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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Pesquisador do Butantan descobre 9 espécies de aranhas caranguejeiras
Um pesquisador do Instituto Butantan, sediado em São Paulo, descobriu nove espécies novas de aranhas caranguejeiras brasileiras, naturais de vegetações de Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. O estudo com a descrição dos animais foi publicado na última semana no periódico "ZooKeys".
As espécies, pertencentes a três
gêneros distintos, são Typhochlaena amma, Typhochlaena costae, Typhochlaena
curumim, Typhochlaena paschoali, Pachistopelma bromelicola, Iridopelma katiae,
Iridopelma marcoi, Iridopelma oliveirai e Iridopelma vanini.
As caranguejeiras são encontradas
em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste brasileiros, segundo o aracnólogo
Rogério Bertani, pesquisador do Butantan e responsável pelo achado. Ele
ressalta que os animais têm hábitos arborícolas, isto é, vivem em árvores e
plantas.
Algumas espécies são bem
pequenas. "Dá para dizer que são as menores [caranguejeiras] arborícolas
do mundo", disse Bertani. Um dos três gêneros tem características antigas,
o que torna algumas das aranhas "quase relíquias", na visão do
cientista. "São remanescentes. É como algo que sobreviveu ao tempo."
Duas das novas espécies vivem
dentro de bromélias, comportamento raro em aracnídeos deste tipo, informa o
pesquisador. Como as espécies são coloridas e chamativas, ele teme pelo impacto
do tráfico de animais.
Apesar de não haver pesquisas que
mostrem que as espécies estão ameaçadas, algumas delas são raras e podem correr
risco de desaparecer, segundo o cientista. Ele aponta fatores que reforçam o
risco, como a dependência de vegetação, já que as aranhas são arborícolas; a
destruição dos habitats naturais, que sofrem há anos com o desmatamento; e o
fato de os animais viverem em áreas específicas, com distribuição limitada pelo
território brasileiro.
Para Bertani, a descoberta das
novas espécies é importante para mostrar que existe uma grande fauna na Mata
Atlântica e no Cerrado, que precisa ser melhor estudada por ser pouco
conhecida.
Fonte: Globo.com
Embalagens de defensivos agrícolas são transformadas em fonte de plástico
Embalagens de defensivos
agrícolas, que demoram anos para se decompor, podem ser desintoxicadas e
recicladas. Uma empresa mato-grossense transforma o material em matéria-prima e
cria produtos como dutos, eletrodutos, drenos flexíveis e polímeros.
De acordo com a Plastibras
Indústria Plástica, entre 2003 e 2011 eles reciclaram cerca de 24 mil toneladas
de embalagens de agrotóxicos. Segundo o diretor presidente da empresa, Adilson
Valera Ruiz, a fundação do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens
Vazias (InPEV), em 2001, foi um passo importante para a consolidação desse
trabalho. Isso porque a instituição construiu centrais e postos de recebimento
de embalagens, além de fornecer orientações técnicas a produtores rurais e
empresas recicladoras.
A empresa cuiabana é a única
recicladora do material em Mato Grosso, estado referência no país de reciclagem
de embalagens de agrotóxicos. Além disso, ela integra a cadeia de logística
reversa de defensivos agrícolas."Antes, a solução era enterrar ou
incinerar as embalagens", frisou Ruiz à Agência Sebrae.
Fonte: Ecodesenvolvimento
Vídeo educativo aborda problemas causados por poluição do ar
"Por que devemos cuidar do que a gente respira?"
Essa pergunta, que deve andar pela cabeça de milhares de crianças, serviu como
base para o vídeo didático "A importância da atmosfera: Mato Grosso sem
queimadas", realizado pela Forest Comunicação e o Ministério Público
Estadual de Mato Grosso.
O vídeo explica o que é a atmosfera e apresenta algumas de
suas fragilidades. Posteriormente, são tratados assuntos como: o uso do
cigarro, as queimadas realizadas no local e, consequentemente, a emissão
excessiva de CO2. Para compor o trabalho, foram entrevistados profissionais
como: um pnemologista, um biólogo infectólogo e uma promotora de justiça do
Meio Ambiente.
O trabalho, que faz parte da campanha "Mato Grosso Sem
Fumaça", será exibido dentro de um pulmão inflável na Universidade Federal
de Mato Grosso (UFMT). Os visitantes terão oportunidade de participar de
atividades lúdicas, com o objetivo de ter contato com a problemática das
queimadas.
