sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Carro elétrico bate recorde e chega a 241 km/h


A empresa britânica Ecotricity criou o carro elétrico Nemesis, uma adaptação de um modelo tradicional da montadora Lotus. O automóvel esportivo bateu o recorde de velocidade em um veículo elétrico, ao atingir 241 km/h.

O teste com o Nemesis foi feito na última semana, no aeródromo de North Yorkshire. O desempenho do carro superou o recorde anterior, que era de 236 km/h, atingido em um modelo e-Bluebird.

De acordo com o criador do novo carro elétrico mais rápido do mundo, Dale Vince, o intuito da empresa ao construir o Nemesis foi “estimular o pensamento e o debate sobre como lidaremos com as coisas ao nosso redor quando o mundo ficar sem petróleo”. Ele acrescenta que a empresa quer mostrar que os carros elétricos são viáveis e também podem atingir alto desempenho.

“Fizemos uma série de modificações de acordo com as especificações da estrada e para dar mais força ao carro, alcançando uma velocidade maior”, informou Vince. O intuito é tornar o Nemesis ainda melhor.

A empresa garante que o carro pode chegar a 320 km/h, com autonomia de 240 quilômetros a cada recarga completa. Este é um desempenho de bateria um pouco acima dos modelos elétricos já comercializados em diversos países, como o Nissan Leaf, por exemplo, que tem autonomia de 176 quilômetros.

Fonte: Ciclo Vivo 

Pacientes e funcionários de hospital paulistano fazem brinquedos reciclados



Criar brinquedos a partir de materiais reaproveitados tem sido uma forma de terapia e cuidado ambiental aplicada por funcionários e pacientes do Hospital das Clínicas em São Paulo. Através do trabalho, embalagens e materiais diversos se transformam em brinquedos.

A oficina é feita em encontros semanais, conforme registrado pela Folha de São Paulo, e acaba de ser premiada como a melhor ação de qualidade ambiental do estado. A proposta dá um novo ar ao ambiente médico, oferece descontração aos participantes e ainda ajuda outras crianças, que recebem os brinquedos.

A enfermeira Cleonice Bezerra dos Santos, coordenadora da oficina explica que o trabalho tem resultados efetivos, até mesmo no quadro clínico dos pacientes. Segundo ela, um dos exemplos acontece nos casos em que uma pessoa, que é dependente de cilindros de oxigênio, participa de toda a oficina sem necessitar do ar extra.

O material usado nos trabalhos é coletado dentro do próprio hospital ou doado por funcionários, que separam as embalagens em suas residências. Outro reflexo disso é a conscientização ambiental, para a separação adequada nos resíduos e o potencial para o reaproveitamento que cada tipo de material tem.

No Dia da Criança, comemorado no próximo dia 12, os voluntários distribuirão cem bonecos feitos da oficina às crianças que estiverem no hospital.

Fonte: Ciclo Vivo 

E-bike conecta-se a smartphones e possui sensor que evita acidentes


A Velo é uma bicicleta-conceito que possui um moderno sistema contra acidentes. O protótipo, ainda em fase de testes, é desenvolvido por engenheiros nos EUA, e possui um mecanismo capaz de se conectar aos celulares dos ciclistas.

A conexão entre a bicicleta e o gadget acontece por meio de um microprocessador instalado na bicicleta, capaz de reconhecer os dados sensoriais do usuário. O mecanismo da e-bike ainda monitora o ciclista, faz roteamentos dinâmicos e possui um dispositivo de integração social.

Para aumentar a segurança no trânsito, o protótipo da Velo dispõe também de um sistema anticolisão, um sensor que dispara um indicativo quando o ciclista está prestes a sofrer algum tipo de acidente ou bater em algum obstáculo na rua.

Além disso, a intenção dos engenheiros é fazer com que a bicicleta elétrica seja mais rápida do que os carros em trajetos urbanos de curta duração. A Velo também visa cargas elétricas a preços acessíveis – nas cidades americanas, o valor de cada carga deverá ser inferior a dez cents de dólar.

A e-bike será lançada nos próximos meses.

Fonte: Ciclo Vivo 

Saiba como fazer um jardim vertical usando pallets


Existem muitos projetos decorativos que usam pallets, da mesma forma que existem diversas opções de jardins verticais. A ideia de misturar os dois é da paisagista Fern Richardson, do blog Life on the Balcony, e o CicloVivo mostra o passo a passo.

Materiais:

Um pallet, lona de jardim, lixa, grampeador e grampo, martelo e pregos, terra para envasamento e suculentas ou outras plantas.


Instruções:



 Lixe o pallet para que fique liso e sem farpas. Se a parte traseira de seu pallet não tiver muito apoio (às vezes você pode encontrar um, muito aberto na parte de trás), encontre alguns pedaços de madeira, com cerca de sete a dez centímetros de largura e 1/4 de espessura (ou a espessura das outras ripas) e pregue-os em seu pallet, usando dois pregos de cada lado.


