quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Projeto da Fiat desenvolve acessórios com materiais descartados de automóveis



Retalhos de tecido automotivo, aparas de cinto de segurança ou sobras de espuma. Todos esses itens de uma companhia automobilística viram matéria-prima de qualidade nas mãos dos membros de uma cooperativa em Minas Gerais.

Trata-se da Cooperárvore, a cooperativa social do Programa Árvore da Vida, do Jardim Teresópolis, localizada na cidade mineira Betim. O programa, idealizado e elaborado pela Fiat Automóveis, propõe ações para contribuir com o desenvolvimento territorial da região.

A cooperativa foi uma forma de estimular a geração de empregos e renda para as mulheres da comunidade e, ainda, encontrar um destino nobre a muitos materiais descartados no dia-a-dia da fábrica.

No portfólio da Cooperárvore estão mais de 30 produtos como bolsas, carteiras, mochilas, nécessaires, cases para notebook, chaveiros, ecobags e lixocar. A confecção desses produtos evitou, em 2011, que fossem parar no lixo cerca de 2.600 metros de tecido automotivo e 4.500 quilos de aparas de cinto de segurança. Tudo isto se transformou em 56 mil peças, algumas com detalhes exclusivos.

A designer Rafaella Thomé, responsável pela criação dos produtos, diz que “aliar design e sustentabilidade é uma tendência e um desafio para os profissionais”. “É muito mais difícil criar nesse contexto, porque o profissional não conta com o tecido linear. É preciso criatividade para aproveitar o formato dos retalhos, as costuras, e gerar o menor volume possível de resíduos”, explica.

Além dos materiais reaproveitados da produção dos carros, a Cooperárvore também utiliza banners, madeira, algodão e tecidos pet. A grande maioria das matérias primas é doada. “Quando precisamos comprar tecido para fazer algum detalhe, optamos por algodão ou tecido pet, para manter a lógica do nosso negócio”, diz Rafaella.

Todos os anos, a Cooperárvore lança uma nova coleção, de olho nas tendências do mercado e inspirada no estágio de desenvolvimento da cooperativa. A coleção de 2013 tem como tema “Minas e seus tesouros”. Segundo a design Rafaella Thomé, “o tema possibilitou dar às peças requintes mais sofisticados, remetendo à riqueza do ouro de Mina.”

A cooperativa também cria produtos específicos para datas comemorativas, como o Dia das Mães. Este ano, a coleção especial para a data foi inspirada na organização. São nécessaires, porta bijuterias, organizador de maquiagem e de sapatos feitos em tecido automotivo e cinto de segurança, com detalhes em algodão floral. Os preços variam de R$ 25,00 a R$ 50,00.


Atualmente, 22 mulheres da comunidade trabalham na cooperativa, que gera uma renda mensal de R$ 670,00 para cada uma. A compra dos produtos pode ser feita pelo site ou na sede da cooperativa, localizada na Rua Duque de Caxias, 956, em Betim, Minas Gerais.


Fonte: Ciclo Vivo

Marca de esmaltes lança coleção com sistema de logística reversa




A marca de esmaltes Maria Helena Misturinhas chega ao mercado com uma proposta ecológica. Além das cores exclusivas, a empresa oferecerá o serviço de logística reversa, em que os consumidores poderão trocar as embalagens vazias por novos esmaltes.

Ruchelle Crepaldi e Liliane Lelis, sócias da manicure e idealizadora do projeto Maria Helena, cuidam para que embalagem e composição tenham máxima qualidade. “Posso afirmar que apresentamos um produto diferente de tudo que existe no mercado nacional”, conta Ruchelle.

Além do produto em si, o grande diferencial da marca é que as embalagens são retornáveis. A preocupação com os recipientes usados faz parte do plano de logística reversa da empresa que, além de dar a destinação correta ao conteúdo que fica no final do vidro, também oferece aos seus consumidores uma redução no custo dos produtos.

