sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Como a Copa pode ajudar o tatu-bola a driblar a extinção



Em 2014, não será apenas o título de campeão da vigésima Copa do Mundo que estará em jogo nos nossos campos de futebol. Mas também o futuro de um pequeno e dócil animal genuinamente brasileiro, o tatu-bola. No próximo domingo, durante o programa Fantástico, da TV Globo, o público conhecerá as três opções de nome escolhidas pela Fifa para o bichinho, que será anunciado oficialmente como mascote. Esse episódio marcará o começo de uma longa batalha por sua sobrevivência.

O título de embaixador dos jogos será um divisor de águas para a espécie, que em breve passará da classificação “vulnerável” para “criticamente ameaçada”, na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). “Mas ao ganhar os olhos do mundo, durante a competição, tudo pode mudar”, diz o biólogo Rodrigo Castro, coordenador da campanha que promoveu o tatu-bola como um dos candidatos a mascote.

A sugestão da candidatura foi feita em fevereiro pela ONG Associação Caatinga, sediada no Ceará, que atua em prol da preservação da biodiversidade do bioma na região Nordeste. Para Castro, a grande visibilidade proporcionada pelo evento pode atrair patrocínios vultosos para projetos de conservação do animal. “Meu sonho é daqui a 20 anos olhar para trás e ver que 2014 foi a Copa que salvou o tatu-bola da extinção”, almeja.
Da Caatinga para o mundo

O desafio é grande. Além de só ser encontrado no Brasil, nosso mascote é a menor e a menos conhecida das 11 espécies de tatu do país. Para se ter uma ideia, não se sabe quantos são e onde estão seus indivíduos. Sabe-se, no entanto, que a distribuição da população se restringe à Caatinga e ao Cerrado, regiões onde as ameaças crescem em proporção inversa a do conhecimento sobre a espécie. Segundo maior bioma da América do Sul, depois da Amazônia, o Cerrado já perdeu mais da metade de sua área, e a Caatinga, mais de 60% da cobertura original. “Hoje, as maiores ameaças são o desmatamento, a expansão da agricultura e pecuária”, diz Castro.

Durante muito tempo a caça foi o principal vilão. Quando se sente ameaçado, o animal tem a habilidade de se enrolar e assumir a forma de uma bola, protegendo as partes moles do corpo no interior da carapaça rígida, o que justifica o nome de tatu-bola (veja no vídeo abaixo). Essa peculiaridade é um escudo poderoso contra predadores da natureza, mas que torna o animal uma presa fácil para os humanos. “Ele pode ficar hermeticamente fechado nessa posição por até duas horas. É muito fácil para um caçador pegá-lo com as mãos”, explica o biólogo, destacando que hoje a caça ao animal está restrita a regiões onde ele ainda ocorre, como Tocantins e Goiás.

"Há muito trabalho pela frente", reconhece o biólogo, destacando a necessidade de mais pesquisas para conhecer melhor essa espécie, identificar e promover a conservação de áreas-chave para sua sobrevivência e levar educação ambiental para a sociedade. "É preciso mostrar ao Brasil a riqueza de sua biodiversidade e a Copa 2014 é a oportunidade para deixar esse legado ambiental”, diz. Seria um belíssimo gol de placa.

Um vídeo disponível no You Tube mostra um tatu dessa espécie assumindo a forma de bola ao ser encontrado por um grupo de pessoas. As imagens estão em baixa qualidade: 




Fonte: Exame.com 

Edifício eficiente tem cobertura externa que protege as janelas do sol



O escritório de arquitetura Aedas foi o responsável pelo projeto dos prédios da Sede do Conselho de Investimentos de Abu Dhabi. A construção possui duas torres de 25 andares, design contemporâneo e diversos conceitos sustentáveis.

A primeira preocupação da equipe foi em projetar um edifício eficiente. Por isso os telhados foram equipados com placas fotovoltaicas, capazes de gerar aproximadamente 5% da energia necessária para abastecer toda a estrutura. Eficiência energética também consiste em criar estratégias para reduzir o consumo. Assim, os arquitetos priorizaram o uso de vidro, para permitir a entrada da luminosidade natural.


As condições climáticas locais foram responsáveis pelo aspecto arquitetônico mais inusitado desta construção. Concluído em junho deste ano, o projeto é praticamente envolvido por uma proteção que impede que os raios solares incidam diretamente sobre as janelas dos escritórios.

