segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Empresa no interior de SP investe em tratamento do lixo orgânico doméstico


Com o aumento da consciência ecológica, os produtos relacionados à sustentabilidade têm ganhado mais espaço no mercado. Uma empresa de Campinas, interior de São Paulo, é um exemplo de negócio focado no tratamento correto do lixo orgânico.

O empresário José Mendonça Furtado, fundador da Novaterra Ambiental, percebeu na demanda existente por produtos e serviços que facilitassem a reciclagem uma oportunidade de empreendimento. Dentre as soluções para redução do impacto ambiental, ele oferece a composteira de 60 centímetros de comprimento e 40 de largura.

Através deste produto, o consumidor pode reciclar seus resíduos em casa. Por ser pequena, é possível usá-la até mesmo em apartamento. “As composteiras foram desenvolvidas com intenção de uso em zonas urbanas, onde é difícil você destinar o seu lixo orgânico para outra opção que não seja o aterro sanitário”, afirmou Furtado ao programa Pequenas Empresas Grandes Negócios.

Ter uma composteira exige alguns cuidados, mas o processo é simples. Ela é montada em uma caixa de plástico com furos em todo seu entorno. Dentro da caixa são colocados papelão picado e umedecido e minhocas. Com essa preparação, já é possível despejar o lixo orgânico e, por fim, cobrir tudo isso com papel picado.

Esses resíduos transformam-se em adubo, o húmus, que pode ser usado para cultivar hortaliças e temperos. “A duração é ilimitada. As minhocas vão se procriando também e eventualmente essa caixa pode ser dividida para ser usada em outra família ou com mais volume de resíduos”, diz Furtado.

O empresário investiu R$ 20 mil no negócio. Atualmente, ele consegue vender 30 unidades por mês, sendo que cada uma custa R$ 145. Além disso, ele desenvolve projetos para a destinação correta do lixo, em especial para empresas. Ele ensina como fazer o tratamento de poda, grama, alimentos processados, entre outros alimentos, no próprio local. Desta forma, evita-se o transporte para aterros sanitários.

“A preocupação é enorme com o meio ambiente, com a sustentabilidade, e esse tipo de produto vem possibilitar que as pessoas simplesmente possam colaborar com todo esse movimento social”, diz o empresário.

A Novaterra Ambiental trabalha com a venda de produtos e consultoria especializada de atividades educacionais. “É uma rede interdisciplinar dedicada a ampliar as possibilidades de novos negócios pautados na inovação, minimização do impacto, implantação e aprimoramento da gestão para a sustentabilidade”, afirma a empresa, em seu site.

Fonte: Ciclo Vivo 

Conheça o projeto de “asa” que mantém conforto térmico sem gasto de energia



Para criar uma casa com um clima aconchegante sem gasto de energia, a equipe multidisciplinar do SuperLimão Studio, de São Paulo, recorreu a uma ideia dos ares e executou com materiais usados nos mares. O grupo, formado por profissionais de desenho industrial, arquitetura, engenharia e turismo, começou a pensar no protótipo do projeto para uma casa localizada próxima ao aeroporto de Congonhas, na capital paulista.


A passagem dos aviões, durante uma das visitas ao local, foi a inspiração para criarem o conceito da asa. “A asa possui um formato aerodinâmico. Utilizamos esta característica para conseguir direcionar o vento para dentro da edificação em períodos quentes e desviar para fora durante períodos frios”, explica Lula Gouveia, um dos sócios do SuperLimão.

O projeto propõe uma forma simples e passiva para controlar a iluminação e ventilação, o que é feito normalmente por lâmpadas e ar condicionado. “A cidade de São Paulo apresenta uma das maiores variações climáticas do Brasil, de forma que seria impossível projetarmos uma situação que se comportaria de forma ótima tanto no verão quanto no inverno. Esta variação ocorre inclusive durante o período de um dia. Tendo isto como referência, queríamos que a casa conseguisse mudar de forma rápida e eficiente”.


Tecnologia de barcos

Para executar o sistema com eficiência, o grupo pesquisou e recorreu a uma estrutura leve e resistente. “Fizemos uma parceria com um estaleiro de lanchas de corrida. Eles fabricam o casco das lanchas com fibra de vidro e kevlar (usado também em coletes a prova de balas), materiais de ponta que normalmente não são usados na indústria civil. Todas as engrenagens do mecanismo são normalmente utilizadas em veleiros ou foram desenhadas por nós e executadas em um torneiro especialista em peças deste tipo”, diz Gouveia.