Os clientes que juntarem cinco embalagens vazias podem ir até algum ponto de venda e trocar por um produto novo. Os vidros e tampas passam por um processo de limpeza de resíduos e são reaproveitados, o pincel é trocado. “Queremos nos antecipar aos projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados, mas, independente da resolução, a consciência de cidadania é que dirige nossa empresa” ressalta Liliane. “A Maria Helena quer fazer esmaltes com histórias e deixar marcas na história de recicláveis” completa Ruchelle.

Os esmaltes Maria Helena são finos, secam rapidamente e tem ótima durabilidade. Com o selo Tox Free, são livres de DBP, tolueno e formoldeído, substituídos por resina natural. Pessoas com sensibilidade podem usar sem restrições.


Fonte: Ciclo Vivo

São Paulo recebe feira de sustentabilidade



A 14ª edição da FIMAI acontece entre os dias 6 a 8 de novembro. A feira reúne representantes de empresas e diplomatas de vários países, que trocam suas experiências de sustentabilidade com os visitantes, que têm entrada gratuita.

Este ano, a FIMAI – Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade – acontece na Expo Center Norte e traz várias empresas que estão se destacando por suas ações de sustentabilidade no mercado atual. O grande número de corporações estrangeiras presentes no evento evidencia que a economia brasileira hoje é, sem dúvida, uma das primeiras em desenvolvimento sustentável no mundo.

Líderes em tecnologias verdes de vários países compartilham suas experiências de mercado com o público. É o caso de algumas empresas da Suécia, especializadas em tratamento de lixo, por exemplo. O descarte correto dos materiais é um tema em evidência no país, principalmente porque, depois que a Lei dos Resíduos Sólidos (12.035/2010) foi aprovada no Brasil, aumentou a procura por sistemas corretos de armazenamento de resíduos.

A Tetra Pak, líder mundial em embalagens longa vida, vai fazer demonstrações da reciclagem dos seus produtos para o público. Enquanto a Sotralentz apresenta aos visitantes as maneiras de aproveitar a água residual das casas, condomínios e hotéis, por meio de um processo de conexão à rede de esgotos. A empresa também expõe depósitos antimicrobianos para armazenar água.

O Consulado Britânico é outra presença importante na FIMAI, exibindo tecnologias para recursos hídricos e sistemas de proteção à biodiversidade, como o monitoramento de afluentes e análises de emissões de gases poluentes.  A Itália e a Alemanha também vão expor suas principais tecnologias verdes, ao lado das câmaras de comércio, que incentivam a prospecção de negócios entre os visitantes e os expositores.

O evento é gratuito, mas há opções pagas, que incluem o acesso a palestras e seminários. O visitante que optar pelo acesso restrito, também poderá testar bikes e veículos elétricos em uma pista para test drive instalada no pavilhão.


Fonte: CicloVivo

A ABES São Paulo também esta participando da FIMAI! Venha conhecer nosso estande!


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Empresa brasileira lança escova biodegradável



Uma escova biodegradável foi lançada por uma empresa brasileira. O produto é feito com matéria prima renovável e foi desenvolvido por dentistas.

Com design anatômico, o cabo é totalmente biodegradável, o que substitui as tradicionais escovas de plástico. A vantagem ambiental não desqualifica sua capacidade de higienização.

O formato da escova permite alcançar os dentes mais distantes e as cerdas são macias, arredondadas e polidas, ou seja, a qualidade também é garantida. A empresa Dr. Veit Produtos ressalta que as cerdas não são biodegradáveis.

Batizada de Dr. Veit Bio, a escova demora seis meses para se decompor, se descartada em ambiente de compostagem. Já as escovas deixadas no meio ambiente, sujeitas às condições climáticas, podem demorar quatro anos.

