terça-feira, 30 de outubro de 2012

Festival Planeta Terra adota destinação correta de resíduos


Há duas semanas, a sexta edição do Festival Planeta Terra agitou a cidade de São Paulo reunindo grandes bandas nacionais e internacionais e pessoas de todas as partes do Brasil. Como ocorre em todos os grandes eventos, ao fim da festa restaram muitas latinhas e copos de plásticos espalhados pelo local. Ao contrário de algumas organizações que simplesmente encaminham os resíduos para o lixo, neste Festival os materiais tiveram a destinação correta.

A empresa Recicleiros foi contratada pelos organizadores para fazer o trabalho de separação e destinação. O primeiro passo foi distribuir nos espaços do festival dois tipos de lixeiras, uma para materiais orgânicos e outra para recicláveis. Ao todo foram 150 lixeiras.

O esquema de destinação correta do lixo é simples. Os sacos com resíduos são retirados por uma equipe de limpeza, que não faz parte do Recicleiros. Em seguida, a empresa recolhe esses sacos e leva para a Central de Reciclagem, que também é instalado no espaço do evento.

Ainda no local, as mulheres da cooperativa separam os diferentes tipos de materiais. Todas as informações sobre os resíduos são anotados e entregues em forma de relatório à empresa contratante. Dessa forma, o trabalho de separação é realizado ao lado do público, que pode ver todo esse processo.

Os Recicleiros recebem os compradores de alguns materiais, como de PET, papelão e latinhas. Mas, há resíduos que são mais difíceis de vender e faz parte do trabalho da empresa encontrar os interessados. Em alguns casos, os materiais são levados para a sede da cooperativa, onde são limpos e secos, para depois serem vendidos. A última solução é mandar os restos para um aterro sanitário. A organização do Festival Planeta Terra é um exemplo para os grandes eventos que vêm ocorrendo nos últimos anos no Brasil.

Fonte: Ciclo Vivo  

Artista espalha viveiros de pássaros pela Dinamarca



O artista dinamarquês Thomas Winther, conhecido como Dambo, ganhou destaque ao iniciar um projeto inusitado de construção de viveiros para pássaros: ele desenvolveu o Happy City Birds, em que montou 250 casinhas coloridas para as aves, espalhadas por quatro grandes cidades da Dinamarca.


Penduradas por todos os cantos – em cima das árvores, nos postes, nos telhados e nas coberturas dos edifícios, – as casinhas foram criadas a partir de materiais gratuitos e reciclados. Os únicos gastos na confecção foram com os pregos.


O artista acredita que os pássaros são importantes agentes de reciclagem nas cidades. Outro aspecto sustentável que os pássaros desenvolveram é que, diferente da maioria das espécies, eles são capazes de ingerir alimentos velhos – reduzindo, assim, os gastos com a alimentação dos bichos.


O Happy City Birds está presente em Copenhague, Aarhus, Odense, Kolding e até em Beirute, no Líbano. Segundo Dambo, além de despertarem afeto nas pessoas, esses animais também são responsáveis por distribuir sementes e até limpar as vias públicas. Dambo não apenas instala os viveiros pelas ruas da cidade, como também os entrega para os criadores de pássaros da Dinamarca.  


Fonte: Ciclo Vivo 

Americanos criam sistema de comunicação entre plantas e humanos através do Twitter


O trio de cientistas da Universidade de Nova York, Rob Faludi, Kate Hartman e Kati London, em parceria com a SparkFun trabalham na criação de um kit chamado Botanicalls. O trabalho está direcionado a uma nova versão de um modelo antigo. O plano é tê-lo disponível em fevereiro deste ano, junto com o código atualizado e instruções para capacitar sua planta favorita para Twittar automaticamente quando precisar  de água, e agradecer através da rede social quando as necessidades forem atendidas.

A empresa espera que dessa maneira seja aberto um novo canal de comunicação entre plantas e seres humanos, em um esforço para promover a compreensão bem-sucedida entre as espécies.

O projeto é relacionado fundamentalmente na comunicação entre as plantas e pessoas. Os projetistas tem como objetivo capacitar ambos, inventando novos caminhos de interação. Para as plantas que poderiam ser negligenciadas são dadas a capacidade de chamar as pessoas por mensagem de texto para pedir assistência. Para as pessoas que não têm certeza da sua capacidade efetiva de cuidar de plantas são dadas pistas visuais e auditivas utilizando métodos humanos de comunicação comum.


