirma que hoje carecemos de processos
inteligentes para tornar o que já temos mais sustentável.
Um dos caminhos propostos pela especialista é o melhor uso
ou reaproveitamento dos produtos e infraestrutura disponíveis. Por exemplo, no
caso do transporte, nenhuma inovação será suficiente se o modelo não for
modificado para priorizar a locomoção em vez da propriedade do automóvel. “Não
precisamos ter um carro, precisamos usar um carro”, apontou. Já o problema
habitacional das grandes cidades pode ser resolvido por meio de um melhor uso
dos imóveis vazios, que nem sempre precisa estar atrelado à sua posse. “Não são
as coisas que faltam. A questão não é mudar o produto, mas o processo”,
analisou.
Até mesmo o tempo se encaixa na filosofia apontada por Lala,
que entende o recurso como sendo “não-renovável” e de vital importância para a
sustentabilidade no futuro. “Gastamos 1 trilhão de horas por ano assistindo à
televisão no mundo e 100 milhões de horas somente em comerciais em um país como
os EUA”, ilustrou. Para Lala, para trilhar um caminho de transformação para uma
vida de mais bem-estar e com mais qualidade seria necessário repensar essa
dinâmica, o que possibilitaria o uso do excedente de horas para atividades como
o exercício da cidadania e a participação política, por exemplo.
Otimista, Lala concluiu afirmando que a sustentabilidade
será inerente ao futuro: “Iremos viver a abolição do insustentável”. Ideias
como cidades inteligentes, com sistemas de caronas e compras coletivas,
aproveitamento da infraestrutura já existente nos espaços construídos e a
popularização do uso de papel virtual serão realidade em alguns anos.
Fonte: Envolverde
Arquiteta brasileira projeta parque linear para a Vila Madalena
A premiada arquiteta Anna Dietzch projetou mais uma área
verde para a cidade de São Paulo. Sua ideia é criar um parque linear na Vila
Madalena, além de um plano de bairro. As propostas estão na Secretaria do Verde
e serão encaminhadas para licitação.
O Parque Linear Córrego Verde terá 65,4 mil metros
quadrados. Na construção será implementado uma tecnologia que permitirá maior
absorção de água na região, para conter as enchentes em longas temporadas de
chuva. Portanto, o piso será feito de um material permeável.
"Ele funcionará como um minipiscinão já que, além de
deixar a água entrar no lençol freático, ele próprio conseguirá reter a chuva e
diminuir as enchentes", afirma Anna ao O Estado de S. Paulo. No entanto,
ela ressalta que não resolverá a questão por completo. "O problema das
enchentes ali, porém, só vai ser resolvido com uma obra extra de aumento das
galerias pluviais".
Com 1,6 quilômetro de extensão, o projeto do parque não deve
causar desapropriações. Na primeira fase será feito o desenterramento da
nascente do Córrego Verde, localizada próximo à estação Vila Madalena do metrô.
Serão interligadas algumas praças e as ruas com pouco movimento de carros serão
fechadas.
"O futuro parque linear deve acompanhar o leito do rio
e ajudar na drenagem das águas pluviais, contenção de enchentes, além de
favorecer a circulação de pedestres e ciclistas, fortalecendo assim a expressão
cultural, de recreação e lazer", afirmou, em nota, a Secretaria do Verde e
do Meio Ambiente.
Na semana passada, ativistas da capital paulista promoveram
o evento “Existe Rio em SP”. A mobilização reuniu os moradores, com diversas
atrações musicais, esportivas e artísticas, a fim de unirem forças em favor da
implementação do parque.
O projeto precisa ter a concessão da Licença Ambiental de
Instalação (LAI), que será votada no Conselho Municipal do Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável (Cades). Além do parque, está prevista a construção
da Praça das Águas. No espaço haverá quadras de basquete, terraço de
esculturas, playground infantil e um mirante com vista para o bairro.
Com informações de O Estado de S. Paulo e Vila Mundo.
Fonte: CicloVivo
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Lenha ecológica é mais eficiente do que a comum na produção de energia
O briquete é uma alternativa viável e sustentável para
substituir os combustíveis tradicionais na produção de energia. Chamada de
lenha ecológica, além de ser uma opção melhor para o meio ambiente, ela tem uma
potência energética superior.
Para produzir os briquetes são reaproveitados diversos
materiais, como casca de arroz, bagaço de cana-de-açúcar, casca de amendoim,
palha de milho e resíduos de eucalipto. O produto é então utilizado em
fornalhas, caldeiras, fornos e churrasqueiras.