A empresa percebeu que em termos ambientais algo deveria ser feito para amenizar o impacto ambiental do descarte e iniciou o projeto em 2009. “Várias pesquisas sobre consumo indicam que, a cada ano, em média, as pessoas trocam de escovas de dente quatro vezes. São 26 bilhões descartados todo ano no mundo. Só no Brasil isso representa um consumo de 768 milhões de escovas, com o descarte gerando forte impacto ambiental, porque o plástico convencional dura até 400 anos”, explicou o CEO da Dr.Veit Produtos Oral Care, Avelino Veit, ao Jornal do Brasil.

Para desenvolver as escovas, as pesquisas começaram a ser feitas em centros acadêmicos e indústrias. O problema inicial ficou por conta da matéria-prima a ser utilizada. “Só chegávamos ao material à base de amido de milho, que, para o consumidor, tem um grande inconveniente: derrete-se fácil demais. Você começa a usar e, no terceiro dia, a escova, por sua porosidade e outros fatores, já se derrete. Não adianta, porque não é completamente sustentável segundo critérios mais amplos”, explica Veit.

A companhia a se juntou a empresa francesa que fabrica produtos à base de ácido polilático, material de alta resistência derivado de fontes renováveis. “O bacana desse material é que você consegue usar sua escova sem que ela se derreta rapidamente e, quando descartada no meio ambiente, num vazadouro tecnicamente adequado, em dois anos ela se degrada”, afirma Veit.


Fonte: Ciclo Vivo

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Restos de bebidas podem ser usados na produção de cereais e salgadinhos



Segundo um estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é possível transformar alguns resíduos industriais em alimentos. Cerveja e suco de maracujá podem ser aproveitados para produzir cereais e salgadinhos.

O projeto, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), mostra que o aproveitamento de resíduos industriais pode contribuir para a produção de alimentos de qualidade e mais baratos.

A pesquisa aproveita resíduos da produção sucroalcooleira, cerveja e suco de maracujá, (provenientes das matérias-primas vegetais cana-de-açúcar, cevada e maracujá, respectivamente), por meio de uma tecnologia chamada extrusão termoplástica.

"A extrusão termoplástica é uma  tecnologia de processo que utiliza uma máquina de tratamento térmico. É uma combinação de calor, umidade e processo mecânico em que se colocam os resíduos. Com isso, você tem a alteração das matérias primas, dando-lhe novas formas, estruturas e características nutricionais", explica o coordenador do estudo, o engenheiro agrônomo Carlos Wanderlei Piler de Carvalho.

Carvalho diz que nessa máquina é colocada uma farinha de arroz, preparada separadamente, juntamente com o bagaço de cana-de-açúcar, da cevada ou a casca do maracujá, que são submetidos a altas temperaturas na hora do cozimento. Diante dessa pressão, os resíduos são moldados em forma de salgadinho, do mesmo tipo que se vendem em mercados, e cereais matinais, que são aproveitados como fontes de nutrientes, em especial fibras e minerais, e utilizados na elaboração de diversos alimentos, como farinha e amido de milho.

De acordo com o coordenador, o aproveitamento desses produtos com maior teor de fibra que os produtos tradicionais, tem sido cada vez mais levado em consideração pela sociedade. "Está havendo maior distribuição desses alimentos por um custo menor. Estamos com a intenção de aumentar o valor agregado para quem vende os produtos e dar uma alternativa de uso desse coproduto. É preciso investir cada vez mais em pesquisa para que esses estudos possam ser viabilizados”, diz.

Segundo Carvalho, o projeto envolve parcerias com alunos de doutorado da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). A Embrapa informou que está na fase final de construção de um laboratório previsto para fevereiro de 2013, em Guaratiba, zona oeste do Rio, que irá reunir pesquisadores e técnicos para trabalhar exclusivamente com coprodutos do setor agrícola e com produção na agroindústria.


Fonte: Ciclo Vivo

Global Team of 200: mães blogueiras X mudanças climáticas



A sociedade está mais conectada a cada dia. Novas ferramentas de mídia social surgem e se estabelecem, provocando grandes mudanças na estrutura do poder social. Cidadãos passam a gerar, individualmente, conteúdo e influenciar pessoas e decisões, a um custo praticamente nulo. Mas o que faz a informação ainda mais poderosa são as novas conexões, que envolvem ainda mais pessoas.