O sistema Botanicalls original (inicialmente desenvolvido em 2006) permitiu às plantas de casa fazerem chamadas telefônicas. Quando uma planta desta rede precisa de água, ela pode chamar uma pessoa e pedir exatamente o que precisa. Quando as pessoas telefonam para as plantas, elas orientam o interlocutor sobre suas características botânicas.


O projeto foi originalmente gerado a partir de conversas não-técnicas, entre os alunos de pós-graduação em Programas Interativos de Telecomunicações (ITP) de Nova York, sobre recipientes de jardinagem caseiros, filtração de ar e as qualidades das plantas comuns.


A preocupação dos alunos em trazer as plantas para a comunidade do ITP foi a chance de sobrevivência - tecnólogos raramente têm tempo para parar e cheirar as flores, e muito menos lhes dar água, "mas, e se imaginarmos que as plantas podem nos fazer uma ligação e nos dizer o que precisam e quando?”,  indagou um dos estudantes, dando início ao projeto.



As metas desta rede são: manter as plantas vivas, traduzindo os protocolos de comunicação das plantas (hábito de folha, cor da folhagem, inclinação, etc) para obter mais protocolos de comunicação humana (e-mail, chamadas telefônicas de voz, visualizações digital, etc.); melhorar a conexão das pessoas com as plantas e explorar meios de mostrar como elas ajudam os seres humanos. A invenção também tende criar um senso de comunidade, mostrando como a vida natural é um contraponto valioso para o nosso ambiente.


Já a outra rede chamada Botanicalls Twitter responde à pergunta sobre o que está acontecendo com a sua planta. Ela oferece uma conexão via atualizações de status on-line do Twitter, que alcança as pessoas em qualquer lugar do mundo. Quando a planta precisar de água, ele irá postar para que o seu dono saiba. Ela também enviará agradecimentos quando receber cuidados e atenção.



O código do sistema cobre cinco diferentes atualizações de status, com base nas condições atuais que são: quando o nível de umidade do solo da planta cair abaixo do limiar satisfatório, ele irá enviar um status de atualização da planta que precisa ser regada; se a umidade cair abaixo de um nível crítico a planta irá twittar avisando que ela está precisando de água urgentemente; se houver um rápido aumento da umidade do solo, será detectado como um evento de irrigação e então a planta irá determinar se a umidade do solo subiu para o nível desejado (adequado), se a resposta for positiva, ela enviará um obrigado. Quando a planta for regada e a umidade do solo não alcançar o nível desejado, a planta regada mandará um twitter para relatar que foi regada, mas não o suficiente. Da mesma forma, se ocorrer um evento de irrigação, e a planta não estiver em necessidade de água, ela mandará um twitter para reclamar que está enfraquecida.

Os projetistas também informam “lembre-se de dar à planta a quantidade adequada de luz e de fertilizar o solo em uma base regular. Com os devidos cuidados, sua planta enviará twitter por muitos anos”.



Fonte: Ciclo Vivo  

Lavou, tá novo!

O material recolhido para a reciclagem precisa ser transformado em massa de fibra de celulose antes de entrar nas máquinas, mas, depois, os aparelhos e procedimentos são os mesmos. Geralmente, o papel vendido como reciclado tem apenas parte de sua matéria-prima vinda do reaproveitamento. Isso porque, quanto maior a quantidade de papel reciclado, mais frágil será o produto final. Mas a indústria papeleira nacional já é 100% sustentável: todos os fabricantes usam madeira de reflorestamento.


Fonte: Planeta Sustentável

Projeto canadense evita embalagens descartáveis e valoriza produtores locais



A ONG The Tiffin Project Foundation, de Vancouver, colocou em prática uma ideia que, além de economizar embalagens, valoriza produtores locais de alimentos – aqueles que produzem em menor escala e por isso muitas vezes não conseguem oferecer preços competitivos no mercado.


O Tiffin Project (Tiffin em inglês significa “almoço” ou “refeição leve”) vende um recipiente metálico por $25, que substitui embalagens “para viagem” em alguns restaurantes da cidade canadense. Desse valor, $15 vai para o custeio do pote, $6 para o desenvolvimento do projeto e $4 para ajudar os restaurantes parceiros a comprarem mais de produtores locais.

