quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Eco Can: a latinha amiga do meio ambiente




Idealizada pelo estúdio Molla Space, a latinha ao lado, chamada Eco Can, é feita de um material plástico biodegradável que leva amido em sua composição, sendo livre dos componentes de petróleo usados na fabricação de plástico convencional. Além de ser uma graça e reduzir o consumo de copos descartáveis, a latinha “verde” tem efeito térmico que ajuda a manter a bebida geladinha ou quente. Custa em torno de 25 reais no site da empresa. Embora o Brasil seja exemplo mundial em reciclagem de latinhas de alumínio, a ideia de ter uma dessas para carregar para todos os cantos ou deixar no escritório como garrafinha reutilizável é muito atraente, não?


Fonte: Exame

Que árvore você quer ser quando morrer?



Com o objetivo de gerar vida após a morte, o designer Martín Azúa criou a urna Bios, um baú biodegradável para cinzas. Ele é feito de materiais naturais como casca de coco, celulose, turfa compacta (um material de origem vegetal que ajuda a neutralizar compostos em decomposição) e o mais curioso: em seu interior contêm uma semente de planta que pode variar de acordo com o gosto da pessoa que faleceu.

Depois de guardar as cinzas, a urna é enterrada e, em poucos dias, a semente começa a germinar e crescer, transformando-se na planta desejada. “O projeto reintroduz o ser humano no círculo natural da vida. É o ritual de regeneração, do retorno à natureza”, diz Azúa em seu site.



Fonte: Exame

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Aparelho utiliza calor de panela para carregar eletrônicos


Imagine carregar seu celular no calor de uma panela enquanto prepara sua comida. Pode parecer muito futurístico, mas o designer iraniano Ardavan Mirhosseini desenvolveu a ideia e mostra como funcionaria esta tecnologia.

Chamado de EcoCharge, o aparelho sustentável e portátil utilizaria energia térmica para carregar gadgets movidos a bateria. O sistema aproveita o calor que já é desperdiçado nas tarefas diárias de uma residência.

A unidade utiliza módulos de um gerador termoelétrico para converter o calor produzido no cozimento de alimentos, por aquecedores ou qualquer outra fonte, em energia elétrica utilizável.

Para abastecer os eletrônicos uma face magnética flexível é fixada em uma superfície metálica. Dessa forma, a energia é transmitida por condução. “Na minha opinião, produtos como EcoCharge podem provocar as pessoas a pensarem mais sobre fontes alternativas”, afirma o designer em seu site.


O equipamento possui tela OLED. Ela consome bem menos energia do que o LCD, Plasma e LED. Além disso, é mais leve, fino e reproduz cores muito mais naturais e permite o acompanhamento da recarga. O usuário pode então constatar a eficiência da condução nas diferentes superfícies.


Nascido em Teerã, no Irã, Mirhosseini estudou na Armênia e Canadá, onde continua desenvolvendo seu trabalho de designer atualmente.

Fonte: Ciclo Vivo 

Secretaria do Meio Ambiente vai cuidar dos animais silvestres


Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) agora são administrados pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA). Até o mês passado, os centros de triagem eram gerenciados pelo Ibama e por outros parceiros, como instituições científicas, zoológicos, empresas e também as secretarias. No entanto, desde o início de outubro, os animais não estão mais sob a proteção do Ibama, órgão federal responsável pela preservação do meio ambiente no Brasil.

Porém, os Cetas instalados em São Paulo apresentam graves problemas. O Brasil possui menos de 120 centros de triagem de animais, e, destes, apenas cinco estão localizados no Estado de São Paulo.  Além de serem poucos, nem todos os Cetas têm capacidade para abrigar os diversos animais que precisam de socorro. No ano passado, cerca 25,8 mil bichos foram resgatados, mas os centros de triagem conseguiram comportar cerca de apenas 14 mil animais silvestres.

Logo que a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA) assumiu o controle de destinação da fauna silvestre, na semana passada, uma das primeiras medidas tomadas pela SMA foi criar uma rede de atendimento mais eficaz, que dispõe de um sistema informatizado de monitoramento dos bichos recebidos por zoológicos e criadores, que deverá ser lançado até o final deste ano.

A função dos Cetas é acolher os animais silvestres identificados em buscas, apreendidos ou resgatados de situações degradantes, como o cativeiro doméstico. Nos centros de triagem, os bichos ficam sob observação, fazem exames e recebem a alimentação adequada para se recuperarem das condições a que foram expostos anteriormente. Durante o período de readaptação, parte da equipe de técnicos do Cetas avalia o melhor destino para os animais.

Fonte: Ciclo Vivo 

USP elabora concreto a partir de resíduos industriais que iriam para aterro



O Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP de São Carlos criou uma forma de reaproveitar materiais para a fabricação de concreto, que é formado por cimento, areia, pedra e água.

No novo material, 70% da areia utilizada pode ser substituída por areia de fundição, utilizada em moldes nos processos de fundição de peças metálicas. Já a pedra é 100% substituída por escória de aciaria, resíduo que sobra da produção do aço.

Uma das principais vantagens do produto é que ele demanda uma quantidade menor de recursos naturais para ser feito e tem diversas aplicações, como fabricação de elementos para a construção civil (peças para pavimentação, guias, blocos para alvenaria de vedação e mobiliário urbano) e na construção de calçadas e contrapisos.