A cobertura é composta por um conjunto de triângulos, feitos em fibra de vidro, programados para responder ao movimento do sol. Ela está aplicada a dois metros da superfície do prédio e permite maior conforto térmico interno. Durante a noite, a tela externa é fechada, tornando a abrir assim que o dia amanhece e os raios solares voltam a brilhar.


A estimativa é de que a tecnologia seja capaz de reduzir o calor em até 50%, minimizando assim a necessidade do uso de sistemas de resfriamento interno. Peter Oborn, vice-presidente do Aedas, explicou que o projeto mescla o uso de uma técnica antiga de forma moderna e deve contribuir para que os Emirados Árabes criem tecnologias a fim de assumir um papel de liderança na área de sustentabilidade.


Fonte: Ciclo Vivo 

Sustentabilidade em um empreendimento começa antes da construção



Optar por construir um empreendimento sustentável traz benefícios muito além do meio ambiente e do marketing: é uma opção cada vez mais comum para agregar qualidade e reduzir custos na obra. Contudo, antes de cimentar o título de “verde” em cada tijolo do empreendimento, deve-se buscar um processo de construção alinhado com as práticas ambientais.

Tudo começa no papel, ou melhor, no computador. Um novo software de modelagem de dados, mais avançado do que o Cad, está conquistando o mercado da construção civil como um poderoso aliado no planejamento. O BIM (Modelagem das Informações da Construção, em português) é diferente do tradicional Cad, uma vez que permite agregar informações além dos desenhos.

Uma das vantagens do BIM (e justamente o que o adjetiva como opção “sustentável”) é a antecipação do processo de planejamento . “Se a gente começar a planejar antes vamos evitar trabalho, desperdício na construção”, explicou a arquiteta Jealva Fonseca, especialista no software, ao participar do 10º Seminário Tecnológico e 9º Seminário de Inovação na Construção Civil, realizados na quinta-feira, 13 de setembro, em Salvador, durante o Construir Bahia.

De acordo com ela, ao agregar dados de diferentes setores, o programa antecipa problemas, permitindo solucioná-los antes mesmo de levantar o primeiro tijolo. “Com o BIM, já posso saber como será minha parede, minha tinta. Já chego no canteiro de obras com tudo definido”, afirma.

Planejamento

Para além da tecnologia utilizada, uma obra só será bem-sucedida no quesito ambiental se for pensada como tal bem antes de entrar no canteiro de obras. A arquiteta explica que um dos fatores que se deve pensar ao planejar a obra é o entorno. “A obra não é alheia ao ambiente”. E isso inclui pensar nas possíveis consequências geradas nas construções vizinhas. “Nosso trabalho é diminuir esse impacto negativo”, destaca ela.


Para Jealva, é necessário ainda pensar em soluções arquitetônicas que potencializem os recursos naturais já existentes no ambiente, como posicionar a janela para que absorva luz e vento suficientes para reduzir o consumo da iluminação e do ar-condicionado dentro da habitação.

 Jealva explicou como o BIM pode auxiliar a incrementar sustentabilidade na construção
Foto: Divulgação


Pesquisadora da Escola Politécnica da USP (Universidade São Paulo), Clarice Degani ressaltou também o papel fundamental do planejamento para uma construção sustentável. “É nesta fase que se toma decisões, como o material que se irá trabalhar”. Expondo como a logística no canteiro de obras pode ser sustentável, a engenheira afirmou que os processos de construção sustentável começam desde a demolição das estruturas pré-existentes, com seu o eventual aproveitamento, até as instalações provisórias, feitas não somente para abrigar os trabalhadores, mas também para promover as vendas do futuro empreendimento.

Essência

Um empreendimento responsável deve pensar a sustentabilidade para além da própria edificação. Para construir estruturas provisórias verdes, algumas características dessas instalações são desejáveis, como a gestão adequada de resíduos; conforto térmico e acústico; eficiência energética; uso racional da água; facilidade de limpeza; promoção do bem-estar dos trabalhadores; desmontabilidade e reciclabilidade.


Outros aspectos interessantes para uma intalação sustentável, de acordo com a pesquisadora, seriam a implantação de sistema de reúso ou infiltração de águas pluviais, por exemplo, e a utilização de contâineres ou edificações anteriores para construir as instalações provisórias. No entanto, ela observa que essas sugestões devem ser analisadas caso a caso. “Não é uma listinha. A sustentabilidade exige coerência. E tudo vai depender do canteiro de obras”.

