sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dia da Árvore: respeite-a e garanta nossa própria existência


 Nos aconchega em sua sombra, mantém o ar úmido e cheio de oxigênio, protege a terra com suas raízes,  algumas produzem frutos deliciosos: a árvore nada mais é do que um sinônimo de vida. Como tal, precisamos lutar pela sua preservação e o dia da árvore é um bom momento para reforçar esse ideal.


Comemorado em todo o mundo só que em datas diferentes, o dia da árvore acontece neste dia 21 de setembro no calendário brasileiro. A data foi escolhida pelos índios que cultuavam as árvores no começo da primavera, época em que eles preparavam o solo para o cultivo.

Atualmente com o crescimento urbanístico, muitas árvores têm perdido espaço para prédios, estradas e ruas, fora a sua retirada para ser utilizada como matéria-prima, o que também ocasiona um grande desfalque na natureza. Somente a fabricação de papel, por exemplo, é responsável pela retirada de ao menos metade das árvores do planeta, segundo pesquisas. Para produzir uma tonelada de papel branco, são necessárias duas ou três toneladas de madeira.

Existem diversas formas de preservar, diminuir o consumo da madeira e ampliar o número de árvores. Para isso, algumas pequenas mudanças de hábitos já bastam, como usar menos papel, por exemplo. Confira algumas dicas:


  • Escreva nos dois lados de cada folha de papel e tente usar papel de rascunho ou metades de folha quando possível. Recicle todo papel quando você terminar de usá-lo;
  • Coloque um guardanapo de tecido em sua mochila, bolsa ou lancheira e use-o em vez de guardanapos de papel;
  • Em casa, use sempre guardanapos, lenços e panos de pratos de tecido ao invés de papel;
  • Quando comprar papel em uma loja tente comprar papel reciclado com 100% pós-consumo, ou seja, depois dele ter sido usado por alguém. Isso significa que ele foi feito com papel que já foi usado e colocado numa cesta de lixo para ser reciclado. Melhor ainda, compre 100% de papel "tree-free" (isento de árvores). Isso significa que nenhuma árvore precisou ser derrubada para esse papel ser produzido;
  • Não compre qualquer madeira que seja originária de árvores em perigo de extinção. Já existem no mercado várias opções de madeiras plásticas, mais duráveis e sem perigo de mofo e cupins. Uma boa opção também.

Outras ações que ajudam muito:

  • Cada cidadão tem o dever de proteger o verde em seu bairro. Por isso, fique de olho: nenhuma árvore, da área pública ou privada, pode ser abatida sem autorização da prefeitura. Esta autorização só é concedida se a árvore estiver doente ou for um obstáculo à abertura de avenidas e ruas. Os moradores têm o direito de se opor à derrubada desde que justifiquem os seus motivos;
  • As árvores localizadas às margens de rios, córregos, nascentes, represas, topos de morros, montanhas, serras e áreas em declive são de preservação permanente. Não podem ser cortadas! Ajude a preservá-las;
  • Você pode reivindicar mais áreas verdes no seu bairro. Este é um direito seu;
  • Também é permitido plantar árvores defronte de sua casa e nos canteiros de avenidas e ruas;
  • Aumente seu conhecimento: fale com pessoas que entendam de jardinagem e descubra como cuidar das plantas;
  • Divulgue informações sobre a preservação do verde no jornal da escola, no mural, em impressos e também no jornal do seu bairro.

Alguns benefícios de uma árvore
  • Em um ano resfria igual a dez ar condicionados funcionando continuamente e filtra 28 kg de poluentes do ar.
  • As árvores formam uma parede que impede a propagação dos ruídos. Cercas vivas estão sendo muito utilizadas hoje em dia para criar ambientes mais silenciosos e aconchegantes (além de bonitos).
  • A camada de folhas que se formam embaixo das árvores servem de berço para as sementes e para proteger o solo dos pingos da chuva. Cada pingo de chuva que cai diretamente no solo, causa erosão. A erosão do solo pode ser prejudicial em vários casos.
  • Uma árvore pode transpirar por suas folhas, até 60 litros de água por dia. Este vapor se mistura com as partículas de poluição do ar e, quando se acumulam em nuvens, caem em forma de chuva. Portanto, as árvores ajudam também na retirada de poluentes do ar.
Fonte: Ecodesenvolvimento



ONG cria medalha para árvores centenárias que resistem em SP

Uma campanha pela preservação das árvores mais antigas da cidade de São Paulo está sendo lançada nesta sexta-feira (21) pela fundação SOS Mata Atlântica. Consideradas "veteranas de guerra" por terem sobrevivido à grande urbanização da metrópole, 20 plantas centenárias foram escolhidas para receber medalhas de honra e placas de bronze como agradecimento pelos serviços prestados à população.