A outra vantagem é que o novo concreto utiliza materiais que são restos de outros processos e seriam jogados em aterros industriais específicos, por serem nocivos ao meio ambiente. “O produto se utiliza de resíduos sólidos industriais, fazendo uma reciclagem e dando uma nova utilização para eles, o que propicia a economia de recursos naturais”, diz o engenheiro de materiais Javier Mazariegos Pablos, responsável pelo projeto.

O material já tem um número provisório de patente, registrado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Nos próximos meses, se for verificado que não existe outro produto com as mesmas características no mundo, o concreto receberá a patente definitiva.
A ideia do grupo é transformar o novo concreto em produto comercial – o preço também é atrativo para a indústria, pois deverá ser menor do que os materiais convencionais que já estão no mercado.


Fonte: Exame

A corrida verde chega aos céus


Grandes fabricantes de aeronaves ou pequenas empresas de tecnologia. Todos buscam o combustível verde para reduzir as emissões de carbono do setor aéreo.



Boeing: tanques abastecidos com uma mistura de óleo diesel e óleo de cozinha.
Na trilogia cinematográfica "De Volta para o Futuro", um clássico dos anos 80, o personagem vivido pelo ator Michael J. Fox viaja pelo tempo a bordo de um DeLorean, carro esportivo que era abastecido com lixo e voava. Os carros ainda não voam, mas o lixo já está movendo aviões — ou quase. Na corrida pelo combustível verde para aviação, vale qualquer tipo de matéria-prima.

Plástico reciclável, serragem, palha, óleo de cozinha e algas são algumas das opções que estão sendo estudadas para entrar no tanque dos aviões. A pressão por alternativas sustentáveis tem recaído sobre os principais fabricantes do setor e não para de aumentar. Proporcionalmente, os aviões são o meio de transporte que mais polui.

As cerca de 17 000 aeronaves comerciais em atividade no mundo respondem por 2% das emissões dos gases de efeito estufa. Os cerca de 1 bilhão de carros em circulação, por sua vez, respondem por 15% dos poluentes.

A meta do setor é reduzir as emissões de carbono em 50% em 2050, tendo como base o ano de 2005, de acordo com a Associação Internacional do Transporte Aéreo. Como é comum quando o assunto é meio ambiente, os europeus deram os primeiros passos.

No ano passado, a Comissão Europeia, companhias áreas e fabricantes de biodiesel assinaram um pacto para produzir 2 milhões de toneladas de combustível sustentável até 2020, o que equivale a 14% do consumo de querosone de aviação na Europa. Com base nesse compromisso, em março a francesa Airbus entrou num consórcio com empresas australianas para estudar o potencial do eucalipto para a fabricação de biocombustível.

Em abril, um 787 da concorrente americana Boeing cruzou o Pacífico com os tanques abastecidos com uma mistura de diesel e óleo de cozinha reutilizável. O mais recente anúncio nessa área ocorreu no dia 24 de setembro. A Airbus e a petrolífera chinesa Sinopec assinaram um acordo para desenvolver um combustível mais verde de biomassa e óleo reciclado.

No Brasil, desde 2005 a Embraer fabrica aviões agrícolas que são abastecidos com etanol. O combustível, porém, não é considerado o ideal para jatos por apresentar dificuldades técnicas. O poder calorífico do  produto (a quantidade de energia por unidade de massa) é bem menor do que o do querosene, o que reduz a autonomia de voo.
Fora isso, como o etanol exige adaptações no motor, acaba elevando os custos. Atualmente, a fabricante brasileira, em parceria com a americana Boeing e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, estuda outras alternativas, como o bagaço de cana.
Atraídas pelas oportunidades criadas pelo setor aéreo, até empresas de pequeno porte estão investindo numa solução verde. A irlandesa Cynar, por exemplo, criou um diesel para aviação a partir de plástico reciclado — vale desde utensílios domésticos até embalagens de salgadinho.

O material é derretido em altíssimas temperaturas e os gases expelidos no processo são convertidos em combustível líquido. Para cada tonelada de lixo plástico é possível extrair 662 litros de diesel. Em novembro, o combustível da Cynar deverá fazer seu primeiro grande teste. Um pequeno avião Cessna fará a rota de Sydney, na Austrália, a Londres, no Reino Unido.

“A vantagem do nosso produto é que ele é menos poluente e ainda reduz a quantidade de lixo no meio ambiente”, diz Michael Murray, presidente da companhia, que esteve no Brasil no começo de setembro para apresentar a tecnologia. Nas Filipinas, a empresa Polygreen desenvolveu outra versão verde a partir do plástico, cujo preço seria 20% menor que o do querosene comum de aviação.

Nos Estados Unidos, a Swift Fuels criou um biodiesel de um tipo de grama com alta capacidade de conversão em energia. “Nossa alternativa é menos poluente e reduz a dependência dos países que importam petróleo”, diz Chris D’Acosta, presidente da Swift. Além da gritaria dos ambientalistas, há um incentivo financeiro para a adoção de uma opção sustentável no setor aéreo.

Nas últimas duas décadas, o preço do querosene multiplicou por 6. Medidas adotadas desde a década de 70 para aumentar a eficiência  energética, como novos motores, têm surtido efeito. Com a mesma quantidade de passageiros e querosene, voa-se o dobro da distância. Apesar disso, os gastos com combustível ainda são o maior custo das companhias aéreas.


Fonte: Exame