O site oficial dá um exemplo: uma berinjela comprada de um grande produtor custa $1. Já a de um produtor local pequeno custa $2. É aí que o projeto entra, pagando a diferença.

Os restaurantes conveniados também oferecem descontos na refeição. Por isso, o lema é “comer melhor, economizar dinheiro e dar suporte aos produtores locais”.

E aí, você acha que esta é uma boa iniciativa e poderia rolar aqui no Brasil?


Fonte: Superinteressante

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

5 ideias de móveis feitos com canos reutilizados



Os canos podem servir de base para a construção de diversos móveis fáceis. Veja cinco ideias testadas e reunidas no blog Atitude Sustentável para inspirar-se a criar seus próprios objetos.


Estante para livros:

Com apenas alguns canos e prateleiras, que podem ser peças de madeira reutilizadas, é possível criar uma estante para colocar livros e outros objetos. A ideia foi executada pela designer Morgan Satterfield, que ensina o passo a passo de como fazê-la em seu blog The Brick House.













 
Luminárias:

Já o designer Michael McHale usa canos na composição de lustres. Ele combina o peso dos tubos de aço com a leveza dos frágeis cristais. O resultado é um projeto luxuoso que conquistou o mercado de iluminação. As peças são produzidas em Nova York através de um processo manual. Conheça o trabalho pelo site.










Cama:

Uma das ideias mais inusitadas é utilizar os canos para construir uma cama. A Apartment Therapy mostra um trabalho feito há quatro anos e em perfeitas condições. O passo a passo está disponível neste site e pode ser adaptado de acordo com a largura de seu colchão.





Mesa:

Assim como a prateleira, a mesa é feita com canos e peças de madeira. Neste caso, é preciso que a superfície de madeira seja maior, ou que sejam utilizados outros materiais, como vidro, por exemplo. O passo a passo da mesa é ensinado no Frugal Farm House Design.











Fonte: Ciclo Vivo 

Estudantes produzem papel a partir de bitucas de cigarros e sementes


Um grupo de estudantes da favela de Heliópolis, em São Paulo, encontrou um bom destino para as bitucas de cigarros que são descartadas diariamente nas ruas da cidade: produzir papel semente utilizando os filtros dos cigarros.

Com a determinação da Lei Antifumo em São Paulo, que restringe o uso do tabaco apenas a áreas abertas, o número de bitucas de cigarros espalhadas pelas ruas da cidade só aumentou, poluindo mais ainda o cenário da metrópole e causando diversos danos, como o entupimento dos bueiros.

Para elaborar o papel reciclado, primeiramente, os estudantes recolhem as bitucas espalhadas no chão. Durante o processo de produção, o grupo leva o material coletado a um laboratório, a fim de retirar as substâncias tóxicas dos cigarros e o odor das bitucas: para isso, eles utilizam soda caústica (NaOH)  e água oxigenada (H2O2) – materiais simples e de baixo custo.

Quando a massa de celulose está livre de impurezas, os estudantes iniciam a produção do papel artesanal, adicionando as sementes na receita: aí, após a secagem, as folhas de sulfite estão prontas. Segundo os participantes do projeto, o objetivo de usar as sementes no papel é fazer com que o material deixe de ser descartado nos aterros sanitários e passe a ser germinado nas casas das pessoas – reduzindo o número de lixo nas ruas e aumentando a quantidade de plantas e flores na capital paulista.

Os idealizadores do projeto são três estudantes do curso de administração da ETEC de Heliópolis – Gabriel Anisio (18), Vinicius de Souza (17) e Alan de Melo (16). Eles acreditam que o projeto Sementuca é uma iniciativa financeiramente viável, já que, além de a experiência ter trazido bons resultados com o público da comunidade, os custos de produção de cada folha A4 são baixos, inferiores a 25 centavos.

Segundo os cálculos dos estudantes, a cada trezentas bitucas de cigarro encontradas, sete folhas de sulfite A4 são produzidas.  O grupo pretende usar o papel na criação de outros artigos – como blocos de anotações, cartões de visita e convites.

Fonte: Ciclo Vivo