A asa é a parte principal do sistema, que pode ser complementado por uma escotilha (um tipo de janela que se utiliza em barcos) que cria uma saída de ar. “Sem ela não conseguiríamos ter uma ventilação cruzada que nos permite a troca de calor de forma muito eficiente”. As telhas usadas na construção do protótipo são de Tetrapak reciclado, os mecanismos de abertura são polias de barcos e também existe a opção de captação de energia solar com uma placa fotovoltaica.

Em relação aos custos, Lula explica que entre ferragens, frete e instalação o sistema fica em torno de R$ 10.000. “Muito abaixo do custo de iluminação, ar condicionado e cobertura que utilizaríamos em uma solução convencional”, conclui. “E pode ser aplicado em larga escala. Podemos dizer que o sistema é, na verdade, um brise gigante”. O protótipo está em uma casa em São Paulo, mas já foi utilizada de forma diferente em outros projetos. “Vale lembrar que esta solução depende de fatores locais como posicionamento em relação ao Sol e velocidade e constância dos ventos”.

Fonte: Superinteressante 

Designer transforma embalagens em capas divertidas de iPhone



Decidido em criar uma capa original e acessível para iPhone, o designer Roberto Magno, de San Diego, EUA, decidiu trabalhar com algo que normalmente vai parar no lixo: embalagens de papelão.

Aproveitando caixas de produtos famosos, como o cereal de milho Kellogs e de refrigerantes da Coca-Cola, além de outros menos conhecidos, ele criou cases divertidos, econômicos e principalmente sustentáveis, que são 100% recicláveis.

"Eu tenho observado que há uma grande quantidade de produtos que têm embalagens com ótimos gráficos e desenhos", escreve Magno em seu site.

"Esta é uma maneira de estender a vida útil dessas caixas e de sua arte". Todo o processo de reciclagem que dá origem às novas capinhas é feito de forma manual e com ferramentas simples, como estiletes e adesivos.

Fonte: Planeta Sustentável 

Casa Cor em Toledo, no PR, une a beleza das formas à sustentabilidade


Uma casa planejada por 20 arquitetos está em exposição em Toledo, no oeste do Paraná. O projeto traz propostas que uniram a beleza das formas à sustentabilidade ambiental. A Casa Cor fica aberta para visitas até o dia 14 de outubro.  As entradas custam R$ 5. 


A casa tem 395 metros quadrados e uma área de dois mil metros de terreno. Os 17 ambientes foram feitos com materiais sustentáveis e ecologicamente corretos. “A gente queria mostrar para as pessoas que nem sempre se precisa gastar muito para fazer uma coisa bonita, sofisticada, sustentável e que respeite a natureza”, assegura a arquiteta Théa Prado.

Os objetos de decoração foram reaproveitados. Os barris, por exemplo, viraram banquetas.  A estante foi feita com madeira de construção. O sofá recapado com outro tecido e a mesa é de carretéis de fio. Na área externa, os arquitetos colocaram um guarda-sol que capta a luz solar durante o dia e à noite ilumina o espaço.

A garagem foi planejada para um morador que goste de moto. A telha é de zinco e as paredes foram pintadas com tinta totalmente ecológica. “Ela é 50% de terra, 10 % de cola e 10% de água”, completa o arquiteto Rodrigo de Morais.

Fonte: Globo.com 

Bacon, presunto e salsicha em risco de “extinção”, a partir de 2013



Má notícia para os adoradores de alimentos derivados do porco (e excelente novidade para os defensores do vegetarianismo!): em 2013, artigos feitos de carne suína – como o bacon, o presunto, a salsicha e o torresmo – correm risco de entrar em “extinção” na prateleira dos supermercados. O alerta é da Associação Nacional de Porcos da Grã-Bretanha (NPA), que em nota afirmou que a situação já chegou a um ponto praticamente inevitável.

O motivo seriam as secas dos EUA, que estão cada vez mais intensas e frequentes por conta das mudanças climáticas. O fenômeno está afetando a agricultura do país e, consequentemente, aumentando o custo dos alimentos. Em julho, de acordo com o Banco Mundial, o preço do milho e da soja, usados para alimentar os porcos, teve um crescimento mundial de 25% e 17%, respectivamente.

Dar de comer aos rebanhos, agora, ficou mais caro e a única solução encontrada pelos produtores de carne suína foi sacrificar os animais. A carne de porco, em 2012, está excedente nos supermercados – nos EUA, por exemplo, a oferta aumentou 31% em agosto, com relação ao ano anterior –, mas em 2013 a tendência será oposta. Como o número de porcos criados para abatimento diminuirá, encontrar alimentos derivados da carne suína para comprar será mais raro – e, claro, mais caro também.