Corte a lona, com tamanho de duas a três vezes maior que o pallet, e comece a grampear. Grampeie atrás, nas laterais e no fundo, tomando cuidado nos cantos. Dobre a lona de modo que a terra nunca seja derramada.


Coloque a estrutura montada em uma superfície plana e despeje a terra adubada através das ripas, pressionando firmemente. Deixe espaço suficiente para acrescentar as plantas.

Inicie a plantação, começando pela parte de baixo do estrado e terminando no topo. Certifique-se de que o solo está firmemente embalado. Adicione o solo conforme necessário para que as plantas fiquem bem firmes no final.

Regue seu jardim vertical completamente e deixe-o na horizontal de uma a duas semanas para permitir que as plantas sem enraízem. Passado este tempo, ele já pode ser configurado na posição vertical.



 














Nota: lembre-se de começar a regar pelo topo e depois cada seção subsequente com uma quantidade um pouco menor, pois a água irá naturalmente se infiltrar nas plantas do fundo.











Fonte: Ciclo Vivo 

8 novas espécies de animais são descobertas no Peru


Cientistas do México e do Peru descobriram oito novas espécies de mamíferos e três anfíbios em um santuário nos Andes peruanos, no mês passado. Na lista dos animais inéditos, aparecem um porco-espinho, uma raposa-cinzenta, um marsupial e várias espécies de roedores. O grupo de pesquisadores também registrou três espécies de anfíbios, que já estão devidamente catalogados.

A expedição em busca dos animais foi liderada pelo mexicano Gerardo Ceballos González, pesquisador do Instituto de Ecologia da UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México). Em artigo publicado no site do Instituto, González relata trechos da jornada e mostra-se otimista com a descoberta de novas espécies nos países da América do Sul.  "Esta é uma das mais importantes descobertas de biodiversidade dos últimos anos, já todas as espécies foram encontradas em uma área muito pequena”, completa o pesquisador.


Horacio Zeballos, investigador do Museu de História Natural de Arequipa, no Peru, também fez parte da equipe. Ele acredita que ainda há muitos outros animais a serem descobertos no santuário peruano. “É provável que novos vertebrados sejam descobertos não apenas neste santuário, como também em todo o território peruano", afirma Zeballos.

No artigo publicado pela UNAM, González descreve trechos da jornada: “Até chegar ao santuário, foi necessário caminhar por mais de duas horas pelas lindas paisagens da selva. Já bem perto da estação, nossa equipe se surpreendeu ao ver uma raposa cinzenta na América do Sul, mas é bem provável que ela seja uma nova espécie”, afirma o pesquisador.

 

A pesquisa foi conduzida por cientistas mexicanos e peruanos, e teve o apoio do próprio Santuário Nacional Tabaconas-Namballe, que tem uma área de 32 mil hectares e varia entre 1.800 metros e 3.200 metros de altitude. Seu bioma é bem complexo, abrangendo uma grande variedade de tipos de animais e vegetações na região dos Andes peruanos. A viagem em busca de novas espécies teve início em 2009 e terminou no ano passado. No entanto, os resultados foram divulgados apenas recentemente.

Fonte: Ciclo Vivo  

Empresas de carga se negam a transportar mamíferos para pesquisas de laboratório


As duas maiores empresas de transporte aéreo de cargas do mundo, FedEx e UPS, assinaram documento se comprometendo a deixar de transportar em seus aviõesmamíferos que seriam usados para pesquisas científicas realizadas em laboratório. O anúncio foi feito após pressão da organização Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta)* e está gerando polêmica.

Com cada vez menos opções para transportar cobaias, os pesquisadores afirmam que as pesquisas científicas “andarão para trás” e criticam as transportadoras por cederem à pressão “de uma minoria que ignora a importância dos estudos para prevenir e curar doenças humanas”. A Peta e outras organizações de proteção aos animais, por sua vez, garantem que o uso de bichos já pode ser substituído por outros métodos de pesquisa tão eficientes quanto esse, mas que exigem maior investimento – como, por exemplo, a técnica “in vitro”, que usa células animais isoladas em laboratório.

Por razões éticas ou comerciais, o fato é que, cada vez mais, as transportadoras querem desvincular seus nomes da indústria de experimentação animal. E a Peta ainda quer mais: agora, focará sua campanha em outras empresas de transporte de carga, como as marítimas e rodoviárias. 

Fonte: Superinteressante 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Aprendendo com formigas e cupins


Texto da BBC Brasil estampado na última segunda-feira por este jornal relata a preocupação de cientistas com a "invasão global de minhocas" e de "outras espécies alienígenas" - entre elas, as formigas -, que "já conquistaram quase todos os continentes" (a Antártida é uma das exceções). Espécies invasoras estão "vencendo a competição" com espécies locais porque se adaptam rapidamente a terrenos desmatados e alterados, mudam a estrutura dos solos. Podem reduzir efeitos da erosão, como na Amazônia, aumentar o nível de minerais no solo e estimular o crescimento de plantas. Mas afastam outras espécies.

