terça-feira, 30 de outubro de 2012

Projeto canadense evita embalagens descartáveis e valoriza produtores locais



A ONG The Tiffin Project Foundation, de Vancouver, colocou em prática uma ideia que, além de economizar embalagens, valoriza produtores locais de alimentos – aqueles que produzem em menor escala e por isso muitas vezes não conseguem oferecer preços competitivos no mercado.


O Tiffin Project (Tiffin em inglês significa “almoço” ou “refeição leve”) vende um recipiente metálico por $25, que substitui embalagens “para viagem” em alguns restaurantes da cidade canadense. Desse valor, $15 vai para o custeio do pote, $6 para o desenvolvimento do projeto e $4 para ajudar os restaurantes parceiros a comprarem mais de produtores locais.

O site oficial dá um exemplo: uma berinjela comprada de um grande produtor custa $1. Já a de um produtor local pequeno custa $2. É aí que o projeto entra, pagando a diferença.

Os restaurantes conveniados também oferecem descontos na refeição. Por isso, o lema é “comer melhor, economizar dinheiro e dar suporte aos produtores locais”.

E aí, você acha que esta é uma boa iniciativa e poderia rolar aqui no Brasil?


Fonte: Superinteressante

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

5 ideias de móveis feitos com canos reutilizados



Os canos podem servir de base para a construção de diversos móveis fáceis. Veja cinco ideias testadas e reunidas no blog Atitude Sustentável para inspirar-se a criar seus próprios objetos.


Estante para livros:

Com apenas alguns canos e prateleiras, que podem ser peças de madeira reutilizadas, é possível criar uma estante para colocar livros e outros objetos. A ideia foi executada pela designer Morgan Satterfield, que ensina o passo a passo de como fazê-la em seu blog The Brick House.













 
Luminárias:

Já o designer Michael McHale usa canos na composição de lustres. Ele combina o peso dos tubos de aço com a leveza dos frágeis cristais. O resultado é um projeto luxuoso que conquistou o mercado de iluminação. As peças são produzidas em Nova York através de um processo manual. Conheça o trabalho pelo site.










Cama:

Uma das ideias mais inusitadas é utilizar os canos para construir uma cama. A Apartment Therapy mostra um trabalho feito há quatro anos e em perfeitas condições. O passo a passo está disponível neste site e pode ser adaptado de acordo com a largura de seu colchão.





Mesa:

Assim como a prateleira, a mesa é feita com canos e peças de madeira. Neste caso, é preciso que a superfície de madeira seja maior, ou que sejam utilizados outros materiais, como vidro, por exemplo. O passo a passo da mesa é ensinado no Frugal Farm House Design.











Fonte: Ciclo Vivo 

Estudantes produzem papel a partir de bitucas de cigarros e sementes


Um grupo de estudantes da favela de Heliópolis, em São Paulo, encontrou um bom destino para as bitucas de cigarros que são descartadas diariamente nas ruas da cidade: produzir papel semente utilizando os filtros dos cigarros.

Com a determinação da Lei Antifumo em São Paulo, que restringe o uso do tabaco apenas a áreas abertas, o número de bitucas de cigarros espalhadas pelas ruas da cidade só aumentou, poluindo mais ainda o cenário da metrópole e causando diversos danos, como o entupimento dos bueiros.

Para elaborar o papel reciclado, primeiramente, os estudantes recolhem as bitucas espalhadas no chão. Durante o processo de produção, o grupo leva o material coletado a um laboratório, a fim de retirar as substâncias tóxicas dos cigarros e o odor das bitucas: para isso, eles utilizam soda caústica (NaOH)  e água oxigenada (H2O2) – materiais simples e de baixo custo.

Quando a massa de celulose está livre de impurezas, os estudantes iniciam a produção do papel artesanal, adicionando as sementes na receita: aí, após a secagem, as folhas de sulfite estão prontas. Segundo os participantes do projeto, o objetivo de usar as sementes no papel é fazer com que o material deixe de ser descartado nos aterros sanitários e passe a ser germinado nas casas das pessoas – reduzindo o número de lixo nas ruas e aumentando a quantidade de plantas e flores na capital paulista.