De acordo com a NPA, o único jeito de reverter a situação é pedir para que os supermercados paguem mais aos produtores – o que, consequentemente, implicaria no aumento do preço dos alimentos para o consumidor, mas em um nível menor do que aconteceria em 2013. E aí? Você pagaria mais pelo bacon agora para não ficar sem ele no ano que vem?



Fonte: Super Interessante

8 presentes verdes para impressionar no Dia das Crianças


Que tal aproveitar a data que se aproxima (12 de Outubro) para surpreender os pequenos com mimos ecológicos e educativos? Confira essas dicas de presentes sustentáveis para todos os gostos e idades. Nem você vai resistir!


Robô movido a energia solar


As profissões do futuro já são parte do universo das energias renováveis. Com esse robô movido a energia solar, da marca Green Science, as crianças vão aprender na prática e de maneira divertida as possibilidades da energia alternativa. O carrinho vem ainda com um espaço vazio que precisa ser preenchido por uma latinha de refrigerante usada, uma forma bacana de se aprender sobre o valor da reciclagem. Exposto ao sol, em um piso liso, o carrinho se movimenta com a energia gerada por suas placas solares.

Preço sugerido: R$ 99,90

Onde encontrar: Greenvana

Vai uma reserva ecológica aí?



No mercado brasileiro desde 1944, o jogo de tabuleiro da Estrela ganhou uma versão ecológica fruto de uma parceria com a fabricante de plástico verde Braskem. No Banco Imobiliário Sustentável, o dinheiro foi substituído por créditos de carbono e o espaço urbano do tabuleiro deu lugar a reservas naturais. Agora o jogador pode ser dono de companhias de Reciclagem Energética, Reflorestamento, Agricultura Orgânica e Reciclagem Mecânica.

Preço: R$ 72,15 (promoção online)

Onde encontrar: Walmart


Lançador de bolinha



Se a criança que você vai presentear é apaixonada por animais de estimação, especialmente cachorros, esse lançador de bolinha é sucesso garantido. Ele é todo feito em bambu e cortiça reutilizada, ótimos substitutos para o plástico e a madeira, e bolinha é feita de plástico reciclado, o que ajuda a poupar o planeta. Sem contar que o aparelinho arremessa a bolinha a distâncias muito maiores e a brincadeira fica ainda mais divertida (e livre de babas caninas!).

Preço sugerido: R$ 129,90

Onde encontrar: Greenvana


Apoio para notebook



Apoio para notebooks é um presente sempre bem vindo, principalmente para quem gosta de ficar “superconectado”. As almofadadas com bandeja em madeira MDF ao lado são da mineira Cooperárvore, do Programa Árvore da Vida. A renda obtida com a venda beneficia 27 cooperadas.

Onde encontrar: Cooperarvore

Preço sugerido: R$50,00 cada


Apurando o "paladar"


Nem toda criança é fã de salada, mas quem sabe através do faz de conta, ela não toma gosto pela coisa? Essa é a proposta do Salad for Green Eaters, um conjunto com legumes e verduras de brinquedo feito a partir de materiais reciclados que estimula o pequeno a montar suas próprias combinações.

Preço sugerido: R$ 112,00

Onde encontrar: Tuktuk Mamamuk


Peso de porta divertido


Todo o material utilizado na confecção dessa baleia verde, que pode ser usada como peso de porta ou decoração de estante, é um reaproveitamento de refugos da indústria têxtil de Florianópolis. Ela faz parte do projeto Bia Genevine que tem como objetivo a reinserção de mulheres de baixa renda da região da Lagoa da Conceição.

Preço sugerido: R$ 90,00

Onde encontrar:Tuktuk Mamamuk

Babador de macaco


Esse mimo é para os pequenos de verdade. O babador da Skip Hop, quando dobrado, vira uma pochete e pode ser levado em passeios da família. Reesistente à água, ele é livre de substâncias prejudiciais à saúde, como o BPA e o ftalato.

Preço sugerido: R$ 34,90

Onde encontrar: Greenvana


Pegada leve



Com design divertido e descolado, o tênis da Goóc é revestido com lona reciclada e tem sola feita de pneu. O acabamento é com fibra de juta e a tinta utilizada é à base d’água.