Estranho que possa parecer, é tema altamente relevante, fascinante mesmo, por muitos ângulos. E quem se interessar pode, por exemplo, consultar o livro Journey to the Ants - a Story of Scientific Exploration (Harvard Press University, 1994), de Bert Hölldobler e Edward O. Wilson, este último considerado um dos maiores conhecedores da biodiversidade e o maior especialista em mirmecologia, o estudo das formigas, ao qual se dedica há meio século no mundo todo, com vários livros publicados. A ponto de um deles (The Ants, 1990) pesar 3,4 quilos. Juntos, Wilson e Hölldobler têm pesquisas de quase um século.

Wilson e Hölldobler começam ensinando aos humanos uma lição admirável das formigas: o seu êxito - que as levará a dominar o planeta, de acordo com o primeiro - decorre do extraordinário comportamento de cooperação entre os milhares de membros de cada colônia, que produz extrema eficiência na busca, no transporte e no armazenamento de alimentos, na reprodução, na defesa do grupo, etc. Uma das armas principais nessa luta coletiva pela vida é o uso de vários tipos de linguagem (corporal, visual, gestual, etc.), principalmente química - porque o odor de cada parte do corpo, emitido no encontro de dois seres, pode ter significados muito específicos, como alarme, desejo de atração, disposição para cuidar da cria, oferta de alimentos, etc. E essa cooperação é a base da sobrevivência.

A colônia é o sentido fundamental da vida para cada formiga, embora possa haver disputa entre a rainha e formigas operárias quando estas se sentem em condições de reproduzir (o que cabe à rainha). Pode haver também conflitos com outras formigas da mesma espécie. Mas, com suas características, as formigas sobrevivem há muito mais tempo que os seres humanos, uns 100 milhões de anos, desde a época dos dinossauros. É quase inacreditável, quando se lembra que o tamanho de uma formiga é de cerca de um milionésimo do corpo humano. Mas elas representam 1% do quintilhão de insetos que existem no planeta - já eram na década de 1990 cerca de 10 quatrilhões e cada formiga se reproduz umas 500 vezes nos 20 anos que o ser humano leva para formar cada nova geração. Por isso, pensa Wilson, as formigas dominarão a Terra. Hoje, juntas, pesam tanto quanto todos os seres humanos.

Já existem estudos demonstrando que na Floresta Amazônica, perto de Manaus, formigas e térmites (cupins) representam um terço da biomassa animal. Se a elas se acrescentarem abelhas e vespas, serão 80% do total. Por isso, dizem Wilson e seu parceiro, pode-se afirmar que "o socialismo funciona, em certas circunstâncias. Karl Marx apenas escolheu a espécie errada" para estudar. Embora, no caso das formigas, suas 500 mil células nervosas tenham, juntas, apenas o tamanho de uma letra numa página de livro. E se todas as espécies de formigas desaparecessem, afirmam, "seria uma catástrofe".

Poderíamos aprender muito com formigas, cupins e também com muitas espécies vegetais. Há alguns anos, quando produzia um documentário para a TV Cultura, o autor destas linhas foi ao Jardim Botânico paulistano acompanhando um especialista em grandes estruturas de concreto na Universidade de São Paulo (USP), que começou mostrando uma variedade de bambu com a maior capacidade de resistência a impactos físicos por centímetro quadrado - e o estudo dos fundamentos dessa resistência serviam para orientar a criação de grandes estruturas de concreto. Depois mostrou um cupinzeiro, abrindo com as palavras: "Este é o edifício mais inteligente que existe. Aqui vivem dezenas de milhares de indivíduos, que convivem em harmonia, trafegam sem congestionamento (para buscar alimentos), sem colisões, sem conflitos, orientando-se com várias linguagens. No interior do cupinzeiro existem câmaras específicas onde a rainha deposita seus ovos para reprodução; câmaras para depósito de alimentos, com orifícios no alto para a saída de gases da decomposição; outros orifícios que são fechados ou abertos por ação dos cupins, para adaptar-se às temperaturas fria ou quente. Pode haver algo mais racional?".

No momento em que tantos estudos mostram o momento difícil que vivemos por causa das várias crises globais, incluindo a da finitude de recursos naturais, é preciso entender muito mais não apenas da relação humana com os ecossistemas, biomas, áreas específicas, mas também do significado, em cada um deles, das muitas espécies, sua importância para a conservação - e para a sobrevivência humana. É espantoso: na hora em que cientistas afirmam que toda a superfície de gelo acumulada no Ártico pode derreter-se (nos meses de verão) em quatro anos (guardian.co.uk, 17/9), liberando quantidades assombrosas de metano acumuladas sob a camada até aqui permanente, é preciso ter consciência da gravidade da situação. E da necessidade de levar os comportamentos sociais a serem adequados às novas questões. Até formigas, cupins, abelhas e vespas se enquadram nesse contexto.

É aflitivo, por isso, verificar a distância dos assuntos fundamentais em que se encontram, nesta hora, os temas das campanhas eleitorais em todo o País. Não será por essas veredas imediatistas que se poderá chegar a alguma via larga, aberta para o horizonte e o futuro.

Fonte: Estadão.com