A ideia é chamar a atenção das pessoas para estes "monumentos", resquícios da vegetação nativa da capital paulista, a Mata Atlântica, ressalta o botânico Ricardo Cardim, parceiro da fundação e responsável pela escolha das árvores. "Sâo Paulo já teve uma biodiversidade grande, que foi muito destruída com a urbanização", aponta ele. "Essas árvores carregam uma história biológica e cultural da cidade."


As plantas são jatobás, ceboleiros, chichás, figueiras e jequitibás, entre outras, e estão situadas em vários locais, como no Largo do Arouche, no Centro da cidade; no Parque Ibirapuera, na Zona Sul; em uma escola de Santo Amaro, também na Zona Sul; e no Parque do Carmo, na Zona Leste.

A árvore mais antiga documentada na cidade fica no Sacomã, na Zona Sul, segundo a SOS Mata Atlântica. Chamada de figueira-das-lágrimas, ela tem mais de 200 anos, na avaliação de Cardim. O botânico estima que ela seja do final do século 18. "Podemos falar que [a planta] é o mais antigo paulistano vivo, e foi esquecido, jogado em um cantinho."

No local onde está a planta passava, no século 19, a estrada que ligava o Porto de Santos a São Paulo, ressalta a ONG em nota enviada à imprensa. Como a árvore demarcava o fim da capital paulista e servia de referência para despedidas de pessoas que seguiam ao litoral, o seu apelido incluiu as "lágrimas".

Por baixo da copa da árvore passaram soldados da Guerra do Paraguai e inclusive Dom Pedro I, indo para o local da proclamação da Independência em 1822, segundo a nota da SOS Mata Atlântica. "Para dar uma ideia da antiguidade da árvore, ela assistiu Dom Pedro passar", brinca Cardim.

Protetora
A figueira-das-lágrimas tem uma cuidadora, ressalta o botânico, fundador da rede "Árvores de São Paulo". Trata-se de Yara Rodrigues Caldas, de 55 anos, que mora no entorno do local onde está a árvore.

Yara diz passar todos os dias pelo local onde está a figueira-das-lágrimas para limpar e cuidar dela. Ela começou a tomar conta da árvore em 1974, um ano após ter se mudado para a região. "Eu varro todo dia. Tem que cuidar da árvore como a gente cuida da casa da gente", afirma a moradora.

A campanha quer incentivar a população a conhecer e acompanhar as árvores selecionadas, além de permitir o cadastro de outras árvores antigas da cidade.

Pelo site www.veteranasdeguerra.org, é possível se cadastrar e adotar uma das plantas. Os cadastrados podem monitorar a situação das árvores, descrever a situação em que se encontram, incluir fotos, textos e compartilhar nas redes sociais.

Os "padrinhos" das árvores também poderão entregar medalhas virtuais às árvores pela força, perseverança e outras qualidades, além de enviar e-mails para órgãos públicos toda vez que algum problema ou irregularidade afetar uma planta "veterana".

Fonte: Globo.com 




Hambúrgueres de lanchonetes poluem mais do que caminhões



Você também acha difícil acreditar nisso? Parece impossível um inocente hambúrguer frito em uma chapa emitir mais gases do que um veículo movido a diesel? Pode parecer loucura, mas a ciência diz que sim, é possível.

E a diferença não é pequena. Segundo pesquisa da Universidade da Califórnia, um caminhão de 18 rodas precisa rodar 230 quilômetros para soltar a mesma quantidade de partículas que um único hambúrguer frito numa chapa de lanchonete. Isso porque na hora da fritura, ele libera partículas da gordura, fumaça, calor, e outros gases emitidos na combustão.

Ainda assim, como pode um hambúrguer pequenino ser mais poluente do que um caminhão gigante? Bem, dizem os pesquisadores que o problema está no controle de emissão de gases. Enquanto os veículos são fiscalizados e obrigados a instalar equipamentos para reduzir a liberação de poluentes, as chapas das lanchonetes passam incólumes. Aí o hambúrguer vira um inimigo pior ao meio ambiente do que um veículo pesado.

A situação é bem grave na Califórnia: as lanchonetes aparecem como a segunda maior fonte de poluição da costa sul do Estado – quase duas vezes mais que os caminhões movidos a diesel.

Quem diria, hein?

Fonte: Superinteressante 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Marca italiana produz relógios de madeira recuperada



A empresa WeWood conseguiu unir a paixão pelos relógios e pelo meio ambiente para assim criar o seu negócio. A marca trabalha com a fabricação de acessórios em madeira recuperada.