Onde encontrar: consultar pontos de venda


Fonte: Exame


6 incríveis construções futuristas que imitam a natureza


Você já ouviu falar de Biomimética? O conceito, que vem do grego bios (vida) e mimesi (imitação), aplica-se às criações humanas que tem na natureza sua maior fonte de inspiração, como esses fascinantes projetos de arquitetura ecológica.



Bionic Arch: uma joia em Taiwan
Preocupada em reduzir suas emissões, a cidade de Taichung em Taiwan lançou no ano passado um concurso de projetos de arquitetura para ocupar uma área antes ocupada pelo aeroporto local, que mudou de endereço.

O vencedor da competição foi ninguém menos do que o visionário arquiteto belga Vincent Callebaut, que projetou uma imensa torre verde que não só combina como supera os principais indicadores de um edifício sustentável.

Chamada de Bionich Arc, a torre em forma orgânica foi orçada em 85 milhões de reais e terá emissão zero de carbono. Com jardins suspensos integrados em toda sua fachada, o edifíco de 119 m será capaz de produzir sua própria energia a partir de fontes alternativas, como solar e eólica.



Wetropolis: a Bangkok do amanhã
Bangkok, na Tailândia, corre risco de sofrer com a elevação do nível do mar até meados do século. Para resolver esse problema, a firma de arquitetura S+PBA bolou uma solução interessante: um conceito de comunidade para “um futuro pós-diluviano”. O projeto abraça um estilo de vida anfíbia, em vez de lutar contra ao aumento do nível das águas.

A ideia é reproduzir toda uma rede e infraestrutura urbana acima do mar chamada de “Wetropolis”, que contaria com escolas, espaços públicos, indústria e todo tipo de serviço público. Os arquitetos preveem até espaços verdes, como parques e florestas e manguezais, que além de favorecer a atividade de carcinicultura, tambem ajudariam a filtrar a água e renovar o ar da cidade.


     
Um “prédio cacto” em pleno deserto
O Ministério das Relações Municipais e da Agricultura do Qatar, no Oriente Médio, está preparando a construção de um novo prédio comercial que tem a forma de um cacto. Desenhado por um escritório de arquitetura tailandês, o edifício utiliza-se de estratégia semelhante a de um cacto para sobreviver no ambiente quente e seco, característicos dos desertos árabes.

A exemplo daquela planta, que durante a noite “transpira” para reter a água ao longo do dia, a construção também contará com um sistema que abre e fecha ventanas, criando sombras e controlando a temperatura interior de acordo com as variações de temperatura. O projeto é parte de um programa bilionário de incentivo à construção verde para racionalizar o uso de energia no país.


Torres autossuficientes em Seoul
Buscando conciliar crescimento urbano, sustentabilidade e qualidade de vida, os arquitetos coreanos da Mass Studies projetaram o Seoul Commune 2026.

Trata-se de um conjunto de torres sustentáveis em formato orgânico, que podem ter entre 16 e 53 andares, no bairro de Apgujongdong, uma das regiões mais densamente povoadas do mundo, em Seoul. Além de apartamentos, cada torre abrigaria restaurantes, teatros, um complexo de compras, além de outras opções de lazer.

Autossuficientes em energia, as torres possuem uma cobertura de cristais fotovoltaicos, além de um revestimento verde composto de plantas, que ajuda a controlar a temperatura interna dos edifícios.


Ilhas artificiais para as Maldivas
Pelo menos 80% do arquipélago das Maldivas, localizado no oceano Índico, está apenas um metro acima do nível do mar. Uma elevação brusca das águas poderia varrer do mapa esse paraíso de praias de areia branquinha, palmeiras e atóis de corais.

No último século, o nível do mar já subiu 20 centímetros em algumas partes do país. Temendo o pior, o governo local estuda comprar um novo território para o seu povo. Mas para o arquiteto Koen Olthuis do Waterstudio a solução é criar mini-ilhas flutuantes. Elas teriam formato de estrela-do-mar e contariam com amplos espaços verdes e praias artificiais.


Arca em forma de vitória-régia
Eventos climáticos extremos têm deixado milhares de desabrigados em todo o mundo. Se as previsões de elevação dos níveis dos mares se concretizarem, será preciso encontrar um novo lar para os refugiados climáticos.

A solução para nos manter a tona vem também do visionário arquiteto belga Vincent Callebaut, que criou a cidade flutuante Lilypad. O complexo é formado por arcas em formato de flor, cada uma com capacidade de abrigar até 50 mil pessoas.



Fonte: Exame