"É ele [o vídeo] que vai explicar o conceito e a
proposta que estamos trazendo com esse pulmão inflável. É uma material muito
educativo e bastante pedagógico", afirmou a coordenadora de educação
ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, Maricelma Mesquisa.
Conheça o vídeo:
Brasil possui duas das 25 espécies de primatas ameaçadas de extinção
Os lêmures são agora um dos
grupos mais ameaçados do mundo, segundo o relatório
Os primatas estão à beira da
extinção. Uma notícia preocupante e que exige a necessidade de medidas urgentes
de conservação. Já que eles são os parentes vivos mais próximos da humanidade,
assim como elementos chave nas florestas tropicais, onde muitas vezes servem
como dispersores de sementes, ajudando na manutenção da diversidade das
florestas.
A lista, elaborada pelo grupo de
Especialistas em Primatas da IUCN, revela 25 espécies de primatas mais
ameaçadas, em todo o mundo, como gorilas e lêmures. Dentre as razões está a
destruição das florestas tropicais, o comércio ilegal de animais e a caça
comercial de carne.
O primeiro é o macaco-caiarara e o
segundo o bugio-marrom, ambos brasileiros que estão na lista da IUCN
Os primatas em perigo estão
distribuídos por várias partes do planeta. Das 25 espécies, nove primatas são
da Ásia, seis de Madagascar, cinco da África e cinco da América do Sul. Em
termos de países individuais, Madagascar encabeça a lista com seis, Vietnã tem
cinco, Indonésia três, Brasil dois e China, Colômbia, Costa do Marfim,
República Democrática do Congo, Equador, Guiné Equatorial, Gana, Quênia, Peru,
Sri Lanka, Tanzânia e Venezuela têm um em cada uma.
No Brasil, segundo o documento, o
macaco-caiarara (Cebus kaapori) e o bugio-marrom (Alouatta guariba guariba),
são as espécies que mais correm o risco de desaparecer da natureza em breve.
"Mais uma vez, este
relatório mostra que os primatas do mundo estão sob ameaça crescente de
atividades humanas. Embora não perdemos qualquer espécie de primatas ainda
durante este século, alguns deles enfrentam grandes dificuldades",
explicou o pesquisador Christoph Schwitzer, ao portal da IUCN.
Boas notícias
Apesar da avaliação sombria, os
conservacionistas apontam para o sucesso na recuperação de espécies ameaçadas.
Devido em grande parte aos esforços dos conservacionistas de primatas,
sustentada por interesses do público e da mídia.
O mundo não perdeu nenhuma
espécie de primata que está ameaçada de extinção no século 20. Este é um
importante dado comparado a maioria dos outros grupos de vertebrados maiores
que já perderam espécies.
Fonte: Ecodesenvolvimento
3 dicas para uma cozinha mais sustentável
Aparelhos econômicos:
Sempre que for comprar aparelhos eletrônicos e
eletrodomésticos para cozinha opte pelos que gastam menos energia. Em alguns
casos, há o selo Procel que identifica os modelos mais eficientes. Também evite
comprar todos os aparelhos “revolucionários” divulgados em comerciais ou em
canais de venda. Seja consciente e compre apenas o que for realmente necessário
e pesquise sobre a empresa para saber quais são os seus compromissos ambientais
e sociais.
Reduza o uso de papel:
Não é só no escritório que são gastos muito papel. A cozinha
também é um ambiente onde o papel é muito utilizado e desperdiçado, em especial
os guardanapos e toalhas de papel. A dica é sempre dar preferência por toalhas
de pano, principalmente, no caso delas serem utilizadas para limpeza. Outro
cuidado é se comprometer a dar uma destinação correta aos papeis usados.
Prepare suas próprias refeições:
Para reduzir o gasto de energia e gás em sua casa tente
cozinhar em maior quantidade. Assim, consequentemente, não precisará fazer
comida frequentemente. De qualquer modo, sempre é melhor preparar sua própria
refeição ao invés de se alimentar fora de casa. Evite produtos
industrializados, comprando os alimentos frescos, se possível orgânicos e
produzidos localmente. Procure não exagerar na carne vermelha e faça uma
combinação dos nutrientes necessários para seu metabolismo.
Fonte: Ciclo Vivo
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