segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Como descartar corretamente o óleo de cozinha e evitar danos ambientais
Você fritou aquela batatinha crocante. Preparou bolinho de
chuva e pastel. E fez o que com o óleo que sobrou? Muitas vezes, ele pode ser
usado no preparo de outra receita, mas uma hora, é certo, terá de ser
descartado. Ao invés de jogá-lo pelo ralo da pia, existem algumas formas mais
sustentáveis de descarte, já que um único litro de óleo descartado de forma
incorreta polui até 25 mil litros de água.
Muita coisa pode ser feita com o óleo de cozinha usado:
fabricação de tintas, sabão, detergentes e biodiesel. Alguns países como
Bélgica, Holanda, França, Espanha e Estados Unidos possuem até recomendações
oficiais para o descarte correto de óleos e gorduras de frituras. No Brasil, só
em São Paulo, o volume mensal de compra do produto é de mais de 20 milhões de
litros, segundo pesquisa da Nielsen. E pouca gente faz o descarte correto.
Já pensou para onde vai todo esse óleo?
Além do mau cheiro, o óleo:
- Prejudica o funcionamento das estações de tratamento de
água, entope canos, pode romper redes de coleta e encarece o processo de
tratamento;
- Quando chega a rios e oceanos, cria uma barreira que
dificulta a entrada de luz e bloqueia a oxigenação da água, o que compromete o
equilíbrio ambiental;
- Exige uso de produtos químicos altamente tóxicos para
limpeza de encanamentos contaminados;
- Impermeabiliza solos, dificulta o escoamento da água das
chuvas, contamina o lençol freático e, em decomposição, emite grande quantidade
de gases tóxicos na atmosfera.
O que fazer?
Se você ainda tem o hábito de jogar o óleo de cozinha pela
pia, dá para ajudar a mudar essa realidade. Armazene-o em garrafas e procure
postos de coleta. O Instituto Akatu tem uma lista nacional de postos de coletade óleo usado. A ONG TREVO, especializada em coleta e reciclagem de resíduos de
óleo, também disponibiliza uma lista com alguns endereços de postos de coleta.
Fonte: Super Interessante
Resto de uísque vira combustível verde para carros e motos
Atualmente as sobras da produção de uísque, que têm alto
teor de açúcar, são reaproveitadas para o desenvolvimento de fertilizantes.
Mas, no que depender da descoberta de pesquisadores de um centro ligado à
Universidade de Napier, em Edimburgo, elas terão uma nova utilidade: gerar
biocombustível. Como? Misturando bactérias especiais a dois subprodutos da
destilação de uísque de malte:
- pot ale, que fica nos alambiques após a primeira
destilação, e
- draff, que sobra dos grãos usados na produção da bebida.
O resultado desta fermentação é o butanol, que poderia
substituir combustíveis de origem fóssil (ou seja: aquele que é composto por
carbono e cuja matéria-prima não é renovada pelo planeta). Ainda por cima,
segundo os pesquisadores, o butanol seria 25% mais eficiente do que o bioetanol
tradicional – produzido a partir de biomassa da cana-de-açúcar ou celulose.
Para que o abastecimento de veículos com o butanol vire
realidade, resta apenas a comprovação de que ele possa ser produzido em escala
industrial. Mas isso pode estar prestes a acontecer, porque a empresa Celtic
Renewables, criada pelo centro de pesquisas ligado à Universidade de Napier,
fechou parceria com a destilaria de uísques Tullibardine, que fica no condado
escocês Perthshire e que fornecerá as sobras da sua produção.
O projeto recebeu investimento de 155 mil libras do ZeroWaste Scotland, programa do governo escocês para acabar com o desperdício do
país. Ele trará vantagens para a destilaria, que economizará milhares de libras
com os gastos de manejo das sobras da destilação. Além das vantagens
ambientais: reduzir as emissões de gases do efeito estufa do país e cumprir a
meta de aumento de 10% da produção de biocombustível da União Europeia até
2020.