Os idealizadores do projeto são três estudantes do curso de administração da ETEC de Heliópolis – Gabriel Anisio (18), Vinicius de Souza (17) e Alan de Melo (16). Eles acreditam que o projeto Sementuca é uma iniciativa financeiramente viável, já que, além de a experiência ter trazido bons resultados com o público da comunidade, os custos de produção de cada folha A4 são baixos, inferiores a 25 centavos.

Segundo os cálculos dos estudantes, a cada trezentas bitucas de cigarro encontradas, sete folhas de sulfite A4 são produzidas.  O grupo pretende usar o papel na criação de outros artigos – como blocos de anotações, cartões de visita e convites.

Fonte: Ciclo Vivo 

Moradias estudantis norte-americanas recebem soluções sustentáveis



Os arquitetos do escritório Studio E, com sede na Califórnia, tiveram o desafio de planejar moradias estudantis sustentáveis para o UC Davis West Village. O projeto deveria ser eficiente e econômico, ao mesmo tempo em que era atrativo e funcional à comunidade.

A estrutura conta com 123 apartamentos, que variam em tamanho e podem ter de um a três quartos, construídos dentro de um complexo que conta com pouco mais de quatro mil metros quadrados. Os arquitetos desenvolveram espaços dentro da vila que fossem úteis a trabalhos em todas as escalas, ou seja, existem salas adaptadas a pequenos ou grandes grupos.

Os moradores também contam com espaços livres em que é possível desfrutar da natureza e relaxar. Esta utilização inteligente do espaço foi um dos fatores primordiais do projeto, aliado à eficiência energética, um dos pontos cruciais para garantir a sustentabilidade da estrutura.


Em primeira vista, o campi é bastante parecido com os tradicionais. O que o diferencia das outras moradias estudantis é o fato de o planejamento ser totalmente voltado às soluções simples e de baixo custo, para reduzir os gastos com energia.


Um dos destaques do prédio são os telhados, inclinados para a orientação sul e projetados de maneira a abrigar o maior número possível de painéis fotovoltaicos em sua superfície. As fachadas sul e oeste ainda contam com uma proteção, uma espécie de escudo térmico, que protege o interior da incidência solar do período da tarde.

O edifício está bastante protegido, com o intuito de reduzir o uso de sistemas de ar-condicionado. Por isso, o design valorizou a ventilação e iluminação naturais. Os arquitetos garantem que a estrutura conta com o uso de materiais simples e baratos e sistemas de energia que aproveitam ao máximo as fontes naturais e ainda permitem que o excedente seja encaminhado às redes de distribuição.


Fonte: Ciclo Vivo 

GE anuncia kit inteligente para controle de energia doméstica




A General Electric (GE) desenvolveu um equipamento que promete auxiliar a redução do consumo energético nas residências. O sistema, apelidado de Brillion, permite o controle sobre os gastos de até 60% dos eletroeletrônicos de uma casa.

A tecnologia já estava disponível para empresas há um ano, mas somente agora a companhia norte-americana anunciou a comercialização no varejo, nas lojas Sears dos Estados Unidos. O sistema funciona de maneira bastante simples e prática e os consumidores podem conectá-lo também aos seus celulares.

O Brillion está centralizado no Núcleo, um dispositivo que recolhe os dados da energia que está em uso e na rede que abastece a residência, ou seja, ele é um medidor, que auxilia a controlar todos os equipamentos inteligentes, que dependem da energia para funcionar.

A central traduz em tempo real os dados energéticos em gastos monetários, tendo como base os custos da comercialização da energia que é distribuída através das redes pela companhia local. Todas essas informações podem ser consultadas direta ou remotamente por um aplicativo para iPhone.

Todos estes dados são transmitidos a outro dispositivo, chamado Brillion Energia Display, em que são disponibilizados diversos recursos para auxiliar os usuários a serem mais eficientes. O display envia mensagens, lembretes sobre manutenção, conservação, entre outras coisas.

