terça-feira, 16 de outubro de 2012

Possibilidades de uso para os pneus reciclados


A reutilização, recauchutagem e reciclagem são importantes alternativas para a destinação final de pneus velhos. Eles podem ser utilizados inteiros ou picados, por meio de distintas aplicações. Conheça algumas delas.
 
Contenção de erosão do solo - Pneus inteiros associados a plantas de raízes grandes podem ser utilizados para ajudar na contenção da erosão do solo.



Móveis e decoração - O pneu inteiro também pode virar pufes, poltronas, cadeiras, mesas e o que mais a imaginação permitir.



Equipamentos para playground - Os pneus podem virar diversos brinquedos como balanços, obstáculos e equipamentos para amenizar as quedas e evitar acidentes.

                              

Esportes - Eles também podem se usados em corridas de cavalo e carros, ou eventos que necessitem de uma limitação do território a percorrer.


Sinalização rodoviária e para-choques de carros - Uma outra ideia é reciclar pneus inteiros fazendo postes para sinalização rodoviária e amortecimento de choques, porque diminui os gastos com manutenção e soluciona o problema de armazenagem de pneus velhos.



Pneus picados:

Pavimentos para estradas - A mistura de betume modificado com borracha de pneus usados tem sido empregada com o objetivo de melhorar a capacidade estrutural de pavimentos novos ou que precisam ser recuperados.



Pisos industriais, sola de sapato, tapetes de automóveis, tapetes para banheiros e borracha de vedação - Depois do processo de desvulcanização, que faz parte da reciclagem, pode-se adicionar óleos aromáticos para criar uma pasta, a qual pode ser usada na produção de novos materiais.



Compostagem - O pneu não pode ser transformado em adubo, mas, sua borracha cortada em pedaços de 5 cm pode servir para aeração (processo que proporciona a melhoria da qualidade do solo que muitos agricultores fazem em seus terrenos para o plantio) de compostos orgânicos.

Fonte: Ecodesenvolvimento

Chicago pode ganhar arranha-céus que limpam o ar



Morar em um ambiente sustentável e sem poluição não é, necessariamente, sinônimo de uma casinha no campo. Claro que nas grandes cidades também é possível viver em casas ou edifícios que oferecem qualidade de vida e evitam desperdício de recursos como água e energia. Isso é o que propõem os arquitetos Danny Mui e Benjamin Sahagun para um par de arranha-céu (quem diria) em Chicago, nos Estados Unidos.

Uma das funções verdes destas torres, projetadas enquanto ambos eram estudantes do Illinois Institute of Technology, é limpar o ar da região onde elas seriam construídas. Funcionaria assim: o gás carbônico emitido pelos carros que circulam por perto dos prédios seria absorvido por algas em crescimento, que estariam em tanques biorreatores instalados nos topos e nas laterais das torres.

Outra função destas plantas é servir de matéria-prima para a produção de biocombustível, que abasteceria os automóveis dos residentes dos prédios, como alternativa aos combustíveis de origem fóssil.

E se a forma destes arranha-céus parece estranha à você, saiba que há um motivo: não bloquear a vista para a cidade e criar uma espécie de portão de visão na enorme avenida Eisenhower Expressway, onde os arquitetos sugerem construí-los.

As CO2ngress Gateway Towers, como foram batizados, ainda têm fachadas com camadas duplas de janelas, para eliminar a poluição sonora que chega da rua e abrigar pequenas varandas internas, como você pode ver na foto abaixo.


Por enquanto não há planos de construir este projeto, mas ele rende boas inspirações para as grandes cidades, não é mesmo? Que outras funções ambientais você espera de um prédio ou condomínio? Comente.


Fonte: Super Interessante

Designer cria coleção decorativa feita com sobras de madeira




O designer norueguês Lars Beller desenvolveu uma linha de enfeites feitos a partir de sobras de madeira. A coleção é chamada de Re-turned” e possui ornamentos em formato de aves e ovos. Entre a matéria-prima estão móveis quebrados, que agora ganham uma nova utilidade.

O trabalho não se baseia em técnicas sofisticadas de manufatura da madeira. Pelo contrário, Beller utilizou métodos tradicionais para manusear as madeiras e transformá-las em peças decorativas sutis e de muito bom gosto.

O designer explica que a coleção “Re-turned” transforma o material que seria visto como lixo para se tornar algo desejável. Acima da beleza, ele exalta o fato de serem peças 100% recicláveis, que reforçam a importância do cuidado com a natureza.

Os pássaros criados pela empresa são bastante originais. Formados em somente uma peça, eles variam em tamanho e formato. Mas, sempre mantêm algumas características únicas que alimentam a identidade da coleção, como os pequenos olhos e o bico preto.

Além de ser sustentável no uso da madeira, o designer optou por ter embalagens sustentáveis. Assim, a coleção é comercializada em uma caixa de papelão reciclado. A expectativa é de que os pássaros estejam à venda ainda neste ano, através do site do designer.



Com informações do TreeHugger.

Fonte:  CicloVivo

Nova lâmpada dura 40 anos e economiza 90% de energia



Que tal passar décadas sem precisar trocar uma lâmpada? Uma empresa norte-americana desenvolveu a Firefly LED, uma luz que dura até 40 anos e economiza cerca de 90% da energia utilizada para iluminar os cômodos da sua casa.