Fonte: Super Interessante
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Eco Can: a latinha amiga do meio ambiente
Idealizada pelo estúdio Molla Space, a latinha ao lado,
chamada Eco Can, é feita de um material plástico biodegradável que leva amido
em sua composição, sendo livre dos componentes de petróleo usados na fabricação
de plástico convencional. Além de ser uma graça e reduzir o consumo de copos
descartáveis, a latinha “verde” tem efeito térmico que ajuda a manter a bebida geladinha
ou quente. Custa em torno de 25 reais no site da empresa. Embora o Brasil seja
exemplo mundial em reciclagem de latinhas de alumínio, a ideia de ter uma
dessas para carregar para todos os cantos ou deixar no escritório como
garrafinha reutilizável é muito atraente, não?
Fonte: Exame
Que árvore você quer ser quando morrer?
Com o objetivo de gerar vida após a morte, o designer Martín
Azúa criou a urna Bios, um baú biodegradável para cinzas. Ele é feito de
materiais naturais como casca de coco, celulose, turfa compacta (um material de
origem vegetal que ajuda a neutralizar compostos em decomposição) e o mais
curioso: em seu interior contêm uma semente de planta que pode variar de acordo
com o gosto da pessoa que faleceu.
Depois de guardar as cinzas, a urna é enterrada e, em poucos
dias, a semente começa a germinar e crescer, transformando-se na planta
desejada. “O projeto reintroduz o ser humano no círculo natural da vida. É o
ritual de regeneração, do retorno à natureza”, diz Azúa em seu site.
Fonte: Exame
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Aparelho utiliza calor de panela para carregar eletrônicos
Imagine carregar seu celular no calor de uma panela enquanto
prepara sua comida. Pode parecer muito futurístico, mas o designer iraniano
Ardavan Mirhosseini desenvolveu a ideia e mostra como funcionaria esta
tecnologia.
Chamado de EcoCharge, o aparelho sustentável e portátil
utilizaria energia térmica para carregar gadgets movidos a bateria. O sistema
aproveita o calor que já é desperdiçado nas tarefas diárias de uma residência.
Para abastecer os eletrônicos uma face magnética flexível é
fixada em uma superfície metálica. Dessa forma, a energia é transmitida por
condução. “Na minha opinião, produtos como EcoCharge podem provocar as pessoas
a pensarem mais sobre fontes alternativas”, afirma o designer em seu site.
O equipamento possui tela OLED. Ela consome bem menos
energia do que o LCD, Plasma e LED. Além disso, é mais leve, fino e reproduz
cores muito mais naturais e permite o acompanhamento da recarga. O usuário pode
então constatar a eficiência da condução nas diferentes superfícies.
Nascido em Teerã, no Irã, Mirhosseini estudou na Armênia e
Canadá, onde continua desenvolvendo seu trabalho de designer atualmente.
Fonte: Ciclo Vivo
Secretaria do Meio Ambiente vai cuidar dos animais silvestres
Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) agora
são administrados pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA). Até o mês
passado, os centros de triagem eram gerenciados pelo Ibama e por outros
parceiros, como instituições científicas, zoológicos, empresas e também as
secretarias. No entanto, desde o início de outubro, os animais não estão mais
sob a proteção do Ibama, órgão federal responsável pela preservação do meio
ambiente no Brasil.
Porém, os Cetas instalados em São Paulo apresentam graves
problemas. O Brasil possui menos de 120 centros de triagem de animais, e,
destes, apenas cinco estão localizados no Estado de São Paulo. Além de serem poucos, nem todos os Cetas têm
capacidade para abrigar os diversos animais que precisam de socorro. No ano
passado, cerca 25,8 mil bichos foram resgatados, mas os centros de triagem
conseguiram comportar cerca de apenas 14 mil animais silvestres.
Logo que a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São
Paulo (SMA) assumiu o controle de destinação da fauna silvestre, na semana
passada, uma das primeiras medidas tomadas pela SMA foi criar uma rede de
atendimento mais eficaz, que dispõe de um sistema informatizado de
monitoramento dos bichos recebidos por zoológicos e criadores, que deverá ser
lançado até o final deste ano.
A função dos Cetas é acolher os animais silvestres
identificados em buscas, apreendidos ou resgatados de situações degradantes, como
o cativeiro doméstico. Nos centros de triagem, os bichos ficam sob observação,
fazem exames e recebem a alimentação adequada para se recuperarem das condições
a que foram expostos anteriormente. Durante o período de readaptação, parte da
equipe de técnicos do Cetas avalia o melhor destino para os animais.
Fonte: Ciclo Vivo
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