 Clarice afirma que a construção sustentável começa no canteiro de obras
Foto: João Alvarez/FIEB


Por outro lado, Clarice orienta que a escolha de materiais seja responsável, pautada em diversos aspectos e não apenas no caráter sustentável. “Essa tomada de decisão não pode ser puramente ecológica, tem que estar pautada no desempenho”, salienta. De acordo com a pesquisadora, o planejamento dos materiais a serem utilizados na obras não deve ser feito isoladamente. “É essencial que essa escolha seja integrada entre produtos, sistemas, processos construtivos e desempenho final”.

Material

A pesquisadora chamou a atenção para a necessidade de investigar a procedência do material junto ao fornecedor e procurar conhecer seus componentes. “Tem muito fornecedor que não disponibiliza essas informações porque nunca pensou nisso antes”, conta. Desvendar a origem do material e assim descobrir se foi extraído de modo sustentável, também é interessante. “A madeira está na moda investigar. Mas areia e gesso não”, compara.

Além disso, no canteiro de obras é necessário haver uma boa gestão de resíduos. A legislação determina que o gerador de resíduos de construção é responsável pela destinação adequada. Para tanto, na fase de planejamento, o empreendimento é obrigado a apresentar um Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC). A norma foi instituída há 10 anos, mas não ocorre na prática, porque os municípios não criaram áreas específicas para destinação destes resíduos.

“Tem muito município que também não exige dos empreendimentos”, relata Clarice, ressaltando que é interessante realizar um plano para avaliar a possibilidade de reúso ou reciclagem dentro do próprio canteiro para resíduos da Classe A (reutilizáveis na obra, como blocos e tubos), por exemplo, ou se é viável a logística reversa para os da classe B (recicláveis em outras situações, como papel e vidro).

Fonte: Ciclo Vivo


Parque da Bolívia tem maior biodiversidade mundial, diz entidade


Uma reserva florestal no noroeste da Bolívia é o local com a maior biodiversidade do planeta, segundo um levantamento feito pela entidade internacional de preservação ambiental Wildlife Conservation Society (WCS), baseada nos Estados Unidos.

Segundo uma compilação de dados da WCS, o Parque Nacional Madidi reúne 11% das espécies de pássaros do mundo, 200 espécies de mamíferos, quase 300 tipos de peixes e 12 mil variedades de plantas.

Fêmea de uirapuru-de-chapéu-azul é uma das espécies de aves do parque (Foto: Mileniusz Spanowicz/WCS)

Em seu território de 19 mil quilômetros quadrados, o parque abrange desde florestas tropicais da Amazônia até picos congelados dos Andes.

Parque Madidi abrange árvores e mais plantas típicas da região amazônica (Foto: Mileniusz Spanowicz/WCS)

O levantamento é resultado de dados coletados por mais de 40 cientistas de várias entidades que trabalharam no parque por 15 anos.

Onça-pintada aproveita o fim de tarde perto do rio Madidi, na Bolívia (Foto: Mileniusz Spanowicz/WCS)

Os autores concluem que apenas 11 países no mundo possuem maior número de espécies de pássaros que o parque Madidi. No total, são 1,1 mil espécies diferentes na reserva. Os Estados Unidos, por exemplo, têm em todo o país 900 espécies de pássaros.

Filhote de gavião-real pertence à espécie mais poderosa de ave predatória (Foto: Mileniusz Spanowicz/WCS)


O Madidi é um dos maiores destinos turísticos da Bolívia e faz parte de um complexo maior de conservação chamado Madidi-Tambopata.

Cobra azulão-boia é uma das 50 espécies de cobras que vivem no parque (Foto: Mileniusz Spanowicz/WCS) 

Fonte: Globo.com 

Resíduos sólidos separados em casa são misturados ao lixo comum na rua, revela pesquisa



Praticamente três entre dez domicílios brasileiros (29,7%) separam o lixo biodegradável do não degradável. No entanto, apenas 40% desse lixo separado dentro de casa são posteriormente coletados de forma coletiva quando chega à rua. Isso mostra que muitos brasileiros separam seus resíduos nas residências, mas depois grande parte deles (60%) é misturada ao lixo comum.