Para Dave McCalpin, gerente de gestão de energia doméstica da GE, o equipamento funciona como “uma solução que permite a os consumidores conectados assumirem o controle de sua casa, ajudando-os a ter uma vida mais produtiva, poupando dinheiro”. Com informações do TreeHugger.

Fonte: CicloVivo

Salão do Automóvel de São Paulo: Top 5 carros verdes



Com 500 veículos em exposição, a 27ª edição do Salão do Automóvel de São Paulo acontece até dia quatro de novembro no Anhembi e atrai fanáticos por automobilismo de todas as partes do Brasil. Dentro dos stands, cada veículo exibe sua importância: sejam modelos de luxo, populares, e, principalmente, aqueles que estão acelerando rumo à sustentabilidade. A seguir, destacamos os cinco principais carros verdes do Salão do Automóvel:

Nissan Leaf, o táxi elétrico


Utilizando 90% de material reciclado na composição do ambiente interno, o Nissan Leaf não é comercializado, mas já pode ser observado pelas ruas do Brasil: o carro, 100% elétrico, é utilizado somente por uma frota de táxis em São Paulo que atende a região da Avenida Paulista. Quem andar no carro elétrico vai pagar o mesmo que a corrida em um carro comum.

O Leaf possui um sistema de recarga convencional, que leva até oito horas para ser completado. Na carga rápida, o motorista leva duas horas para recarregar as baterias. Para os mais apressados, há ainda a opção da carga super rápida – que “enche o tanque” do Leaf em, no máximo, 30 minutos. Porém, há apenas um posto de recarga disponível, instalado no pátio da empresa de táxis que utiliza o carro em São Paulo.

“Para nós, taxistas, o veículo elétrico é uma opção muito atraente, já que trabalhamos passando boa parte do dia dentro dos carros. A maior dificuldade nisso tudo será driblar os altos preços que os elétricos podem ter e encontrar lugares para carregá-los nas cidades”, diz o taxista Eduardo Lima (34), que viajou de Monte Santo (MG) só para conferir as novidades da feira.
  
Eu sou elétrico”, diz o Mitsubishi iMiev


O  iMiev é o primeiro veículo totalmente elétrico produzido em série no mundo. Pensando na segurança dos pedestres, os desenvolvedores do modelo da Mitsubishi  criaram o Approaching Vehicle Audible System, um sistema que emite som para avisar a aproximação do carro, enquanto o motorista estiver rodando silenciosamente em baixas velocidades. Comercializado no Japão, o veículo tem autonomia de 180 km e chega a 130 km/h.

O iMiev possui sistema full airbag (com oito airbags em seu interior) e faz conexões com sistemas multimídia, como GPS e Bluetooth.  Se inserido numa tomada comum, o tempo de recarga é de sete horas. No entanto, o quickcharger permite que o automóvel seja abastecido em apenas 30 minutos.

 E-bugster, o fusca elétrico e superdinâmico


Não tem jeito: o E-bugster atrai a atenção de todo mundo que passa pelo mega stand da Volkswagen. A marca mais popular do Brasil desenvolveu um protótipo 100% elétrico, que tem autonomia para percorrer 180 quilômetros. Com a cara do Fusca, em uma versão superdinâmica e conversível, o modelo foi desenvolvido para mostrar que é possível um carro elétrico ter as mesmas condições de um modelo esportivo.

O protótipo permite que a bateria seja totalmente abastecida em 35 minutos nas estações de recarga. No entanto, o E-Bugster também pode ser carregado em casa, nas tomadas convencionais.

O estudante Felipe Souza, de apenas 14 anos, não vê a hora de completar a maioridade para ter o próprio carro. “Curto carros desde criança. Apesar de os elétricos serem mais caros, evitam os gastos com a gasolina. Além disso, ainda colaboram para o meio ambiente. Seria perfeito um esportivo desses”, se anima o estudante, em frente ao E-Bugster, que tem as proporções de um carro esporte.