O processo de fabricação evita o uso de metais e ainda reaproveita o material descartado. Além disso, a marca desde o início se compromete a plantar uma árvore para cada relógio comprado. A iniciativa é realizada com o apoio da American Forests, uma organização sem fins lucrativos de conservação de árvores e florestas.

Ele não é muito resistente à água, “mas você pode considerá-lo à prova de respingos”, afirma a empresa em seu site, em tom de brincadeira.  A madeira molhada pode prejudicar algumas funções do relógio, mas isso não quer dizer que ele estragará facilmente. A WeWood também afirma que a bateria pode ser substituída em qualquer loja, quando necessário.


O fecho dos relógios é feito com metal e a marca faz questão de deixar isso claro em seu site, principalmente, para alertar os clientes alérgicos a este material. Como os produtos são feitos com 100% de madeira natural, o consumidor também precisa se atentar a qualquer tipo de alergia que o uso do relógio possa causar.

A WeWood foi criada em 2011 por um sapateiro apaixonado por relógios e dois empresários. O acessório está disponível em diversas cidades do mundo com 11 modelos.

Fonte: Ciclo Vivo 

Embalagens sustentáveis vão além da capacidade de reciclar





Apesar de pouco importantes para muita gente, as embalagens são grandes vilãs da natureza. A produção, utilização e descarte delas implicam em impactos ambientais, visto que a embalagem, ao final de seu processo de consumo, inevitavelmente acaba como lixo urbano. A questão é: existem maneiras possíveis de torná-la sustentavelmente bem sucedida, seja pelo uso de materiais, seja pelo processo de fabricação ou pelo seu consumo consciente? 



Segundo a designer Babi Tubelo, os materiais, a logística e a reciclabilidade estão entre as principais ferramentas a caminho de um design de embalagem visando a ecologia ambiental, imprescindível no mundo moderno. Quanto mais diversidade de material em uma mesma embalagem, mais será seu impacto para o meio ambiente. Já o uso de apenas um material facilita sua reciclagem.

A embalagem sustentável deve atender pelo menos a três dimensões:

Garantir a proteção ao produto;
Escolher aquela que implica menos impactos ambientais, medidos segundo a Análise do Ciclo de Vida (ACV) do produto;
Saber como os materiais de embalagens são destinados no fim de vida útil, seja por compostagem, aterro sanitário, reciclagem química, reciclagem mecânica ou reciclagem energética.
Segundo especialistas, o ato de projetar produtos em prol da sustentabilidade é tecnicamente possível. Para que isso ocorra são necessárias mudanças de comportamento e alterações nos padrões da sociedade, a fim de que alternativas inovadoras de design sejam, de fato, bem aceitas.

Economia em material e logística


Economizar no material e facilitar a logística são aspectos essenciais para uma embalagem ser considerada sustentável. E muitas vezes não se dá muita importância a esses dois pontos. Mas, não é assim que pensa a designer húngara e estudante de graduação Otília Andrea Erdelyi. Ela redesenhou a embalagem de ovos, tornando-a ainda mais minimalista, materialmente eficiente e visualmente atraente.

Além de economizar matéria-prima, a caixa de ovos, chamada de Erdelyi, foi projetada para ser empilhada facilmente. Os ovos são colocados em forma de elipse e para o consumidor retirar os ovos da embalagem basta inclinar uma das laterais.

Embalagens recicláveis


Outro ponto mais conhecido e também essencial, para se alcançar uma embalagem sustentável, está no seu poder de reciclabilidade, ou seja, a capacidade que ela tem de ser aproveitada depois de utilizada.

Atualmente, com a grande preocupação ambiental, muitas indústrias estão inovando os seus produtos, fabricando embalagens que podem ser recicladas após serem utilizadas.

Um exemplo está na lâmpada de última geração Lemnis Lighting, já mostrada aqui no EcoD, que desenvolveu uma embalagem capaz de se transformar em uma luminária para acomodá-la.
Fonte: Ecodesenvolvimento 

Brasil está próximo de um boom no mercado de energia solar, diz especialista


Nos próximos anos, o Brasil verá um boom no mercado das tecnologias de energia solar - especialmente aquelas aplicadas às edificações e cidades. A perspectiva é do engenheiro, empresário e consultor Carlos Farias. Em entrevista ao Portal EcoD ele destacou o desenvolvimento do setor, as vantagens do uso da energia renovável e a expectativa de um novo mercado de produção individual de eletricidade no Brasil.