Os dados constam na Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 – Perfil das Despesas do Brasil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A região Sul é aquela que apresenta os melhores indicadores. Lá, 59,9% dos domicílios separam o lixo e 55,6% desses resíduos são coletados de forma seletiva. “A região Sul está bem acima da média nacional, de 29,7%”, explica o pesquisador do IBGE José Mauro Freitas.

Em outro extremo, aparece a região Norte, onde 6,6% dos domicílios separam o lixo biodegradável do não degradável e 16,8% desse resíduo são coletados seletivamente, segundo a pesquisa do IBGE.

O IBGE também observou a quantidade de lixo que é coletada, queimada ou enterrada no próprio terreno da família. No Brasil, a média do lixo coletado chega a 80,7%; os restos queimados ou enterrados, a 10,2%.

A discrepância é grande entre a cidade e o campo. Na área urbana, 91,1% do lixo são coletados e 1,5%, queimados ou enterrados na propriedade. Na área rural, os percentuais são, respectivamente, 24,4% e 57,7%.

Entre os estados, o Maranhão é o que tem o menor índice de lixo coletado (51,1%) e o com maior percentual de resíduos queimados ou enterrados (33,4%). Já São Paulo tem o perfil oposto: 94,5% do lixo são coletados e 1,7% são queimado ou enterrado.

A pesquisa mostrou ainda a quantidade de domicílios que têm água encanada aquecida. Três em cada quatro residências contam com algum tipo de aquecimento. Além disso, 70% das casas com água encanada recorrem à energia elétrica para aquecer a água.

Fonte: Ecodesenvolvimento 

Dez ideias para reutilização de camisa velha



Sempre que vamos arrumar nosso guarda-roupa descobrimos peças que não usamos mais. Para elas existem destinações sustentáveis. Ou você pode doá-las para aqueles que precisam ou, se tem um tempinho extra, pode transformá-las em novas peças também utilitárias. Você vai se surpreender com a quantidade de coisas que se pode fazer a partir de um simples camisa. Aqui estão dez opções listadas pelo site Earth911, que acompanham tutoriais para te ajudar na confecção.

Pulseiras


Para algumas mulheres a quantidade de pulseiras nunca é suficiente. Com essa dica, você pode reutilizar uma pulseira que já tem, deixando ela com uma nova cara sem precisar ter gastos. Além disso, é muito fácil e prático de fazer. Você só vai precisar de alguns braceletes velhos e retalhos de camisetas que não usa mais. Saiba como fazer acessando o blog de Camilla Fabbri.

Sacolas


Sacos plásticos não são nada legais para o meio ambiente, mas com essa solução é possível reutilizar uma peça de roupa que você não deseja mais e ainda reduz a utilização de sacolas plásticas do seu dia-a-dia.Aprenda a fazer no Faça Você Mesmo do EcoD.

Cachecol


Se você tem uma máquina de costura, este cachecol pode ser uma boa opção para transformar suas camisas velhas. Basta seguir este tutorial do blog Wienerdog Tricks.

Faixa de cabelo e cintos


Você só vai precisar de alguns cortes, nós e cola, para transformar camisetas velhas em faixas de cabelo ou até cintos. Confira como fazer no tutorial do blog Love Stitched.

Tapetes


Esse é um trabalho manual um pouco mais trabalhoso, mas quando estiver pronto seus amigos não vão acreditar que foi você quem fez! No tutorial do blog Casa Feita em Casa você aprende a fazer um bem colorido com auxilio de um bambolê.

Colar


Este colar é simples de fazer, com apenas algumas ferramentas e seguindo este tutorial da Whole Living você pode fazer de várias cores para combinar com suas roupas.

Colete


Se você tiver cinco minutos livres, tente fazer este colete sem costura. No tutorial do Wobisobi você aprende como fazer utilizando nada além de um par de tesouras.

Saia com bolsos


Esta saia feita a partir de camisa reciclada é tão simples quanto inteligente. Acompanhando o tutorial do blog Out of Order, você verá que nenhum material é desperdiçado, até mesmo as mangas são usadas para fazer os bolsos.

Jogo americano


No tutorial do blog Creative Jewish você aprende a fazer esse colorido jogo americano de camisas velhas. Para fazer você só vai precisar de um tear caseiro bem simples feito de papelão e cordão.


Fonte: Ecodesenvolvimento 


1º Simpósio Internacional de Reúso de Água