 Suzuki apresenta G70, um novo conceito híbrido


Utilizando apenas um litro de gasolina para percorrer 32 km, o Suzuki G70 é o protótipo de um automóvel híbrido e compacto, ou seja, que alterna o motor de combustão com o sistema de energia elétrica. O interior deste veículo é construído a partir de materiais recicláveis, fator que diminui o uso do plástico e ainda permite maior durabilidade e resistência.

Os visitantes da feira parecem estar abertos às novidades do mercado automobilístico nos próximos anos. “É preciso desenvolver uma saída sustentável, pois o trânsito é cada vez mais caótico, gerando muita poluição para o planeta. É necessário rever as alternativas, para que evitemos essas atitudes que prejudicam o planeta”, diz a veterinária Rosângela Carvalho, saiu de Goiânia para visitar Salão do Automóvel na capital paulista.

O carro-conceito possui design aerodinâmico e motor turbo de injeção direta com 800 cavalos, que conta com um sistema automático de regeneração da energia utilizada no automóvel. Não há previsões de venda e nem estimativa de preço de mercado.

 Renault Fluence Z.E.


O Fluence Zero Emission é um carro quase idêntico à versão tradicional sedã, mas possui o motor 100% elétrico. Fabricado na Turquia, o modelo possui o mesmo espaço da versão anterior, e já é comercializado na Europa a 25.900 euros.

A bateria possui autonomia de 185 km e a recarga convencional leva dez horas para ser completada, entretanto, o motorista pode optar pelo quickdrop –  sistema disponível nos postos elétricos da Renault na Europa, em que, pagando uma taxa de serviço, o proprietário troca e recarrega  cada bateria em apenas três minutos.

O painel possui um marcador que indica o “nível de combustível”, desenvolvido para mostrar a quantidade de energia disponível para uso do motorista. O dispositivo “GO” foi criado para alertar o motorista que o carro está disponível para uso, já que o motor elétrico não emite ruídos.


Fonte: CicloVivo

Sorocaba planeja primeira usina de resíduos eletrônicos do Brasil




A cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, está prestes a inaugurar a primeira usina de processamento final de resíduos eletrônicos do Brasil. A estrutura deve ser inaugurada no começo de 2013 e será responsável por finalizar a cadeia reversa e reciclagem de eletroeletrônicos.

O projeto, batizado de Sinctronics, vem suprir uma necessidade brasileira. Pois, atualmente a fase final da reciclagem dos resíduos eletrônicos é feita fora do país. A exportação é feita para a Bélgica, Reino Unido, Alemanha e até mesmo o Cingapura, onde estão instaladas empresas especializadas na retirada dos metais incutidos nos equipamentos eletrônicos.

É do país asiático que virá a tecnologia implantada em Sorocaba para a separação dos resíduos, através da Flextronics, que é sediada em Cingapura, mas já possui fábrica em Manaus. Outra empresa com a mesma origem, Cimelia, também tem interesse em investir no Brasil.

Com a nova usina e a aplicação de outras tecnologias será possível reciclar 250 toneladas de resíduos eletrônicos. Se esse número for transformado em celulares, itens que possuem vida útil menor e são mais populares e descartáveis, seria como reaproveitar 45% de todos os aparelhos do Brasil.

De acordo com Kami Saidi, diretor de operações e líder do Programa Integrado de Sustentabilidade da HP, uma das empresas parceiras da ideia, o sistema atenderá a toda a cadeia produtiva. “Em Sorocaba será possível reciclar todos os tipo e quaisquer marcas de eletrônicos”, explicou Saidi, em declaração ao Estadão.

A atividade pode se mostrar bastante lucrativa, além dos benefícios provenientes dos cuidados ambientais. Segundo o diretor de Sustentabilidade da HP, a cada tonelada de resíduos reciclados é possível obter de 200g a 300g de ouro. O restante dos metais extraídos do processo, como cobre, bronze, fero e alumínio, é encaminhado novamente à indústria para ser usado como matéria-prima. Com informações do Estadão.


Fonte: CicloVivo