De acordo com uma pesquisa da Embrapa, somente em São Paulo
e na região Sul do país são produzidos cerca de 7,4 mil toneladas de briquetes
mensalmente. Esse total equivale a 14 mil toneladas de lenha tradicional, pois
o poder calorífico dos briquetes pode ser duas vezes maior.
“A composição básica dele é a mesma da lenha, mas como ele é
mais compactado e mais denso, tem um potencial calorífico maior. Por isso,
estamos fazendo esse trabalho de promoção, para que essa tecnologia seja mais
utilizada no Brasil, principalmente para aproveitar melhor os resíduos
agrícolas, agroindustriais e florestais”, explica o pesquisador da Embrapa
Agroenergia, José Manoel Sousa Dias.
O fato dos briquetes serem mais compactos também ajuda no
transporte, manuseio e armazenagem. O setor de alimentação é um dos que mais
pode se beneficiar deste produto, como padarias e pizzarias. Também é preciso
levar em consideração que muitas famílias do Brasil, principalmente as que
moram no interior, ainda usam o fogão a lenha para cozinhar.
A produção de briquetes libera gás carbônico da mesma forma
que a lenha e outras fontes de energia. Porém, Dias explica que os resíduos
utilizados já iriam produzir CO2 de qualquer maneira. “Estamos gerando gás
carbônico a partir de um resíduo que pelo seu próprio processo de degradação já
iriam produzir gás carbônico. O que estamos fazendo é dar um aproveitamento
mais eficiente a esses resíduos e evitando o corte tanto da lenha nativa como a
de reflorestamento para esse aproveitamento”, conclui. Com informações da
Revista Globo Rural.
Fonte: CicloVivo
Projeto da Fiat desenvolve acessórios com materiais descartados de automóveis
Retalhos de tecido automotivo, aparas de cinto de segurança
ou sobras de espuma. Todos esses itens de uma companhia automobilística viram
matéria-prima de qualidade nas mãos dos membros de uma cooperativa em Minas
Gerais.
Trata-se da Cooperárvore, a cooperativa social do Programa
Árvore da Vida, do Jardim Teresópolis, localizada na cidade mineira Betim. O
programa, idealizado e elaborado pela Fiat Automóveis, propõe ações para
contribuir com o desenvolvimento territorial da região.
A cooperativa foi uma forma de estimular a geração de
empregos e renda para as mulheres da comunidade e, ainda, encontrar um destino
nobre a muitos materiais descartados no dia-a-dia da fábrica.
No portfólio da Cooperárvore estão mais de 30 produtos como
bolsas, carteiras, mochilas, nécessaires, cases para notebook, chaveiros,
ecobags e lixocar. A confecção desses produtos evitou, em 2011, que fossem
parar no lixo cerca de 2.600 metros de tecido automotivo e 4.500 quilos de
aparas de cinto de segurança. Tudo isto se transformou em 56 mil peças, algumas
com detalhes exclusivos.
A designer Rafaella Thomé, responsável pela criação dos
produtos, diz que “aliar design e sustentabilidade é uma tendência e um desafio
para os profissionais”. “É muito mais difícil criar nesse contexto, porque o
profissional não conta com o tecido linear. É preciso criatividade para
aproveitar o formato dos retalhos, as costuras, e gerar o menor volume possível
de resíduos”, explica.
Além dos materiais reaproveitados da produção dos carros, a
Cooperárvore também utiliza banners, madeira, algodão e tecidos pet. A grande
maioria das matérias primas é doada. “Quando precisamos comprar tecido para
fazer algum detalhe, optamos por algodão ou tecido pet, para manter a lógica do
nosso negócio”, diz Rafaella.
Todos os anos, a Cooperárvore lança uma nova coleção, de
olho nas tendências do mercado e inspirada no estágio de desenvolvimento da
cooperativa. A coleção de 2013 tem como tema “Minas e seus tesouros”. Segundo a
design Rafaella Thomé, “o tema possibilitou dar às peças requintes mais
sofisticados, remetendo à riqueza do ouro de Mina.”
A cooperativa também cria produtos específicos para datas
comemorativas, como o Dia das Mães. Este ano, a coleção especial para a data
foi inspirada na organização. São nécessaires, porta bijuterias, organizador de
maquiagem e de sapatos feitos em tecido automotivo e cinto de segurança, com
detalhes em algodão floral. Os preços variam de R$ 25,00 a R$ 50,00.
Atualmente, 22 mulheres da comunidade trabalham na
cooperativa, que gera uma renda mensal de R$ 670,00 para cada uma. A compra dos
produtos pode ser feita pelo site ou na sede da cooperativa, localizada na Rua
Duque de Caxias, 956, em Betim, Minas Gerais.
Fonte: Ciclo Vivo
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