Pensando nisso, mães digitais se uniram para enfrentar problemas globais: as blogueiras da comunidade Mom Bloggers for Social Good (Mães Blogueiras pelo Bem Social, em português), que reúne membros de 17 países – Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Índia, Espanha, Nigéria, Cingapura, Paquistão, Malásia, Austrália, Nova Zelândia, Bulgária, Peru, Jamaica, Filipinas e Holanda – se uniram para discutir questões que envolvem mulheres e meninas, crianças, fome mundial e saúde materna: o Global Team of200.

Munidas com Tumblr, Twitter, Pinterest e Facebook, as blogueiras levantam temas urgentes, destacando a influência das mudanças climáticas sobre eles. O objetivo do grupo é mostrar como é possível trabalhar para adaptar e mitigar esses impactos por meio da educação, informação, manifestação e ação.

A cada mês, elas blogam a respeito de uma causa global diferente. Em setembro, quando a iniciativa foi lançada, as blogueiras escreveram a respeito da fome e de como ajudar crianças que passam por necessidades, divulgando informações da Oxfam, da Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância e do Programa Alimentar Mundial.

O lema do grupo é: “Individualmente, somos poderosos. Juntos, podemos mudar o mundo”.
E você? Acredita que o poder da ação coletiva pode fazer do mundo um lugar melhor para as crianças?


Fonte: Super Interessante

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

8 dicas para ser sustentável no supermercado


Para algumas pessoas as compras no mercado podem representar um grande empecilho para uma vida sustentável. Sugerimos oito dicas para evitar o desperdício de alimentos e fazer escolhas mais saudáveis para o meio ambiente e até para o bolso.

- Listas: Fazer uma lista dos itens necessários antes de sair de casa é muito importante, pois evita as compras por impulso. Para não cair na tentação passe longe dos setores de guloseimas, onde ficam os produtos menos importantes.

- Validade dos produtos: Sempre preste atenção no prazo de validade dos alimentos. Em especial, os que estiverem em promoção, pois geralmente o mercado baixa os preços dos produtos quando estão perto de vencer. Caso opte por comprar o produto mesmo assim, avalie se conseguirá consumi-lo até a data estipulada e se você realmente precisa dela, talvez você perceba que só quer comprar porque está barato.

- Alimente-se antes das compras: Ir ao supermercado com fome aumenta muito as chances de comprar produtos desnecessários. Já existe estudos que comprovam que quem vai às compras com fome tende a gastar mais.

- Não compre tudo de uma só vez: Para economizar tempo, muitas pessoas procuram fazer somente única compra por mês. Entretanto, o ideal é ir ao supermercado a cada 15 dias. Dessa forma, o consumidor tem mais chances de ter em casa produtos mais frescos, como hortaliças, verduras e frutas.

- Compra a granel: Opte pela compra a granel se tiver alguma loja perto de casa. Além de prática, ela evita o desperdício. Neste caso, o consumidor leva uma vasilha para armazenar a quantia exata de alimento necessária.

- Busque alimentos da estação: Prefira sempre verduras, legumes e frutas da estação. Esses alimentos são mais saudáveis, pois não são produzidos de forma induzida, o que gasta muita água e agrotóxicos, que são prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

- Prefira orgânicos: Sempre que possível compre os alimentos orgânicos que são cultivados sem nenhum tipo de inseticida ou modificação genética. Eles não contêm agrotóxicos e pesticidas, além de serem mais saborosos e terem mais vitaminas.

- Recuse sacolas plásticas: É valido lembrar, mesmo que a sua cidade não proíba ou limite o uso de sacos plásticos tente reduzir ao máximo o uso deles. Algumas das alternativas são: levar ecobags, carrinho de feira ou, se for levar as compras no carro ou morar perto do mercado, use caixas de papelão.

Fonte: Ciclo Vivo