Segundo Farias, o Brasil vive um “momento incrível” para o uso das ciências renováveis e para que os arquitetos insiram o uso delas nos projetos. Entre as principais tecnologias, ele destaca os coletores solares de água e os sistemas fotovoltaicos.

A primeira é utilizada para gerar calor, enquanto a segunda produz eletricidade a partir do sol, conta o engenheiro. Ele destaca ainda que, enquanto os coletores já se consolidaram no mercado com alternativa barata e acessível para moradores de todo o país, os sistemas fotovoltaicos enfrentam problemas como a ausência de fábricas nacionais e de profissionais capacitados para projetar e instalar os equipamentos corretamente.

Com isso, os custos aumentam e dificulta a difusão da tecnologia em larga escala, diz Farias. Apesar disso, ele acredita que dentro de um futuro próximo projetistas, arquitetos e moradores já poderão ser produtores de eletricidade utilizando a energia solar, além de também poderem aquecer a água com redução de até 100% na conta de luz. “A expectativa é de que o Brasil inteiro possa gerar energia fotovoltaica nos próximos cinco anos”, afirma.

No vídeo abaixo, Farias comenta as principais vantagens do uso das tecnologias renováveis, da melhor distribuição da energia, as consequências da produção local de eletricidade e as oportunidades que surgirão com as novas demandas.



Fonte: Ecodesenvolvimento 


Caminhada é solução eficiente de transporte


Segundo dados da ONU, em 2009 mais da metade da população mundial, cerca de 3,3 bilhões de pessoas, já vivia em centros urbanos. Estes números sobem a cada ano e com eles, aumentam também os problemas que as pessoas enfrentam para se locomover diariamente.

Além dos congestionamentos, o setor automotivo é responsável por 23% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, conforme dados do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Este cenário comprova a importância do incentivo ao uso de transportes alternativos e limpos, como a bicicleta, ou opções que minimizem as emissões, como o uso dos transportes públicos.

A caminhada se enquadra nestas alternativas, por ser um ótimo exercício físico, que pode melhorar muito a saúde das pessoas, e facilitar a integração com a cidade, além de ter praticamente nenhum impacto ambiental.

Este hábito pode tornar a vida mais prazerosa em grandes centros urbanos, pois evita as horas diárias perdidas no trânsito, o stress que os congestionamentos causam e ainda combate problemas, como coleterol, dores no corpo e obesidade.

Ao caminhar a velocidade média atingida é de 5Km/h e a atividade queima mais de 270 calorias a cada 30 minutos. A média de um veículo circulando no trânsito de uma cidade como São Paulo, é de 15 km/h e o motorista queima apenas 80 calorias em 30 minutos.
Melhorar a Saúde

Conforme informações do Instituto de Ortopedia e Saúde, caminhar é ideal para trabalhar a função cardiovascular, melhorando o nível de condicionamento físico; para ajudar na perda de peso e fortalecer os músculos; para reduzir a pressão sanguínea, os níveis de colesterol no sangue, o risco de doenças cardíacas, osteoporose, diabetes e o estresse.

Sustentabilidade

Caminhar pelo bairro é uma integração constante entre a comunidade. Além disso, entre as idas e vindas é possível comprar produtos, incentivando o comércio local. Se existe o hábito de caminhar todo dia, é possível comprar apenas o necessário, sem desperdícios e sem preocupações com a vaga para estacionar o carro.

Bom Humor

Começar o dia caminhando é um exercício de observação e cordialidade. Todo o restante do dia pode ser transformado por um simples “Bom Dia” acompanhado de um sorriso. Você também pode puxar uma conversa com a vizinha, conhecer pessoas novas, criar laços, e quem sabe até não conhece o amor da sua vida? A caminhada é um ótimo remédio para deixar a depressão de lado. Gentileza gera gentileza.

Quem trabalha em edifícios grandes também pode utilizar as escadas, ao invés dos elevadores. Quando você faz uma pausa do trabalho é importante fazer algum exercício para oxigenar o cérebro, dessa forma o seu dia fica bem melhor!

Economia

Ao optar pela caminhada é possível economizar o dinheiro do vale transporte ou da gasolina e do estacionamento. Caminhar é  gratuito e também pode ocupar a função da academia, economizando ainda mais.

Dica: É preciso planejar

Planeje-se. Isso é essencial para que a caminhada seja funcional. Se você se programar com antecedência o caminho até o trabalho será completado sempre na mesma média de tempo e os atrasos serão deixados para trás. Esse é um benefício praticamente inalcançável para os motoristas, que estão sempre sujeitos aos imprevistos do trânsito.  

Fonte: Ciclo Vivo