No começo deste mês, a Firefly lançou um novo modelo em LED que pretende acabar com as constantes queimas e trocas de lâmpadas, e ainda reduzir, de forma significativa, os gastos com iluminação residencial e os problemas com os descartes de lâmpadas.

Desenvolvida no Texas, a longa duração do novo LED depende de uma tecnologia capaz de reduzir o calor que se forma ao redor da luz: um dissipador reduz a temperatura em 32%, prolongando a vida da lâmpada por até quatro décadas.

Não obstante, a Firefly, empresa responsável pela criação, também patenteou um sistema que permite que a lâmpada funcione com apenas 5% de sua capacidade energética, economizando uma grande quantidade de eletricidade. 

Caso seja necessário melhorar o desempenho da luz, deve-se apenas trocar o dispositivo de LED que fica dentro da estrutura, também fabricado pela empresa. Chamados de Smart LED, os pequenos dispositivos são fáceis de trocar e eliminam a preocupação de reciclagem, sempre associada às incandescentes, fluorescentes e até LEDs convencionais.

O sistema de iluminação desenvolvido pela Firefly pode ser utilizado não apenas por residências, como também por edifícios e empresas. O produto deverá custar cerca de US$ 35 (R$ 70). Embora o preço no mercado seja superior ao das lâmpadas convencionais, a tecnologia permite uma economia de eletricidade em até 90%, o que diminuirá as despesas de iluminação na conta de luz. 

Com informações do TreeHugger.

Fonte: CicloVivo

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Boletim ABES Setembro/ Outubro


Como descartar corretamente o óleo de cozinha e evitar danos ambientais


Você fritou aquela batatinha crocante. Preparou bolinho de chuva e pastel. E fez o que com o óleo que sobrou? Muitas vezes, ele pode ser usado no preparo de outra receita, mas uma hora, é certo, terá de ser descartado. Ao invés de jogá-lo pelo ralo da pia, existem algumas formas mais sustentáveis de descarte, já que um único litro de óleo descartado de forma incorreta polui até 25 mil litros de água.

Muita coisa pode ser feita com o óleo de cozinha usado: fabricação de tintas, sabão, detergentes e biodiesel. Alguns países como Bélgica, Holanda, França, Espanha e Estados Unidos possuem até recomendações oficiais para o descarte correto de óleos e gorduras de frituras. No Brasil, só em São Paulo, o volume mensal de compra do produto é de mais de 20 milhões de litros, segundo pesquisa da Nielsen. E pouca gente faz o descarte correto.


Já pensou para onde vai todo esse óleo?

Além do mau cheiro, o óleo:

- Prejudica o funcionamento das estações de tratamento de água, entope canos, pode romper redes de coleta e encarece o processo de tratamento;
- Quando chega a rios e oceanos, cria uma barreira que dificulta a entrada de luz e bloqueia a oxigenação da água, o que compromete o equilíbrio ambiental;
- Exige uso de produtos químicos altamente tóxicos para limpeza de encanamentos contaminados;
- Impermeabiliza solos, dificulta o escoamento da água das chuvas, contamina o lençol freático e, em decomposição, emite grande quantidade de gases tóxicos na atmosfera.

O que fazer?

Se você ainda tem o hábito de jogar o óleo de cozinha pela pia, dá para ajudar a mudar essa realidade. Armazene-o em garrafas e procure postos de coleta. O Instituto Akatu tem uma lista nacional de postos de coletade óleo usado. A ONG TREVO, especializada em coleta e reciclagem de resíduos de óleo, também disponibiliza uma lista com alguns endereços de postos de coleta.



Fonte: Super Interessante


Resto de uísque vira combustível verde para carros e motos




Atualmente as sobras da produção de uísque, que têm alto teor de açúcar, são reaproveitadas para o desenvolvimento de fertilizantes. Mas, no que depender da descoberta de pesquisadores de um centro ligado à Universidade de Napier, em Edimburgo, elas terão uma nova utilidade: gerar biocombustível. Como? Misturando bactérias especiais a dois subprodutos da destilação de uísque de malte:

- pot ale, que fica nos alambiques após a primeira destilação, e

- draff, que sobra dos grãos usados na produção da bebida.

O resultado desta fermentação é o butanol, que poderia substituir combustíveis de origem fóssil (ou seja: aquele que é composto por carbono e cuja matéria-prima não é renovada pelo planeta). Ainda por cima, segundo os pesquisadores, o butanol seria 25% mais eficiente do que o bioetanol tradicional – produzido a partir de biomassa da cana-de-açúcar ou celulose.

Para que o abastecimento de veículos com o butanol vire realidade, resta apenas a comprovação de que ele possa ser produzido em escala industrial. Mas isso pode estar prestes a acontecer, porque a empresa Celtic Renewables, criada pelo centro de pesquisas ligado à Universidade de Napier, fechou parceria com a destilaria de uísques Tullibardine, que fica no condado escocês Perthshire e que fornecerá as sobras da sua produção.

O projeto recebeu investimento de 155 mil libras do ZeroWaste Scotland, programa do governo escocês para acabar com o desperdício do país. Ele trará vantagens para a destilaria, que economizará milhares de libras com os gastos de manejo das sobras da destilação. Além das vantagens ambientais: reduzir as emissões de gases do efeito estufa do país e cumprir a meta de aumento de 10% da produção de biocombustível da União Europeia até 2020.


Fonte: Super Interessante